Exaltação da Santa Cruz

14 de Setembro de 2007

 

Festa

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus, vinde em meu auxílio, F. da Silva, NRMS 53

cf. Gal 6, 14

Antífona de entrada: Toda a nossa glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. N'Ele está a nossa salvação, vida e ressurreição. Por Ele fomos salvos e livres.

 

Diz-se o Glória

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebrar a festa da Exaltação da Santa Cruz é vivermos a experiência do Ressuscitado.

Aquele que foi cravado na cruz vive para sempre. Ele ajuda-nos a compreender o dinamismo de dar a vida e da vitória definitiva sobre o pecado, o mal e a morte.

A Eucaristia é este maravilhoso encontro com Cristo que connosco caminha fazendo suas as nossas dificuldades. Ele oferece-nos a Sua palavra que ilumina o sentido da nossa existência. Faz-se Pão da Vida para nos fazer experimentar a comunhão Trinitária e Eclesial. Nos envia como construtores da esperança e da alegria.

Que o Espírito Santo me torne dócil ao mistério pascal de Cristo em minha vida e na vida da Comunidade.

 

Oração colecta: Senhor, que na vossa infinita misericórdia, quisestes que o vosso Filho sofresse o suplício da cruz para salvar o género humano, concedei que, tendo conhecido na terra o mistério de Cristo, mereçamos alcançar no Céu os frutos da redenção. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: (Num,21, 4b-9) Na caminhada pelo deserto são muitos os perigos! Essa caminhada simboliza a proposta que é feita a cada crente na busca do sentido e fundamento da existência.

A leitura propõe-nos que olhemos para o Alto e acreditemos nos sinais da presença amorosa de Deus

 

Ou (Filip 2, 6-11): É de grande densidade o conteúdo desta leitura.

Em nós, o Espírito Santo pede-nos: que a saboreemos; que sejamos gratos a Jesus Cristo e por Ele à Trindade Santíssima; e sobretudo, que nos assumamos como seus discípulos!

 

Números 21, 4b-9

Naqueles dias, 5o povo de Israel impacientou-se e falou contra Deus e contra Moisés: «Porque nos fizeste sair do Egipto, para morrermos neste deserto? Aqui não há pão nem água e já nos causa fastio este alimento miserável». 6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas que mordiam nas pessoas e morreu muita gente de Israel. 7O povo dirigiu-se a Moisés, dizendo: «Pecámos, ao falar contra o Senhor e contra ti. Intercede junto do Senhor, para que afaste de nós as serpentes». E Moisés intercedeu pelo povo. 8Então o Senhor disse a Moisés: «Faz uma serpente de bronze e coloca-a sobre um poste. Todo aquele que for mordido e olhar para ela ficará curado». 9Moisés fez uma serpente de bronze e fixou-a num poste. Quando alguém, era mordido por uma serpente, olhava para a serpente de bronze e ficava curado.

 

5 «Este alimento miserável». Referência bem realista ao maná, cuja idealização posterior o considera, pelo contrário, «pão dos fortes» e «pão dos anjos», pão com todas as delícias e com todos os sabores ao gosto de cada pessoa (cf. Sab 16, 20-21; Salm 78, 23-25).

6 «Serpentes venenosas», à letra, de fogo, um hebraísmo para dizer serpentes abrasadoras, cuja espécie se ignora; há mesmo quem pense nas filárias, pequenos vermes parasitas que penetravam no sangue através da pele, que provocavam a filariose

8 «Faz uma serpente de bronze…» Como se pode ver no Evangelho de hoje (Jo 3, 14-15), este relato encerra um sentido típico visado por Deus: o poste é figura da Cruz, a serpente de bronze é figura de Cristo Salvador, que salva da morte eterna todos os homens feridos pela mordedura mortal do pecado, desde que olhem para Jesus com fé.

 

Ou:

 

Filipenses 2, 6-11

6Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, 7mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, 8humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz. 9Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, 10para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra e nos abismos, 11e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

 

A leitura constitui um admirável hino à humilhação e exaltação de Cristo, um hino que muitos exegetas pensam ser anterior ao este escrito paulino; é a mais antiga confissão de fé explícita na divindade de Cristo que consta dos escritos do Novo Testamento.

6 «De condição divina». Literalmente: «existindo em forma de Deus». Ora esta forma (morfê) de Deus, ainda que não significasse directamente a natureza divina, pelo menos indicaria a glória e a majestade, atributos especificamente divinos na linguagem bíblica. De qualquer modo, como bem observa Heinrich Schlier, a expressão em forma de Deus não quer dizer que Deus tenha uma forma como a têm os homens, mas significa que Jesus «tinha um ser como Deus, um ser divino».

«Não se valeu da sua igualdade com Deus». Há diversas possibilidades de tradução desta rica expressão, segundo se considerar o termo grego harpagmós em sentido activo (roubo), ou em sentido passivo (coisa roubada). A Vulgata traduz: «não considerou uma usurpação (rapinam) o ser igual a Deus» (sentido activo). Segundo a interpretação dos Padres Gregos, a que se ateve a nossas tradução litúrgica (sentido passivo), teríamos: «não considerou como algo cobiçado (harpagmón) … Há quem pense que S. Paulo quer fazer ressaltar o contraste entre a atitude soberba dos primeiros pais que, sendo homens, quiseram vir a ser iguais a Deus (cf. Gn 3, 5.22), e a atitude humilde de Jesus que, sendo Deus, se quis fazer «semelhante aos homens» (v. 7).

7 «Mas aniquilou-se a si próprio», à letra, esvaziou-se: Jesus Cristo, ao fazer-se homem, não se despojou da natureza divina, mas sim da glória ou manifestação sensível da majestade que Lhe competia em virtude da chamada união hipostática (na pessoa do Filho eterno de Deus, a natureza humana e a natureza divina unidas numa união misteriosa). «Assumindo a condição de servo», o que não significa a condição social de escravo, mas a «forma» (morfê) de se conduzir própria de um ser pobre e dependente, cumprindo n’Ele a figura do «servo de Yahwéh», a que se refere a primeira leitura de hoje. «Tornou-se semelhante aos homens, aparecendo como homem», não apenas, como queria a heresia doceta, nas aparências (skhêmati), mas no sentido em que o homem é «semelhante» (en homoiômati) dos outros homens, em tudo igual excepto no pecado (cf. Hebr 4, 15).

8 «Humilhou-se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz». Note-se como é posta em relevo esta obediência e aniquilamento – a kénosisde Cristo, num sublime crescendo de humilhação em humilhação: feito homem, assume a condição de escravo, Ele obedece, e com uma obediência que vai até à morte, e não uma morte qualquer, mas a dum malfeitor, a morte de cruz – homem, escravo, malfeitor!

9-11 Mas este aniquilamento – o tremendo escândalo da Cruz – não foi uma derrota, o humilhante desfecho dum história trágica com que tudo acabou. Temos em paralelo o sublime paradoxo da sua «exaltação»: foi «por isso Deus – não Ele próprio, mas o Pai – O exaltou» de modo singularíssimo, à letra, acima de tudo o que existe, como o sugere a preposição hypér na composição do verbo hypsóein (exaltar). Esta exaltação deu-se com a glorificação da humanidade de Jesus na sua Ressurreição e Ascensão. A esta sublime exaltação corresponde o «Nome» que Lhe é dado por Deus, o mesmo nome com que passa a ser invocado pela multidão de todos os crentes de todos os tempos. Com efeito, já não se trata do simples nome de Jesus, um nome corrente com que era tratado na sua vida terrena e que consta da sentença que o condenou à morte de cruz, nem apenas o título da sua condição messiânica, «Cristo», pois o nome que agora Lhe compete é o mesmo nome com que o próprio Deus é designado no A. T.: «Kyrios-Senhor», nome divino, como consta da tradução grega de «Yahwéh». Desde agora, a todos pertence proclamar e reconhecer a divindade de Jesus – «toda a língua proclame que Jesus Cristo é Senhor» (mais expressivo sem artigo, como no original grego) – e o seu domínio sobre toda a criação, a saber: «no céu, na terra e nos abismos, para glória de Deus Pai» (A tradução da velha Vulgata neste ponto era pouco expressiva e deficiente: «que o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Pai»).

Independentemente da discussão acerca do aniquilamento de que aqui se fala, se ele visa ou não directamente o mistério da Incarnação, fica bem claro que Jesus não é um simples servo do Senhor que vem a ser exaltado por Deus, pois Ele é Deus que se abaixa e depois vem a ser exaltado. Também fica patente que a fé na divindade de Jesus não é o fruto duma elaboração teológica tardia, pois a epístola é, quando muito, do ano 62, se não é mesmo de cerca de 56 (data mais provável), e, como dissemos, estes versículos fariam parte dum hino litúrgico a Cristo, anterior à epístola.

 

 

Salmo Responsorial    Sl 77 (78), 1-2.34-35.36-37.38 (R. cf. 7c)

 

Monição: Louvemos com gratidão a Deus que manifesta tantos sinais da sua misericórdia. Que o Espírito Santo em nós dinamize em fidelidade, doação e confiança.

 

Refrão:         Não esqueçais as obras do Senhor.

 

Escuta, meu povo, a minha instrução,

presta ouvidos às palavras da minha boca.

Vou falar em forma de provérbio,

vou revelar os mistérios dos tempos antigos.

 

Quando Deus castigava os antigos, eles O procuravam,

tornavam a voltar-se para Ele

e recordavam-se de que Deus era o seu protector,

o Altíssimo o seu redentor.

 

Eles, porém, enganavam-n’O com a boca

e mentiam-Lhe com a língua,

o seu coração não era sincero,

nem eram fiéis à sua aliança.

 

Mas Deus, compadecido, perdoava o pecado

e não os exterminava.

Muitas vezes reprimia a sua cólera

e não executava toda a sua ira.

 

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Cristo Jesus, Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem, é proposta de Misericórdia, de Vida e de Salvação.

Em cada dia que resposta lhe damos?

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação-2, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo,

que pela vossa santa cruz remistes o mundo.

 

 

Evangelho

 

São João 3, 13-17

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13«Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. 14Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, 15para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. 16Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. 17Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele».

 

O texto é tirado do «discurso» de Jesus a Nicodemos. Não é fácil distinguir nos discursos de Jesus em S. João, quando é que o evangelista apresenta as próprias palavras de Jesus de quando apresenta a sua reflexão divinamente inspirada sobre elas. Aqui costuma-se considerar a meditação do evangelista a partir do v. 13, meditação que, do v. 16 ao 21, é o chamado kérigma joanino.

13 «Filho do Homem» tem em S. João um sentido glorioso, indicando a origem divina de Jesus, o Filho de Deus pré-existente enviado ao mundo para salvar os homens e que «subiu ao Céu», uma realidade que pertence às coisas do Céu (v. 12); nos Sinópticos conserva mais o sentido da literatura apocalíptica (cf. Dn 7, 13; 4 Esd; Henoc Etiópico), indicando o Messias, o salvador do povo que virá no fim dos tempos e também o Messias-sofredor. Mas expressão na Filho do homem nem sempre fica bem claro o título cristológico, pois por vezes poderia não passar de um mero asteísmo, uma figura de linguagem para Jesus se referir discretamente à sua pessoa: este homem = eu.

14 «Elevado», na Cruz, entenda-se. Mas S. João joga com os dois sentidos da elevação, na Cruz e na glória. E isto não é um simples artifício literário, mas encerra um mistério profundo, pois é na Paixão que se manifesta todo o amor de Jesus (cf. Jo 13, 1), todo o seu poder divino salvífico de dar o Espírito e a vida eterna (cf. 7, 38; 12, 23-24; 17, 1.2.19), numa palavra, a sua glória, que culmina na Ressurreição (cf. 12, 16). Para a alusão à serpente de bronze, ver Nm 21, 4-9 (1ª leitura de hoje); Sab 16, 5-15 e o Targum que fala mesmo dum lugar elevado onde Moisés a colocou.

16 «Deus... entregou o seu Filho Unigénito». Parece haver aqui uma alusão ao sacrifício de Isaac (cf. Gn 22, 1-12), que os Padres consideravam uma figura de Cristo, até por aquele pormenor de Isaac subir o monte Moriá com a lenha às costas, figura de Jesus subindo o monte Calvário carregando a Cruz.

17 «Não… para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo». Jesus contraria as ideias judaicas da época, que imaginavam o Messias como um juiz que antes de mais vinha para julgar e condenar todos os que ficavam fora do Reino de Deus, ou se lhe opunham.

 

Sugestões para a homilia

 

Deus amou tanto o mundo!

Entregou o Seu Filho Unigénito!

Todo o que acredita n’Ele…

Deus amou tanto o mundo!

A Palavra de Deus oferecida para esta celebração faz-nos saborear toda a história da salvação, verdadeiramente compreendida no Mistério Pascal de Jesus Cristo.

A Exaltação da Santa Cruz procura celebrar nos cristãos a força dinamizadora do mistério da cruz de Jesus Cristo. Celebrar em, com e por Cristo a vitória definitiva do amor, da vida e da graça.

Na história e na sua caminhada, por entre tentações e seduções, aí está o crente, muitas vezes «picado» pelo veneno que gera mal-estar, confusão, desânimo e morte.

Mais do que nunca com sectores de grande capacidade e de nível científico e técnico, mas escravo de interesses económicos e ideológicos, sentimos a nossa «quase impotência» diante da negação da verdade, da vida, da dignidade humana e da negação da presença de Deus.

A tentação é forte e gritante com as consequências mais nefastas: não querermos dar importância a que Deus constrói sobre a humildade, a confiança e sobre a vida orante; sentirmo-nos humanamente impotentes e por isso nos isolamos e desistimos como se a transformação do mundo dependesse só das nossas forças; e ainda, a nossa divisão e lamúria que esgota o sentido da fé e os recursos mais diversos.

A Leitura concretiza que é preciso descobrir o nosso pecado e olhar para os sinais fortes da amorosa misericórdia de Deus ao longo do caminho da humanidade, mas centrada em Jesus Cristo, Seu Filho, o Crucificado.

Entregou o Seu Filho Unigénito!

A sabedoria que o Espírito Santo quer imprimir em nós, e na sua Igreja, é Jesus Cristo. S. Paulo encontrou-a e diz que para ele a autêntica sabedoria e evangelho é Cristo crucificado.

É de Cristo que se aniquila e se faz servo, que se humilha fazendo-se semelhante aos homens e ainda mais na morte de Cruz, que todos devemos estar e permanecer para podermos passar è exaltação, à ressurreição.

Fica a proposta de assumirmos em nosso ser o dinamismo de Cristo e da sua cruz: proposta que passa pelo evangelho da Cruz, do dar a vida, do servir; que passa por aceitarmos perder, ser humilhados pela inveja, ciúme e maldade; proposta para assumirmos o «getsemani» e a cruz, na caminhada espiritual, sem fugir ou desistir, quando estamos no vértice da santidade.

A maturidade da minha fé descobre-se quando aceito, pelo Espírito Santo, o Filho Unigénito de Deus, crucificado, e creio e assumo o seu mistério pascal.

Todo o que acredita n’Ele…

Acreditar verdadeiramente em Jesus Cristo é tocar as suas santas chagas. Isto é: descobrir os sinais da sua doação por nós. Significa ir ao seu mistério pascal e permanecer fazendo-o nosso.

Acreditar envolve-me em Cristo numa grande confiança. Faz-me ser humilde, convertido, verdadeiro, generoso e fiel.

Acreditar significa também que permaneço n’Ele quando tudo é noite, fracasso aparente, negação, traição, aparente derrota e humilhação, morte desoladora e sem aparente mérito.

Significa compromisso na comunidade dos seus discípulos, na Igreja e em toda a comunidade humana, dando-me sem pedir algo em troca e sem me «perturbar» com o desprezo.

Assim opera-se a Vida e a Salvação para mim e para o Mundo.

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

oremos ao nosso Redentor,

que nos redimiu pela sua santa Cruz,

e digamos (ou: e cantemos), confiadamente:

 

R. Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos.

Ou: Pela vossa santa Cruz, salvai-nos, Senhor.

 

1.  Para que o Santo Padre Bento XVI,

o nosso Bispo N. e todos os presbíteros e diáconos

se façam imitadores e servidores da sabedoria

do Evangelho da Cruz de Jesus Cristo,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos governantes das nações:

para que compreendam e se comprometam a

construir um mundo com base na verdade,

no amor e no serviço

oremos, irmãos.

 

3.  Para que vivamos na alegria e no compromisso

com o mistério pascal de Cristo, todos nós que

experimentemos o sofrimento no corpo ou na alma,

oremos, irmãos.

 

4.  Para que os casais jovens e as famílias

vivam a sabedoria da Cruz de Cristo,

na sua doação permanente, na partilha da vida,

e no sofrimento, consequência dos compromissos,

oremos, irmãos.

 

5.  Por todos os que são perseguido por causa de Cristo,

pela Igreja perseguida e humilhada,

para que na Cruz de Cristo encontrem a certeza

da vitória do perdão e do amor,

oremos, irmãos.

 

6.  Por todos os que sofrem,

todas as pessoas humilhadas e suprimidas,

para que ponham toda a sua glória,

na Cruz de Cristo, o Redentor,

oremos, irmãos.

 

 

Pai de misericórdia,

que exaltastes o vosso Filho na sua Ressurreição,

derramai sobre nós a força do Espírito Santo,

para que possamos levar todos os dias,

o peso e a glória da Santa Cruz.

Por Cristo Nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Na hóstia sobre a patena, B. Salgado, NRMS 6(II)

 

Oração sobre as oblatas: Purificai-nos de todas as culpas, Senhor, pela oblação deste sacrifício, que no altar da cruz tirou o pecado do mundo. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio

 

O triunfo glorioso da Cruz

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte: Na árvore da cruz estabelecestes a salvação da humanidade, para que donde viera a morte daí ressurgisse a vida e aquele que vencera na árvore do paraíso fosse vencido na árvore da cruz, por Cristo nosso Senhor. Por Ele, numa só voz, os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes proclamam com júbilo a vossa glória. Permiti que nos associemos às suas vozes, cantando humildemente o vosso louvor:

 

Pode dizer-se o prefácio da Paixão do Senhor I: p. 467 [600-712]

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

A Eucaristia é mistério de Fé.

Pela comunhão eu sou envolvido pelo mistério da morte e ressurreição de Cristo, e por Ele, no mistério de amor Trinitária e no mistério da Igreja.

Brote do meu ser louvor, súplica e acção de graças.

Haja compromisso de vida e de santidade.

 

Cântico da Comunhão: Se não comerdes a minha carne, F. da Silva, NRMS 48

Jo 12, 32

Antífona da comunhão: Quando Eu for levantado da terra, atrairei tudo a Mim, diz o Senhor.

 

Oração depois da comunhão: Senhor Jesus Cristo, que nos alimentais nesta mesa sagrada, fazei que o vosso povo, resgatado pela cruz redentora, seja conduzido à glória da ressurreição. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O mistério pascal de Cristo faz de mim, pelo Espírito Santo, enviado em missão.

A palavra de Deus concretiza esta missão convidando-me a ser outro Cristo.

Possa eu anunciar a sabedoria e a loucura da Cruz.

Possa eu, à maneira da Mãe de Jesus, saber estar de pé junto à Cruz de seu Filho.

 

Cântico final: Salvé ó Cruz, M. Faria, 20 cânticos para a missa

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Armando Rodrigues Dias

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:              Duarte Nuno Rocha

 


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