Nossa Senhora das Dores

15 de Setembro de 2004


Memória


O Evangelho desta memória é próprio.


RITOS INICIAIS


Cântico de entrada: Virgem dolorosa, M. Faria, NRMS 13

Lc 2, 34-35

Antífona de entrada: Simeão disse a Maria: Este Menino será sinal de contradição, para ruína e salvação de muitos em Israel e uma espada trespassará a tua alma.


Introdução ao espírito da Celebração


Em geral, quando nos referimos às dores de Nossa Senhora, fazemo-lo num tom melodramático, como se fossem uma desgraça sem remédio.

Ao propor-nos hoje a memória de Nossa Senhora das Dores, a Liturgia quer ajudar-nos a aprofundar o mistério da missão corredentora de Maria, em união com o seu Filho.

Conscientes de que os nossos pecados pesaram na Paixão de Jesus e de Maria, reconheçamos humildemente as nossas culpas e peçamos perdão.


Oração colecta: Senhor, que, na vossa admirável providência, quisestes que, junto do vosso Filho, elevado sobre a cruz, estivesse sua Mãe, participando nos seus sofrimentos, concedei à vossa Igreja que, associada com Maria à paixão de Cristo, mereça ter parte na sua ressurreição. Por Nosso Senhor...



Liturgia da Palavra


Primeira Leitura


Monição: Foi na obediência ao Pai, oferecendo a vida por nós que Jesus Cristo nos redimiu dos nossos pecados.

O sofrimento não é sinal da maldição de Deus, mas da Sua predilecção de Amor, tornando-nos participantes da missão redentora de Jesus. Maria participou de modo eminente nesta missão.


Hebreus 5, 7-9

7Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade. 8Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento 9e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna.


Este texto pequeno, mas deveras impressionante – há mesmo estudiosos que o consideram um extracto de um antigo hino a Cristo –, é tirado da parte central do célebre discurso, que é esta epístola (Hebr 4, 14 – 7, 28), onde se desenvolve o tema do sacerdócio de Cristo, o sumo sacerdote perfeito, que supera completamente o sacerdócio levítico.

7 Este versículo parece evocar o relato da agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras (cf. Mt 26, 36-44). «Preces e súplicas»: estas duas palavras sinónimas correspondem a uma expressão grega da época usada nos pedidos a uma alta autoridade; o uso do plural sugere a insistência na oração, segundo o «prolixius orabat» de Lc 22, 43. «Com um grande clamor e lágrimas»: os ensinos rabínicos sobre a oração referem três graus ascendentes: a prece (em silêncio), os gritos, e as lágrimas (como a forma mais elevada da oração). Os Evangelhos só falam de um forte brado de Jesus, na Cruz (Lc 23, 46), mas é de supor que se conhecessem pela tradição oral, pormenores da oração no horto que justificariam tão impressionante expressão.

«Foi atendido»: em quê? É difícil de dizer, a tal ponto que Harnack pensa numa corrupção do texto original: «não foi atendido»; limitamo-nos a referir as explicações mais viáveis. Jesus não obteve a libertação do cálice de amargura, mas alcançou a coragem para enfrentar a sua Paixão identificando-se plenamente com a vontade do Pai. Ou então, como pensam outros, Jesus foi atendido ao ser livre da morte pela sua ressurreição, o que lhe permite exercer o seu sacerdócio eterno (cf. 7, 24; 10, 10), com efeito, «a sua morte era essencial para o seu sacerdócio, mas se Ele não fosse salvo da morte pela ressurreição, não seria agora o sumo sacerdote do seu povo» (J. H. Neyrey).

8 «Aprendeu a obediência no sofrimento», ou, melhor, «por aquilo que sofreu», ou também, «aprendeu de quanto sofrera, o que é obedecer». Trata-se de uma aprendizagem não teórica, mas experimental, existencial. Aprender através do sofrimento era um lugar comum na literatura grega, e até havia esta máxima: «os sofrimentos são lições». O que aqui há de particular é a aplicação à aprendizagem da obediência. No entanto, a obediência de Jesus na sua Paixão só é referida em mais dois lugares do N. T.: Rom 5, 19 e Filp 2, 8. Não se pense que a Jesus, por ser Deus, Lhe custava menos o sofrimento, antes pelo contrário, pois o sofrimento é directamente proporcional à dignidade da pessoa que sofre.

9 «Tendo atingido a sua plenitude». Esta tradução não deixa ver uma das ideias centrais da epístola, que é a de «perfeição», pelo que seria preferível a tradução do Cón. Falcão, «chegado à perfeição» ou a da Difusora Bíblica, «tornado perfeito». Note-se que a perfeição de que aqui se fala não é a do amadurecimento na virtude, mas a que advém a Jesus pelo exercício do seu sumo sacerdócio com a consumação da obra salvadora pela oferta do sacrifício da nova aliança: «a obediência de Jesus leva-o à sua consagração sacerdotal, que, por sua vez, O torna apto para salvar aqueles que Lhe obedecem» (The new Jerome Biblical Commentary, p. 929).


Salmo Responsorial Sl 30 (31), 2-3ab.3cd-4.5-6.15-16ab.20 (R. 17b)


Monição: Nos momentos em que o sofrimento pesar mais sobre nós, em vez de nos lamentarmos ou procurarmos o isolamento, devemos voltar-nos para o Senhor, à procura de ajuda.

Deus nunca falta! Podemos contar com a Sua ajuda.


Refrão: Salvai-me, Senhor, pela vossa bondade.


Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido,

pela vossa justiça, salvai-me.

Inclinai para mim os vossos ouvidos,

apressai-vos em me libertar.


Sede a rocha do meu refúgio

e a fortaleza da minha salvação

porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,

por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.


Livrai-me da armadilha que me prepararam,

porque Vós sois o meu refúgio.

Em vossas mãos entrego o meu espírito,

Senhor, Deus fiel, salvai-me.


Eu, porém, confio no Senhor:

Disse: «Vós sois o meu Deus,

nas vossas mãos está o meu destino».

Livrai-me das mãos dos meus inimigos.


Como é grande, Senhor, a vossa bondade

que tendes reservada para os que Vos temem:

à vista da vossa face, Vós a concedeis

àqueles que em Vós confiam.


Sequência


Aclamação ao Evangelho


Monição: Maria é invocada como Rainha dos Mártires, pela intensidade do sofrimento na vida presente, colaborando em nossa Redenção.

Aclamemos o Evangelho que dá esta consoladora certeza.


Aleluia


Bendita seja a Virgem Maria, que, sem passar pela morte,

mereceu a palma do martírio, ao pé da cruz do Senhor. Refrão


Cântico: Aclamação-1, F. da Silva, NRMS 50-51



Evangelho


São João 19, 25-27

Naquele tempo, 25estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». 27Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.


25-27. Repare-se na solenidade deste relato: é uma cena central entre as cinco relatadas por João no Calvário; a Virgem Maria é mencionada 6 vezes em 3 versículos, e há o recurso a uma fórmula solene de revelação («ao ver… disse… eis…» ). Isto deixa ver que não se trata dum simples gesto de piedade filial de Jesus para com a sua Mãe a fim de não a deixar ao desamparo, mas que o Evangelista lhe atribui um significado simbólico profundo; com efeito, chegada a hora de Jesus, é a hora de Ela assumir (cf. Jo 2, 4) o seu papel de nova Eva (cf. Gn 3, 15) na obra redentora. A designação de «Mulher» assume, na boca do Redentor, o novo Adão, o sentido da missão corredentora de Maria: não é chamada Mãe, mas sim Mulher, como nova Eva, Mãe da nova humanidade, por alusão à «mulher» da profecia messiânica de Gn 3, 15. Por outro lado, Ela é a mulher que simboliza a Igreja (cf. Apoc 12, 1-18), a mãe dos discípulos de Jesus representados no discípulo amado, que «a acolheu como coisa própria». A tradução mais corrente deste inciso (seguida pela tradução litúrgica) é: «recebeu-a em sua casa», mas esta forma de tradução empobrece de modo notável o rico sentido originário da expressão grega «élabon eis tà idía», uma expressão usada mais quatro vezes em S. João, mas nunca neste sentido; com efeito, a expressão tà idía – «as coisas próprias» – significa muito mais do que a própria casa, indica tudo o que é próprio da pessoa, a sua intimidade.

É também de notar que S. João, ao contrário dos restantes Evangelistas, nunca se refere a Nossa Senhora com o nome de Maria; sempre a designa como a Mãe (de Jesus), um indício de ser tratada realmente como mãe; com efeito, ninguém jamais nomeia a própria mãe com o nome dela: para o filho a mãe é simplesmente a mãe!


Em vez do Evangelho precedente, pode ler-se o seguinte:


São Lucas 2, 33-35

Naquele tempo, 33o pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que se dizia d’Ele. 34Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição 35– e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações».


33-34 «Simeão», de quem não temos mais notícias, aparece como um dos «piedosos» do judaísmo que esperava não um messias revolucionário (como os zelotas) mas o verdadeiro Salvador, «a consolação de Israel» (v. 25). Apesar do que se diz no v. 34, não parece ser sacerdote, não estando no serviço do templo, mas tendo vindo lá «movido pelo Espírito» (v. 27).

A naturalidade com que S. Lucas chama a S. José «pai de Jesus» não implica qualquer contradição com o que antes afirmou em 1, 26-38. Aqui visa o poder e missão paterna, de modo nenhum a ascendência carnal. «A «espada» de dor pré-anunciada a Maria anuncia essa outra oblação, perfeita e única, da cruz, que trará a salvação que Deus «preparou diante de todos os povos» (v. 31)» (Catecismo da Igreja Católica, n.º 529).

35 «Assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Estas palavras ligam-se a «sinal de contradição». É que, diante de Jesus, não há lugar para a neutralidade: a sua pessoa, a sua obra e a sua mensagem fazem com que os homens revelem o seu interior, tomando uma atitude pró ou contra; a aceitação e a fé será, para muitos, motivo de salvação, ou «ressurgimento espiritual»: de que «se levantem»; ao passo que a rejeição culpável será motivo de que muitos se condenem: de que «muitos caiam».


Sugestões para a homilia


Maria, corredentora

Maternidade dolorosa e fecunda

Maria, corredentora

O Autor da Carta aos Hebreus fala-nos da Missão Redentora de Jesus.

Cristo, Deus e Homem das dores. Tal como havia sido profetizado ao longo dos séculos, especialmente por Isaías no Servo de Iavé, Cristo não seria um Rei triunfalista, como sonhavam muitos judeus, mas havia de nos resgatar pela Sua Paixão, Morte e Ressurreição.

E assim, na Sua vida pública, o Mestre procura gravar a fogo no coração e na inteligência dos Apóstolos esta verdade fundamental, todas as vezes que Se lhes revelava como sendo o verdadeiro Messias.

Muitas vezes pedia segredo sobre esta verdade, porque bem sabia as ideias erradas acerca do Redentor que andavam na mente das pessoas, e esta revelação poderia desencadear uma catástrofe política; mas logo falava abertamente do seu Mistério Pascal.

Maria, corredentora em união com Jesus. Num primeiro olhar, ficamos desconcertados com a facto de o Senhor pedir mais sofrimento às pessoas que mais ama: Maria e José.

De facto, a tradição costuma enumerar as muitas dores de Maria – sete é um número bíblico de plenitude – na sua caminhada terrena:

Quando S. José resolveu afastar-se em segredo, julgando-se um intruso na vida de Maria, até que um Anjo em sonhos o tranquiliza;

Quando Simeão, na Apresentação de Jesus no Templo lhe profetiza que este Menino está posto como sinal de contradição;

Quando tem de fugir inesperadamente, de noite, para o Egipto;

Quando perde Jesus, aos doze anos, no regresso do Templo;

Quando S. José morre nos seus braços;

Quando Jesus parte para a Vida Pública;

Quando segue Jesus no caminho do Calvário e O contempla na Cruz esmagado pelos sofrimentos.

Maternidade e dor. Por que será que, neste mundo, a maternidade anda inseparavelmente unida ao amor?

Podemos dizer com verdade, que as mães concebem e dão à luz os filhos muitas vezes, percorrendo o caminho do sofrimento até que partem para o Céu, continuando aí a sua missão maternal

Sendo Maria a melhor das mães e Aquela que tem mais filhos – a sua maternidade, como profetizara o Senhor ao Patriarca Abraão é mais numerosa que as estrelas do céu, porque é Mãe de todos nós, foi chamada por Deus a um sofrimento único.

Mas, tal como Jesus se referia à Sua Paixão e Morte e Ressurreição como um triunfo – «E Eu, quando for elevado da terra atrairei todos a Mim» – de modo semelhante, não podemos olhar para as dores de Maria como desgraça sem remédio, mas como pedras preciosas de uma coroa de triunfo.

Maternidade dolorosa e fecunda

Do trono da Cruz, no Calvário, Jesus proclama solenemente a maternidade universal de Maria: Senhora, eis o teu filho! E logo a discípulo amado, representante de todos nós: Eis a tua Mãe! .

Maria, Mãe de todos nós. A maternidade universal de Maria é uma consequência da sua maternidade divina. Escolhida para Mãe de Jesus – Cabeça do Corpo Místico do qual todos fazemos parte – é-o também de todos os membros.

Chamá-l'A Mãe não é, portanto, dizer uma palavra amável que não corresponderia à realidade, mas proclamar uma verdade consoladora.

Quando o Senhor chama uma pessoa a determinada missão, dá-lhe as qualidades necessárias para dela se desempenhar. Ao escolher Maria para nossa Mãe, dilatou o seu Coração Imaculado para que todos coubéssemos nele. Não acontece assim com as mães de muitos filhos, da terra? À medida que a família vai aumentando, a mãe não diminui a porção de amor que antes de um novo nascimento dedicava a cada um.

Maria acompanha-nos continuamente com o pensamento e com o olhar, cuida de nós e atende-nos com a melhor das solicitudes.

Caminho seguro. Por misteriosos desígnios de Deus, uma réstia de devoção a Maria numa pessoa afastada dos caminhos da salvação é uma garantia de que, mais dia, menos dia, regressará à família.

Nós mesmos temos experimentado muitas vezes na vida que quando o desânimo, a tibieza ou qualquer outro mal nos invade, sentimo-nos rejuvenescer com um pequeno gesto de amor filial para com Maria.

Deus quer perpetuar a fecundidade das suas dores vividas na terra com graças especiais de conversão, sobretudo nos seus Santuários, – Casas da Mãe, na expressão feliz de João Paulo II.

Maternidade e Eucaristia. Maria está de modo especial presente na Celebração da Eucaristia, renovação do Sacrifício do Calvário.

Tudo quando de humano Jesus oferece ao Pai na Cruz – o Corpo e o Sangue – é oferta de Maria.

Devemos, pedir-lhe uma ajuda especial para participarmos de cada vez melhor neste acontecimento único da história da Salvação.


Oração Universal


Tenhamos presentes os problemas de todas as pessoas que,

nesta caminhada da terra ao céu,

encontram dificuldades e apresentemo-las, a Cristo,

por Maria, para que as leve ao Pai.


1. Para que, nesta hora de renovação da Europa,

os homens coloquem o velho Continente

sob a protecção de Maria, Mãe de todos nós,

oremos, irmãos.

Por intercessão da Mãe das Dores,

Ouvi-nos, Senhor.


2. Para que os que sofrem a doença ou contradição encontrem,

na devoção a Nossa Senhora das Dores,

a consolação das pessoas de que têm necessidade,

oremos, irmãos.

Por intercessão da Mãe das Dores,

Ouvi-nos, Senhor.


3. Para que todos nós saibamos aproveitar os sofrimentos,

como tesouros que o Senhor colocou em nossa vida,

em ordem à edificação do Corpo Místico de Jesus,

oremos, irmãos.

Por intercessão da Mãe das Dores,

Ouvi-nos, Senhor.


4. Para que os jovens, cheios de esperança na vida

compreendam que é no sacrifício generoso

que encontram a verdadeira felicidade que procuram,

oremos, irmãos.

Por intercessão da Mãe das Dores,

Ouvi-nos, Senhor.


5. Para que os nossos irmãos que se purificam antes do Céu

encontrem na Senhora do Purgatório e em nossos sufrágios

a ajuda amiga de que têm agora urgente necessidade,

oremos, irmãos.

Por intercessão da Mãe das Dores,

Ouvi-nos, Senhor.


Senhor, que nos destes em Maria Santíssima

A melhor das mães e consoladora dos aflitos:

Concedei-nos, pela sua mediação materna, A ajuda de que todos necessitamos.

Por Nosso senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, Na unidade do espírito Santo.



Liturgia Eucarística


Cântico do ofertório: Vimos trazer, Senhor, M. Faria, 20 Cânticos para a missa


Oração sobre as oblatas: Aceitai, Deus de misericórdia, para glória do vosso nome, as nossas orações e as nossas ofertas, ao celebrarmos a memória da Virgem Santa Maria, que nos destes como Mãe bondosa, junto da cruz do vosso Filho, Jesus Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade], p. 486 [644 756], ou II, p. 487


Santo: M. Luis, NCT 297


Saudação da Paz


Que a nossa dureza e indiferença para com os outros, não seja mais uma espada a ferir o Coração Imaculado de Maria.

Reconciliemo-nos fraternalmente, permutando entre nós o sinal da verdadeira paz.


Monição da Comunhão


Procuremos na Santíssima Eucaristia a ajuda para uma identificação com Jesus Cristo, levando com generosidade a nossa cruz de cada dia.


Cântico da Comunhão: O Corpo de Jesus é alimento, A. Cartageno, NRMS 60

1 Pedro 4,13

Antífona da comunhão: Alegrai-vos, se participardes nos sofrimentos de Cristo, porque será plena a vossa alegria, quando se manifestar a sua glória.


Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o sacramento da redenção eterna, ao celebrarmos as dores da Virgem Santa Maria, ajudai-nos a completar em nós, em benefício da Igreja, o que falta à paixão de Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.



Ritos Finais


Monição final


Maria, Mãe das Dores, vai connosco pelos caminhos da vida. Recorramos confiadamente a Ela e ajudemo-nos uns aos outros a seguir corajosamente até ao Céu.


Cântico final: Virgem Mãe do mesmo Deus, M. Luis, NRMS 10 (II)



Homilias Feriais


5ª feira, 16-IX: Oração e silêncio.

1 Cor 15, 1-11 / Lc 7, 36-50

Depois, disse à mulher: Os teus pecados estão perdoados... Foi a tua fé que te salvou. Vai em paz.

Esta mulher pecadora representa-nos a todos. Os nossos defeitos e faltas, mesmo frequentes, não devem desanimar-nos, enquanto formos humildes e nos arrependermos. A fé e a humildade salvaram aquela mulher de mais pecados (cf. Ev.); e o arrependimento e perdão do Senhor levaram-na a começar uma vida nova.

A oração desta mulher foi escutada por Jesus, mesmo sem ter dito nada: as lágrimas foram suficientes: «Jesus atende a oração de fé expressa em palavras... ou feita em silêncio (as lágrima e o perfume da pecadora: cf. Ev. do dia) (CIC, 2616).


6ª feira, 17-IX: O papel da mulher: ontem e sempre.

1 Cor 15, 12-20 / Lc 8, 1-3

Andavam com Ele os doze, bem como algumas mulheres, que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades.

Já desde o início que as santas mulheres prestaram uma ajuda valiosa ao serviço do Senhor e da Igreja: «A Igreja está ciente do contributo específico da mulher para o serviço do Evangelho da esperança. A história da comunidade cristã atesta que as mulheres sempre tiveram um lugar de relevo no testemunho do Evangelho. Recorda-se tudo o que elas fizeram, muitas vezes em silêncio e sem dar nas vistas, para acolher e transmitir o dom de Deus, seja mediante a maternidade física e espiritual, a acção educativa, a catequese, a realização de grandes obras de caridade...» (INE, 42). É de desejar que continue a viver sempre assim.


Sábado, 18-IX: Provação e crescimento das virtudes.

1 Cor 15, 35-37. 42-49 / Lc 8, 4-15.

E a semente que ficou na boa terra são aqueles que ouviram a palavra com um coração recto e bom, a conservaram e, com perseverança, dão fruto.

Ambas as leituras nos falam das sementeiras e das sementes. S. Paulo recorda: «O que tu semeias não volta à vida sem morrer» (Leit.). O que significa que sem o sacrifício não pode haver frutos na vida de um cristão.

Jesus fala dos terrenos que recebem a sementeira de Deus. Num dos terrenos o demónio tenta arrancar a palavra do coração do homem: «O Espírito Santo permite-nos discernir entre a provação necessária ao crescimento interior (cf. Ev. do dia) em vista duma ‘virtude comprovada’...» (CIC, 2847). Mais uma vez se repete: para o crescimento das virtudes é necessária a provação, o sacrifício.







Celebração e Homilia: Fernando Silva

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Homilias Feriais: Nuno Romão

Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha


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