30º Domingo Comum

28 de Outubro de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Escutai Senhor a prece, M. Carneiro, NRMS 90-91

Salmo 104, 3-4

Antífona de entrada: Alegre-se o coração dos que procuram o Senhor. Buscai o Senhor e o seu poder, procurai sempre a sua face.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Os textos litúrgicos deste Domingo falam-nos da oração. Na parábola evangélica, tanto o fariseu como o publicano, rezam no templo, mas só este último agradou a Deus. A primeira leitura diz que Deus é justo juiz e não faz acepção de pessoas, mas só a oração humilde faz descer do Céu as bênçãos divinas. Finalmente, S. Paulo, escrevendo ao seu discípulo Timóteo, deixa-nos ver os seus profundos sentimentos e humildes e desejos: receber das mãos do Senhor, como prémio, a coroa de glória.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade; e para merecermos alcançar o que prometeis, fazei-nos amar o que mandais. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Autor sagrado diz que a oração humilde brota do nosso coração, atravessa as nuvens e chega ao trono de Deus. Este é o tema central da Palavra que vamos escutar.

 

Ben-Sirá 35, 15b-17.20-22a (grego: 12-14.16-18)

 

15bO Senhor é um juiz que não faz acepção de pessoas. 16Não favorece ninguém em prejuízo do pobre e atende a prece do oprimido. 17Não despreza a súplica do órfão nem os gemidos da viúva. 20Quem adora a Deus será bem acolhido e a sua prece sobe até às nuvens. 21A oração do humilde atravessa as nuvens e não descansa enquanto não chega ao seu destino. 22aNão desiste, até que o Altíssimo o atenda, para estabelecer o direito dos justos e fazer justiça.

 

A leitura é tirada do corpo do livro de Ben Sira (2 – 43), uma longa amálgama de conselhos morais e sábias sentenças. Neste trecho, ao mesmo tempo que se fala das boas disposições de Deus para quem o invoca, também põe em evidência as condições de uma boa oração: confiança, perseverança e humildade: «A oração do humilde atravessa as nuvens» (v. 21).

 

Salmo Responsorial    Sl 33 (34), 2-3.17-18.19.23 (R. 7a)

 

Monição: Este salmo traduz a alegria dos que se sentem pobres e fracos. Confiam na bondade de Deus que está pronto a salvar os espíritos abatidos, os corações atribulados.

 

Refrão:         O pobre clamou e o Senhor ouviu a sua voz.

 

Ou:                O Senhor ouviu o clamor do pobre.

 

A toda a hora bendirei o Senhor,

o seu louvor estará sempre na minha boca.

A minha alma gloria-se no Senhor,

escutem e alegrem-se os humildes.

 

A face do Senhor volta-se contra os que fazem o mal,

para apagar da terra a sua memória.

Os justos clamaram e o Senhor os ouviu,

livrou-os de todas as angústias.

 

O Senhor está perto dos que têm o coração atribulado

e salva os de ânimo abatido.

O Senhor defende a vida dos seus servos,

não serão castigados os que n’Ele confiam.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo faz uma espécie de balanço da sua vida: «Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé!» Reconhece o bem praticado, mas considera que foi Deus que o amparou. Estimula-nos a trabalhar como ele, sabendo que a recompensa vem de Deus para todos os que tiverem «esperado a sua vinda.»

 

2 Timóteo 4, 6-8.16-18

Caríssimo: 6Eu já estou oferecido em libação e o tempo da minha partida está iminente. 7Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. 8E agora já me está preparada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me há-de dar naquele dia; e não só a mim, mas a todos aqueles que tiverem esperado com amor a sua vinda. 16Na minha primeira defesa, ninguém esteve a meu lado: todos me abandonaram. Queira Deus que esta falta não lhes seja imputada. 17O Senhor esteve a meu lado e deu-me força, para que, por meu intermédio, a mensagem do Evangelho fosse plenamente proclamada e todas as nações a ouvissem; e eu fui libertado da boca do leão. 18O Senhor me livrará de todo o mal e me dará a salvação no seu reino celeste. Glória a Ele pelos séculos dos séculos. Amen.

 

Temos hoje a parte final da 2ª Carta enviada a Timóteo desde um calabouço em Roma, onde aguardava o seu iminente martírio, no termo do seu 2º cativeiro romano.

6 «Eu já estou oferecido em libação», isto é, «estou a chegar ao momento de derramar o meu sangue em sacrifício». A expressão deve entender-se à luz do costume pagão de fazer libações (sacrifícios que consistiam no derramamento ritual de líquidos em honra da divindade), por ocasião da morte de alguém. Com esta maneira de falar, S. Paulo quer dizer que já chegou a hora da sua morte. Pode significar também que a sua morte violenta – com derramamento de sangue por Cristo e em união com Ele – tem um certo carácter sacrificial, por se tratar de uma imolação em honra de Deus.

«O tempo da minha partida (à letra: o desprender das amarras, isto é, a morte) está iminente». Estamos seguramente no ano 67, ano do martírio do Apóstolo.

7-8 «Combate… carreira… coroa…»: mais uma vez aparece a bela maneira paulina de apresentar a vida cristã como um desporto sobrenatural, através das imagens duma luta, duma corrida e da coroa a ser atribuída por um árbitro; este é Deus, que contempla a competição e atribui o prémio. Era costume honrar os vencedores dos certames com coroas tecidas de agulhas de pinheiros, ou de folhas de louro ou oliveira; a coroa também podia, como hoje, pertencer às honras fúnebres. Esta imagem da coroa já designava então a vida eterna na bem-aventurança do Céu, como prémio de uma vida santa; é dita uma «coroa de justiça», por ser atribuída a quem praticou a justiça, ou obras justas, isto é, de acordo com a vontade de Deus. Mas a ideia de retribuição devida aos méritos também fica patente no texto, pois o prémio é dado por aquele que é o «justo juiz»: Deus remunerador, perante quem todos teremos de prestar contas, «naquele dia», o da «sua vinda», à letra, o da a sua manifestação (epifáneia), «com efeito, todos havemos de comparecer perante o tribunal de Cristo, a fim de que cada um receba conforme aquilo que fez de bem ou de mal, enquanto estava no corpo» (2 Cor 5, 10).

17 «E todos as nações a ouvissem». Esta tradução não é a seguida habitualmente pelos comentadores, pois não parece que haja aqui uma referência à pregação da «mensagem do Evangelho» (o texto original fala simplesmente de pregação, sem mais: kêrygma); parece referir-se antes a um testemunho dado provavelmente no julgamento público, ouvido «por todos os gentios» (e não por «todas as nações», como diz a actual tradução bíblica revista). Tratar-se-ia de um testemunho de tal modo convincente, que levou ao adiamento da sentença: e eu fui libertado da boca do leão, isto é, da morte (cf. Salm 21 (22), 22).

 

Aclamação ao Evangelho        2 Cor 5, 19

 

Monição. Aclamemos Jesus Cristo, nosso divino Mestre que nos ensina a ser humildes para obter a aprovação e a glorificação de Deus.

 

Aleluia

 

Cântico: Az. Oliveira, NRMS 36

 

Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo

e confiou-nos a palavra da reconciliação.

 

 

Evangelho

 

Lucas 18, 9-14

9Naquele tempo, Jesus disse a seguinte parábola para alguns que se consideravam justos e desprezavam os outros: 10«Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro publicano. 11O fariseu, de pé, orava assim: ‘Meu Deus, dou-Vos graças por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem como este publicano. 12Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de todos os meus rendimentos’. 13O publicano ficou a distância e nem sequer se atrevia a erguer os olhos ao Céu; mas batia no peito e dizia: ‘Meu Deus, tende compaixão de mim, que sou pecador’. 14Eu vos digo que este desceu justificado para sua casa e o outro não. Porque todo aquele que se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado».

 

A parábola do fariseu e do publicano, exclusiva de Lucas, é uma forma de Jesus ensinar a humildade, a atitude fundamental com que o homem tem de se apresentar diante de Deus para ser atendido.

11 «Meu Deus, dou-Vos graças». Temos um exemplo da «oração dos hipócritas» (Mt 6, 5). O que o fariseu faz não é propriamente rezar, mas gabar-se; não dialoga com Deus, fala consigo. Ele também tem pecados, mas a sua soberba não o deixa ter a hombridade de os reconhecer. Para ele, os maus são os outros, com quem se compara – «não sou como este publicano» –; sente-se com autoridade para julgar, e condena os outros. Apoia-se nas suas pretensas boas obras e, ao não se apoiar na misericórdia de Deus, sai do templo em pecado. Justifica-se a si mesmo e sai por justificar, pois só Deus pode tornar o homem justo. Ele agradece a Deus, mas, no fundo, o que ele pensa é que Deus é quem lhe deve estar agradecido!

14 Pelo contrário, a oração humilde do pecador, que reconhece sinceramente as suas culpas e se arrepende, comove o coração de Deus: «Eu vos digo que este desceu justificado para sua casa». A doutrina que S. Paulo havia de desenvolver sobre a justificação pela fé e não pelas obras vai na linha do ensino desta parábola.

 

Sugestões para a homilia

 

Quem se humilha será exaltado

O tema principal das leituras proclamadas neste Domingo é a oração. Jesus conta uma parábola. Os Evangelhos registam cerca de cinquenta parábolas. Jesus serve-se de comparações e de imagens da vida quotidiana para nos ensinar verdades espirituais elevadas. Quinze dessas parábolas são exclusivas de S. Lucas. Esta do Fariseu e do Publicano é uma delas. Jesus, como bom narrador, faz-nos ver estas duas figuras do fariseu e do publicano de uma forma tão realista, que nunca mais nos podemos esquecer. «Dois homens subiram ao Templo para rezar!» O fariseu corresponde a uma classe de pessoas irrepreensíveis no cumprimento dos seus deveres, é um homem justo: «Meu Deus! Eu vos dou graças, porque não sou adúltero, ladrão, injusto como os outros.» Trata-se de um homem fiel e muito generoso (A Lei pedia um dia de jejum por ano, ele jejuava duas vezes por semana.) Então o que estava mal?

O publicano é a imagem típica do homem pecador, encarregado de receber os impostos, era o símbolo da decadência moral para os judeus. Então porque alcançou a benevolência divina?

Esta é a narração do Evangelho. Mas, quem são os verdadeiros destinatários deste ensinamento? Jesus dirige-se a todos aqueles que estão convencidos de que são justos, mas desprezam os outros. Ser justo é um ideal muito positivo. No sentido bíblico, ser justo equivale a ser santo, equivale a ser perfeito. Justo é aquele que conforma a sua vida com a vontade de Deus. Mas como é possível ser justo e desprezar os demais? Desprezar o próximo não é o oposto de amar o próximo? Será que também sentimos a forte censura contra o farisaísmo? Não é verdade que às vezes há em nós muito de farisaísmo quando orgulhosamente nos consideramos superiores aos outros? Quando criticamos os outros? Quando rejeitamos os demais? Na vida espiritual não podemos agradar a Deus e desprezar os irmãos. São pobres? Prestemos-lhe auxílio. São pecadores? Rezemos pela sua conversão. Jesus não poderia concordar com alguém que se afirma cumpridor perfeito da lei divina, mas que despreza o seu semelhante. S. Lucas apresenta-nos Jesus cheio de compaixão, ternura e misericórdia para com os abatidos, os humildes. Jesus é a imagem do Pai celeste de quem o salmo de hoje (Salmo 33), diz que «Deus está próximo dos corações atribulados, pronto para salvar os abatidos!» O Publicano, na sua humildade, bate no peito, acha-se indigno de entrar no santuário fica ao fundo. Não julga ninguém, mas julga-se a si mesmo e pede perdão: «Senhor, tem compaixão de mim, que sou pecador!»

A primeira leitura ajuda-nos a compreender melhor a parábola contada por Jesus no Evangelho. Ficamos a saber que Deus atende a prece que brota de um coração humilde, contrito, abatido. Deus é amor misericordioso e gratuito, dá sem esperar retribuição. Deus está sempre pronto a perdoar. Em contra partida, também sabemos que Deus resiste aos soberbos de coração, aos que pensam que a salvação se deve às suas obras: Ora a salvação é dom de Deus! Ninguém se pode gloriar! Contudo, a exemplo de S. Paulo, na segunda leitura, se fomos trabalhadores, construindo o Reino, podemos ter uma confiança plena de que Deus nos dará a coroa de glória! Por agora, esforcemo-nos humildemente por vencer o bom combate da fé! Quem se humilha será exaltado! Com o publicano não queremos ser justos, mas justificados! Não nos orgulhamos das nossas boas obras, mas pedimos perdão dos nossos pecados.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Peçamos ao Senhor que nos dê um coração

Capaz de fazer subir até Ele as nossas preces e súplicas

Por todos os homens:

 

Lembrai-vos, Senhor, do vosso povo!

 

1.  Pelo Papa, bispos, presbíteros

para que saibam acolher os pecadores

com bondade e sem discriminação, oremos.

 

2.  Pelos que anunciam o Evangelho de Jesus

e pelos que pela idade já estão cansados e esgotados,

para que o amor de Deus os reanime, oremos.

 

3.  Pelos homens e mulheres de vida contemplativa,

pelos religiosos e religiosas e lares cristãos onde se reza todos os dias, oremos.

 

4.  Por todos os nossos familiares, amigos e benfeitores que já partiram,

para que através da nossa oração humilde e perseverante descansem em paz, oremos.

 

Senhor nosso Deus,

Atendei às orações humildes dos vossos fiéis

Que Vos pedem por todos homens que quereis salvar.

Por Jesus Cristo,

Vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A minha alma tem sede, M. Carneiro, NRMS 40

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, para os dons que Vos apresentamos e fazei que a celebração destes mistérios dê glória ao vosso nome. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno, 99-100

 

Monição da Comunhão

 

Com Nossa Senhora cantemos «Magnificat» e louvemos o Senhor que olha para os humildes. «Aos humildes Deus enche-os de bens. Aos orgulhosos despede-os de mãos vazias» (Lc 1, 46. 53)

 

Cântico da Comunhão: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70

cf. Salmo 19, 6

Antífona da comunhão: Celebramos, Senhor, a vossa salvação e glorificamos o vosso santo nome.

Ou:    Ef 5, 2

Cristo amou-nos e deu a vida por nós, oferecendo-Se em sacrifício agradável a Deus.

 

Cântico de acção de graças: Cantai Comigo, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que os vossos sacramentos realizem em nós o que significam, para alcançarmos um dia em plenitude o que celebramos nestes santos mistérios. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

S. Paulo ensina-nos que Deus dará a coroa de glória aos que trabalham pela dilatação do reino e desejam a sua vinda. Com os crentes de todos os tempos peçamos continuamente: «Ámen! Vinde, Senhor Jesus!» (Apoc 22, 20)

 

Cântico final: Exultai de alegria no Senhor, F. da Silva, NRMS 87

 

 

Homilias Feriais

 

30 ª SEMANA

 

feira, 29-X: A Eucaristia e os sentidos.

Rom 8, 12-27 / Lc 13, 10-17

Apareceu então uma mulher com um espírito que a tornava enferma havia dezoito anos: andava curvada.

Esta mulher curvada é o símbolo daqueles que têm uma visão muito rasteira, humana, e não conseguem olhar para o alto, para Deus. Facilmente se tornam escravos dos bens terrenos. Só o Espírito Santo os poderá libertar dessas escravidões (cf. Leit).

De modo semelhante não conseguimos descobrir Jesus na Eucaristia: «Aqui os nossos sentidos falham – a vista, o tacto, o gosto falham -, diz-se no hino Adoro te devote; mas basta-nos simplesmente a fé, radicada na palavra de Cristo… Como Pedro…: ’Senhor para quem havemos de ir? Tu tens palavras de vida eterna’» (IVE, 59).

 

feira, 30-X: O fermento do Evangelho.

Rom 8, 18-25 / Lc 13, 18-21

Na verdade, as criaturas esperam ansiosamente a revelação dos filhos de Deus.

Nós somos enviados pelo Senhor para sermos o fermento (cf. Ev), que faz nascer o amor de Deus no ambiente, para revelarmos Deus aos outros, que O esperam ansiosamente (cf. Leit).

«Quanto mais vivo for o amor pela Eucaristia, no coração do povo cristão, tanto mais clara lhe será a incumbência da missão: levar Cristo; não meramente uma ideia ou uma ética nele inspirada, mas o dom da sua própria Pessoa. Quem não comunica a verdade do Amor ao irmão, ainda não deu bastante» (SC, 86).

 

feira, 31-X: A entrada pela porta estreita.

Rom 8, 26-30 / Lc 13, 22-30

Senhor, são poucos os que se salvam? (Jesus): esforçai-vos por entrar pela porta estreita.

A vontade de Deus é que todos se salvem. Mas pede-nos que entremos pela porta estreita. Esta afirmação é um apelo urgente à conversão (cf. CIC, 1036).

Por um lado, devemos aproveitar bem todas as dificuldades: «Ora nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam» (Leit). Por outro lado, a Eucaristia é um convite a uma maior entrega: «Ao participar no sacrifício da cruz, o cristão comunga do amor de doação de Cristo, ficando habilitado e comprometido a viver esta mesma caridade em todas as suas atitudes e comportamentos de vida» (SC, 82).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       José Roque

Nota Exegética:    Geraldo Morujão

Homilias Feriais: Nuno Romão

Sugestão Musical:              Duarte Nuno Rocha

 


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