32º Domingo Comum

11 de Novembro de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Chegue até vós, Senhor, F. dos Santos, NCT 213

Salmo 87, 3

Antífona de entrada: Chegue até Vós, Senhor, a minha oração, inclinai o ouvido ao meu clamor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A santa Missa é encontro com Jesus, que tem palavras de vida eterna, que enche de sentido e de alegria o nosso caminhar na terra rumo ao Céu.

 

Vamos olhar para a nossa alma, examinar-nos com humildade e pedir perdão das nossas faltas e assim vivermos este encontro com Ele.

 

Oração colecta: Deus eterno e misericordioso, afastai de nós toda a adversidade, para que, sem obstáculos do corpo ou do espírito, possamos livremente cumprir a vossa vontade. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Os sete jovens macabeus e sua mãe morreram para serem fiéis à sua fé. São para nós um exemplo de valentia, bem necessária para todos os cristãos nos tempos actuais. Temos, como eles, de apoiar-nos na esperança da vida eterna.

 

2 Macabeus 7, 1-2.9-14

1Naqueles dias, foram presos sete irmãos, juntamente com a mãe, e o rei da Síria quis obrigá-los, à força de golpes de azorrague e de nervos de boi, a comer carne de porco proibida pela Lei judaica. 2Um deles tomou a palavra em nome de todos e falou assim ao rei: «Que pretendes perguntar e saber de nós? Estamos prontos para morrer, antes que violar a lei de nossos pais». 9Prestes a soltar o último suspiro, o segundo irmão disse: «Tu, malvado, pretendes arrancar-nos a vida presente, mas o Rei do universo ressuscitar-nos-á para a vida eterna, se morrermos fiéis às suas leis». 10Depois deste começaram a torturar o terceiro. Intimado a pôr fora a língua, apresentou-a sem demora e estendeu as mãos resolutamente, 11dizendo com nobre coragem: «Do Céu recebi estes membros e é por causa das suas leis que os desprezo, pois do Céu espero recebê-los de novo». 12O próprio rei e quantos o acompanhavam estavam admirados com a força de ânimo do jovem, que não fazia nenhum caso das torturas. 13Depois de executado este último, sujeitaram o quarto ao mesmo suplício. 14Quando estava para morrer, falou assim: «Vale a pena morrermos às mãos dos homens, quando temos a esperança em Deus de que Ele nos ressuscitará; mas tu, ó rei, não ressuscitarás para a vida».

 

A leitura introduz-nos num tema bem apropriado para o fim do ano litúrgico, que nos leva a reflectir sobre os novíssimos – as últimas realidades – do homem: é o tema da ressurreição presente na 1ª leitura e no Evangelho. O texto de 2 Mac aparece expurgado daqueles pormenores mais chocantes de crueldade selvagem, mas valia a pena ler todo o capítulo VII, num estilo patético, comovedor e empolgante. Os 7 Irmãos Macabeus são venerados como mártires na Igreja Católica. No texto só há referência ao 2º, 3º e 4º irmãos.

2 «Estamos prontos para morrer». É certo que a lei que proibia comer a carne de porco era uma lei positiva, que não obrigava com um grave incómodo. Mas a verdade é que, neste caso, estava em jogo uma lei superior, a de não abjurar a fé, lei que obriga com o sacrifício da própria vida. A imposição do rei visava a destruição da religião verdadeira. Que belo exemplo para os cristãos se saberem comportar com a audácia e firmeza inquebrantável perante as muitas ameaças, também hoje bem planeadas, para destruir os padrões de vida cristãos, pela introdução de novas formas de paganismo na nova sociedade do futuro, mas que não tem futuro, se pretendem que seja sem Deus e fechada aos valores do espírito.

14 «Tu, ó rei, não hás-de ressuscitar para a vida», mas sim «para a vergonha do castigo eterno» (cf. Dan 12, 1; Mt 25, 31-46).

 

Salmo Responsorial      Sl 16 (17), 1.5-6.8b.15 (R. cf. 15b)

 

Monição: O salmo é para nós um grito de esperança no meio das dificuldades, para nos mantermos fieis.

 

Refrão:         Senhor, ficarei saciado,

                      quando surgir a vossa glória.

 

Ouvi, Senhor, uma causa justa,

atendei a minha súplica.

Escutai a minha oração,

feita com sinceridade.

 

Firmai os meus passos nas vossas veredas,

para que não vacilem os meus pés.

Eu Vos invoco, ó Deus, respondei-me,

ouvi e escutai as minhas palavras.

 

Protegei-me à sombra das vossas asas,

longe dos ímpios que me fazem violência.

Senhor, mereça eu contemplar a vossa face

e ao despertar saciar-me com a vossa imagem.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo anima os cristãos de Tessalónica e a nós aqui reunidos a manter-nos firmes na fé, na prática da oração e das boas obras, aguardando a vinda gloriosa do Senhor.

 

2 Tessalonicenses 2, 16 – 3, 5

Irmãos: 15Jesus Cristo, nosso Senhor, e Deus, nosso Pai, que nos amou e nos deu, pela sua graça, eterna consolação e feliz esperança, confortem os vossos corações e os tornem firmes em toda a espécie de boas obras e palavras. 1Entretanto, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague rapidamente e seja glorificada, como acontece no meio de vós. 2Orai também, para que sejamos livres dos homens perversos e maus, pois nem todos têm fé. 3Mas o Senhor é fiel: Ele vos dará firmeza e vos guardará do Maligno. 4Quanto a vós, confiamos inteiramente no Senhor que cumpris e cumprireis o que vos mandamos. 5O Senhor dirija os vossos corações, para que amem a Deus e aguardem a Cristo com perseverança.

 

Na parte final desta pequena carta (consta apenas de 3 capítulos), são feitas diversas exortações morais, introduzidas com pedidos de oração.

3, 1 «Orai por nós para que a Palavra do Senhor se propague rapidamente». É mais uma passagem onde se pode ver a necessidade da oração para a eficácia do apostolado. Notar como o próprio S. Paulo está a pedir oração a cristãos, certamente menos santos do que ele. Com efeito, embora sejamos indignos e miseráveis, somos filhos de Deus, e Deus, como Pai que é, não deixa de se comover com os gemidos dum filho pequeno em apuros. É certo que Ele não precisa das nossas orações, mas nós precisamos de nos pôr em condições de receber a graça que tem para nos dar.

 

Aclamação ao Evangelho        Ap 1, 5a.6b

 

Monição: Jesus responde a todas as nossas dúvidas, também às que se referem ao Além e à vida futura. Ouçamos com atenção.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia Gregoriano

 

Jesus Cristo é o Primogénito dos mortos.

A Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 20, 27-38

Naquele tempo, 27aproximaram-se de Jesus alguns saduceus – que negam a ressurreição – e fizeram-lhe a seguinte pergunta: 28«Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se morrer a alguém um irmão, que deixe mulher, mas sem filhos, esse homem deve casar com a viúva, para dar descendência a seu irmão’. 29Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos. 30O segundo e depois o terceiro desposaram a viúva; 31e o mesmo sucedeu aos sete, que morreram e não deixaram filhos. 32Por fim, morreu também a mulher. 33De qual destes será ela esposa na ressurreição, uma vez que os sete a tiveram por mulher?» 34Disse-lhes Jesus: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento. 35Mas aqueles que forem dignos de tomar parte na vida futura e na ressurreição dos mortos, nem se casam nem se dão em casamento. 36Na verdade, já não podem morrer, pois são como os Anjos, e, porque nasceram da ressurreição, são filhos de Deus. 37E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça ardente, quando chama ao Senhor 'o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob'. 38Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos».

 

O episódio insere-se na estratégia dos inimigos de Jesus para encontrarem um pretexto a fim de «O surpreender em alguma palavra, para O entregarem ao poder e à jurisdição do governador» (Lc 20, 20); desta vez a armadilha não era de carácter político, como a do tributo a César, mas de tipo religioso, uma questão que dividia os dois grupos judaicos mais influentes, o problema de saber qual era a sorte final dos que morriam; os fariseus admitiam a ressurreição, ao contrário dos saduceus, que a negavam.

28 «Moisés deixou-nos escrito...» É a lei do levirato (levir, em latim significa cunhado), segundo a qual a viúva devia casar com o cunhado ou o parente mais próximo, caso tivesse ficado viúva sem ter filhos (cf. Dt 25, 5 ss). O caso proposto, absolutamente inverosímil, é só para tornar mais flagrante o ridículo duma mulher com sete maridos e reforçar o embaraço em que Jesus é metido, já que a poliandria era então absolutamente inaceitável.

35 «Não se casam». O celibato apostólico não é uma instituição meramente funcional (estar plenamente disponível para o trabalho do Reino); com efeito, além de exprimir a total doação de Cristo à Igreja, sua Esposa, ele antecipa, como testemunho fortemente expressivo, a realidade perene da vida futura para além da morte. Eis o comentário do Papa João Paulo II: «A verificação – ‘quando ressuscitarem dentre os mortos..., não tomarão mulher nem marido’ – indica que há uma condição de vida, isenta de matrimónio, em que o homem, varão e mulher, encontra ao mesmo tempo a plenitude da doação pessoal e da inter-subjectiva comunhão de pessoas, graças à glorificação de todo o seu ser psicossomático, na união perene com Deus. Quando a chamada à continência ‘para o Reino dos Céus’ encontra eco na alma humana, nas condições de temporalidade, isto é, nas condições em que as pessoas ordinariamente ‘tomam mulher e marido’ (v. 24), não é difícil captar nisso uma particular sensibilidade do espírito humano, que já nas condições da temporalidade parece antecipar aquilo de que o homem se tornará participante na ressurreição futura» (Audiência geral de 10/3/82).

36 «Já não podem morrer, pois são como Anjos». Neste mundo, o casamento tem por fim objectivo perpetuar a espécie, por isso, se na outra vida já não se morre, também a gente já não se casa, como os Anjos, que são imortais.

38 «Para Ele todos estão vivos». Jesus Cristo tira partido da expressão «o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob» para ensinar que, embora estes Patriarcas tenham morrido, permanece uma relação pessoal entre Deus e eles, pois vivem em Deus. Podemos concluir com verdade que as suas almas são imortais e que eles hão-de ressuscitar com o seu corpo.

 

Sugestões para a homilia

 

Deus de vivos

Orai por nós

Vale a pena morrermos

Deus de vivos

Jesus lembra-nos, hoje, a propósito dos que morreram que Deus é Deus de vivos. Os que morrem não desaparecem, porque a alma é imortal. Até os povos pagãos acreditavam na imortalidade. O culto dos mortos entre os antigos fala dessa certeza que a própria razão humana pode descobrir.

Nós cristãos, porém, sabemos muito mais acerca da vida para além da morte, porque Jesus nos ensinou. No Credo dizemos: creio na vida eterna. Sabemos o que nos espera depois deste caminhar pelo mundo. Sabemos que a vida de verdade é a que vem depois: uma vida que não tem fim, uma vida que já não tem as limitações da vida terrena, pois seremos como os anjos de Deus (Ev).

Já não viveremos como numa tenda mas numa habitação eterna que Deus preparou para nós. É bonita a reacção daquele velhinho que estava no hospital e que o médico já tinha desenganado. O pároco foi visitá-lo e encontrou-o muito contente. E explicava ele: – agora, depois de viver tantos anos em casa alugada, vou para a minha casa.

Vale a pena olhar a morte com a fé e a esperança de quem se sabe filho de Deus e com a certeza de ir encontrar-nos com Ele na felicidade plena que sonhamos cá na terra.

A Igreja anima-nos com estas certezas e tem para nós, por disposição de Jesus, um sacramento para ajudar-nos a enfrentar o sofrimento e a morte. É o sacramento dos doentes, a Santa Unção. S Tiago na sua carta diz: «Está entre vós algum enfermo? Chame os presbíteros da Igreja e estes façam orações sobre ele, ungindo-o com óleo m nome do Senhor: a oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o aliviará; se estiver com pecados, ser-lhe-ão perdoados» (Ti 5,14-15).

No Evangelho vemos que Jesus fez a maioria dos milagres a favor dos doentes que vinham ter com Ele. Mandou os Apóstolos com poder para curar os enfermos, ungindo-os com azeite.

Jesus continua a ter um carinho especial pelos doentes. No sacramento da Santa Unção quer muitas vezes dar-lhes a saúde. Mas sobretudo o Senhor limpa a alma dos restos dos pecados já perdoados e perdoa os que tem, quando o doente não pode confessar-se.

 Quer dar aos doentes a alegria na doença, a fortaleza e serenidade para enfrentar o sofrimento e a morte. Quer uni-los de modo especial à Sua Paixão e Morte, enchendo-os de consolação e animando-os a colaborar com Ele na salvação do mundo.

A Santa Unção é um sacramento que os cristãos devem apreciar muito e pedi-lo com prontidão quando estão doentes ou já chegaram à velhice.

Devemos procurar que os nossos amigos e familiares o recebam quando vão para o hospital ou estão de cama na sua casa. E não deixar para quando já estão às portas da eternidade. Até porque é um sacramento para dar a cura do corpo quando é para bem da alma. Além disso os sacramentos dão ao doente essa boa disposição que é tão importante para a cura do corpo.

Orai por nós

Muita gente ficou impressionada com o exemplo de João Paulo II nos últimos anos da sua vida. Houve alguns que se converteram ao ver a sua coragem, a sua valentia para continuar a trabalhar e a falar a todos, transmitindo-lhes a mensagem de Jesus.

Não podemos desaproveitar os anos da velhice ou da doença. São anos muito fecundos se rezamos e sofremos com alegria por amor de Deus.

S. Josemaria conta que, ao ver o que Deus lhe pedia a ele sacerdote jovem de vinte e oito anos, sentiu a sua incapacidade para levar por diante aquela empresa sobrenatural. Resolveu então bater à porta dos doentes, sobretudo dos que padeciam doenças incuráveis nos hospitais de Madrid. Ia visitá-los com frequência, levava-lhes o conforto da sua palavra de sacerdote e pedia-lhes as suas orações e sofrimentos. Dizia que o Opus Dei estava alicerçado sobre os sofrimentos dos enfermos.

Temos de ajudar os doentes, fazendo-lhes apreciar o tesouro que têm nas mãos e o bem que podem fazer a tanta gente. A Virgem em Fátima animava os pastorinhos a oferecer os seus sofrimentos pelos pecadores. E dizia-lhes: «vão tantas almas para o inferno por não haver quem ofereça sacrifícios e reze por elas».

Tantos precisam destas transfusões de sangue, na alma, para que possam salvar-se.

Vale a pena morrermos

A primeira leitura relata a valentia dos sete jovens macabeus e sua mãe para serem fieis a Deus. Não tiveram medo de morrer no meios de grandes tormentos, quando era tão fácil evitá-los. Tinham a sua alma iluminada pela fé e pela esperança na vida eterna.

Assim fizeram os mártires nos primeiros séculos da Igreja. Dirigiam-se para o martírio alegres, como quem ia para uma festa. Sabiam que «os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que se há-de manifestar em nós» (Rom 8, 18).

Este exemplo de alegria e valentia foi ocasião para muitos pagãos se converterem à fé cristã. Ela é a única que pode dar sentido à vida e à morte. Só Cristo tem palavras de vida eterna (Cf. Jo 6, 69).

É muito bonito o ofício da agonia, que a Igreja reza junto daqueles que estão prestes a morrer. São orações muito belas que evocam as certezas consoladoras da fé, que pedem a intercessão dos santos, os irmãos mais velhos que já alcançaram a meta e nos ajudam a vencer, sobretudo no último combate. Em especial a da Virgem Mãe de Deus, a Quem tantas vezes pedimos que rogue por nós na hora da nossa morte e que depois deste desterro nos mostre Jesus, bendito fruto do Seu ventre. Também a intercessão de S. José, patrono da boa morte, pai adoptivo e amigo que nos ajudará naquela hora derradeira se lho pedimos.

Hoje muitos que têm medo de enfrentar a morte. Outros procuram escondê-la aos seus familiares e amigos, com receio de os traumatizar, enganando-os com falsas esperanças. Um sacerdote contava: quando a sua mãe estava para morrer dizia-lhe: – «vou pedir-lhe que leve um recado meu para Jesus... para o apresentar quando chegar ao Céu». Que bom lembrar aos que estão em agonia a certeza da felicidade eterna!

Nós cristãos não morremos à toa. Se vivemos a sério a nossa amizade com Jesus, se procuramos comportar-nos em todo o momento como filhos de Deus, não teremos medo da morte, que será para nós a porta que se abre para o Céu. S. Martinho de Tours, que hoje é lembrado pela Igreja, estava muito contente por saber que ia morrer daí a muito pouco. Os seus monges queixavam-se: «Pai, porque nos abandonas? Lobos ferozes assaltam o teu rebanho...» Então o santo rezava assim: «Senhor, se ainda sou necessário ao vosso povo não me recuso a trabalhar; seja feita a vossa vontade».

Animados pelo amor de Deus, guiados pela fé e pela esperança, como os santos, não teremos medo da morte nem medo da vida.

 

Fala o Santo Padre

 

«Oferecendo a Santa Missa pelos defuntos, os crentes contribuem para a sua última purificação.»

 

1. A piedade popular dedica o mês de Novembro à recordação dos fiéis defuntos. Por eles rezamos com confiança, sabendo que como afirma Jesus no Evangelho de hoje «Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem por Ele (Lc 20, 38). Ele permanece fiel à aliança estabelecida com o homem, aliança que nem sequer a morte pode interromper.

2. Este pacto, selado na Páscoa de Cristo, torna-se constantemente actual no sacramento da Eucaristia. Encontra nela, portanto, o seu ápice também a oração pelos defuntos. Oferecendo por eles a Santa Missa, os crentes contribuem para a sua última purificação. Aproximando-se com fé da sagrada Comunhão, fortalecem com eles os vínculos de amor espiritual.

3. Maria Santíssima, do Paraíso, interceda por todos os nossos queridos defuntos, e fortaleça em nós, peregrinos sobre a Terra, a fé na ressurreição final, da qual o sacramento da Eucaristia nos oferece o penhor.

 

João Paulo II, Angelus, Domingo, 7 de Novembro de 2004

 

Oração Universal

 

Com Jesus ressuscitado e com toda a Sua Igreja espalhada pelo mundo

e também já no Céu peçamos ao Pai:

 

1.  Pelo Santo Padre,

para que o Senhor o encha de alegria, de fortaleza e sabedoria,

no fiel desempenho na missão que o Senhor lhe confiou,

oremos ao Senhor.

 

2.  Pelo Povo santo de Deus,

resgatado pelo sangue de Jesus,

para se renove na esperança e no amor

e leve corajosamente a toda a parte o anúncio da vida nova em Cristo,

oremos ao Senhor.

 

3.  Pelos bispos e sacerdotes,

para que se entreguem generosamente ao serviço de Deus e de todas as almas,

no exercício do ministério do perdão e no cuidado pelos enfermos,

oremos ao Senhor.

 

4.  Por todos os cristãos,

para que vivam mais fervorosamente o dia do Senhor

e nele avivem a sua esperança e a sua caridade com os enfermos,

oremos ao Senhor.

 

5.  Para que todos apreciem o sacramento dos doentes

e saibam ajudar os que estão enfermos a receber a consolação e fortaleza de Jesus,

oremos ao Senhor.

 

6.  Para que o Senhor,

pela intercessão de Nossa Senhora e de S. José,

nos dê a graça duma santa morte,

oremos ao Senhor.

 

7.  Por todos os que se encontram no Purgatório,

para que possam celebrar no Céu a Páscoa de Jesus,

oremos ao Senhor.

 

Senhor, que nos chamastes à vida nova em Cristo ressuscitado, aumentai em nós a fé e a esperança

para sabermos encontrar o sentido da vida e da morte.

Por N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Senhor, nós vos oferecemos, B. Salgado, NRMS 5 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, com benevolência para o sacrifício que Vos apresentamos, a fim de participarmos com sincera piedade no memorial da paixão do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. Silva, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

Comungar bem é receber o penhor da vida eterna, a garantia de chegarmos ao céu e a força para podermos caminhar para lá.

 

Cântico da Comunhão: O Corpo de Jesus é alimento, A. Caratgeno, NRMS 60

Salmo 22, 1-2

Antífona da comunhão: O Senhor é meu pastor: nada me falta. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma.

Ou:    Lc 24, 35

Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão.

 

Cântico de acção de graças: É bom louvar-Te Senhor, M. Carneiro, NRMS 84

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos damos graças, Senhor, pelo alimento celeste que recebemos e imploramos da vossa misericórdia que, pela acção do Espírito Santo, perseverem na vossa graça os que receberam a força do alto. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Agradeçamos a Jesus o alimento da Sua palavra, que nos conforta e nos anima e o alimento do Seu Corpo e Sangue que nos fortalece na caminhada da nossa vida terrena.

 

Cântico final: Louvado seja o meu Senhor, J. Santos, NRMS 30

 

 

Homilias Feriais

 

32ª SEMANA

 

feira, 12-XI: Ajudar os outros a chegar ao Céu.

Sb 1, 1-7 / Lc 17, 1-6

Se teu irmão cometer uma ofensa, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe.

No caminho para a vida eterna, somos responsáveis pela felicidade dos outros, ajudando-os, por exemplo, a corrigir os seus defeitos e a perdoar sem medida: «Não há limite nem medida para este perdão essencialmente divino (cf. Ev)» (CIC, 2845).

Encontramos uma ajuda na Eucaristia: «na Eucaristia, Jesus faz de nós testemunhas da compaixão de Deus por cada irmão e irmã; nasce assim à volta do mistério eucarístico, o serviço de caridade para com o próximo, que consiste precisamente no facto de eu amar, em Deus e com Deus, a pessoa que não me agrada ou que nem conheço sequer» (SC, 88).

 

feira, 13-XI: A morte dos justos.

Sb 2, 23- 3, 9 / Lc 17, 7-10

Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido, o saírem deste mundo considerou-se uma desgraça… e, contudo, eles estão em paz.

A morte, aparentemente é uma desgraça mas, de facto, é uma amiga, a chave da felicidade plena, a que possibilita a mudança de casa, pois «a vida não é tirada, mas transformada» (Prefácio Defuntos).

E aqueles, que já estão na casa de Deus, os justos, são como nós, os servos inúteis (cf. Ev): os que fizeram apenas o que deveriam fazer, procurando cumprir os seus deveres quotidianos para com Deus e o próximo; que procuraram oferecer a Deus tudo o que fizeram; que sofreram penas; que foram postos à prova, ofereceram sacrifícios, confiaram em Deus… (cf. Leit).

 

feira, 14-XI: O significado das curas.

Sb 6, 1-11 / Lc 17, 11-19

Ao vê-los Jesus disse-lhes: Ide e mostrai-vos ao sacerdote. E sucedeu que no caminho ficaram limpos.

Jesus realizou imensas curas, como as destes dez leprosos: «As curas que fazia eram sinais da vinda do reino de Deus. Anunciavam uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e sobre a morte, mediante a sua Páscoa» (CIC, 1505). A cada um de nós o Senhor cura-nos das doenças da alma, do pecado, especialmente no sacramento da Confissão.

Depois de limpos, agradeçamos e procuremos viver uma vida santa: «Pois os que tiverem santamente guardado as coisas santas, serão reconhecidos como santos e, os que neles se tiverem instruído, hão-de encontrar a sua própria defesa» (Leit).

 

feira, 15-XI: Onde está o Reino de Deus?

Sb 7, 22- 8, 1 / Lc 17, 20-25

O reino de Deus não vem de maneira visível, nem se dirá ‘está aqui ou ali’, pois o reino de Deus já está no meio de nós.

«O Reino de Deus está diante de nós. Aproximou-se no Verbo encarnado, foi anunciado através de todo o Evangelho, veio na morte e ressurreição de Cristo. O Reino de Deus vem desde a santa Ceia e, na Eucaristia, está no meio de nós. O reino virá na glória, quando Cristo o entregar a seu Pai» (CIC, 2816).

O reino de Deus já esta na Eucaristia. A Comunhão é uma antecipação da glória do Céu. A Liturgia é uma participação na Liturgia celeste.Com a sua segunda vinda, Cristo entregará ao Pai o Reino, cuja realização lhe foi confiada.

 

feira, 16-XI: A entrega e a vida eterna.

Sb 13, 1-9 / Lc 17, 26-37

Quem procurar preservar a vida há-de perdê-la, e quem a perder há-de conservá-la.

Estas palavras de Cristo, relativas à sua segunda vinda, aplicam-se especialmente à sua entrega plena no Calvário: Jesus morre na Cruz, oferecendo-se ao Pai, entregando-se para nos dar a vida.

A nossa preparação para a vida eterna (cf. Ev) exige igualmente de cada um de nós uma vida de entrega: pôr de parte os ídolos; não se deixar levar pelas aparências (cf. Leit). Interessa reconhecer, no meio das coisas boas e belas, «quanto o Senhor destas coisas lhes é superior, pois foi o Autor da própria beleza que as criou» (Leit).

 

Sábado, 17-XI: A oração paciente.

Sb 18, 14-16; 19, 6-9 / Lc 18, 1-8

Uma vez que esta viúva me incomoda, vou fazer-lhe justiça, para que não venha moer-me indefinidamente.

Esta parábola da viúva inoportuna está centrada numa das qualidades da nossa oração: é preciso rezar sempre, com a paciência da fé (cf. CIC, 2613). A paciência e a fé estão intimamente unidas: quem tem fé nunca desiste, e quem tem paciência torna mais firme a sua fé (cf. S. Agostinho).

Um exemplo de paciência é-nos dado pelo Senhor que ordena de novo a criação, depois de uma destruição, para os seus «filhos ficarem sãos e salvos» (Leit) e liberta o seu povo do Egipto, através de admiráveis prodígios. O Senhor compadece-se igualmente das nossas faltas com uma paciência infinita.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Celestino Correia Ferreira

Nota Exegética:    Geraldo Morujão

Homilias Feriais: Nuno Romão

Sugestão Musical:              Duarte Nuno Rocha

 


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