33º Domingo Comum

18 de Novembro de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus fala de paz, F. dos Santos, NCT 216

Jer 29, 11.12.14

Antífona de entrada: Os meus pensamentos são de paz e não de desgraça, diz o Senhor. Invocar-Me-eis e atenderei o vosso clamor, e farei regressar os vossos cativos de todos os lugares da terra.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O ano litúrgico está prestes a chegar ao fim. Também o mundo, um dia, acabará. Na Missa de hoje o Senhor alerta-nos para o fim da nossa vida na Terra. Esse pensamento ajuda-nos a aproveitar bem o tempo que o Senhor nos concede para tornarmos o mundo melhor e prepararmos a felicidade eterna no Céu.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de encontrar sempre a alegria no vosso serviço, porque é uma felicidade duradoira e profunda ser fiel ao autor de todos os bens. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Senhor recorda-nos mais uma vez a necessidade de estarmos sempre preparados para a Sua vinda.

 

Malaquias 3, 19-20a (Vulgata 4, 1-2a)

19Há-de vir o dia do Senhor, ardente como uma fornalha; e serão como a palha todos os soberbos e malfeitores. O dia que há-de vir os abrasará – diz o Senhor do Universo – e não lhes deixará raiz nem ramos. 20aMas para vós que temeis o meu nome, nascerá o sol de justiça, trazendo nos seus raios a salvação.

 

A leitura é tirada do final do profeta Malaquias: são os dois primeiros versículos do capítulo 4 da Vulgata; na bíblia Hebraica e na Neovulgata, o capítulo 3 tem mais 7 versículos (Mal 3, 19-34) que correspondem a Mal 4, 1-7. O profeta, da época persa, volta a insistir na doutrina dos profetas pré-exílicos acerca do dia de Yahwé, como dia de juízo, de castigo e terror para os maus, e de salvação para os que temem a Deus. Para estes «nascerá o sol de justiça – o Messias – trazendo a salvação nos seus raios, (à letra: nas suas asas; as asas do Sol são uma bela metáfora para designar os seus raios).

 

Salmo Responsorial      Sl 97 (98), 5-9 (R. cf. 9)

 

Monição: Com a nossa voz, cantando (rezando), proclamemos as maravilhas do Senhor, cheio de misericórdia para connosco.

 

Refrão:         O Senhor virá governar com justiça.

 

Ou:                O Senhor julgará o mundo com justiça.

 

Cantai ao Senhor ao som da cítara,

ao som da cítara e da lira;

ao som da tuba e da trombeta,

aclamai o Senhor, nosso Rei.

 

Ressoe o mar e tudo o que ele encerra,

a terra inteira e tudo o que nela habita;

aplaudam os rios

e as montanhas exultem de alegria.

 

Diante do Senhor que vem,

que vem para julgar a terra;

julgará o mundo com justiça

e os povos com equidade.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Através do nosso trabalho, oferecido ao Senhor, realizamo-nos pessoalmente, recebendo o necessário para vivermos com dignidade.

 

2 Tessalonicenses 3, 7-12

Irmãos: 7Vós sabeis como deveis imitar-nos, pois não vivemos entre vós desordenadamente, 8nem comemos de graça o pão de ninguém. Trabalhámos dia e noite, com esforço e fadiga, para não sermos pesados a nenhum de vós. 9Não é que não tivéssemos esse direito, mas quisemos ser para vós exemplo a imitar. 10Quando ainda estávamos convosco, já vos dávamos esta ordem: quem não quer trabalhar, também não deve comer. 11Ouvimos dizer que alguns de vós vivem na ociosidade, sem fazerem trabalho algum, mas ocupados em futilidades. 12A esses ordenamos e recomendamos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que trabalhem tranquilamente, para ganharem o pão que comem.

 

S. Paulo, em face da falsa ideia da iminência da parusia, ou segunda vinda de Cristo, que circulava em Tessalónica e que levava alguns à ociosidade e ao desinteresse pelo trabalho (cf. 2 Tes 2, 2), vê-se forçado a falar com energia acerca da necessidade de trabalhar. Recorre mesmo à ironia: «quem não quer trabalhar, também não deve comer!» (v. 10). Como se vê, a fé pregada pelos Apóstolos nada tinha de alienante, mas tudo ao contrário.

10 «Quando ainda estávamos convosco…». Daqui se deduz que a doutrina sobre o trabalho tinha grande importância na pregação de S. Paulo, pois já a tinha pregado durante a rápida evangelização da cidade de Tessalónica.

 

Aclamação ao Evangelho        Apoc 2, 10c

 

Monição: Se cumprirmos a vontade de Jesus não temeremos a morte pois viveremos eternamente com o Senhor.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3,F. da Silva, NRMS 50-51

 

Erguei-vos e levantai a cabeça,

porque a vossa libertação está próxima.

 

 

Evangelho

 

Lucas 21, 5-19

Naquele tempo, 5comentavam alguns que o templo estava ornado com belas pedras e piedosas ofertas. Jesus disse-lhes: 6«Dias virão em que, de tudo o que estais a ver, não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído». 7Eles perguntaram-Lhe: «Mestre, quando sucederá isto? Que sinal haverá de que está para acontecer?» 8Jesus respondeu: «Tende cuidado; não vos deixeis enganar, pois muitos virão em meu nome e dirão: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não os sigais. 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis: é preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim». 10Disse-lhes ainda: «Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino. 11Haverá grandes terramotos e, em diversos lugares, fomes e epidemias. Haverá fenómenos espantosos e grandes sinais no céu. 12Mas antes de tudo isto, deitar-vos-ão as mãos e hão-de perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e às prisões, conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. 13Assim tereis ocasião de dar testemunho. 14Tende presente em vossos corações que não deveis preparar a vossa defesa. 15Eu vos darei língua e sabedoria a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir ou contradizer. 16Sereis entregues até pelos vossos pais, irmãos, parentes e amigos. Causarão a morte a alguns de vós 17e todos vos odiarão por causa do meu nome; 18mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá. 19Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas.

 

Para compreendermos melhor o «discurso escatológico» do Senhor nos três Sinópticos temos de ter em conta, por um lado, o estilo apocalíptico já usado nos Profetas e muito em voga na época, em que se recorria sistematicamente a imagens arrojadas, como convulsões cósmicas – fenómenos espantosos e grandes sinais no céu (v. 11) – a anunciar a chegada do supremo Juiz. Por outro lado, na mentalidade judaica, que era a dos discípulos, a destruição do Templo era inseparável do fim do mundo e do juízo final (2ª vinda de Cristo). Jesus não pretende esclarecer definitivamente esta questão teorética e curiosa, nem o autor inspirado que, apesar do seu estofo de historiador, não devia estar em condições de fazer uma destrinça perfeita do que se refere ao fim de Jerusalém e ao fim do mundo. Com efeito, ainda que S. Lucas seja mais minucioso nos pormenores relativos ao fim do Templo, não é certo que tenha escrito o seu Evangelho após estes acontecimentos do ano 70 e, em qualquer dos casos, é de uma grande fidelidade às fontes.

Nos Evangelhos os dois acontecimentos não se confundem, mas também não se destrinçam perfeitamente, o que até pode ser intencional, se considerarmos que a destruição do Templo e da cidade de Jerusalém são como que uma figura, um símbolo e um sinal da catástrofe do fim do mundo. Também, dado o género apocalíptico, não podemos concluir que o fim do mundo será mesmo uma catástrofe, como por vezes se pensa. O fim de Jerusalém não foi catástrofe para os cristãos que, avisados por este discurso, tinham abandonado a cidade a tempo e se viram mais livres da fúria dos judeus. O fim do mundo só pode ser temível para os inimigos de Deus, que põem toda a sua única esperança num mundo que inexoravelmente se lhe escapará; para os que amam a Deus, «todas as coisas concorrerão para o bem» (Rom 8, 28) e nenhum cabelo… se perderá (v. 18).

7 «Quando será tudo istoJesus não é um adivinho que está à disposição dos seus para lhes satisfazer a natural curiosidade acerca do futuro. Jesus é o Mestre que sente necessidade de acautelar os seus discípulos das graves dificuldades que hão-de surgir, a fim de que estes, já prevenidos, não venham a desanimar: «Não vos deixeis enganar» (v. 8); «não vos alarmeis» (v. 9).

9 «É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim». Jesus não quer que consideremos as catástrofes e perseguições de que fala como sinais dum fim do mundo imediato! O Evangelho há-de estender-se a toda a gente e a todos os lugares, não num mar de rosas e num condicionalismo ideal e privilegiado, mas precisamente no meio de todas as dificuldades, mesmo as proverbialmente tidas como as maiores – guerras, grandes terramotos, fomes e epidemias (vv. 10-11) – e no meio das perseguições. Jesus só exige dos seus uma fé grande: «Não os sigais» (v. 8), «não vos alarmeis» (v. 9), e «perseverança» (v. 19).

No texto cruzam-se três planos: a destruição de Jerusalém, o tempo intermédio e o fim dos tempos. Jesus quer que nos centremos no tempo que nos toca viver, o tempo intermédio, que exige uma série de atitudes: «não vos deixeis enganar» (v. 8), «não vos alarmeis» (v. 9), «tereis ocasião de dar testemunho» (v. 12-13), «perseverança» (v. 19).

 

Sugestões para a homilia

 

A nossa vida no mundo

Vivamos sempre com o Senhor

A nossa vida no mundo

Como é bela a Terra que Deus criou para nós!

Contemplamos os jardins. E ficamos inundados de felicidade com as flores que nos ajudam a compreender a beleza de Deus!

Cultivamos os campos. Todos os anos produzem alimentos para que ninguém morra à fome. Como Jesus é nosso amigo!

Sentamo-nos debaixo das árvores que nos dão a madeira, nos protegem do sol e purificam o ar que respiramos. Como Deus é bom para connosco!

Vamos até à praia. Ficamos perplexos com a imensidão do oceano e somos purificados por ondas de frescura, serenidade e paz!

Olhamos o Céu azul com o sol, a lua e as estrelas. Ficamos agradecidos por Deus ser o Criador do Universo!

Queremos deslocar-nos a qualquer lado. É tão fácil por terra, mar e ar... E as localidades distantes tornam-se bem próximas!

O mundo entra-nos em nossa casa através da televisão, da rádio, da internet, do telefone... Que maravilha! Como devemos agradecer a Deus por ter comunicado aos homens a sabedoria para tornarem realidade aquilo que aos nossos antepassados parecia ficção!

Mas, um dia, tudo acabará (Evangelho). Esse dia não nos atormenta porque já não estaremos cá quando tal acontecer!...

Devemos, sim, preocupar-nos com o fim da nossa vida no mundo. Esse pensamento leva-nos a emendar o que está mal e a prosseguir na prática do bem para depois vivermos eternamente felizes.

Vivamos sempre com o Senhor

Deus não quer que vivamos na miséria. Devemos esforçar-nos por viver com dignidade mas sem luxo nem ostentação (2.ª Leitura ).

Deus quer-nos felizes e contentes. Tenhamos critérios de escolha. Quando tantas pessoas se afundam na lama do vício, mostremos que só uma vida pura e honesta nos dá a alegria de viver.

Deus não quer a guerra, os atentados, os raptos, o aborto, o pecado. Procuremos, na medida do possível, evitar tudo isso, trabalhando pela paz e defendendo a vida dos inocentes.

Deus quer dialogar connosco. Mas as preocupações, as tarefas, aquilo a que chamamos falta de tempo impedem-nos de parar para reflectir, meditar e falar com Ele...

Deus não quer que vivamos como os não praticantes, agnósticos, ateus, soberbos e malfeitores (1.ª Leitura)... A lâmpada apaga-se quando é desligada da corrente. Também nós, se nos separamos de Deus, deixamos de ter a Luz que ilumina a nossa vida...

Deus quer que recebamos os Sacramentos em que nos perdoa, nos cura, nos alimenta e nos salva. N’Ele desaparecem a fraqueza, a dúvida, a ansiedade, a angústia para darem lugar à fortaleza, à certeza, à tranquilidade e felicidade.

O demónio tentará – como só ele sabe – desviar-nos do caminho que ao Céu conduz. Mas os Anjos e Santos estão connosco para nos ajudarem e animarem.

Com a bênção maternal da Virgem Maria viveremos com Deus para sempre!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração

 

1.  Pelo Papa, escolhido para governar o povo santo de Deus,

pelos Bispos a ele unidos nas suas dioceses,

pelos Presbíteros que se consagram a Deus no apostolado,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos religiosos a viverem com alegria os conselhos evangélicos,

pelos missionários que se esquecem de si mesmos para viverem para os outros,

pelos diáconos e leigos que no mundo dão testemunho da sua Fé,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelas crianças que oferecem ao mundo a beleza e a alegria,

pelos jovens que são a esperança do mundo novo,

pelos adultos que trabalham para que nada falte à sociedade,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos esposos que no seu amor geram a vida,

pelos pais que se sacrificam pelo bem dos seus filhos,

pelos filhos que sabem respeitar e amar os pais,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos doentes que oferecem a sua cruz pela salvação da humanidade,

pelos idosos que pelo seu testemunho animam e encorajam os mais novos,

pelos abandonados, desprezados e marginalizados que inquietam

os que se instalaram no comodismo e egoísmo,

oremos, irmãos.

 

6.  Pelos familiares que esperamos reencontrar um dia felizes no Céu,

pelos amigos que partiram à nossa frente ao encontro do Pai,

por todos os que faleceram e nos recordam junto do Senhor,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Cantai ao Senhor nosso Deus, M. Simões, NRMS 38

 

Oração sobre as oblatas: Concedei-nos, Senhor, que os dons oferecidos para glória do vosso nome nos obtenham a graça de Vos servirmos fielmente e nos alcancem a posse da felicidade eterna. Por Nosso Senhor...

 

Santo: S. Marques, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

Jesus Eucaristia vem até nós. Se estamos devidamente preparados recebamo-l’O na Sagrada Comunhão. Antecipamos assim a felicidade que sentiremos quando O virmos face a face.

 

Cântico da Comunhão: Eu estou, à porta e chamo, F. da Silva, NRMS 22

Salmo 72, 28

Antífona da comunhão: A minha alegria é estar junto de Deus, buscar no Senhor o meu refúgio.

Ou:    Mc 11, 23.24

Tudo o que pedirdes na oração ser-vos-á concedido, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Ó meu Senhor, eu Te dou graças, NRMS 103-104

 

Oração depois da comunhão: Depois de recebermos estes dons sagrados, humildemente Vos pedimos, Senhor: o sacramento que o vosso Filho nos mandou celebrar em sua memória aumente sempre a nossa caridade. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vivamos em acção de graças durante esta semana preparando o próximo domingo, último do ano litúrgico, Dia de Cristo Rei. Que Maria Santíssima nos ajude a vivermos sempre com o Senhor!

 

Cântico final: Vamos partir, F. da Silva, NRMS 1 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

33ª SEMANA

 

feira, 19-XI: A coerência eucarística.

1 Mac 1, 10-15. 41-43. 54-57. 62-64 / Lc 18, 25-43

Vamos fazer uma aliança com as nações pagãs… pois, desde que nos separámos delas, nos sucederam muitas desgraças.

Há infelizmente muitas pessoas que se deixam seduzir pelos modos de vida pagãos. Para elas é importante pedir a luz da fé para que vejam a incoerência das suas vidas. Como cego de Jericó (cf. Ev) é preciso pedir a Deus que vejam.

Também precisamos viver a coerência eucarística (cf. SC, 83), pois o culto a Deus não é meramente privado mas tem implicações sociais. Todos os que se ocupam da vida social ou política «devem tomar decisões sobre os valores fundamentais como o respeito e defesa da vida humana desde a concepção até à morte natural, a família fundada sobre o matrimónio, entre um homem e uma mulher, a liberdade de educação dos filhos…» (SC, 83).

 

feira, 20-XI: Como me aproximo do Senhor?

2 Mac 6, 18-31 / Lc 19, 1-10

(Zaqueu) esforçou-se por ver quem era Jesus mas, devido à multidão, não podia vê-lo, por ser ele próprio de pequena estatura.

Zaqueu manifestou um grande desejo de ver Jesus (cf. Ev) e também Eleazar deixou um «exemplo de coragem e uma nobre lição de virtude» (Leit).

«Quero ver Jesus? Faço todos os possíveis para poder vê-lo? Este problema, passados dois mil anos, é tão actual como outrora… E é actual para cada um pessoalmente: quero verdadeiramente contemplá-lo ou evito o encontro com Ele? Prefiro não vê-lo ou que Ele não me veja? Prefiro vê-lo ao longe, não me aproximando muito, não me colocando diante dos seus olhos para não ter que aceitar toda a verdade que há n’Ele?» (João Paulo II).

 

feira, 21-XI: Apresentação de Nª Senhora: A dedicação de Nª Sª a Deus.

Zac 2, 14-17 / Mt 12, 46-50

Exulta e alegra-te, filha de Sião, porque eu venho habitar no meio de ti.

Hoje celebramos a dedicação que Nossa Senhora fez a Deus, de acordo com uma antiga tradição. É um bom dia para a louvarmos e nos alegrarmos com Ela: «Ela foi, por pura graça, concebida sem pecado, como a mais humilde das criaturas, a mais capaz de acolher o dom inefável do Omnipotente. É a justo título que o Anjo Gabriel a saúda como filha de Sião: ‘Ave’ (= alegra-te) (cf. Leit)» (CIC, 722).

Queremos igualmente manifestar a nossa disponibilidade para o serviço do Senhor, para podermos pertencer à família de Deus’: «Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai…» (Ev).

 

feira, 22-XI: Fidelidade às graças recebidas de Deus.

1 Mac 2, 15-29 / Lc 19, 41-44

Quando Jesus se aproximou de Jerusalém… chorou… e disse: Se tu também soubesses, hoje ao menos, os meios de alcançar a paz!

A consideração das verdades eternas leva-nos a pensar na correspondência às graças de Deus (Ev) e na fidelidade à Aliança (Leit).

A dor de Jesus é consequência da falta de correspondência de muitos habitantes da cidade de Jerusalém. A nossa conta corrente (graças recebidas / graças correspondidas) como vai? Pelo contrário quanta alegria no céu pela fidelidade de Matatias e seus familiares e pelo seu testemunho: «Todo aquele que tem zelo pela lei e quer manter a Aliança saia atrás de mim» (Leit). Se formos fiéis, com o nosso exemplo, atrairemos muitas bênçãos de Deus.

 

feira, 23-XI: A celebração eucarística, fonte da nossa existência.

1 Mac 4, 36-37. 52-59 / Lc 19, 45-48            

(Jesus): Está escrito: A minha casa será casa de oração. E vós fizestes dela um antro de salteadores.

Devemos participar na celebração eucarística com toda a piedade: «Favorecem tal disposição interior, o recolhimento e o silêncio durante alguns momentos» (SC, 55).

Mas, além desse momento, a Eucaristia há-de impregnar toda a nossa existência: «O novo culto cristão, engloba todos os aspectos da existência, transfigurando-a: ‘Quando comeis ou bebeis, ou fazeis qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus’. Em cada acto da sua vida o cristão é chamado a manifestar o verdadeiro culto a Deus; daqui toma forma a natureza intrinsecamente eucarística da vida cristã» (SC, 71).

 

Sábado, 24-XI: Participação na vida ressuscitada pela Eucaristia.

1 Mac 6, 1-13 / Lc 20, 27-40

E não se trata de um Deus de mortos, mas de vivos porque, para Ele todos vivem.

Os saduceus negavam a ressurreição dos mortos e, para apoiar o seu ponto de vista, apresentaram este caso ao Senhor (cf. Ev).

Estamos criados para a felicidade verdadeira e eterna. Mas, «para poder caminhar na direcção justa, o ser humano necessita de ser orientado para a meta final; esta, na realidade, é o próprio Cristo Senhor, vencedor do pecado e da morte, que se torna presente para nós de maneira especial na celebração eucarística. Deste modo, embora sejamos ainda estrangeiros e peregrinos neste mundo, pela fé, participamos já da plenitude da vida ressuscitada» (SC, 30).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:    Geraldo Morujão

Homilias Feriais: Nuno Romão

Sugestão Musical:              Duarte Nuno Rocha

 


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