Nossa Senhora de Lurdes

Dia Mundial do Doente

11 de Fevereiro de 2008

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Desde toda a eternidade, M. Carneiro, NRMS 18

Sedúlio

Antífona de entrada: Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Comemoramos as aparições de Nossa Senhora em Lurdes, a uma humilde pastora, o dogma da Imaculada Conceição e o triunfo da Mãe do Céu sobre o demónio.

É a Senhora, possui domínio sobre o mundo de Seus filhos; merece o nosso amor e obediência.

 

Oração colecta: Vinde em auxílio da nossa fraqueza, Senhor de misericórdia, e concedei que, celebrando a memória da Imaculada Mãe de Deus, sejamos purificados dos nossos pecados. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Compartilhemos a alegria da sincera amizade do respeito pela vida, valores e bens dos nossos irmãos.

 

Isaías 66, 10-14c

 

10Alegrai-vos com Jerusalém, exultai com ela, todos vós que a amais. Com ela enchei-vos de júbilo, todos vós que participastes no seu luto. 11Assim podereis beber e saciar-vos com o leite das suas consolações, podereis deliciar-vos no seio da sua magnificência. 12Porque assim fala o Senhor: «Farei correr para Jerusalém a paz como um rio e a riqueza das nações como torrente transbordante. Os seus meninos de peito serão levados ao colo e acariciados sobre os joelhos. 13Como a mãe que anima o seu filho, também Eu vos confortarei: em Jerusalém sereis consolados. 14Quando o virdes, alegrar-se-á o vosso coração e, como a verdura, retomarão vigor os vossos membros. A mão do Senhor manifestar-se-á aos seus servos».

 

O texto, faz parte dum discurso dotado de rara beleza poética, no final do livro de Isaías. Jerusalém, é apresentada como uma mãe, que com seus peitos sacia de consolação e deleite os seus filhos que regressam do exílio (vv. 10-11).

12-14 «A paz como um rio» é uma figura da paz messiânica que Cristo trouxe à «nova Jerusalém» que é «nossa Mãe», a Igreja (cf. Gal 4, 26-27), «o Israel de Deus» de que nos fala a 2.ª leitura de hoje (Gal 6, 16). «Meninos levados ao colo e acariciados…» À Virgem Maria, «tipo e figura da Igreja» (LG 63) aplicam-se com verdade estas palavras proféticas: Ela é Mãe que acaricia, anima, consola e alegra os seus meninos, necessitados e desvalidos.

 

Salmo Responsorial    Jud 13, l8bcde.19 (R. 15, 9d ou Lc 1, 42)

 

Monição: Dia mundial do doente; Maria no Calvário, sobretudo ao unir-se ao sofrimento e às humilhações do verbo feito carne, foi associada o mais intimamente possível à sua vitória sobre o demónio e o pecado.

 

Refrão:         Tu és a honra do nosso povo.

 

Ou:                Bendita sois Vós entre as mulheres.

 

Bendita sejas, minha filha, pelo Deus Altíssimo,

mais do que todas as mulheres da terra

e bendito seja o Senhor nosso Deus,

criador do céu e da terra.

 

Ele enalteceu de tal forma o teu nome

que nunca mais deixarão os homens

de celebrar os teus louvores

e recordarão eternamente o poder de Deus.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 1, 45

 

Monição: Cumprir a Lei do Senhor é viver em paz, em segurança.

 

Cântico: Aleluia, M. Simões, NRMS 9(II).

 

Bendita sejais, ó Virgem Santa Maria,

que acreditastes na palavra do Senhor.

 

 

Evangelho

 

São João 2, 1-11

 

Naquele tempo, 1realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus. 2Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento. 3A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho». 4Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». 5Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser». 6Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, levando cada uma de duas a três medidas. 7Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água». Eles encheram-nas até acima. 8Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa». E eles levaram. 9Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, – ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam – chamou o noivo 10e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior. Mas tu guardaste o vinho bom até agora». 11Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu início aos seus milagres. Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n’Ele.

 

O evangelista não visa contar o modo como Jesus resolveu um problema numas bodas, mas centra-se na figura de Jesus, que «manifestou a sua glória», donde se seguiu que «os discípulos acreditaram n’Ele» (v. 11). Toda a narração converge para as palavras do chefe da mesa ao noivo: «Tu guardaste o melhor vinho até agora!» (v. 10). Esta observação encerra um sentido simbólico; o próprio milagre é um «sinal» (v. 11), um símbolo ou indício duma realidade superior a descobrir, neste caso: quem é Jesus. Podemos pressentir a típica profundidade de visão do evangelista, que acentua determinados pormenores pelo significado profundo que lhes atribui. O vinho novo aparece como símbolo dos bens messiânicos (cf. Is 25, 6; Joel 2, 24; 4, 18; Am 9, 13-15), a doutrina de Jesus, que vem substituir a sabedoria do A. T., esgotada e caduca. A abundância e a qualidade do vinho – 6 (=7-1) vasilhas [de pedra] «de 2 ou 3 metretas» (480 a 720 litros) – é um dado surpreendente, que ilustra bem como Jesus veio «para que tenham a vida e a tenham em abundância» (Jo 10, 10; cfr Jo 6, 14: os 12 cestos de sobras). O esposo das bodas de Caná sugere o Esposo das bodas messiânicas, o responsável pelo sucedido: n’Ele se cumprem os desposórios de Deus com o seu povo (cf. Is 54, 5-8; 62, 5; Apoc 19, 7.9; 21, 2; 22, 17).

Também se pode ver, na água das purificações rituais que dão lugar ao vinho, um símbolo da Eucaristia – o sangue de Cristo –, que substitui o antigo culto levítico, e pode santificar em verdade (cf. Jo 2, 19.21-22; 4, 23; 17, 17). Há quem veja ainda outros simbolismos implícitos: como uma alusão ao Matrimónio e mesmo à Ressurreição de Jesus, a plena manifestação da sua glória, naquele «ao terceiro dia» do v. 1 (que não aparece no texto da leitura).

Por outro lado, também se costuma ver aqui o símbolo do papel de Maria na vida dos fiéis (cf. Apoc 19, 25-27; 12, 1-17), Ela que vai estar presente também ao pé da Cruz (Jo 19, 25-27): «e estava lá a Mãe de Jesus» (v. 1). Ao contrário dos Sinópticos, nas duas passagens joaninas fala-se da Mãe de Jesus, como se Ela não tivesse nome próprio; é como se o seu ser se identificasse com o ser Mãe de Jesus, a sua grande dignidade. Trata-se de duas menções altamente significativas: os capítulos 2 e 19 aparecem intimamente ligadas precisamente pela referência à «hora» de Jesus, numa espécie de inclusão de toda a vida de Cristo. Ela não é mais um convidado numas bodas; é uma presença actuante e com um significado particular, nomeada por três vezes (vv. 1.3.5), atenta ao que se passa: dá conta da situação irremediável, intervém e fala, quando o milagre que manifesta a glória de Jesus podia ser relatado sem ser preciso falar da sua Mãe, mas Ela é posta em foco.

1 «Caná»: só S. João fala desta terra (cf. 4, 46; 21, 2), habitualmente identificada com Kefr Kenna, a 7 Km a NE de Nazaré, o lugar de peregrinação, mas as indicações de F. Josefo fazem pensar antes nas ruínas de Hirbet Qana, a 14 Km a N de Nazaré.

3 «Não têm vinho». A expressão costuma entender-se como um pedido de milagre. A exegese moderna tende a fixar-se em que a frase não passa duma forma de pôr em relevo uma situação irremediável, de molde a fazer sobressair o milagre. Mas, sendo a Mãe de Jesus a chamar a atenção para o problema, consideramos que Ela é apresentada numa atitude de oração. Com efeito, a oração de súplica e de intercessão não consiste em exercer pressão sobre Deus, para O convencer, mas é colocar-se na posição de necessitado e mendigo perante Deus, é pôr-se a jeito para receber os seus dons. A intercessão de Maria consiste em pôr-se do nosso lado, em vibrar connosco, de modo que fique patente a nossa carência e se dilate a nossa alma para nos dispormos a receber os dons do Céu. Ela aparece aqui como ícone da autêntica oração de súplica e de intercessão; e é lícito pensar que isto não é alheio à redacção joanina, pois o milagre acaba por se realizar na sequência da intervenção da Mãe de Jesus (mesmo que alguns não considerem primigénio o diálogo dos vv. 3-4).

4 «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». A expressão «que a Mim e a Ti?» (ti emoi kai soi?) é confusa, pois pode significar concordância – «que desacordo há entre Mim e Ti?» –, ou então recusa – «que de comum [que acordo] há entre Mim e Ti?». Sendo assim, a expressão «ainda não chegou a minha hora», presta-se a diversas interpretações, conforme o modo de entender «a hora»: ou a hora de fazer milagres, ou a hora da Paixão. Para os que a entendem como a de fazer milagres, uns pensam que Jesus se escusa: «que temos que ver com isso Tu e Eu? (=porque me importunas?), com efeito ainda não chegou a minha hora», e só a insistência de Maria é que levaria à antecipação desta hora; ao passo que outros (E. Boismard, na linha de alguns Padres) entendem a frase como de um completo acordo: «que desacordo há entre Mim e Ti? porventura já não chegou a minha hora?»; assim se justificaria melhor a ordem que Maria dá aos serventes. Para os que entendem «a hora» como a da Paixão, também as opiniões de dividem acerca de como entender a resposta de Jesus; para uns, significaria acordo, como se dissesse: «que desacordo há entre Mim e Ti? com efeito, ainda não chegou a minha hora, a de ficar sem poder; por isso não há dificuldade para o milagre» (Hanimann); para outros, que entendem a hora do Calvário como a hora da glorificação de Jesus, de manifestar a sua glória, dando o Espírito, a expressão quer dizer: «que temos a ver Tu e Eu, um com o outro?» («que tenho Eu a ver contigo?»), uma expressão demasiado forte, a mesma que é posta na boca dos demónios (cf. Mc 5, 7; 1, 24). Com uma expressão tão contundente, a redacção joanina põe em evidência a atitude de Jesus, que, longe de ser ofensiva para a sua Mãe, o que pretende é mostrar a independência de Jesus relativamente a qualquer autoridade terrena, incluindo a materna (Gächter). Mas o apelo para que Maria não intervenha tem um limite: é apenas até que chegue a hora de Jesus; até lá, tem de ficar na penumbra (o que é confirmado pelas ditas «passagens anti-marianas»: Lc 2, 49; 8, 19-21 par; 11, 27-28). Então Ela vai estar como a nova Eva, a Mãe da nova humanidade, ao lado do novo Adão, junto à árvore da Cruz, daí que seja chamada «Mulher» em Jo 19, 26, como nas Bodas de Caná.

 

Sugestões para a homilia

 

«O primeiro amor do mundo» conta-nos a união verificada entre a vida de Cristo e a de Maria. Na verdade os quinze mistérios que, até aqui, constituíam o rosário – gozosos, dolorosos e gloriosos – constituem a breve descrição da sua vida terrestre contida no Credo:

o nascimento,

a luta

e a vitória.

Equivale a dizer respectivamente:

nasceu da Virgem Maria,

padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado,

ao terceiro dia ressuscitou dos mortos

 

O curso da vida é um género de salada, em combinações e misturas formando cadeia de vários elos em sequência inseparável:

alegrias de um nascimento e juventude,

lutas da maturidade contra as paixões e o mal,

a esperança da glória no céu.

 

Coloquemos os olhos em nós, na nossa vida; olhemos a Mãe do Céu, a Sua graça, a vida imaculada dela e a nossa, filhos de Eva. O nosso recurso, no presente é invocá-la como na Salvé Rainha: socorro dos doentes, rogai por nós...

Ó Maria concebida sem pecado...

Assim nos associamos às festas de N.ª Sr.ª de Lurdes.

 

 

Oração Universal

 

 

Elevemos irmãos, as nossas súplicas s Deus pai;

E por intercessão da gloriosa sempre Virgem Maria

invoquemos a misericórdia divina para as necessidades de todos os homens.

 

1.  Para que a Igreja, esposa de Cristo

conserve a firmeza da fé,

a alegria da esperança e o ardor da caridade,

 

2.  Para que a Rainha da Paz e Mãe da Igreja

alcance de Deus a solidariedade entre os povos

e inspire sentimentos de paz a todos os homens.

 

3.  Para que todos quantos choram neste vale de lágrimas

sintam a protecção da Mãe de misericórdia

e se vejam livres de toda a ansiedade.

 

4.  Pela unidade de todos os que crêem em Cristo:

para que a bem-aventurada Virgem Maria

reuna todos os seus filhos no seu amor materno.

 

5.  Pelos jovens e pelos adolescentes:

para que à imitação da Virgem Imaculada

guardem firmemente a pureza da sua vida

e cheguem à verdadeira santidade.

 

Ouvi Deus de bondade, as orações do vosso povo: dignai-vos atender as súplicas

que vos dirigimos em nossas necessidades, e que humildemente depositamos nas mãos de Maria,

Mãe de Vosso Filho, N.S.J.C., que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O Sanctissima, Mel. Seciliana-M. Faria, NRMS 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Venha, Senhor, em nosso auxílio o vosso Filho feito homem; Ele, que ao nascer da Virgem Maria, não diminuiu, antes consagrou a integridade de sua Mãe, nos purifique das nossas culpas e Vos torne agradável a nossa oblação. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora: p. 486 [644-756] e pp. 487-490

 

Santo: Santo F. da Silva, 1 (I).

 

Monição da Comunhão

 

Jesus na Sua divina misericórdia enriquece-nos de graças gratuitamente para alcançarmos os bens eternos, a salvação; aproximemo-nos da mesa eucarística, auxiliados pela Mãe do Céu, o auxílio dos Cristãos.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, eu creio que sois Cristo, F. da Silva, NRMS 67

cf. Lc 11, 27

Antífona da comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes neste sacramento celeste, fazei que, celebrando com alegria a festa da Virgem Santa Maria, imitemos as suas virtudes e colaboremos generosamente no mistério da nossa redenção. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A confiança na protecção da Mãe, que tantas coisas boas nos ensinou, garante-nos a eficácia contra os males.

 

Cântico final: Avé Maria farol do mar, Az. Oliveira, NRMS 73-74.

 

 

Homilias Feriais

 

1ª SEMANA

 

feira, 12-II: O Pai-nosso e o seu cumprimento.

Is 55, 10-11 / Mt 6, 7-15

Orai, pois deste modo: Pai-nosso, que estais nos Céus…

Na Quaresma preparamo-nos para receber abundantes graças de Deus (como a chuva e a neve que descem do céu: cf. Leit), através de uma oração confiada ao nosso Pai do Céu (cf. Ev).

As Leituras de hoje recordam-nos duas petições. A primeira «seja feita a vossa vontade», que exige que acolhamos a palavra de Deus e a cumpramos. A segunda «perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos…»: o perdão é a condição fundamental da reconciliação dos filhos de Deus com o seu Pai e dos homens entre si (cf. CIC, 2844).

 

feira, 13-II: Conversão e penitência.

Jon 3, 1-10 / Lc 11, 29-32

Ergue-te e vai à cidade de Nínive e proclama-lhe a mensagem que te direi.

Os habitantes da cidade de Nínive aceitaram bem a mensagem de conversão, que lhes foi dirigida pelo Senhor, através do profeta Jonas (cf. Leit e Ev).

Há um sacramento que renova o apelo de Jesus à conversão: «É o chamado sacramento da conversão, porque realiza sacramentalmente o apelo de Jesus à conversão e o esforço de regressar à casa do Pai, do qual o pecador se afastou pelo pecado. É chamado o sacramento da penitência, porque consagra uma caminhada pessoal e eclesial de conversão, de arrependimento e de satisfação …» (CIC, 14239).

 

feira, 14-II: S. Cirilo e Metódio: A reevangelização da Europa.

Act 13, 46-49 / Lc 10, 1-9

Designou o Senhor setenta e dois discípulos e mandou-os em missão dois a dois… a todas as cidades e lugares.

Os discípulos enviados (cf. Ev) foram rejeitados em muitos lugares e, por isso, foi necessário que se dirigissem para os pagãos (cf. Leit).

Esta cena repetiu-se no século IX com os irmãos Cirilo e Metódio, que foram enviados a evangelizar os povos eslavos. Além de uma intensa actividade evangelizadora, conseguiram também preparar os textos litúrgicos em língua eslava, pondo à disposição daqueles povos a riqueza da palavra de Deus. Peçamos-lhes que todos os países da Europa acolham a palavra de Deus.

 

feira, 15-II: Reconciliação com Deus e com o próximo.

Ez 18, 21-28 / Mt 5, 20-26

E se o pecador se arrepender de todas as faltas que tiver cometido… há-de viver e não morrerá.

A Quaresma é um tempo de reconciliação com Deus, de arrependimento, de caminho que conduz à vida (cf. Leit).

A conversão do coração tem muito que ver com a caridade, pois devemos reconciliar-nos com o irmão antes de apresentarmos a nossa oferta no altar (cf. Ev): «Deus não aceita o sacrifício do dissidente e manda-o retirar-se do altar e reconciliar-se primeiro com o irmão: só com orações pacíficas se podem fazer as pazes com Deus. O maior sacrifício para Deus é a nossa paz, a concórdia fraterna…» (CIC, 2845).

 

Sábado, 16-II: Caminhos de perfeição.

Deut 26, 16-19 / Mt 5, 43-48

Haveis, pois, de ser perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial.

Ouçamos o que espera de nós o nosso Pai do Céu nesta Quaresma: a nossa perfeição (cf. Ev).

Um dos caminhos para nos aperfeiçoarmos é o cumprimento dos mandamentos: «tens de seguir os seus caminhos, cumprir as suas leis, preceitos e sentenças, e escutar a sua voz» (Leit). O outro é a vivência heróica da caridade: amar os inimigos e rezar por eles: «O Evangelho leva a Lei à sua plenitude, pela imitação perfeita do Pai celeste… pelo perdão dos inimigos e pela oração pelos perseguidores à maneira da generosidade divina (cf. Ev)» (CIC, 1968).

 

 

 

Celebração e Homilia:                     Ferreira de Sousa

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:          Nuno Romão

Sugestão Musical:    Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial