Comemoração de todos os fiéis Defuntos

 

32.º Domingo Comum

9 de Novembro de 2008

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Chegue até Vós, Senhor, a minha súplica, F. Santos, NCT 213

Salmo 87, 3

Antífona de entrada: Chegue até Vós, Senhor, a minha oração, inclinai o ouvido ao meu clamor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Somos cristãos. Queremos viver com o Senhor durante todos os dias de cada semana. Por isso aqui estamos a viver a Eucaristia do 32.º Domingo Comum para Lhe agradecer os dons que nos concedeu, para Lhe pedir novas graças para a nossa vida.

 

Oração colecta: Deus eterno e misericordioso, afastai de nós toda a adversidade, para que, sem obstáculos do corpo ou do espírito, possamos livremente cumprir a vossa vontade. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A verdadeira sabedoria vem-nos do Senhor. Escutemo-l’O e sigamos sempre pelo caminho que nos indica.

 

Sabedoria 6, 12-16

12A Sabedoria é luminosa e o seu brilho é inalterável; deixa-se ver facilmente àqueles que a amam e faz-se encontrar aos que a procuram. 13Antecipa-se e dá-se a conhecer aos que a desejam. 14Quem a busca desde a aurora não se fatigará, porque há-de encontrá-la já sentada à sua porta. 15Meditar sobre ela, é prudência consumada e, quem lhe consagra as vigílias, depressa ficará sem cuidados. 16Procura por toda a parte os que são dignos dela: aparece-lhes nos caminhos, cheia de benevolência, e vem ao seu encontro em todos os seus pensamentos.

 

A leitura corresponde ao longo elogio da sabedoria (capítulos 6 a 9); a nossa leitura é o desenvolvimento de uma bela ideia inicial: a sabedoria deixa-se encontrar pelas almas rectas (Sab 1, 2).

14 «Sentada à sua porta». Como se vê, a sabedoria aparece personificada: é como uma pessoa fácil de encontrar, quando se procura, porque ela mesma, então, vem ao nosso encontro.

 

Salmo Responsorial    Sl 62 (63), 2.3-4.5-6.7-8 (R. 2b)

 

Monição: Não troquemos o Senhor por aquilo que é ilusório. Só Deus sacia a nossa ânsia infinita de felicidade.

 

Refrão:         A minha alma tem sede de Vós, meu Deus.

 

Senhor, sois o meu Deus: desde a aurora Vos procuro.

A minha alma tem sede de Vós.

Por Vós suspiro,

como terra árida, sequiosa, sem água.

 

Quero contemplar-Vos no santuário,

para ver o vosso poder e a vossa glória.

A vossa graça vale mais que a vida;

por isso, os meus lábios hão-de cantar-Vos louvores.

 

Assim Vos bendirei toda a minha vida

e em vosso louvor levantarei as mãos.

Serei saciado com saborosos manjares

e com vozes de júbilo Vos louvarei.

 

Quando no leito Vos recordo,

passo a noite a pensar em Vós.

Porque Vos tornastes o meu refúgio,

exulto à sombra das vossas asas.

 

Segunda Leitura*

 

Nota de rodapé

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Monição: É bela a vida na Terra. Pela Fé acreditamos que o Senhor nos ressuscitará após a morte para com Ele vivermos para sempre.

 

Forma longa: 1 Tessalonicenses 4, 13-18         Forma breve: 1 Tessalonicenses 4, 13-14

13Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos defuntos, para não vos contristardes como os outros, que não têm esperança. 14Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo, Deus levará com Jesus os que em Jesus tiverem morrido.

[15Eis o que temos para vos dizer, segundo uma palavra do Senhor: Nós, os vivos, os que ficarmos para a vinda do Senhor, não precederemos os que tiverem morrido. 16Ao sinal dado, à voz do Arcanjo e ao som da trombeta divina, o próprio Senhor descerá do Céu e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. 17Em seguida, nós, os vivos, os que tivermos ficado, seremos arrebatados juntamente com eles sobre as nuvens, para irmos ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. 18Consolai-vos uns aos outros com estas palavras.]

 

Os cristãos de Tessalónica, tinham sido evangelizados pouco antes, na segunda viagem missionária de S. Paulo, provavelmente durante o Inverno de 50-51. Embora o Apóstolo não tenha podido permanecer ali por muito tempo (talvez apenas uns dois ou três meses) tornaram-se uma comunidade modelar (cf. 1 Tes 1, 7), mas a verdade é que não estavam devidamente esclarecidos acerca da sorte dos seus defuntos surpreendidos pela morte antes da vinda gloriosa de Jesus. Julgavam que eles já não poderiam tomar parte no triunfo glorioso da segunda vinda do Senhor (a parusia), que julgavam estar para breve; era esta mais uma forte razão para andarem preocupados e tristes, segundo as notícias que Timóteo, enviado desde Atenas, lhe tinha trazido a Corinto (cf. 1 Tes 3, 1-2.6). 

13 S. Paulo, consciente das «deficiências da fé» dos tessalonicenses (cf. 3, 10), trata agora de os esclarecer na fé e de os consolar, escrevendo: «para vos não contristardes» (v. 13). Paulo garante-lhes que «Deus levará com Jesus os que tiverem morrido n’Ele» (v. 14), não estando excluídos de estar «para sempre com o Senhor» (v. 17). O Apóstolo apela para «uma palavra do Senhor», mas discute-se sobre qual a palavra a que se refere; uns pensam no discurso escatológico dos Sinópticos, outros numa revelação pessoal, outros nalguma palavra de Jesus das não consignadas nos Evangelhos (ágrapha)

15 «Nós os vivos, os que ficarmos». Pelo que sabemos doutros textos paulinos, S. Paulo não estava convencido de que havia de ficar para a parusia (cf. 1 Cor 15, 30-31; 2 Cor 1, 8-9; 4, 14; Filp 2, 17); quando muito, manifestaria uma vaga esperança de vir a ficar (BJ). O mais provável é que exprima na primeira pessoa do plural o que só dizia respeito a uma parte dos cristãos, sem se incluir nessa parte: é uma ficção literária a que os gramáticos dão o nome de enálage pessoal, e que S. Paulo usa mais vezes. «Não precederemos...», isto é, os que viverem na ocasião da 2.ª vinda de Jesus não levarão vantagem aos que já morreram, pois então estes, «os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro» e os que então viverem vivos, «os que tivermos ficado seremos arrebatados», na linguagem mais clara de 1 Cor 15, 51-53, «serão transformados», isto é, glorificados.

16 A linguagem com que S. Paulo se exprime é simbólica, por isso não se deve tomar à letra; era corrente na literatura apocalíptica judaica, utilizada para exprimir uma realidade misteriosa e transcendente, uma intervenção certa e portentosa de Deus; assim é o caso de: «a voz do arcanjo», «a trombeta divina», «as nuvens e o Senhor nos ares (cfr. Dan 7, 13). Por outro lado, S. Paulo utiliza a mesma linguagem do mundo helenístico para as visitas festivas, a vinda duma personagem importante, chamada parousia, a que correspondia a jubilosa saída dos cidadãos ao seu encontro, chamada avástasis. (Assim pensa L. Cerfaux, Le Christ dans la théologie de Saint Paul, Paris, Cerf, 1954, pp. 29-34. J. Dupont pensa antes na analogia Ex 19, 17 – o encontro do povo com Yahwéh –, mas o termo grego usado pelos LXX é outro). Ora sucede que nesta passagem paulina ocorrem ao mesmo tempo os dois vocábulos, pois, «para irmos ao encontro do Senhor» diz-se: eis anástasin tou Kyriou.

17 O importante é que todos, tanto os que vivem como os que morreram, «estaremos sempre com o Senhor»; esta é a certeza da fé capaz de consolar aqueles fiéis e a nós também.

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 24, 42a.44

 

Monição: Quantas vezes o Senhor nos exorta à vigilância!... Se cumprirmos em cada dia a missão que nos confiou estaremos sempre preparados.

 

Aleluia

 

Cântico: S. Marques, NRMS 73-74

 

Vigiai e estai preparados, porque,

na hora em que não pensais, virá o Filho do homem.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 25, 1-13

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: 1«O reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo. 2Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes. 3As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo, 4enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias. 5Como o esposo se demorava, começaram todas a dormitar e adormeceram. 6À meia noite ouviu-se um brado: ‘Aí vem o esposo; ide ao seu encontro’. 7Então, as virgens levantaram-se todas e começaram a preparar as lâmpadas. 8As insensatas disseram às prudentes: ‘Dai-nos do vosso azeite, que as nossas lâmpadas estão a apagar-se’. 9Mas as prudentes responderam: ‘Talvez não chegue para nós e para vós. Ide antes comprá-lo aos vendedores’. 10Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo: as que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial; e a porta fechou-se. 11Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram: ‘Senhor, senhor, abre-nos a porta’. 12Mas ele respondeu: ‘Em verdade vos digo: Não vos conheço’. 13Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora».

 

Esta parábola das 10 virgens, referida apenas em Mateus, aparece-nos na segunda parte do discurso escatológico do Primeiro Evangelho (Mt 24 – 25). É ela uma exortação do Senhor à vigilância, a fim de mantermos acesa a luz da fé com o azeite da caridade. A parábola enquadra-se nos costumes nupciais judaicos da época; na última fase das festas nupciais, que em casa de cada um dos noivos já se vinham fazendo, tratava-se de o noivo, rodeado dos seus amigos, vir buscar a noiva a casa dela para a sua, a fim de todos juntos celebrarem as bodas. O cortejo do noivo era recebido fora de casa pelas amigas da noiva (raparigas solteiras, daqui a designação de virgens), enquanto a noiva aguardava dentro o encontro com o noivo. Sucede, porém, que este ritual não parece ser exactamente o desta parábola, pois parece que o banquete foi em casa da noiva (embora isto não seja dito) e, em vez dos archotes habituais, foram usadas candeias de azeite. Desta maneira, a lição da parábola torna-se ainda mais clara, uma vez que são as 10 jovens a esperar a vinda do esposo em casa da noiva; o noivo figura a Cristo, para cuja vinda os fiéis – as dez virgens – devem estar preparados, não lhes bastando estar na Igreja, a casa da noiva, embora esta não seja expressamente nomeada na parábola.

 

Sugestões para a homilia

 

Cumpramos a vontade de Deus

Viveremos eternamente

Sejamos apóstolos no  mundo

Cumpramos a vontade de Deus

Desde que nascemos vamos aprendendo sempre coisas novas. Primeiramente, através dos pais e familiares. Depois, através dos professores, educadores, catequistas...Ao longo de toda a vida devemos continuar a valorizarmo-nos.

Se tivermos a felicidade de cumprirmos sempre a vontade de Deus, como tudo se tornará simples e belo na nossa vida! Deus é a Luz que nos ilumina. Sem Ele caminhamos na escuridão.

Vivamos unidos ao Senhor na oração, no trabalho, na diversão, no descanso... Possuiremos assim a verdadeira sabedoria, referida na primeira leitura.

Viveremos eternamente

Em cada dia há novas crianças a nascer como há pessoas que vão morrendo. A certeza da morte causa em muitos o desânimo, a angústia, o medo, o fim...Custa-lhes desprenderem-se de pessoas a quem estão ligadas pelo sangue ou pela amizade. Têm pena de deixar coisas que adquiriram com muito trabalho e com inúmeras canseiras...

Nós, cristãos, encaramos com serenidade esse dia porque –como nos descreve a segunda leitura – acreditamos que Jesus nos ressuscitará para vivermos com Ele para sempre.

Sejamos apóstolos no mundo

Jesus, ao contar-nos no Evangelho a parábola das virgens insensatas e das prudentes, exorta-nos à vigilância.

Estaremos vigilantes – sempre preparados – se vivermos cada dia como se fosse o último da nossa vida. E assim amaremos o Senhor como Ele nos ama. Amar-nos-emos no Seu amor.

Afastaremos o ódio, a vingança, a violência, a guerra, o aborto, a eutanásia...

Praticaremos o bem, ajudaremos os que precisam de nós, faremos companhia aos que sofrem ou estão sós e abandonados.

Não permitiremos que as crianças sejam maltratadas. Não consentiremos que os sonhos dos jovens se desfaçam com a droga e o hedonismo.

Sensibilizaremos todos os que utilizam as estradas para que evitem os acidentes que roubam a saúde ou a vida das pessoas.

Lembraremos aos ateus e aos que pretendem excluir Deus da sociedade que jamais conseguirão afastar do homem a atracção que sente pelo Seu Criador.

Gritaremos bem alto para que todos ouçam a nossa voz que só haverá Paz, Alegria e Felicidade na Terra quando a humanidade se voltar de novo para Deus.

Aprendamos a viver para o Senhor com Maria. Que nos acompanhe na vida, esteja connosco na hora da morte para com Ela, os anjos e os santos vivermos eternamente felizes no Céu.

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.  Pelo Santo Padre, Pastor de toda a Igreja,

pelos Bispos a ele unidos nas suas dioceses,

pelos Sacerdotes ao serviço do Povo de Deus,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos bebés que não chegam a nascer,

Pelos meninos a pedirem ajuda para não serem maltratados,

pelas crianças que são felizes, irradiando inocência e ternura,

oremos, irmãos.

 

 

3   Pelos adolescentes a quererem libertar-se da droga e do vício,

pelos jovens que dizem sim ao chamamento do Senhor,

pelos adultos que trabalham por um mundo melhor,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos governantes das nações que vão ao encontro dos pobres,

pelos homens de boa vontade que trabalham pela paz,

pelos cristãos que dão testemunho do Amor,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelas vítimas dos acidentes nas estradas,

pelas pessoas a sofrer em casa ou nos hospitais,

pelos profissionais de saúde que cuidam dos doentes,

oremos, irmãos.

 

6.  Pelos familiares e amigos falecidos que recordamos com saudade,

pelas almas que no Purgatório esperam os nossos sufrágios,

pelos fiéis defuntos que rezam ao Senhor por nós,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A minha alma tem sede, M. Carneiro, NRMS 40

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, com benevolência para o sacrifício que Vos apresentamos, a fim de participarmos com sincera piedade no memorial da paixão do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Outrora os discípulos estavam com Jesus para O escutar, para rezar com Ele. Hoje o Senhor vem igualmente ao nosso encontro. Se estamos devidamente preparados, recebamo-l’O na Sagrada Comunhão, escutando-O e dialogando com Ele.

 

Cântico da Comunhão: Nesta santa Eucaristia, H. Faria, NRMS 103-104

Salmo 22, 1-2

Antífona da comunhão: O Senhor é meu pastor: nada me falta. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma.

 

Ou

Lc 24, 35

Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão.

 

Cântico de acção de graças: A toda a hora bendirei o Senhor, M. Valença, NRMS 60

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos damos graças, Senhor, pelo alimento celeste que recebemos e imploramos da vossa misericórdia que, pela acção do Espírito Santo, perseverem na vossa graça os que receberam a força do alto. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O Senhor chamou-nos. Estivemos com Ele na celebração da Eucaristia. Agora vai connosco para que dêmos testemunho d’Ele na família, no trabalho, na sociedade e em toda a parte. Contemos sempre com a presença maternal da Virgem Maria.

 

Cântico final: Ficai connosco, Senhor, M. Borda, NRMS 43

 

 

Homilias Feriais

 

32ª SEMANA

 

2ª Feira, 10-XI: S. Leão Magno: Ajudas para alcançar o reino dos Céus.

Tit 1, 1-9 / Lc 17, 16

Se teu irmão cometer uma ofensa, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe.

No caminho para a vida eterna, somos responsáveis pela felicidade dos outros, ajudando-os, por exemplo, a corrigir os seus defeitos; perdoando sem medida (cf Ev).

S. Paulo assinala algumas virtudes para quem quer ajudar o próximo: «deve ser irrepreensível, não pode ser arrogante, nem colérico… Deve ser hospitaleiro, amigo do bem, ponderado, justo piedoso, puro, aplicado à fiel exposição do ensino tradicional» (cf Leit). S. Leão Magno defendeu a integridade da fé e a unidade da Igreja com grande empenho, pelo mereceu o título de Magno.

 

 

3ª Feira, 11-XI: S. Martinho de Tours: Plano para a eternidade.

Tit 2, 1-8. 11-14 / Lc 17, 7-10

Depois de feitas todas as coisas que vos foram ordenadas, dizei: somos servos inúteis; só fizemos o que deveríamos fazer.

Para alcançarmos a vida eterna é este comportamento que nos pede o Senhor: fazer aquilo que deveríamos fazer (cf Ev). É nisto que consiste a santidade: fazer o que se deve e estar no que se faz (S. Josemaria).

Também o Apóstolo nos sugere um plano para a eternidade: «renunciar à impiedade e aos desejos mundanos e viver com ponderação, justiça e piedade, no mundo presente» (Leit). S. Martinho, eleito bispo de Tours, dedicou a sua vida à formação do clero e à evangelização dos pobres: fez o que devia e bem.    

 

4ª Feira, 12-XI: S. Josafat: Aprender a agradecer.

Tit 3, 1-7 / Lc 17, 11-19

Mas não ficaram limpos os dez? Não se encontrou quem voltasse, para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?

Dos dez leprosos curados só um volta para agradecer e dar glória Deus pelos dons recebidos (cf Ev).

Não nos esqueçamos de agradecer a Deus os dons que nos concede. Em primeiro lugar as graças recebidas na Santa Missa e, depois, o perdão no sacramento da Penitência. E aquelas indicadas por S. Paulo: o seu amor por nós, que nos salvou; o banho de regeneração e renovação do Espírito Santo (cf Leit). S. Josafat, inspirado pelo Espírito Santo, deu a vida pela unidade da Igreja.

 

5ª Feira, 13-XI: Como é o reino de Deus.

Flm 7-20 / Lc 17, 20-25

O reino de Deus não vem de maneira visível, nem se dirá ‘está aqui ou acolá’, pois o reino de Deus já está no meio de nós.

«O reino de Deus está diante de nós. Aproximou-se no Verbo incarnado, foi anunciado através de todo o Evangelho, veio na morte e ressurreição de Cristo. O reino de Deus vem desde a Santa Ceia e, na Eucaristia, está no meio de nós. O reino virá na glória, quando Cristo o entregar a seu Pai» (CIC, 2816).

Neste reino todos somos igualmente filhos de Deus. É o que diz S. Paulo acerca de Onésimo, que era escravo e passa a ser um irmão muito querido, não só pela natureza mas também aos olhos do Senhor (cf Leit).

 

6ª Feira, 14-XI: O preceito do amor e a vida eterna.

2 Jo 1, 4-9 / Lc 17, 26-37

Quem procurar preservar a vida há-de perdê-la, e quem a perder há-de conservá-la.

Estas palavras dos Senhor, relativas à sua segunda vinda, aplicam-se especialmente à sua entrega plena no Calvário: Jesus morre na Cruz, oferecendo-se ao Pai, para nos dar a vida.

A preparação para a vida eterna exige igualmente de nós uma vida de entrega, especialmente na caridade: «E agora… vou fazer-te um pedido…tenhamos amor uns aos outros» (Leit). Encontraremos diariamente muitas oportunidades de viver este amor ao próximo na família, no trabalho, etc.

 

Sábado, 15-XI: A virtude da paciência.

3 Jo 5-8 / Lc 18, 1-8

Uma vez, porém, que esta viúva me incomoda, vou fazer-lhe justiça, para que não venha moer-me indefinidamente.

Esta parábola da viúva inoportuna está centrada numa das qualidades da oração: é preciso orar sempre sem se cansar, com a paciência da fé (cf CIC, 2613).

Imitemos a paciência de Deus para connosco ao perdoar-nos sempre os nossos pecados. E vivamos esta virtude para com o próximo: cumprindo fielmente os nossos deveres no trabalho que temos com os nossos irmãos; ajudando-os nas suas necessidades na sua caminhada para a vida eterna; dando bom acolhimento a todos, mesmo que não nos agradem (cf Leit).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:              Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:      Nuno Romão

Sugestão Musical:   Duarte Nuno Rocha

 


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