TEMPO DE BALANÇO

 

Encontramos, no termo do ano económico, muitas lojas fechadas com a indicação: Encerrada para balanço.

Não podemos fazer uma paragem na vida, interrompendo todas as actividades. Mas a Liturgia deste final do ano litúrgico convida-nos a fazer um balanço ainda mais atento do modo como vão os nossos negócios para a eternidade, levando-nos a encarar com fortaleza os Novíssimos.

Vamos em espírito ao Paraíso, na solenidade de Todos os Santos e olhamos respeitosamente para o Purgatório na Comemoração de Todos os Fieis Defuntos. Finalmente, somos convidados a meditar sobre a instauração de todo o universo em Cristo, na solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei.

 

Morte

 

A morte coloca um ponto final no tempo de prova, no espaço de liberdade e responsabilidade, a preparar a vida eterna, a medalha (de ouro, prata ou cobre) nesta olimpíada que é a vida presente.

Ao entrar na vida terrena é como se nos metêssemos por uma auto-estrada. Escolhemos o caminho e podemos rectificá-lo durante a viagem, com maior ou menor dificuldade.

No final, na portagem da morte, respeitando a nossa escolha, o sistema automático da Via Verde fixará para sempre a nossa opção.

Todos os velhos erros – alguns deles ressuscitados agora – tentam levar-nos a afastar ou a adiar impunemente a nossa responsabilidade da vida vivida, inseparável da vida que nos foi concedida.

 

A reincarnação pretende este adiamento. Haverá – dizem-nos – uma nova oportunidade de opção. A verdade é que não há outra.

«A morte é o fim da peregrinação terrena do homem, do tempo de graça e de misericórdia que Deus lhe oferece para realizar a sua vida terrena segundo o plano divino e para decidir o seu destino último. Quando acabar 'a nossa vida sobre a terra, que é só uma', não voltaremos a outras vidas terrenas. 'Os homens morrem uma só vez' (Heb 9, 27). Não existe 'reincarnação' depois da morte»[1].

 

Insinua-se ainda, por vezes, à sombra do progresso das ciências médicas, uma vaga esperança de que chegará o dia em que passaremos a viver para sempre na terra. O arco e a qualidade de vida têm melhorado notavelmente, sobretudo nos últimos tempos.

Mas o final desta caminhada na terra chegará infalivelmente. Deus guarda para nós uma vida com qualidade imensamente superior e com duração sem termo.

De resto, não é tão sedutora esta aventura terrena, que nos levasse a optar por ela, mesmo que nos fosse oferecida.

 

Quando pretendemos entrar na auto-estrada, é preciso escolher entre dois sentidos opostos: um leva-nos à meta que desejamos, o outro guia-nos em sentido oposto. Uma vez entrada a 'porta', ou mudamos, no caso de erro, ou não chegamos ao destino que nos propusemos.

 

«A morte é o fim da vida terrena. As nossas vidas são medidas pelo tempo no decurso do qual nós mudamos e envelhecemos. E como acontece com todos os seres vivos da terra, a morte surge como o fim normal da vida. Este aspecto da morte confere uma urgência às nossas vidas: a lembrança da nossa condição de mortais também serve para nos lembrar de que temos um tempo limitado para realizar a nossa vida»[2].

A vida não acaba, apenas se transforma. E desfeita esta morada na terra, outra eterna se edifica nos céus (cf. prefácio de defuntos). «Pela morte, a alma é separada do corpo; mas, na ressurreição, Deus restituirá a vida incorruptível ao nosso corpo transformado, reunindo-se à nossa alma. Tal como Cristo ressuscitou e vive para sempre, todos nós ressuscitaremos no último dia»[3].

 

É o fim do tempo. Para chegarmos à Sua Casa e partilharmos eternamente da Sua felicidade que o Pai nos fez empreender esta viagem pela vida terrena.

 

Ressuscitaremos no final dos tempos, quando Jesus vier glorioso sobre as nuvens do Céu, para julgar os vivos (os que morreram em graça) e os mortos (os que morreram em pecado).

Os que ressuscitarem para a Vida Eterna serão revestidos com os dotes do corpo glorioso – claridade (o resplendor que deslumbrou os guardas do Sepulcro de Jesus, quando O viram ressuscitado), impassibilidade (acabou-se todo o sofrimento, necessidade de alimentação, etc.), subtilidade (à semelhança de Jesus Cristo ressuscitado que saiu glorioso do Sepulcro sem ser necessário abrir qualquer saída; e entrou no Cenáculo quando as portas e janelas estavam trancadas por dentro, com medo dos judeus) e agilidade (a extraordinária facilidade com que se movimenta) – à semelhança de Cristo Ressuscitado. Maria precedeu todas as pessoas humanas nesta glorificação definitiva.

 

As Exéquias

 

O funeral cristão tem como finalidade:

– Celebrar o triunfo de Cristo Ressuscitado naquele irmão, que principiou no momento do Baptismo, se prolongou pela vida e consumou no momento da morte. É um reflexo da profissão de fé e renúncia a Satanás que se fez nesse dia.

– Uma segunda finalidade é sufragar a alma daquela pessoa cujas exéquias celebramos.

Os funerais na Roma pagã conduziram à ruína económica muitas famílias, porque os repetiam até à exaustão. No funeral desfilavam pessoas vestidas com as vestes e as insígnias de todos os cargos que a pessoa em questão tinha ocupado durante a vida. (Ainda hoje levam as medalhas, condecorações, emblemas, bandeiras de associações civis, de clubes, etc.)

Também neste particular podemos dizer que o mundo não evolui tão rapidamente como, por vezes, imaginamos.

 

O PURGATÓRIO

 

Muitas pessoas – talvez a grande maioria – precisam de um espaço para fazerem a sua «toilette», antes de iniciarem a comunhão na felicidade sem fim. Há um espaço reservado para todos os que necessitam – e somos quase todos – para fazer esta preparação. Chamamos-lhe purgatório, um nome que não está na Bíblia, mas tem nela o seu fundamento.

«A Igreja chama Purgatório a esta purificação final dos eleitos, que é absolutamente distinta do castigo dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativamente ao Purgatório sobretudo nos concílios de Florença e de Trento»[4].

Quando fecharmos os olhos à vida terrena, os relógios vão parar. Não podemos contabilizar a purificação do Purgatório em horas ou minutos. Nem sequer quanto ao modo de purificação sabemos algo.

Como será, então? É este o primeiro mistério com que nos defrontamos: o modo de purificação.

Purificamo-nos de muitas coisas. Convenhamos que só Deus pode fazer as contas da nossa vida, porque só Ele tem na mão as facturas das nossas dívidas. Aqui, mais do que em qualquer outra coisa, as aparências iludem. O Evangelho conduz-nos, pela mão, nesta busca importante:

– As negligências, o ceder à preguiça: a Parábola dos talentos;

– Os pecados veniais (ou ‘restos’ dos pecados mortais já perdoados quanto à culpa). A pena é apagada na medida das disposições com que nos confessarmos ou fazemos o acto de contrição. Serve-nos de ajuda para o compreender  a Parábola do filho pródigo.

A insensibilidade (como as mãos rudes) e a miopia impedem-nos de tomar consciência  e de avaliar muitas dívidas contraídas.

– As omissões: Evangelho do juízo final (S. Mateus, 25, 1 e ss.).

 

O estatuto das almas do Purgatório. Vale a pena tê-lo presente, ao tratar deste tema.

– Têm a salvação eterna garantida. Acabou para elas o tempo de prova e abandonaram esta vida em graça, na amizade do Senhor.

– Estão incapacitadas de merecer. O espaço de merecimento findou com a vida terrena.

– As penas. Uma delas poderá ser vislumbrada à luz da palavra saudade. Sabemos que a pessoa amiga está bem, a nossa amizade continua, agora mais viva pela clareza com que vemos as coisas, mas sofremos com a separação.

Outro pensamento nos pode ajudar: por vezes, as «operações» de limpeza e de curativos são dolorosas. «A Tradição da Igreja, referindo-se a certos textos da Escritura, fala dum fogo purificador (cf. Mt 12, 32)»[5].

 

Os sufrágios

 

Já alguma vez depositamos uma quantia na conta de alguém para a socorrer? Isto pode ajudar-nos a compreender algo do que é um sufrágio pelas almas do Purgatório.

Quando falamos de sufrágios há um tema obrigatório: As indulgências.

«A Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa; remissão que o fiel devidamente disposto e em condições determinadas, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora a redenção, distribui e aplica autoritativamente o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos.[6]»

As indulgências podem ser plenárias e parciais, conforme libertam parcial ou totalmente da pena temporal devida pelos pecados. Acabou a concessão por dias, como acontecia antes da reforma. (cf. nº 2).

Ninguém pode aplicar indulgências aos vivos (nº 3), mas podem sempre aplicar-se, umas e outras, aos defuntos.

A indulgência plenária só se pode ganhar uma vez por dia, a não ser em artigo de morte.

«Para ganhar a indulgência plenária requer-se o cumprimento da obra indulgenciada (visita a uma igreja, realizar uma obra boa, etc.) e das três condições seguintes:

– confissão sacramental (não necessariamente no próprio dia, com a condição de que a comunhão se faça em estado de graça)

– comunhão eucarística (no próprio dia)

– e oração segundo as intenções do Sumo Pontífice.

– É necessário, alem disso, que não exista nenhum afecto a qualquer pecado, mesmo venial»[7].

 

Jubileu das almas: de 1 a 8 de Novembro.

 

1. Ao fiel que visitar devotamente um cemitério e rezar, mesmo em espírito, pelos defuntos, concede-se indulgência aplicável somente às almas do purgatório.

Esta indulgência será plenária, cada dia, de 1 a 8 de Novembro; nos outros dias do ano será parcial.

 

Condições para lucrar uma indulgência plenária:

 

Para que alguém seja capaz de lucrar indulgências, deve ser baptizado, não estar excomungado e encontrar-se em estado de graça, pelo menos no fim das obras prescritas.

O fiel deve também ter intenção, ao menos geral, de ganhar a indulgência e cumprir as acções prescritas, no tempo determinado e no modo devido, segundo o teor da concessão.

A indulgência plenária só se pode ganhar uma vez ao dia.

Contudo, o fiel em artigo de morte pode ganhá-la, mesmo que já a tenha conseguido nesse dia.

A indulgência parcial pode ganhar-se mais vezes ao dia, se expressamente não se determinar o contrário.

A obra prescrita para alcançar a indulgência plenária anexa à igreja ou oratório, é a visita aos mesmos (neste caso, ao cemitério): neles se recitam a oração dominical (Pai nosso) e o símbolo aos apóstolos (Credo), a não ser caso especial em que se marque outra coisa.

Para lucrar a indulgência plenária, além da repulsa de todo o afecto a qualquer pecado até venial, requerem-se a execução da obra enriquecida da indulgência e o cumprimento das três condições seguintes: confissão sacramental, comunhão eucarística, e oração nas intenções do Sumo Pontífice.

Com uma só confissão podem ganhar-se várias indulgências, mas com uma só comunhão e uma só oração alcança-se uma só indulgência plenária.

As três condições podem cumprir-se em vários dias, antes ou depois da execução da obra prescrita; convém, contudo, que tal comunhão e tal oração se pratiquem no próprio dia da obra prescrita.

 

inferno

 

Não viver eternamente em comunhão de Verdade e de Amor com Deus, se livremente não optarmos por ela. Deus respeita a nossa liberdade até ao último momento.

A primeira condição para amarmos a Deus é evitar o pecado contra Ele, contra o próximo e contra nós mesmos.

É uma tremenda possibilidade, a de optarmos eternamente pelo reino da mentira e do ódio, nós que fomos estruturalmente criados para a Verdade e para o Amor.

«A doutrina da Igreja afirma a existência do Inferno e a sua eternidade. As almas dos que morrem em estado de pecado mortal descem imediatamente, após a morte, aos infernos, onde sofrem as penas do Inferno, 'o fogo eterno'. A principal pena do inferno consiste na separação eterna de Deus, o único em Quem o homem podia ter a vida e a felicidade para que foi criado e a que aspira»[8].

É uma vida da qual desapareceu toda a esperança. Dante Alighieri, na Divina Comédia, colocou na entrada do inferno esta frase tremenda: «Vós que aqui entrais, deixai fora toda a esperança!»

Conseguira certo exorcista obrigar um possesso a rezar a Salve Rainha. Ele ia repetindo palavra por palavra, com muita relutância: Quando, porém, chegou à frase «Esperança nossa», emendou rapidamente para «Esperança vossa».

É o reino do ódio. Não há apoio possível nos companheiros da desgraça que ali se encontram.

 

Paraíso

 

É o Reino da felicidade eterna, da comunhão na Verdade e o Amor para sempre. Deus criou-nos para este desenlace feliz, mas respeita a nossa liberdade de escolha.

Viveremos em comunhão eterna com a Santíssima Trindade, com os Anjos e os Santos, ou seja, todos os bem-aventurados, na Verdade e no Amor.

S. Paulo previne-nos para esta grande «surpresa de encontro» com o Céu: «Nem os olhos viram, nem os ouvidos ouviram, nem o homem imagina de longe o que Deus tem preparado para aqueles que O amam

É a felicidade perfeita: presença de todo o bem, ausência de todo o mal, para sempre.

O Evangelho está cheio de ensinamentos sobre esta verdade fundamental da nossa fé. Há um prémio de valor infinito a coroar a nossa caminhada na terra. 

 

Bibliografia

 

Concíçio Ecuménico VAticano II, Constituição dogmática sobre a Igreja, nn 49-51.

João Paulo II, Catecismo da Igreja Católica, 15 de Agosto de 1997.

Paulo VI, Decreto Indulgentiarum doctrina, da Sagrada Penitenciaria, de 1 de Janeiro de 1967.

Justo Luís R. Sánchez de Alva e Jorge Molinero, O Além. Iniciação à Escatologia, Biblioteca de Iniciação Teológica, Diel, Lisboa, 2007.

O homem e a eternidade, Colecção signo, ed. Aster.

 

Fernando Silva

 

 

 

 

 

 

27.º Domingo Comum

5 de Outubro de 2008

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Est 13, 9.10-11

Antífona de entrada: Senhor, Deus omnipotente, tudo está sujeito ao vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós criastes o céu e a terra e todas as maravilhas que estão sob o firmamento. Vós sois o Senhor do universo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Deus Pai misericordioso criou o céu e a terra e cumulou de bens todos os homens; tendo estes pecado, Deus enviou, na plenitude dos tempos, o seu Filho Unigénito, Jesus Cristo Nosso senhor, nascido da Virgem Maria, para os libertar do pecado e da morte; e para que a salvação chegasse a todos os homens, de todos os tempos, Jesus fundou a sua Igreja sobre os 12 Apóstolos, que enviou a todos os confins da terra a anunciar e a comunicar essa salvação, através da Palavra e dos Sacramentos. Esta Igreja é a nova Vinha do Senhor; Jesus é a Cepa e nós somos os ramos. Deus espera de nós muitos frutos.

Ouçamos neste Domingo, com atenção, o cântico de amor à Vinha do Senhor que o Profeta Isaías entoa na primeira leitura e a Parábola da Vinha que Jesus nos apresenta no Evangelho.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que, no vosso amor infinito, cumulais de bens os que Vos imploram muito além dos seus méritos e desejos, pela vossa misericórdia, libertai a nossa consciência de toda a inquietação e dai-nos o que nem sequer ousamos pedir. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A vinha do Senhor do Universo é a Casa de Israel. Ouçamos o belo cântico do Profeta Isaías à vinha do Senhor.

 

Isaías 5, 1-7

1Vou cantar, em nome do meu amigo, um cântico de amor à sua vinha. O meu amigo possuía uma vinha numa fértil colina. 2Lavrou-a e limpou-a das pedras, plantou-a de cepas escolhidas. No meio dela ergueu uma torre e escavou um lagar. Esperava que viesse a dar uvas, mas ela só produziu agraços. 3E agora, habitantes de Jerusalém, e vós, homens de Judá, sede juízes entre mim e a minha vinha: 4Que mais podia fazer à minha vinha que não tivesse feito? E quando eu esperava que viesse a dar uvas, apenas produziu agraços. 5Agora vos direi o que vou fazer à minha vinha: vou tirar-lhe a vedação e será devastada; vou demolir-lhe o muro e será espezinhada. 6Farei dela um terreno deserto: não voltará a ser podada nem cavada, e nela crescerão silvas e espinheiros; e hei-de mandar às nuvens que sobre ela não deixem cair chuva. 7A vinha do Senhor do Universo é a casa de Israel e os homens de Judá são a plantação escolhida. Ele esperava rectidão e só há sangue derramado; esperava justiça e só há gritos de horror.

 

O «cântico da vinha», uma das mais belas passagens de toda a Sagrada Escritura, foi escolhido para hoje em função do Evangelho da parábola dos vinhateiros homicidas. É frequente, na Sagrada Escritura, o uso da imagem da vinha para designar o povo de Deus: Jer 2, 21; Ez 15, 1-8; 17, 3-10; 19, 10-14; Jl 1, 7; Sl 79 (80), 9-17. Este texto põe em contraste a amorosíssima solicitude de Yahwéh para com o seu povo e a ingrata correspondência deste, o que lhe acarretará tremendas consequências: o amor de Deus, assim como o amor dos pais, não pode ser impunemente desprezado, pois é um amor criador de tudo o que somos e temos. Nos vv. 1-4, o profeta expõe a parábola, sob a forma de um amoroso idílio; nos vv. 5-6 é introduzido Deus a vituperar a negra ingratidão do seu povo, que não corresponde, ao não dar mais que uvas amargas; no v. 7 o Profeta explica a parábola.

2 A «torre» e o «lagar» não tem nenhum simbolismo especial. A torre servia para um guarda defender a vinha dos ladrões, chacais e raposas. O lagar era escavado no chão, nalgum sítio rochoso da zona da vinha.

 

Salmo Responsorial    Sl 79 (80), 9.12.13-14.15-16.19-20 (R. Is 5, 7a)

 

Monição: O Salmo Responsorial que vamos meditar é uma súplica ao Senhor para que visite de novo a sua vinha e a proteja, para que dê frutos abundantes de salvação.

 

Refrão:         A vinha do Senhor é a casa de Israel.

 

Arrancastes uma videira do Egipto,

expulsastes as nações para a transplantar.

Estendia até ao mar as suas vergônteas

e até ao rio os seus rebentos.

 

Porque lhe destruístes a vedação,

de modo que a vindime

quem quer que passe pelo caminho?

Devastou-a o javali da selva

e serviu de pasto aos animais do campo.

 

Deus dos Exércitos, vinde de novo,

olhai dos céus e vede, visitai esta vinha.

Protegei a cepa que a vossa mão direita plantou,

o rebento que fortalecestes para Vós.

 

Não mais nos apartaremos de Vós:

fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome.

Senhor Deus dos Exércitos, fazei-nos voltar,

iluminai o vosso rosto e seremos salvos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo lembra-nos que a prática da vida cristã, através da oração e do exercício das virtudes, é a condição indispensável para darmos frutos de paz e serenidade, sem qualquer inquietação.

 

Filipenses 4, 6-9

Irmãos: 6Não vos inquieteis com coisa alguma. Mas, em todas as circunstâncias, apresentai os vossos pedidos diante de Deus, com orações, súplicas e acções de graças. 7E a paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. 8Quanto ao resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro e nobre, tudo o que é justo e puro, tudo o que é amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor é o que deveis ter no pensamento. 9O que aprendestes, recebestes e vistes em mim é o que deveis praticar. E o Deus da paz estará convosco.

 

No capítulo 4 «a carta atinge o ponto culminante do desenvolvimento do pensamento» (H. Schlier). «Em todas as circunstâncias…, orações com súplicas e acções de graças» (v. 6). A oração não é apenas para alguns momentos particulares da vida, ou do dia; a oração deve ser constante (cf. 1 Tes 1, 2; 5, 17; Lc 18, 1); e não se trata de uma vaga união a Deus, mas de uma oração concreta com súplicas e acções de graças. Para quem vive em união com Deus, não há lugar para andar aflito. Pouco antes, no v. 4, após um insistente apelo à alegria (4, 4; 2, 18; 3, 1) – uma «alegria no Senhor», que é algo de fundamental na vida cristã –, S. Paulo adverte: «não vos inquieteis com coisa alguma» (v. 6); e, como consequência natural, «a paz de Deus» vos guardará, o que dito como uma bênção (v. 7). Esta «paz de Deus, que está acima de toda a inteligência» é «incompreensível: quem a recebe não a explica com reflexões racionais… Não há paz sem batalha, interna e externa; mas na batalha interna, por exemplo, na renúncia, na necessidade mais tremenda, na solidão, na dor, vem sobre nós a paz de Deus, a paz mandada por Deus, a paz que é o próprio Deus, como amor e bondade que Ele é» (H. Schlier).

8-9 «Tudo o que é virtude…» Temos aqui a canonização das virtudes morais naturais, ou humanas. O cristianismo assume e eleva à ordem sobrenatural os valores humanos. O Concílio encarece estas virtudes aos presbíteros, citando esta passagem (PO 3). S. Paulo usa aqui – a única vez – o mesmo vocábulo da filosofia ética grega: «aretê». E O Apóstolo não receia apresentar-se como modelo a seguir: «o que aprendestes, recebestes e vistes em mim».

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Jo 15, 16

 

Monição: «Eu vos escolhi do mundo para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça», diz o Senhor

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Eu vos escolhi do mundo, para que vades e deis fruto

e o vosso fruto permaneça, diz o Senhor.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 21, 33-43

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: 33«Ouvi outra parábola: Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. 34Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. 35Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram-no. 36Tornou ele a mandar outros servos, em maior número que os primeiros. E eles trataram-nos do mesmo modo. 37Por fim, mandou-lhes o seu próprio filho, dizendo: ‘Respeitarão o meu filho’. 38Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro; matemo-lo e ficaremos com a sua herança’. 39E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. 40Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?» 41Eles responderam: «Mandará matar sem piedade esses malvados, e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu tempo». 42Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’? 43Por isso vos digo: Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos. Quem cair sobre esta pedra ficará despedaçado e aquele sobre quem ela cair será esmagado».

 

A parábola de hoje está na sequência da lida há oito dias, a dos dois filhos. O «proprietário» é Deus; a «vinha» é o povo de Israel; «uns agricultores» representam os chefes e orientadores do povo: «príncipes dos sacerdotes a anciãos do povo». «Os criados» são os profetas; estes foram, em geral, mal recebidos e maltratados pelos responsáveis do povo (cf. Mt 23, 37; Act 7, 42; Heb 11, 36-38). «Por fim, mandou-lhes o próprio filho». Fica aqui patente a natureza divina de Jesus, que não é mais um enviado de Deus, entre outros, mas é «o seu próprio Filho».

39 «Lançaram-no fora da vinha e mataram-no»: uma alusão à crucifixão de Jesus, que se veio a fazer fora dos muros de Jerusalém.

41 «Arrendará a vinha a outros vinhateiros»: assim, a Igreja é designada como o novo «Israel de Deus» (cf. Gal 6, 16).

 

Sugestões para a homilia

 

1. A Antiga Vinha de Deus- o Povo de Israel.

2. A Nova Vinha de Deus- a Igreja Católica

3. A obrigação de dar frutos de boas obras

1. A Antiga Vinha de Deus- o Povo de Israel

Deus escolheu o Povo de Israel como sua vinha predilecta, libertou-o da escravidão do Egipto, conduziu-o à terra prometida, cuidou dele com o mesmo carinho com que o vinhateiro cuida a sua vinha, defendeu-o dos inimigos que o cercavam…Que mais poderia ter feito por este povo, para que desse frutos abundantes e saborosos de boas obras: de fidelidade à Aliança, de cumprimento fiel dos Mandamentos, de amor misericordioso?...Porém, muitas vezes não foi assim. Israel deu frutos amargos, uvas más, obras perversas. Em lugar de frutos de justiça e de fidelidade, Israel abandonou o Senhor, desprezou o seu Deus, virou-se para os deuses dos povos pagãos que o rodeavam, caindo na idolatria. Revoltaram-se contra o dono da vinha, perseguiram e mataram muitos profetas e acabaram por matar o próprio Filho Unigénito, crucificando-O no Calvário.

A vinha do Senhor, por Israel ter abandonado o seu Deus, veio a ser vítima do seu próprio desregramento, até à queda de Jerusalém, à destruição do seu Templo e `dispersão dos judeus por todas as nações.

2. A Nova Vinha de Deus – a Igreja Católica

Porém, as promessas de Deus permanecem. O projecto salvífico do Senhor não mudou. A vinha do Senhor não acabou: foi dada a um outro povo que produza os seus frutos, ao novo Israel de Deus, à Igreja de Jesus Cristo. Esta eleição tem como ponto de partida um acto de pura benevolência da parte de Deus, sem qualquer mérito da nossa parte. A nova Vinha, a Igreja, o povo cristão é o Corpo de Jesus Cristo. E porque Cristo é fiel, a Igreja também o será e dará fruto e fruto abundante. Ao longo dos séculos, o Povo de Deus tem trazido todas as nações aos pés de Jesus Cristo.

Porém, cada um de nós, como membros que somos desta Igreja Santa, como ramos desta Cepa que Jesus plantou, pode falhar e ser estéril e, o que é pior, pode ser infiel à sua vocação, ser cortado e ser lançado ao fogo. As próprias comunidades menores podem também desaparecer, se os seus membros não derem os frutos que Deus espera delas. Foi o drama das igreja da Ásia Menor de que fala o Apocalipse, de algumas comunidades cristãs do norte de África tão florescentes nos primeiros séculos do cristianismo, é o drama de países inteiros que caíram na indiferença religiosa e até na incredulidade depois de muitos anos de fidelidade e de boas colheitas.

3. Obrigação de dar frutos de boas obras.

Deus espera de nós frutos saborosos de boas obras. Mas só os daremos na medida da nossa união a Cristo: «Eu sou a Cepa, vós as varas. Aquele que permanece em Mim e em quem Eu permaneço é que dá muito fruto, porque, sem Mim, nada podeis fazer» (Jo 15,5). Esta vida íntima de união com Cristo na Igreja é alimentada pelos auxílios espirituais comuns a todos os fiéis, de modo especial, pela participação activa na sagrada Liturgia e pela oração contínua.

Os lares cristãos estão a dar os frutos de filhos que Deus espera deles? Os esposos cristãos estão a dar frutos de fidelidade que os faça cada vez mais felizes? As comunidades cristãs estão a dar os frutos apostólicos que o mundo necessita? Os cristãos estão a dar frutos de entrega aos seus irmãos pobres e necessitados? Existem os frutos de generosidade e entrega neste mundo tão necessitado de mais vocações?

 

Fala o Santo Padre

 

«Deus espera-nos. Ele quer ser amado por nós.»

 

A leitura tirada do profeta Isaías e o Evangelho deste dia expõem diante dos nossos olhos uma das grandes imagens da Sagrada Escritura: a figura da videira. Na Sagrada Escritura, o pão representa tudo aquilo de que o homem tem necessidade para a sua vida quotidiana. A água dá fertilidade à terra: é o dom fundamental, que torna possível a vida. O vinho, por sua vez, exprime a excelência da criação, dá-nos a festa em que ultrapassamos os limites da quotidianidade: o vinho «alegra o coração», diz o Salmo. Assim o vinho, e com ele a videira, tornaram-se imagem também do dom do amor, em que podemos fazer alguma experiência do sabor do Divino. E assim a leitura do profeta, que acabámos de ouvir, começa como cântico de amor: Deus criou uma vinha para si esta é uma imagem da história de amor pela humanidade, do seu amor por Israel, que Ele escolheu para si. Portanto, o primeiro pensamento das leituras hodiernas é este: no homem, criado à sua imagem, Deus infundiu a capacidade de amar e, por conseguinte, a capacidade de amar também Ele mesmo, o seu Criador. Com o cântico de amor do profeta Isaías, Deus deseja falar ao coração do seu povo e também a cada um de nós. «Criei-te à minha imagem e semelhança», diz-nos. «Eu mesmo sou o amor, e tu és a minha imagem, na medida em que em ti brilha o esplendor do amor, na medida em que me respondes com amor». Deus espera-nos. Ele quer ser amado por nós: um apelo semelhante não deveria, talvez, tocar o nosso coração? Precisamente nesta hora em que celebramos a Eucaristia, […] Ele vem ao nosso encontro, vem ao meu encontro. Encontrará Ele uma resposta? Ou acontece connosco como aconteceu com a vinha, da qual Deus diz em Isaías: «Ele esperou que produzisse uva, mas ela produziu uva azeda»? A nossa vida cristã não é, porventura, muitas vezes mais vinagre do que vinho? Autocomiseração, conflito e indiferença?

Com isto chegámos, automaticamente, ao segundo pensamento fundamental das leituras hodiernas.

Elas falam em primeiro lugar da bondade da criação de Deus e da grandeza da eleição com que Ele nos procura e nos ama. Mas depois falam também da história que aconteceu sucessivamente do fracasso do homem. Deus tinha plantado videiras excelentes e, todavia, amadureceu a uva azeda.

Perguntamo-nos: em que consiste esta uva azeda? A uva boa que Deus esperava diz o profeta consistiria na justiça e na rectidão. A uva azeda é, ao contrário, a violência, o derramamento de sangue e a opressão, que fazem as pessoas gemer sob o jugo da injustiça. No Evangelho, a imagem muda: a videira produz uva boa, mas os arrendatários conservam-na para si mesmos. Não estão dispostos a entregá-la ao proprietário. Espancam e matam os seus mensageiros e matam também o seu filho. A sua motivação é simples: querem tornar-se eles mesmos proprietários; apoderam-se daquilo que não lhes pertence. No Antigo Testamento, em primeiro plano há a acusação pela violação da justiça social, pelo desprezo do homem por parte do homem. Porém, no fundo revela-se que, com o desprezo da Torah, do direito doado por Deus, é o próprio Deus que é desprezado; deseja-se somente gozar do próprio poder. Este aspecto é salientado plenamente na parábola de Jesus: os arrendatários não querem ter um patrão e estes arrendatários constituem um reflexo também para nós. Nós homens, a quem a criação, por assim dizer, é confiada para ser administrada, usurpamo-la. Queremos ser os seus senhores, pessoalmente e sozinhos. Desejamos possuir o mundo e a nossa própria vida de modo ilimitado. Deus é um obstáculo para nós. Ou faz-se dele uma simples frase devota, ou Ele é totalmente negado, banido da vida pública, a ponto de perder todo o significado. A tolerância que, por assim dizer, admite Deus como opinião particular, mas que lhe rejeita o domínio público, a realidade do mundo e da nossa vida, não é tolerância mas hipocrisia. Porém, lá onde o homem se torna o único senhor do mundo e proprietário de si mesmo, não pode existir a justiça. Lá só pode predominar o arbítrio do poder e dos interesses. Sem dúvida, pode-se expulsar o Filho para fora da vinha e matá-lo, para gozar egoistamente sozinho dos frutos da terra. Mas assim a vinha transforma-se muito cedo num terreno inculto, devastado pelos javalis, como nos diz o Salmo responsorial (cf. Sl 79,14).

Assim, chegamos ao terceiro elemento das leituras hodiernas. Tanto no Antigo como no Novo Testamento, o Senhor anuncia o juízo à vinha infiel. O juízo que Isaías previa realizou-se nas grandes guerras e exílios, por obra dos Assírios e dos Babilónicos. O juízo anunciado pelo Senhor Jesus refere-se sobretudo à destruição de Jerusalém no ano 70. Mas a ameaça de juízo diz respeito também a nós, à Igreja na Europa, à Europa e ao Ocidente em geral. Com este Evangelho, o Senhor brada também aos nossos ouvidos as palavras que, no Apocalipse, dirigiu à Igreja de Éfeso: «Se não... te arrependeres, virei ter contigo e retirarei o teu candelabro da sua posição» (2, 5). Também de nós pode ser tirada a luz, e agimos bem se deixarmos ressoar esta admoestação em toda a sua seriedade na nossa alma, bradando ao mesmo tempo ao Senhor: «Ajuda-nos a converter-nos! Concede-nos a todos a graça de uma verdadeira renovação! Não permitas que se apague a tua luz no meio de nós! Reforça a nossa fé, a nossa esperança e o nosso amor, para podermos produzir bons frutos!».

Porém, nesta altura surge em nós a pergunta: «Mas não há qualquer promessa, qualquer palavra de conforto na leitura e na página evangélica de hoje? A última palavra é a ameaça?». Não! Há a promessa, e esta é a última e essencial palavra. Ouvimo-la no versículo do Aleluia, tirado do Evangelho de João: «Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele, esse produz muito fruto» (Jo 15, 5). Com estas palavras do Senhor, João explica-nos o último, o verdadeiro êxito da história da vinha de Deus. Deus não fracassa. No final Ele vence, vence o amor. Uma alusão velada a isto já se encontra na parábola da vinha, proposta pelo Evangelho de hoje e nas suas palavras conclusivas. Também ali a morte do Filho não é o fim da história, embora não seja directamente narrada. Mas Jesus exprime esta morte mediante uma nova imagem tirada do Salmo: «A pedra que os construtores rejeitaram transformou-se em pedra angular...» (Mt 21, 42; Sl 117, 22). Da morte do Filho nasce a vida, forma-se um novo edifício, uma nova vinha. Ele, que em Caná mudou a água em vinho, transformou o seu sangue no vinho do verdadeiro amor e assim transforma o vinho no seu sangue. No cenáculo, antecipou a sua morte e transformou-a no dom de si mesmo, num acto de amor radical. O seu sangue é dom, é amor, e por isso é o verdadeiro vinho que o Criador esperava. Deste modo, o próprio Cristo tornou-se a videira, e esta videira produz sempre bom fruto: a presença do seu amor por nós, que é indestrutível. […]

Bento XVI, Domingo, 2 de Outubro de 2005

 

Oração Universal

 

Irmãos,

Unidos a Cristo como as vides ligadas à Cepa que as faz viver,

peçamos ao Senhor a graça de dar frutos abundantes de boas obras.

 

1.  Pelo Santo Padre, Bispos, Sacerdotes e Diáconos:

para que o Senhor os encha de fortaleza,

e dêem frutos abundantes nos seu ministério apostólico,

oremos ao Senhor.

 

2.  Pela paz e prosperidade de todo o mundo:

para que a fome, as calamidades e as guerras

se afastem dos povos,

oremos ao Senhor.

 

3.  Pelos doentes:

para que recuperem a saúde

e vivam alegres na esperança da vinda gloriosa de Cristo,

que transformará o nosso corpo corruptível

em corpo glorioso,

oremos ao Senhor.

 

4.  Pelo povo de Israel,

vinha de Deus, plantada com cepas escolhidas,

para que descubra em Jesus Cristo o Salvador prometido,

Oremos ao Senhor.

 

5.  Pelos membros desta comunidade (paroquial):

para que Deus nos dê a graça de O servir neste mundo,

dando frutos de santidade na nossa união com Cristo,

oremos ao Senhor.

 

 

Senhor Deus do Universo,

olhai dos céus e vede esta vinha que a vossa mão direita plantou,

e fazei-nos encontrar na Eucaristia

a seiva que nos faz produzir frutos de vida eterna.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho

na unidade do Espírito santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Que bom Senhor, estar ao pé de Ti, M. Carneiro, NRMS 36

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, o sacrifício que Vós mesmo nos mandastes oferecer e, por estes sagrados mistérios que celebramos, confirmai em nós a obra da redenção. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Deus Nosso senhor plantou esta vinha que somos nós, os cristãos, lavrou-a e limpou-a das pedras e das silvas, regou-a com o seu Sangue e alimentou-a com o seu Corpo, feito alimento na Sagrada Eucaristia. Só na união com Cristo poderemos dar frutos de santidade e de apostolado.

Aproximemo-nos, pois, com devoção e comamos deste Pão descido do Céu e penhor de vida eterna. E aprendamos com Jesus a amar e a dar a vida pelos nossos irmãos.

 

Cântico da Comunhão: Comemos, ó Senhor, do mesmo pão, M. Borda, NRMS 43

 

Lam 3, 25

Antífona da comunhão: O Senhor é bom para quem n'Ele confia, para a alma que O procura.

 

Ou

cf. 1 Cor 10, 17

Porque há um só pão, todos somos um só corpo, nós que participamos do mesmo cálice e do mesmo pão.

 

Cântico de acção de graças: Louvarei para sempre, Frederico de Freitas, NRMS 9-10 (I)

 

Oração depois da comunhão: Deus todo-poderoso, que neste sacramento saciais a nossa fome e a nossa sede, fazei que, ao comungarmos o Corpo e o Sangue do vosso Filho, nos transformemos n'Aquele que recebemos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Alimentados e fortificados por estes divinos Sacramentos, procuremos dar frutos abundantes de boas obras, dando testemunho de Jesus Cristo através da palavra e do exemplo da nossa vida virtuosa: tudo o que é verdadeiro e nobre, tudo o que é justo e puro, tudo o que é amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor, tudo isso devemos praticar, com a ajuda de Nosso Senhor Jesus Cristo e intercessão poderosa da nossa Mãe do Céu.

 

Cântico final: Queremos ser construtores, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilia FeriaL

 

TEMPO COMUM

 

27ª SEMANA

 

2ª Feira, 6-X: Imitar o bom samaritano.

Gal 1, 6-12 / Lc 10, 25-37

(Jesus): Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele que caiu em poder dos salteadores?... (O doutor da Lei): O que usou de compaixão para com ele.

No nosso caminho de cada dia encontramos sempre algum ferido (cf Ev). Há pessoas que atravessam circunstâncias dolorosas: da falta de carinho, de abandono, de miséria. E há outras igualmente feridas na alma afastadas de Deus por razões pouco importantes, desconhecedoras das verdades da fé… Esperam que sejamos o bom samaritano que delas se ocupa, lhes dedica tempo e amizade.

S. Paulo faz de bom samaritano ao denunciar os que pretendem anunciar um Evangelho diferente do que lhe tinha sido revelado por Cristo (cf Leit).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:                     Alfredo Melo

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilia Ferial:          Nuno Romão

Sugestão Musical:    Duarte Nuno Rocha

 



[1] João Paulo II, Catecismo da Igreja Católica, nº 1013. Citar-se-á CIC.

[2] CIC, nº 1007.

[3] CIC, nº 1016.

[4] CIC, nº 1031.

[5] Idem, Ibidem.

[6] Paulo VI, Decreto Indulgentiarum doctrina, da Sagrada Penitenciaria, de 1 de Janeiro de 1967, nº 1. Citaremos Indulgentiarum doctrina.

[7] Indulgentiarum doctrina, nº 26.

[8] CIC, nº 1035.


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