aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

FRANÇA

 

COMEÇOU ANO JUBILAR

DAS APARIÇÕES DE LOURDES

 

O Santuário de Lourdes inaugurou no passado dia 8 de Dezembro, solenidade da Imaculada Conceição, o Ano Jubilar, com a chegada de 20 mil peregrinos para comemorar o 150.º aniversário das aparições da Virgem Maria.

 

São quatro as etapas do caminho proposto pela organização para o jubileu. A igreja onde Bernadette Soubirous (a quem a Virgem Maria apareceu) foi baptizada quando era criança, o lugar onde morava a sua família no momento das aparições, o Santuário com a gruta e a capela onde Bernadette fez a primeira comunhão.

Depois da Missa celebrada pelo Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Ivan Dias, cerca de 400 padres, bispos e cardeais abriram solenemente as portas de Saint-Michel, na entrada principal do Santuário.

Seguidamente, os fiéis participaram na procissão até à gruta, onde de 11 de Fevereiro a 16 de Julho de 1858 a jovem Bernadette Soubirous viu a Virgem 18 vezes.

Este jubileu será marcado até 8 de Dezembro de 2008 por festas litúrgicas e grandes encontros que culminarão com a visita do Papa Bento XVI, provavelmente em Outubro.

 

 

PERÚ

 

BISPOS APOSTAM NA

DOUTRINA SOCIAL PELA RÁDIO

 

Tornar o Compêndio da Doutrina Social da Igreja mais próximo da população é o objectivo da Comissão Episcopal de Comunicação Social da Conferência Episcopal Peruana. Para isso, está a desenvolver um projecto para a rádio.

 

Os programas de rádio da doutrina social são uma iniciativa que conta com a colaboração de quase 200 emissoras de rádio de tipo comercial, diocesana, paroquial e comunitária, espalhadas por todo o território nacional.

Trata-se de 112 pequenos programas e a sua difusão está programada para 16 semanas, podendo repetir-se os ciclos de emissão.

Ao dar a conhecer este projecto, D. Ricardo García, Bispo-Prelado de Yauyos e presidente da Comissão Episcopal de Comunicação Social, assinalou que o objectivo desta iniciativa é levar a todos os milhões de peruanos os ensinamentos do Compêndio da Doutrina Social da Igreja, e contribuir para uma sociedade mais justa e solidária.

Segundo o Bispo-Prelado, a rádio é um meio de fácil retransmissão para o país e para a América Latina, por ser mais pessoal e chegar directamente ao ouvinte.

 

 

FRANÇA

 

PRESIDENTE SARKOZY:

A LAICIDADE POSITIVA

 

Na tomada de posse simbólica como «Cónego honorário» da Basílica de Latrão, no passado dia 20 de Dezembro, o Presidente Sarkozy defendeu para a França uma laicidade positiva.

 

Depois da audiência com o Papa Bento XVI, pela manhã, e do encontro com o Secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, o Presidente da Republica francesa Nicolas Sarkozy participou, pela tarde, numa celebração de oração pela França, na Basílica de S. João de Latrão, onde tomou posse do título de «Cónego honorário». Trata-se de um privilégio concedido, em 1604, ao Rei Henrique IV e que perdura até hoje.

O discurso que pronunciou na Basílica de Latrão marca uma nova interpretação da «laicidade positiva», tanto na França como numa Europa que olha com reservas para as suas raízes cristãs. Sarkozy afirmou que a França só pode beneficiar-se por um reconhecimento efectivo do papel das correntes religiosas na vida pública e da sua colaboração para iluminar os problemas éticos.

Para Sarkozy, desde o baptismo do rei Clóvis, «a fé cristã influiu profundamente na sociedade francesa, na sua cultura, nas suas paisagens, na sua maneira de viver, na sua arquitectura, na sua literatura»; por isso, «as raízes da França são essencialmente cristãs».

A seguir, o Presidente francês expôs o seu entendimento acerca de uma «laicidade positiva» hoje. Por um lado, elogiou o regime francês de laicidade como liberdade para crer ou não crer, para praticar ou mudar de religião, para não ser discriminado pela Administração por motivos religiosos.

Por outro lado, admitiu que «a República tem interesse em que exista também uma reflexão moral inspirada em convicções religiosas»; porque «a moral laica corre o risco de se esgotar ou de se transformar em fanatismo quando não está fundamentada numa esperança que preencha a aspiração ao infinito», e também porque «uma moral sem laços com a transcendência está mais exposta às contingências históricas e a ceder com facilidade».

Sarkozy exprimiu o seu desejo do «advento de uma laicidade positiva, isto é, uma laicidade que, ao mesmo tempo que vela pela liberdade de pensar, de crer ou de não crer, não considere as religiões como um perigo, mas antes como uma vantagem».

«Não se trata – explicou – de modificar os grandes equilíbrios da lei de 1905», que rege na França a separação da Igreja e do Estado. «Trata-se, pelo contrário, de procurar o diálogo com as grandes religiões da França e de tender por princípio a facilitar a vida quotidiana das grandes correntes espirituais em lugar de tratar de a complicar».

 

 

INGLATERRA

 

A CONVERSÃO DE

TONY BLAIR

 

No passado dia 21 de Dezembro, o ex-Primeiro Ministro britânico Tony Blair, anglicano, foi recebido na Igreja católica pelo Cardeal Cormac Murphy-OConnor, arcebispo de Westminster e Primaz da Inglaterra e Gales.

 

A cerimónia da profissão de fé realizou-se na capela da Casa episcopal. O Cardeal declarou que, durante muito tempo, Tony Blair «assistira, regularmente, à missa, com a sua família e, nos últimos meses, seguira o programa de formação para se preparar para a plena comunhão».

Em Junho passado, pouco antes de expirar o seu mandato de mais de 10 anos como primeiro-ministro britânico, Tony Blair encontrou-se com Bento XVI. Segundo a imprensa britânica, o líder político considerava a visita ao Vaticano como uma boa oportunidade para anunciar a sua conversão à Igreja Católica. Ele teria sido aconselhado, porém, pelo Primaz católico da Inglaterra e Gales, que o acompanhava na viagem, a aguardar o fim do seu mandato político para divulgar uma decisão de carácter tão pessoal.

Tony Blair terá mantido durante anos o seu desejo de se converter ao Catolicismo – fé que professam a sua esposa Cherie Booth e os seus quatro filhos –, enquanto ocupava o cargo de Premier britânico.

Juntamente com o caso da duquesa de Kent, em 1994, é a conversão mais notória desde John Henry Newman, em 1845. Blair estudou em Oxford e ali experimentou um maior interesse pela religião. A sua posterior relação com Cherie, hoje sua mulher, levou-o a aprofundar mais.

Não faltaram comentários críticos, também por parte de católicos, pela posição mantida pelo governo de Blair em temas como o aborto ou a investigação com embriões, e a guerra no Iraque. Em Westminster aconselham a esperar para se ver as consequências da conversão.

 


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