Santa Maria Mãe de Deus

D. M. da Paz

01 de Janeiro de 2008

Na Oitava do Natal do Senhor



RITOS INICIAIS


Cântico de entrada: Nós Te cantamos, M. Borda, NRMS 10 (II)

Sedúlio

Antífona de entrada: Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.


Ou: cf. Is 9, 2.6; Lc 1, 33

Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor. O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. E o seu reino não terá fim.


Diz-se o Glória.


Introdução ao espírito da Celebração


Ao saudarmos as pessoas de família, amigas e conhecidas, neste primeiro dia, desejamos-lhe um bom Ano Novo.

Também a Igreja o quer para nós e, por isso, convida-nos a percorrê-lo guiados e conduzidos por Nossa Senhora, como filhos pequeninos, pela mão da sua mãe.

Ela tem por missão guiar-nos, porque é Mãe Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem e, por isso, nossa Mãe também.


Acto penitencial


Nesta encruzilhada da vida, em que um ano acaba e outro começa, vemos certamente que nem tudo, no ano que findou, correu à medida dos nossos desejos e, muito, menos, segundo os desejos do Senhor.

Num breve exame de consciência, encontramos passos mal dados, erros e omissões.

De tudo isto peçamos humilde mente perdão ao Senhor, confiados na Sua misericórdia infinita.


Oração colecta: Senhor nosso Deus, que, pela virgindade fecunda de Maria Santíssima, destes aos homens a salvação eterna, fazei-nos sentir a intercessão daquela que nos trouxe o Autor da vida, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.



Liturgia da Palavra


Primeira Leitura


Monição: O Senhor ensina a Moisés, seu irmãos Aarão e aos seus descendentes, as palavras com que hão-de abençoar o Povo de Deus. A invocação desta bênção equivale à renovação da Aliança.

Na tríplice bênção podemos ver, depois da luz do Novo testamento, uma alusão velada ao mistério da Santíssima Trindade.


Números 6, 22-27

22O Senhor disse a Moisés: 23«Fala a Aarão e aos seus filhos e diz-lhes: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo: 24‘O Senhor te abençoe e te proteja. 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. 26O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz’. 27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei».


24-26 Esta é uma bênção própria da liturgia judaica, ainda hoje usada. É tripla e crescente: com três palavras a primeira; com 5 palavras e com 7 as seguintes (no original hebraico). A tríplice invocação do Senhor, faz-nos lembrar a bênção da Igreja, em nome das Três Pessoas da SS. Trindade.

Quando, ao começar o ano civil, nos saudamos desejando Ano Novo feliz, aqui temos as felicitações, isto é, as bênçãos que o Senhor – e a Igreja – nos endereça.


Salmo Responsorial Salmo 66 (67), 2-3.5.6 e 8 (R. 2a)


Monição: Israel usava este Salmo para agradecer a colheita de um ano e pedir novas bênçãos para o futuro.

É, pois, uma oração muito apropriada para este primeiro dia do ano em que desejamos agradecer ao Senhor todos os benefícios recebidos durante o ano que findou e imploramos novas bênçãos para o ano que dá os primeiros passos.

Cantemos:


Refrão: Deus Se compadeça de nós

e nos dê a sua bênção.


Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,

resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.

Na terra se conhecerão os seus caminhos

e entre os povos a sua salvação.


Alegrem-se e exultem as nações,

porque julgais os povos com justiça

e governais as nações sobre a terra.


Os povos Vos louvem, ó Deus,

todos os povos Vos louvem.

Deus nos dê a sua bênção

e chegue o seu temor aos confins da terra.


Segunda Leitura


Monição: S. Paulo explica aos cristãos da Galácia o mistério da Redenção. Quando chegou a hora planeada por Deus, o Pai enviou o Seu Filho para nos salvar, assumindo a natureza humana e nascido de uma Mulher.

Devemos ao sim de Maria na Anunciação, pelo qual ela se tornou Mãe de Deus, a nossa felicidade de sermos filhos de Deus, e podermos tratar a Deus por Pai, Abba! (Papá).


Gálatas 4, 4-7

Irmãos: 4Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, 5para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adoptivos. 6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: «Abbá! Pai!». 7Assim, já não és escravo, mas filho. E, se és filho, também és herdeiro, por graça de Deus.


O texto escolhido para hoje corresponde à única vez que S. Paulo, em todas as suas cartas, menciona directamente a Virgem Maria. Não deixa de ser interessante a alusão à Mãe de Jesus, sem mencionar o pai, o que parece insinuar a maternidade virginal de Maria.

5 Segundo o pensamento paulino, Cristo, sofrendo e morrendo, satisfaz as exigências punitivas da Lei, que exigia a morte do pecador; assim «resgatou os que estavam sujeitos à Lei» e mereceu-nos vir a ser filhos adoptivos de Deus. O Natal é a festa do nascimento do Filho de Deus e também a da nossa filiação divina.

6 «Abbá». Porque somos realmente filhos de Deus, podemos dirigirmo-nos a Ele com a confiança de filhos pequenos e chamar-Lhe, à maneira das criancinhas: «Papá». «Abbá» é o diminutivo carinhoso com que ainda hoje, em Israel, os filhos chamam pelo pai (abbá). S. Paulo, escrevendo em grego e para destinatários que na maior parte não sabiam hebraico, parece querer manter a mesma expressão carinhosa e familiar com que Jesus se dirigia ao Pai, a qual teria causado um grande impacto nos próprios discípulos, porque jamais um judeu se tinha atrevido a invocar a Deus desta maneira; esta é a razão pela qual a tradição não deixou perder esta tão significativa palavra original de Jesus.


Aclamação ao Evangelho Hebr 1, 1-2


Monição: Depois de nos ter falado muitas vezes por meio dos profetas, nestes tempos novos que nos é dado viver, o Pai falou-nos pelo Seu próprio Filho.

Abramos o coração para acolher a Palavra de Deus e para a seguir na vida com fidelidade.


Aleluia


Cântico: Aclamação – 3, F. da Silva, NRMS 50-51


Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais pelos Profetas.

Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por seu Filho.



Evangelho


São Lucas 2, 16-21

Naquele tempo, 16os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. 18E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. 19Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração. 20Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado. 21Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno.


Texto na maior parte coincidente com o do Evangelho da Missa da Aurora do dia de Natal (ver notas supra).

21 Repetidas vezes se insiste em que o nome de Jesus é um nome designado por Deus: o nome, etimologicamente, significa aquilo que Jesus é na realidade, «Yahwéh que salva».


Sugestões para a homilia


Ao colocar no calendário litúrgico a solenidade da Maternidade Divina de Nossa Senhora, a Igreja assegura-nos as bênçãos e protecção d’Aquela que, sendo Mãe de Deus, é também nossa Mãe.

Mãe de Jesus

A maternidade é uma das maiores maravilhas que Deus criou sobre a terra. Pode realizar-se de dois modos: fisicamente, concebendo uma criança e dando-a à luz; e espiritualmente, pela virgindade por amor do Reino dos Céus.

Maria reúne em si estes dois ideais: é Virgem – ao conceber Jesus, ao dá-l’O à luz e durante o resto da vida – e Mãe.


O dom da maternidade. A mãe é uma fonte inesgotável de amor, de carinho e de generosidade.

É também para os filhos uma promessa de segurança para todas as horas; a conselheira dos momentos difíceis; e aquela que nunca perde a esperança perante a doença ou outro qualquer mal de um filho, mesmo quando todos os outros já a perderam.

O filho, desde o primeiro momento da sua existência no seio materno, fica na total dependência dela. Confia-se inteiramente aos seus braços e sente junto dela uma especial segurança, talvez pela experiência inconsciente vivida nos primeiros dias da sua vida.

(O demónio procura destruir a figura da mãe pelo aborto e pelas tristes notícias que a Comunicação Social nos traz, tentando apagar a beleza que o Senhor deixou ao criá-la).


Maria, Mãe de Jesus. Deus quis ter na terra uma Mãe e confiou-Se ao seu carinho, na Sua vida na terra.

Escolheu-A e enriqueceu-A com todos os dons. (Que faria cada um de nós se pudesse dar à sua mãe tudo quanto deseja?)

Fê-l’A Imaculada desde a sua Conceição, ou seja, ilibou-A de toda a mancha do pecado original e encheu-A de graça santificante; preservou-A de toda a mancha durante a sua caminhada na terra; elevou-A gloriosa ao Céu em corpo e alma.

Entregou nas suas mãos maternais todos os tesouros que nos deseja conceder. Tudo o que nos vem do Céu passa pela sua oração e pelas suas mãos. Concede-lhe tudo o que Ela pede para nós, porque Maria conforma-se inteiramente com a vontade de Deus a nosso respeito. A Igreja invoca-A como a omnipotência suplicante.


A maternidade divina de Maria foi revelada por Deus. O Arcanjo S. Gabriel diz-lho claramente: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus» (Lc 1, 35).

Isabel exclama, ao receber o seu abraço de felicitações: «Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 43).

Também um grupo de mulheres que ouviam a pregação de Jesus A aclamaram como Mãe d’Ele: «Bendito o ventre que Te trouxe e os peitos que Te amamentaram». (Lc 11, 27).

Por isso, quando um herege levantou a voz para negar esta verdade de fé, a Igreja reuniu o Concílio de Éfeso e proclamou a maternidade divina de Maria, enchendo de alegria todo o povo. Conta-nos S. Cirilo de Alexandria : «todo o povo da cidade de Éfeso, desde as primeiras horas da manhã até à noite, permaneceu ansioso à espera da resolução… Quando se soube que o autor das blasfémias tinha sido deposto, todos ao mesmo tempo começamos a glorificar a Deus e a aclamar o Sínodo, porque tinha caído o inimigo da fé. Apenas saídos da igreja, fomos acompanhados com tochas a nossas casas. Era de noite: toda a cidade estava alegre e iluminada:» (S. Cirilo de Alexandria, Epistolæ XXIV (PG 77, 138).


Maternidade dolorosa. Jesus pesou nos braços e no coração da Sua Mãe mais do que qualquer outro filho, para lhe dar a possibilidade de se enriquecer de merecimentos.

Sofreu com a agonia de José que não compreendia o mistério da sua maternidade virginal, até que um Anjo o esclareceu em sonhos.

Fugiu apressadamente para o Egipto, livrando Jesus da morte programada por Herodes, conhecendo o desconforto e a escassez do exílio.

Procurou, aflita, com José, durante três dias, o Menino que ficara no templo, por vontade do Pai.

Viu-O partir para a Vida Pública, remetendo-se , possivelmente, à situação de viúva sozinha.

Sofreu na Paixão de Jesus, ao vê-l’O morrer insultado pelos homens, e sem que A deixassem guardar, como recordação, as vestes do Filho.

Viu-se forçada a fugir de Jerusalém para o estrangeiro, por causa da perseguição aos primeiros cristãos.

Maria, nossa Mãe

Quando aceitou ser Mãe de Jesus, Maria acolheu-nos a todos como nossa Mãe.


Uma verdade de fé. Pelo Baptismo fomos intrinsecamente transformados, tornámo-nos «nova criatura», animados pela vida de Deus – a graça santificante – e membros do Corpo de Jesus Cristo. Deste modo, participamos na sua mesma vida.

Jesus proclamou solenemente esta maternidade universal de Nossa Senhora do alto da Cruz, talvez para nos ensinar que o sermos filhos de Maria é o primeiro fruto da Paixão de Jesus. «Mulher, eis o teu filho… João, eis aí a tua Mãe. E desde aquela hora, o discípulo recebeu-A em sua casa.»

Foi proclamada no Concílio Vaticano II, por Paulo VI, Mãe da Igreja, isto é, Mãe de todo o Corpo Místico.

Procedeu sempre como tal, livrando-nos de apuros: Em Lepanto, afasta de nós o perigo turco que ameaçava destruir todo o cristianismo na Europa; fez cair o «muro da vergonha», depois de renovada a consagração do mundo ao seu Imaculado Coração, pelo papa João Paulo II, em 25 de Março de 1985.


Tem actuado como Mãe atenta e dedicada. Compadecida do nosso descaminho, multiplica as aparições particulares: em Lurdes, em Fátima e em tantos outros lugares.

Qual a razão desta atracção misteriosa que sentimos pelos seus templos? João Paulo II chama-lhes «Casas da Mãe.»


Levemos Maria para a nossa casa. Imitemos o discípulo amado, trazendo Nossa Senhora para a vida de cada dia, como bons filhos que desejamos ser.

Procuremos conhecê-l’A cada vez melhor, meditando os textos do Evangelho que nos falam d’Ela, bem como outros livros bons que estão ao nosso alcance.

Aproximemo-nos d’Ela, como os pastores e Belém. Deste modo nos encontraremos mais perto de Jesus. Para isso, visitemo-l’A nos seus santuários, e tenhamos em casa a sua imagem.

Procuremos falar-lhe com frequência, rezando as diversas orações tradicionais na Igreja: a Consagração, o Lembrai-vos, a Salve-Rainha, o Terço, etc.

Deixemo-nos guiar por Ela… e ensinar-nos-á a fazer a vontade de Deus, como recomendou aos criados de Caná: «Fazei tudo o que Ele vos disser.»

Entreguemos-lhe a nossa vida, como uma criança se confia aos braços da mãe, com a certeza de que Ela escolherá para nós o que for melhor.

Tal como as mães preparam os filhos pequenos para uma visita importante, peçamos-lhe que nos prepare para receber Jesus, e nos acolha depois deste desterro, para nos apresentar a Jesus.


Fala o Santo Padre


«A paz é verdadeiramente o dom e o compromisso do Natal.»


Queridos irmãos e irmãs!


A liturgia de hoje contempla, como num mosaico, diversos factos e realidades messiânicas, mas a atenção concentra-se particularmente sobre Maria, Mãe de Deus. Oito dias depois do nascimento de Jesus, recordamos a Mãe, a Theotókos, aquela que «deu à luz o Rei que governa o céu e a terra pelos séculos dos séculos» (Antífona de entrada; cf. Sedúlio). A liturgia medita hoje sobre o Verbo feito homem, e repete que nasceu da Virgem. Reflecte sobre a circuncisão de Jesus como rito de agregação à comunidade, e contempla Deus que deu o seu Filho Unigénito como chefe do «novo povo» por meio de Maria. Recorda o nome dado ao Messias, e ouve-o pronunciar com terna doçura pela sua Mãe. Invoca a paz para o mundo, a paz de Cristo, e fá-lo através de Maria, mediadora e cooperadora de Cristo (cf. Lumen gentium, 60-61).

Começamos um novo ano solar, que é um ulterior período de tempo que nos é oferecido pela Providência divina no contexto da salvação inaugurada por Cristo. Mas não entrou o Verbo eterno no tempo próprio por meio de Maria? Recorda-o o apóstolo Paulo na segunda Leitura, que escutámos há pouco, afirmando que Jesus nasceu «de uma mulher» (cf. Gl 4, 4). Na liturgia de hoje sobressai a figura de Maria, verdadeira Mãe de Jesus, Homem-Deus. Portanto, a solenidade não celebra uma ideia abstracta, mas um mistério e um acontecimento histórico: Jesus Cristo, pessoa divina, nasceu da Virgem Maria, a qual é, no sentido mais verdadeiro, sua mãe.

Além da maternidade hoje é posta em evidência também a virgindade de Maria. Trata-se de duas prerrogativas que são sempre proclamadas juntas e de maneira inseparável, porque se integram e se qualificam reciprocamente. Maria é mãe, mas mãe virgem; Maria é virgem, mas virgem mãe. Se omitirmos um dos dois aspectos não se compreende plenamente o mistério de Maria, como os Evangelhos no-lo apresentam. Mãe de Cristo, Maria é também Mãe da Igreja, como o meu venerado predecessor, o Servo de Deus Paulo VI quis proclamar a 21 de Novembro de 1964, durante o Concílio Vaticano II. Por fim, Maria é Mãe espiritual de toda a humanidade, porque Jesus derramou o seu sangue na cruz por todos, e a todos confiou da cruz à sua solicitude materna. […]

«O Senhor te abençoe e te guarde!... O Senhor volte para ti a sua face e te dê paz! (Nm 6, 24.26). É esta a fórmula de bênção que ouvimos na primeira Leitura. É tirada do livro dos Números: nela é repetida três vezes o nome do Senhor. Isto significa a intensidade e a força da bênção, cuja última palavra é «paz». A palavra bíblica shalom, que traduzimos por «paz», indica aquele conjunto de bens em que consiste «a salvação» que trouxe Cristo, o Messias anunciado pelos profetas. Por isso, nós cristãos reconhecemos n'Ele o Príncipe da paz. Ele fez-se homem e nasceu numa gruta em Belém para trazer a sua paz aos homens de boa vontade, aos que o acolhem com fé e amor. A paz é assim verdadeiramente o dom e o compromisso do Natal: o dom, que deve ser acolhido com humilde docilidade e invocado constantemente com orante confiança; o compromisso, que faz de cada pessoa de boa vontade um «canal de paz». […]

Bento XVI, Vaticano, 1 de Janeiro de 2007


Oração Universal


Irmãos e irmãs:

Com profunda gratidão para com Jesus Cristo,

porque nos deu generosamente a Sua própria Mãe,

apresentemos, por intercessão de Maria a Jesus,

para que Ele as leve ao Pai, as nossas humildes petições.

Rezemos, cheios de confiança:


Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.


1. Pelas cristãos separados do Oriente, tão devotos de Maria,

para que o seu carinho pela Mãe de Deus e nossa Mãe,

os conduza, quanto antes, à unidade da Igreja de Cristo,

oremos, irmãos.


Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.


2. Pelo Papa, princípio e fundamente de unidade da Igreja,

para que a Mãe de Deus que salvou João Paulo II da morte,

defenda o Santo Padre e não o deixe trair pelos inimigos,

oremos, irmãos.


Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.


3. Por todos os que s deixaram enredar no pecado,

para que sintam o desejo do regresso, quanto antes,

aos caminhos da conversão e da fidelidade,

oremos, irmãos.


Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.


4. Por todas as associações marianas da Igreja,

para que animem todas as pessoa ao seu alcance

a um amor a Nossa Senhora que dê frutos de apostolado,

oremos, irmãos.


Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.


5. Por todas as pessoas que se purificam, depois da morte,

para que, por intercessão de Maria Santíssima, Mãe de Deus,

A contemplem, quanto antes , na glória da Santíssima Trindade,

oremos, irmãos.


Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.


Senhor, que adornastes de virtudes e dons Maria Santíssima,

atendendo a que Ela seria a Mãe do Vosso Filho Encarnado:

ensinai-nos a praticar para com Maria a verdadeira devoção,

para que Ela nos conduza aos Vossos braços de Pai.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.



Liturgia Eucarística


Cântico do ofertório: Santa Maria, Mãe de Deus, M. Simões, NRMS 41


Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que dais origem a todos os bens e os levais à sua plenitude, nós Vos pedimos, nesta solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: assim como celebramos festivamente as primícias da vossa graça, tenhamos também a alegria de receber os seus frutos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.


Prefácio de Nossa Senhora I [na maternidade] p. 486 [644-756]


No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.


Santo: Santo IV, H. Faria, NRMS 103-104


Saudação da paz


Maria é o sinal da verdadeira paz e Cristo, o apelo permanente à reconciliação entre os seus filhos que somos todos nós.

Neste dia em celebramos a sua Maternidade Divina, acabemos com os muros que nos separam.

Com este desejo,


Saudai-vos na paz de Cristo!


Monição da Comunhão


O Corpo e Sangue e Cristo que vamos receber na Sagrada Comunhão foi-nos dado por Maria, quando aceitou ser Sua Mãe.

Só ela nos pode preparar convenientemente para O recebermos. Peçamos-lhe mais este favor maternal.


Cântico da Comunhão: Jesus Cristo, ontem e hoje, A. Cartageno, Cânticos de Entrada e Comunhão I, pág. 66

Hebr 13, 8

Antífona da comunhão: Jesus Cristo, ontem e hoje e por toda a eternidade.


Cântico de acção de graças: Senhor, fazei de mim um instrumento, F. da Silva, NRMS 6 (II)


Oração depois da comunhão: Recebemos com alegria os vossos sacramentos nesta solenidade em que proclamamos a Virgem Santa Maria, Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja: fazei que esta comunhão nos ajude a crescer para a vida eterna. Por Nosso Senhor...



Ritos Finais


Monição final


Procuremos encaminhar cada vez mais todas as pessoas para uma verdadeira devoção a Nossa Senhora.

Tenhamos a certeza que, quanto mais perto estivermos d’Ela, mais junto de Jesus Cristo nos encontramos.


Cântico final: O Povo de Deus Te aclama, M. Carneiro, NRMS 33-34



Homilias Feriais


4ª feira, 2-I: Endireitar os caminhos do Senhor.

1 Jo. 2, 22-28 / Jo 1, 19-28

Quem é mentiroso?... Este é que é o Anticristo; aquele que nega o Pai e o Filho.

João Baptista anuncia a proximidade do aparecimento do Messias, pedindo: «Endireitai os caminhos do Senhor» (Ev).

Há muitos que se afastam dos caminhos do Senhor: são o Anticristo: São todos aqueles que querem ser os senhores da vida e da morte, que decidem quem deve nascer e quem deve morrer, esquecendo que a vida é sagrada e a Deus pertence. Mas também nós podemos pôr-nos no lugar de Deus, quando fazemos tudo ou quase tudo como se Deus não existisse. O Apóstolo aconselha-nos: E agora, permanecei em Cristo (cf. Leit).


5ª feira, 3-I: Santo Nome de Jesus: O Cordeiro pascal.

1 Jo 2, 29- 3, 6 / Jo 1, 29-34

João Baptista viu Jesus que lhe vinha ao encontro, e exclamou: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

João Baptista viu e mostrou em Jesus o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (cf. Ev), que é o símbolo da redenção de Israel na 1ª Páscoa.

Mas o nome de Jesus quer dizer «Yavé salva». É o nome que está no centro da oração cristã: todas as orações concluem com a fórmula ‘por nosso Senhor Jesus Cristo…’; na Ave-Maria recorda-se o ‘bendito fruto do vosso ventre, Jesus’; no Adoro te devote: ‘Ó bom Jesus. Lava-me com o teu sangue, a mim, imundo!’ Que o nome de Jesus esteja sempre presente em todas as nossas acções e orações.


6ª feira, 4-I: Como vencer o demónio.

1 Jo 3, 7-10 / Jo 1, 35-42

(João Baptista) olhou para Jesus, que passava, e disse: Eis o Cordeiro de Deus.

João Baptista aponta Jesus a dois dos seus discípulos: «Eis o Cordeiro de Deus» (Ev).

Foi para destruir as obras do demónio que apareceu o Filho de Deus (cf. Leit). Dessas obras a de mais graves consequências foi a mentirosa sedução que induziu o homem a desobedecer a Deus (cf. CIC, 394). Por isso, nos combates de cada dia, recorramos com mais frequência àquele que é o vencedor do Demónio. E não nos deixemos levar pelas tentações de desobediência, consequência da soberba, aos mandatos do Senhor.


Sábado, 5-I: Uma mudança de vida.

1 Jo 3, 11-21 / Jo 1, 43-51

(Filipe): Acabamos de encontrar aquele de quem Moisés e os profetas escreveram na Lei. É Jesus de Nazaré.

O aparecimento de Jesus vem mudar a vida de uns quantos pescadores e dos seus amigos (cf. Ev).

O Senhor pede-nos igualmente uma mudança de vida, especialmente no campo da caridade: «Nós sabemos que passámos da morte para a vida, porque amamos os irmãos» (Leit). Como nalguns casos é difícil este amor, devemos procurar amar o próximo como Cristo, «que ofereceu a sua vida por nós» (Leit). E que esse amor se traduza em obras: «não amemos por palavras e com a língua, mas por obras e de verdade» (Leit).







Celebração e Homilia: Fernando Silva

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Homilias Feriais: Nuno Romão

Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha


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