Comemoração de todos os fiéis Defuntos

 

3.ª Missa

2 de Novembro de 2008

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Dai a paz senhor, M. Faria, NRMS 23

cf. Rom 8, 11

Antífona de entrada: Deus, que ressuscitou Jesus de entre os mortos, também dará a vida aos nossos corpos mortais pelo seu Espírito que habita em nós.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A nossa fé faz-nos ver para além da morte. Jesus quer que a avivemos. E também a nossa esperança e a caridade para com os que partiram.

 

Oração colecta: Senhor, que pela vitória do vosso Filho sobre a morte, O exaltastes no reino da glória, concedei aos nossos irmãos defuntos que, libertos desta vida mortal, possam contemplar-Vos para sempre como seu Criador e Redentor. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Na carta aos tessalonicenses o Apóstolo esclarece dúvidas sobre as verdades do Além. Avivemos a nossa fé e procuremos conhecer bem o que o Senhor ensinou.

 

1 Tessalonicenses 4, 13-18

13Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos defuntos, para não vos contristardes como os outros, que não têm esperança. 14Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo, Deus levará com Jesus os que em Jesus tiverem morrido. 15Eis o que temos para vos dizer, segundo a palavra do Senhor: Nós, os vivos, os que ficarmos para a vinda do Senhor, não precederemos os que tiverem morrido. 16Ao sinal dado, à voz do Arcanjo e ao som da trombeta divina, o próprio Senhor descerá do Céu e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. 17Em seguida, nós, os vivos, os que tivermos ficado, seremos arrebatados juntamente com eles sobre as nuvens, para irmos ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. 18Consolai-vos uns aos outros com estas palavras.

 

Este texto paulino é o mesmo do 32.º Domingo (Ver adiante as notas de comentário).

 

Salmo Responsorial    Sl 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R. 1 ou 4a)

 

Monição: O salmo 22 é um cântico jubiloso da confiança no Senhor, que nos guia na terra até chegar ao céu.

 

Refrão:         O Senhor é meu pastor:

                      nada me faltará.

 

Ou:                Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,

                      nada temo, porque Vós estais comigo.

 

O Senhor é meu pastor: nada me falta.

Leva-me a descansar em verdes prados,

conduz-me às águas refrescantes

e reconforta a minha alma.

 

Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.

Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,

não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:

o vosso cajado e o vosso báculo

me enchem de confiança.

 

Para mim preparais a mesa

à vista dos meus adversários

com óleo me perfumais a cabeça,

e o meu cálice transborda.

 

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me

todos os dias da minha vida

e habitarei na casa do Senhor

para todo o sempre.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 6, 51

 

Monição Jesus convida-nos agora a avivar a nossa fé. Ele veio par nos salvar, para alcançarmos o céu. Não só com a nossa alma mas também com o nosso corpo.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Eu sou o pão vivo que desceu do Céu

quem comer deste pão viverá eternamente.

 

 

Evangelho

 

São João 6, 37-40

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 37«Todos aqueles que o Pai Me dá virão a Mim e àqueles que vêm a Mim não os rejeitarei, 38porque desci do Céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade d’Aquele que Me enviou. 39E a vontade d’Aquele que Me enviou é esta: que Eu não perca nenhum dos que Ele Me deu, mas os ressuscite no último dia. 40De facto, é esta a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e acredita n’Ele tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia».

 

As palavras do Senhor são solenes, como se pode ver pela repetição dos vv. 37.39.40, palavras que enchem de esperança todos os fiéis, ou seja, aqueles que, movidos pela graça de Deus – «tudo o que o Pai me dá» vêm a Jesus pela fé na sua palavra e nas suas obras - «virá a Mim». A fé em Jesus leva à «vida eterna» e à «ressurreição no último dia», isto é, no fim dos tempos.

 

Sugestões para a homilia

 

(Ver na 1.ª missa)

 

 

Oração Universal

 

(ver na 1.ª missa)

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Para vós Senhor, elevo, B. Salgado, NRMS 4 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Recebei benignamente, Senhor, esta oblação em favor de todos os vossos fiéis que adormeceram em Cristo e fazei que, libertos dos laços da morte, por este sacrifício de salvação mereçam entrar na vida eterna. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio dos Defuntos: p. 509 [652-764] e pp. 510-513

 

Santo: J. Santos, NRMS 6 (II)

 

Monição da Comunhão

 

Jesus está vivo na Eucaristia. É Jesus ressuscitado, que é penhor da nossa ressurreição. 

 

Cântico da Comunhão: Senhor, nada somos sem Ti, F. da Silva, NRMS 84

Filip 3, 20-21

Antífona da comunhão: Esperamos o nosso Salvador, Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo mortal à imagem do seu Corpo glorioso.

 

 

Oração depois da comunhão: Derramai, Senhor, a abundância da vossa misericórdia sobre os nossos irmãos defuntos, pelos quais Vos oferecemos este sacrifício; Vós que lhes destes a graça do Baptismo, dai-lhes a plenitude da alegria eterna. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A nossa fé enche-nos de consolação e esperança. E há-de levar-nos a ajudar mais os que estão para partir e os que já se encontram na eternidade.

 

Cântico final: Vós sois o caminho, J. Santos, NRMS 42

 

 

Homilias Feriais

 

31ª SEMANA

 

2ª Feira, 3-XI: Amor ao próximo e vida eterna.

Flp 2, 1-4 / Lc 14, 12-14

E serás feliz por eles não terem com que retribuir-te, pois serás retribuído na ressurreição dos justos.

Todos somos convidados a exercer a misericórdia para com os outros, mas não estejamos à espera de uma recompensa. Deste modo, receberemos a retribuição na vida eterna (cf Ev). Ajudar o próximo é caminho seguro de vida eterna.

S. Paulo recomenda que não façamos nada por vanglória; que procuremos ter sentimentos de ternura e misericórdia; que mantenhamos a unidade nos mesmos sentimentos; que conservemos a mesma caridade, uma alma comum, um mesmo e único sentir (cf Leit).

 

3ª Feira, 4-XI: S. Carlos Borromeu: O convite para a vida eterna.

Flp 2, 5-11 / Lc 14, 15-24

O Senhor disse ao criado: Sai aos caminhos e às azinhagas e obriga essa gente a entrar, para que a minha casa fique cheia.

Através de uma simples parábola Jesus faz um convite para a vida eterna (cf Ev). Os convidados apresentaram muitas desculpas, mas a conversão não é compatível com elas.

Um bom caminho para a vida eterna é o seguido pelo Senhor: «Jesus humilhou-se a si mesmo, obedecendo até à morte e morte na cruz. Foi por isso que Deus o exaltou» (Leit). S. Carlos Borromeu, enquanto bispo de Milão, levou a cabo uma intensa actividade para a salvação das almas, promovendo por todos os meios a renovação da vida cristã.

 

4ª Feira, 5-XI: Mais caminhos de salvação.

Flp 2, 12-18 / Lc 14, 2-33

Como sempre tendes sido obedientes, trabalhai com temor e tremor na vossa salvação.

Este trabalho para a salvação (cf Leit), é comparado por Jesus à construção de uma torre (cf Ev). Para a construirmos precisamos verificar os recursos com que contamos, os defeitos que é preciso eliminar, as ajudas que Ele nos oferece, etc.

Jesus enuncia também algumas características desse trabalho: é necessário carregar com a própria cruz de cada dia; é preciso desprender-se de todos os bens pessoais por causa d’Ele e do Evangelho (cf Ev).

 

5ª Feira, 6-X: B. Nuno de Santa Maria: Voltar ao bom caminho

Flp 3, 3-8 / Lc 15, 1-10

Haverá mais alegria no Céu por um pecador que se arrependa do que por noventa e nove justos que não precisam de se arrepender.

No caminho para a vida eterna podemos desviar-nos (como uma ovelha perdida), mas Jesus está sempre atento à nossa situação, continua a olhar-nos com predilecção e vai à nossa procura (cf Ev).

Ele espera que lhe manifestemos o nosso arrependimento, que voltemos ao bom caminho (cf Ev). E viver a nossa vida com o conselho do Apóstolo: «Por Ele, aceitei todos os danos, e considerei tudo como lixo, para ganhar a Cristo». O B. Nuno de S. Maria, depois de ganhar todas as batalhas, desprendeu-se de tudo para seguir a Cristo.

 

6ª Feira, 7-XI: A administração dos bens do Senhor.

Flp 3, 17- 4, 1 / Lc 16, 1-8

Quanto a nós, a nossa pátria está nos Céus: é de lá que esperamos, como Salvador, o Senhor Jesus Cristo.

Lamenta-se o Apóstolo, derramando lágrimas, por aqueles que se portam como inimigos da cruz de Cristo, que só apreciam as coisas da terra. Esquecem-se da verdadeira pátria, que está nos Céus (cf Leit).

Para isso, precisamos ser bons administradores dos bens da terra, que o Senhor nos confiou (cf Ev). A virtude deste administrador da parábola reside em que soube ser previdente em relação ao futuro, para que, os que não temos empenho, nos empenhássemos mais (S. Agostinho).

 

Sábado, 8-XI: Desprendimento e vida eterna.

Flp 4, 10-119 / Lc 16, 9-15

Em todo o tempo e em todas as situações, estou preparado para comer com fartura e passar fome, para viver na abundância e para viver na penúria.

O Apóstolo ensina-nos a aceitar, com paz e alegria, a escassez e até a falta do que é necessário; a evitar os gastos pessoais, feitos por capricho, vaidade, desleixo; a ser austeros connosco próprios na comida e na bebida.

Não podemos servir a dois senhores (cf Ev): «Toda a prática que reduza as pessoas a não serem mais que simples meios com vista ao lucro, escraviza o homem, conduz à idolatria do dinheiro e contribui para propagar o ateísmo: não podemos servir a Deus e ao dinheiro (Ev)» (CIC, 2424).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:                     Celestino C. Ferreira

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:      Nuno Romão

Sugestão Musical:   Duarte Nuno Rocha

 

 


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