24º Domingo Comum

16 de Setembro de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Dai a paz, Senhor, M. Faria, NRMS 23

cf. Sir 36, 18

Antífona de entrada: Dai a paz, Senhor, aos que em Vós esperam e confirmai a verdade dos vossos profetas. Escutai a prece dos vossos servos e abençoai o vosso povo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Igreja convida a renovar-nos todos dias pela conversão do nosso coração, voltando como o filho pródigo do Evangelho para a Casa do Pai, que nos espera.

 

Aproveitemos esta missa para olharmos com sinceridade para os nossos pecados e pedirmos perdão com humildade.

 

Oração colecta: Deus, Criador e Senhor de todas as coisas, lançai sobre nós o Vosso olhar; e para sentirmos em nós os efeitos do Vosso amor, dai-nos a graça de Vos servirmos com todo o coração. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O povo de Israel, apesar dos prodígios maravilhosos que Deus fizera por ele, depressa se esquecia e se afastava de Deus. Moisés intercede por ele e obtém o perdão de Deus.

 

Êxodo 32, 7-11.13-14

Naqueles dias, 7o Senhor falou a Moisés, dizendo: «Desce depressa, porque o teu povo, que tiraste da terra do Egipto, corrompeu-se. 8Não tardaram em desviar-se do caminho que lhes tracei. Fizeram um bezerro de metal fundido, prostraram-se diante dele, ofereceram-lhe sacrifícios e disseram: ‘Este é o teu Deus, Israel, que te fez sair da terra do Egipto’». 9O Senhor disse ainda a Moisés: «Tenho observado este povo: é um povo de dura cerviz. 10Agora deixa que a minha indignação se inflame contra eles e os destrua. De ti farei uma grande nação». 11Então Moisés procurou aplacar o Senhor seu Deus, dizendo: «Por que razão, Senhor, se há-de inflamar a vossa indignação contra o vosso povo, que libertastes da terra do Egipto com tão grande força e mão tão poderosa? 13Lembrai-Vos dos vossos servos Abraão, Isaac e Israel, a quem jurastes pelo vosso nome, dizendo: ‘Farei a vossa descendência tão numerosa como as estrelas do céu e dar-lhe-ei para sempre em herança toda a terra que vos prometi’». 14Então o Senhor desistiu do mal com que tinha ameaçado o seu povo.

 

Este impressionante diálogo entre Deus e Moisés põe em evidência os elementos fundamentais da história da salvação, a saber, a aliança, o pecado, a fidelidade divina e a sua misericórdia. O texto foi escolhido em função do Evangelho: as parábolas da misericórdia.

11 «Moisés procurou aplacar o Senhor». É uma figura de Cristo Mediador, que também subia frequentemente ao monte para orar: Moisés intercede muitas vezes em favor do povo pecador: Ex 5, 22-23; 8, 4; 9, 28; 10, 17; Nm 11, 2; 14, 13-19; 18, 22; 21, 7. E Deus aceita esta oração, que faz apelo à sua fidelidade à aliança e à sua misericórdia (v. 14).

 

Salmo Responsorial    Sl 50 (51), 3-4.12-13.17.19 (R. Lc 15, 18)

 

Monição: O salmo 50 é a prece de David arrependido. É para nós uma oração de penitência e confissão de nossos pecados, que podemos rezar muitas vezes.

 

Refrão:         Vou partir e vou ter com meu pai.

 

Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,

pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.

Lavai-me de toda a iniquidade

e purificai-me de todas as faltas.

 

Criai em mim, ó Deus, um coração puro

e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.

Não queirais repelir-me da vossa presença

e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.

 

Abri, Senhor, os meus lábios

e a minha boca anunciará o vosso louvor.

Sacrifício agradável a Deus é um espírito arrependido:

não desprezeis, Senhor, um espírito humilhado e contrito.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Jesus veio para salvar os pecadores. Que saibamos abrir-nos à Sua misericórdia, como S.Paulo.

 

1 Timóteo 1, 12-17

Caríssimo: 12Dou graças Àquele que me deu força, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que me julgou digno de confiança e me chamou ao seu serviço, 13a mim que tinha sido blasfemo, perseguidor e violento. Mas alcancei misericórdia, porque agi por ignorância, quando ainda era descrente. 14A graça de Nosso Senhor superabundou em mim, com a fé e a caridade que temos em Cristo Jesus. 15É digna de fé esta palavra e merecedora de toda a aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores e eu sou o primeiro deles. 16Mas alcancei misericórdia, para que, em mim primeiramente, Jesus Cristo manifestasse toda a sua magnanimidade, como exemplo para os que hão-de acreditar n’Ele, para a vida eterna. 17Ao Rei dos séculos, Deus imortal, invisível e único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amen.

 

Iniciamos hoje a leitura de textos respigados das chamadas Cartas Pastorais, escritos paulinos dirigidas a pessoas singulares, pastores da Igreja, com normas para a organização das comunidades de Éfeso (1 e 2 Tim) e de Creta (Tit). O texto desta leitura é um maravilhoso hino de acção de graças de Paulo pela sua vocação de Apóstolo, bem consciente da sua indignidade – «blasfemo, perseguidor, violento», embora de boa fé, «por ignorância» (v. 13) – e da grandeza do dom de Deus, uma «graça que superabundou» (v. 14). Esta acção de graças culmina numa doxologia final, de sabor litúrgico (v. 17).

15 «É digna de fé…» Esta fórmula solene, própria das Cartas Pastorais (cf. 1 Tim 3, 1; 4, 9; 2 Tim 2, 11; Tit 3, 8), põe em relevo a importância doutrinal do que se diz neste versículo, um dos pontos centrais da fé cristã: a obra redentora de Cristo, que «por nós homens e pela nossa salvação desceu dos Céus…» (Credo de Niceia). A misericórdia que Deus mostrou para com Paulo é suficiente para inspirar confiança a qualquer pecador que queira arrepiar caminho.

 

Aclamação ao Evangelho        2 Cor 5, 19

 

Monição: Aclamemos o Evangelho, que é um hino à misericórdia de Deus, sempre pronto a perdoar.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Em Cristo, Deus reconcilia o mundo consigo

e confiou-nos a palavra da reconciliação.          

 

 

Evangelho *

* O texto que se encontra entre parêntesis pertence à forma longa e pode omitir-se.

 

Forma longa: São Lucas 15, 1-32;       forma breve: São Lucas 15, 1-10

Naquele tempo, 1os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. 2Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles». 3Jesus disse-lhes então a seguinte parábola: 4«Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar? 5Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros 6e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’. Eu vos digo: 7Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos, que não precisam de arrependimento. 8Ou então, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e tendo perdido uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente a moeda até a encontrar? 9Quando a encontra, chama as amigas e vizinhas e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida’. 10Eu vos digo: Assim haverá alegria entre os Anjos de Deus por um só pecador que se arrependa».

[Jesus disse-lhes ainda: 11» Um homem tinha dois filhos. 12O mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me toca’. O pai repartiu os bens pelos filhos. 13Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta. 14Tendo gasto tudo, houve uma grande fome naquela região e ele começou a passar privações. 15Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. 16Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. 17Então, caindo em si, disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! 18Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti. 19Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores’. 20Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: encheu-se de compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. 21Disse-lhe o filho: ‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. 22Mas o pai disse aos servos: ‘Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. 23Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejamos, 24porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’. E começou a festa. 25Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. 26Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. 27O servo respondeu-lhe: ‘O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo’. 28Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então o pai veio cá fora instar com ele. 29Mas ele respondeu ao pai: ‘Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. 30E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo’. 31Disse-lhe o pai: ‘Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. 32Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’».]

 

A leitura de hoje, na sua forma longa, engloba todo o cap. 15 de S. Lucas, com as três parábolas da misericórdia divina; todas as três põem em evidência a alegria que Deus sente com o reencontro com o pecador, representado na ovelha perdida (vv. 4-7), na dracma perdida (8-10) e no filho perdido (11-32). Nas duas primeiras Deus é representado à procura do pecador; na terceira, no impressionante acolhimento que lhe presta. Estas parábolas são exclusivas do Evangelho de S. Lucas; a parábola da ovelha perdida também aparece em Mt 18, 10-14, mas num outro sentido: visa o cuidado que os chefes da Igreja devem pôr em não deixar que se perca nenhum dos pequeninos, isto é, aqueles fiéis que pela sua fragilidade correm mais risco de se perderem.  

Alguém considerou a parábola do filho pródigo «o evangelho dos evangelhos». É a mais bela e a mais longa das parábolas de Jesus, impregnada duma finíssima psicologia própria de quem no-la contou, Jesus, que conhece a infinita misericórdia do coração de Deus, que é o seu próprio coração, e que penetra na profundidade da alma humana (cf. Jo 2, 25), onde se desenrola o tremendo drama do pecado. «Aquele filho, que recebe do pai a parte do património, que lhe corresponde, e abandona a casa para o desbaratar num país longínquo, vivendo uma vida libertina, é, em certo sentido, o homem de todos os tempos, começando por aquele que em primeiro lugar perdeu a herança da graça e da justiça original. A analogia neste ponto é muito ampla. A parábola aborda indirectamente todo o tipo de rupturas da aliança de amor, todas as perdas da graça, todo o pecado» (Encíclica Dives in misericordia, nº 5; ver tb. Catecismo da Igreja Católica, nº 1439).

12 «Dá-me a parte da herança»: segundo Dt 21, 17 pertencia-lhe um terço, havendo só dois filhos. O pai podia fazer as partilhas em vida (cf. Sir 30, 28ss).

13 «Partiu…»: o pecado do filho foi abandonar o pai, esbanjar os seus bens e levar uma vida dissoluta.

14-16 «Uma grande fome: é a imagem do vazio e insatisfação que sente o homem quando está longe de Deus, em pecado. «Guardar porcos» era uma humilhação abominável para um judeu, a quem estava proibido criar e comer estes animais impuros. Esta situação para um filho duma boa família era absolutamente incrível, o cúmulo da baixeza e da servidão. As «alfarrobas»: o rapaz já se contentaria com uma tão indigesta e indigna comida, mas, na hora de se dar uma ração dessas aos porcos, ninguém se lembrava daquele miserável guardador! Aqui fica bem retratada a vileza do pecado e a escravidão a que se submete o homem pecador (cf. Rom 1, 25; 6, 6; Gal 5, 1). O filho pretendia ser livre da tutela do pai, mas acaba por perder a liberdade própria da sua condição: imagem do pecador que perde a liberdade dos filhos de Deus (cf. Rom 8, 21; Gal 4, 31; 5, 13) e se sujeita à tirania do demónio, das paixões.

17 «Então, caindo em si…» A degradação a que a loucura do seu pecado o tinha levado fê-lo reflectir (é o começo da conversão) e enveredar pela única saída digna e válida.

18-19 «Vou-me embora»: A tradução latina (surgam) do particípio gráfico (mas não ocioso) do original grego – «levantar-me-ei» – é muito mais expressiva, pois, duma forma viva, indica a atitude de quem começa a erguer-se da sua profunda miséria.

«Pequei contra o Céu e contra ti»: nesta expressão retrata-se a dimensão transcendente do pecado; não é uma simples ofensa a um homem, é ofender a Deus, uma ofensa de algum modo infinita! O filho não busca desculpas, reconhece sinceramente a enormidade da sua culpa.

«Trata-me como um dos teus trabalhadores». É maravilhoso considerar como naquele filho arrependido começa a brotar o amar ao pai; o que ele ambiciona é ir para junto do pai, estar junto a ele é o que o pode fazer feliz! Melhorar a sua situação material não é o que mais o preocupa, pois, para isso, qualquer proprietário da sua pátria o podia admitir como jornaleiro. Por outro lado, não se atreve a pedir ao pai que o admita no gozo da sua antiga condição de filho, porque reconhece a sua indignidade: «já não mereço ser chamado teu filho».

20 «Ainda ele estava longe, quanto o pai o viu». Este pormenor faz pensar que o pai não só desejava ansiosamente o regresso do filho, mas também, muitas vezes, observava ao longe os caminhos, impaciente de ver o filho chegar quanto antes, uma enternecedora imagem de como Deus aguarda a conversão do pecador. «Encheu-se de compaixão»: o verbo grego é muito expressivo e difícil de traduzir com toda a sua força, esplankhnístê: «comoveram-se-lhe as entranhas» ( splánkhna). «E correu…»: é impressionante o contraste entre o pai que corre para o filho e o filho que simplesmente caminha para o pai – «a misericórdia corre» (comenta Sto. Agostinho); «cobrindo-o de beijos», numa boa tradução que tem em conta a forma iterativa do verbo grego, é uma belíssima e expressiva imagem do amor de Deus para com um pecador arrependido!

21 «Pai, pequei». Apesar de se ver assim recebido pelo pai, o filho não se escusa de confessar o seu pecado e de manifestar a atitude interior que o move a regressar.

22 «A melhor túnica, o anel, o calçado», são uma imagem da graça, o traje nupcial (cf. Mt 22, 11-13); assim nos espera o Senhor no Sacramento da Reconciliação, não para nos ralhar, recriminar, mas para nos admitir na sua antiga intimidade, restituindo-nos, cheio de misericórdia, a graça perdida.

23 «Comamos e festejemos», a imagem da Sagrada Eucaristia, segundo um sentido espiritual corrente.

25-32 «O filho mais velho»: esta segunda parte da parábola não se pode limitar a uma censura dos fariseus e escribas (v. 2), cumpridores, mas insensíveis ao amor – o mais velho é que é, no fim de contas, o filho mau –; a parábola é também uma lição para todos, a fim de que imitem a misericórdia de Deus para com um irmão que pecou (cf. Lc 6, 36); ele é sempre «o teu irmão» (v. 33), e não há direito de que não se tome a sério a misericórdia de Deus, com aquela despeitada ironia: «esse teu filho» (v 30). A misericórdia de Deus é tão grande, que ultrapassa uma lógica meramente humana; esta segunda parte da parábola põe em evidência a misericórdia de Deus a partir do contraste com a mesquinhez do filho mais velho.

 

Sugestões para a homilia

 

Dá-me a parte da herança

Pai, pequei

Haverá mais alegria no Céu

Dá-me a parte da herança

Tantos homens do nosso tempo, em nome da liberdade, afastam–se de Deus como o filho pródigo do Evangelho. Aproveitam-se dos tesouros que o Senhor lhes pôs nas mãos para O abandonarem e ofenderem.

A beleza, a inteligência, a riqueza, a juventude são talentos que é preciso aproveitar bem e pôr ao serviço de Deus e dos outros. Mas, por desgraça, podem ser tentações que levam à infelicidade. Como ao jovem do Evangelho podem conduzir à miséria interior. A vida deixa de ter sentido e fica s a desilusão e a frustração.

Santo Agostinho é um exemplo desta situação. Ao encontrar de novo o caminho da casa paterna escreve no livro das Confissões: «Senhor, fizestes-nos para Ti e o nossos coração anda inquieto enquanto não descansa em Ti» (Confissões 1,1,1,ML32,661 ).

Um bispo célebre dos Estados Unidos, Mons.. Fulton Sheen costumava falar pela rádio e escreveu muitos livros de espiritualidade. Um dia ficou muito surpreendido quando uma religiosa se aproximou para lhe agradecer a vocação. E explicou: – Há anos, numa viagem de avião, o senhor bispo sentou-se a meu lado. Eu era jovem e só pensava em vaidade e Vossa Reverência disse-me: – a menina já se lembrou que tem de servir a Deus com a sua beleza ?

Essas palavras fizeram-me a pensar e acabei deixando tudo pela vida religiosa e estou muito feliz.

A vida tem de se gastar ao serviço de Deus. Só assim tem sentido. A liberdade do pecado é libertinagem e escravidão.

E o homem iludido por essa falsa liberdade acaba por sentir-se, mais cedo ou mais tarde, frustrado, abandonado por aqueles que se mostravam seus amigos, vazio por dentro e marcado pelas feridas e sujidade do pecado, como o filho pródigo.

Aquele jovem acabou a guardar porcos, passando fome e querendo alimentar-se das alfarrobas que comiam.

Pai, pequei

O pródigo teve a valentia de se enfrentar com a realidade da sua situação. E não deixou morrer dentro de si a saudade da casa paterna, onde era feliz e onde os trabalhadores eram bem tratados.

Hoje falta esta coragem de se enfrentar com o pecado, de chamá-lo pelo nome. E essa é desgraça característica do nosso tempo. As pessoas querem chamar bem ao mal para se justificarem dos seus desvarios. As leis que liberalizam o aborto põem nas mãos dos políticos o poder tornar legítimo aquilo que é um crime horroroso em nome duma pretensa liberdade da mulher. Outros querem tornar legítimas as uniões de pessoas do mesmo sexo, condenadas já no primeiro livro da Bíblia. Tudo em nome da liberdade.

Precisamos de ter a coragem do jovem do Evangelho: sentar-nos a pensar, sermos sinceros connosco mesmos e com Deus. Não chamar bem ao mal, bater em nosso peito sem nos desculparmos.

Precisamos ainda de ter coragem de acusar os nossos pecados na confissão: Pai, pequei contra o Céu e contra Ti, já não sou digno de ser chamado teu filho. Esta humildade que nos leva a acusar-nos com sinceridade abre-nos à misericórdia de Deus. É fundamental para nos confessarmos bem e nos libertarmos do pecado.

Finalmente temos de voltar para a casa paterna através do arrependimento, da nossa contrição. Levantar-me-ei e irei ter com meu pai. A conversão é esse voltar para a casa do pai, com a certeza que Ele nos espera para nos acolher e perdoar.

O mais importante é sempre a contrição, o ter pena dos pecados . Devemos pedir ao Senhor nos dê essa pena das nossas faltas. Entre os milagres referidos nas peregrinações da Idade Média a Santiago de Compostela está o de um grande pecador que veio de Itália, no tempo do santo bispo Teodomiro, para obter o perdão dos seus muitos crimes. Levava uma carta do seu bispo enumerando os seus gravíssimos pecados. No meio dos incómodos da viagem ia avivando a pena dos seus crimes. Ao chegar a Compostela, meteu a carta sob a toalha do altar. Ali a encontrou o santo bispo ao celebrar a Missa. O peregrino, ao vê-lo com a carta na mão, aproximou-se e pediu que lesse em voz alta os seus pecados para sua humilhação. Mas, com surpresa, a carta estava em branco, os pecados tinham desaparecido.

Procuremos confessar-nos bem. Sem medos ou escrúpulos, mas com sinceridade e clareza, indicando os pecados graves, o seu número e circunstâncias agravantes e também os pecados leves mais importantes. Como o filho pródigo digamos: acuso-me disto, disto e disto…, sem estar à espera que o sacerdote nos pergunte. Aqueles que vão para a confissão gloriar-se: – não falto à missa, não faço mal a ninguém e coisas do género parecem-se com o fariseu que foi ao templo rezar e saiu de lá pior que entrou, porque o orgulho o cegara e se julgava melhor que os outros.

Não devemos ir para a confissão contar histórias inúteis, fazendo perder tempo ao sacerdote.

Depois da absolvição procuremos cumprir a penitência e acrescentar da nossa parte outras boas obras em reparação do mal que fizemos, «Já não mereço chamar-me teu filho, aceita-me como um jornaleiro da tua casa. »

A nossa reconciliação com Deus passa pelo sacramento da reconciliação. Ao institui-lo, em dia de Páscoa, Jesus diz aos apóstolos: «àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados. Àqueles a quem os retiverdes serão retidos.» (Jo 20, 23 ).Jesus concede-lhes esse poder e ensina que só neste sacramento dará o perdão. Por isso pensam erradamente os que afirmam que se confessam directamente a Deus. Ele, que é o ofendido, é que põe as condições e não quem O ofendeu, que somos nós.

Temos de estimar muito este sacramento maravilhoso. É o sacramento da alegria, que nos tira de cima das costas o peso dos nosso pecados. Robert de Niro, cineasta americano, numa das suas películas, relata a sua história de menino num dos bairros mais pobres de Nova Yorque, o Bronx. O pequeno personagem de nove anos tinha visto um assassinato mas não contou à polícia que o interrogara. Para tirar aquele peso das costas foi à igreja confessar-se. Juntamente com as suas traquinices referiu aquela situação sem revelar nomes. O sacerdote deu-lhe a absolvição e uns Pai-nossos de penitência. E o cineasta faz, em voz de fundo, este comentário: – que maravilha ser católico, porque, graças à confissão, podes partir sempre do zero. Na confissão podemos sempre começar uma vida nova e ser nova criatura.

Temos de animar os sacerdotes para este ministério tão importante, hoje que se vêem tão absorvidos por muitos trabalhos. João Paulo II, no seu livro Dom e mistério, por ocasião dos seus cinquenta anos de sacerdote, conta a sua visita a Ars, em França, quando era jovem sacerdote, em fins de 1947.Emocionou-se ao visitar a igreja onde o santo Cura d’Ars confessara: «S.João Maria Vianney impressiona – refere o papa – sobretudo porque nele se revela a força da graça que age na pobreza de meios humanos. Tocava-me profundamente, de modo particular, o seu heróico serviço no confessionário. Aquele humilde sacerdote, que confessava mais de dez horas por dia, alimentando-se pouco e dedicando ao descanso apenas umas horas, tinha conseguido num período histórico difícil, suscitar uma espécie de revolução espiritual em França e não só. Milhares de pessoas passavam por Ars e ajoelhavam-se no seu confessionário

…Do encontro com a sua figura nasceu-me a convicção de que o sacerdote realiza uma parte essencial da sua missão através do confessionário, através daquele fazer-se «prisioneiro do confessionário» (Dom e mistério (Lisboa 1996) p.66).

Haverá mais alegria no Céu

O Evangelho fala-nos da alegria de Deus em perdoar, em acolher o pecador arrependido. É o que Jesus lembra na parábola do pastor que encontra a ovelha perdida. E na parábola da mulher que achou a dracma e faz uma festa com as amigas. Jesus diz que o pai estava à espera do seu filho para o abraçar e cobrir de beijos.

João Paulo II convidava a Igreja a redescobrir a maravilha do sacramento do perdão. Que nos animemos a recebê-lo muitas vezes, a prepará-lo bem, a fazer muitas vezes de filho pródigo que regressa à casa do pai e sente a alegria do perdão de Deus.

Jesus deixou-o como prenda à Sua Igreja no domingo da ressurreição, como sacramento da alegria, desta ressurreição interior que temos de renovar muitas vezes, revivendo assim o nosso baptismo.

O pai do filho pródigo manda trazer o vestido melhor e preparar um banquete para ele. Assim faz Deus connosco. Reveste-nos de novo com a vida da graça e alimenta-nos com o banquete da Eucaristia.

É preciso que descubramos de novo a maravilha do sacramento da penitência, como João Paulo II repetiu muitas vezes. Na Carta apostólica Novo Milénio dizia ele: «Solicito ainda uma renovada coragem pastoral para na pedagogia quotidiana das comunidades cristãs, se propor de forma persuasiva e eficaz a prática do sacramento da Reconciliação.» (nº 37)

Que bom poder tomar banho muitas vezes durante o ano. Sujamos a alma como sujamos o corpo. «Todos cometemos muitas faltas» (Ti 3, 2). Ninguém pensa em tomar banho só uma vez por ano. Como ninguém lava a roupa apenas anualmente.

Dizia João Paulo II: «E necessário continuar a atribuir grande valor ao Sacramento da Penitência e educar os fieis a recorrerem a ele mesmo só para os pecados veniais, como atestam a tradição doutrinal e a prática já seculares.» (Ex. Reconciliação e Penitência, nº32)

Bento XVI vem repetindo a mesma doutrina. Na Exortação Sacramento da Caridade diz: «Os padres sinodais afirmaram justamente que o amor à Eucaristia leva-nos a apreciar cada vez mais também o sacramento da Reconciliação. Por causa da ligação entre ambos os sacramentos, uma catequese autêntica acerca do sentido da Eucaristia não pode ser separada da proposta dum caminho penitencial. O Sínodo lembrou que é dever pastoral do Bispo promover na sua diocese uma decisiva recuperação da pedagogia da conversão, que nasce da Eucaristia e favorecer entre os fieis a confissão frequente. Todos os sacerdotes se dediquem com generosidade, empenho e competência à administração do sacramento da Reconciliação» .(n.os 20-21)

A confissão frequente além de perdoar os pecados já cometidos é vacina para evitar as quedas e vencer as tentações.

Não é de admirar que o demónio faça guerra a este sacramento, mais que a qualquer dos outros. Porque lhe arranca as almas das suas garras. O Santo Cura d’Ars era molestado com frequência pelo demónio durante as poucas horas de sono. E depressa deu conta que a fúria diabólica se manifestava com mais violência quando vinha a caminho algum grande pecador.

Animemos os nossos amigos a confessar-se e a confessar-se com frequência

Na Exort. Apost. A Igreja na Europa o Santo Padre lembra: «A experiência pessoal do perdão recebido de Deus por cada um de nós é fundamento essencial de esperança para o nosso futuro. Uma das raízes para o desânimo que hoje invade a muitos, há que buscá-la na incapacidade de se reconhecerem pecadores e de se deixarem perdoar; tal incapacidade fica-se a dever frequentemente à solidão de quem, vivendo como se Deus não existisse, não tem ninguém a quem pedir perdão. Ao invés, quem se reconhece pecador e se entrega à misericórdia do Pai celeste, experimenta a alegria duma verdadeira libertação e pode prosseguir ao longo do caminho da vida sem se fechar na própria miséria, Deste modo, recebe a graça de um novo início e reencontra motivos para esperar.

Por isso, é necessário que o sacramento da reconciliação seja revitalizado na Igreja da Europa. Há que reafirmar, porém, que a forma deste sacramento é a confissão pessoal dos pecados seguida da absolvição individual» (n.º 76).

Que a Virgem ajude todos os cristãos a descobrirem as maravilhas do amor de Jesus, sempre disposto a perdoar e a encher-nos da Sua graça.

 

 

Oração Universal

 

Com a ajuda da Virgem, pedimos a Jesus e, com Ele, ao Pai:

 

1.  Pela Santa Igreja,

para que ela se renove em todos os seus filhos,

pela prática fervorosa do Sacramento da Reconciliação,

oremos ao Senhor.

 

2.  Pelo Santo Padre,

para que todos os cristãos estejam atentos aos seus ensinamentos sobre a confissão,

oremos ao Senhor.

 

3.  Pelos bispos e sacerdotes,

para que ensinem com frequência sobre o sacramento do perdão

e estejam disponíveis para confessar, como o Papa tem pedido,

oremos ao Senhor.

 

4.  Por todos os cristãos,

para que lutem mais a sério pela santidade,

empregando com diligência os meios ao seu dispor,

oremos ao Senhor.

 

5.  Para que todos nos entusiasmemos

a imitar Nossa Senhora nas tarefas humildes de cada dia,

vivendo uma vida de amizade com Jesus a nosso lado,

oremos ao Senhor.

 

6.  Por todos os que andam afastados de Deus,

para que o Senhor os converta e os atraia ao Seu amor e ao Seu perdão,

oremos ao Senhor.

 

7.  Por todos os que se encontram no Purgatório,

para que, com a nossa ajuda, o Senhor os purifique

e lhes conceda a felicidade do Céu,

oremos ao Senhor.

 

Senhor, que nos chamastes à vida nova em Cristo, aumentai em nós a fé e o amor,

para que levemos uma vida de santidade e cheguemos à glória do Céu.

Por N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Que bom Senhor estar ao pé de Ti, M. Carneiro, NRMS 36

 

Oração sobre as oblatas: Ouvi, Senhor, com bondade as nossas súplicas e recebei estas ofertas dos vossos fiéis, para que os dons oferecidos por cada um de nós para glória do vosso nome sirvam para a salvação de todos. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento CT

 

Monição da Comunhão

 

Comungar bem é mergulhar nas águas vivas da graça. A confissão frequente continua a ser a melhor forma de nos preparamos bem para a comunhão.

 

Cântico da Comunhão: Não fostes vós que me escolhestes, Az. Oliveira, NRMS 59

Sl 35, 8

Antífona da comunhão: Como é admirável, Senhor, a vossa bondade! Na sombra das vossas asas se refugiam os homens.

Ou:    Sl 35, 8

O cálice de bênção é comunhão no Sangue de Cristo; e o pão que partimos é comunhão no Corpo do Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Louvai ao Senhor, com tudo, M. Simões, NRMS 2 (I)

 

Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, concedei que este sacramento celeste nos santifique totalmente a alma e o corpo, para que não sejamos conduzidos pelos nossos sentimentos mas pela virtude vivificante do vosso Espírito. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Agradeçamos a Jesus a maravilha do Sacramento da Reconciliação e recorramos a ele muitas vezes.

 

Cântico final: Vamos todos guiados pela esperança, F. da Silva, NRMS 14

 

 

Homilias Feriais

 

24ª SEMANA

 

feira, 17-IX: Partes da celebração eucarística.

1 Tim 2, 1-8 / Lc 7, 1-10

(o centurião): Não mereço que entres debaixo do meu tecto.

O centurião ficou duplamente ligado ao Sacramento da Eucaristia: pelas palavras que dirigiu a Jesus (cf. Ev) e que continuamos a repetir antes da Comunhão; e porque construiu a sinagoga de Cafarnaum, onde Jesus pronunciou o discurso eucarístico. Repitamos com fé e humildade as suas palavras quando formos receber o Senhor.

Também S. Paulo pede que se «façam preces, orações, súplicas e acções de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que exercem a autoridade» (Leit). Continuamos a fazê-lo na Oração universal da Missa.

 

feira, 18-IX: Imitar a misericórdia de Jesus.

1 Tim 3, 1-13 / Lc 7, 11-17

E vinha com ela (a viúva) bastante gente da cidade. Ao vê-la o Senhor compadeceu-se e disse-lhe: Não chores.

Jesus veio carregar sobre os seus ombros com as nossas misérias, veio compadecer-se dos que sofrem, como da viúva de Naim (cf. Ev). «Jesus faz da misericórdia um dos temas principais da sua pregação… São muitos os passos dos ensinamentos de Cristo que manifestam o amor misericordioso sob um aspecto sempre novo» (Dives in misericórdia, 3).

Sejamos igualmente misericordiosos com os outros: «Nada pode fazer-te tão imitador de Cristo como a preocupação pelos outros. Mesmo que jejues… se não te preocupas pelo próximo, pouca coisa fizeste, pois ainda estás muito longe da imagem de Jesus» (S. João Crisóstomo).

 

feira, 19-IX: A Igreja e as realidades humanas.

1 Tim 3, 14-16 / Lc 7, 31-35

Mas…é para saberes como se deve proceder na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e apoio da verdade.

«A Igreja, ‘coluna e apoio da verdade’ (Leit), recebeu dos Apóstolos o solene mandamento de Cristo de anunciar a verdade da salvação. À Igreja compete anunciar sempre e em toda a parte os princípios morais, mesmo de ordem social, bem como emitir juízos acerca de quaisquer realidades humanas, na medida em que o exigirem os direitos fundamentais da pessoa humana ou a salvação das almas» (CIC, 2032).

«Para isso…é necessário que, nas dioceses e comunidades cristãs, se dê a conhecer e incremente a doutrina social da Igreja» (SC, 91).

 

feira, 20-IX: A oração silenciosa.

1 Tim 4, 12-16 / Lc 7, 36-50

Por isso te digo: os seus numerosos pecados ficam perdoados, uma vez que manifestou tanto amor.

A atitude da pecadora para com Jesus é um exemplo da oração silenciosa: não precisou de palavras; manifestou o seu amor com obras. «A contemplação é a oração do filho de Deus, do pecador perdoado que consente em acolher o amor com que é amado e ao qual quer corresponder ainda mais (cf. Ev)» (CIC, 2712).

A sua oração foi atendida por Jesus, mesmo sem ter dito nada: «Jesus atende a oração expressa em palavras… ou feita em silêncio (as lágrimas e o perfume da pecadora: cf. Ev)» (CIC, 2616).

 

feira, 21-IX: S. Mateus: Importância da palavra de Deus.

Ef 4, 1-7. 11-13 / Mt 9, 9-13

Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: Segue-me.

Quando foi chamado pelo Senhor, S. Mateus deixou logo tudo para se dedicar ao seu serviço. A partir de então acompanhou Jesus e foi testemunha da sua vida e ensinamentos, dos milagres, da participação na Última Ceia, etc. Deixou-nos uma pequena biografia do Senhor: o seu Evangelho.

«Nos livros sagrados, o Pai que está nos céus sai amorosamente ao encontro dos seus filhos para conversar com eles… A palavra de Deus é, em verdade apoio e vigor da Igreja e fortaleza da fé para os seus filhos, alimento da alma, fonte pura e perene da vida espiritual» (Dei Verbum, 2).

 

Sábado, 22-IX: A escuta da palavra de Deus.

1 Tim 6, 13-16 / Lc 8, 4-15

E a semente que ficou na boa terra são aqueles que ouviram a palavra com coração recto e bom, a conservam e, com perseverança, dão fruto.

Pode servir-nos de exemplo a vida de N.ª Senhora. Ela conservava no seu coração todas as coisas referentes a Deus como um tesouro.

Procuremos ver como recebemos e somos dóceis às graças e inspirações do Espírito Santo. E também como escutamos a palavra de Deus na Missa: «nunca nos esqueçamos que, ‘quando na Igreja se lê a Sagrada Escrituras, é o próprio Deus que fala ao seu povo, é Cristo presente na sua palavra que anuncia o Evangelho» (SC, 45). Uma vez escutada, esforcemo-nos por levar à prática o que Ele nos pede, para que haja abundantes frutos na nossa vida diária.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Celestino Correia Ferreira

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                 Nuno Romão

Sugestão Musical:              Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial