Exaltação da Santa Cruz

14 de Setembro de 2004


Festa


RITOS INICIAIS


Cântico de entrada: Deus, vinde em meu auxílio, F. da Silva, NRMS 53

cf. Gal 6, 14

Antífona de entrada: Toda a nossa glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. N'Ele está a nossa salvação, vida e ressurreição. Por Ele fomos salvos e livres.


Diz-se o Glória


Introdução ao espírito da Celebração


É com enorme audácia que os cristãos ousam exaltar o patíbulo do seu Senhor. A Cruz é onde Jesus sofreu e morreu, a Cruz é o sinal da condenação mais ignominiosa e atroz. Todavia de sinal de morte e desonra, a Cruz passou a ser sinal de vida porque expressão do amor até ao limite. Na Cruz, Deus desce ao mais degradante da condição humana para que nada deixasse de ser assumido pela Sua Santa Encarnação.


Oração colecta: Senhor, que na vossa infinita misericórdia, quisestes que o vosso Filho sofresse o suplício da cruz para salvar o género humano, concedei que, tendo conhecido na terra o mistério de Cristo, mereçamos alcançar no Céu os frutos da redenção. Por Nosso Senhor...



Liturgia da Palavra


Primeira Leitura


Monição: No episódio da serpente de bronze elevada por Moisés no deserto está já prefigurado o poder salvador da Cruz de Cristo que nos livra da maldição da antiga serpente. Assim como quem era mordido pelas serpentes era curado voltando-se para a serpente de bronze, também quem está prisioneiro do mal é curado voltando-se para Jesus que se fez maldição por nós.


Números 21, 4b-9

Naqueles dias, 5o povo de Israel impacientou-se e falou contra Deus e contra Moisés: «Porque nos fizeste sair do Egipto, para morrermos neste deserto? Aqui não há pão nem água e já nos causa fastio este alimento miserável». 6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas que mordiam nas pessoas e morreu muita gente de Israel. 7O povo dirigiu-se a Moisés, dizendo: «Pecámos, ao falar contra o Senhor e contra ti. Intercede junto do Senhor, para que afaste de nós as serpentes». E Moisés intercedeu pelo povo. 8Então o Senhor disse a Moisés: «Faz uma serpente de bronze e coloca-a sobre um poste. Todo aquele que for mordido e olhar para ela ficará curado». 9Moisés fez uma serpente de bronze e fixou-a num poste. Quando alguém, era mordido por uma serpente, olhava para a serpente de bronze e ficava curado.


5 «Este alimento miserável». Referência bem realista ao maná, cujo idealização posterior o considera, pelo contrário, «pão dos fortes» e «pão dos anjos», pão com todas as delícias e com todos os sabores ao gosto de cada pessoa (cf. Sab 16, 20-21; Salm 78, 23-25).

6 «Serpentes venenosas», à letra, de fogo, um hebraísmo para dizer serpentes abrasadoras, cuja espécie se ignora.

8 «Faz uma serpente de bronze…» Como se pode ver no Evangelho de hoje (Jo 3, 14-15), este relato encerra um sentido típico visado por Deus: o poste é figura da Cruz, a serpente de bronze é figura de Cristo Salvador, que salva da morte eterna todos os homens feridos pela mordedura mortal do pecado, desde que olhem para Jesus com fé.


Salmo Responsorial Sl 77 (78), 1-2.34-35.36-37.38 (R. cf. 7c)


Monição: Não esquecer as obras do Senhor, é condição para prestar a Deus o culto que Ele merece. Louvar Deus é recordar o que Ele fez por nós.


Refrão: Não esqueçais as obras do Senhor.


Escuta, meu povo, a minha instrução,

presta ouvidos às palavras da minha boca.

Vou falar em forma de provérbio,

vou revelar os mistérios dos tempos antigos.


Quando Deus castigava os antigos, eles O procuravam,

tornavam a voltar-se para Ele

e recordavam-se de que Deus era o seu protector,

o Altíssimo o seu redentor.


Eles, porém, enganavam-n’O com a boca

e mentiam-Lhe com a língua,

o seu coração não era sincero,

nem eram fiéis à sua aliança.


Mas Deus, compadecido, perdoava o pecado

e não os exterminava.

Muitas vezes reprimia a sua cólera

e não executava toda a sua ira.


Segunda Leitura


Monição: O apóstolo lembra-nos que o aniquilamento de Jesus, o seu esvaziamento atinge o seu clímax na morte e morte de Cruz. Por isso, a aclamação de Jesus como Messias vai de par com a aclamação de Jesus morto na Cruz.


Filipenses 2, 6-11

6Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, 7mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, 8humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz. 9Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, 10para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra e nos abismos, 11e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.


A leitura constitui um admirável hino à humilhação e exaltação de Cristo, que muitos exegetas pensam ser anterior ao este escrito paulino e a mais antiga confissão de fé explícita na divindade de Cristo que consta dos escritos do Novo Testamento.

6 «De condição divina». Literalmente: «existindo em forma de Deus». Ora esta forma (morfê) de Deus, ainda que não significasse directamente a natureza divina, pelo menos indicaria a glória e a majestade, atributos especificamente divinos na linguagem bíblica. De qualquer modo, como bem observa Heinrich Schlier, a expressão em forma de Deus não quer dizer que Deus tenha uma forma como a têm os homens, mas significa que Jesus «tinha um ser como Deus, um ser divino».

«Não se valeu da sua igualdade com Deus». Há diversas possibilidades de tradução desta rica expressão, segundo se considera o termo grego harpagmós em sentido activo (roubo), ou passivo (coisa roubada): a Vulgata traduz: «não considerou uma usurpação (rapinam) o ser igual a Deus» (sentido activo); segundo a interpretação dos Padres Gregos, a que se ateve a nossas tradução (sentido passivo), teríamos: «não considerou como algo cobiçado (harpagmón)… Há quem pense que S. Paulo quer fazer ressaltar o contraste entre a atitude soberba dos primeiros pais que, sendo homens, quiseram vir a ser iguais a Deus (cf. Gn 3, 5.22) e a atitude humilde de Jesus que, sendo Deus, se quis fazer «semelhante aos homens» (v. 7).

7 «Mas aniquilou-se a si próprio», à letra, esvaziou-se: Jesus Cristo, ao fazer-se homem, não se despojou da natureza divina, mas sim da glória ou manifestação sensível da majestade que Lhe competia em virtude da chamada união hipostática (na pessoa do Filho eterno de Deus, a natureza humana e a natureza divina unidas numa união misteriosa). «Assumindo a condição de servo», o que não significa a condição social de escravo, mas a «forma» (morfê) de se conduzir própria de um ser pobre e dependente, cumprindo a figura do «servo de Yahwéh», a que se refere a primeira leitura de hoje; «tornou-se semelhante aos homens, aparecendo como homem», não apenas, como queria a heresia doceta, nas aparências (skhêmati), mas no sentido em que o homem é «semelhante» (en homoiômati) dos outros homens, em tudo igual excepto no pecado (cf. Hebr 4, 15); «humilhou-se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz» (v. 8). Note-se como é posta em relevo esta obediência e aniquilamento – a kénosis – de Cristo, num sublime crescendo de humilhação em humilhação: feito homem, assume a condição de escravo, Ele obedece, e com uma obediência que vai até à morte, e não uma morte qualquer, mas a dum malfeitor, a morte de cruz – homem, escravo, malfeitor!

9-11 Mas este aniquilamento – o tremendo escândalo da Cruz – não foi uma derrota, o desfecho dum história trágica com que tudo acabou; temos o sublime paradoxo da sua «exaltação»: foi «por isso» mesmo que «Deus» (não Ele próprio, mas o Pai) «O exaltou» de modo singularíssimo (à letra, acima de tudo o que existe: tenha-se em conta hypér na composição do verbo grego), o que se deu na glorificação da humanidade de Jesus com a sua Ressurreição e Ascensão. A esta exaltação corresponde o «nome» que Lhe é dado por Deus, o mesmo nome com que passa a ser invocado pela multidão de todos os crentes de todos os tempos: já não é apenas o nome usado na sua vida terrena e que consta da sentença que o condenou à morte de cruz, mas com o mesmo nome com que o próprio Deus é designado para traduzir o nome divino «Yahwéh» – «Senhor». A todos pertence proclamar e reconhecer a divindade de Jesus – «toda a língua proclame que Jesus Cristo é Senhor» (mais expressivo sem artigo, como no original grego) e o seu domínio sobre toda a criação – «no céu, na terra e nos abismos, para glória de Deus Pai» (A tradução da velha Vulgata neste ponto era pouco expressiva e deficiente: «que o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Pai»).

Independentemente da discussão acerca do aniquilamento de que aqui se fala, se ele visa ou não directamente o mistério da Incarnação, fica bem claro que Jesus não é um simples servo do Senhor que vem a ser exaltado por Deus, pois Ele é Deus que se abaixa e depois vem a ser exaltado. Também fica patente que a fé na divindade de Jesus não é o fruto duma elaboração teológica tardia, pois a epístola é, quando muito, do ano 62, se não é mesmo de cerca de 56 (como pensam muitos), e, como dissemos, estes versículos fariam parte dum hino litúrgico a Cristo, anterior à epístola. Assim pensa, por exemplo, o notável Professor protestante de Tubinga, Martin Hengel.


Aclamação ao Evangelho


Monição: O padecimento pela Cruz não foi escolhido por Deus para Seu Filho, foi-Lhe imposto pelos homens. Mas a redenção do mundo vem por esta aceitação de Deus da vontade dos homens pela entrega de Seu Filho à Sua vontade.



Aleluia


Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo,

que pela vossa santa cruz remistes o mundo.


Cântico: Aclamação-2, F. da Silva, NRMS 50-51



Evangelho


São João 3, 13-17

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13«Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. 14Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, 15para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. 16Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. 17Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele».


13 «Filho do Homem» tem em S. João um sentido glorioso, indicando a origem divina de Jesus, o Filho de Deus pré-existente enviado ao mundo para salvar os homens e que «subiu ao Céu», uma realidade que pertence às coisas do Céu (v. 12); nos Sinópticos conserva mais o sentido da literatura apocalíptica (cf. Dn 7, 13; 4 Esd; Henoc Etiópico), indicando o Messias, o salvador do povo que virá no fim dos tempos e também o Messias-sofredor.

14 «Elevado», na Cruz, entenda-se. Mas S. João joga com os dois sentidos da elevação, na Cruz e na glória. E isto não é um simples artifício literário, mas encerra um mistério profundo, pois é na Paixão que se manifesta todo o amor de Jesus (cf. Jo 13, 1), todo o seu poder divino salvífico de dar o Espírito e a vida eterna (cf. 7, 38; 12, 23-24; 17, 1.2.19), numa palavra, a sua glória, que culmina na Ressurreição (cf. 12, 16). Para a alusão à serpente de bronze, ver Nm 21, 4-9 (1ª leitura de hoje); Sab 16, 5-15 e o Targum que fala mesmo dum lugar elevado onde Moisés a colocou.

16 «Deus... entregou o seu Filho Unigénito». Parece haver aqui uma alusão ao sacrifício de Isaac (cf. Gn 22, 1-12), que os Padres consideravam uma figura de Cristo, até por aquele pormenor de Isaac subir o monte Moriá com a lenha às costas, figura de Jesus subindo o monte Calvário carregando a Cruz.

17 «Não… para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo». Jesus contraria as ideias judaicas da época, que imaginavam o Messias como um juiz que antes de mais vinha para julgar e condenar todos os que ficavam fora do Reino de Deus, ou se lhe opunham.


Sugestões para a homilia


O supremo sinal do amor de Deus é uma entrega de si próprio na pessoa d’Aquele que Ele mais ama, Seu Filho Unigénito, para que nós, pecadores, tenhamos a vida eterna. Esse envio é acompanhado por uma humilhação pela morte de cruz, mas, graças à obediência filial de Jesus, esse extremo abaixamento é transformado em exaltação e glória. «Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes». A cruz, sinal de opróbrio e desonra, é transformada em troféu de vitória e sinal de salvação eterna pelo amor que Deus nela exprime. No dia do nosso baptismo, somos assinalados com o sinal da cruz pelo padre, pelos pais e padrinhos, antes de entrarmos na Igreja porque ela é o sinal que nos identifica como cristãos.

Assim como no baptismo recebemos o sinal da Cruz antes de sermos incorporados a Cristo pelo sacramento da água regeneradora e tornarmo-nos membros da Igreja, assim também, no dia em que somos chamados por Deus à nossa pátria celeste, o cortejo fúnebre é aberto por uma Cruz e uma Cruz indica o local da nossa sepultura. De facto podemos dizer que toda a nossa glória está na Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, sinal de contradição pelo qual Deus abraça o mundo e eleva o homem restaurando-o na Sua imagem. Deus conta connosco para levantar bem alto este troféu que nos identifica e une todos os discípulos de Cristo.

O Crucificado é o centro da História humana. É naquela hora suprema da Cruz que se realiza «a plenitude dos tempos». Jesus havia confidenciado, que naquela hora iria atrair tudo para si. De fato tudo se agrupa ao redor da Cruz; os povos que andam nas trevas e os que avançam ao clarão da luz eterna; a história de cada pessoa e do universo todo adquire pleno sentido à sombra dessa Cruz. É por isso, que São Paulo nos fala do mistério da Cruz como o mistério central, o centro de toda a ciência e sabedoria. O Crucificado, no mistério de sua Paixão e Morte nos assegura o aprendizado dos seus inesgotáveis tesouros de sabedoria e ciência.

«A Cruz está de pé, enquanto o mundo gira», cantava-se em séculos passados, aparecendo, assim, a Cruz como a rocha firme, o baluarte que não treme diante das coisas que passam. Ela é estável e firme! Ela está firme enquanto os acontecimentos humanos se desenrolam a seus pés, transformados pelo sangue redentor, pelo benefício de um amor eterno.

A Cruz é também o grande sinal da esperança última: «Verão aparecer sobre as nuvens o sinal do Filho do Homem». Os cemitérios, as lápides sepulcrais quase todas estão assinaladas pela Cruz. É a certeza de que aqueles que «morreram em Cristo, também ressuscitarão com Ele». A Cruz atravessa as sombras da morte e abre novas esperanças. A Cruz é uma das grandes maravilhas de um amor sem limites e sem explicações, de um amor humano-divino de total doação.


Fala o Santo Padre


«Na Cruz encontram-se a miséria do homem e a misericórdia de Deus.»


1. «O Crux, ave spes unica! Salve, ó Cruz, nossa única Esperança!»

Queridos Irmãos e Irmãs, na celebração desta liturgia dominical somos convidados a contemplar a Cruz. Ela é o «lugar privilegiado» em que se revela e se manifesta para nós o amor de Deus. […] Na Cruz encontram-se a miséria do homem e a misericórdia de Deus. Adorar esta misericórdia incondicional é, para o homem, o único caminho para se abrir ao mistério que a Cruz revela.

A Cruz está plantada na terra e pareceria mergulhar as suas raízes na malícia do homem, mas projecta-se para o alto, como um indicador que aponta para o céu, um indicador que aponta para a bondade de Deus. Por intermédio da Cruz de Cristo, é derrotado o maligno, é vencida a morte, é-nos transmitida a vida, restituída a esperança e comunicada a luz. «O Crux, ave spes unica!». […]


3. «Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, do mesmo modo é preciso que o Filho do Homem seja levantado. Assim, todo aquele que nele acreditar, terá a vida eterna» (Jo 4, 14-15), diz Jesus. Portanto, o que é que vemos, quando dirigimos o nosso olhar para a Cruz, onde Jesus está pregado (cf. Jo 19, 37)? Contemplamos o sinal do amor infinito de Deus pela humanidade.

«O Crux, ave spes unica!» São Paulo fala disto na sua carta aos Filipenses, que acabámos de escutar. Não apenas Jesus Cristo se fez homem, em tudo semelhante aos homens, mas assumiu a condição de servo e humilhou-se ainda mais, fazendo-se obediente até à morte e morte de cruz (cf. Fl 2, 6-8).

Sim, «Deus amou de tal forma o mundo, que lhe deu o seu Filho único» (Jo 3, 16)! Admiremos extasiados e agradecidos a amplidão, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Cristo, que ultrapassa todo o saber (cf. Ef 3, 18-19)! «O Crux, ave spes unica!». […]


5. No jardim do Éden, aos pés da árvore, havia uma mulher, Eva (cf. Gn 3). Seduzida pelo inimigo, ela assenhoreia-se daquilo que julga ser a vida divina. Ao contrário, trata-se de um germe de morte que se insinua nela (cf. Tg 1, 15; Rm 6, 23).

No Calvário, aos pés do madeiro da Cruz, havia outra mulher, Maria (cf. Jo 19, 25-27). Dócil ao projecto de Deus, ela participa intimamente na oferta que o Filho faz de Si ao Pai, pela vida do mundo e, recebendo de Jesus a entrega do Apóstolo João, torna-se Mãe de todos os homens.

Ela é a Virgem das Dores, que amanhã recordaremos na liturgia, e que vós venerais com terna devoção como vossa Padroeira. Confio-lhe o presente e o futuro da Igreja e da Nação eslovaca, para que cresçam à sombra da Cruz de Cristo e saibam descobrir e aceitar sempre a mensagem de amor e salvação.

Pelo mistério da tua Cruz e da tua ressurreição, salva-nos ó Senhor! Amen.

João Paulo II, Bratislava, Eslováquia, 14 de Setembro de 2003


Oração Universal


Irmãos, oremos a Deus Pai por Jesus Cristo

que nos salvou pela Sua Cruz

gloriosa e digamos confiadamente:

R.: Pela vossa Santa Cruz, salvai-nos, Senhor.


1. Pela Santa Igreja, nascida da árvore da Cruz,

para que ame cada vez

mais o Seu Senhor crucificado,

oremos, irmãos.


2. Pelos bispos, presbíteros e diáconos,

para que testemunhem a loucura da Cruz,

oremos, irmãos.


3. Pelos cristãos, marcados com o sinal da Cruz

e que sofrem no corpo ou na alma,

para que sintam a presença consoladora do Crucificado,

oremos, irmãos.


4. Pelos catecúmenos e por todos os fiéis,

para que não se envergonhem da Cruz de Cristo

mas a proclamem em toda a parte,

oremos, irmãos.



Senhor nosso Deus e nosso Pai, o Vosso Filho foi elevado entre o céu e a

terra para ser nosso mediador e salvador. Concedei-nos a graça de

acolher favoravelmente a oração que Vos dirigimos por Jesus Cristo que

se fez obediente até à morte. Ele que é Deus convosco na unidade do

Espírito Santo.



Liturgia Eucarística


Cântico do ofertório: Na hóstia sobre a patena, B. Salgado, NRMS 6(II)


Oração sobre as oblatas: Purificai-nos de todas as culpas, Senhor, pela oblação deste sacrifício, que no altar da cruz tirou o pecado do mundo. Por Nosso Senhor...


Prefácio


O triunfo glorioso da Cruz


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.


V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.


Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte: Na árvore da cruz estabelecestes a salvação da humanidade, para que donde viera a morte daí ressurgisse a vida e aquele que vencera na árvore do paraíso fosse vencido na árvore da cruz, por Cristo nosso Senhor. Por Ele, numa só voz, os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes proclamam com júbilo a vossa glória. Permiti que nos associemos às suas vozes, cantando humildemente o vosso louvor:


Pode dizer-se o prefácio da Paixão do Senhor I: p. 467 [600-712]


Santo: F. da Silva, NRMS 38


Monição da Comunhão


O Pão que nos é oferecido é o Corpo de Jesus tal como Ele estava na Cruz, Pão entregue, triturado por nós, remédio para os nossos males.


Cântico da Comunhão: Se não comerdes a minha carne, F. da Silva, NRMS 48

Jo 12, 32

Antífona da comunhão: Quando Eu for levantado da terra, atrairei tudo a Mim, diz o Senhor.


Oração depois da comunhão: Senhor Jesus Cristo, que nos alimentais nesta mesa sagrada, fazei que o vosso povo, resgatado pela cruz redentora, seja conduzido à glória da ressurreição. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.



Ritos Finais


Monição final


Que o sinal da Cruz que abriu a nossa celebração e a fecha agora com a bênção final seja o fio condutor da nossa existência. Marcados com a Cruz, sigamos o nosso Rei e o Seu estandarte triunfal.


Cântico final: Salvé ó Cruz, M. Faria, 20 cânticos para a missa








Celebração e Homilia: Hermenegildo Faria

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha


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