Transfiguração do Senhor

6 de Agosto de 2008

 

Festa

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Resplandeça sobre nós, S. Marques, NRMS 102

cf. Mt 17, 5

Antífona de entrada: O Espírito Santo apareceu numa nuvem luminosa e ouviu-se a voz do Pai: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências. Escutai-O.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos hoje a Transfiguração do Senhor no alto do monte Tabor: O Espírito Santo apareceu numa nuvem luminosa e ouviu-se a voz do Pai: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências. Escutai-O».

Procuremos, pois, escutar o Senhor: Ele é a Palavra do Pai dirigida a todos os homens, seus filhos.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito confirmastes os mistérios da fé com o testemunho da Lei e dos Profetas e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita, fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho, mereçamos participar na sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Na visão do Profeta Daniel aparece sobre as nuvens do Céu Alguém semelhante a um filho do homem, a quem foi entregue o poder, a honra e a realeza…Esse Alguém é, sem lugar a dúvidas, o próprio Jesus Cristo.

 

Daniel 7, 9-10.13-14

9Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. As suas vestes eram brancas como a neve e os cabelos como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. 10Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos. 13Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. 14Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, que nunca passará, e o seu reino jamais será destruído.

 

A leitura é tirada da 2ª parte do livro de Daniel, a parte profética (7 – 12). Temos aqui a descrição, em estilo apocalíptico, do julgamento divino, com três quadros: a apresentação do Juiz, Deus, (vv. 9-10); a destruição do reino inimigo (vv. 11-12, omitidos nesta leitura); e o estabelecimento do reino de Deus (vv. 13-14).

9-10 «Um Ancião» (à letra, «o Antigo em dias»): é uma forma antropomórfica de falar de Deus eterno (cf. 36, 26; Salm 101[102], 25-26; Is 41, 4). A alvura dos cabelos não significa velhice, mas glória e luminosidade. As torrentes de fogo que saem do trono podem simbolizar o poder divino para destruir os seus inimigos (v. 11; cf. Is 26, 11). Dado o estilo apocalíptico desta passagem, não se pode partir deste texto para fazer um cálculo, ainda que meramente aproximado, do número dos Anjos: «miríades de miríades» (=10.000 vezes 10.000) é um superlativo hebraico para indicar um número incontável (nós diríamos, «aos milhões», mas este numeral não existe em hebraico nem em grego).

13 Alguém semelhante a um filho de homem. Os exegetas, partindo da análise do contexto (vv. 18.22-27), dizem que o sentido literal directo desta expressão visa não um indivíduo singular, mas o povo dos «santos do Altíssimo» (v. 18). Contudo, como sucede frequentemente, o que é dito em geral acerca de todo o povo entende-se, de um modo eminente (sentido eminente), como referido a uma personagem singular, nomeadamente o chefe do povo, neste caso o próprio Messias. O judaísmo assim o entendeu, e o próprio Jesus (cf. Mt 24, 30; 26, 64); discute-se, porém, se «Filho do Homem» é um verdadeiro título cristológico (assim parece em Lc 1, 32-33; Mt 8, 20; 24, 30; 26, 64; Apoc 1, 7; 14, 14) ou uma maneira discreta de Jesus se referir a si mesmo (uma figura chamada asteísmo: o filho do homem equivalendo a este homem); uma coisa, porém, é certa: este não era um título com que Jesus fosse tratado nem pelo povo da Palestina, nem pela Igreja primitiva. Os que o entendem como um título cristológico sublinham o seu carácter simultaneamente humilde e glorioso, humano e divino.

 

Salmo Responsorial    Sl 96 (97), 1-2.5-6.9 e 12 (R. 1a.9a)

 

Monição: Este salmo que vamos meditar ´e um hino de louvor à realeza de Jesus Cristo, constituído Senhor do Céu e da Terra.

 

Refrão:         o Senhor é rei,

                      o Altíssimo sobre toda a terra.

 

O Senhor é rei: exulte a terra,

rejubile a multidão das ilhas.

Ao seu redor, nuvens e trevas;

a justiça e o direito são a base do seu trono.

 

Derretem-se os montes como cera

diante do Senhor de toda a terra.

Os céus proclamam a sua justiça

e todos os povos contemplam a sua glória.

 

Vós, Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a terra,

estais acima de todos os deuses.

Alegrai-vos, ó justos, no Senhor

e louvai o seu nome santo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Pedro confirma a fé dos primeiros cristãos, falando da Divindade de Cristo e dizendo o que viu e ouviu no monte santo do Tabor, como testemunha ocular da Majestade divina de Jesus.

 

2 São Pedro 1, 16-19

Caríssimos: 16Não foi seguindo fábulas ilusórias que vos fizemos conhecer o poder e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas por termos sido testemunhas oculares da sua majestade. 17Porque Ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da sublime glória de Deus veio esta voz: «Este é o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha complacência». 18Nós ouvimos esta voz vinda do céu, quando estávamos com Ele no monte santo. 19Assim temos bem confirmada a palavra dos Profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção, como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até que desponte o dia e nasça em vossos corações a estrela da manhã.

 

Neste trecho é aduzido como argumento de credibilidade a favor do anúncio da «vinda» gloriosa (parusia) de Jesus o facto de Pedro ter sido testemunha (com outros dois Apóstolos: cf. Mt 17, 1-18 par) da sua glória divina, que brilhou sobrenaturalmente quando os três estavam com Ele «no monte santo». A parusia era negada pelos trocistas visados na carta, mais adiante (cf. 3, 3-4). O texto não perde a sua força, mesmo que ele tenha sido redigido, depois da morte do Príncipe dos Apóstolos, por algum seu discípulo e continuador, como hoje muitos pensam.

Com a Transfiguração, «ficou bem confirmada a palavra dos Profetas», que anunciaram a vinda gloriosa do Messias no fim dos tempos: a Transfiguração foi uma visão antecipada da glória da parusia. Essa palavra da Sagrada Escritura, a que devemos prestar atenção, «brilha como uma lâmpada em lugar escuro» (v. 19).

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 17, 5c

 

Monição: Aclamemos o Senhor: Ele é verdadeiramente o Filho amado do Pai, a Quem devemos escutar e seguir fielmente, se quisermos um dia entrar na glória de Deus.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação ao Evangelho-1, F. Silva, NRMS 50-51

 

Este é o meu Filho muito amado,

no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 17, 1-9

1Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João seu irmão e levou-os, em particular, a um alto monte 2e transfigurou-Se diante deles: o seu rosto ficou resplandecente como o sol e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. 3E apareceram Moisés e Elias a falar com Ele. 4Pedro disse a Jesus: «Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». 5Ainda ele falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra e da nuvem uma voz dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O». 6Ao ouvirem estas palavras, os discípulos caíram de rosto por terra e assustaram-se muito. 7Então Jesus aproximou-se e, tocando-os, disse: «Levantai-vos e não temais». 8Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus. 9Ao descerem do monte, Jesus deu-lhes esta ordem: «Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do homem ressuscitar dos mortos».

 

Em todos os três Sinópticos, não é sem razão que se estabelece uma das raras ligações cronológicas entre este relato e o relato da confissão de fé de Pedro e do 1º anúncio da Paixão e Morte de Jesus. É uma ligação de grande alcance teológico: por um lado, a fé de Pedro é confirmada e ilustrada de forma singular com a glória divina que Jesus manifesta na sua Transfiguração; por outro, indica-se que a Cruz é o caminho da glória, como para Jesus, assim para os seus discípulos (per crucem ad lucem).

1 «A um alto monte. Os Evangelhos não dizem o nome do monte que habitualmente se julga ser o Tabor, segundo uma tradição procedente do séc. IV, um monte situado a 10 km a Leste de Nazaré. Como este monte não é muito alto (apenas 560 m), há exegetas modernos que falam antes do Monte Hermon (2.759 m), junto a Cesareia de Filipe, região onde Jesus tinha estado, segundo os três sinópticos, uma semana antes.

Pedro, Tiago e João, são os três predilectos de Jesus, destinados a ser «colunas da Igreja» (Gál 2, 9) particularmente firmes, igualmente testemunhas da ressurreição da filha de Jairo (Mc 5, 37) e da agonia de Jesus no horto (Mt 26, 37), diríamos, uma espécie de núcleo duro. Jesus sabia que a sua Paixão e Morte lhes iria provocar um violentíssimo choque, por isso quer prepará-los para enfrentarem com fé e coragem tamanha provação: Pedro tinha acabado de confessar Jesus como «o Messias, o Filho de Deus vivo» (Mt 16, 16); Jesus tinha-o declarado «bem-aventurado» por essa confissão de fé, que afinal era muito frágil, pois, logo a seguir, perante o primeiro anúncio da Paixão, Jesus havia de o repreender pela sua visão humana (cf. Mt 16, 23).

3 «Moisés e Elias». São os dois maiores expoentes de toda a revelação do Antigo Testamento: representam a Lei e os Profetas a convergirem em Cristo.

9 «Não conteis a ninguém». Esta ordem enquadra-se na chamada «disciplina do segredo messiânico», que tinha por fim evitar uma exagerada exaltação do espírito dos Apóstolos; assim Jesus obviava a possíveis agitações populares que só viriam prejudicar e perturbar a sua missão. Em Marcos esta imposição do silêncio adquire um significado teológico muito particular.

 

Sugestões para a homilia

 

1. O filho do Homem.

2. Humilhado e glorioso.

3. Pela Cruz à Glória.

1. O Filho do Homem.

Para falar de Si, Jesus prefere usar o nome de «Filho do Homem»: a prova está em que nos Evangelhos se encontra esta expressão oitenta e duas vezes, sempre dita por Ele, como auto-designação de Si mesmo, numa clara alusão ao personagem celeste da visão do profeta Daniel e que aparece sobre as nuvens do Céu, como ouvimos na primeira leitura da Missa de hoje. A Ele foi entregue «o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, que nunca passará, e o seu reino jamais será destruído».

2. Humilhado e glorioso.

Denominando-se Filho do Homem, Jesus apresenta-se como Juiz e Salvador que há-de vir, no futuro, cheio de glória, mas que, agora, no presente, passará pela humilhação, perseguição e morte.

Para tirar do coração dos discípulos o escândalo da cruz e mostrar que devia realizar-se no corpo da Igreja o que de modo admirável resplandecia na sua Cabeça, Ele fez brilhar por breves momentos a luz da sua divindade na presença dos três Apóstolos predilectos, que, no Jardim das Oliveiras, seriam também testemunhas da sua humilhação.

Depois da morte e ressurreição de Cristo e com a vinda do Espírito Santo, os discípulos entenderam melhor e puderam constatar a verdade das suas palavras sobre a necessidade da cruz e do sofrimento como caminho para a glória.

3. Pela Cruz à Glória.

Moisés e Elias aparecem e falam com Jesus da sua morte que ia consumar-se em Jerusalém. Eles tinham visto a glória de Deus sobre a montanha. A Lei – simbolizada em Moisés – e os Profetas – representados por Elias – tinham anunciado os sofrimentos do Messias. A Paixão de Jesus é da vontade do Pai. O Filho age na qualidade de Servo de Deus. É necessário passar pela cruz para entrar na sua glória.

Também nós, seus discípulos, para podermos participar de sua Ressurreição e entrar na sua Glória, temos de escutar a sua voz que nos exorta a segui-Lo pelo caminho da cruz. S. Pedro, que no princípio se escandalizou com os sofrimentos de Cristo e com a sua Paixão, a ponto de ser repreendido duramente pelo Senhor, escreve mais tarde estas palavras, exortando os cristãos de todas as épocas: «Alegrai-vos em ser participantes nos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada a sua glória» (1 Ped 4, 13).

 

Fala o Santo Padre

 

«A Transfiguração é um sinal premonitório da glória de Cristo, que será completa, total e definitiva»

 

A Festa da Transfiguração, convida-nos a dirigir o olhar para «o alto», para o Céu. Na narração evangélica da Transfiguração no monte, é-nos dado um sinal premonitório, que nos permite lançar um rápido olhar para onde também nós, no final da nossa existência terrena, poderemos participar na glória de Cristo, que será completa, total e definitiva. Então todo o universo será transfigurado e realizar-se-á finalmente o desígnio divino da salvação. […]

 

Papa Bento XVI,  Angelus, 5 de Agosto de 2007

 

Oração Universal

 

Irmãos,

na festa da Transfiguração de Jesus Cristo,

que manifesta a sua divindade ao mundo,

oremos a Deus Pai todo-poderoso

pelo bem de todos os homens.

 

1.  Pelo Santo Padre, Bispos, Sacerdotes e Diáconos:

para que ao celebrar solenemente a glória do Filho de Deus,

encontrem a alegria na confissão da divindade de Cristo,

oremos ao Senhor.

 

2.  Pela paz e prosperidade de todo o mundo:

para que a fome, as calamidades e as guerras

se afastem dos povos,

oremos ao Senhor.

 

3.  Pelos doentes:

para que recuperem a saúde

e vivam alegres na esperança da vinda gloriosa de Cristo,

que transformará o nosso corpo corruptível

em corpo glorioso,

oremos ao Senhor.

 

4.  Pelos membros desta comunidade (paroquial):

para que Deus nos dê a graça de O servir neste mundo

e de contemplar a sua glória na eternidade,

oremos ao Senhor.

 

 

Abençoai, Deus de bondade, os vossos fiéis,

para que nunca se afastem da vossa vontade

e possam alegrar-se com os benefícios de Vós recebidos.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho

na unidade do Espírito santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Queremos ver transformados, Az. Oliveira, NRMS 17

 

Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, estes dons pelo mistério da transfiguração do vosso Filho e com o esplendor da sua glória purificai-nos das manchas do pecado. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Prefácio

 

O mistério da transfiguração

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Na presença de testemunhas escolhidas, Ele manifestou a sua glória e na sua humanidade, em tudo semelhante à nossa, fez resplandecer a luz da sua divindade para tirar do coração dos discípulos o escândalo da cruz e mostrar que devia realizar-se no corpo da Igreja o que de modo admirável resplandecia na sua cabeça.

Por isso exulta a Igreja em toda a terra e com os Anjos e os Santos proclama a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: «Da Missa de Festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

«Quando Cristo se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos na sua glória». A comunhão do seu Corpo e Sangue irá, pouco a pouco, transformar-nos interiormente e será penhor da vida eterna, na glória do Pai, como Ele mesmo nos prometeu.

 

Cântico da Comunhão: Em Vós Senhor está a fonte da vida, Az. Oliveira, NRMS 67

cf. 1 Jo 3,2

Antífona da comunhão: Quando Cristo Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos na sua glória.

 

Cântico de acção de graças: A terra inteira cante ao Senhor, B. Salgado, NRMS 5(II)

 

Oração depois da comunhão: O alimento celeste que recebemos, Senhor, nos transforme em imagem de Cristo, que no mistério da transfiguração manifestastes cheio de esplendor e de glória. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Sejamos em toda a parte a imagem de Cristo. Que todos possam sentir junto de nós esse bem-estar que levou S. Pedro a dizer, no cimo do monte Tabor: «Que bom é estramos aqui!». Que o nosso comportamento, que as nossas palavras, que as nossas atitudes sejam um testemunho vivo de Jesus Cristo, Salvador do mundo.

 

Cântico final: Glória a Jesus Cristo, Az. Oliveira, NRMS 92

 

Celebram neste dia o seu padroeiro todas as paróquias que têm como invocação o DIVINO SALVADOR.

Quando esta solenidade não ocorrer ao Domingo, proclama-se apenas uma das duas leituras aqui indicadas.

 

 

Homilias Feriais

 

5ª Feira, 7-VIII: A autoridade confiada a Pedro.

Jer 31, 31-34 / Mt 6, 13-23

Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra ficará ligado nos céus.

Jesus compromete-se com Simão Pedro: «Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as forças do Inferno não levarão a melhor contra ela» (Ev). E confia-lhe o poder das chaves, isto é, a autoridade para governar a Casa de Deus, que é a Igreja. Deus também se tinha comprometido a estabelecer uma Aliança nova com a casa de Israel: «Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo» (Leit).

Rezemos muito pelo Papa e seus colaboradores e procuremos ser muito dóceis aos seus ensinamentos, que recebem a autoridade de Jesus.

 

6ª Feira, 8-VIII: Afasta de mim o que me afasta de ti.

Naum 2, 1-3; 3, 1-3. 6-7 / Mt 16, 24-28

Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se arruinar a própria vida?

«A fé no Deus único leva-nos a usar de tal modo tudo quanto não for Ele, na medida em quem nos aproximar d’Ele, e a desprender-nos de tudo, na medida em que d’Ele nos afastar (cf Ev)» (CIC, 226).

Uma maneira concreta de afastar de nós o que afasta de Deus é procurarmos pegar na cruz de cada dia. S. Domingos combateu com êxito os erros dos albigenses. Assim procurou igualmente afastar esta heresia, que afastava de Deus.

 

Sábado, 9-VIII: S. Teresa Benedita da Cruz: O heroísmo de cada dia.

Os 2, 16. 21-22 / Mt 25, 1-13

À meia-noite, ouviu-se um brado: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.

Celebramos a festa de S. Teresa B. da Cruz, uma das três Padroeiras da Europa. Ao longo da sua vida foi preparando o encontro com o Senhor, enchendo de azeite (graça de Deus) a lâmpada da sua vida (cf Ev), que culminou no martírio.

A Europa precisa actualmente do testemunho de todos os seus filhos. Há uma maneira descuidada de percorrer os caminhos de Deus (das virgens insensatas) e uma maneira heróica (a das virgens prudentes), que consiste em viver com fidelidade as pequenas coisas de cada dia.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Alfredo Melo

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 


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