Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo

 

Missa da Aurora

25 de Dezembro de 2008

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Hoje sobre nós resplandece uma luz, M. Faria, NRMS 4 (I)

cf. Is 9, 2.6; Lc 1, 33

Antífona de entrada: Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor. O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. E o seu reino não terá fim.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Igreja celebra o Nascimento do Deus Menino. Com os textos da Missa da Vigília recorda-nos que Jesus vem inserir-se na História da família humana. A missa da meia-noite celebra o cumprimento das profecias: Um Menino nasceu para nós! Seu nome é Jesus, que quer dizer «Deus salva». A Liturgia da Palavra da Missa da Aurora descreve-nos a resposta dos Pastores. Face ao anúncio do Anjo, eles vão a toda a pressa a Belém. Viram, prestaram homenagem e tornaram-se arautos do Menino recém-nascido. Exultemos de alegria! Manifestou-se a bondade de Jesus, nosso Salvador

 

Oração colecta: Concedei, Deus todo-poderoso, que, inundados pela nova luz do Verbo Encarnado, resplandeça em nossas obras o que pela fé brilha em nossos corações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: «Proclama até aos confins da terra! Eis que vem o Salvador!» O texto do Profeta anuncia aos habitantes de Jerusalém uma mensagem de esperança destinada não só ao povo de Israel, mas a todos os povos da terra, portanto também é para nós.

 

Isaías 62, 11-12

11Eis o que o Senhor proclama até aos confins da terra: «Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador. Com Ele vem o seu prémio e precede-O a sua recompensa. 12Serão chamados ‘Povo santo’, ‘Resgatados do Senhor’; e tu serás chamada ‘Pretendida’, ‘Cidade não abandonada’».

 

A leitura recolhe dois versículos do III Isaías, referidos à Jerusalém restaurada após o exílio. «Até aos confins da terra»: a perspectiva universalista típica da última parte de Isaías corresponde bem à realidade de um «Natal para todos».

«Filha de Sião, Filha de Jerusalém», forma poética de o profeta se dirigir aos habitantes da cidade, e mesmo a todos os israelitas (como aqui sucede). A Igreja é o novo «Israel de Deus», «o monte Sião» (Gal 4, 26; 6, 16; Hebr 12, 22; Apoc 14, 1; 21). «Sião» (etimologicamente lugar seco) era a cidadela da capital, Jerusalém. Inicialmente designava a fortaleza conquistada por David aos jebuseus, a colina oriental de Jerusalém (Ofel), que começou a ser chamada «cidade de David», para onde este transladou a Arca da Aliança. Quando Salomão construiu o Templo, a Norte de Sião, e para lá levou a arca, também se começou a dar a esse lugar o nome de Sião. Depois veio a designar o conjunto da cidade de Jerusalém, ou todos os seus habitantes e mesmo todo o povo de Israel. Na tradição cristã, veio a dar-se uma confusão acerca da localização topográfica do monte Sião, ao situá-lo no Cenáculo, na colina ocidental da cidade alta. Esta confusão parece ter origem em que o Cenáculo foi considerado a sede da primitiva Igreja de Jerusalém, o novo «monte Sião», segundo Hebr 12, 22 e Apoc 14, 1. Actualmente a Arqueologia veio esclarecer estes locais.

 

Salmo Responsorial     Salmo 96 (97), 1 e 6.11-12

 

Monição: Exulte a terra! O salmo 96 convida-nos a cantar com alegria o nascimento do Deus Menino. Deixemo-nos inundar pela luz que nos vem do presépio e cantemos: Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor!

 

Refrão:         Hoje sobre nós resplandece uma luz:

nasceu o Senhor.

 

O Senhor é rei: exulte a terra,

rejubile a multidão das ilhas.

 

Os céus proclamam a sua justiça

e todos os povos contemplam a sua glória.

 

A luz resplandece para os justos

e a alegria para os corações rectos.

 

Alegrai-vos, ó justos, no Senhor

e louvai o seu nome Santo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Vivemos o ano Paulino. S. Paulo convida-nos a contemplar imensa bondade de Deus e o seu infinito amor para com os homens. Com Jesus tornamo-nos herdeiros da vida eterna. Sejamos agradecidos!

 

Tito 3, 4-7

Caríssimo: 4Ao manifestar-se a bondade de Deus nosso Salvador e o seu amor para com os homens, Ele salvou-nos, 5não pelas obras justas que praticámos, mas em virtude da sua misericórdia, pelo baptismo da regeneração e renovação do Espírito Santo, 6que Ele derramou abundantemente sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador, 7para que, justificados pela sua graça, nos tornássemos, em esperança, herdeiros da vida eterna.

 

Esta belíssima síntese soteriológica bem podia ser uma espécie de fórmula de fé corrente na Igreja primitiva que tenha sido inserida na Carta.

5 O «banho de regeneração e renovação do Espírito Santo» é o Baptismo, que nos faz nascer de novo (Jo 3, 3.5) e que nos torna «nova criatura» (Gal 6, 15; 2 Cor 5, 17). O Natal é ocasião propícia para meditar também no nosso natal, o Baptismo, e para daí tirar consequências práticas: «reconhece, ó cristão, a tua dignidade; tornado participante da natureza divina, não regresses à antiga baixeza duma vida depravada; lembra-te de que Cabeça e de que Corpo és membro. Pelo Baptismo, tornaste-te templo do Espírito Santo» (S. Leão Magno, Homilia para o dia de Natal).

 

Aclamação ao Evangelho         Lc 2, 14

 

Monição: Glória a deus nas alturas!

Paz aos homens na terra!

Os Pastores davam glória a Deus e cantavam os seus louvores. De pé, juntamente com todas as pessoas amadas por Deus, com os pastores de Belém e de todos os lugares do mundo inteiro, cantemos também nós em honra de Jesus Menino.

 

Aleluia

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 46

 

Glória a Deus nas alturas

e paz na terra aos homens por Ele amados.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 15-20

15Quando os Anjos se afastaram dos pastores em direcção ao Céu, começaram estes a dizer uns aos outros: «Vamos a Belém, para vermos o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer». 16Para lá se dirigiram apressadamente e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. 18E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. 19Maria guardava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração. 20Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado.

 

A leitura mostra a reacção dos pastores perante o anúncio do nascimento de Jesus que bem pode marcar a atitude do cristão ao tomar consciência do Natal de Jesus: a decisão (tão presente nos nossos vilancetes), de ir a Belém, apressadamente, sem delongas nem escusas ao encontro pessoal com Jesus, Maria e José

18 Os «pastores» contaram as maravilhas daquela noite, mas os conterrâneos não os deveriam tomar muito a sério. Como poderia o Messias revelar-se a gente tão miserável, mal conceituada e tida por pecadora?

19 «Maria» ensina-nos a viver o mistério do Natal no recolhimento, ponderação e intimidade com Jesus.

 

Sugestões para a homilia

 

Os pastores disseram uns aos outros: Vamos a Belém ver o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer.

 

Irmãos, «hoje, sobre nós resplandece uma luz, nasceu o Senhor!» Todas as manhãs nasce o sol para iluminar o novo dia. Nesta missa da aurora falamos de luz! O Deus Menino nascido em Belém é o sol nascente que ilumina a nossa vida espiritual. Demos graças ao coração misericordioso do nosso Deus que do alto nos visita como sol nascente, canta a Igreja na Oração de todas as manhãs. Jesus dirá: Eu sou a luz do mundo! Quem me seguir não andará nas trevas, mas terá a luz da vida! Se para nós, Jesus é a luz do mundo não podemos ficar indiferentes, vivendo nas trevas do erro da ignorância e do pecado! Olhemos para os pastores de Belém de que nos fala o Evangelho. Depois de Maria e José, foram eles os primeiros a beneficiar da luz do Deus Menino. Deixaram-se atrair pela bondade luminosa desta Criança recém-nascida! Sentiram tanta alegria pelo viram e ouviram, que não podiam mais guardar só para si tanta felicidade. Diz S. Lucas que depois de terem visto, começaram a divulgar o que lhes tinham dito a respeito daquele menino. Todos os que ouviram se admiravam do que diziam os pastores.

O profeta Isaías repete-nos como aos habitantes de Jerusalém! Eis que vem o Salvador! Eis que já chegou e vive connosco o nosso Deus! Como esta mensagem nos enche de alegria! Falemos de Jesus com o entusiasmo dos pastores de Belém! Acreditamos que somos «o povo santo de Deus, resgatados pelo Senhor!» A Igreja é a «esposa bem amada!» Não estamos «abandonados!» Esta certeza vem da Palavra proclamada na segunda leitura! Esta é a boa nova de Natal. Pela fé acreditamos que Jesus nasce de novo no mundo, nas famílias, dentro de nós. Que a nossa alegria e a nossa acção de graças sejam um hino de Natal que ilumine e encante todos os que nos rodeiam!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Elevemos ao Pai celeste as nossa súplicas pelos homens de toda a terra

Aos quais Ele enviou o próprio Filho, suplicando:

 

Abençoai, Senhor o vosso povo

 

1.  Pelas Igrejas que hoje celebram o Natal,

pelos cristãos que o celebram noutro dia e por todos os homens de boa vontade,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos que correm ao presépio como os pastores,

pelos que meditam em seu coração como Maria

e pelos que contemplam o Menino como José, 

oremos.

 

3.  Pelas famílias

para que à volta do presépio

vivam a alegria da partilha do pão, da paz e do amor, 

oremos.

 

4.  Por todos nós aqui reunidos, celebrando o Natal de Jesus,

pelos nossos familiares e amigos,

oremos.

 

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

Que fizestes resplandecer sobre a terra a luz de Cristo, acolhei benignamente

os anseios do nosso coração

E as súplicas que Vos apresentamos com toda a confiança pelos homens de quem Ele se fez irmão.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Exultemos no Senhor, F. da Silva, NRMS 52

 

Oração sobre as oblatas: Sejam as nossas oferendas, Senhor, dignas do mistério do Natal que hoje celebramos; e assim como o vosso Filho feito homem Se manifestou como Deus, também estes frutos da terra nos tornem participantes dos dons divinos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio do Natal: p. 457[590-702] ou 458-459

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Pelo mistério do Verbo encarnado, nova luz da vossa glória brilhou sobre nós, para que vendo a Deus com os nossos olhos, aprendamos a amar asa coisas invisíveis.

Por isso, com os Anjos e os Santos do Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz:

 

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Também nas Orações Eucarísticas II e III se faz a comemoração própria.

 

Santo: M. Luis, NCT nº 297

 

Monição da Comunhão

 

«O Verbo fez-Se carne de habitou entre nós!»

Nasceu em Belém, terra do Pão. Havia de afirmar na sua pregação: «Eu Sou o Pão da vida!»

Recebamos Jesus que nos oferece o seu Corpo «como alimento que permanece para a vida eterna.»

 

Cântico da Comunhão: Nasceu hoje, de Maria, J. Santos, NRMS 108

cf. Zac 9, 9

Antífona da comunhão: Alegra-te, filha de Sião. Exulta, filha de Jerusalém. Eis o teu Rei, o Santo de Israel, que vem salvar o mundo.

 

Cântico de acção de graças: Canta, povo de sião, F. dos Santos, Cânticos de Entrada e Comunhão I, pág. 47

 

Oração depois da comunhão: Ao celebrarmos com santa alegria o nascimento do vosso Filho, nós Vos pedimos, Senhor, a graça de conhecer este mistério com fé viva e de o viver com ardente caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Ano Paulino! Viver e caminhar com a ajuda do Apóstolo S. Paulo. Queremos ser testemunhas apaixonadas por «Jesus, nosso grande Deus e nosso Salvador, que nasceu e se entregou por nós para nos resgatar e fazer de nós o seu povo», isto é, a sua Igreja.

Para todos vós aqui presentes, para os vossos familiares e amigos, desejamos

Boas festas e FELIZ NATAL!

 

Cântico final: Entrai, pastores, entrai, M. Faria, NRMS 4 (II)

 

 

 

Celebração e Homilia:          Jose´Roque

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 


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