Conversão de paulo

25 de Janeiro de 2009

 

Festa

 

Por Decreto da Congregação do Culto Divino e Disciplina dos sacramentos, neste Ano Paulino, em vez da Missa do III Domingo do Tempo Comum, pode celebrar-se, em cada igreja, uma Missa da Conversão de S. Paulo, Apóstolo, como vem no Missal Romano (p.809), com as seguintes alterações:

1ª Leitura: Act 22,3-16 ou Act 9,1-22. Salmo 116, 1.2 (Leccionário Santoral, pp.78-82).

2ª Leitura: 1Cor 7, 29-31 (Leccionário Dominical, Ano B, p.272).

Ev. Mc 16, 15-18 (Leccionário Santoral, pp.78-83).

 

 

RITOS INICIAIS

 

cf. 2 Tim 1, 12; 4,8

Antífona de entrada: Eu sei em quem pus a minha confiança e sei que o Senhor, justo juiz, me dará a recompensa no dia da sua vinda.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Neste Domingo em que celebramos a «Conversão de São Paulo» também nós fazemos a experiência de Cristo ressuscitado.

A Eucaristia que celebramos é encontro com Cristo que ilumina o sentido mais profundo da nossa vida. Encontro cheio de mistério e encanto, mas também de realismo a exigir conversão sincera e compromisso coerente.

É fazer a experiência da misericórdia, da graça e da comunhão com Deus e com os irmãos, Corpo de Cristo.

É desafio à urgência de Evangelizar na alegria, na esperança e na autenticidade que tem a chancela da Cruz.

Como São Paulo a nossa grande paixão deve ser Jesus Cristo e a Sua Igreja.

 

Oração colecta: Senhor Deus, que instruístes o mundo inteiro com a palavra do apóstolo São Paulo, concedei a quantos celebramos hoje a sua conversão a graça de caminharmos para Vós, como ele, dando testemunho da vossa verdade no mundo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Jesus Cristo chama Paulo com a voz da misericórdia, da graça e da doação do seu mistério pascal. Derruba e faz erguer. Cega e faz ver. Torna o caminho de morte em caminho de vida. Do perseguidor faz o perseguido.

Cristo apresenta Paulo como seu Apóstolo e Evangelizador.

 

Em vez desta leitura, pode utilizar-se a que se lhe segue.

 

Actos 22, 3-16

 

Naqueles dias, Paulo disse ao povo: «Eu sou judeu e nasci em Tarso da Cilícia. Fui, porém, educado nesta cidade de Jerusalém e recebi na escola de Gamaliel uma formação estritamente fiel à Lei dos nossos pais. Era tão zeloso no serviço de Deus, como vós todos sois hoje.

Persegui até à morte esta nova religião, algemando e metendo na prisão homens e mulheres, como podem testemunhar o Sumo Sacerdote e todo o Senado. Recebi até, da parte deles, cartas para os irmãos de Damasco e para lá me dirigi, com a missão de trazer algemados os que lá estivessem, a fim de serem castigados em Jerusalém.

Sucedeu, porém, que, no caminho, ao aproximar-me de Damasco, por volta do meio-dia, de repente brilhou ao redor de mim uma intensa luz vinda do Céu. Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: 'Saulo, Saulo, porque Me persegues?'. Eu perguntei: 'Quem és Tu, Senhor?'. E Ele respondeu-me: 'Eu sou Jesus Nazareno, a quem tu persegues'. Os meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz que me falava. Então perguntei: 'Que hei-de fazer, Senhor?'. E o Senhor disse-me: 'Levanta-te e vai a Damasco; lá te dirão tudo o que deves fazer'. Como eu deixei de ver, por causa do esplendor daquela luz, cheguei a Damasco guiado pelas mãos dos meus companheiros.

Entretanto, veio procurar-me certo Ananias, homem piedoso segundo a Lei e de boa fama entre todos os judeus que ali viviam. Ele veio ao meu encontro e, ao chegar junto de mim, disse-me: 'Saulo, meu irmão, recupera a vista'. E, no mesmo instante, pude vê-lo. Ele acrescentou: 'O Deus dos nossos pais destinou-te para conheceres a sua vontade, para veres o Justo e ouvires a voz da sua boca.

Tu serás sua testemunha diante de todos os homens, acerca do que viste e ouviste. Agora, porque esperas? Levanta-te, recebe o baptismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o seu nome'».

 

 

Em vez da leitura anterior, pode utilizar-se a seguinte:

 

Monição: Paulo convida-nos à sabedoria do Espírito Santo que nos leva a relativizar tudo em relação a Cristo Jesus.

Actos 9, 1-22

 

Naqueles dias, Saulo, respirando ainda ameaças de morte contra os discípulos do Senhor, foi ter com o sumo sacerdote e pediu-lhe cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de trazer algemados para Jerusalém quantos seguissem a nova doutrina, tanto homens como mulheres. Na viagem, quando estava já próximo de Damasco, viu-se de repente envolvido numa luz intensa vinda do Céu. Caiu por terra e ouviu uma voz que lhe dizia: «Saulo, Saulo, porque Me persegues?». Ele perguntou: «Quem és Tu, Senhor?». O Senhor respondeu: «Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te, entra na cidade e aí te dirão o que deves fazer». Os companheiros de viagem de Saulo tinham parado emudecidos; ouviam a voz, mas não viam ninguém. Saulo levantou-se do chão, mas, embora tivesse os olhos abertos, nada via.

Por isso levaram-no pela mão e introduziram-no em Damasco. Ficou três dias sem vista e sem comer nem beber.

Vivia em Damasco um discípulo chamado Ananias e o Senhor chamou-o numa visão: «Ananias». Ele respondeu: «Eis-me aqui, Senhor». O Senhor disse-lhe: «Levanta-te e vai à rua chamada Direita procurar, em casa de Judas, um homem de Tarso, chamado Saulo, que está a orar». - Entretanto, Saulo teve uma visão, em que um homem chamado Ananias entrava e impunha-lhe as mãos, para que recuperasse a vista Ananias respondeu: «Senhor, tenho ouvido contar a muitas pessoas todo o mal que esse homem fez aos teus fiéis em Jerusalém; e agora está aqui com plenos poderes dos príncipes dos sacerdotes para prender todos os que invocam o teu nome». O Senhor disse-lhe: «Vai, porque esse homem é o instrumento escolhido por Mim, para levar o meu nome ao conhecimento dos gentios, dos reis e dos filhos de Israel. Eu mesmo lhe mostrarei quanto ele tem de sofrer pelo meu nome». Então Ananias partiu, entrou na casa, impôs as mãos a Saulo e disse-lhe: «Saulo, meu irmão, quem me envia é o Senhor, - esse Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas a fim de recuperares a vista e ficares cheio do Espírito Santo». Imediatamente lhe caíram dos olhos uma espécie de escamas e recuperou a vista. Então levantou-se, recebeu o baptismo e, tendo tomado alimento, readquiriu as forças. Saulo passou alguns dias com os discípulos de Damasco e começou logo a proclamar nas sinagogas que Jesus era o Filho de Deus.

Todos os que o ouviam ficavam admirados e diziam: Não é ele que em Jerusalém perseguia os que invocam este nome? E não veio aqui para os levar algemados à presença dos príncipes dos sacerdotes?». Mas Saulo, cada vez mais fortalecido, confundia os judeus que habitavam em Damasco, demonstrando que Jesus era o Messias.

 

Salmo Responsorial     Salmo 116 (117), 1.2 (R. Mc 16,15)

 

Monição: A misericórdia do Senhor faz de nós homens livres, santos e apóstolos.

 

Refrão: Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho.

 

Ou: Aleluia.

 

Louvai o Senhor, todas as nações,

aclamai-O, todos os povos.

 

É firme a sua misericórdia para connosco,

a fidelidade do Senhor permanece para sempre.

 

 

Aclamação ao Evangelho         Jo 15, 16

 

Monição: Na missão de anunciar o Evangelho, S. Paulo, foi o mais destemido, o mais generoso, o mais audaz e o mais empenhado dos Apóstolos.

 

Aleluia

 

Eu vos escolhi do mundo, para que vades e deis fruto

e o vosso fruto permaneça, diz o Senhor

 

 

Evangelho

 

São Marcos 16,15-18

 

Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes: «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado. Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demónios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados».

 

Sugestões para a homilia

 

O Mistério Pascal de Jesus Cristo.

São Paulo: dom de Deus para a Igreja.

Ser discípulo.

O Mistério Pascal de Jesus Cristo.

A conversão de São Paulo tem a sua fonte no mistério pascal de Jesus Cristo. Corpo entregue e sangue derramado, a doação de Cristo Jesus, é torrente de graça, de amor e de misericórdia.

Este mistério pascal é assumido na pessoa e vida de tantos cristãos que por causa de Jesus são perseguidos e entregues à morte.

Dessas inumeráveis mortes é relatada uma: o martírio de Estêvão, a que Paulo assiste. Certamente que esta doação feita amor, perdão e misericórdia deram volta ao coração de Paulo.

No caminho de Damasco, Paulo, é confrontado com Cristo, perseguido no seu Corpo, a sua Igreja, os cristãos.

A conversão de Paulo foi momento marcante na vida da comunidade primitiva, mas foi sobretudo profundamente marcante na vida de Paulo.

Neste encontro Paulo vê a verdade da sua vida. Muda de rumo pela graça e misericórdia de Deus. Entrega-se a Jesus Cristo com toda a sua inteligência, com paixão, com dinamismo e acção.

E também ele vive com profunda entrega o mistério pascal de Cristo em sua vida, oferecendo-a como doação sacrificada.

São Paulo: dom de Deus para a Igreja.

Chamado por graça de Deus. Este apóstolo foi forjado numa família de cultura e de amor a Deus. Foi temperado pelas convicções da palavra e por uma vida de acérrima vivência do judaísmo. Foi enriquecido com variada cultura que também usou no serviço do Evangelho. Foi confrontado com o testemunho dos cristãos. Foi tocado pela doação de Estêvão. Foi o que foi, pela graça de Deus!

Foi sobretudo confrontado com Cristo, Luz resplandecente de vida, amor, santidade, presente e vivo nos seus discípulos, os cristãos.

Vocacionado pela graça de Deus para ser Apóstolo recebeu experiências fortes de Deus que lhe deram um fogo devorador de amor total a Jesus Cristo. E em Nome de Cristo Jesus anuncia com a palavra e sobretudo com a vida o Evangelho.

Apóstolo de areópagos percorre cidades com a feliz boa-nova. Propõe Jesus Cristo em todos os espaços e a todas as culturas. Forjador de comunidades pela paixão à Igreja de Cristo.

Apóstolo da comunhão eclesial, estrutura as comunidades com conteúdo teológico e com preparados colaboradores. Purifica com valentia e rectifica o que não é do Evangelho de Cristo. Previne os perigos, os enganos, os impostores e os falsários. Preza a unidade e a comunhão, mas sempre na verdade e na diversidade.

Sempre aberto ao Espírito Santo faz sulcar a Igreja pela abertura, renovação, pela descoberta de dons e carismas, pela vitalidade intrínseca do reino de Deus e pelos desafios que lança em termos de futuro.

Ser discípulo.

O prodígio que Cristo fez em Paulo quer fazê-lo em nós se formos dóceis, verdadeiros, coerentes e atentos. Se formos capazes de pesar a largura, a altura e a profundidade do amor de Deus e vivermos como consequência dessa relação pessoal.

O caminho que Jesus quer que percorramos é o caminho da confiança, do amor e do dar a vida. Esse caminho não pode ser trilhado pelos egoístas, calculistas, preguiçosos e interesseiros. Por isso a cruz é o cadinho da purificação de todos os interesses fora do Evangelho.

O mundo e a igreja: têm necessidade de missionários e evangelizadores que percorram todos os espaços e todas as culturas, que toquem em todos os corações; têm necessidades de apóstolos que se esqueçam de si, das suas comodidades, dos seus interesses, das suas carreiras, dos seus títulos alheios ao evangelho; têm necessidade de missionários que não temam os perigos de dentro e de fora, dos pequenos e dos grandes; têm necessidade de evangelizadores que sabem propor o evangelho da vida, do amor, de Deus; têm necessidade de apóstolos que lançam desafios, que desmascaram todas as falsidades, enganos, mentiras e violências; têm necessidade de missionários que defendam os pequeninos, os pobres, os débeis e os fracos; têm necessidade de apóstolos que amam a Igreja e por ela dão a vida; tem necessidade de homens e mulheres temperados na forja da autêntica oração, calejados nas penitências do serviço e na coerência da vida, expressão da relação com Cristo.

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Para que a nossa resposta ao Evangelho de Jesus

seja digna de tão grande chamamento,

como aconteceu na vida de São Paulo,

dirijamos ao Pai a nossa oração,

dizendo (ou: cantando), com alegria:

 

R. Ouvi-nos Senhor.

Ou: Senhor, dai-nos a paixão pelo Evangelho.

Ou: senhor, mostrai-nos a urgência do anúncio da Boa Nova.

 

1.  Pelo Papa Bento XVI, pelos bispos, presbíteros e diáconos,

para que, seguindo o caminho da fé,

irradiem confiança, alegria e disponibilidade,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos jovens da nossa Diocese

que sentem o chamamento de Jesus,

para que escutem a sua voz e O sigam,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelos cristãos, para que como São Paulo,

tenham Cristo no centro das suas vidas, actividades e opções;

sejam acolhedores, serviçais e vivam em comunhão eclesial,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos governos de todo o mundo,

por todos os  que se dedicam à investigação científica;

pelos profissionais de saúde; por todos os que

trabalham nos meios de comunicação social,

para que aceitem o Evangelho de Jesus Cristo

e sejam defensores da vida humana,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos que se entregam ao serviço dos mais pobres,

para que o Senhor lhes dê o seu Espírito

e a perseverança nas dificuldades,

oremos, irmãos.

 

6.  Por todos nós que celebramos a presença de Cristo,

para que vivamos na sua graça o chamamento e a vocação

que nos confiou e sejamos fiéis até ao fim,

oremos, irmãos.

 

 

Deus eterno e omnipotente,

que fizestes grandes maravilhas em São Paulo,

por sua intercessão renovai em nós o chamamento

e a vocação ao anúncio do Evangelho,

e dai-nos coragem para o testemunharmos com a vida.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Oração sobre as oblatas: Desça sobre nós, Senhor, o vosso Espírito Santo, na celebração dos divinos mistérios, e nos ilumine com a luz da fé que levou o apóstolo São Paulo a anunciar ao mundo a vossa glória. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio dos Apóstolos I: p. 493 [646-758]

 

Monição da Comunhão

 

São Paulo fez uma experiência forte com Jesus Ressuscitado.

Pela comunhão, Cristo, lança-nos a exigente proposta de comunhão com Deus e com os irmãos.

Participar na comunhão torna-nos discípulos servidores da Boa Nova, em todos os ambientes e espaços.

A Comunhão é força para vencer todos os medos e inibições. É proposta de doação e entrega.

 

Gal 2,20

Antífona da comunhão: Vivo na fé em Cristo, Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim.

 

Oração depois da comunhão: A comunhão deste sacramento, Senhor, faça crescer em nós o ardor da caridade do apóstolo São Paulo, trazia sempre em seu coração a solicitude por todas as Igrejas.Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Ai de mim se não anunciar a Boa Nova.

São Paulo respondeu com uma vida de total entrega. E propõe aos cristãos, a cada um de nós, que sejamos anunciadores do Evangelho.

A fé nasce do anúncio da palavra de Deus e daí a necessidade de bons evangelizadores.

Vamos cheios de esperança. Não tenhamos medo da conversão; de dispor da vida ao serviço de Cristo e dos irmãos; de lutar até ao fim com generosidade e confiança.

Cristo conta connosco e nós com a sua graça.

 

 

 

 

Homilias Feriais

 

3ª SEMANA

 

2ª Feira, 26-I: S. Timóteo e Tito. Conselhos para ambientes difíceis.

2 Tim 1, 1-8 ou Tit 1, 1-5 / Lc 10, 1-9

Ide, olhai que vos mando em missão como cordeiros para o meio dos lobos.

Timóteo e Tito foram dois discípulos e colaboradores de S. Paulo. Tiveram a seu cargo as igrejas de Éfeso e Creta.

No cumprimento da sua missão também encontraram o cenário referido por Cristo: «Como cordeiros no meio de lobos» (Ev). Para ajudá-los, S. Paulo escreveu as ‘Epístolas pastorais’, que lhes recomendam como cuidar dos pobres e dos fiéis, para se manterem firmes na fé, que ele lhes ensinara. Cada um de nós também encontra esta agressividade do ambiente. Mantenhamo-nos firmes dando bom testemunho (cf Leit).

 

3ª Feira, 27-I: A vontade de Deus e o exemplo de Jesus.

Heb 10, 1-10 / Mc 3, 31-35

Quem fizer a vontade de Deus é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

A família dos filhos de Deus tem como característica principal o cumprimento da vontade de Deus (cf Ev).

Ele próprio nos deu exemplo: «Ao entrar neste mundo, Jesus disse: ‘Eu venho, ó Deus, para fazer a tua vontade’ (Leit). Só Jesus pode dizer: Faço sempre o que é do seu agrado» (CIC, 2824). Procuremos igualmente fazer sempre o que agrada a Deus: o cumprimento diário dos nossos deveres para com Deus, a sociedade e a família.

 

4ª Feira, 28-I: Deus quer falar connosco.

Heb 10, 11-18 / Mc 4, 1-20

Não entendeis esta parábola? O que o semeador semeia é a palavra.

«Na Sagrada Escritura, a Igreja encontra igualmente o seu alimento e a sua força, porque nela não recebe uma palavra humana, mas o que ela é na realidade: a palavra de Deus. ‘Nos livros sagrados, com efeito, o Pai que está nos céus vem amorosamente ao encontro dos seus filhos, a conversar com eles’» (CIC, 104).

Na Missa ouvimos a palavra de Deus, que se conjuga com o sacrifício de Cristo. Na Antiga Aliança, os sacerdotes ofereceram inúmeros sacrifícios e não puderam destruir o pecado. Cristo destruiu os pecados com um só sacrifício (cf Leit).

 

5ª Feira, 29-I: Confiança nas promessas de Cristo.

Heb 10, 19-25 / Mc 4, 21-25

Pois àquele que tem, dar-se-á, mas àquele que não tem, até o que tem lhe será tirado.

O Senhor chama-nos a atenção para vermos o que fazemos com as graças que Ele nos dá. Pede-nos, por exemplo, que iluminemos o ambiente em que vivemos e trabalhamos (cf Ev), através da nossa vida exemplar e alegre. Os que convivem connosco precisam receber esta luz, que lhes indica o caminho de Deus.

Tenhamos muita confiança nas promessas de Cristo e apoiemo-nos, não nas nossas forças, mas na ajuda do Espírito Santo: «Conservemos firmemente a esperança que professamos, pois aquele que fez a promessa é fiel (cf Leit)» (CIC, 1817).

 

6ª Feira, 30-I: Crescimento e perseverança.

Heb 10, 32-38 / Mc 4, 26-34

O reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado, é a menor de todas as sementes que há na terra.

Deus serve-se do que é pequeno para agir no mundo e nas almas (cf Ev). Assim aconteceu com os Apóstolos, os primeiros cristãos, etc. Agora cada um de nós é o grão de mostarda em relação à tarefa da recristianização do ambiente.

Para que este crescimento vá produzindo os seus frutos, precisamos rezar mais, ser muito perseverantes: «É pela oração que podemos discernir qual é a vontade de Deus e obter a perseverança para a cumprir (cf Leit)» (CIC, 2826). Não abandonemos aquilo que começamos, mesmo que nos pareça que não dá resultado.

 

Sábado, 31-I: Como avalia Deus a nossa fé?

Heb 11, 1-2. 8-19 / Mc 4, 35-41

Jesus disse-lhes: Por que estais assustados? Como é que não tendes fé?

Jesus entristece-se por causa da pouca fé dos seus discípulos (cf Ev).

Pelo contrário, «A Epístola aos Hebreus insiste particularmente na fé de Abraão: ‘Pela fé, Abraão obedeceu ao chamamento de Deus, e partiu para uma terra que viria a receber como herança: partiu sem saber para onde ia’ (Leit)» (CIC, 145). Procuremos não somente guardar a fé e dela viver, mas também professá-la, dar testemunho dela e propagá-la. Podemos dar uma alegria a Jesus pelo modo como a vivemos, ou entristecê-lo por falta dela?

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Armando Rodrigues Dias

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 


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