Virgem Santa Maria Rainha

22 de Agosto de 2008

 

Memória

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Gloriosa Rainha do mundo, C. Silva, NRMS 75

cf. Salmo 44, 10

Antífona de entrada: A vossa direita, Senhor, está a Rainha, revestida de beleza e de glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Igreja celebra hoje a festa de Nossa Senhora Rainha. Aquela que seguiu de perto o Seu Filho Jesus Cristo, assumiu, pelo constante e visível testemunho, um estilo de serviço, amor e entrega.

Rainha que nos leva a compreender que todas as suas capacidades e todos os seus dons são colocados inteiramente em benefício e serviço do Povo de Deus.

Como reza a Ladainha, tantos são os seus sinais da sua realeza: Rainha da Paz, Rainha da Família… E essa multifacetada realeza faz-nos gozar a Sua presença, protecção e estímulo a uma vida de entrega a Cristo e aos irmãos.  

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que nos destes a Mãe do vosso Filho como nossa Mãe e Rainha, fazei que, protegidos pela sua intercessão, alcancemos no Céu a glória prometida aos vossos filhos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Que maravilhosa profecia vai ser proclamada!

Em estilo eivado de esperança; em profecia da vida que irrompe vencedora; em alegria messiânica já sentida, eis o Menino que nasce para nós!

 

Isaías 9, 1-6

1O povo que andava nas trevas viu uma grande luz para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar. 2Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos. 3Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor. 4Todo o calçado ruidoso da guerra e toda a veste manchada de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão pasto das chamas. 5Porque um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. Tem o poder sobre os ombros e será chamado «Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz». 6O seu poder será engrandecido numa paz sem fim, sobre o trono de David e sobre o seu reino, para o estabelecer e consolidar por meio do direito e da justiça, agora e para sempre. Assim o fará o Senhor do Universo.

 

Este belíssimo texto é um trecho do chamado livro do Emanuel (Is 7 – 12), onde, em face da iminência de várias guerras, se abrem horizontes de esperança, que se projectam em tempos vindouros, muito para além das soluções empíricas e imediatas: é a utopia messiânica de paz e alegria que veio a ter o seu pleno cumprimento com a vinda de Cristo ao mundo.

2 «Uma luz começou a brilhar». Esta luz é o «menino» (v. 5) que nasce para nós na noite de Natal, «a luz do mundo» (cf. Jo 8, 12; 1, 5.9).

4 «Como no dia de Madiã». Referência à grande vitória de Gedeão sobre os madianitas, que se conta no livro dos Juizes, cap. 7.

7 O «poder» e a «paz sem fim» serão garantidos para o trono de David pelo Menino de predicados divinos verdadeiramente surpreendentes (v. 5) que, embora em termos semelhantes aos dos soberanos egípcios e assírios, suplantam os predicados de qualquer rei empírico, e correspondem ao mistério de Jesus, Deus feito homem.

 

Salmo Responsorial    Sl 112 (113), 1-2.3-4.5-6.7-8 (R. 2)

 

Monição: Somos convidados a louvor sem fim a ousadia do Nosso Deus. Louvemos o nosso Deus feito Homem a incentivar uma visão nova de todas as coisas.

 

Refrão:         Bendito seja o nome do Senhor para sempre.

Ou:                Aleluia.

 

Louvai ao Senhor, servos do Senhor,

louvai o nome do Senhor.

Bendito seja o nome do Senhor,

agora e para sempre.

 

Desde o nascer ao pôr do sol,

seja louvado o nome do Senhor.

O Senhor domina sobre todos os povos,

a sua glória está acima dos céus.

 

Quem se compara ao Senhor, nosso Deus,

que tem o seu trono nas alturas,

e Se inclina lá do alto,

a olhar o céu e a terra?

 

Levanta do pó o indigente

e tira o pobre da miséria,

para o fazer sentar com os grandes,

com os grandes do seu povo.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 1, 28

 

Monição: O Sim de Maria marca definitivamente as pessoas e a história. Este sim ainda hoje exerce fecundidade em multidões de homens e mulheres. N’Ela se iniciou um reinado radicalmente novo.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco

bendita sois Vós entre as mulheres.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 26-38

Naquele tempo, 26o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. 27O nome da Virgem era Maria. 28Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». 29Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. 30Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David 33reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». 34Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». 35O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. 36E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril 37porque a Deus nada é impossível». 38Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor faça-se em mim segundo a tua palavra».

 

A narrativa da Anunciação reveste-se de uma densidade tal que cada palavra encerra uma riqueza e profundidade impressionante, o que condiz bem com o acontecimento mais transcendente da História, o preciso momento em que, com o sim da Virgem Maria, o Eterno entra no tempo, o Criador se faz criatura.

26 «O Anjo Gabriel». O mesmo que anunciou a Zacarias o nascimento de João. Já era conhecido o seu nome no A.T. (Dan 8, 16-26; 9, 21-27). O seu nome significa «homem de Deus» ou também «força de Deus».

28 Coadunando-se com a transcendência da mensagem, a tripla saudação a Maria é absolutamente inaudita:

«Ave»: Vulgarizou-se esta tradução, correspondente a uma saudação comum (como ao nosso «bom dia»; cf. Mt 26, 49), mas que não parece ser a mais exacta, pois Lucas, para a saudação comum usa o semítico «paz a ti» (cf. Lc 10, 5); a melhor tradução é «alegra-te» – a tradução literal do imperativo grego khaire –, de acordo com o contexto lucano de alegria e com a interpretação patrística grega, não faltando mesmo autores modernos que vêm na saudação uma alusão aos convites proféticos à alegria da «Filha de Sião» (Sof 3, 14; Jl 2, 21-23; Zac 9, 9).

Ó «cheia de graça»: Esta designação tem muita força expressiva, pois está em vez do nome próprio, por isso define o que Maria é na realidade. A expressão portuguesa traduz um particípio perfeito passivo que não tem tradução literal possível na nossa língua: designa Aquela que está cumulada de graça, de modo permanente; mais ainda, a forma passiva parece corresponder ao chamado passivo divino, o que evidencia a acção gratuita, amorosa, criadora e transformante de Deus em Maria: «ó Tu a quem Deus cumulou dos seus favores». De facto, Maria é a criatura mais plenamente ornada de graça, em função do papel a que Deus A chama: Mãe do próprio Autor da Graça, Imaculada, concebida sem pecado original, doutro modo não seria, em toda a plenitude, a «cheia de graça», como o próprio texto original indica.

«O Senhor está contigo»: a expressão é muito mais rica do que parece à primeira vista; pelas ressonâncias bíblicas que encerra, Maria é posta à altura das grandes figuras do Antigo Testamento, como Jacob (Gn 28, 15), Moisés (Ex 3, 12) e Gedeão (Jz 6, 12), que não são apenas sujeitos passivos da protecção de Deus, mas recebem uma graça especial que os capacita para cumprirem a missão confiada por Ele.

Chamamos a atenção para o facto de na última edição litúrgica ter sido suprimido o inciso «Bendita es tu entre as mulheres», pois este não aparece nos melhores manuscritos e pensa-se que veio aqui parar por arrasto do v. 42 (saudação de Isabel). A Neovulgata, ao corrigir a Vulgata, passou a omiti-lo.

29 «Perturbou-se», ferida na sua humildade e recato, mas sobretudo experimentando o natural temor de quem sente a proximidade de Deus que vem para tomar posse da sua vida (a vocação divina). Esta reacção psicológica é diferente da do medo de Zacarias (cf. Lc 1, 12), pois é expressa por outro verbo grego; Maria não se fecha no refúgio dos seus medos, pois nela não há qualquer espécie de considerações egoístas, deixando-nos o exemplo de abertura generosa às exigências de Deus, perguntando ao mensageiro divino apenas o que precisa de saber, sem exigir mais sinais e garantias como Zacarias (cf. Lc 1, 18).

32-33 «Encontraste graça diante de Deus»: «encontrar graça» é um semitismo para indicar o bom acolhimento da parte dum superior (cf. 1 Sam 1, 18), mas a expressão «encontrar graça diante de Deus» só se diz no A. T. de grandes figuras, Noé (Gn 6, 8) e Moisés (Ex 33, 12.17). O que o Anjo anuncia é tão grandioso e expressivo que põe em evidência a maternidade messiânica e divina de Maria (cf. 2 Sam 7, 8-16; Salm 2, 7; 88, 27; Is 9, 6; Jer 23, 5; Miq 4, 7; Dan 7, 14).

34 «Como será isto, se Eu não conheço homem?» Segundo a interpretação tradicional desde Santo Agostinho até aos nossos dias, tem-se observado que a pergunta de Maria careceria de sentido, se Ela não tivesse antes decidido firmemente guardar a virgindade perpétua, uma vez que já era noiva, com os desposórios ou esponsais (erusim) já celebrados (v. 27). Alguns entendem a pergunta como um artifício literário e também «não conheço» no sentido de «não devo conhecer», como compete à Mãe do Messias (cf. Is 7, 14). Pensamos que a forma do verbo, no presente, «não conheço», indica uma vontade permanente que abrange tanto o presente como o futuro. Também a segurança com que Maria aparece a falar faz supor que José já teria aceitado, pela sua parte, um matrimónio virginal, dando-se mutuamente os direitos de esposos e renunciando a consumar a união; mas nem todos os estudiosos assim pensam, como também se vê no recente e interessante filme Figlia del suo Figlio.

35 «O Espírito Santo virá sobre ti…». Este versículo é o cume do relato e a chave do mistério: o Espírito, a fonte da vida, «virá sobre ti», com a sua força criadora (cf. Gn 1, 2; Salm 104, 30) e santificadora (cf. Act 2, 3-4); «e sobre ti a força do Altíssimo estenderá a sua sombra» (a tradução litúrgica «cobrirá» seria de evitar por equívoca e pobre; é melhor a da Nova Bíblia da Difusora Bíblica: «estenderá sobre Ti a sua sombra»); o verbo grego (ensombrar) é usado no A. T. para a nuvem que cobria a tenda da reunião, onde a glória de Deus estabelecia a sua morada (Ex 40, 34-36); aqui é a presença de Deus no ser que Maria vai gerar (pode ver-se nesta passagem um fundamento bíblico para o título de Maria, «Arca da Aliança»).

«O Santo que vai nascer…». O texto admite várias traduções legítimas; a litúrgica, afasta-se tanto da da Vulgata, como da da Neovulgata; uma tradução na linha da Vulgata parece-nos mais equilibrada e expressiva: «por isso também aquele que nascerá santo será chamado Filho de Deus». I. de la Potterie chega a ver aqui uma alusão ao parto virginal de Maria: «nascerá santo», isto é, não manchado de sangue, como num parto normal. «Será chamado» (entenda-se, «por Deus» – passivum divinum) «Filho de Deus», isto é, será realmente Filho de Deus, pois o que Deus chama tem realidade objectiva (cf. Salm 2, 7).

38 «Eis a escrava do Senhor…». A palavra escolhida na tradução, «escrava» talvez queira sublinhar a entrega total de Maria ao plano divino. Maria diz o seu sim a Deus, chamando-se «serva do Senhor»; é a primeira e única vez que na história bíblica se aplica a uma mulher este apelativo, como que evocando toda uma história maravilhosa de outros «servos» chamados por Deus que puseram a sua vida ao seu serviço: Abraão, Jacob, Moisés, David… É o terceiro nome com que Ela aparece neste relato: «Maria», o nome que lhe fora dado pelos homens, «cheia de graça», o nome dado por Deus, «serva do Senhor», o nome que Ela se dá a si mesma.

«Faça-se…». O «sim» de Maria é expresso com o verbo grego no modo optativo (génoito, quando o normal seria o uso do modo imperativo génesthô), o que põe em evidência a sua opção radical e definitiva, o seu vivo desejo (matizado de alegria) de ver realizado o desígnio de Deus.

 

Sugestões para a homilia

 

«O Povo que andava nas trevas viu uma grande luz».

«(…) Para o fazer sentar com os grandes (…)».

«(…) faça-se em mim segundo a tua palavra».

«O Povo que andava nas trevas viu uma grande luz».

Numa azáfama incrível que devora as energias, divide fileiras, dispersa talentos, bloqueia a acção simples e eficaz de Deus, esgotam-se os líderes e as massas.

É quase a tentação de se forjar um «exército” forte à maneira das máquinas e empresas do mundo: «Jugo que pesa; madeiro sobre ombros; bastão do opressor; calçado ruidoso de guerra; veste manchada de sangue».

Nesta lógica da «força, do poder, da carreira» se despreza e se sente vergonha do frágil, do pequeno e do simples.

Os sinais que Deus nos oferece são um menino que nasce para nós. Havemos de voltar à simplicidade, à paz, à inocência. Havemos de beber do Espírito Santo que permite descobrir a Maravilha do Nosso querido Deus no rosto sorridente de Seu Filho a pedir-nos o nosso sorriso, expressão de amor. Nesta lógica, a de Deus, podemos ser luz eficaz para o mundo actual.

Sem Cristo, Menino que nasce para nós, tudo, segundo Paulo, foi considerado lixo.

«(…) Para o fazer sentar com os grandes (…)».

Nos sinais de Deus, hoje, há um apelo a acreditar na força transformadora dos pequeninos. Os pequeninos são hoje preteridos ou perseguidos em todos os campos.

Só Deus sabe a força renovadora que os pequeninos possuem. Esses pequeninos que oram, se sacrificam, amam, adoram e esperam, como crianças! E não se deixam enganar por uma «máquina pesada» de esquemas, sem vida, sem amor, sem profetismo. Eles proclamam simplesmente que não são os esquemas, «as máquinas» e a mera reflexão que salva, mas Cristo tocado, visto, escutado e partilhado, que salva.

Importa sempre voltar à conversão, a um esforço por dizer não ao pecado. Importa voltar à espiritualidade fecunda de Cristo. Importa acreditar no Espírito Santo que faz sentar os pequenos com os grandes do seu povo.

Importa colocar Maria como referência do serviço e do discipulado.

«(…) faça-se em mim segundo a tua palavra».

Nossa Senhora inicia o seu papel de Rainha nesta disponibilidade e entrega, neste sim total e incondicional.

Ainda hoje este seu sim é muito fecundo. Na Igreja e no Mundo a sua fecundidade é de tal ordem que por Ela multidões de homens e mulheres se aproximam de Deus. Multidão de religiosos(as), sacerdotes e leigos encontram referência e ajuda para amar e servir a Deus e aos irmãos.

Na nossa vida pastoral concreta, Maria de Nazaré, continua com enorme eficácia. Ela trabalha imenso! A força do seu sim e da Sua maternidade fecundíssima é bem notória.

Também Maria de Nazaré espera de nós e da Igreja a disponibilidade e o serviço.

Que ecoe dentro de nós e da Igreja o convite feito em Fátima: conversão, oração, penitência. Assim o Seu Coração Imaculado triunfará. E deixemos os pequenos sentarem-se entre os grandes do seu povo! Para que aportem a simplicidade e a humildade tão necessária, hoje! E sinal fecundo da presença de Deus em ambiente fraternal!

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Por intercessão da Virgem cheia de graça,

que Deus Pai todo-poderoso

quis que fosse a Mãe do seu Filho,

digamos (ou: cantemos):

 

R. Iluminai-nos, Senhor, com a luz de Cristo.

Ou: Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

Ou: Interceda por nós a Mãe do Verbo de Deus.

 

1.  Para que os cristãos sejam um só coração e uma só alma

e perseverem em oração com Maria, Mãe de Jesus,

oremos, irmãos.

 

2.  Para que os pais fomentem nos seus lares

o amor e a santidade da Família de Nazaré,

oremos, irmãos.

 

3.  Para que Deus robusteça a esperança

dos que sofrem, como a Virgem Maria, junto à cruz,

oremos, irmãos.

 

4.  Para que os responsáveis pelas nações e suas leis

respeitem a vida humana e não desprezem os pequeninos,

Oremos, irmãos.

 

5.  Para que os casais jovens, as famílias e os idosos

vejam em Cristo a salvação

que Deus nos deu e haja entre todos o carinho,

a compreensão, a alegria e o testemunho,

oremos, irmãos.

 

6.  Para que as crianças sejam acolhidas com amor,

e venham a conhecer e a amar o Deus maravilhoso

revelado em Jesus Cristo, Seu Filho e Filho de Maria,

oremos, irmãos.

 

7.  Para que os nossos defuntos possam contemplar

Aquela que Deus coroou como Rainha,

Oremos, irmãos.

 

 

Concedei, Senhor, ao vosso povo,

Por intercessão da Virgem Santa Maria,

Mãe da misericórdia e Rainha dos céus,

as graças que Vos pede com humildade.

Por Jesus Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Ó Maria concebida sem pecado, M. Simões, NRMS 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Ao celebrarmos a memória da Virgem Santa Maria, nós Vos oferecemos, Senhor, os nossos dons e Vos pedimos que venha em nosso auxílio o vosso Filho feito homem, que a Vós Se ofereceu na cruz como oblação imaculada. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora.

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento CT

 

Monição da Comunhão

 

Maria não está connosco para ser admirada, embora seja admirada pelos anjos, pelos santos, e por todos nós. Mas Ela quer que a imitemos na vida e nas virtudes.

Em cada Eucaristia, Cristo, se torna presença em mim, Maria pede-nos que tamanho gesto de misericórdia de Deus seja por nós acolhido na graça de Deus, no louvor e agradecimento e no compromisso concreto com o projecto de salvação de Jesus Cristo, seu Filho.

 

Cântico da Comunhão: O Senhor fez em mim maravilhas, Az. Oliveira, NRMS 45

cf. Lc 1,45

Antífona da comunhão: Bendita sejais, ó Virgem Maria, que acreditastes na palavra do Senhor.

 

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais com este sacramento celeste, ao venerarmos a memória da Virgem Santa Maria, concedei-nos a graça de tomar parte no banquete do reino dos Céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Só Cristo é verdadeira Luz.

Ele derruba o mundo orgulhoso e soberbo que teima em construir-se à margem de Deus e que projecta trevas, escravidão, opressão, guerra.

Aceitando o reino de Deus como uma criança, na simplicidade e na pequenez, como fez Maria de Nazaré, permitiremos que esse reino fecunde em todos os ambientes.

 

Cântico final: Glória da humanidade, A. Cartageno, NRMS 101

 

 

Homilia Ferial

 

Sábado, 23-VIII: Humildade e espírito de serviço.

Ez 43, 1-7 / Mt 23, 1-12

Aquele que for o maior entre vós será vosso servo. Quem se elevar será humilhado e quem se humilhar será elevado.

Os escribas e fariseus procuravam apenas a sua própria glória (cf Ev). Pelo contrário, a glória de Deus deve estar presente em todas as nossas acções (cf Leit)

O Senhor ensinou-nos a sermos humildes e a servirmos o próximo: o Filho do homem não veio para ser servido mas para servir. Ajudamos os outros quando manifestamos compreensão pelos seus defeitos; quando somos cordiais no nosso trabalho; quando transmitimos à nossa volta um ambiente de paz e alegria.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Armando Rodrigues Dias

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                       Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 


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