aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

ESPANHA

 

ADVERTÊNCIAS SOBRE

ESCOLA CATÓLICA

 

A Conferência Episcopal Espanhola (CEE) aprovou um documento intitulado «A escola católica. Oferta da Igreja na Espanha para a educação no século XXI», que defende a escolha pelos pais «do tipo de formação religiosa e moral que responde às suas convicções».

 

«Têm de ser os pais a determinar o tipo de formação religiosa e moral que desejam para os seus filhos» – afirma o documento –, considerando que «o Estado não pode impor legitimamente nenhuma formação da consciência moral dos alunos à margem da livre eleição dos pais».

O documento aborda a nova Lei Orgânica de Educação, e diz que «apresenta ambiguidades com que não podemos deixar de nos preocupar, em matéria de direitos e liberdades que, sem dúvida, gerarão situações conflituosas».

Os bispos destacam que «é um direito do aluno e uma exigência da formação integral que o saber religioso e moral» tenha um tratamento «equiparável ao resto de saberes em seu processo educativo, sendo este um elemento integrador que harmoniza o sentido da vida e seu ser pessoal».

Segundo a CEE, «a provocação mais importante da escola católica é educar e formar seus alunos conforme o projecto educativo cristão» e a escola católica «tem de rebater as condicionantes que dificultam o autêntico desenvolvimento da formação integral conforme a concebe o humanismo cristão».

 

 

CHINA

 

ELEIÇÃO DO NOVO

ARCEBISPO DE PEQUIM

 

A Santa Sé está a seguir «com atenção» e, por agora, não comenta a escolha do Pe. Joseph Li Shan, de 43 anos, como novo Arcebispo de Pequim, uma escolha feita pela comunidade diocesana local da Igreja Católica Patriótica, reconhecida pelo governo chinês.

 

Segundo ambientes católicos chineses, o nome do Pe. Li Shan estaria entre aqueles cuja nomeação como arcebispo da capital chinesa não encontraria objecções em Roma, mesmo não tendo havido um acordo precedente. Espera-se que o Pe. Joseph Li Shan seja considerado por todos católicos, da Igreja Patriótica e da Igreja clandestina, como verdadeiro pastor, por ser «um homem de fé, capaz de se relacionar com todos os fiéis e as autoridades políticas».

A eleição realizou-se no passado dia 16 de Julho e, se confirmada pelo «Conselho dos Bispos», ele tomará posse como arcebispo de Pequim, substituindo D. Michael Fu Tieshan, falecido em Abril passado.

Um dos pontos delicados da Carta de Bento XVI aos católicos e governantes da China tocava precisamente a eleição dos novos Bispos, de modo a chegar à reconciliação e à unidade.

 

 

UNIÃO EUROPEIA

 

ORGANIZAÇÕES CRISTÃS

E POLÍTICA DE MIGRAÇÃO

 

Várias organizações cristãs ligadas às migrações e aos refugiados assinaram um documento conjunto em que pedem mudanças nas políticas de migração e asilo na UE.

 

Caritas Europa, Comissão das Igrejas para a Migração na Europa, Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia, Comissão Católica Internacional para as Migrações e o Conselho Quaker para Assuntos Europeus representam comunidades eclesiais em toda a Europa –  Católicos, Anglicanos, Ortodoxos e Protestantes. No documento, apresentam 12 recomendações para uma abordagem mais equilibrada às novas realidades migratórias.

Em primeiro lugar, as organizações defendem a necessidade de respeitar os direitos e a dignidade dos migrantes, numa perspectiva global que não se limite a medidas restritivas.

Por outro lado, os signatários apontam o potencial «económico, social e cultural» das migrações, pedindo uma política comunitária «proactiva e holística», que promova a integração. «O facto de as políticas migratórias restritivas contribuírem para a imigração irregular deve ser plenamente assumido», apontam.

Para estas organizações cristãs, é urgente apostar no combate ao tráfico de seres humanos, defendendo as vítimas e oferecendo-lhes soluções «seguras e a longo prazo».

Ainda nesta área, o documento exige que se abandone a prática do retorno forçado aos países de origem quando se estiver perante casos em que a pessoa permanece há 5 ou mais anos num país da UE, de forma legal.

Finalmente, os signatários pedem a criação de um sistema comum de asilo que seja coerente, evitando que as medidas de controlo nas fronteiras venham a violar os direitos humanos fundamentais.

 

 

FRANÇA

 

FALECEU O CARDEAL LUSTIGER

 

Faleceu no passado domingo dia 5 de Agosto o Cardeal Jean-Marie Lustiger, Arcebispo Emérito de Paris, após doença prolongada e dolorosa. Durante um quarto de século, este judeu convertido ao catolicismo transformou profundamente o rosto da Diocese parisiense, empenhando-se em várias iniciativas pastorais, entre as quais o Congresso Internacional para a Nova Evangelização (ICNE), em que  participa também o Patriarca de Lisboa. As exéquias foram celebradas no dia 10 de Agosto, na Catedral de Notre-Dame de Paris.

 

Transcrevemos o testemunho de D. Teodoro de Faria:

1. O Cardeal Lustiger foi um pastor que nunca deixou de lançar pontes entre os cristãos e entre os judeus, embora criando opositores que depois lhe deram razão.

A comunidade portuguesa de Paris sempre foi das maiores em França, assistida por sacerdotes portugueses e franceses, que se serviam das igrejas paroquiais, criando por vezes tensões. O cardeal, descurando as opiniões contrárias, concedeu aos portugueses uma igreja em Gentilly que se tornou uma das maiores e mais frequentadas. Só a catequese, durante alguns anos orientada por uma religiosa madeirense de S. José de Cluny, tinha mil e duzentas crianças, o maior número em toda a Diocese.

Posteriormente, surgiu-lhe um problema com a grande basílica Notre Dame Mediatrice, voto de um cardeal por ocasião da guerra, construída junto de um grande hospital-maternidade. A Câmara tentou abater o edifício que estava encerrado, embora deixando uma pequena capela. O cardeal quis salvar o edifício sacro com os portugueses que, no seu entender, tinham o sentido da maternidade e poderiam ajudar no hospital.

Entendeu-se com a Conferência Episcopal Portuguesa e foi nomeado um Reitor português que, em pouco tempo, pôs a basílica santuário a funcionar. Foi no tempo em que eu era o Presidente da Comissão Episcopal para as Migrações. Tive vários encontros com Sua Eminência, que sofreu uma forte pressão do clero diocesano e até dos capelães portugueses. Consciente de estar no caminho certo, não se interessou com o que pensavam dele.

Numa peregrinação em Fátima agradeceu ao episcopado e de uma forma especial ao grande Cardeal António Ribeiro, por o ter ajudado a resolver o problema da basílica que, desde então, foi chamada de Nossa Senhora Medianeira e Senhora de Fátima. Algumas vezes, encontrei-me com Sua Eminência em Paris, Lourdes e Roma e sempre me falou do Santuário e dos portugueses em Paris.

 

2. Quem era o Cardeal Lustiger? Ele definiu-se como o «cardeal judeu e filho de emigrantes». Este homem percorreu uma trajectória singular até se tornar cardeal de uma das principais Dioceses da Europa. Quando entrou na Academia francesa dos imortais, tomando lugar entre os quarenta ilustres homens de França, respondeu a um seu biógrafo que lhe perguntou porque recebera tal nomeação: «É o sinal dum reconhecimento quase unânime da função da Igreja como componente da nossa cultura».

Aarão Lustiger nasceu em Paris em 1926 de pais judeus, duma família vinda da Alta Silésia, na Polónia, da classe dos Lés, os servidores do Templo. «Nós éramos pobres, escreveu o Cardeal, eu não estava vestido como os outros estudantes, mas eu era muitas vezes o primeiro da escola, razão para me tornar mais conhecido». Apesar disso, os colegas quando discutiam entre si, diziam-lhe: «isto não te diz respeito, judeu impuro».

Com a idade de 11 anos conheceu o nazismo na Alemanha. Na casa onde se hospedava, encontrou um rapaz da juventude hitleriana que lhe mostrou uma faca dizendo: «No solstício do Verão, vamos matar todos os judeus». Foi neste período que lhe caiu nas mãos, ao frequentar uma biblioteca, a Bíblia, e o Novo Testamento foi visto por ele como o cumprimento do anunciado pelos profetas ao povo de Deus. Leu a bíblia com paixão, mas não o disse a ninguém. Tornou-se cristão, mas os seus pais não aceitaram a sua decisão. A mãe levou-o a um rabino para o elucidar, mas por fim diz o religioso a sua mãe: «Não há nada a fazer, deixe-o seguir o seu caminho».

Foi baptizado com 14 anos, escolhendo então os nomes de João e Maria que ajuntou ao de Aarão. No fim da guerra, o pai pede em vão a anulação do seu baptismo. A mãe morrera no campo de concentração de Auschwitz.

Como estudante na Sorbone, toma a decisão de ser padre. Com 43 anos é nomeado pároco, tendo como coadjutor o actual arcebispo de Paris Mons. André Vinght-Trois. João Paulo II nomeia-o bispo de Orléans e, no dia da ordenação, seu pai está presente numa cadeira da primeira fila. Após 15 meses, é nomeado arcebispo de Paris.

João Paulo II e o arcebispo Lustiger são duas almas gémeas no campo da pastoral. A sociedade ocidental está em crise porque perdeu a consciência dos fundamentos cristãos da sua moral. É preciso reencontrar o sentido da fé, afrontar o trágico da condição humana e confrontá-la com a esperança da ressurreição de Jesus Cristo.

 

3. O diálogo com os judeus, foi uma das características do Cardeal Lustiger que, no princípio, o rejeitaram. Com o passar dos anos, os sentimentos de desconfiança dos judeus dão lugar a orgulho deste filho do povo escolhido. Quando o Papa João Paulo II anuncia a sua intenção de fazer um acto de penitência pelas faltas do passado contra os judeus, o que suscitou muitas controvérsias, o cardeal Lustiger apoiou-o discretamente. Ele contribuiu para a organização da viagem do Papa à Terra Santa no ano 2000. O Cardeal procurou dialogar com os judeus ortodoxos. Sabendo que era em Nova York que se formava a maioria dos rabinos, e que estes transplantavam as suas ideias para a Europa oriental e davam o tom ao judaísmo mundial, unindo a autoridade moral com os recursos financeiros, o cardeal Lustiger privilegiou os seus contactos com esta instituição, tendo-a visitado ainda em Março deste ano, já muito doente.

O cardeal Lustiger foi um inovador que abateu os conformismos e precedia as evoluções da cultura e da sociedade. O Papa e o cardeal tinham a mesma apreensão do destino da Europa. Para renovar a sua Diocese, o Cardeal interessou-se pela renovação do clero, refazendo o Seminário; com a Escola da Catedral procurou a renovação do laicado, criou a Rádio Notre Dame e investiu na televisão. Para realizar a colocação da Igreja na sociedade moderna, no pensamento e na vida quotidiana, o Cardeal Lustiger, após consultar os mais diversos meios católicos e intelectuais, andava em frente, por vezes contra ventos e marés. Para comunicar o seu pensamento e convicções publicava um livro por ano, sendo o mais conhecido e mais traduzido «Le choix de Dieu», publicado em 1987.

O Cardeal Lustiger tinha a capacidade de ver longe, era um homem de esperança. Apesar de arcebispo de Paris, ele possuía uma autoridade para além da sua diocese. Tinha uma grande estima e uma verdadeira obediência ao Papa, no qual via o sucessor de São Pedro.

Funchal, 12 de Agosto de 2007

 

†Teodoro de Faria, Bispo Emérito do Funchal

(Agência Ecclesia)

 

 

AMÉRICA LATINA

 

EPISCOPADO QUER ESCLARECER

COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE

 

O Cardeal Francisco Javier Errázuriz, anterior presidente do Conselho dos Episcopados Latino-Americanos (CELAM), anunciou a convocação de um grande congresso sobre comunidades eclesiais de base (CEB's).

 

O Arcebispo de Santiago do Chile fez o anúncio numa declaração pública, a respeito das mudanças introduzidas no Documento de Aparecida (que reúne as conclusões da V Conferência Geral dos Episcopados Católicos da América Latina e das Caraíbas), antes da sua aprovação por parte de Bento XVI.

«Há um tema, sobre o qual a modificação foi maior, que é o que mais doeu a muitos grupos no Brasil e também noutros países: é o que se refere às comunidades eclesiais de base, um tema muito relevante e que vem de conferências gerais anteriores», declarou.

O texto modificado elimina frases elogiosas relativamente às Comunidades Eclesiais de Base – que não teriam sido votadas pelos Bispos – e acrescenta uma advertência: «No seu esforço por corresponder aos desafios dos tempos actuais, as comunidades eclesiásticas de base procurarão não alterar o tesouro precioso da Tradição e do Magistério da Igreja».

Nesse sentido, o Cardeal Errázuriz anunciou um «grande congresso, para poder reunir as melhores experiências que existem de comunidades eclesiais de base, de forma a que isso se possa difundir em toda a América Latina, para o bem dessas comunidades».

Em declarações à Rádio Vaticano, o Bispo brasileiro Demétrio Valentini, que tomou parte activa na Conferência de Aparecida, esclarece que as CEB's incluem «uma diversidade muito grande de comunidades eclesiais concretas, onde a porta está aberta à participação e a Palavra de Deus é valorizada, acolhida e partilhada».

Este responsável destaca que, nas CEB's, há um esforço para que a fé «ilumine os passos concretos e não se limite a ser uma expressão religiosa», impelindo ao cumprimento dos «deveres sociais, políticos e familiares».

 

 

ESTADOS UNIDOS

 

BISPOS DESAPROVAM

AMNISTIA INTERNACIONAL

 

A Conferência Episcopal dos EUA (USCCB) manifestou a sua desaprovação à decisão tomada pela Amnistia Internacional (AI), por causa do apoio da Organização ao aborto em casos de violação, e revelou que apenas irá colaborar com «organizações que promovam e defendam o valor da vida».

 

Numa declaração assinada pelo presidente da USCCB, Mons. William Skylstad, os prelados exortaram a Amnistia Internacional a rever a sua política, que «mina a credibilidade moral» da própria organização e «desvirtua inutilmente» a sua missão.

«Promovendo o aborto, a Amnistia divide os seus membros, muitos dos quais são católicos e defendem os direitos das crianças não-nascidas, e compromete o apoio por parte de pessoas de muitas nações, culturas e religiões, que partilham um forte compromisso em favor de todos os direitos humanos», observa Mons. Skylstad, Bispo de Spokane,

O comunicado conclui com um pedido à AI para que «aja com base nos seus mais nobres princípios, reconsidere o seu erro e inverta a sua política em relação ao aborto».

 

Já antes, o Bispo católico de East Anglia (Inglaterra), Mons. Michael Evans, renunciara à sua posição como membro permanente da Amnistia Internacional, em protesto contra a decisão tomada pela AI na reunião da Cidade do México, de apoiar a realização de abortos em caso de violação.

Mons. Evans pôs fim a 31 anos de pertença à AI, com sede em Londres, declarando que os católicos não aceitam que um grupo que defende os direitos humanos «apoie a violência contra uma criança ainda não nascida». 

Também o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcísio Bertone, fizera críticas semelhantes à AI, depois de esta instituição ter decidido apoiar o aborto nos casos de violação: uma mulher que foi violada não deve abortar porque «é preciso salvar a vida, mesmo quando é fruto da violência», acrescentando que os fetos «são pessoas, sujeitos humanos com toda a sua dignidade de seres humanos».

 

 

POLÓNIA

 

BEATIFICAÇÃO DO FUNDADOR

DOS PADRES MARIANOS

 

No dia 16 de Setembro próximo será beatificado o Fundador da Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição, Padre Estanislau de Jesus Maria Papczyñski.

 

O processo de beatificação foi longo. Iniciou-se em 1767, 66 anos após a sua morte. Interrompeu-se em 1775. Retomou-se em 1952. Em 1992, com a permissão do Papa João Paulo II, foi promulgado o Decreto sobre a heroicidade das virtudes do Padre Estanislau. Faltava o milagre que a Igreja exige para elevar às honras dos altares.

No dia 16 de Dezembro de 2006, o Santo Padre Bento XVI autorizou a Congregação para a Causa dos Santos a publicar o decreto de aprovação do milagre atribuído à intercessão do Venerável Servo de Deus Pe. Estanislau Papczyñski.

O milagre foi o da «inexplicável reassunção duma gravidez à 7.ª-8.ª semana de gestação». Assim o conta o Postulador Geral da Causa de Beatificação do Pe. Papczynski:

 

«Uma jovem ficou grávida. Desde as primeiras semanas da gravidez surgiu o perigo de perder a criança. A jovem mãe teve que ir para o hospital onde passou por um efectivo tratamento. O estado da sua saúde melhorou. Com base nos exames feitos no último dia antes da alta, através de Ultra-sonografia, constataram-se os batimentos cardíacos da criança, como também o seu tamanho.

«Porém, a alegria não durou muito. Já no dia seguinte, os sintomas de perigo de aborto espontâneo voltaram. O próximo exame de ultra-som trouxe um diagnóstico muito triste. Devido à paragem da acção cardíaca, o tamanho do feto diminuiu e o médico constatou que a criança estava morta. Recomendou à mãe que parasse de tomar os medicamentos de sustentação da gravidez. No dia seguinte foi feito mais um exame que comprovou o diagnóstico anterior. O médico esperava que dentro de pouco tempo acontecesse um aborto espontâneo. Caso isso não se realizasse, planeou uma cirurgia de extracção do feto sem vida. Fazendo exames preparatórios, para sua surpresa e a da própria mãe, detectou os batimentos cardíacos do feto. Levando em conta os dois diagnósticos anteriores, parecia-lhe que isso era impossível. Decidiu então repetir o exame num outro aparelho, e o seu efeito confirmou que a criança estava viva. Sete meses depois a família pôde alegrar-se pelo nascimento da criança que veio ao mundo sadia e está a crescer normalmente.

«Esta notícia foi dada pelo parente e, ao mesmo tempo, padrinho de baptismo da feliz mãe, o qual, quando soube das complicações na gravidez da sua afilhada e do seu internamento hospitalar, iniciou uma novena, por intercessão do nosso Padre Fundador. Os factos narrados aconteceram durante os dias desta novena. No decorrer da novena também outros membros da sua família aderiram à oração, de forma que este final feliz de todo o drama foi atribuído por eles à intercessão do nosso Fundador».

 

Isto aconteceu em 2001. Este milagre do retorno à vida desta criança no seio da sua mãe, que aconteceu à 7.ª-8.ª semana da gravidez, é uma forte interpelação para o homem de hoje.

Através deste milagre Deus diz-nos que o aborto, a interrupção voluntária da gravidez, é matar uma criança em gestação.

É interessante como este milagre é obtido por intercessão do Fundador duma Congregação cujo primeiro fim era defender a fé no mistério da Imaculada Conceição, isto é, que Maria é Imaculada desde a sua concepção, quando este mistério ainda não tinha sido definido pela Igreja! A fé no mistério da Imaculada Conceição é um apelo à defesa da vida desde o momento da sua concepção.

A vida humana existe desde a sua concepção e deve ser respeitada: eis a mensagem actual que o Pe. Estanislau Papczynski, que será beatificado a 16 de Setembro, nos anuncia. Ao mesmo tempo, diz-nos que a oração de intercessão pelas crianças ainda não nascidas e pelas mães das mesmas é uma missão a não negligenciar.

Pe. Basileu Pires

 

 

ARGENTINA

 

PRÓXIMA BEATIFICAÇÃO

DE INDÍGENA ORIGINÁRIO

 

A Igreja na Argentina está a preparar a beatificação de Zeferino Namuncurá, prevista para 11 de Novembro próximo, no Santuário-Parque com o nome do novo beato, em Chimpay. A missa será celebrada ao ar livre, para valorizar o cuidado da terra a que foram tão sensíveis os indígenas mapuches, tribo a que pertenceu Zeferino Namuncurá.

 

Espera-se que o delegado do Papa para presidir à celebração seja o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone. A beatificação será precedida pela inauguração, no dia 9 ao fim da tarde, de uma nova igreja no Parque Zeferiniano. No dia 10, celebrar-se-á a Missa do Peregrino, haverá adoração ao Santíssimo Sacramento e realizar-se-á um festival musical e cultural especialmente destinado aos jovens.

Zeferino Namuncurá nasceu há cerca de cem anos, foi aluno dos Salesianos e é o primeiro representante dos povos originários da América do Sul a ser declarado digno de veneração, sendo por isso considerado já um emblema da valorização e reconhecimento das suas culturas e valores.

 


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