31º Domingo Comum

4 de Novembro de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Salmo 37, 22-23

Antífona de entrada: Não me abandoneis, Senhor; meu Deus, não Vos afasteis de mim. Senhor, socorrei-me e salvai-me.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Vamos celebrar o Santo Sacrifício da Missa. É assim chamado porque actualiza o único sacrifício de Cristo Salvador e inclui a oferenda da Igreja. É o Memorial da Paixão e Ressurreição do Salvador. Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos há-de ressuscitar a nós e nos levará para junto d'Ele (2 Cor 2, 14).

Peçamos ao Senhor que nos ajude a caminhar sem desfalecimento para os bens que Ele nos promete.

 

Oração colecta: Deus omnipotente e misericordioso, de quem procede a graça de Vos servirmos fiel e dignamente, fazei-nos caminhar sem obstáculos para os bens por Vós prometidos. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Este texto descreve a omnipotência de Deus e o seu poder criador. Ele cuida de nós. Corrige-nos quando procedemos mal, porque nos ama e quer o melhor para nós.

 

Sabedoria 11, 22 – 12, 2

22Diante de Vós, Senhor, o mundo inteiro é como um grão de areia na balança, como a gota de orvalho que de manhã cai sobre a terra. 23De todos Vos compadeceis, porque sois omnipotente, e não olhais para os seus pecados, para que se arrependam. 24Vós amais tudo o que existe e não odiais nada do que fizestes; porque, se odiásseis alguma coisa, não a teríeis criado. 25E como poderia subsistir, se Vós não a quisésseis? Como poderia durar, se não a tivésseis chamado à existência? 26Mas a todos perdoais, porque tudo é vosso, Senhor, que amais a vida. 1O vosso espírito incorruptível está em todas as coisas. 2Por isso castigais brandamente aqueles que caem e advertis os que pecam, recordando-lhes os seus pecados, para que se afastem do mal e acreditem em Vós, Senhor.

 

O autor da obra, um sábio judeu helenista, já nos umbrais do Novo Testamento, quer confirmar na fé os seus compatriotas, que, deslumbrados com a cultura grega, corriam o perigo de subestimar a sabedoria que pertencia à revelação de Deus. O texto é tirado da 3ª parte da obra (capítulos 10 a 19), onde se exalta a sabedoria divina ao longo da história da salvação. O trecho da leitura é de notável riqueza doutrinal.

11, 23 Exalta-se a omnipotência, grandeza e transcendência de Deus: todo o mundo, diante dele, não passa de «um grão de poeira», «uma gota de orvalho». Mas o poder de Deus mostra-se aos pagãos na sua misericórdia – «de todos vos compadeceis» –, de um modo inesperado e desconhecido.

24-25 Deus é Criador e ama irrevogavelmente a sua obra, ficando excluído tudo o que possa ser pessimismo dualista ou maniqueu, algo não só estranho, mas também contrário à Revelação divina.

12, 1 «O vosso Espírito… está em tudo». Se, por um lado, está bem vincada a transcendência divina, conforme se acabou de dizer, por outro lado, não se pode deixar esquecido o reverso da medalha: a exacta imanência divina. A omnipresença divina não subordina o Criador à criatura, mas, ao contrário, torna a criatura essencialmente presente ao seu Criador, indissoluvelmente unida e intrinsecamente subordinada ao seu Senhor, que é um Pai providente. Este texto explicita e actualiza Gn 1, 2 e Gn 2, 7, onde se apresenta o Espírito de Deus a pairar sobre o caos das águas primordiais para dali tirar a maravilha da criação e a infundir no barro o sopro da vida.

2 «Corrigis brandamente… para que se afastem do mal». O Deus da Revelação não é cruel e vingativo, como os deuses da mitologia grega: Ele é o Pai que corrige, para o bem dos seus filhos, pois, mesmo quando irado, Ele «lembra-se da sua misericórdia» (cf. Habac 3, 2).

 

Salmo Responsorial      Sl 144 (145), 1-2.8-9.10-11.13cd-14

 

Monição: O Senhor é clemente e compassivo. O refrão é um cântico de louvor e agradecimento: Louvarei para sempre o Vosso nome, Senhor.

 

Refrão:         Louvarei para sempre o vosso nome,

                      Senhor, meu Deus e meu Rei.

 

Quero exaltar-Vos, meu Deus e meu Rei,

e bendizer o vosso nome para sempre.

Quero bendizer-Vos, dia após dia,

e louvar o vosso nome para sempre.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade.

O Senhor é bom para com todos

e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

 

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas

e bendigam-Vos os vossos fiéis.

Proclamem a glória do vosso reino

e anunciem os vossos feitos gloriosos.

 

O Senhor é fiel à sua palavra

e perfeito em todas as suas obras.

O Senhor ampara os que vacilam

e levanta todos os oprimidos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo aconselha os cristãos de Salónica a não darem ouvidos a profetas improvisados. O que importa é viver dignamente a nossa vocação cristã, viver o Evangelho no nosso dia a dia.

 

2 Tessalonicenses 1, 11 – 2, 2

Irmãos: 11Oramos continuamente por vós, para que Deus vos considere dignos do seu chamamento e, pelo seu poder, se realizem todos os vossos bons propósitos e se confirme o trabalho da vossa fé. 12Assim o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo será glorificado em vós, e vós n’Ele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo. 2,1Nós vos pedimos, irmãos, a propósito da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo e do nosso encontro com Ele: 2Não vos deixeis abalar facilmente nem alarmar por qualquer manifestação profética, por palavras ou por cartas, que se digam vir de nós, pretendendo que o dia do Senhor está iminente.

 

Uns perturbadores dos cristãos daquela comunidade de Tessalónica tinham introduzido a desordem, propagando a ideia de que a segunda vinda de Cristo (parusia) estava iminente, o que andava a acarretar trágicas consequências para a vida dos fiéis, que começaram a levar «uma vida ociosa, em vez de trabalhar, dedicando-se apenas a vãs curiosidades» (3, 11). É por isso que Paulo os previne – «não vos deixeis abalar… nem alarmar…» (2, 1) – e, mais adiante, lhes diz seriamente que «trabalhem com paz» (3, 12); e sai-se com aquela sentença plena de sensatez: «se alguém já não quer trabalhar, então que também deixe de comer» (3, 10). Para tranquilizar os fiéis, mais adiante (vv. 3-4) diz que antes da parusia tem de vir a «apostasia» e o «homem da impiedade», com um recurso a imagens do Antigo Testamento, que para nós são muito obscuras, mas que bastariam para fazer calar os agitadores.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 3, 16

 

Monição: Conduzidos por esta proclamação da grande bondade e misericórdia do Senhor, estamos aptos para compreender aquilo que nos vai dizer no Evangelho e O aclamarmos.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho unigénito;

quem acredita n’Ele tem a vida eterna.

 

 

Evangelho

 

Lucas 19, 1-10

Naquele tempo, 1Jesus entrou em Jericó e começou a atravessar a cidade. 2Vivia ali um homem rico chamado Zaqueu, que era chefe de publicanos. 3Procurava ver quem era Jesus, mas, devido à multidão, não podia vê-l’O, porque era de pequena estatura. 4Então correu mais à frente e subiu a um sicómoro, para ver Jesus, que havia de passar por ali. 5Quando Jesus chegou ao local, olhou para cima e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa». 6Ele desceu rapidamente e recebeu Jesus com alegria. 7Ao verem isto, todos murmuravam, dizendo: «Foi hospedar-Se em casa dum pecador». 8Entretanto, Zaqueu apresentou-se ao Senhor, dizendo: «Senhor, vou dar aos pobres metade dos meus bens e, se causei qualquer prejuízo a alguém, restituirei quatro vezes mais». 9Disse-lhe Jesus: «Hoje entrou a salvação nesta casa, porque Zaqueu também é filho de Abraão. 10Com efeito, o Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido».

 

Este episódio da conversão de Zaqueu é contado apenas por Lucas; é mais um dado que o «secretário da misericórdia de Cristo» (Dante) regista, a fim de pôr em evidência, por um lado, o amor de Cristo aos pecadores e, por outro, a universalidade da salvação que Ele traz à terra. É de notar como o Evangelista, que especialmente exalta a pobreza, deixa ver como também a salvação pode chegar a um homem rico. Há mesmo uma tradição que diz que Zaqueu veio a ser discípulo de Pedro e bispo de Cesareia.

2 «Chefe de publicanos», ou dos cobradores de impostos a favor dos romanos dominadores; seria um homem detestável, não só pelo seu ingrato trabalho, mas sobretudo pela colaboração com o opressor estrangeiro, além de que certamente abusaria da profissão para enriquecer à custa de exigir mais do que seria justo; e, para cúmulo, o seu nome – Zacai –, que em aramaico significa puro, era um verdadeiro sarcasmo. O negócio seria rendoso, pois Jericó era uma grande cidade de comércio, situada no fértil vale inferior da margem direita do rio Jordão, numa encruzilhada de vias que ligavam Jerusalém às cidades do Norte e da Transjordânia. A condição pecadora de Zaqueu fica bem clara nos vv. 7-10.

3 «Esforçava-se por ver quem era Jesus». Podemos pensar que não se tratava de uma mera curiosidade frívola, mas antes de uma insatisfação escondida dentro de quem não se satisfaz só com as coisas materiais, estando aberto ao divino e disposto a rectificar a sua vida. A vontade de seguir a voz interior da consciência leva-o a superar os respeitos humanos, e a sujeitar-se ao ridículo de trepar a uma árvore. A narrativa põe em foco o flagrante contraste entre o poder de um homem «pessoalmente rico» e a fraqueza de quem era de «pequena estatura».

4 «Sicómoro»: a própria etimologia grega do nome da árvore deixa ver a sua natureza, uma árvore bastante frondosa, com folhas semelhantes às da amoreira e frutos parecidos com os da figueira.

8 «Zaqueu parou e disse ao Senhor». Fica patente como não foi preciso que Jesus lançasse em rosto os abusos e pecados daquele homem; a bondade e a condescendência de Jesus, que desassombradamente entra em casa de um pecador público, leva à conversão e a propósitos bem concretos. Por outro lado, a avareza do «chefe de publicanos» é agora compensada com larga generosidade: «vou dar a metade dos meus bens aos pobres»; e as injustiças são reparadas com uma repartição superabundante, superior ao que ordenava a própria Lei de Moisés (cf. Ex 21, 37-38): «restituirei quatro vezes mais».

 

Sugestões para a homilia

 

Deus, Criador e Senhor

Não vos deixeis abalar sem razão

Hoje a salvação chegou a esta casa

Deus, Criador e Senhor

No princípio criou Deus o Céu e a Terra (Gén 1, 1). É com estas palavras solenes que começa a Sagrada Escritura. Elas se encontram igualmente no início do Credo, o símbolo da fé Cristã.

Esta afirmação situa o mundo, com o homem, dentro dum contexto teológico fundamental que os Livros Sagrados irão descrevendo e aclarando cada vez mais. Como ensina o livro da Sabedoria, tudo o que existe fora de Deus foi tirado do nada por Ele, num acto de sabedoria, amor e poder.

A catequese sobre a criação reveste-se de uma importância capital. Diz respeito aos próprios fundamentos da vida humana e cristã (C.I.C. 283). A Revelação, ao mesmo tempo que ensina a não edificar o mundo, convida-nos a um religioso respeito perante a admirável obra de Deus. Deus, vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa (Gén 1,31). Deus só pode criar coisas boas.

Depois de tudo ter criado, o Altíssimo não abandona a sua obra mas dela cuida com paternal providência. Reconhecer esta dependência total do Criador é fonte, de sabedoria e de liberdade, de alegria e de confiança. O mundo é para o homem, mas o homem é para Deus. A nossa actuação sobre a natureza vai no sentido de colaborar com Deus, no trabalho de cada dia, subordinado ao plano global do Criador. Havemos de administrar os recursos da terra com responsabilidade.

Respeitar as leis inscritas na criação e as relações derivantes da natureza das coisas é um princípio de sabedoria e um fundamento da moral (C.I.C 354). Sabemos que, infelizmente, hoje multiplicam-se os pecados contra a natureza. Aquelas aberrações de que fala S. Paulo (Rom 1, 26) outras se vêm juntando: os atentados contra a vida, contra o meio ambiente, o envenenamento das águas e dos montes, o fogo posto, etc. Na relação com a natureza visível estamos submetidos a leis, não só biológicas, mas também morais (E.V. 42). A ecologia é um outro nome da lei natural.

Na sua primeira encíclica, João Paulo II já aponta aliás o remédio para estes males: – A prioridade de ética sobre a técnica; o primado das pessoas sobre as coisas; a superioridade do espírito sobre a matéria (R.H. 16).

Não vos deixeis abalar sem razão

As duas cartas que S. Paulo escreveu aos cristãos de Salónica são os documentos mais antigos do Novo Testamento. A sua evangelização ali, embora breve, foi muito benéfica. Teve de se retirar apressadamente por causa da perseguição dos judeus (Act 17.4-19).

O Apóstolo louva a constância daqueles cristãos na prática do Evangelho bem como o bom exemplo que dão aos demais. Acontece, porém, que apareceram por lá falsos profetas a desorientá-los, anunciando a proximidade do fim do mundo e, consequentemente, a inutilidade de trabalhar. Teve de os advertir de que não se deixassem seduzir por tais ideias como se o dia do Senhor estivesse perto. Que continuem a trabalhar pondo de parte a ociosidade.

Não sabemos o quando nem o como do fim do mundo. Esperamos novos Céus e nova Terra onde habitará a justiça (a santidade) (2 Ped 3, 13). Trata-se de uma esperança activa que nos responsabiliza no processo de conversão e purificação. A única coisa que interessa é esta: quando acabará o mundo para mim? Como deixarei o mundo? Com que obras? As nossas obras nos acompanham (Ap. 14, 13).

Hoje a salvação chegou a esta casa

Zaqueu é um modelo de conversão. Manifesta um grande desejo de conhecer Cristo. Não espera que passe perto da sua casa. Não pára diante da dificuldade de ser de pequena estatura, nem tem vergonha de subir a uma árvore para O ver melhor. Não lhe basta ver o Senhor de longe. «Zaqueu, desce depressa que Eu hoje preciso de ficar em tua casa», diz-lhe Jesus. Alegra-se com a entrada do Senhor na sua casa. Ao acolhê-l’O abre, de par em par, as portas da sua alma, do seu pensamento e do seu coração.

Zaqueu converte-se não só com palavras, mas com factos e de verdade Desprende-se de metade da sua fortuna que dá aos pobres.

Restituindo os bens que adquiriu ilicitamente, fica contente, comovido por Cristo «ter ido hospedar-se em casa de um pecador». Zaqueu viu a Cristo e encontrou a Luz. Viu-O e se antes se apoderara do alheio, então começou a dar o que era seu. Cristo responde-lhe: Hoje a salvação chegou a esta casa. E louva-o pelo seu compromisso.

Padre Américo gostava de repetir: não há rapazes maus – ele que fundou a obra do Gaiato, para recolher e educar os garotos da rua, os «filhos das ervas» na linguagem popular. Parece-me que também se poderá afirmar: não há homens maus. O que há é homens ignorantes e enganados, homens fracos e incompreendidos. E são tão poucos os sabedores e os fortes, capazes de compreender os seus irmãos que querem ser bons e não sabem como. Saber despertar a centelha divina que vive sob as cinzas profanas é carisma de Santos. Como Jesus. Ele «fecha os olhos às faltas dos homens» (1.ª Leit.) porque ama a todos, porque veio procurar e salvar o que estava perdido (Ev.).

E a inveja escandalizada dos fariseus ficou desarmada.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, unidos ao Pai do Céu,

roguemos-Lhe que, por Jesus, nos atenda.

 

1.  Pelo Papa, chefe visível da Igreja, pelos Bispos a ele unidos:

para que sejam sempre os pastores solícitos de que precisamos,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos chefes das nações:

para que governem com justiça,

procurando sempre o bem comum,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelos pobres, pelos presos, por todos os que sofrem:

para que o Senhor os assista em todas as necessidades,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos nossos irmãos afastados de Deus

e que têm dificuldades em «descer»:

para que se aproximem do Salvador,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos pais desanimados ou preocupados

com a educação dos filhos:

para que, antes de tudo, os entreguem a Deus,

oremos, irmãos.

 

6.  Pelos nossos irmãos do Purgatório:

para que o Senhor os admita brevemente no Seu reino,

oremos, irmãos.

 

Abençoai-nos e dai-nos ó Pai do Céu o que Vos pedimos.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS 1(II)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, fazei que este sacrifício seja para Vós uma oblação pura e para nós o dom generoso da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento CT

 

Saudação da Paz

 

A paz entrou na casa de Zaqueu quando este recebeu Jesus e se converteu de alma e coração.

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Sou de pequena estatura como Zaqueu. Tudo em mim é pequeno. Dilatai-me ó bom Jesus, a fim de que eu me torne grande. E, se precisar de uma árvore para me alcandorar, tenho a Cruz.

 

Cântico da Comunhão: Não fostes vós que Me escolhestes, Az. Oliveira, NRMS 59

Salmo 15, 11

Antífona da comunhão: O Senhor me ensinará o caminho da vida, a seu lado viverei na plenitude da alegria.

Ou:    Jo 6. 58

Assim como o Pai que Me enviou é o Deus vivo e Eu vivo pelo Pai, também o que Me come viverá por Mim, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Pelo Pão do teu Amor, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Multiplicai em nós, Senhor, os frutos da vossa graça, para que os sacramentos celestes que nos alimentam na vida presente nos preparem para alcançarmos a herança prometida. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Esclarecemos a fé para enfrentar os falsos profetas. Ficamos mais animados para alegremente cumprir os preceitos do Senhor.

Vamos em paz e o Senhor nos acompanhe.

 

Cântico final: O Senhor me apontará o caminho, F. da Silva, NRMS 69

 

 

Homilias Feriais

 

31ª SEMANA

 

feira, 5-XI: A misericórdia e a vida eterna.

Rom 11, 29-36 / Lc 14, 12-14

Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus.

Deus sabe mais e consegue tirar um grande bem de qualquer mal. Assim aconteceu com o pecado: «Deus permitiu que todos os homens desobedecessem a fim de usar de misericórdia para com todos (Leit)» (CIC, 1870).

Todos somos igualmente convidados a exercer a misericórdia para com os outros, mas não estejamos à espera de uma recompensa. Deste modo receberemos a retribuição na vida eterna (cf. Ev). Procuremos ajudar muito o próximo: é como fazê-lo por Deus e é caminho seguro de eternidade.

 

feira, 6-XI: Eucaristia e convite para a vida eterna.

Rom 12, 5-16 / Lc 14, 15-24

O Senhor disse ao criado: Sai aos caminhos e às azinhagas e obriga essa gente a entrar, para que a minha casa fique cheia.

Através de uma simples parábola Jesus faz um convite para a vida eterna (cf. Ev). A Eucaristia é «uma antecipação real do banquete final, preanunciado pelos profetas e descrito no Novo Testamento como as ‘núpcias do Cordeiro’ que se hão-de celebrar na comunhão dos santos» (SC, 31).

Os convidados da parábola apresentaram muitas desculpas, mas nós não podemos recusar os convites do Senhor. Assim, precisamos usar os talentos recebidos: ‘quem tem o dom do ensino, que o empregue a ensinar…’; devemos dedicar-nos ao serviço do Senhor, praticar a caridade: ‘sede amáveis uns com os outros’ (cf. Leit).

 

feira, 7-XI: Os caminhos para a salvação.

Rom 13, 8-10 / Lc 14, 25-33

Qual de vós que deseja construir uma torre, se não senta primeiro a calcular a despesa e a ver se tem com que terminá-la?

A caminhada para a vida eterna é comparada por Jesus à construção de uma torre (cf. Ev). Para construirmos esta torre precisamos verificar os recursos com que contamos, os defeitos que é preciso corrigirmos, as ajudas que Ele nos oferece, etc.

Estão assinalados também os caminhos a percorrer: o amor ao próximo, como pleno cumprimento da Lei (cf. Leit); a aceitação da própria cruz de cada dia, a união com Ele que há-de prevalecer sobre todos os laços familiares e sociais, a renúncia a todos os bens por amor d’Ele (cf. Ev).

 

feira, 8-XI: Os pecadores e a vida eterna.

Rom 14, 7-12 / Lc 15, 1-10

Este homem acolhe os pecadores e come com eles.

No caminho para a vida eterna podemos desviar-nos d’Ele, mas Jesus está sempre disposto a ir à nossa procura (cf. Ev), porque «quer vivamos, quer morramos é ao Senhor que pertencemos (cf. Leit).

Mas Ele espera a nossa conversão: «Jesus convida os pecadores à conversão, sem a qual não se pode entrar no Reino, mostra-lhes a imensa ‘alegria que haverá no céu, por um só pecador que se arrependa’ (Ev)» (CIC, 545). A piedade eucarística também contribui para esta transformação, na medida em que comungamos da doação de Cristo: o pão que dá a vida ao mundo (cf. SC, 82).

 

feira, 9-XI: Dedicação da Basílica de Latrão: respeito pela casa de oração.

1 Cor 3, 9-11. 16-17 / Jo 2, 13-22

Tirai isto daqui: não façais da casa de meu Pai casa de comércio.

A Basílica de Latrão foi um dos primeiros templos a ser construído logo após as perseguições (século IV). É um sinal de amor e unidade com o Papa.

Cada templo há-de ser uma casa de oração (cf. Ev), um lugar onde damos culto a Deus. Por isso, prestemos «atenção às formas de linguagem previstas pela liturgia: palavra e canto, gestos e silêncios, movimentos do corpo, cores litúrgicas dos paramentos» (SC, 40). E, além disso, devemos estar com o respeito e compostura adequados; chegar pontualmente à Missa; evitar conversas inúteis. Deste modo, participaremos efectivamente na construção do edifício (cf. Leit).

 

Sábado, 10-XI: Desprendimento e vida eterna.

Rom 16, 3-9. 16. 22-27 / Lc 16, 9-15

Nenhum servo pode servir a dois senhores: ou terá antipatia por um e estima por outro…

Esta recomendação do Senhor é especialmente importante nos nossos dias, em que vivemos metidos numa sociedade de consumo, que leva ao esquecimento da riqueza de Deus, a única que pode encher o nosso coração.

Não podemos servir a dois senhores (cf. Ev): «Toda a prática que reduza as pessoas a não serem mais que simples meios com vista ao lucro, escraviza o homem, conduz à idolatria e contribui para propagar o ateísmo» (CIC, 2424). Aproveitemos bem a escassez e até a falta do que é necessário; evitemos gastos por capricho, comodismo ou vaidade, aceitando tudo como uma riqueza.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Armando Barreto Marques

Nota Exegética:    Geraldo Morujão

Homilias Feriais: Nuno Romão

Sugestão Musical:              Duarte Nuno Rocha

 


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