Arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael

29 de Setembro de 2008

 

Festa

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Somos a Igreja de Cristo, M. Silva, NRMS 17

Sl 102, 20

Antífona de entrada: Bendizei ao Senhor todos os seus Anjos, poderosos executores das suas ordens, sempre atentos à sua palavra.

 

Diz-se o Glória

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Com os Anjos esperamos adorar eternamente o Senhor. Para conseguirmos essa felicidade vamos, neste dia de S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael, pedir-lhes nos defendam dos perigos e nos acompanhem sempre para que cumpramos na Terra a missão que o Senhor nos confiou.

 

Oração colecta: Senhor Deus do universo, que estabeleceis com admirável providência as funções dos Anjos e dos homens, concedei, propício, que a nossa vida seja protegida na terra por aqueles que eternamente Vos assistem e servem no Céu. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Olhemos bem em direcção ao Alto. Contemplemos Deus eterno e omnipotente a quem os Anjos e Santos adoram.

 

Daniel 7, 9-10.13-14

9Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. As suas vestes eram brancas como a neve e os cabelos como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. 10Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos. 13Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. 14Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, que nunca passará, e o seu reino jamais será destruído.

 

Ver notas de CL, atrás neste mesmo número, na Festa da Transfiguração do Senhor.

 

Salmo Responsorial    Sl 137 (138), 1-2a.2bc-3.4-5 (R. 1c)

 

Monição: O povo cristão não se cansa de entoar cânticos em honra dos Anjos. Que nos ajudem a louvar o Senhor!

 

Refrão:         Na presença dos Anjos,

                      eu Vos louvarei, Senhor.

 

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,

porque ouvistes as palavras da minha boca.

Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar

e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo.

 

Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade,

porque exaltastes acima de tudo o vosso nome e a vossa promessa.

Quando Vos invoquei, me respondestes,

aumentastes a fortaleza da minha alma.

 

Todos os reis da terra Vos hão-de louvar, Senhor,

quando ouvirem as palavras da vossa boca.

Celebrarão os caminhos do Senhor,

porque é grande a glória do Senhor.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O demónio, por ódio a Deus, tenta os homens para o mal. Confiemos na intercessão dos Anjos que velam por nós.

 

Apocalipse 12, 7-12a

7Travou-se um combate no Céu: Miguel e os seus Anjos lutaram contra o Dragão. O Dragão e os seus anjos lutaram também, 8mas foram derrotados e perderam o seu lugar no Céu para sempre. 9Foi expulso o enorme Dragão, a antiga serpente, aquele que chamam Diabo e Satanás, que seduz o universo inteiro foi precipitado sobre a terra e os seus anjos foram precipitados com ele. 10Depois ouvi no Céu uma voz poderosa que dizia: «Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e a autoridade do seu Ungido, porque foi precipitado o acusador dos nossos irmãos, aquele que os acusava dia e noite diante do nosso Deus. 11Eles venceram-no, graças ao sangue do Cordeiro e à palavra do testemunho que deram, desprezando a própria vida, até aceitarem a morte. 12Por isso, alegrai-vos, ó Céus, e vós que neles habitais».

 

7 Houve um combate. É difícil determinar a que combate concreto se refere o texto sagrado. Não parece tratar-se aqui da rebelião dos Anjos maus no momento da sua criação (cf. Mt 25, 41; 2 Pe 2, 4), como alguns pensam, uma vez que o contexto nos situa nos tempos cristãos. Assim, prefere-se ver a luta tremenda desencadeada pelo demónio contra Cristo e os fiéis (os «nossos irmãos» - v. 10), a partir sobretudo da Morte, Ressurreição e Ascensão de Jesus (cf. v. 5b).

«Miguel» - em hebraico Mi-kha-el - quer dizer «quem como Deus?». Era o protector do antigo povo de Deus (Dan 10, 13.21), e que aparece agora como patrono e defensor da Igreja, o novo povo de Deus.

«O Dragão». É identificado no v. 9, com a «antiga serpente» que tentou os primeiros pais, por isso se chama antiga; é «aquele que chamam Diabo e Satanás». Diabo é um nome grego correspondente ao hebraico - Xatan (aramaico - xataná), que significa caluniador, acusador, adversário.

 

Aclamação ao Evangelho        Sl 102 (103), 21

 

Monição: Monição: Que o nosso olhar seja límpido para que possamos ver os Anjos chamando-nos a adorar com eles o Senhor.

 

Aleluia

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 46

 

Bendizei o Senhor todos os seus exércitos,

poderosos executores da sua vontade.

 

 

Evangelho

 

São João 1, 47-51

Naquele tempo, 47Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse: «Eis um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento». 48Perguntou-lhe Natanael: «De onde me conheces?». Jesus respondeu-lhe: «Antes que Filipe te chamasse, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira». 49-lhe Natanael: «Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel!». 50Jesus respondeu: «Porque te disse: ‘Eu vi-te debaixo da figueira’, acreditas. Verás coisas maiores do que estas». E acrescentou: 51«Em verdade, em verdade vos digo: Vereis o Céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem».

 

Filipe não tinha guardado para si a grande alegria de ter tido a dita de encontrar o Messias anunciado pelos Profetas, mas comunicara-a a seu amigo Natanael, que se mostrou incrédulo em face da procedência humilde de Jesus, filho dum carpinteiro de Nazaré, quando o Messias devia ser descendente de David e procedente de Belém. Filipe não se desmoraliza com as razoáveis objecções do amigo e também não confia nas explicações que o seu próprio engenho poderia excogitar; opta por convidar o amigo a aproximar-se pessoalmente de Jesus: «vem e verás» (v. 46).

47 «Natanael». Nome semítico que significa «dom de Deus». Deveu ser um dos Doze Apóstolos (cf. Jo 21, 2); mas qual deles? Muito provavelmente era Bartolomeu, o qual teria dois nomes, sendo este último um nome patronímico (filho de Tolmay), como o patronímico de Simão Pedro, Baryona (filho de Jonas). Esta identificação é deduzida dos diversos catálogos dos Apóstolos que nos deixaram os Sinópticos, onde Bartolomeu sempre se segue a Filipe, aquele Apóstolo que levou Natanael a Jesus (cf. Mt 10, 3; Mc 3, 18; Lc 6, 14).

48 «Eu vi-te, debaixo da figueira». Natanael sentiu que o olhar de Jesus penetrava os mais profundos recônditos da sua alma, pois algo de significativo devia ter passado no seu coração naquela hora e naquele local exacto a que Jesus se referia, e que só Deus podia conhecer.

49 «Tu é o Filho de Deus… Rei de Israel» - títulos messiânicos procedentes do Salmo 2. A intencionalidade do Evangelista (cf. 20, 31) evidencia-se ao apresentar, desde a primeira hora, confissões explícitas de fé em Jesus (cf. Mt 14, 33; 16, 16).

51 «Os Anjos de Deus subindo e descendo…» Trata-se duma forma muito expressiva de Jesus aparecer como Mediador entre o Céu e a terra, ficando assim os Céus abertos para a humanidade (Is 63, 19; Apoc 19, 11; Mt 3, 16 par.), numa clara alusão à escada de Jacob, pela qual subiam e desciam os Anjos na visão de Jacob (Gn 28,12). É por isso que adoptámos, na Bíblia da Difusora Bíblica, a tradução «por meio do Filho do Homem», em vez da tradução corrente «sobre o Filho do Homem», tendo em conta que aqui aparece a mesma preposição (epí) que no texto grego do sonho de Jacob, com o sentido de subir por.

 

Sugestões para a homilia

 

Aparições do Anjo em Fátima

O demónio e o mal no mundo

Arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael

Aparições do Anjo em Fátima

Quando vamos a Fátima, quase sem nos apercebermos, experimentamos  o sobrenatural com  novas sensações que dão um sentido diferente à nossa vida...

Se em Fátima nos dirigirmos para junto das casas onde viveram Jacinta, Francisco e Lúcia veremos imagens do Anjo, tanto na Loca do Cabeço como junto ao poço do Arneiro.

Foi ali que o Anjo preparou os Pastorinhos para o encontro em 1917 com a Mãe do Céu que dali queria lançar o apelo à conversão e à oração pela paz no mundo.

O Anjo ensinou coisas simples mas belas a crianças também elas simples mas duma candura e pureza que a todos encanta: «Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo- Vos...Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios...Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente...Tomai o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus...».

O demónio e o mal no mundo

Nós hoje constatamos, infelizmente, esta situação... Os homens ultrajam a Deus e zombam d’Ele como se não existisse. Negando Deus, os homens cometem crimes que envergonham a própria humanidade...

Matam-se crianças antes de nascerem com o aborto provocado e a outras é roubada a inocência, não as deixando viver nem sorrir....

Desfazem-se os sonhos dos jovens com a droga e o vício...

Destrói-se a família com o divórcio enquanto os esposos vão à procura de novas companhias e aos filhos falta o amor e carinho que os impedem de ser felizes...

A paz e a segurança desaparecem com os roubos frequentes, os atentados horrorosos, os raptos inesperados, a guerra que causa a morte...

O ódio, a vingança, a inveja, o ciúme, o pecado são uma triste realidade...

Dir-se-ia que o demónio conseguiu finalmente instaurar no mundo o reino do mal que a todos aterroriza...Até quando?!..

Arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael

Temos de reagir e criar as condições para que o mundo seja de novo bom com quando foi criado por Deus! Peçamos ajuda a quem no-la pode dar.

Os Anjos querem fazer a ponte entre o Céu e a Terra. Acreditemos. Tenhamos confiança.

Rezemos a S. Miguel (que significa quem como Deus) para que proteja a Santa Igreja a fim de que as forças do mal não a impeçam de continuar a sua acção salvadora no mundo.

Rezemos a S. Gabriel (que significa Deus é forte) para que nos anuncie uma nova humanidade como anunciou em Nazaré à Virgem Maria o nascimento do Salvador do mundo.

Rezemos a S. Rafael (que significa Deus cura) para que nos acompanhe sempre na vida como outrora acompanhou o jovem Tobias.

Rezemos à Rainha dos Anjos e nossa Mãe do Céu para que nos ajude a vivermos como bons filhos de Deus pois assim viveremos em paz e seremos felizes para sempre...

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração

 

1.  Pelo Papa e pelos Bispos a ele unidos na Santa Igreja,

pelos sacerdotes e religiosos chamados  para servirem os irmãos,

pelos leigos que procuram tornar o mundo melhor,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelas crianças que enchem o mundo de beleza,

pelos jovens que sonham transformar o mundo,

pelos adultos que contribuem para o progresso da humanidade,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelas nossas comunidades onde se vive o Amor,

pela sociedade onde todos vivem com a dignidade merecida,

pela humanidade que busca caminhos de paz,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos esposos que se amam como Cristo ama a Igreja,

pelos pais que dão a vida pelos filhos,

pelos filhos que são eternamente gratos aos pais,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos doentes que oferecem o sofrimento ao Senhor,

pelos presos que desejam ser livres e responsáveis,

pelos idosos que continuam a aconselhar com a experiência adquirida,

oremos, irmãos.

 

6.  Pelos familiares que o Senhor chamou a Si,

pelos amigos que partiram à frente para a Casa do Pai,

pelos fiéis defuntos que se purificam a caminho do Céu,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Com os benditos Anjos, M. Faria, NRMS 11-12

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, este sacrifício de louvor e fazei que, pelo ministério dos Anjos, seja levado à presença da Vossa divina majestade e se torne para nós fonte de salvação eterna Por Nosso Senhor.

 

Prefácio dos Anjos: p. 491

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

No Céu os Anjos contemplam o Senhor. Na Comunhão nós podemos recebê- l’O a Ele mesmo. Que esplendor! Que felicidade! Que alegria!

 

Cântico da Comunhão: Santos Anjos e Arcanjos, J. Parente, NCT 701

Sl 137, 1

Antífona da comunhão: De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças. Na presença dos Anjos Vos louvarei, meu Deus.

 

 

Oração depois da comunhão: Senhor, nosso Pai, que nos fortalecestes com o pão do Céu, fazei que, protegidos pelos santos Anjos, sigamos firmemente o caminho da salvação. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos partir novamente, deixando este local abençoado. Os Anjos e a Virgem Santíssima acompanham-nos para desempenharmos bem a nossa missão em casa, no trabalho, na sociedade e em toda a parte.

 

Cântico final: Ao Deus do universo, J. Santos, NRMS 1 (I)

 

 

Homilias Feriais

 

26ª SEMANA

 

3ª Feira, 30-IX: S. Jerónimo: O novo sinal da dor.

Job 1, 6-22 / Lc 9, 46-50

Em tudo isto, Job não cometeu pecado, nem disse contra Deus qualquer insensatez.

Esta passagem faz parte da lamentação de Job, por padecer tantos sofrimentos.

Os sofrimentos aparecem de muitas formas diferentes e nenhum deles é querido espontaneamente por ninguém. Mas Jesus, no entanto, toma a resolução de ir a Jerusalém, para aí morrer (cf Ev), porque nos queria redimir pela sua paixão e morte. Ela proclama bem-aventurados os que sofrem: doenças físicas ou morais, injustiças, etc. A fé altera o sinal da dor de menos para mais. S. Jerónimo fez a tradução latina da Bíblia, fonte da verdadeira vida cristã, que inclui o sofrimento.

 

4ª Feira, 1-X: S. Teresa Menino Jesus: O valor do desprendimento

Job 9, 1-12. 14-16 / Lc 9, 57-62

Jesus respondeu-lhe: As raposas têm as suas tocas… mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.

«Jesus partilha a vida dos pobres, desde o presépio até à Cruz: sabe o que é sofrer a fome, a sede e a indigência (não tem onde reclinar a cabeça)» (CIC, 544). Por isso é exigente com todos os que desejam segui-lo, pedindo-lhes uma disponibilidade total, que não admite quaisquer desculpas (cf Ev).

S. Teresa do Menino Jesus desde muito cedo se entregou a Deus. Desejava ir para as missões, mas ficou-se pelo seu convento, onde ofereceu a sua vida pela salvação das almas, imitando o Mestre.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 


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