Assunção da Virgem Santa Maria

Missa da Vigília

14 de Agosto de 2008

 

Solenidade

 

Esta Missa utiliza-se na tarde do dia 14 de Agosto, antes ou depois das Vésperas I da solenidade.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus te salve, claro exemplo, M. Carneiro, NRMS 81

 

Antífona de entrada: Grandes coisas se dizem de Vós, ó Virgem Santa Maria, que hoje fostes exaltada sobre os coros dos Anjos e triunfais com Cristo para sempre.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Virgem Santa Maria é feliz por muitas razões. Cristo, porém, apresenta esta: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática». Alegremo-nos neste dia da sua glorificação.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que, olhando para a humildade da Virgem Maria, a elevastes à dignidade de ser Mãe do Verbo Encarnado e neste dia a coroastes de glória, concedei-nos, por sua intercessão, que, salvos pelo mistério da redenção, mereçamos ser por Vós glorificados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A arca do Senhor, em movimento, simboliza a entrada de Nossa Senhora no Céu em corpo e alma.

 

1 Crónicas 15, 3-4.15-16 16, 1-2

Naqueles dias, 3David reuniu em Jerusalém todo o povo de Israel, a fim de trasladar a arca do Senhor para o lugar que lhe tinha preparado. 4Convocou também os descendentes de Aarão e os levitas. 15Os levitas transportaram então a arca de Deus, por meio de varas que levavam aos ombros, conforme tinha ordenado Moisés, segundo a palavra do Senhor. 16David ordenou aos chefes dos levitas que dispusessem os seus irmãos cantores, para que, acompanhados por instrumentos de música – cítaras, harpas e címbalos – , entoassem as suas alegres melodias. 1Assim trasladaram a arca de Deus e colocaram-na no meio da tenda que David mandara levantar para ela. 2Depois ofereceram, diante de Deus, holocaustos e sacrifícios de comunhão. Quando David acabou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios de comunhão, abençoou o povo em nome do Senhor.

 

A liturgia vê no solene e festivo transporte da Arca da Aliança de Quiriat-Iarim para a cidade de Jerusalém, conquistada aos jebuseus por David, a figura da entrada de Maria, em corpo e alma, no Céu. A Arca era o símbolo da presença de Deus no meio do seu povo. A Igreja louva Maria com o título de Arca da Aliança. Há exegetas que vêem na visita da Virgem Maria a Isabel ressonâncias deste relato, que justificam este título bíblico atribuído à Virgem Maria.

 

Salmo Responsorial    Sl 131 (132), 6-7.9-10.13-14 (R. 8)

 

Monição: A glorificação de Jesus implica a glorificação de Sua Mãe.

 

Refrão:         Levantai-Vos, Senhor, e entrai no vosso repouso,

Vós e a arca da vossa majestade.

 

Ouvimos dizer que a arca estava em Éfrata,

encontrámo-la nas campinas de Jaar.

Entremos no seu santuário,

prostremo-nos a seus pés.

 

Revistam-se de justiça os vossos sacerdotes,

exultem de alegria os vossos fiéis.

Por amor de David, vosso servo,

não afasteis o rosto do vosso Ungido.

 

O Senhor escolheu Sião,

preferiu-a para sua morada:

«É este para sempre o lugar do meu repouso,

aqui habitarei, porque o escolhi».

 

Segunda Leitura

 

Monição: A vitória sobre o pecado e a morte veio por Cristo, que nasceu da Virgem Maria.

 

1 Coríntios 15, 54b-57

Irmãos: 54bQuando este nosso corpo mortal se tornar imortal, então se realizará a palavra da Escritura: «A morte foi absorvida na vitória. 55Ó morte, onde está a tua vitória? Ó morte, onde está o teu aguilhão?». 56O aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a Lei. 57Mas dêmos graças a Deus, que nos dá esta vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

56 «O aguilhão da morte é o pecado». S. Paulo apresenta a morte personificada, a picar com o ferrão, isto é, a exercer o seu domínio sobre a humanidade: ao sermos feridos pelo pecado, morremos. Como se vê, isto está dito de modo figurado. «A força do pecado é a Lei». A Lei de Moisés, ao tornar mais patentes as obrigações, sem conceder a força para fazer o bem, dava força ao pecado, isto é, tornava-se ocasião de pecado (cf. Rom 7, 7-8).

57 «A vitória por N. S. J. Cristo»: Jesus, dando pleno cumprimento à Lei antiga, que exigia a morte do pecador, não só venceu a morte com a sua própria morte, como também arrebatou à morte o seu poder mortífero – «o aguilhão» –, isto é, o pecado, que feria a humanidade e a submetia à morte.

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 11, 28

 

Monição: Também nós, com a ajuda de Nossa Senhora, poremos na prática a palavra de Deus.

 

Aleluia

 

Cântico: Az. Oliveira, NRMS 36

 

Felizes os que ouvem a palavra de Deus

e a põem em prática.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 11, 27-28

27Naquele tempo, enquanto Jesus falava à multidão, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». 28Mas Jesus respondeu: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

 

Com este episódio começa a ter efectivação a previsão de Maria: todas as gerações me hão-de chamar bem-aventurada (Lc 1, 48).

Jesus não contradiz o belo elogio dirigido a sua Mãe, mas aproveita a ocasião para fazer ver que o que importa aos seus ouvintes não são os laços de sangue, mas que ouçam e cumpram a Palavra de Deus. Pode ver-se aqui um elogio que Jesus faz ao fiat («faça-se») de Maria (cf. Lc 1, 38).

 

Sugestões para a homilia

 

A festa promovida por David na trasladação da arca do Senhor teve pormenores de relevo.

David preocupou-se com reunir em Jerusalém todo o povo de Israel. Convocou os que deviam transportar a arca. Organizou o grupo de cantores e tocadores de cítaras, harpas e címbalos, para entoarem as suas alegres melodias. Depois ofereceram holocaustos e sacrifícios de comunhão. David, finalmente, abençoou o povo em nome do Senhor.

É caso para perguntar: como preparámos a Solenidade da Senhora da Assunção? Como a viveremos? Sempre que participamos numa Eucaristia não sejamos espectadores.

A Senhora da Assunção aprecia o nosso carinho, a nossa entrega e sobretudo o compromisso de adorar, agradecer. Pedir perdão e novas graças à Santíssima Trindade.

As graças de Deus e as bênçãos da Santíssima Virgem acompanhar-vos-ão no final desta Eucaristia.

 

Que recomendações nos faz hoje a Virgem Maria?

O Santo Evangelho alerta-nos para duas coisas.

A primeira é o elogio daquela mulher que se dirige a Cristo nestes termos: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito».

Esta mulher estava encantada com a pessoa de Jesus e acaba por dizer coisas lindas da Sua Mãe. Enaltece o Filho de Deus, que se fez homem no ventre de Maria, e bate palmas a Nossa Senhora.

Mas o elogio de Jesus é mais sublime: «Mais felizes os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

Vê-se que o elogio é para todos que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.

Mas a Senhora da Assunção, levada ao Céu em corpo e alma, foi o grande modelo da escuta da palavra de Deus (que conservava e meditava em seu coração) e a punha em prática.

Que importância damos nós à palavra de Deus?

Peçamos a graça de ouvir a palavra de Deus e de a pôr em prática. Esta é a melhor prenda a oferecer à Senhora da Assunção.

 

Fala o Santo Padre

 

«Nossa Senhora, mostra-se como ‘sinal de esperança certa’ para todos os cristãos na peregrinação terrena.»

 

Na hodierna solenidade da Assunção contemplamos o mistério da passagem de Maria deste mundo para o Paraíso: celebramos, poderíamos dizer, a sua «páscoa». Como Cristo ressuscitou dos mortos com o seu corpo glorioso e subiu ao Céu, assim a Virgem Santa, a Ele plenamente associada, foi elevada à glória celeste com toda a sua pessoa. Também nisto, a Mãe seguiu mais de perto o seu Filho e precedeu todos nós. Ao lado de Jesus, novo Adão, que é «a primícia» dos ressuscitados (cf. 1 Cor 15, 20.23). Nossa Senhora, nova Eva, mostra-se como «primícia e imagem da Igreja» (Prefácio), «sinal de esperança certa» para todos os cristãos na peregrinação terrena (cf. Lumen gentium, 68).

A festa da Assunção, tão querida à tradição popular, constitui para todos os crentes uma ocasião útil para meditar acerca do sentido verdadeiro e sobre o valor da existência humana na perspectiva da eternidade. Queridos irmãos e irmãs, é o Céu a nossa habitação definitiva. Dali Maria encoraja-nos com o seu exemplo a aceitar a vontade de Deus, a não nos deixarmos seduzir pelas chamadas falazes de tudo o que é efémero e passageiro, a não ceder às tentações do egoísmo e do mal que apagam no coração a alegria da vida.

 

Papa Bento XVI, Angelus, Solenidade da Assunção, 15 de Agosto de 2005

 

Oração Universal

Ver Missa do Dia

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Avé Maria, Senhora, F. da Silva, NRMS 81

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, este sacrifício de reconciliação e de louvor que celebramos na Assunção da Santa Mãe de Deus, para que alcancemos o perdão dos pecados e vivamos em contínua acção de graças. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio próprio, como na Missa seguinte.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Para cumprirmos a palavra de Deus, comunguemos com frequência.

 

Cântico da Comunhão: Como é admirável Senhor, F. dos Santos, NCT 257

cf. Lc 11, 27

Antífona da comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.

 

Cântico de acção de graças: O meu espírito exulta, C. Silva, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, que nos fizestes participar na mesa celeste, ouvi benignamente as nossas súplicas e livrai de todo o mal aqueles que celebram a Assunção da Mãe de Deus. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Com a bênção de Nossa Senhora, vamos fazer a vontade de Deus.

 

Cântico final: Avé Maria, farol do mar, Az. Oliveira, NRMS 73-74

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Adriano Teixeira

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 

 


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