4º Domingo do Advento

21 de Dezembro de 2008

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Avé, Senhora do Advento, Az. Oliveira, NRMS 95-96

Is 45, 8

Antífona de entrada: Desça o orvalho do alto dos Céus e as nuvens chovam o Justo. Abra-se a terra e germine o Salvador.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Preparamo-nos para o Natal, que está já à porta. A Santa Igreja convida-nos a viver estes últimos dias mais unidos à Virgem, aprendendo com Ela a acolher a Jesus e a amá-Lo mais.

 

Ele está connosco na Eucaristia que celebramos. Avivemos a nossa fé e o nosso amor. Limpemos bem o nosso coração pelo arrependimento sincero.

 

Oração colecta: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Cristo vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz alcancemos a glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Natã anuncia a David que da sua descendência virá o Messias, que será rei para sempre. Deus recompensa assim a sua generosidade.

 

2 Samuel 7, 1-5.8b-12.14a.16

1Quando David já morava em sua casa e o Senhor lhe deu tréguas de todos os inimigos que o rodeavam, 2o rei disse ao profeta Natã: «Como vês, eu moro numa casa de cedro e a arca de Deus está debaixo de uma tenda». 3Natã respondeu ao rei: «Faz o que te pede o teu coração, porque o Senhor está contigo». 4Nessa mesma noite, o Senhor falou a Natã, dizendo: 5«Vai dizer ao meu servo David: Assim fala o Senhor: Pensas edificar um palácio para Eu habitar? 8bTirei-te das pastagens onde guardavas os rebanhos, para seres o chefe do meu povo de Israel. 9Estive contigo em toda a parte por onde andaste e exterminei diante de ti todos os teus inimigos. Dar-te-ei um nome tão ilustre como o nome dos grandes da terra. 10Prepararei um lugar para o meu povo de Israel; e nele o instalarei para que habite nesse lugar, sem que jamais tenha receio e sem que os perversos tornem a oprimi-lo como outrora, 11quando Eu constituía juízes no meu povo de Israel. Farei que vivas seguro de todos os teus inimigos. O Senhor anuncia que te vai fazer uma casa. Quando chegares ao termo dos teus dias e fores repousar com teus pais estabelecerei em teu lugar um descendente que há-de nascer de ti e consolidarei a tua realeza. Ele construirá um palácio ao meu nome e Eu consolidarei para sempre o seu trono real. Serei para ele um pai e ele será para Mim um filho. 16A tua casa e o teu reino permanecerão diante de Mim eternamente e o teu trono será firme para sempre».

 

David tinha exposto ao profeta Natã o seu projecto de vir a construir para a arca da aliança uma casa digna, que substituísse de vez o modesto tabernáculo feito de cortinados. O profeta apoia a ideia do rei, mas Deus falou a Natã transmitindo-lhe uma mensagem do mais alto alcance: não seria David a erguer uma casa a Yahwéh, mas Yahwéh a fazer uma casa a David! O profeta joga com o duplo sentido de bayit, casa e dinastia (v. 11).

16 «O teu trono será firme para sempre». Este versículo contém uma das mais importantes profecias do messianismo régio. A profecia aparece cumprida no N. T., uma vez que Jesus é descendente legal de David. O seu reino, não tem fim (Lc 1, 33), pois a realeza manteve-se dentro da casa (família) de David; o seu reino é eterno, entenda-se, no sentido religioso, não no sentido político.

 

Salmo Responsorial     Salmo 88 (89), 2-3.4-5.27 e 29 (R. cf. 2a)

 

Monição: O salmo repete a promessa da primeira leitura sobre a vinda do Salvador da descendência do rei David.

 

Refrão:         Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor.

Ou:                Senhor, cantarei eternamente a vossa bondade.

 

Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor

e para sempre proclamarei a sua fidelidade.

Vós dissestes:

«A bondade está estabelecida para sempre»,

no céu permanece firme a vossa fidelidade.

 

«Concluí uma aliança com o meu eleito,

fiz um juramento a David meu servo:

‘Conservarei a tua descendência para sempre,

estabelecerei o teu trono por todas as gerações’».

 

«Ele Me invocará: ‘Vós sois meu Pai,

meu Deus, meu Salvador’.

Assegurar-lhe-ei para sempre o meu favor,

a minha aliança com ele será irrevogável».

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo fala do mistério da salvação destinado a todos os povos, para que todos obedeçam à fé e se possam salvar.

 

Romanos 16, 25-27

Irmãos: 25Àquele que tem o poder de vos confirmar, segundo o meu Evangelho e a pregação de Jesus Cristo a revelação do mistério encoberto desde os tempos eternos 26mas agora manifestado e dado a conhecer a todos os povos pelas escrituras dos Profetas segundo a ordem do Deus eterno, dado a conhecer a todos os gentios para que eles obedeçam à fé 27a Deus, o único sábio, por Jesus Cristo, seja dada glória pelos séculos dos séculos. Amen.

 

Temos aqui a doxologia com que, de modo singular, termina a epístola. A verdade é que esta mesma doxologia aparece nalguns códices no fim ou do capítulo 14 ou do 15, devido à supressão de ou dois capítulos finais para o uso litúrgico da epístola, por se tratar de partes pessoais de menos interesse para os fiéis de outras comunidades.

«O meu Evangelho» identifica-se com «a (minha) pregação» que tem por objecto Jesus Cristo (a sua Pessoa, os seus ensinamentos e a sua obra). «O mistério… agora manifestado» e apenas vislumbrado pelos Profetas é o plano divino de salvar todos os homens (judeus e gentios) por meio da obra redentora de Jesus, que fez de nós um só corpo, a família dos filhos de Deus.

 

Aclamação ao Evangelho         Lc 1, 38

 

Monição: Nossa Senhora acolhe a mensagem do Arcanjo cheia de fé e humildade e obedece prontamente à vontade de Deus. Vamos ouvir, como Ela, o que Jesus nos vai dizer.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Eis a escrava do Senhor:

faça-se em mim segundo a vossa palavra.

 

 

Evangelho

 

Ver supra, notas para a Solenidade da Imaculada Conceição

 

Sugestões para a homilia

 

O teu trono será firme para sempre

Faça-se segundo a tua palavra

Que obedeçam à fé

O teu trono será firme para sempre

O rei David, depois de conquistar Jerusalém e fazer dela a capital do seu reino, quis construir para Deus um templo que fosse digno do Senhor. Até então o templo era uma tenda de peles, como Deus tinha indicado a Moisés no deserto do Sinai, de modo a ser transportada de um lado para o outro.

Deus mandou dizer pelo profeta Natã que essa tarefa seria para o filho que lhe sucedesse. Mas o Senhor recompensou a sua generosidade fazendo-lhe a promessa maravilhosa que ouvíamos na primeira leitura: da sua descendência havia de nascer o Messias prometido a Abraão.

É uma lição muito importante para nós. Deus não fica a dever nada. É mais generoso do que nós. Vale a pena que sejamos cuidadosos com as coisas de Deus. Vale a pena que tratemos bem a Jesus que está connosco na Santíssima Eucaristia.

É um sinal da nossa fé e do nosso amor cuidar das nossas igrejas e dos objectos do culto. Que não sejam como o curral onde nasceu há dois mil anos porque não quiseram recebê -Lo em suas casas.

Jesus continua a ser Deus connosco em nossas igrejas. Além do cuidado com as coisas litúrgicas, respeitemos o ambiente sagrado dos nossos templos, hoje que tantos cristãos não o sabem fazer. Até parece que estão na rua ou na feira da aldeia.

Ali é casa de oração, é lugar para falar com o Senhor e não para estar a conversar com os outros. Se alguma coisa é preciso dizer temos de falar baixo e só o estritamente necessário, com a consciência de que está ali Jesus.

Aprendamos com Nossa Senhora a tratar bem Aquele que é verdadeiro Deus e verdadeiro homem e que veio habitar entre nós e que Se encontra em nossos sacrários.

Faça-se segundo a tua palavra

Nossa Senhora é para nós o modelo sempre actual para acolher a Jesus. A Igreja apresenta-nos neste último domingo do Advento a figura de Maria, a sugerir-nos que façamos como Ela para viver bem o Natal de Jesus.

O Arcanjo S. Gabriel saúda-A em nome de Deus e diz-Lhe que Ele a escolheu para mãe do Salvador prometido aos seus antepassados. A Virgem escuta com atenção, acredita sem duvidar naquilo que o mensageiro de Deus lhe diz. Não pede nenhum sinal como Zacarias.

E responde: – «Eis a escrava do Senhor. Faça-se em Mim segundo a tua palavra.» Naquele momento o Verbo de Deus, eterno com o Pai, toma a nossa natureza humana fazendo-se um de nós no seio puríssimo de Maria.

Podemos admirar a fé, a humildade e a obediência pronta e decidida da Virgem. É uma lição viva para todos nós. A fé e o amor de Deus manifestam-se na obediência fiel à vontade de Deus. Cumprindo os Seus mandamentos.

A Epístola aos Hebreus diz-nos que as primeiras palavras de Jesus para o Pai ao incarnar foram: «eis que venho, ó Deus, para fazer a Tua vontade» (Heb 10, 7). Vemos aqui a sintonia perfeita entre a Mãe e o Filho.

Jesus fez-se homem e veio ensinar-nos a cumprir fielmente a vontade de Deus. Daí depende a nossa felicidade neste mundo e no outro. «O meu alimento – dirá Ele mais tarde – é fazer a vontade daquele que Me enviou» (Jo 4, 34).

Aprendamos com a Virgem a identificar-nos com Jesus, sempre prontos a fazer a vontade de Deus. Jesus continua a guiar-nos através da Sua Igreja: através do Santo Padre, sucessor de Pedro e pastor de todo o Seu rebanho e também dos bispos unidos a ele.

Santa Teresa de Ávila estava em Salamanca em 1563. O seu confessor mandou-lhe escrever o relato da fundação dos seus conventos: madre Teresa estava bastante doente e com muitas ocupações. Mas procurou fazer o que lhe mandavam. Jesus disse-lhe na oração. «Filha, a obediência dá força» (Prólogo, Livro das Fundações).

A desobediência, por seu lado, rouba as forças e a eficácia na vida espiritual e no apostolado.

Hoje custa obedecer. Em nome duma falsa liberdade. Todos sabemos criticar e poucos sabemos obedecer. Para acolher a Jesus em nosso coração, temos de o limpar do pecados e adorná-lo com o desejo firme de cumprir em tudo a vontade de Deus. O Advento foi para nós tempo de barrela, procurámos confessar-nos, purificando-nos dos pecados, que são desobediência à vontade de Deus. Além do arrependimento e acusação sinceras procurámos fazer propósitos de emenda, desejo sincero de cumprir em tudo o que Deus manda.

Peçamos à Virgem que nos ajude a acolher bem a Jesus, a acolher a salvação que nos trouxe e continua a oferecer-nos a nós e a todos os homens. Depende da nossa cooperação.

Da cooperação de Maria dependeu a salvação de todos os homens. A Virgem não se limitou a cumprir os mandamentos, como faziam muitos em Israel. Estava atenta às inspirações de Deus e respondia a elas com prontidão e amor

Da nossa obediência amorosa à vontade de Deus depende talvez a graça para muitos à nossa volta.

Que obedeçam à fé

S. Paulo, na segunda leitura, fala do mistério da salvação que Deus oferece a todos os homens, para que obedeçam à fé.

O Evangelho de Jesus, a Boa Nova da salvação, exige a fé para ser acolhida. E a fé leva a obedecer sem reservas às exigências de amor que Deus nos faz.

A humildade, a fé, a obediência amorosa da Virgem são o modelo para todos os homens poderem acolher a Jesus e a salvação que nos traz. Não nos admiremos que muitos homens continuem a fechar-se à Boa Nova de Jesus. Rezemos e trabalhemos mais. A graça de Deus pode tudo.

Animemos a todos à nossa volta a acolher a Jesus, a não fechar o coração como as gentes de Belém há dois mil anos. Rezemos mais a Nossa Senhora e a S. José, que souberam acolher e tratar tão bem a Jesus, que saibamos imitá-los melhor neste Natal. E que saibamos levá-Lo a todos à nossa volta, com o nosso amor e nossa alegria de cristãos, que serão a chave para abrir muitos corações, ansiosos pela salvação que só Jesus lhes pode trazer. Mesmo quando parecem insensíveis e indiferentes.

 

Fala o Santo Padre

 

«Nesta preparação para o Natal, cultivemos o recolhimento interior, para acolher e conservar Jesus na nossa vida.»

 

Nestes últimos dias do Advento, a liturgia convida-nos a contemplar de modo especial a Virgem Maria e São José, que viveram com intensidade singular o período da expectativa e da preparação do nascimento de Jesus. […]. Na hodierna página evangélica, São Lucas apresenta a Virgem Maria como «desposada com um homem chamado José, da Casa de David» (Lc 1, 27). […] Ele é modelo do homem «justo» (Mt 1, 19), que em perfeita sintonia com a sua esposa acolhe o Filho de Deus que se fez homem e vela sobre o seu crescimento humano. Por isso, nos dias que precedem o Natal, é mais oportuno do que nunca estabelecer uma espécie de colóquio espiritual com São José, para que ele nos ajude a viver em plenitude este grande mistério da fé. […]

 

O silêncio de São José é permeado de contemplação do mistério de Deus, em atitude de total disponibilidade à vontade divina. Em síntese, o silêncio de São José não manifesta um vazio interior mas, ao contrário, a plenitude de fé que ele traz no coração, e que orienta todos os seus pensamentos e todas as suas acções. Um silêncio graças ao qual José, em uníssono com Maria, conserva a Palavra de Deus, conhecida através das Sagradas Escrituras, comparando-a continuamente com os acontecimentos da vida de Jesus; um silêncio impregnado de oração constante, de oração de bênção do Senhor, de adoração da sua santa vontade e de confiança sem reservas na sua providência. Não se exagera, se se pensa que precisamente do «pai» José, Jesus adquiriu no plano humano aquela vigorosa interioridade, que é o pressuposto da justiça autêntica, da «justiça superior», que um dia Ele ensinará aos seus discípulos (cf. Mt 5, 20).

 

Deixemo-nos «contagiar» pelo silêncio de São José! Temos tanta necessidade disto, num mundo muitas vezes demasiado ruidoso, que não favorece o recolhimento, nem a escuta da voz de Deus. Neste período de preparação para o Natal, cultivemos o recolhimento interior, para acolher e conservar Jesus na nossa vida.

 

Bento XVI, Angelus, 18 de Dezembro de 2005

 

Oração Universal

 

Unidos a Jesus e com toda a Igreja, apoiados na intercessão de Maria,

peçamos ao Pai:

 

1.  Pela Santa Igreja de Deus,

para que se renove, pela graça, na esperança e no amor,

oremos ao Senhor.

 

2.  Pelo Santo Padre,

para que todos escutem os seus ensinamentos,

vendo nele a Jesus, que continua a guiar a Sua Igreja,

oremos ao Senhor.

 

3.  Pelos bispos e sacerdotes,

para que se entreguem generosamente ao serviço das almas,

sobretudo no ministério do perdão,

oremos ao Senhor.

 

4.  Por todos os que sofrem,

pelos pobres, pelos doentes, pelos idosos, pelos marginalizados,

para que saibamos ser para eles uma presença de Jesus neste Natal,

oremos ao Senhor.

 

5.  Para que todos nos entusiasmemos a imitar Nossa Senhora,

cumprindo fielmente a vontade de Deus nas tarefas humildes de cada dia,

oremos ao Senhor.

 

6.  Por todos os que andam afastados de Deus,

para que o Senhor os converta e os atraia ao Seu amor,

para aproveitarem salvação que Jesus lhes traz,

oremos ao Senhor.

 

7.  Por todos os que se encontram no Purgatório,

para que o Senhor os purifique e lhes conceda a felicidade do Céu,

oremos ao Senhor.

 

Senhor, que nos enviastes o Vosso Filho como a maior prenda para a Humanidade

ajudai-nos a preparar bem os nossos corações para O acolher neste Natal

e a abri-los a todos os que nos rodeiam.

Por N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O Anjo do Senhor, M. Simões, NRMS 31

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons que trazemos ao vosso altar e santificai-os com o mesmo Espírito que, pelo poder da sua graça, fecundou o seio da Virgem Santa Maria. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio do Advento II: p. 455 [588-700]

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Monição da Comunhão

 

Jesus veio até nós em Belém, há dois mil anos. Vem até nós em cada Missa. Saibamos acolhê-Lo com a fé, a humildade e o amor de Nossa Senhora.

 

Cântico da Comunhão: Todos vós que tendes sede, J. Santos, NRMS 42

cf. Is 7, 14

Antífona da comunhão: A Virgem conceberá e dará à luz um filho. O seu nome será Emanuel, Deus-connosco.

 

Cântico de acção de graças: Virgem Santa e Imaculada, M. Luís, NRMS 15

 

Oração depois da comunhão: Tendo recebido neste sacramento o penhor da redenção eterna, nós Vos pedimos, Senhor: quanto mais se aproxima a festa da nossa salvação, tanto mais cresça em nós o fervor para celebrarmos dignamente o mistério do Natal do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Queremos guardar a palavra de Jesus e guiar por ela o nosso viver, obedecendo fielmente à vontade do Pai como Ele fez e como fez Sua Mãe.

 

Cântico final: Sabei que o nosso Deus, M. Simões, NRMS 24

 

 

Homilias Feriais

 

4ª SEMANA

 

2ª Feira, 22-XII:Acto de adoração a Deus.

1 Sam 1, 24-28 / Lc 1, 46-56

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador.

Ana levou o filho Samuel para o entregar ao serviço do Senhor no Templo (cf Leit) e o seu coração exultou de alegria no Senhor (S. Resp). Também Nossa Senhora, transportando Jesus no seu ventre, faz chegar a Deus um cântico de louvor (Ev).

«Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-lo, exaltá-lo e humilhar-se, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e que o seu nome é santo (cf Ev). A adoração do Deus único liberta o homem de se fechar sobre si próprio, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo» (CIC, 2097).

 

3ª Feira, 23-XII: Preparação para a vinda do Senhor.

Mal 3, 1-4. 23-24 / Lc 1, 57-66

Vou enviar o meu mensageiro, para desimpedir o caminho diante de mim.

A profecia de Malaquias diz respeito à missão de Elias e de João Baptista: preparar o caminho do Senhor (cf Leit).

As missões de ambos estão intimamente ligadas: João termina o ciclo dos profetas inaugurado por Elias; João é Elias que devia vir, precede Jesus com o espírito e o poder de Elias. Mas João Baptista é o precursor imediato do Senhor. Procuremos preparar-nos bem para receber o Senhor, vivendo com mais amor a comunhão eucarística; ajudemos os parentes e amigos a aproximar-se do sacramento da Penitência.

 

4ª Feira, 24-XII: Restauração da semelhança com Deus.

2 Sam 7, 1-5. 8-11. 16 / Lc 167-79

(Zacarias): Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e libertou o seu povo, e nos fez surgir poderosa salvação na família do seu pai David.

O profeta Natã comunica a David que a sua casa e a sua realeza permanecerão para sempre (cf Leit). E a mesma profecia é feita por Zacarias, recordando o juramento feito por Deus a Abraão (cf Ev).

O homem, desfigurado pelo pecado, mantém a ‘imagem de Deus’, à imagem do Filho, mas ficou privado da ‘semelhança’. Mas Deus promete a Abraão uma descendência, em que o próprio Filho assumirá a ‘imagem’ e restaurará a ´semelhança’ com o Pai (cf CIC, 705). Os sacramentos ajudam a imprimir esta ‘semelhança’.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Celestino C. Ferreira

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial