28º Domingo Comum

14 de Outubro de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Escutai a minha prece, M. Carneiro, NRMS 102

Salmo 129, 3-4

Antífona de entrada: Se tiverdes em conta as nossas faltas, Senhor, quem poderá salvar-se? Mas em Vós está o perdão, Senhor Deus de Israel.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Naamã é modelo de reconhecimento pela graça recebida.

Quis recompensar Eliseu, instrumento de Deus para o curar, mas é grato sobretudo para com o Deus de Israel. São Paulo sublinha que Deus nada deixa sem recompensa: «Se morremos com Cristo, também com ele viveremos» (Segunda Leitura).

No texto do Evangelho volta a ser abordado o tema da gratidão.

 

Oração colecta: Nós Vos pedimos, Senhor, que a vossa graça preceda e acompanhe sempre as nossas acções e nos torne cada vez mais atentos à prática das boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Naamã foi humilde e generoso.

 

2 Reis 5, 14-17

 

Naqueles dias, 14o general sírio Naamã desceu ao Jordão e aí mergulhou sete vezes, como lhe mandara Eliseu, o homem de Deus. A sua carne tornou-se tenra como a de uma criança e ficou purificado da lepra. 15Naamã foi ter novamente com o homem de Deus, acompanhado de toda a sua comitiva. Ao chegar diante dele, exclamou: «Agora reconheço que em toda a terra não há outro Deus senão o de Israel. Peço-te que aceites um presente deste teu servo». 16Eliseu respondeu-lhe: «Pela vida do Senhor que eu sirvo, nada aceitarei». E apesar das insistências, ele recusou. 17Disse então Naamã: «Se não aceitas, permite ao menos que se dê a este teu servo uma porção de terra para um altar, tanto quanto possa carregar uma parelha de mulas, porque o teu servo nunca mais há-de oferecer holocausto ou sacrifício a quaisquer outros deuses, mas apenas ao Senhor, Deus de Israel».

 

O episódio cheio de beleza e vivacidade é tirado do chamado ciclo de Eiseu (2 Re 2, 13 – 13, 30), tem um paralelo semelhante nos Evangelhos, não tanto nas curas dos leprosos dos Evangelhos, como se lê no Evangelho de hoje, mas antes na cura do cego de Jo 9, que se banha na piscina de Siloé.

17 Uma porção de terra, isto é, de terra santa, terra que pertence ao verdadeiro e único Deus, Yahwéh, o único capaz de fazer milagres. Esta terra levada como relíquia vai continuar no futuro costume da piedade cristã de os peregrinos da Terra Santa trazerem consigo um punhado de terra.

 

Salmo Responsorial    Sl 97 (98), 1-4 (R. cf. 2b)

 

Monição: Aclamemos o Senhor que nos dá a salvação.

 

Refrão:         O Senhor manifestou a salvação a todos os povos.

 

Ou:                Diante dos povos

                      manifestou Deus a salvação.

 

Cantai ao Senhor um cântico novo

pelas maravilhas que Ele operou.

A sua mão e o seu santo braço

Lhe deram a vitória.

 

O Senhor deu a conhecer a salvação,

revelou aos olhos das nações a sua justiça.

Recordou-Se da sua bondade e fidelidade

em favor da casa de Israel.

 

Os confins da terra puderam ver

a salvação do nosso Deus.

Aclamai o Senhor, terra inteira,

exultai de alegria e cantai.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Tudo o que fizermos por Cristo e em Cristo, não ficará sem recompensa.

 

2 Timóteo 2, 8-13

 

Caríssimo: 8Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de David, ressuscitou dos mortos, segundo o meu Evangelho, 9pelo qual eu sofro, até ao ponto de estar preso a estas cadeias como um malfeitor. Mas a palavra de Deus não está encadeada. 10Por isso, tudo suporto por causa dos eleitos, para que obtenham a salvação que está em Cristo Jesus, com a glória eterna. 11É digna de fé esta palavra: Se morremos com Cristo, também com Ele viveremos; 12se sofremos com Cristo, também com Ele reinaremos; 13se O negarmos, também Ele nos negará; se Lhe formos infiéis, Ele permanece fiel, porque não pode negar-Se a Si mesmo.

 

Este belo trecho da leitura é uma boa lição de optimismo, baseado na fé, para as horas de provação e de perseguição, bem como magnífico um hino de apelo à fidelidade a toda a prova (vv. 11-13).

8 «Segundo o meu Evangelho». Não se trata do Evangelho de Lucas, discípulo de Paulo, mas do Evangelho que Paulo prega, a boa nova da salvação em Cristo, exposto com os acentos próprios do Apóstolo das Gentes. No Novo Testamento nunca o termo Evangelho se refere ao Evangelho escrito.

9 «Cadeias como um malfeitor». S. Paulo está no 2.º cativeiro romano, pelo ano 67, no fim da sua vida, em plena perseguição de Nero contra os cristãos, considerado pelo historiador pagão da época, Suetónio (Vida dos 12 imperadores, Nero, 16), como pertencentes a uma «superstição nova e maléfica».

 

Aclamação ao Evangelho        cf.1 Tes 5, 18

 

Monição: Que na relação com Deus ninguém esqueça a acção de graças. A Eucaristia é o máximo da acção de graças ao Senhor.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamção ao Evangelho-1, F. Silva, NRMS 50-51

 

Em todo o tempo e lugar dai graças a Deus,

porque esta é a sua vontade a vosso respeito em Cristo Jesus.

 

 

Evangelho

 

Lucas 17, 11-19

 

Naquele tempo, 11indo Jesus a caminho de Jerusalém, passava entre a Samaria e a Galileia. 12Ao entrar numa povoação, vieram ao seu encontro dez leprosos. 13Conservando-se a distância, disseram em alta voz: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». 14Ao vê-los, Jesus disse-lhes: «Ide mostrar-vos aos sacerdotes». E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra. 15Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, 16e prostrou-se de rosto por terra aos pés de Jesus para Lhe agradecer. Era um samaritano. 17Jesus, tomando a palavra, disse: «Não foram dez que ficaram curados? Onde estão os outros nove? 18Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?» 19E disse ao homem: «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou».

 

Os Sinópticos referem a cura de leprosos, mas só Lucas relata o episódio da cura dos dez leprosos, que condiz bem com a sua visão universalista da salvação, ao registar que o curado agradecido era um samaritano.

12 «Conservando-se a distância». A própria Lei prescrevia, a fim de evitar o contágio, o isolamento do doente (cf. Lv 13, 45-46) e também um certificado de cura passado pelos sacerdotes (cf. Lv 14, 2 ss) para poder ser reintegrado no convívio social.

17 «Onde estão os outros nove?» O relato deixa ver que Jesus não os curou logo e manda-os ir pedir o certificado da cura ainda antes de curados. Assim é posto em evidência o seu exemplo de fé, mas a verdade é que só um – e o mais desprezível, pois era samaritano – é que deu exemplo de gratidão. Lucas, ao pôr em relevo a gratidão dum estrangeiro, também deixa ver a finíssima sensibilidade do Coração de Cristo, que fica contente com o agradecimento deste, e dorido com a ingratidão dos outros nove que não estiveram para ter a maçada de voltar atrás para agradecer a cura.

 

Sugestões para a homilia

 

1. Naamã, comandante dos exércitos do rei da Síria, estava doente do corpo – «era leproso» – e da alma – «porque adorava Ramon» – deus da Síria, e não conhecia o Deus de Israel. Foi a criadita, uma adolescente judia, que lhe falou de Eliseu. Com toda a simplicidade acredita nela. Prepara-se para a viagem e parte. Mas Eliseu não o recebe. Mandou-o banhar-se 7 vezes no Jordão. Eliseu, com esta atitude quer mostrar-lhe que a sua cura virá do Deus de Israel. Mas só os acompanhantes de Naamã o convencem a fazer o que mandara o profeta. De novo Naamã mostra a sua simplicidade. Após os banhos ficou curado. Vai ter com Eliseu para lhe dar uma grande prenda. Eliseu recusa. De novo Eliseu quer ajudá-lo a descobrir que foi curado pelo Deus de Israel. Naamã faz a sua profissão de fé: «Agora reconheço que em toda a terra não há outro Deus senão o de Israel (versículos 15 e 16 da Primeira Leitura), não adorarei outro Deus senão Javé, e peço um pouco de terra para sobre ela construir um altar ao deus de Israel (Versículo 17 da Primeira Leitura). O Senhor curou Naamã da lepra e da falta de fé no Deus Vivo. A sua conversão ao Deus Vivo é algo de mais transcendente.

Como vai a nossa fé? Será comparável à deste homem? Que dificuldades não teria Naamã para concretizar os seus planos na Síria?

Na vida dos cristãos nada mudará sem um esforço constante e com muita oração? O Senhor não faltará com a Sua ajuda.

Reparem que o caso de Naamã vai depois ser recordado por Jesus Cristo no Santo Evangelho.

 

2.  A lepra, no tempo de Jesus, era uma coisa terrível. No tempo de Jesus era hábito dizer: Há quatro categorias de pessoas comparadas ao morto: o pobre, o leproso, o cego e o que não tem filhos.

O Evangelho fala de dez leprosos e diz que um era samaritano. Daqui se conclui que a doença une as pessoas e as faz esquecer divisões.

Por outro lado, vemos que eles gritam em coro: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». Ao vê-los, Jesus disse-lhes: «Ide mostrar-vos aos sacerdotes»

Ao verem-se curados, nove seguiram o caminho e só um veio agradecer.

Não seremos parecidos com os nove leprosos? Não somos mal agradecidos no trato com Deus? Não seremos mal agradecidos no trato social? Repetir hoje, mais vezes a palavra «obrigado»

 

3.  São Paulo diz-nos. «A palavra de Deus não está encadeada. Tudo suporta por causa dos eleitos»! Como procuramos fazer chegar a palavra de Deus a todos os ambientes? Pais, catequistas, todos os cristãos, como transmitimos a palavra de Deus?

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, o Senhor concede-nos as graças sem nada esperar em troca.

No entanto, ficou bem patente que gosta de quem é agradecido.

Que a palavra «obrigado» seja mais frequente no dia a dia e digamos com fé:

Ajudai-nos, Senhor a ser agradecidos.

 

1.  Para que no seio da Igreja se cultive o espírito de entreajuda

e se concretize em todos os ambientes,

oremos.

 

2.  Para que os médicos e todos os que vivem em contacto com os doentes,

sejam generosos e delicados,

oremos.

 

3.  Por todos os doentes,

para que tenham a ajuda e o carinho de que precisam,

oremos.

 

4.  Para que os doentes,

aceitem os conselhos dos que os tratam, como Naamã,

e sejam compreensivos,

oremos.

 

5.  Pelos que vivem abandonados de todos,

para que acabem estas situações desumanas,

oremos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai, curai-nos sobretudo dos nossos pecados e dai-nos a graça

de levar com alegria a cruz de cada dia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Feliz o povo que sabe aclamar-vos, A. Cartageno, NRMS 87

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, as orações e as ofertas dos vossos fiéis e fazei que esta celebração sagrada nos encaminhe para a glória do Céu. Por Nosso Senhor...

 

Santo: «Da Missa de Festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Quem comunga Jesus Cristo não pode esquecer os que sofrem.

 

Cântico da Comunhão: Em Vós, Senhor, está a fonte da vida, Az. Oliveira, NRMS 67

Salmo 33, 11

Antífona da comunhão: Os ricos empobrecem e passam fome; mas nada falta aos que procuram o Senhor.

Ou:    cf. 1 Jo 3,2

Quando o Senhor se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos na sua glória.

 

Cântico de acção de graças: Cantai alegremente, M. Luís, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Deus de infinita bondade, que nos alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, tornai-nos também participantes da sua natureza divina. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Não te esqueças daqueles que clamam: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». Agora o Cristo és tu.

 

Cântico final: Vamos levar aos homens, M. Carneiro, NRMS 107

 

 

Homilias Feriais

 

28ª SEMANA

 

feira, 15-X: Os sinais do pão e do vinho.

Rom 1, 1-7 / Lc 11, 29-32

Esta geração é uma geração perversa: pretende um sinal, mas nenhum sinal lhes será dado, senão o de Jonas.

Jesus não faz nesta ocasião nenhum milagre, nem apresentará nenhum sinal (cf. Ev). Para quem não tem boas disposições até os maiores prodígios podem ser mal interpretados. Foi o que aconteceu quando Jesus anunciou o milagre da Eucaristia em Cafarnaum.

Na Missa temos os sinais do pão e do vinho que são sinais sensíveis de uma realidade invisível: o sacramento contém o que significa. E representam também a nossa existência: «No pão e no vinho que levamos ao altar, toda a criação é assumida por Cristo Redentor para ser transformada e apresentada ao Pai…levamos ao altar também todo o sofrimento e tribulação do mundo, na certeza de que tudo é precioso aos olhos de Deus» (SC, 47).

 

feira, 16-X: Eucaristia e limpeza da alma.

Rom 1, 16-25 / Lc 11, 37-41

Limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e malvadez.

Devemos procurar que o nosso interior esteja sempre bem limpo. E, de um modo especial, para podermos receber bem o Senhor na Eucaristia. Hoje vive-se numa cultura que tende a esquecer o sentido pecado e, por consequência, a esquecer a necessidade de estar na graça de Deus para receber a Comunhão (cf. SC, 20).

«É muito útil para os fiéis recordar-lhes os elementos que, no rito da Santa Missa, explicitam a consciência do próprio pecado e, simultaneamente, da misericórdia de Deus» (SC, 20). Por exemplo, no acto penitencial, na Confissão, no Cordeiro de Deus e na oração antes da Comunhão: Senhor, eu não sou digno…

 

feira, 17-X: A conversão de um coração endurecido.

Rom 2, 1-11 / Lc 11, 42-46

Pelo teu coração duro e impenitente, estás a acumular sobre ti a indignação divina.

O coração pode endurecer na medida em que se fecha à misericórdia do Senhor; em que se considera a Confissão sacramental sem importância para a vida. Um coração duro adquire «uma impermeabilidade de consciência, um estado de ânimo que se poderia dizer consolidado em função de uma livre escolha: é o que a Sagrada Escritura costuma chamar dureza do coração. Nos nossos tempos esta atitude da mente e do coração corresponde talvez à perda do sentido do pecado» (João Paulo II).

É preciso reavivar este sentido do pecado, para nos abeirarmos da Comunhão recebendo, se for necessário, o sacramento da Confissão: «Na realidade, a perda da consciência do pecado engloba sempre uma certa superficialidade na compreensão do próprio amor de Deus» (SC, 20).

 

feira, 18-X: O contributo de S. Lucas.

2 Tim 4, 9-17 / Lc 10, 1-9

Escolhestes S. Lucas para revelar, com as suas palavras e com os seus escritos, o vosso mistério de amor pelos pobres…

S. Lucas transmitiu-nos, com a sua palavras e os seus escritos (cf. Oração), os ensinamentos de Jesus (no seu Evangelho) e a vida da primitiva cristandade (nos Actos dos Apóstolos). Acompanhou igualmente S. Paulo nas suas viagens apostólicas, encontrando-se a seu lado na prisão em Roma (cf. Leit).

A ele devemos um melhor conhecimento da vida de Jesus, especialmente da sua infância, de algumas parábolas (o filho pródigo, o bom samaritano…). Dele também ficámos com mais algumas referências à vida de Nossa Senhora junto dos Apóstolos e dos primeiros cristãos.

 

feira, 19-X: O cuidado pelas celebrações eucarísticas.

Rom 4, 1-8 / Lc 12, 1-7

Não se vendem cinco passarinhos por duas moedas? E nem um deles está esquecido diante de Deus.

«Deus ama e cuida de todas as suas criaturas e cuida de cada uma, até dos passarinhos. No entanto, Jesus diz: ‘valeis mais do que muitos passarinhos’ (Ev)» (CIC, 342).

Se Deus assim cuida de nós, também devemos cuidar de tudo o que se refere a Deus, especialmente o que diz respeito à Eucaristia: «é necessário que, em tudo o que tenha que ver com a Eucaristia, haja gosto pela beleza; dever-se-á ter respeito e cuidado também pelos paramentos e alfaias, os vasos sagrados, para que, interligados de forma orgânica e ordenada, alimentem o enlevo pelo mistério de Deus, manifestem a unidade da fé e reforcem a devoção» (SC, 41).

 

Sábado, 20-XI: Deus sabe o que nos convém.

Rom 4, 13. 16-18 / Lc 12, 8-12

Contra toda a esperança humana, Abraão teve esperança e acreditou. Por isso, tornou-se pai de muitas nações.

Abraão não vacilou, apesar de já ser muito idoso e a sua mulher estéril, porque se apoiou firmemente no poder e misericórdia divinas (cf. Leit).

O Senhor permite, às vezes, que sejamos atingidos pela dor e pelos sofrimentos. Se assim acontece, é porque há uma razão mais alta que não compreendemos e que será um grande benefício para nós, para a família e os amigos. «Este é o nosso grande engano: não nos abandonarmos inteiramente ao que o Senhor faz, porque Ele sabe melhor o que nos convém» (S. Teresa Jesus).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Adriano Teixeira

Nota Exegética:    Geraldo Morujão

Homilias Feriais: Nuno Romão

Sugestão Musical:              Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial