25º Domingo Comum

23 de Setembro de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Povo por Deus reunido, H. Faria, NRMS 103-104

 

Antífona de entrada: Eu sou a salvação do meu povo, diz o Senhor. Quando chamar por Mim nas suas tribulações, Eu o atenderei e serei o seu Deus para sempre.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Os textos litúrgicos deste Domingo denunciam a aquisição desonesta das riquezas. Onde está a verdadeira riqueza? A primeira leitura diz que não pode estar na ganância, na ambição, na avareza, nem na exploração dos pobres. O Evangelho não aprova a administração desonesta dos bens. A oração ajuda-nos a não cair na idolatria do dinheiro.

 

Oração colecta: Senhor, que fizestes consistir a plenitude da lei no vosso amor e no amor do próximo, dai-nos a graça de cumprirmos este duplo mandamento, para alcançarmos a vida eterna. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Profeta Amós faz uma violenta e forte censura aos comerciantes sem escrúpulos, que enriquecem à custa dos pobres.

 

Amós 8, 4-7

4Escutai bem, vós que espezinhais o pobre e quereis eliminar os humildes da terra. 5Vós dizeis: «Quando passará a lua nova, para podermos vender o nosso grão? Quando chegará o fim de sábado, para podermos abrir os celeiros de trigo? Faremos a medida mais pequena, aumentaremos o preço, arranjaremos balanças falsas. 6Compraremos os necessitados por dinheiro e os indigentes por um par de sandálias. Venderemos até as cascas do nosso trigo». 7Mas o Senhor jurou pela glória de Jacob: «Nunca esquecerei nenhuma das suas obras».

 

O profeta Amós pregava no Reino do Norte nos tempos de Jerobão II, no séc. VIII a. C. Não cessava de fustigar todos os vícios dum povo esquecido de Deus, dado às vaidades e à exploração dos mais fracos, muitas vezes através da fraude e do abuso do poder.

5 «Quando passará a lua nova?». No calendário, a lua nova marcava o primeiro dia do mês que era dia de festa, um dia de descanso em que não se podiam, portanto, fazer negócios, como em dia de sábado. A avareza e a exploração do pobre está bem escalpelizada e continua a ter grande actualidade.

 

Salmo Responsorial    Sl 112 (113), 1-2.4-6.7-8 (R. cf. 1a.7b ou Aleluia)

 

Monição: Este salmo traduz a alegria dos que se sentem pobres e fracos. Desprovidos de força, sem a ajuda do mundo, confiam na bondade de Deus que socorre os que precisam.

 

Refrão:         Louvai o Senhor, que levanta os fracos.

 

Ou:                Louvai o Senhor, que exalta os humildes.

 

Ou:                Aleluia.

 

Louvai, servos do Senhor,

louvai o nome do Senhor.

Bendito seja o nome do Senhor,

agora e para sempre.

 

O Senhor domina sobre todos os povos,

a sua glória está acima dos céus.

Quem se compara ao Senhor nosso Deus, que tem o seu trono nas alturas

e Se inclina lá do alto a olhar o céu e a terra.

 

Levanta do pó o indigente

e tira o pobre da miséria,

para o fazer sentar com os grandes,

com os grandes do seu povo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo deseja que todos rezemos privada e publicamente em favor dos que nos governam! Aceitemos o seu convite.

 

1 Timóteo 2, 1-8

Caríssimo: 1Recomendo, antes de tudo, que se façam preces, orações, súplicas e acções de graças por todos os homens, pelos reis 2e por todas as autoridades, para que possamos levar uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. 3Isto é bom e agradável aos olhos de Deus, nosso Salvador; 4Ele quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. 5Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, 6que Se entregou à morte pela redenção de todos. 7Tal é o testemunho que foi dado a seu tempo e do qual fui constituído arauto e apóstolo – digo a verdade, não minto – mestre dos gentios na fé e na verdade. 8Quero, portanto, que os homens rezem em toda a parte, erguendo para o Céu as mãos santas, sem ira nem contenda.

 

Continuamos com a 1ª Carta a Timóteo; depois das advertências iniciais sobre a verdadeira doutrina (cap. 1º), detém-se a dar orientações sobre a oração, no capítulo , de que hoje lemos o início.

1 «Que se façam preces». É uma verdade de fé que Deus «quer que todos os homens se salvem», mas, apesar de tudo, não se salvarão sem oração. Podemos ajudar os outros a salvarem-se com a nossa oração, com a qual já Deus conta nos planos da sua Providência. A oração obtém graças que ajudam a nossa liberdade a corresponder livremente aos desígnios divinos, pois ainda que Deus nos queira salvar a todos, não nos quer salvar sem a nossa livre colaboração. A oração de súplica não é para converter Deus, mas para nos convertermos a Ele (Santo Agostinho), para nos dispormos a receber os dons que tem para nos dar.

5 «Um só Mediador...» Deus, sendo único, é Deus para todos e não apenas para uma nação (como os falsos deuses). Ele salva-nos pela mediação de Jesus Cristo, o qual, por ser Deus e Homem, é Mediador apto e eficaz, podendo unir os homens inimigos pelo pecado com Deus, oferecendo a sua vida como redenção. Esta mediação exerce-se através da sua Humanidade. Esta mediação é única, embora participem misteriosamente dela, de modo subordinado, os Santos e especialmente a Virgem Maria.

 

Aclamação ao Evangelho        2 Cor 8, 9

 

Monição. Aclamemos Jesus Cristo, nosso divino Mestre e Senhor a quem queremos servir e amar com todo o nosso ser.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação-2, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Jesus Cristo, sendo rico, fez-Se pobre,

para nos enriquecer na sua pobreza.

 

 

Evangelho *

* O texto que se encontra entre parêntesis pertence à forma longa e pode omitir-se.

 

Forma longa: São Lucas 16, 1-13;       forma breve: São Lucas 16, 10-13

Naquele tempo, 1disse Jesus aos seus discípulos:

[«Um homem rico tinha um administrador que foi denunciado por andar a desperdiçar os seus bens. 2Mandou chamá-lo e disse-lhe: ‘Que é isto que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar’. 3O administrador disse consigo: ‘Que hei-de fazer, agora que o meu senhor me vai tirar a administração? Para cavar não tenho força, de mendigar tenho vergonha. 4Já sei o que hei-de fazer, para que, ao ser despedido da administração, alguém me receba em sua casa’. 5Mandou chamar um por um os devedores do seu senhor e disse ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’. 6Ele respondeu: ‘Cem talhas de azeite’. O administrador disse-lhe: ‘Toma a tua conta: senta-te depressa e escreve cinquenta’. 7A seguir disse a outro: ‘E tu quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. Disse-lhe o administrador: ‘Toma a tua conta e escreve oitenta’. 8E o senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. De facto, os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes. Ora 9Eu digo-vos: Arranjai amigos com o vil dinheiro, para que, quando este vier a faltar, eles vos recebam nas moradas eternas.»]

10«Quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas, também é injusto nas grandes. 11Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12E se não fostes fiéis no bem alheio, quem vos entregará o que é vosso? 13Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».

 

Esta é mais uma parábola que, para a nossa maneira de pensar, é desconcertante. Temos de ter em conta que se trata do género literário de parábola, em que os diversos elementos que nela entram não têm qualquer valor alegórico, mas são meros elementos de encenação dum ensinamento central, que se quer veicular. Está fora de dúvida que Jesus dá por sabido que a atitude do administrador é profundamente imoral, mas quer simplesmente que nos fixemos na habilidade e engenho que devemos pôr em chegar ao Reino dos Céus. O mesmo problema põe-se relativamente à parábola do próximo domingo, a do rico e do pobre Lázaro.

6 «Cem talhas». A medida de capacidade aqui referida é o bat, correspondente a 36,4 litros.

7 «Cem medidas». Trata-se da medida chamada Kor que equivalia a 10 bat.

8 «O senhor elogiou o administrador», não pela sua desonestidade, mas pela sua esperteza. A Neovulgata considera que aqui o senhor é o proprietário, (como o nosso texto, pois utilizam minúscula), mas há autores que pensam que é Jesus, um pormenor que em nada altera o ensinamento. Jesus quer que no que diz respeito ao Reino de Deus recorramos a todos os meios humanos honestos, mas não aprova os desonestos, pois um fim bom nunca justifica o recurso a meios maus, segundo o princípio da Ética: «o fim não justifica os meios» (cf. Rom 2, 8); a Ética cristã não é pragmática. 

«Os filhos deste mundo», um hebraísmo (o genitivo de qualidade) com que se designam os mundanos; os filhos da luz, isto é, os iluminados pela luz que vem de Deus, por Jesus Cristo (cf. Jo 1, 9), isto é, os cristãos.

9 «Arranjai amigos... eles vos recebam nas moradas eternas». Usando bem as riquezas, concretamente para ajudar o próximo, conseguir-se-ão amigos que nos ajudarão a ser recebidos no Céu – «nas moradas eternas». «Amigos» também podia ser uma forma de designar a Deus, evitando pronunciar o seu nome inefável. «Com o vil dinheiro», à letra «com a mamona da injustiça»; mamona é um termo aramaico, que o Evangelista não traduziu para grego, e que significa: dinheiro, lucro, riquezas. As riquezas dizem-se injustas – «vil dinheiro» –, porque muitas vezes são adquiridas injustamente e degradam o homem.

10-12 Há um certo paralelismo nestas sentenças do Senhor, o que deixa ver que aqui «coisas pequenas» (v. 10) são as riquezas, o «vil dinheiro» (v. 11), o bem alheio (v. 12), que, por maiores que sejam, são perecíveis e quase nada, em comparação com os bens espirituais e eternos, que são «o verdadeiro bem» (v. 11) e «o que é vosso» (v. 12), isto é, o que autenticamente é nosso porque está de acordo com o nosso ser espiritual e nos acompanhará eternamente.

13 «Nenhum servo pode servir dois senhores». Um escravo ou criado não tinha horário de trabalho e tinha de estar totalmente dedicado a servir o seu senhor, sem lhe restar a mínima possibilidade de atender outro patrão. Deus também exige de nós que todos os nossos pensamentos, palavras e acções sejam todos e sempre orientados para O amarmos e servirmos. Não temos uma vida para servir a Deus e outra para cuidar das coisas materiais; de tudo havemos de fazer um serviço a Deus e ao próximo, por amor a Deus. Os bens e os cuidados deste mundo tendem a converter-se num fim último, em ídolos, escravizantes sucedâneos de Deus.

 

Sugestões para a homilia

 

O Senhor não esquece os seus actos desonestos

O Senhor não esquece

O tema principal das leituras proclamadas neste Domingo é o uso correcto das riquezas. As palavras do profeta Amos atravessaram os séculos e continuam actuais. Também nos nossos dias há pessoas que enriquecem à custa dos pobres e dos que são socialmente desprotegidos. Falsificar os pesos e as medidas, subir os preços, enganar, valer-se da necessidade alheia é uma prática injusta, que choca a nossa sensibilidade e desagrada a Deus, que «jurou pela glória de Jacob: nunca esquecerei esses actos.» A exploração dos pobres escandaliza. A avidez do lucro desenfreado e injusto é vergonhoso. Aos olhos de Deus, abusar e enganar os pobres, é pecado grave.

A religião não pode reduzir-se a um instrumento de justiça social, mas desde sempre a doutrina social da Igreja levantou a voz em defesa dos direitos dos pobres e dos fracos diante dos ricos e dos poderosos deste mundo.

 A primeira leitura ajuda-nos a compreender melhor a parábola contada por Jesus no Evangelho. Trata-se de «um administrador desonesto». Não é fiel ao seu dono. É um esbanjador dos bens alheios. Jesus não louva astúcia deste homem, porque faz parte dos filhos das trevas, mas põe em relevo a sua habilidade e esperteza para arranjar amigos e assim garantir um futuro com perspectivas de um novo posto de trabalho. Arranjar amigos com o dinheiro, fazer amizades, merece a aprovação e o elogio de Jesus. Contudo, a conclusão do discurso parece-nos uma autêntica queixa, revelando tristeza: «os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz», como se dissesse: trabalham mais e melhor nos seus negócios para garantir um futuro terreno, neste mundo os que vivem longe de Deus do que os que acreditam em Deus, mas são desleixados e não se preocupam em adquirir os bens eternos, no Céu! Podemos ver nesta parábola uma pergunta inquietante para todos nós: que fazemos para adquirir os bens eternos? O Evangelho lembra-nos que todos havemos de prestar contas da nossa administração das riquezas materiais e espirituais! Não temos o direito de esbanjar, de desperdiçar. Isso é um insulto feito aos necessitados.

Aceitemos ainda os conselhos do Divino Mestre acerca do dinheiro, que Jesus qualifica com o adjectivo vil. Podemos continuar o pensamento bíblico acerca da riqueza. O dinheiro é vil, se é mal adquirido. Iníquo se provém da exploração dos outros. Ilícito se é proveniente de negócios obscuros. Mau se o utilizamos desonestamente. «Quem não é fiel no pouco, não poderá ser fiel no muito!» S. Paulo afirmou: «O dinheiro é a raiz de todos os males. Por causa do dinheiro muitos perderam a fé» (1 Tim 6,10). Se não somos desprendidos e bons administradores, se somos donos do dinheiro, com o andar dos tempos acabaremos por ser seus escravos. A tentação da avareza, a tirania do dinheiro não permite a liberdade de servir justamente a Deus e os irmãos! A ganância proveniente de um desejo imoderado de acumular riquezas pode ser uma idolatria. Ora, a sentença de Jesus é muito radical: «Não podemos servir a Deus e ao dinheiro!» Mas com o dinheiro podemos arranjar «amigos que nos recebam nas moradas eternas!»

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Ergamos o nosso espírito para o Céu

E façamos subir até Deus as nossas preces e súplicas

Por todos os homens:

 

Mostrai-nos, Senhor o vosso amor!

 

1.  Pela Santa Igreja para que anuncie fielmente Jesus Cristo,

que nos amou e se entregou à morte para nos resgatar a todos, oremos.

 

2.  Para que os chefes de estado e de governo

sejam bons administradores das riquezas públicas

e sirvam honestamente os cidadãos, oremos.

 

3.  Para que os homens da riqueza e do poder

não comprem os necessitados por dinheiro,

nem os indigentes por um par de sandália, oremos.

 

4.  Por todos os nossos familiares, amigos e benfeitores que já partiram,

para que sejam recebidos nas moradas eternas, oremos.

 

Senhor nosso Deus,

Livrai-nos do desejo imoderado das riquezas.

Com a vossa ajuda e com as nossas obras de misericórdia

Fazei que levantemos do pó o indigente e tiremos

 O pobre da miséria, por Jesus Cristo,

Vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, os dons da vossa Igreja, para que receba nestes santos mistérios os bens em que pela fé acredita. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. dos Santos, NCT 201

 

Monição da Comunhão

 

Agradeçamos a bondade do nosso Salvador e meditemos no seu despojamento: «Jesus Cristo, sendo rico, fez-se pobre para nos enriquecer com sua pobreza.» (2 Cor 8, 9)

 

Cântico da Comunhão: A minha carne é verdadeira comida, F. da Silva, NRMS 102

Sl 118, 4-5

Antífona da comunhão: Promulgastes, Senhor, os vossos preceitos para se cumprirem fielmente. Fazei que meus passos sejam firmes na observância dos vossos mandamentos.

Ou.    Jo 10, 14

Eu sou o Bom Pastor, diz o Senhor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me.

 

Cântico de acção de graças: É bom louvar- Te Senhor, M. Carneiro, NRMS 84

 

Oração depois da comunhão: Sustentai, Senhor, com o auxílio da vossa graça aqueles que alimentais nos sagrados mistérios, para que os frutos de salvação que recebemos neste sacramento se manifestem em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

S. Paulo ensina-nos que devemos rezar pelos governantes para que não se demitam das responsabilidades e assim sejamos protegidos pela autoridade com leis, que permitam uma justa e equitativa distribuição das riquezas. Rezemos, erguendo as mãos ao alto, sem ira, sem contenda para que não sejamos escravos do dinheiro.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. da Silva, NRMS 90-91

 

 

Homilias Feriais

 

25ª SEMANA

 

feira, 24-IX:Os templos de Deus.

Esd 1, 1-6 / Lc 8, 16-18

Se alguém de entre vós fizer parte do seu povo… suba a Jerusalém de Judá, para construir o templo do Senhor.

Com a vinda de Jesus, o verdadeiro templo já não é construído por mãos humanas: é a própria Humanidade de Jesus (destruí este templo e eu o reedificarei em três dias). Também cada um de nós passa a ser templo de Deus: Não sabeis que sois templo de Deus? (1 Cor 3, 16).

A consideração desta realidade extraordinária há-de levar-nos a procurar uma maior intimidade com Deus e a iluminarmos os que nos rodeiam com a nossa luz: «para verem a luz aqueles que entram» (Ev).

 

feira, 25-IX: Conhecimento da Palavra de Deus.

Esd 6, 7-8.12.14-30 / Lc 8, 19-21

Mas Jesus respondeu-lhes: minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.

A nova família de Jesus tem laços mais fortes do que os do sangue, pois tem como apoio o cumprimento da vontade divina. O próprio Jesus se apresenta como exemplo: ‘O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou’.

Aproveitemos as oportunidades de conhecer melhor a palavra de Deus: «o conhecimento e o estudo da palavra de Deus permitem-nos valorizar, celebrar e viver melhor a Eucaristia; também aqui se mostra em toda a sua verdade a conhecida asserção: ‘A ignorância da Escritura é ignorância de Cristo’» (SC, 45).

 

feira, 26-IX: O envio em missão.

Esd 9, 5-9 / Lc 9, 1-6

Os Apóstolos partiram então e começaram a percorrer as diferentes povoações, a anunciar a Boa Nova.

Quando acaba a Missa todos recebemos igualmente uma missão: «Na antiguidade, o termo ‘missa’ significava simplesmente ´despedida’; mas, no uso cristão, o mesmo foi ganhando um sentido cada vez mais profundo, tendo o termo ‘despedir’ evoluído para ‘expedir em missão’. Deste modo a referida saudação exprime sinteticamente a natureza missionária da Igreja; seria bom ajudar o povo de Deus a aprofundar esta dimensão constitutiva da vida eclesial, tirando inspiração da Eucaristia» (SC, 51).

 

feira, 27-IX: Ambiente da celebração litúrgica.

Ag 1, 1-8 / Lc 9, 7-9

Chegou a altura de habitardes em vossas casas ornadas de guarnições, enquanto este Templo continua em ruínas.

Deus queixa-se, através do profeta Ageu, de dedicarmos mais bens e tempo às nossas coisas do que às coisas de Deus, especialmente às que se referem à Eucaristia.

«É necessário que, em tudo o que tenha que ver com a Eucaristia, haja gosto pela beleza; dever-se-á ter respeito e cuidado também pelos paramentos, as alfaias, os vasos sagrados, para que, interligados de forma orgânica e ordenada, alimentem o enlevo pelo mistério de Deus, manifestem a unidade da fé e reforcem a devoção (cf. IGMR 319-345)» (SC, 41).

 

feira, 28-IX: Eucaristia, um pedaço do céu.

Ag 1, 15- 2, 9 / Lc 9, 18-22

Hei-de abalar todas as nações, para que os tesouros de todas essas nações se dirijam para aqui. E encherei de glória este Templo.

Quando se celebra a Santa Missa verifica-se esta profecia: «encherei de glória este templo» (Leit). «A Eucaristia é celebrada na ardente expectativa de Alguém, ou seja, enquanto esperamos a vinda gloriosa da Jesus Cristo, nosso Salvador» (IVE, 18).

«A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço de céu que se abre sobre a terra; é um raio da glória da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da nossa história e vem iluminar o nosso caminho» (IVE, 19).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       José Roque

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                 Nuno Romão

Sugestão Musical:              Duarte Nuno Rocha

 


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