Santos Anjos da nossa Guarda

2 de Outubro de 2008

 

Memória

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Como promessa de cada hora, M. Faria, NRMS 30

Dan 3, 58

Antífona de entrada: Anjos do Senhor, bendizei o Senhor, louvai-O e exaltai-O para sempre.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Ninguém duvida que Deus é bom, nos atende, nos deixou um mundo brilhante que leva a uma vida de apoteose, é Sua a obra criada – o céu e a terra –, o visível e o invisível, o natural e o sobrenatural.

 

Oração colecta: Senhor, que na vossa admirável providência enviais os Anjos para nos guardarem, ouvi as nossas súplicas e fazei que sejamos sempre defendidos pela sua protecção e gozemos eternamente da sua companhia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Utilizamos objectos naturais contra as intempéries em zelo pela saúde do corpo. O Senhor dá-nos ajudantes, os anjos, na nossa caminhada para o céu, como arrimo de salvação.

 

Êxodo 23, 20-23

20Eis o que diz o Senhor: «Vou enviar um Anjo à tua frente, para que te proteja no caminho e te conduza ao lugar que preparei para ti. 21Respeita a sua presença e escuta a sua voz não lhe desobedeças. Ele não perdoaria as vossas transgressões, porque fala em meu nome. 22Mas, se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que Eu te disser, serei inimigo dos teus inimigos e perseguirei os que te perseguirem. 23aO meu Anjo irá à tua frente».

 

Esta leitura é tirada do texto do Êxodo, da parte que se segue ao «Código da Aliança», e com que se introduzem disposições relativas à entrada na Palestina. Nestes versículos, Deus garante ao seu Povo uma protecção especial, que lhe permita entrar na posse da terra prometida. Daí a actualização que a Igreja faz deste texto, aplicando-o ao novo povo de Deus, a Igreja, que é guiada e assistida pelos Anjos da Guarda, a caminho do Céu. Lembramos que, quando no Antigo Testamento se fala do «anjo do Senhor», habitualmente designa-se a presença do próprio Deus ou uma sua directa intervenção (cf. Gn 16, 7; 22, 11.14; Ex 3, 2; 14, 19; etc.); mas, em muitas outras passagens, quando se fala de «o meu anjo», ou simplesmente de «o anjo» (cf. Ex 33, 2; Nm 20, 16), sobretudo em contraste com Deus (cf. Salm 138, 1), sem dúvida que se refere a seres espirituais distintos de Deus, os anjos. Que estes existem é uma verdade que está clara no Novo Testamento e pertence à fé da Igreja (cf. Catecismo da Igreja Católica, nº 334-336), que professamos: «Creio em Deus… Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis»; e as coisas invisíveis «não são as galáxias, mas esses puros espíritos, que são os anjos» (Sequeri).

 

Salmo Responsorial    Sl 90 (91) 1-2. 3-4. 5-6. 10-11(R. 11)

 

Monição: Salmo de confiança a lembrar que o Senhor protege aqueles que moram à sua sombra e se entregam nas Suas mãos.

 

Refrão:         O Senhor mandará aos seus Anjos

                      que te guardem em todos os teus caminhos.

 

Tu que habitas sob a protecção do Altíssimo

e moras à sombra do Omnipotente,

diz ao Senhor: «Sois o meu refúgio e a minha cidadela:

meu Deus, em Vós confio».

 

Ele te livrará do laço do caçador

e do flagelo maligno.

Cobrir-te-á com as suas penas,

debaixo das suas asas encontrarás abrigo.

 

A sua fidelidade é escudo e couraça:

não temerás o pavor da noite, nem a seta que voa de dia

nem a epidemia que se propaga nas trevas,

nem a peste que alastra em pleno dia.

 

Nenhum mal te acontecerá,

nem a desgraça se aproximará da tua morada.

Porque Ele mandará aos seus anjos

que te guardem em todos os teus caminhos.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Sl 102 (103), 21

 

Monição: Os anjos são mensageiros de boas notícias que o Senhor nos quer enviar: entrega-lhes a protecção das pessoas que eles acompanham e defendem.

 

Aleluia

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 46

 

Bendizei o Senhor, todos os seus exércitos,

que estais ao seu serviço e executais a sua vontade.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 18, 1-5. 10

1Naquele tempo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-Lhe: «Quem é o maior no reino dos Céus?». 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, não entrareis no reino dos Céus. 4Quem for humilde como esta criança esse será o maior no reino dos Céus. 5E quem acolher em meu nome uma criança como esta acolhe-Me a Mim. 10Vede bem. Não desprezeis um só destes pequeninos. Eu vos digo que os seus Anjos vêem continuamente o rosto de meu Pai que está nos Céus».

 

A leitura é tirada do início do chamado «discurso eclesiástico» de Jesus (Mt 18) sobre a vida na Igreja, concretamente como devem ser as relações dos cristãos entre si e como se deve exercer a autoridade; o discurso é introduzido com uma pergunta dos discípulos: «Quem é o maior no Reino dos Céus?».

10 «Os seus Anjos», isto é, os Anjos da Guarda das crianças. A contexto desta afirmação é o da importância que na Igreja se deve dar aos «pequeninos» (vv. 6.14), isto é, àqueles são mais necessitados de auxílio, quer pela sua pouca idade, quer pela pouca formação, ou recente conversão; é preciso ter um cuidado especial para não os escandalizar. O próprio Deus toma esses pequeninos ao seu cuidado, confiando-os a um Anjo protector; e esse mesmo Anjo se encarregará também de acusar diante do «Pai que está nos Céus», cujo «rosto vêem continuamente», todos aqueles que os levem a pecar. Mas não são apenas os pequeninos, são todos os seres humanos que têm o seu Anjo da Guarda (cf. Hebr 1, 14; Lc 16, 22; Catecismo da Igreja Católica, nº 336).

 

Sugestões para a homilia

 

a) Os nossos tempos

b) Os nossos anjos

c) O nosso futuro

 

a) Deus dá-nos o tempo para exercermos funções temporais e espirituais; podemos vencer ou sermos vencidos segundo a forma como utilizamos as faculdades que Ele nos deu: inteligência, vontade e memória.

O tempo leva sempre a melhor sobre o nosso corpo; envelhecemos, surgem rugas, cabelos brancos, perda de forças e o encurtar das distâncias que nos separam do fim da vida.

O que se passa com os outros é norma e régua para a nossa vida e lição a considerar, pretexto de emenda.

 

b) Os anjos não envelhecem, são seres espirituais, luz a seguir, mensageiros protectores que nos guiam, nos desviam – ajudam a evitar – das armadilhas más, indicam caminhos bons, conduzem à meta preparada para nós – Deus, o céu.

A rebeldia humana, a deficiente domesticação das nossas faculdades, os modos de ser e atitudes não dirigidas, não são facilmente perdoados pelos anjos do Senhor.

Deus dá-lhes uma missão e eles responsabilizam-nos a nós.

Escutemos as vozes de Deus, as inspirações: as nossas consciências, as boas eituras e palavras, os bons exemplos e modelos, que os nossos anjos da guarda combaterão a nosso lado, afugentarão e arredarão dos nossos caminhos os inimigos espirituais.

 

c) Os anjos são os espíritos bons, hierarquizados, estão fora do tempo mas agem nele a nosso favor para termos a felicidade eterna.

Os anjos desobedientes foram vencidos e condenados.

São criaturas de Deus, não eternos, espíritos puros servidores de Deus em simplicidade e humildade. Assim, as crianças são lembradas pela inocência e verdade na simplicidade, do agrado dos anjos que as protegem.

Servem de modelo a Jesus para nos dizer como devemos ser, viver, ter os anjos a nosso lado, não os desgostarmos e sermos felizes.

 

 

Oração Universal

 

 

Irmãos:

O Pai do céu enviou o Seu Filho Unigénito para nos salvar

e confiou-nos à guarda de um Anjo que nos segue dia e noite.

Animados por tantas provas de amor,

apresentemos-lhe, por Jesus, as nossas petições.

 

1.  Pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI:

para que o seu Anjo o defenda

das ciladas dos seus inimigos,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos bispos do mundo inteiro,

chamados na Sagrada Eucaristia anjos das igrejas:

para que defendam, com a espada da doutrina,

o rebanho que lhes está confiado,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelas crianças de todo o mundo:

para que os adultos respeitem a sua inocência,

lembrados de que os seus Anjos vêem a face de Deus,

oremos, irmãos.

 

4.  Por todos os desencaminhados:

para que se deixem guiar pelos seus anjos

e reencontrem o caminho da alegria,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos jovens em perigo do corpo ou da alma:

para que se confiem ao seu Anjo da Guarda

e se libertem dos ataques de satanás,

oremos, irmãos.

 

6.  Pelas benditas almas do Purgatório:

para que, por intercessão da Rainha dos Anjos,

sejam livres dos seus tormentos,

oremos, irmãos.

 

Senhor, que nos destes os Anjos da Guarda,

como pagens celestes para nos protegerem e guiarem:

ensinai-nos a segui-los com docilidade,

para que nos conduzam à felicidade eterna.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Com os benditos Anjos, M. Faria, NRMS 11-12

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, os dons que Vos apresentamos em honra dos santos Anjos e concedei-nos que, pela sua contínua protecção, sejamos livres dos perigos desta vida e cheguemos à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio dos Anjos: p. 491

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Que os Anjos adoradores, esculpidos nos altares e à volta dos sacrários nos estimulem a comungar bem, a adorar com fé de acção de graças.

 

Cântico da Comunhão: Santos Anjos e Arcanjos, J. Parente, NCT 701

Salmo 137, 1

Antífona da comunhão: Na presença dos Anjos, eu Vos louvarei, meu Deus.

 

 

Oração depois da comunhão: Deus, nosso Pai, que nos alimentais neste admirável sacramento de vida eterna, dirigi os nossos passos, com a assistência dos santos Anjos, no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Que os Anjos a quem se pede que conduzam ao paraíso as almas nos ajudem a conduzir-nos santamente no mundo.

 

Cântico final: Anjo da Guarda, H. Faria, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

6ª Feira, 3-X: Falta de correspondência e contrição.

Job 38, 1. 12-21 / Lc 10, 13-16

Disse Jesus: Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida!

Lamenta-se o Senhor da falta de correspondência dos habitantes daquelas cidades. Receberam tantas graças e viram tantos milagres! Também recebemos muitas graças do Senhor e Ele espera de nós uma conversão.

Job arrependeu-se de ter sido precipitado nas palavras dirigidas a Deus: «Eu fui precipitado nas minhas palavras…não voltarei a fazê-lo» (Leit). Não deixemos de manifestar a Deus a nossa pena por aquilo que fazemos mal, através de um bom acto de contrição.

 

Sábado, 4-X. S. Francisco de Assis: As recompensas de Deus.

Job 42, 1-3. 5-6. 12-17 / Lc10, 17-24

Olhai que vos dei poder… também para dominardes toda a força do inimigo. Nada poderá causar-vos dano.

Com a ajuda do Senhor, os discípulos ultrapassaram todos os obstáculos e regressaram cheios de alegria (cf Ev). Caso parecido aconteceu com Job: sofreu muitas calamidades, pessoalmente e na sua família. Manteve sempre a sua confiança em Deus e recebeu uma bênção tão grande que ainda teve uma maior família, rebanhos, casas, etc. (cf Leit).

S. Francisco de Assis renunciou a tudo o que possuía, com grande confiança em Deus. Foi pai espiritual de uma grande família (dos franciscanos).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Ferreira de Sousa

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 

 


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