21º Domingo Comum

24 de Agosto de 2008

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Salvai Senhor o vosso povo, J. Santos, NRMS 90-91

Salmo 85, 1-3

Antífona de entrada: Inclinai o vosso ouvido e atendei-me, Senhor, salvai o vosso servo, que em vós confia. Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo dia inteiro.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Senhor, Tu és o Messias o Filho de Deus vivo!

A confissão de Pedro menciona duas verdades fundamentais: Jesus é o Messias e o Filho de Deus. Ele é o Messias, ou seja, o Ungido do Senhor, que havia de vir para salvar o mundo. Ao dizer é o Filho de Deus, Pedro afirma a divindade de Jesus.

 

Oração colecta: Senhor Deus, que unis os corações dos fiéis num único desejo, fazei que o vosso povo ame o que mandais e espere o que prometeis, para que, no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontra as verdadeiras alegrias. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: As chaves são um sinal do poder conferido a alguém. Esta passagem do Antigo Testamento prepara-nos para compreendermos o Evangelho, onde Jesus confere a Pedro as chaves do Reino dos Céus.

 

Isaías 22, 19-23

Eis o que diz o Senhor: a Chebna, administrador do palácio: 19«Vou expulsar-te do teu cargo, remover-te do teu posto. 20E nesse mesmo dia chamarei o meu servo Eliacim, filho de Elcias. 21Hei-de revesti-lo com a tua túnica, hei-de pôr-lhe à cintura a tua faixa, entregar-lhe nas mãos os teus poderes. E ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. 22Porei aos seus ombros a chave da casa de David: há-de abrir, sem que ninguém possa fechar; há-de fechar, sem que ninguém possa abrir. 23Fixá-lo-ei como uma estaca em lugar firme e ele será um trono de glória para a casa de seu pai».

 

Quase a terminar a série de «oráculos conta as nações estrangeiras» (Is 13 – 23) aparecem no livro de Isaías dois oráculos, um contra Jerusalém (Is 22, 1-14) e outro contra Chebna (Is 22, 15-19) e contra o seu sucessor Eliaquim (vv. 24-25). O texto fala da entrega dos poderes da administração da cidade a este homem (vv. 20-22), inicialmente honesto (v. 23), mas que acaba de cair no mesmo vício do nepotismo: «penduram-se nele todos os nobres da casa de seu pai, filhos e netos» (v. 24), uma censura que já não aparece na leitura de hoje; esta limita-se a falar da investidura no cargo em termos solenes e simbólicos: como insígnia, tinha uma banda sobre o ombro na qual trazia uma chave, símbolo do poder de administrar; com esta mesma imagem e servindo-se da mesma expressão de Isaías, o Apocalipse representa assim Jesus Cristo (Apoc 3, 7). Certamente que 1ª leitura foi escolhida, como é frequente acontecer, em função do Evangelho do dia, que fala do poder das chaves dado a Pedro (cf. Mt 16, 19).

 

Salmo Responsorial    Sl 137(138), 1-2a. bc-3.6. 8 bc (R. 8bc)

 

Monição: O salmo 137 traduz a alegria experimentada pelos crentes, perante a bondade e fidelidade do nosso Deus. Sabem que a sua bondade é eterna, por isso, confiadamente suplicam:

Pela vossa grande misericórdia, não nos abandoneis, Senhor!

 

Refrão:         Senhor, a vossa misericórdia é eterna:

não abandoneis a obra das vossas mãos.

 

 Ou:               Pela vossa misericórdia,

não nos abandoneis, Senhor.

 

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças

porque ouvistes as palavras da minha boca.

Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar

e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo.

 

Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade

e fidelidade,

porque exaltastes acima de tudo o vosso nome

e a vossa promessa.

Quando Vos invoquei, me respondestes,

aumentastes a fortaleza da minha alma.

 

O Senhor é excelso e olha para o humilde,

ao soberbo conhece-o de longe.

Senhor, a vossa bondade é eterna,

não abandoneis a obra das vossas mãos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo convida-nos à contemplação do mistério de Deus. Demos graças pela sua insondável misericórdia. Glória e louvor ao Senhor, agora e pelos séculos, dos séculos. Ámen.

 

Romanos 11, 33-36

33Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus! Como são insondáveis os seus desígnios e incompreensíveis os seus caminhos! 34Quem conheceu o pensamento do Senhor? Quem foi o seu conselheiro? 35Quem Lhe deu primeiro, para que tenha de receber retribuição? 36D’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas. Glória a Deus para sempre.

 

S. Paulo desata em exclamações de louvor entusiástico a Deus, ao contemplar o seu plano salvífico: Deus escolhe Israel para seu povo; dada a infidelidade deste, chama os gentios à fé; e, por fim, todos formarão um só e mesmo povo no Reino de Deus.

36 «D’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas», uma expressão que introduz a doxologia final, com que se encerra a parte doutrinal da epístola: «Glória a Deus para sempre. Amen». Assim parafraseia a expressão J. M. Bover: «Todas as coisas procedem de Deus (d’Ele), pois é o Criador; subsistem por (Ele) Deus, que é o Conservador; olham e tendem para Deus (para Ele), como seu último fim».

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 16, 18

 

Monição. Aclamemos Jesus Cristo o Messias, o Filho de Deus, cantando aleluia.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 1,F. Silva, NRMS 50-51

 

Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja

e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 16, 13-19

Naquele tempo, 13Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». 14Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: 15«E vós, quem dizeis que Eu sou?». 16Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». 17Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. 18Também Eu te digo: Tu és Pedro sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».

 

O texto da leitura consta de duas partes distintas, mas intimamente ligadas: a confissão de fé de Pedro (vv. 13-16), comum a Marcos 8, 27-30 e a Lucas 9, 18-21 (cf. Jo 6, 67-71), e a promessa feita a Pedro (vv. 17-19), exclusiva de Mateus (cf. Jo 21, 15, 23).

13 «Cesareia de Filipe» era a cidade construída por Filipe, filho de Herodes, o Grande, em honra do César romano, nas faldas do Monte Hermon, a uns 40 quilómetros a Nordeste do Lago de Genesaré.

13-17 «Quem dizem os homens… E vós, quem dizeis que Eu sou?» É uma pergunta que, em face de Jesus, uma pessoa tão singular, surpreendente e apaixonante, não pode deixar de se fazer em todos os tempos. As respostas podem ser variadas e até contraditórias, mas só uma é a certa, a resposta de Pedro, a resposta esclarecida da fé, resposta que Jesus aprova: «Feliz de ti, Simão» (v. 17). «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo» (v. 16): Messias é a forma hebraica da palavra do texto original grego, Cristo, que quer dizer ungido (os reis eram ungidos com azeite na cabeça ao serem investidos). Jesus é o Rei (ungido) anunciado pelos Profetas e esperado pelo povo. Quando se diz Jesus Cristo é como confessar a mesma fé de Pedro, reconhecer que Jesus é o Cristo, isto é, o Messias, mas num sentido mais denso e profundo, a saber, o Filho de Deus, num sentido que ultrapassa o corrente e que só o dom divino da fé pode fazer descobrir, segundo as palavras de Jesus a Pedro: «Não foram a carne e o sangue que to revelaram» (v. 17). A fé de Pedro, como a nossa, não pode proceder dum mero raciocínio humano, da sagacidade natural, mas da luz, da certeza e da firmeza, que procede da revelação de Deus. «A carne e o sangue» é uma forma semítica de designar o homem enquanto ser débil e exposto ao erro e ao pecado.

18 «Tu és Pedro». É significativo que o texto grego não tenha conservado a palavra aramaica «kêphá», aliás usada noutras passagens do N. T. sem ser traduzida, como é habitual com os patronímicos. Aqui o evangelista teve o cuidado de usar o nome correntemente dado ao Apóstolo Simão: Pedro. É expressivo o trocadilho, com efeito Pedro é a pedra sobre a qual assenta a solidez de toda a Igreja do Senhor. Note-se que o apelido de Pedro = Pedra não existia na época, nem em aramaico (Kêphá), nem em grego (Pétros), nem em latim (Petrus), uma circunstância que reforça o seu significado e originalidade. Além disso, este apelido também não era apto para caracterizar o temperamento ou o carácter do Apóstolo, pois aquilo que distingue a sua personalidade não é precisamente a dureza ou firmeza da pedra, mas antes a debilidade, mobilidade e até inconstância (cf. Mt 14, 28-31; 26, 33-35.69-75; Gal 2, 11-14). Se Jesus assim o chama, é em razão da função ou cargo em que há-de investi-lo.

«Edificarei a minha Igreja». Jesus, ao dizer a minha, significa que tem intenção de fundar algo de novo, uma nova comunidade de Yahwéh. «Ekklêsía» é a tradução grega corrente dos LXX para a designação hebraica da Comunidade de (qehal) Yahwéh, isto é, «o povo escolhido de Deus reunido para o culto de Yahwéh» (cf. Dt 23, 2-4.9). Não é, portanto, a Igreja uma seita dentro do judaísmo, é uma realidade nova e independente. «Jesus pôde dizer minha, porque Ele a salva, Ele a adquire com o seu sangue, Ele a convoca, Ele realiza nela a presença divina, a aliança, o sacrifício». «As portas do inferno não prevalecerão». Esta linguagem tipicamente bíblica (Is 38, 10; Sab 16, 13; cf. Job 38, 17; Salm 9, 14) é uma sinédoque com que se designa a parte pelo todo. Inferno tanto pode designar a destruição e a morte (xeol=inferi=os infernos), como Satanás e os poderes hostis a Deus. Por ocasião da eleição do Papa Bento XVI viu-se bem como estes poderes hostis à verdadeira Igreja de Cristo mais uma vez se assanharam…

19 «Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus». Os poderes conferidos a Pedro não são para ele vir a exercer no Céu (segundo a crença popular), mas aqui neste mundo, onde a Igreja, o Reino de Deus em começo e em construção, tem de ser edificada. No judaísmo e no Antigo Testamento (cf. Is 22, 22), lidar com as chaves é uma atribuição de quem representa o próprio dono, significa administrar a casa. Ligar-desligar significa tomar decisões com tal autoridade e poder supremo que serão consideradas válidas por Deus, «nos Céus». É de notar que Jesus diz a todos os Apóstolos esta mesma frase (Mt 18, 18), mas sem que seja tirada qualquer força à autoridade suprema de Pedro, a quem é dado um especial poder de «ligar e desligar» na Igreja, enquanto pedra fundamental e pastor supremo a ser investido após a Ressurreição (Jo 21, 15-17). Este primado de Pedro sobre toda a Igreja – que hoje se designa por ministério petrino – não é conferido apenas a ele, mas a todos os seus sucessores; com efeito Jesus fala a Pedro na qualidade de chefe duma edificação estável e perene, a Igreja; se o edifício é perene também o será a pedra fundamental. Como recorda o Catecismo da Igreja Católica, nº 882, «o Papa, Bispo de Roma e sucessor de S. Pedro, «é princípio perpétuo e visível, e fundamento da unidade que liga, entre si, todos os bispos com a multidão dos fiéis» (LG 23). Em virtude do seu cargo de vigário de Cristo e pastor de toda a Igreja, o pontífice romano tem sobre a mesma Igreja um poder pleno, supremo e universal, que pode sempre livremente exercer» (LG 22). Este é um dos pontos cruciais do diálogo ecuménico, que terá uma saída feliz quando todos os que se consideram cristãos compreenderem que o carisma petrino, por vontade de Cristo, é o indispensável instrumento de união e unidade na legítima diversidade.

 

Sugestões para a homilia

 

Quem dizeis que eu sou?

Tu és Pedro, sobre esta pedra edificarei a minha Igreja!

Dar-te-ei as chaves!

Quem dizeis que Eu sou?

O Evangelho que acabámos de escutar é uma catequese sobre o papel eclesial de Pedro. Dialogando com os discípulos, Jesus pergunta: Quem dizem os homens que eu sou?

As respostas revelam a ignorância geral da multidão, embora tenham um conceito elevado de Jesus, comparando-o às pessoas célebres do povo bíblico: João Baptista, Elias, Jeremias. Jesus provoca os discípulos para os levar a reflectir e a superar a opinião pública, mediante um conhecimento directo e mais íntimo que têm da sua pessoa.

E vós quem dizeis que eu sou?

Em nome de todos, Pedro responde: Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo!

A fé, dom divino, não é fruto do conhecimento ou da sabedoria humana, vem de Deus. Sem uma luz interior seria impossível a Pedro dar uma resposta tão clara da divindade de Jesus! Feliz de ti, Simão Pedro! O Pai celeste revelou-te o Mistério de seu Filho Unigénito! Como é insondável a misericórdia divina que revela aos humildes os mistérios do Reino: Eu te bendigo, ò Pai, porque escondestes estas coisas aos sábios e aos inteligentes, mas as revelastes aos pequeninos (Mat 11, 25)

Tu és Pedro, sobre esta pedra edificarei a minha Igreja!

Jesus é a pedra angular. Pedro é a pedra escolhida. Pedro é rocha firme; a sua fé garante estabilidade. A Igreja tem um alicerce inabalável! As forças do inferno não prevalecerão contra ela! Que segurança confortável para nós! O humilde pescador tornou-se rocha firme sobre a qual Jesus construiu a sua Igreja: tantas perseguições sofridas ao longo dos tempos, mas as portas do inferno não prevaleceram! Morreram os tiranos. De muitos perseguidores nem sequer sabemos os nomes. A Igreja, porém continua de pé. Trata-se da organização mais antiga da nossa sociedade! Tem uma experiência duas vezes milenar! Quem duvida da sua origem divina? Quem duvida que a sua protecção vem do alto? Ao nosso ouvido ressoa a voz do Divino Mestre em tantas páginas bíblicas: Não vos preocupeis com a vossa defesa, porque Eu vos darei palavras de sabedoria a que ninguém poderá resistir (Luc 21,15). Não temais os que podem matar o corpo (Mat 10,28)! Recebereis uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós (Act 1, 8)! Estarei sempre convosco até ao fim dos tempos (Mat 28, 20). Portanto, acreditamos que as forças do inferno não prevalecerão contra esta Igreja!

Dar-te-ei as chaves!

Na linguagem bíblica as chaves simbolizam o poder. A primeira leitura lembrava-nos o poder conferido ao administrador de Jerusalém, Eliacim. O poder conferido a Pedro é muitíssimo superior. Não recebe as chaves do Palácio real, ou as de uma cidade, ou as de um reino terreno. Recebe as chaves do Reino dos Céus! Pedro tem o poder de ligar ou desligar, ou seja, tem autoridade para proibir e permitir, discernir, julgar e perdoar. Esse poder é tão grande que as suas decisões na terra têm repercussão no Céu!

A liturgia deste Domingo convida-nos a ver no Papa o sucessor de S. Pedro. Aderimos ao seu ensino porque vemos nele a rocha firme sobre a qual se alicerça e edifica a Igreja. Seguimos as suas orientações porque vemos nele o Bom Pastor que possui as chaves que nos abrem as portas do Reino dos Céus.

Nós somos a Igreja de Cristo, a comunidade dos discípulos de Jesus, que em todo o tempo e lugar professa a mesma fé apostólica de S. Pedro. Em comunhão com todos os crentes professemos a nossa fé, rezando: Creio em um só Deus…

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Peçamos ao Senhor que nos dê um coração

Capaz de fazer subir até Ele as nossas preces e súplicas

Por todos os homens:

 

Não nos abandoneis, Senhor!

 

1.  Pela santa Igreja, alicerçada sobre a rocha de Pedro,

pelo Papa, bispos, presbíteros e catequistas

para que saibam transmitir a alegria da fé

Em Jesus Cristo nosso Salvador, oremos.

 

2.  Pelos que anunciam o Evangelho de Jesus

e pelos que pela idade já estão cansados e esgotados,

para que o amor de Deus os reanime, oremos.

 

3.  Pelos religiosos e religiosas

que contemplam o mistério da Santíssima Trindade

e pelas famílias cristãs onde todos os dias se dá glória e louvor a Deus, oremos.

 

4. Por todos os nossos familiares, amigos e benfeitores que já partiram,

para que descansem em paz, oremos.

 

Senhor Pai Santo,

Que fundastes a Igreja do vosso Filho

Sobre a rocha firme de Pedro e dos Apóstolos

Dai-nos a graça de permanecer na unidade da fé.

Por Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS 1(II)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que pelo único sacrifício da cruz, formastes para Vós um povo de adopção filial, concedei à vossa Igreja o dom da unidade e da paz. Por Nosso Senhor.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus!

Com Nossa Senhora contemplemos a misericórdia divina que nos enche de seus de bens. Jesus é o bem supremo. Ele vem até nós como o Pão vivo que permanece para a vida eterna! Agradeçamos.

 

Cântico da Comunhão: Tu és, Senhor, o bem maior, J. Santos, NRMS 46

Salmo 103, 13-15

Antífona da comunhão: Encheis a terra, Senhor, com o fruto das vossas obras. Da terra fazeis brotar o pão e o vinho que alegra o coração do homem.

 

Ou

Jo 6, 55

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, diz o Senhor, e Eu o ressuscitarei no último dia.

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me saborear, F. da Silva, NRMS 17

 

Oração depois da comunhão: Realizai em nós plenamente, Senhor, a acção redentora da vossa misericórdia e fazei-nos tão generosos e fortes que possamos ajudar-Vos em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Jesus também hoje nos pergunta: Quem sou eu para vós?

Com S. Pedro respondamos:

Senhor, eu creio que sois Cristo, o Filho de Deus vivo, o Salvador do mundo! 

 

Cântico final: Ide por todo o mundo, M. Luis, NCT 355

 

 

Homilias Feriais

 

21ª SEMANA

 

2ª Feira, 25-VIII: Oração de intercessão.

2 Tes 1, 1-5. 11-12 / Mt 23, 15-22

Cegos! Então que vale mais, a oferenda ou o altar, que tornou sagrada a oferenda?

Os fariseus davam mais importância às práticas exteriores do que às interiores (cf Ev). Pelo contrário, S. Paulo confia muito no valor da oração: «Que Ele faça, com o seu poder, se realizem plenamente os vossos bons propósitos» (Leit).

«Interceder, pedir os favores de outrem, é próprio dum coração conforme com a misericórdia de Deus. Na intercessão, aquele que ora não olha aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros, e chega até a rezar pelos que lhe fazem mal» (CIC, 2635).

 

3ª Feira, 26-VIII: A limpeza do interior.

2 Tes 2, 1-3. 13-16 / Mt 23, 23-26

Fariseu cego! Purifica primeiro o interior do copo e do prato, para o exterior ficar limpo também.

Os fariseus dedicavam mais atenção às aparências e descuidavam o mais importante: a limpeza do coração (cf Ev).

É muito importante a limpeza interior, porque os limpos de coração verão a Deus (cf Mt 5, 28). Pois é do coração do homem que procedem o egoísmo, os maus pensamentos, a cobiça, a inveja, etc. É também necessária esta limpeza para recebermos o Senhor dignamente na Eucaristia.

 

4ª Feira, 27-VIII: S. Mónica: A dignidade do trabalho.

2 Tes 3, 6-10. 16-18 / Mt 23, 27-32

Trabalhámos noite e dia de maneira esforçada e fatigante… Quisemos dar-vos a vós como exemplo

S. Paulo não se dedicava ao trabalho apenas para ocupar o tempo. Fazia-o com muito empenho e dedicação (cf Leit).

«O trabalho humano é um prolongamento da obra da criação. É um dever: ‘Se algum de vós não quer trabalhar também não coma’ (Leit). O homem colabora de certo modo como Filho de Deus na sua obra redentora. O trabalho pode ser um meio de santificação e uma animação das realidades temporais terrenas no Espírito de Cristo» (CIC, 2427). S. Mónica ofereceu todas as suas obras pela conversão do filho.

 

5ª Feira, 28-VIII: S. Agostinho: Cuidar a vigilância.

1 Cor 1, 1-9 / Mt 24, 42-51

Vigiai, porque não sabeis o dia em que virá o Senhor… Por isso, estai vós também preparados.

O mesmo apelo faz S. Paulo aos Coríntios: «Ele é que vos fará firmes até ao fim, irrepreensíveis no dia de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Leit).

Estaremos vigilantes quando nos esforçamos por melhorar a nossa própria vida: pela oração, pelo sacrifício, pelo cuidado das coisas pequenas (cf Ev). E também procurando melhorar a vida da sociedade, tornando-a mais humana e mais justa. S. Agostinho cuidou do seu rebanho e combateu fortemente os erros do seu tempo.

 

6ª Feira, 29-VIII: Martírio de S. João Baptista: Missão do Precursor.

Jer 1, 17-19 / Mc 6, 17-29

Ela voltou logo a toda a pressa para junto do rei…: Quero que me dês, sem demora, num prato, a cabeça de João Baptista.

«(João Baptista) precedendo Jesus, ´com o espírito e o poder de Elias’, dá testemunho d’Ele pela sua pregação, pelo seu baptismo de conversão e, finalmente, pelo seu martírio (cf Ev)» (CIC, 523).

Na sua pregação nunca temeu ninguém, nem o poderoso Herodes. Para isso o preparou o Senhor: «Não tremas diante daqueles a quem te envio» (Leit). Orientou a pregação para a conversão, como fez Jesus na sua 1ª mensagem pública: «Convertei-vos e acreditai no Evangelho».

 

Sábado, 30-VIII: O tempo, tesouro de Deus.

1 Cor 1, 26-31 / Mt 25, 14-30

Muito bem, excelente e fiel servidor! Como foste fiel em pouca coisa à testa de muita coisa te hei-de colocar.

Deus concedeu-nos muitos talentos (cf Ev): a inteligência, a capacidade de amar e de tornar felizes os outros, os bens temporais.

Ele espera que os saibamos administrar muito bem, aproveitando o tempo da nossa vida, para crescermos nas nossas virtudes, ajudarmos os outros e construirmos uma sociedade mais justa. Não deixemos de recorrer, com humildade, á sua ajuda pois «o que é fraco aos olhos do mundo é que Deus escolheu» (Leit).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           José Roque

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 


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