Baptismo do Senhor

11 de Janeiro de 2009

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Louvemos a Santíssima Trindade, J. Santos, NRMS 80

cf. Mt 3, 16-17

Antífona de entrada: Depois do Baptismo do Senhor, abriram-se os Céus. Sobre Ele desceu o Espirito Santo em figura de pomba e fez-Se ouvir a voz do Pai: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A celebração do Baptismo do Senhor apresenta-nos Jesus Cristo, o Messias tão aguardado e manifestado no meio do seu povo.

O testemunho do Pai e do Espírito apresentam Jesus Cristo como Filho de Deus e como salvação em favor de todos.

O testemunho de João é também sintoma do carácter divino da pessoa e missão de Jesus.

Comungando os sinais da nossa fragilidade e fazendo-se solidariedade, Cristo Jesus, faz-nos ressurgir pessoas novas.

Na celebração de hoje assinala-se o mistério pascal de Cristo.

É também a celebração do nosso compromisso. Nós que fomos baptizados em Cristo somos convidados a viver a centralidade de Cristo e sua missão.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que proclamastes solenemente a Cristo como vosso amado Filho quando era baptizado nas águas do rio Jordão e o Espírito Santo descia sobre Ele, concedei aos vossos filhos adoptivos, renascidos pela água e pelo Espírito Santo, a graça de permanecerem sempre no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

ou

 

Deus omnipotente, cujo Filho Unigénito Se manifestou aos homens na realidade da nossa natureza, concedei-nos que, reconhecendo-O exteriormente semelhante a nós, sejamos por Ele interiormente renovados. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: É muito importante a escuta de Deus. Ele diz-nos: «eis o meu servo». Jesus Cristo é a Palavra do Pai. Também no Evangelho, com mais intensidade: «Tu és o meu filho muito amado…».

Deixemos o Espírito Santo repousar sobre nós para saborearmos os gestos de misericórdia de Deus e celebrarmos o nosso baptismo com uma vida de gratidão e compromisso.

 

Isaías 42, 1-4.6-7

Diz o Senhor: 1«Eis o meu servo, a quem Eu protejo, o meu eleito, enlevo da minha alma. Sobre ele fiz repousar o meu espírito, para que leve a justiça às nações. 2Não gritará, nem levantará a voz, nem se fará ouvir nas praças; 3não quebrará a cana fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega: 4proclamará fielmente a justiça. Não desfalecerá nem desistirá, enquanto não estabelecer a justiça na terra, a doutrina que as ilhas longínquas esperam. 6Fui Eu, o Senhor, que te chamei segundo a justiça; tomei-te pela mão, formei-te e fiz de ti a aliança do povo e a luz das nações, 7para abrires os olhos aos cegos, tirares do cárcere os prisioneiros e da prisão os que habitam nas trevas».

 

Este texto pertence ao primeiro dos quatro «cantos do Servo de Yahwéh», dispersos pelo Segundo Isaías (Is 40 – 55), mas que, na origem; talvez fizessem parte de um único poema.

«Eis o meu servo». Trata-se de um mediador através do qual Deus levará a cabo o seu plano de salvação. Torna-se difícil determinar quem é designado em primeiro plano, se é uma personalidade individual (um rei de Judá, o profeta, ou o messias), ou uma colectividade (todo o povo de Israel ou parte dele), ou um indivíduo como símbolo de todo o povo. O nosso texto deixa ver uma personagem deveras misteriosa, humilde (vv. 2-3) e poderosa (v. 4.7), escolhido por Deus e com uma missão universal (v. 1.6). Pondo de parte a complexa e discutida questão da personalidade originária deste magnífico poema, o certo é que o Novo Testamento está cheio de ressonâncias deste texto, vendo mesmo nesta figura singular um anúncio do Messias, com pleno cumprimento na pessoa de Jesus (v. 1: cf. Mt 3, 17 e Lc 9, 35; vv. 2-4: cf. Mt 12, 15-21; v. 6: Lc 1, 78-79 e 2, 32 e Jo 8, 12 e 9, 5; v. 7: Mt 11, 4-6 e Lc 7, 18-22). É evidente que foi escolhida esta leitura para hoje porque, assim Deus, pelo Profeta, apresenta o seu servo «enlevo da minha alma», sobre quem «fiz repousar o meu espírito»; é assim que também no Jordão Jesus é apresentado (cf. Evangelho de hoje e paralelos).

 

Salmo Responsorial     Salmo 28 (29), 1a.2.3ac-4.3b.9b-10 (R. 11b)

 

Monição: O salmo convida-nos ao louvor do nosso Deus que fez de nós seus filhos.

Será que glorificamos, louvamos e adoramos o nosso Deus em nossa vida de coerência baptismal?

 

Refrão:      O Senhor abençoará o seu povo na paz.

 

Tributai ao Senhor, filhos de Deus,

tributai ao Senhor glória e poder.

Tributai ao Senhor a glória do seu nome,

adorai o Senhor com ornamentos sagrados.

 

A voz do Senhor ressoa sobre as nuvens,

o Senhor está sobre a vastidão das águas.

A voz do Senhor é poderosa,

a voz do Senhor é majestosa.

 

A majestade de Deus faz ecoar o seu trovão

e no seu templo todos clamam: Glória!

Sobre as águas do dilúvio senta-Se o Senhor,

o Senhor senta-Se como Rei eterno.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Pedro dá testemunho de Jesus Cristo que veio para dar a vida, libertar e manifestar a dignidade de todas as pessoas.

É necessário viver de Cristo e anunciar a Cristo. É por Ele que o mundo se torna mais digno e mais humano.

 

Actos dos Apóstolos 10, 34-38

Naqueles dias, 34Pedro tomou a palavra e disse: «Na verdade, eu reconheço que Deus não faz acepção de pessoas, 35mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável. 36Ele enviou a sua palavra aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo, que é o Senhor de todos. 37Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do baptismo que João pregou: 38Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demónio, porque Deus estava com Ele».

 

Temos aqui uma pequenina parte do discurso de Pedro em casa do centurião Cornélio em Cesareia, quando recebeu directamente na Igreja os primeiros gentios, sem serem obrigados a judaizar. É surpreendente que um discurso dirigido a não judeus contenha alusões (não citações explícitas) ao Antigo Testamento: v. 34 – «Deus não faz acepção de pessoas» (cf. Dt 10, 17); v. 36 – «Ele enviou a sua palavra aos filhos de Israel» (cf. Salm 107, 20); «anunciando a paz» (cf. Is 52, 7); v. 38 «Deus ungiu com… Espírito Santo» (cf. Is 61, 1). Isto corresponde a que se está num ponto crucial da vida da Igreja, em que ela entra decididamente pelos caminhos da sua universalidade intrínseca, em confronto com o nacionalismo judaico. Por isso era importante recorrer àquelas passagens do A. T. que se opõem a qualquer espécie de privilégio de raça ou cultura: «a palavra aos filhos de Israel» deixa ver como Deus é o «Senhor de todos», imparcial, «não faz acepção de pessoas», e que a «paz» – a súmula de todos os bens messiânicos – Deus a destina a toda a humanidade. O discurso tem um carácter kerigmático evidente. E Lucas – o historiador-teólogo –, ao redigi-lo, quaisquer que possam ter sido as fontes utilizadas, terá em vista, mais ainda do que a situação concreta em que foi pronunciado, o efeito a produzir nos seus leitores. Convém notar que, no entanto, ao redigir os discursos – o grande recurso de Actos –, Lucas não os inventa; embora não sejam uma reprodução literal, considera-se que correspondem aos temas da pregação primitiva.

38 «Ungiu do Espírito Santo». Estamos aqui em face de uma expressão simbólica tipicamente hebraica, alusiva à união misteriosa com o Espírito Santo (algo que pertence ao mistério trinitário, o verdadeiro ser e missão de Jesus, que se torna visível na sua Humanidade, na teofania do Jordão). É clara a referência a textos do A. T. de grande densidade messiânica, como Is 11, 2; 61, 1 (cf. Lc 2, 18). Ver supra nota à 1ª leitura do 3º Domingo do Advento (nota ao v. 26).

 

Aclamação ao Evangelho         cf. Mc 9, 6

 

Monição: S.Marcos apresenta-nos Jesus Cristo como Filho de Deus e sua Missão.

Pelo Baptismo cada um de nós é chamado a ser testemunha do dinamismo baptismal que nos investe no ser e na missão de Cristo sacerdote, profeta e rei.

 

Aleluia

 

Cântico: F da Silva, 73-74

 

Abriram-se os céus e ouviu-se a voz do Pai:

«Este é o meu Filho muito amado: escutai-O».

 

 

Evangelho

 

São Marcos 1, 7-11

Naquele tempo, 7João começou a pregar, dizendo: «Vai chegar depois de mim quem é mais forte do que eu, diante do qual eu não sou digno de me inclinar para desatar as correias das suas sandálias. 8Eu baptizo na água, mas Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo». 9Sucedeu que, naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi baptizado por João no rio Jordão. 10Ao subir da água, viu os céus rasgarem-se e o Espírito, como uma pomba, descer sobre Ele. 11E dos céus ouviu-se uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado, em Ti pus toda a minha complacência».

 

São Marcos inicia o seu Evangelho com os brevíssimos relatos da pregação do Baptista no deserto, do Baptismo e das tentações de Jesus.

7-8 O contraste entre as duas personalidades, Jesus e João, reforça a superioridade de Jesus e do seu Baptismo: «não sou digno de me inclinar para desatar as correias das suas sandálias»; note-se que este gesto era considerado de tal modo humilhante, que nem sequer um judeu o podia impor a um criado da sua raça. É o próprio Baptista (assim chamado, sem mais, nos Sinópticos e também por Flávio Josefo) que estabelece o confronto entre o seu baptismo (banho) e o de Jesus: o seu apenas significava a graça e dispunha para a conversão; o de Jesus não só significa a graça purificadora e regeneradora. mas também a produz eficazmente: «Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo». Ver nota a Jo 1, 26 (supra, 3º Domingo do Advento).

9 Jesus quer ser baptizado, mas não é para se inscrever como discípulo na escola do Baptista, nem sequer para ensinar a acatar a missão dum extraordinário enviado de Deus, nem mesmo simplesmente para nos deixar um exemplo de humildade; é sobretudo para realizar uma espécie de «acção simbólica», à maneira dos antigos profetas, como a entendeu a tradição patrística da Igreja: Ele que era a Vida (cf. Jo 1, 4; 14, 6), entra em contacto com a água para lhe dar a força vivificante de vir a ser a matéria do nosso Baptismo. Por outro lado, logo no início da vida pública, é-nos dado um sinal da divindade de Jesus, constituindo, por assim dizer, a sua apresentação pública como Messias e Filho de Deus, a inauguração solene do seu ministério público, credenciado pelas restantes Pessoas divinas. Também a SS. Trindade – que se manifesta no Baptismo do Senhor – toma posse da alma do fiel que é baptizado.

10 A «pomba», representa o Espírito Santo, porque os rabinos da época costumavam representar o Espírito de Deus por esta ave, a adejar sobre as águas na obra da criação (cf. Gn 1, 1). Segundo os Santos Padres, ela é o símbolo da paz e da reconciliação entre Deus e a Humanidade.

 

Sugestões para a homilia

 

Jesus Cristo Servo.

Jesus Cristo Filho de Deus.

Dinamismo de Cristo em nossas vidas.

Jesus Cristo Servo.

A leitura de Isaías faz-nos depositar o nosso olhar no Servo de Yhavé. Sobre Ele repousa o Olhar e a Palavra que O apresenta como protegido, eleito, enlevo, cheio de Espírito, voz da justiça, presença de misericórdia, aliança, luz das nações.

Os discípulos de Cristo compreenderam o mistério pascal de Jesus Cristo no Servo escolhido por Deus e enviado aos homens. 

No Evangelho essa voz é a do Pai: clara, reveladora, presença amorosa: «Tu és o meu filho muito amado». Testemunho eloquente de Deus Pai e de Deus Espírito Santo. Mais tarde Jesus dirá que o Pai dá testemunho d’Ele e da sua missão.

Toda a missão de Jesus Cristo foi constante e generoso serviço à humanidade. É um Deus que veio para servir, para amar, para fazer morrer em nós o homem velho e fazer surgir homem novo.

Jesus Cristo Filho de Deus.

O Messias de Deus mergulha na nossa humanidade. Torna-se pessoa fazendo-se participante da nossa fragilidade, «fazendo-se pecado». Pela doação total, mistério pascal, Ele nos reconcilia com Deus.

Na primeira leitura vemos bem como este Servo é apresentado, bem como a sua missão. Sobretudo no Evangelho, pelo testemunho do Pai e do Espírito Santo. Também o testemunho de João Baptista. E ainda o testemunho de Pedro, na segunda leitura.

Jesus Cristo é o Filho obediente ao Pai. Cumpre sempre fidelíssimamente e com amor a vontade do Pai.

No Baptismo Jesus é revelado como Filho de Deus e a sua missão é revelar o mistério de Deus, revelar o mistério do homem, realizar a comunhão plena e celebrar a Aliança de salvação, do amor e da vida.

Dinamismo de Cristo em nossas vidas.

A festa de hoje provoca o desafio de vivermos a riqueza do nosso baptismo. O baptismo que recebemos é o baptismo que João anuncia em Cristo, no Espírito Santo.

O baptismo que Jesus Cristo celebrou em nosso ser foi o baptismo do seu mistério pascal, transformou-nos em filhos de Deus.

Cada baptizado é chamado, consagrado e enviado. Deve assumir os seus compromissos. Torna-se missionário.

Em cada baptismo origina-se a vida nova da graça, mas a implicar adesão e compromisso. Dentro desta lógica cada baptizado deve ter consciência que se inicia numa relação dinâmica que tende a crescer de forma responsável até à comunhão plena com Cristo e com os irmãos, a Igreja.

Uma deformação sobre tal acontecimento pode situar a celebração do sacramento do Baptismo como ponto final ou celebração externa sem consequência na vida e missão do cristão.

Como Cristo cada baptizado deve cumprir com confiança, amor e generosidade o projecto do Pai. Esse projecto, à maneira de Jesus, deve abarcar toda a vida e a vida toda e impor-se aos projectos pessoais.

Projecto de bondade, misericórdia e perdão. Projecto na abertura à conversão, atitude fantástica de sintonia com a Voz do Pai; abertura à presença do Espírito Santo; participação do mistério pascal de Cristo Jesus; compromisso com a Igreja, experiência em comunidade. Projecto de dinamismo de servidores de libertação e fazedores do bem.

 

Fala o Santo Padre

 

«O Baptismo no Jordão também é uma 'epifania', uma manifestação da identidade messiânica do Senhor.»

 

Neste Domingo depois da solenidade da Epifania, celebramos a festa do Baptismo do Senhor, que conclui o tempo litúrgico do Natal. Hoje fixamos o olhar em Jesus que, com trinta anos de idade, se fez baptizar por João no rio Jordão. Tratava-se de um baptismo de penitência, que utilizava o símbolo da água para expressar a purificação do coração e da vida. João, chamado o «Baptista», ou seja, o «Baptizador», pregava este baptismo a Israel para preparar a iminente vinda do Messias; e a todos dizia que depois dele viria outro, maior do que ele, que teria baptizado não com a água, mas com o Espírito Santo (cf. Mc 1, 7-8). E eis que quando Jesus foi baptizado no Jordão, o Espírito Santo desceu, pairou sobre Ele na aparência corpórea de uma pomba, e João Baptista reconheceu que Ele era Cristo, o «Cordeiro de Deus» que veio para tirar o pecado do mundo (cf. Jo 1, 29). Por isso, também o Baptismo no Jordão é uma «epifania», uma manifestação da identidade messiânica do Senhor e da sua obra redentora, que culminará num outro «baptismo», o da sua morte e ressurreição, pelo qual o mundo inteiro será purificado no fogo da misericórdia divina (cf. Lc 12, 49-50). […]

 

Bento XVI, Angelus, 8 de Janeiro de 2006

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Oremos a Jesus, o Filho de Deus e  de Maria,

pedindo-lhe, para todos os homens e mulheres,

a graça da fé e do baptismo,

dizendo (ou:  cantando), com alegria:

 

R. Cristo Ouvi-nos, Cristo atendei-nos.

Ou: Iluminai, Senhor, a terra inteira.

Ou: Confirmai-nos, Senhor, no vosso Espírito.

 

1.  Pela Igreja, peregrina neste mundo,

para que escute a Voz do Pai, acolha o Espírito Santo,

creia e  anuncie fiel e generosamente, Jesus Cristo,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelo papa Bento XVI, os bispos,

os presbíteros e os diáconos,

para que tenham Jesus Cristo como centro

das suas vidas e do seu ministério,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelos  baptizados que vivem a sua fé,

pelos  que a abandonaram e esqueceram

e por aqueles que nunca a praticaram,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos catecúmenos jovens e adultos,

pelas crianças renascidas no Baptismo

e por aqueles a quem ninguém fala de Deus,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos pais e padrinhos para que preparem

de forma responsável o Baptismo

e se comprometam a ser testemunhas coerentes

na educação da fé dos seus filhos,

oremos, irmãos.

 

6.  Por todos os que não fogem do compromisso com o Baptismo;

por todos os que  o compreendem e se doam;

por todos os que sofrem como consequência

da missão que o Baptismo exige,

oremos, irmãos.

 

 

Senhor Jesus Cristo,

reavivai em nós, pelo Espírito Santo,

o dom e alegria do Baptismo,

para que, ao chamarmos a Deus nosso Pai,

nos sintamos , de verdade, filhos seus.

Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Alegres tirareis a água pura, M. Simões, NRMS 80

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons que a Igreja Vos oferece, ao celebrar a manifestação de Cristo vosso Filho, para que a oblação dos vossos fiéis se transforme naquele sacrifício perfeito que lavou o mundo de todo o pecado. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio

 

O Baptismo do Senhor

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

v. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

v. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:

Nas águas do rio Jordão, realizastes prodígios admiráveis, para manifestar o mistério do novo Baptismo: do Céu fizestes ouvir uma voz, para que o mundo acreditasse que o vosso Verbo estava no meio dos homens; pelo Espírito Santo, que desceu em figura de pomba, consagrastes Cristo vosso Servo com o óleo da alegria, para que os homens O reconhecessem como o Messias enviado a anunciar a boa nova aos pobres.

Por isso, com os Anjos e os Santos do Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

A vida cristã iniciada no baptismo é dinâmica. Ele deve crescer até à comunhão plena com Deus e com os irmãos, experiência realizada na Eucaristia.

A comunhão que vamos realizar deve ser a tradução da nossa coerente comunhão com Deus e com os irmãos.

 

Cântico da Comunhão: O Espírito de Deus repousou sobre mim, Az. Oliveira, NRMS 58

Jo 1, 32.34

Antífona da comunhão: Eis Aquele de quem João dizia: Eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus.

 

Cântico de acção de graças: O amor de Deus, M. Luís, NCT 388

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais com este dom sagrado, ouvi benignamente as nossas súplicas e concedei-nos a graça de ouvirmos com fé a palavra do vosso Filho Unigénito para nos chamarmos e sermos realmente vossos filhos. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Num mundo muitas vezes cheio de perplexidades e desafios, bastaria que cada cristão assumisse responsavelmente o seu Baptismo, manifestando de forma clara e concreta o seu ser em Cristo e a missão consequente.

Maria de Nazaré que acompanha de perto estes acontecimentos na vida de Jesus, e em nós seus discípulos, várias vezes nos lembra como é importante a vivência do nosso Baptismo como resposta do Evangelho da vida e do amor no nosso tempo.

 

Cântico final: Vamos proclamar pelo mundo inteiro, F. da Silva, NRMS 82-83

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO COMUM

 

1ª SEMANA

 

2ª Feira, 12-I: A implantação na terra do reino dos Céus.

Heb 1, 1-6 / Mc 1, 14-20

Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar a Boa Nova: O reino de Deus está próximo.

Cristo, o Filho de Deus feito homem, é a Palavra do Pai. N’Ele o Pai disse tudo (cf Leit).

Para levar a cabo a sua missão, Cristo escolhe igualmente os Apóstolos (cf Ev). Assim começa a implantação na terra do reino de Deus, para «elevar os homens à participação na vida divina. E o Pai fá-lo reunindo os homens em torno de seu Filho, Jesus Cristo. Esta reunião é a Igreja, a qual é na terra o ‘germe e o princípio’ do reino de Deus» (CIC, 541). Também somos chamados a participar da vida íntima de Deus e a anunciar a Boa Nova entre os nossos conhecidos.

 

3ª Feira, 13-I: Colaboração na obra da Redenção.

Heb 2, 5-12 / Mc 1, 21-28

Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Eu sei quem tu és: o Santo de Deus!

Jesus não vem perder, mas salvar todos os homens. Este mistério da Redenção está presente em todos os momentos da vida de Cristo: na Encarnação, na vida oculta, nas suas palavras, nas curas e expulsões de demónios (cf Ev).

De um modo especial na sua paixão e morte: «E, se Ele experimentou a morte, foi pela graça de Deus para proveito de todos» (Leit). Todos somos igualmente chamados a ser corredentores, colaborando com a nossa vida de oração, sacrifícios, trabalhos realizado em união com o Senhor…

 

4ª Feira, 14-I: Cura das doenças da alma.

Heb 2, 14-18 / Mc 1, 29-39

Jesus curou muitas pessoas, que sofriam de várias doenças e expulsou muitos demónios.

No início da sua vida pública, Jesus curou muitas doenças e libertou da escravidão do demónio (cf Ev). E fá-lo através da sua morte: «pela morte reduziu à impotência aquele que tem poder sobre a morte e libertou quantos, por meio da morte, se encontravam sujeitos à escravidão» (Leit).

Esperamos que o Senhor nos liberte de algumas escravidões: preguiça, sensualidade, orgulho, egoísmo, etc. Para isso, precisamos recorrer ao mesmo meio que Ele utilizou: «de manhãzinha retirou-se para um sítio ermo e aí começou a orar» (Ev).

 

5ª Feira, 15-I: A importância do ‘hoje’.

Heb 3, 7-14 / Mc 1, 40-45

Exortai-vos antes uns aos outros, todos os dias, enquanto se puder falar desse dia de hoje, para que nenhum de vós se endureça, seduzido pelo pecado.

Quando a Igreja celebra o mistério de Cristo, há uma palavra que aparece frequentemente: Hoje! Em cada Pai-nosso, fazemos os nossos pedidos para o dia de hoje; em cada Ave-Maria pedimos a ajuda de Nª Senhora para agora

O hoje deve estar igualmente muito presente na nossa vida. Assim se evitam os desleixos e adiamentos. De um modo especial, estejamos atentos para ouvirmos a voz do Senhor que bate à porta dos nossos corações. Ele curar-nos-á das doenças da alma como curou o leproso: «Quero, vou curar-te» (Ev).

 

6ª Feira, 16-I: O ‘repouso de Deus’.

Heb 4, 1-5. 11 / Mc 2, 1-12

Embora se mantenha a promessa de entrarmos no repouso de Deus, devemos recear que algum de vós suponha ter ficado para trás.

A Leitura fala-nos da entrada no repouso de Deus (a vida eterna) e da promessa feita pelo Senhor. Mas há muitos que se esquecem desse repouso e, pelas suas obras, serão objecto da indignação de Deus (cf Leit).

Temos dois sacramentos que nos ajudam a entrar bem no repouso de Deus: «O Senhor, que perdoou os pecados ao paralítico e lhe restituiu a saúde do corpo (cf Ev), quis que a Igreja continuasse as suas obras de cura e de salvação. È esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o da Penitência e o da Unção dos enfermos» (CIC, 1421).

 

Sábado, 17-I: Um auxílio oportuno.

Heb 4, 12-16 / Mc 2, 13-17

Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas aqueles que estão doentes. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.

Jesus não só cura as doenças como também perdoa os pecados: é o Médico divino de que os pecadores precisam (cf Ev). Ele convida os pecadores para a mesa do Reino, manifestando-lhes a sua misericórdia.

Ele não é só Médico divino mas também o Sumo Sacerdote, que se compadece das nossas fraquezas (cf Leit). Por isso, devemos dirigir-nos a Ele com grande confiança: «Vamos, pois, cheios de confiança ao trono da graça, a fim de alcançarmos a graça de um auxílio oportuno» (Leit).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Armando Rodrigues Dias

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 


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