Assunção da Virgem Santa Maria

Missa da Vigília

14 de Agosto de 2004


Solenidade

Esta Missa utiliza-se na tarde do dia 14 de Agosto, antes ou depois das Vésperas I da solenidade.


RITOS INICIAIS


Cântico de entrada: Deus te salve, claro exemplo, M. Carneiro, NRMS 81


Antífona de entrada: Grandes coisas se dizem de Vós, ó Virgem Santa Maria, que hoje fostes exaltada sobre os coros dos Anjos e triunfais com Cristo para sempre.


Diz-se o Glória


Introdução ao espírito da Celebração


Celebremos com piedade filial e muita alegria a Vigília da Assunção gloriosa da Santíssima Virgem Maria ao Céu, em corpo e alma. O triunfo de Nossa Senhora é penhor da nossa própria glorificação.


Oração colecta: Senhor Nosso Deus, que, olhando para a humildade da Virgem Maria, a elevastes à dignidade de ser Mãe do Verbo Encarnado e neste dia a coroastes de glória, concedei-nos, por sua intercessão, que, salvos pelo mistério da redenção, mereçamos ser por Vós glorificados. Por Nosso Senhor...



Liturgia da Palavra


Primeira Leitura


Monição: A Arca da Aliança era para o Povo Hebreu um sinal da presença de Deus e penhor da sua especial protecção. Maria é a Arca da Nova Aliança, pois guardou no seu seio puríssimo o Filho de Deus feito Homem.


1 Crónicas 15, 3-4.15-16 16, 1-2

Naqueles dias, 3David reuniu em Jerusalém todo o povo de Israel, a fim de trasladar a arca do Senhor para o lugar que lhe tinha preparado. 4Convocou também os descendentes de Aarão e os levitas. 15Os levitas transportaram então a arca de Deus, por meio de varas que levavam aos ombros, conforme tinha ordenado Moisés, segundo a palavra do Senhor. 16David ordenou aos chefes dos levitas que dispusessem os seus irmãos cantores, para que, acompanhados por instrumentos de música – cítaras, harpas e címbalos – , entoassem as suas alegres melodias. 1Assim trasladaram a arca de Deus e colocaram-na no meio da tenda que David mandara levantar para ela. 2Depois ofereceram, diante de Deus, holocaustos e sacrifícios de comunhão. Quando David acabou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios de comunhão, abençoou o povo em nome do Senhor.


A liturgia vê no transporte da Arca da Aliança de Cariat-Jearim para a cidade de Jerusalém, conquistada aos Jebuseus por David, a figura da entrada de Maria, em corpo e alma, no Céu. A Arca era o símbolo da presença de Deus no meio do seu povo. A Igreja louva Maria com o título de Arca da Aliança. Há exegetas que vêem na visita da Virgem Maria a Isabel ressonâncias deste relato, que justificam este título bíblico.


Salmo Responsorial Sl 131 (132), 6-7.9-10.13-14 (R. 8)


Monição: O salmo que vamos meditar lembra-nos, de novo, a Arca da Aliança – título com que a Igreja louva a Virgem Maria. Ela é transportada para o Santuário do Senhor, no meio de grande alegria.


Refrão: Levantai-Vos, Senhor, e entrai no Vosso repouso,

Vós e a Arca da vossa majestade..


Ouvimos dizer que a Arca estava em Éfrata,

nós a encontrámos nas campinas de Jaar.

Entremos no santuário do Senhor,

prostremo-nos a Seus pés.


Revistam-se de justiça os Vossos sacerdotes,

Exultem de alegria os Vossos fiéis.

Por amor de David, Vosso servo,

não afasteis o rosto do Vosso Ungido.


O Senhor escolheu Sião,

preferiu-a para Sua morada.

«É este para sempre o lugar do Meu repouso,

aqui habitarei, pois o escolhi».


Segunda Leitura


Monição: A exaltação de Maria deve-se aos méritos de Jesus Cristo e à sua correspondência à graça. S. Paulo recorda-nos que, no fim dos tempos, também o «este nosso corpo corruptível ficará incorruptível, este nosso corpo mortal ficará imortal», se formos fiéis, a exemplo de Maria.


1 Coríntios 15, 54b-57

Irmãos: 54bQuando este nosso corpo mortal se tornar imortal, então se realizará a palavra da Escritura: «A morte foi absorvida na vitória. 55Ó morte, onde está a tua vitória? Ó morte, onde está o teu aguilhão?». 56O aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a Lei. 57Mas dêmos graças a Deus, que nos dá esta vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo.


56 «O aguilhão da morte é o pecado». S. Paulo apresenta a morte personificada, a picar com o ferrão, isto é, a exercer o seu domínio sobre a humanidade: ao sermos feridos pelo pecado, morremos. Como se vê, isto está dito de modo figurado. «A força do pecado é a Lei». A Lei de Moisés, ao tornar mais patentes as obrigações, sem conceder a força para fazer o bem, dava força ao pecado, isto é, tornava-se ocasião de pecado (cf. Rom 7, 7-8).

57 «A vitória por N. S. J. Cristo»: Jesus, dando pleno cumprimento à Lei antiga, que exigia a morte do pecador, não só venceu a morte com a sua própria morte, como também arrebatou à morte o seu poder mortífero – «o aguilhão» –, isto é, o pecado, que feria a humanidade e a submetia à morte.


Aclamação ao Evangelho Lc 11, 28


Monição: Unamo-nos a todas as gerações e proclamemos ditosa Aquela que o próprio Jesus exaltou, dizendo: «Felizes os que ouvem a palavra de Deus e a guardam».


Aleluia


Felizes os que ouvem a palavra de Deus

e a põem em prática.


Cântico: Az. Oliveira, NRMS 36



Evangelho


São Lucas 11, 27-28

27Naquele tempo, enquanto Jesus falava à multidão, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». 28Mas Jesus respondeu: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».


Com este episódio começa a ter efectivação a previsão de Maria: todas as gerações me hão-de chamar bem-aventurada (Lc 1, 48).

Jesus não contradiz o belo elogio dirigido a sua Mãe, mas aproveita a ocasião para fazer ver que o que importa aos seus ouvintes não são os laços de sangue, mas que ouçam e cumpram a Palavra de Deus. Pode ver-se aqui um elogio que Jesus faz ao «faça-se» de Maria (cf. Lc 1, 38).


Sugestões para a homilia


(Ver na Missa do Dia)


Oração Universal


(Ver na Missa do Dia)



Liturgia Eucarística


Cântico do ofertório: Avé Maria, Senhora, F. da Silva, NRMS 81


Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, este sacrifício de reconciliação e de louvor que celebramos na Assunção da Santa Mãe de Deus, para que alcancemos o perdão dos pecados e vivamos em contínua acção de graças. Por Nosso Senhor...


Prefácio próprio, como na Missa seguinte.


Santo: F. da Silva, NRMS 38


Monição da Comunhão


«Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna e Eu o ressuscitarei no último dia» – é a promessa do Senhor. O nosso corpo será também glorificado, se comungarmos o Corpo Santíssimo de Jesus, nascido para nós da Virgem Maria, penhor da eterna glória prometida.


Cântico da Comunhão: Como é admirável Senhor, F. dos Santos, NCT 257

cf. Lc 11, 27

Antífona da comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.


Cântico de acção de graças: O meu espírito exulta, C. Silva, NRMS 38


Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, que nos fizestes participar na mesa celeste, ouvi benignamente as nossas súplicas e livrai de todo o mal aqueles que celebram a Assunção da Mãe de Deus. Por Nosso Senhor...



Ritos Finais


Monição final


Elevemos instantes súplicas à Mãe de Deus, exaltada sobre todos os Anjos e Santos, para que interceda junto do Seu Filho por todos os homens, até que se reunam em paz e e harmonia no único Povo de Deus, para glória da Santíssima e indivisa Trindade (Cfr. LG. 69).


Cântico final: Avé Maria, farol do mar, Az. Oliveira, NRMS 73-74








Celebração e Homilia: Alfredo Almeida Melo

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha


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