Arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael

29 de Setembro de 2007

 

Festa

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Somos a Igreja de Cristo, M. Silva, NRMS 17

Sl 102, 20

Antífona de entrada: Bendizei ao Senhor todos os seus Anjos, poderosos executores das suas ordens, sempre atentos à sua palavra.

 

Diz-se o Glória

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Vivemos imersos num mundo invisível, sem nos lembrarmos desta maravilha. Além das pessoas humanas, Deus criou uma multidão de Anjos, com uma hierarquia entre eles.

O Senhor quis manifestar-nos na Sagrada Escritura o nome de três Arcanjos que tiveram uma intervenção valiosa na história do Povo de Deus: S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael. Eles continuam a actuar em favor da Igreja.

A Liturgia celebra hoje a festa dos três, irmanados no mesmo desejo de servir ao Senhor, ajudando a Igreja militante.

 

À providência admirável do Senhor, confiando-nos a estes nossos Amigos, para nos ajudarem na caminhada para o Céu, temos correspondido com a ingratidão dos nossos pecados.

Peçamos humildemente perdão ao Senhor e prometamos-Lhe um esforço generoso para nos emendarmos.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, em alternativa, em ordem serem usadas facultativamente, sugestões para o esquema C do Ordinário da Missa). 

 

   Senhor, temos actuado em sentido oposto ao Arcanjo S. Miguel

     quando, pelo pecado, nos deixamos seduzir pelo demónio.

     Senhor, tende piedade de nós!

 

     Senhor, tende piedade de nós!

 

   Cristo, cumprimos, por vezes, com descuido os deveres familiares,

     fechando-nos no egoísmo e não procurando viver em comunhão.

     Cristo, tende piedade de nós!

 

     Cristo, tende piedade de nós!

 

   Senhor, negamos, às vezes, aos jovens, nossos irmãos mais novos

     a ajuda dos bons exemplos, conselhos e do trato amigo, animando-os.

     Senhor, tende piedade de nós!

 

     Senhor, tende piedade de nós!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Senhor Deus do universo, que estabeleceis com admirável providência as funções dos Anjos e dos homens, concedei, propício, que a nossa vida seja protegida na terra por aqueles que eternamente Vos assistem e servem no Céu. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: [Daniel 7, 9-10. 13-14.] O profeta Daniel descreve, numa linguagem simbólica, o juízo divino que vai seguir-se ao combate contra as forças do Maligno. Deus manifesta-Se num trono celeste, rodeado de glória e de anjos. Os livros simbolizam que Deus tem presentes todas as nossas acções. Jesus Cristo – Alguém semelhante a um Filho de homem – preside ao julgamento.

 

Ou: [Apocalipse 12, 7-12a] S. João, no Livro do Apocalipse, descreve o combate entre o Dragão infernal, com os demónios, e a Mulher que procura defender os Seus filhos.

Apesar dos seus esforços, o Dragão é vencido e precipitado no abismo de fogo.

 

 

Daniel 7, 9-10.13-14

9Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. As suas vestes eram brancas como a neve e os cabelos como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. 10Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos. 13Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. 14Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, que nunca passará, e o seu reino jamais será destruído.

 

Ver notas de CL, atrás neste mesmo número, na Festa da Transfiguração do Senhor.

 

Ou:

 

Apocalipse 12, 7-12a

7Travou-se um combate no Céu: Miguel e os seus Anjos lutaram contra o Dragão. O Dragão e os seus anjos lutaram também, 8mas foram derrotados e perderam o seu lugar no Céu para sempre. 9Foi expulso o enorme Dragão, a antiga serpente, aquele que chamam Diabo e Satanás, que seduz o universo inteiro foi precipitado sobre a terra e os seus anjos foram precipitados com ele. 10Depois ouvi no Céu uma voz poderosa que dizia: «Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e a autoridade do seu Ungido, porque foi precipitado o acusador dos nossos irmãos, aquele que os acusava dia e noite diante do nosso Deus. 11Eles venceram-no, graças ao sangue do Cordeiro e à palavra do testemunho que deram, desprezando a própria vida, até aceitarem a morte. 12Por isso, alegrai-vos, ó Céus, e vós que neles habitais».

 

7 Houve um combate. É difícil determinar a que combate concreto se refere o texto sagrado. Não parece tratar-se aqui da rebelião dos Anjos maus no momento da sua criação (cf. Mt 25, 41; 2 Pe 2, 4), como alguns pensam, uma vez que o contexto nos situa nos tempos cristãos. Assim, prefere-se ver a luta tremenda desencadeada pelo demónio contra Cristo e os fiéis (os «nossos irmãos» - v. 10), a partir sobretudo da Morte, Ressurreição e Ascensão de Jesus (cf. v. 5b).

«Miguel» - em hebraico Mi-kha-el - quer dizer «quem como Deus?». Era o protector do antigo povo de Deus (Dan 10, 13.21), e que aparece agora como patrono e defensor da Igreja, o novo povo de Deus.

«O Dragão». É identificado no v. 9, com a «antiga serpente» que tentou os primeiros pais, por isso se chama antiga; é «aquele que chamam Diabo e Satanás». Diabo é um nome grego correspondente ao hebraico - Xatan (aramaico - xataná), que significa caluniador, acusador, adversário.

 

 

Salmo Responsorial    Sl 137 (138), 1-2a.2bc-3.4-5 (R. 1c)

 

Monição: O salmo 137 (138) exprime a satisfação, a gratidão e alegria pela vitória alcançada pelos filhos de Deus.

Depois da Palavra de Deus que ouvimos proclamar, façamos dele a nossa oração.

 

Refrão:         Na presença dos Anjos,

                      eu Vos louvarei, Senhor.

 

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,

porque ouvistes as palavras da minha boca.

Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar

e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo.

 

Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade,

porque exaltastes acima de tudo o vosso nome e a vossa promessa.

Quando Vos invoquei, me respondestes,

aumentastes a fortaleza da minha alma.

 

Todos os reis da terra Vos hão-de louvar, Senhor,

quando ouvirem as palavras da vossa boca.

Celebrarão os caminhos do Senhor,

porque é grande a glória do Senhor.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Sl 102 (103), 21

 

Monição: Aclamemos o Evangelho dirigindo um convite a toda a criação para que se una ao nosso canto de louvor e agradecimento ao Altíssimo.

 

Aleluia

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 46

 

Bendizei o Senhor todos os seus exércitos,

poderosos executores da sua vontade.

 

 

Evangelho

 

São João 1, 47-51

Naquele tempo, 47Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse: «Eis um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento». 48Perguntou-lhe Natanael: «De onde me conheces?». Jesus respondeu-lhe: «Antes que Filipe te chamasse, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira». 49-lhe Natanael: «Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel!». 50Jesus respondeu: «Porque te disse: ‘Eu vi-te debaixo da figueira’, acreditas. Verás coisas maiores do que estas». E acrescentou: 51«Em verdade, em verdade vos digo: Vereis o Céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem».

 

Filipe não tinha guardado para si a grande alegria de ter tido a dita de encontrar o Messias anunciado pelos Profetas, mas comunicara-a a seu amigo Natanael, que se mostrou incrédulo em face da procedência humilde de Jesus, filho dum carpinteiro de Nazaré, quando o Messias devia ser descendente de David e procedente de Belém. Filipe não se desmoraliza com as razoáveis objecções do amigo e também não confia nas explicações que o seu próprio engenho poderia excogitar; opta por convidar o amigo a aproximar-se pessoalmente de Jesus: «vem e verás» (v. 46).

47 «Natanael». Nome semítico que significa «dom de Deus». Deveu ser um dos Doze Apóstolos (cf. Jo 21, 2); mas qual deles? Muito provavelmente era Bartolomeu, o qual teria dois nomes, sendo este último um nome patronímico (filho de Tolmay), como o patronímico de Simão Pedro, Baryona (filho de Jonas). Esta identificação é deduzida dos diversos catálogos dos Apóstolos que nos deixaram os Sinópticos, onde Bartolomeu sempre se segue a Filipe, aquele Apóstolo que levou Natanael a Jesus (cf. Mt 10, 3; Mc 3, 18; Lc 6, 14).

48 «Eu vi-te, debaixo da figueira». Natanael sentiu que o olhar de Jesus penetrava os mais profundos recônditos da sua alma, pois algo de significativo devia ter passado no seu coração naquela hora e naquele local exacto a que Jesus se referia, e que só Deus podia conhecer.

49 «Tu é o Filho de Deus… Rei de Israel» - títulos messiânicos procedentes do Salmo 2. A intencionalidade do Evangelista (cf. 20, 31) evidencia-se ao apresentar, desde a primeira hora, confissões explícitas de fé em Jesus (cf. Mt 14, 33; 16, 16).

51 «Os Anjos de Deus subindo e descendo…» Trata-se duma forma muito expressiva de Jesus aparecer como Mediador entre o Céu e a terra, ficando assim os Céus abertos para a humanidade (Is 63, 19; Apoc 19, 11; Mt 3, 16 par.), numa clara alusão à escada de Jacob, pela qual subiam e desciam os Anjos na visão de Jacob (Gn 28,12). É por isso que adoptámos, na Bíblia da Difusora Bíblica, a tradução «por meio do Filho do Homem», em vez da tradução corrente «sobre o Filho do Homem», tendo em conta que aqui aparece a mesma preposição (epí) que no texto grego do sonho de Jacob, com o sentido de subir por.

 

Sugestões para a homilia

 

– A vida é um combate

Servimos e amamos ao Senhor

Tempo de prova

Um chamamento ao optimismo

Liberdade e responsabilidade

– A missão dos Arcanjos

S. Miguel: «Quem como Deus»?

S. Gabriel, mensageiro do Altíssimo.

S. Rafael, Medicina de Deus.

1. A vida é um combate

Para cada um de nós, a vida na terra, segundo os planos de Deus, é uma preparação para a eternidade feliz.

 

a) Servimos e amamos ao Senhor Vivemos agora um tempo de prova, nesta breve passagem pela vida presente. E como seria fatal deixar-se adormecer durante uma batalha, pelo perigo que isso encerraria, de modo análogo não nos podemos distrair, ao mesmo tempo que usamos a liberdade e a responsabilidade.

Os Anjos foram postos à prova, enquanto eram livres e responsáveis. «Houve um combate no céu: Miguel e os seus Anjos tiveram de lutar contra o Dragão. O Dragão e os seus Anjos lutaram também, mas não levaram a melhor

A luta entre os amigos de Deus e os que se opõem à Sua realeza continua agora neste mundo, porque Satanás consegue envolver muitas pessoas e chamá-las para o seu lado. Como prémio, promete-lhes uma eternidade infeliz, no ódio e desamor.

Deus conta com a nossa fidelidade, não só para nos tornar felizes, mas para que ajudemos os outros a sê-lo.

 

b) Tempo de prova. «Enquanto eu estava a olhar, foram colocados uns tronos, e o Ancião divino foi sentar-Se.» É, pois, um tempo de provação o que estamos a viver na terra.

O texto em que se conta a visão de Daniel está escrito numa linguagem cheia de simbolismo.

Trata-se da descrição de um juízo divino. Há uma alusão à eternidade de Deus nas vestes e cabelos brancos e os livros significam que Deus tem presentes todas as nossas boas e más acções. Com estes dados, o julgamento será realizado com justiça, e não de forma arbitrária.

Na vida presente está ao nosso alcance a misericórdia divina. Somente depois de finalizado o combate para cada um de nós, pela morte temporal, seremos confrontados com a sentença final.

 

c) Um chamamento ao optimismo. O Livro do Apocalipse (12, 1-12) descreve-nos também um combate com o desfecho final. Uma terça parte dos Anjos rebeldes foi precipitada do céu.

Isto significa que a guerra em que estamos envolvidos na vida presente tem, do nosso lado, todas as garantias de êxito.

Usamos as armas do Amor de Deus, e não o ódio – que só destrói e nada edifica – encontramos com a Sua ajuda. A força do Amor é a única eficaz.

Por isso mesmo, bem contra a sua vontade, Satanás acaba sempre por trabalhar para a construção do Reino de Deus. No intento de destruir a Igreja, promove as perseguições. Mas, além da santidade que o martírio manifesta, o sangue de mártires é semente de cristãos, e toda a obra marcada pela Cruz de Cristo está marcada pelo selo do êxito.

Mesmo numericamente, se uma terça parte dos anjos foi precipitada, quer dizer que por cada anjo infiel – demónio – temos dois anjos fiéis, nesta luta heróica. 

 

d) Liberdade e responsabilidade. «O tribunal entrou em sessão e os livros foram abertos.»

Também nós, como os anjos, fomos criados livres. A liberdade e a responsabilidade são como as duas faces da mesma moeda. Não as podemos separar. Ou aceitamos as duas, ou simplesmente as rejeitamos. Sem estas duas condições não poderia haver merecimento.

Para os anjos não houve uma segunda oportunidade. Para cada um de nós, pela misericórdia de Deus, há. Enquanto nos encontramos nesta vida estamos sempre em condições de recomeçar.

Mas é inadiável fazer esforço por vencer a última batalha. E como não sabemos qual é, torna-se indispensável ir vencendo cada uma delas, para chegarmos à vitória final.

Vencer cada batalha significa procurar fazer a vontade de Deus em cada um dos desafios que se nos apresentam. Quando houver falhas, é preciso colmatar rapidamente a brecha na nossa muralha interior, pedindo perdão e recomeçando.

 2. A missão dos Arcanjos

O nome e cada um deles não nos indica a sua natureza, mas a missão que lhes foi confiada.

O Senhor confiou-nos ao cuidado destes bons Amigos, de natureza muito superior à nossa, e já confirmado para sempre na amizade de Deus.

 

a) S. Miguel: «Quem como Deus»? Esta interrogação é significada por este nome. Lembra o grito de S. Miguel, perante a rebelião de Lúcifer, ao assumir a chefia dos anjos fiéis ao Senhor.

Deparamos na vida com muitas rebeliões dos homens que se fazem instrumentos e porta-vozes do Inimigo, difundindo o ódio, a guerra, a impureza, a injustiça, o apego desordenado aos bens materiais, ao prazer e à afirmação pessoal.

Temos necessidade de permanecer atentos, para não nos deixarmos arrastar pelos maus exemplos e saber usar dos nossos recursos para que se estabeleçam leis que atentem contra a Lei de Deus.

Falta a muitos cristãos a unidade de vida entre o que acreditam e a acção concreta. Aceitam os Mandamentos, mas votam a morte e outras aberrações.

S. Miguel convida-nos a viver esta audácia, sabendo levantar a voz, nos momentos críticos: «Quem como Deus?»

 

b) S. Gabriel, Mensageiro do Altíssimo. Foi escolhido pelo Altíssimo para ser o Seu mensageiro. Anunciou a Zacarias que o Senhor lhe iria conceder um filho, apesar de Isabel já ter ultrapassado a idade fértil.

Foi, depois, enviado por Deus a Nazaré para entregar a Nossa Senhora o convite de Deus: Ela foi a escolhida para ser a Mãe do Redentor. Com toda a delicadeza, esclarece aquilo que Ele não compreende, e recebe o seu fiat, para o apresentar ao Senhor.

Por tudo isto, parece que encontramos aqui uma sugestão para lhe confiar todos os problemas da família.

Ela é hoje um alvo especial do Inimigo de Deus e de quantos a ele se entregam. São muitos os problemas que a afligem: conflitos entre pais e filhos, limitação brutal e criminosa da natalidade, aborto, corrupção, divórcio, etc.

Precisamos de invocar a intercessão deste glorioso Arcanjo, sem nos esquecermos de seguir as suas indicações, mantendo-nos atentos ao que o Senhor quer de cada um de nós e respondendo com generosidade aos Seus planos de Amor.  

 

c) S. Rafael, Medicina de Deus. Quando Tobias procurava um companheiro para o seu filho, que se preparava para cumprir uma missão de que o pai o incumbira, Rafael, que o esperava em frente à sua casa, embora o jovem não soubesse quem era, apresentou-se na figura de um jovem disponível para o acompanhar.

Guiou-o para uma terra desconhecida; defendeu-o do ataque mortal de um peixe; arranjou-lhe uma esposa, libertando-a da possessão diabólica; e sugeriu a este jovem um medicamento com o qual acabou com a cegueira do pai.

Somente revelou o seu nome quando Tobias, o pai agradecido, se disponibilizava para o recompensar por tão preciosa ajuda. Disse-lhes: «Eu sou Rafael, um dos sete anjos que estão na presença do Senhor e têm acesso à Sua majestade.» (Tobias, 12, 15).

Os jovens devem fomentar uma especial devoção a este Arcanjo e todos nós devemos confiar-lhe a juventude, para que se deixem conduzir por seus pais e lhes obedeçam com todo o carinho; os guie nos caminhos desta vida; os ajude a descobrir e seguir com fidelidade a própria vocação; e os defenda dos ataques do demónio.

 

Quando a Igreja nos propõe a celebração da festa destes três grandes Amigos, fá-lo para que saibamos aproveitar a sua ajuda preciosa que será sempre actual e necessária.

 

 

Oração Universal

 

Fortalecidos pela protecção amiga dos Arcanjos,

e contando com a mediação de Nossa Senhora,

apresentemos, por Jesus, no Espírito Santo, ao Pai,

as necessidades da santa Igreja e de todos nós.

Oremos com a maior confiança:

 

Por intercessão dos Arcanjos,

atendei, Senhor, a nossa prece.

 

1.  Para que o Santo Padre, Bispos, Sacerdotes e Diáconos

guiem generosamente os fiéis, pela Palavra de  Deus,

ensinando-lhes os caminhos da fidelidade ao Senhor,

oremos., irmãos.

 

Por intercessão dos Arcanjos,

atendei, Senhor, a nossa prece.

 

2.  Para que o Arcanjo S. Miguel protector da Igreja,

o Povo de Deus da Nova Aliança realizada no Calvário,

a proteja das ciladas com que o Inimigo a apoquenta,

oremos, irmãos.

 

Por intercessão dos Arcanjos,

atendei, Senhor, a nossa prece.

 

3.  Para que as famílias, confrontadas por tantas dificuldades,

se mantenham fiéis ao projecto estabelecido pelo Senhor,

e invoquem S. Gabriel nas dificuldades que as afligem,

oremos., irmãos.

 

Por intercessão dos Arcanjos,

atendei, Senhor, a nossa prece.

 

4. Para que os jovens, futuro da Igreja e do mundo novo,

encontrem nas famílias toda a ajuda, e se libertem sempre, 

por intercessão de S. Rafael, das ciladas do Inimigo,

oremos., irmãos.

 

Por intercessão dos Arcanjos,

atendei, Senhor, a nossa prece.

 

5. Para que as almas dos fiéis defuntos que se purificam,

antes da entrada na felicidade eterna que as espera,

por intercessão de Maria, contemplem a Deus face a face,

oremos., irmãos.

 

Por intercessão dos Arcanjos,

atendei, Senhor, a nossa prece.

 

Senhor, que, nos Arcanjos Santos Miguel, Gabriel e Rafael,

nos ofereceis uma ajuda e amparo nas dificuldades da vida,

concedei-nos, pela sua intercessão e nossa generosidade,

que alcancemos as promessas da felicidade eterna no Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução à Liturgia Eucarística

 

Toda a Igreja está connosco nesta celebração da Eucaristia: a que ainda milita na terra, a que se purifica antes de entrar no Céu e a que já goza da visão beatífica. Estão connosco todos os anjos e santos.

Em comunhão com toda a Igreja, depois de termos acolhido em nossos corações a Palavra de Deus, recolhamo-nos agora para adorarmos o Senhor que Se tornará presente, pela transubstanciação do pão e do vinho, no Seu Corpo e Sangue.

 

Saudação da Paz

 

Os Arcanjos ajudam-nos neste esforço que todos fazemos por viver em paz com Deus e com os irmãos.

Procuremos, com os melhores sentimentos de filhos de Deus, afastar do nosso coração qualquer ressentimento que perturbe a nossa paz.  Manifestando este desejo,

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Cântico do ofertório: Com os benditos Anjos, M. Faria, NRMS 11-12

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, este sacrifício de louvor e fazei que, pelo ministério dos Anjos, seja levado à presença da Vossa divina majestade e se torne para nós fonte de salvação eterna Por Nosso Senhor.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Em união com os Anjos e Arcanjos que adoram o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, presente sobre o altar, preparemo-nos para O receber, com o coração limpo e iluminados pela fé, como Ele deseja.

 

Cântico da Comunhão: Santos Anjos e Arcanjos, J. Parente, NCT 701

 

Antífona da comunhão: De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças. Na presença dos Anjos Vos louvarei, meu Deus.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, nosso Pai, que nos fortalecestes com o pão do Céu, fazei que, protegidos pelos santos Anjos, sigamos firmemente o caminho da salvação. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Partimos para as actividades da semana que começa, possivelmente semeada de dificuldades e tentações.

Lembremo-nos, no meio delas, e anunciemo-lo a todos os nossos companheiros de caminho, que não estamos sós nesta luta pela fidelidade ao Senhor.

 

Cântico final: Ao Deus do universo, J. Santos, NRMS 1 (I)

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:              Duarte Nuno Rocha

 


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