22º Domingo Comum

2 de Setembro de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Aproximai- vos do Senhor, F. da Silva, NCT 375

Sl 85, 3.5

Antífona de entrada: Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo o dia inteiro. Vós, Senhor, sois bom e indulgente, cheio de misericórdia para aqueles que Vos invocam.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Na liturgia deste domingo vamos confrontar-nos com o valor da humildade e da simplicidade. Estas duas virtudes tornam-nos semelhantes a Cristo, que veio para servir e não para ser servido.

A disponibilidade constante é que nos transmite a alegria interior da imagem e semelhança com Deus, num novo modo de encarar a prática religiosa em alegria e festa.

Porque nem sempre assumimos uma atitude de humildade e simplicidade no serviço aos últimos, aos mais pobres, àqueles que não têm quem os acolha, peçamos humildemente perdão ao Senhor.

 

Oração colecta: Deus do universo, de quem procede todo o dom perfeito, infundi em nossos corações o amor do vosso nome e, estreitando a nossa união conVosco, dai vida ao que em nós é bom e protegei com solicitude esta vida nova. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O autor sagrado aconselha, nesta leitura, a mansidão e a humildade. Segundo ele, é por estas virtudes sagradas que o homem conquista os corações e goza de aceitação junto de Deus.

 

Ben-Sirá 3, 19-21.30-31 (gr.17-18.20.28-29)

19Filho, em todas as tuas obras procede com humildade e serás mais estimado do que o homem generoso. 20Quanto mais importante fores, mais deves humilhar-te e encontrarás graça diante do Senhor. 21Porque é grande o poder do Senhor e os humildes cantam a sua glória. 30A desgraça do soberbo não tem cura, porque a árvore da maldade criou nele raízes. 31O coração do sábio compreende as máximas do sábio e o ouvido atento alegra-se com a sabedoria.

 

A leitura contém versículos respigados do capítulo 3 do Sirácida, ou Eclesiástico (na designação cristã), que são uma apologia da virtude da humildade, passando à frente aquelas passagens que poderiam ser hoje mal entendidos, como o desejo de querer sempre saber mais, apresentado isto como um «perigo», e «quem amam o perigo nele perecerá» (v. 25).

 

Salmo Responsorial    Sl 67 (68), 4-7ab.10-11 (R. cf. 11b)

 

Monição: O salmo 67, que iremos recitar, exalta a bondade do Senhor que se manifesta na vida dos pequenos e dos simples. Nele, decerto encontraremos pistas para podermos reflectir sobre os sentimentos a que fomos estimulados pela leitura anterior.

 

Refrão:         Na vossa bondade, Senhor,

                      preparastes uma casa para o pobre.

 

Os justos alegram-se na presença de Deus,

exultam e transbordam de alegria.

Cantai a Deus, entoai um cântico ao seu nome;

o seu nome é Senhor: exultai na sua presença.

 

Pai dos órfãos e defensor das viúvas,

é Deus na sua morada santa.

Aos abandonados Deus prepara uma casa,

conduz os cativos à liberdade.

 

Derramastes, ó Deus, uma chuva de bênçãos,

restaurastes a vossa herança enfraquecida.

A vossa grei estabeleceu-se numa terra

que a vossa bondade, ó Deus, preparara ao oprimido.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Deus manifestou-Se de uma forma acessível, em Jesus Cristo, a todos os homens. Daí que nos possamos dirigir directamente a Ele sem os temores manifestados pelo povo no Antigo Testamento. É este o teor da leitura de S. Paulo aos Hebreus, que iremos escutar.

 

Hebreus 12, 18-19.22-24a

Irmãos: 18Vós não vos aproximastes de uma realidade sensível, como os israelitas no monte Sinai: o fogo ardente, a nuvem escura, as trevas densas ou a tempestade, 19o som da trombeta e aquela voz tão retumbante que os ouvintes suplicaram que não lhes falasse mais. 22Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste, de muitos milhares de Anjos em reunião festiva, 23de uma assembleia de primogénitos inscritos no Céu, de Deus, juiz do universo, dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição 24ae de Jesus, mediador da nova aliança.

 

Nesta impressionante passagem da epístola, o hagiógrafo põe em vivo contraste a Antiga e a Nova Aliança, simbolizada nos dois montes em que foram seladas: «o Monte Sinai» e o «Monte Sião»; este era o monte onde assentava o templo de Jerusalém, monte que se tornou o símbolo do novo e definitivo lugar de encontro com Deus, ao mesmo tempo firme e glorioso: a «Jerusalém celeste», que é a Igreja (cf. Gal 4, 25-26; Apoc 21, 2), a qual aqui engloba tanto os que já triunfam no Céu, como os que ainda militam na terra, considerados como um todo, por assim dizer. A Antiga Aliança é marcada pelo temor e pela majestade esmagadora de Deus (vv. 18-19); a Nova Aliança pela proximidade de Deus e intimidade com Ele, com os «Anjos» (v. 22), os Santos do Céu («os justos que atingiram a perfeição» - v. 23) e sobretudo com o próprio «Jesus, mediador da Nova Aliança», juntamente com os restantes cristãos que ainda militam na terra, provavelmente aqui designados por «uma assembleia de primogénitos inscritos no Céu» (v. 23). Assim poderia traduzir-se à letra, «uma Igreja - ekklesía - de primogénitos»; a designação de «primogénitos» correspondia à situação privilegiada dos cristãos, pois então os primogénitos gozavam de direitos especiais, sobretudo relativamente à herança.

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 11, 29ab

 

Monição: Não nos devemos contentar em enunciar os princípios da pedagogia de Jesus, mas buscar com solicitude a sua aplicação concreta na nossa vida procurando ser mansos e humildes de coração.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Tomai o meu jugo sobre vós, diz o Senhor,

e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 14, 1.7-14

Naquele tempo, 1Jesus entrou, a um sábado, em casa de um dos principais fariseus para tomar uma refeição. 7Todos O observavam. Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, Jesus disse-lhes esta parábola: 8«Quando fores convidado para um banquete nupcial, não tomes o primeiro lugar. Pode acontecer que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu; 9então, aquele que vos convidou a ambos, terá que te dizer: ‘Dá o lugar a este’; e ficarás depois envergonhado, se tiveres de ocupar o último lugar. 10Por isso, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar; e quando vier aquele que te convidou, dirá: ‘Amigo, sobe mais para cima’; ficarás então honrado aos olhos dos outros convidados. 11Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». 12Jesus disse ainda a quem O tinha convidado: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído. 13Mas quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; 14e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.

 

Com esta parábola, contada por ocasião duma refeição, Jesus não se limita a encarecer simplesmente uma atitude a ter no momento de escolher o lugar à mesa de um banquete, mas, acima de tudo, o que pretende com este exemplo é dar uma lição de humildade, válida para sempre, pois «quem se humilha será exaltado» (v. 11), entenda-se, por Deus, de acordo com o costume judaico seguido por Jesus, que evitou deliberadamente pronunciar o nome de Deus (o chamado passivum divinum).

10 «Aquele que te convidou dirá». Tradução muito livre do original, com o fim de tornar menos chocante a leitura: «para que te diga». De facto, se o convidado escolhesse o último lugar com a secreta intenção de vir a ser «honrado aos olhos dos outros convidados», não estaria a viver a humildade, mas sim um refinado orgulho. Ora sucede que aqui a intenção expressa no texto não é a do convidado, mas sim a de Jesus que dá o conselho. A tradução litúrgica facilita uma correcta interpretação. Um belo comentário a este ensinamento de Jesus podem ser as palavras da Imitação de Cristo: «Deseja que não te conheçam e te reputem por nada... Não perdes nada, se te consideras inferior a todos, mas prejudicas-te muito se te considerares superior a um só que seja» (I, 2.7).

12-14 Jesus não quer dizer que se podem convidar só aqueles que não nos possam retribuir. Nesta maneira tão taxativa de falar, tão característica de Jesus, à maneira semítica, para produzir impacto e chamar a atenção, o Senhor quer ensinar-nos que não devemos andar atrás de compensações humanas, mas daquilo que merece a aprovação e recompensa de Deus nos Céus, aqui designado por «ressurreição dos justos» (que os maus também ressuscitam consta doutras passagens, como Jo 5, 29; Act 24, 15…).

 

Sugestões para a homilia

 

O novo banquete do Reino

A solidariedade disponível para os irmãos

Em Cristo, o verdadeiro rosto de Deus

O novo banquete do Reino

Vulgarmente, na Bíblia, o Reino de Deus é comparado a um banquete. E é neste âmbito que, muito frequentemente encontramos Jesus: associando-se à festa que as pessoas fazem, conversando, ensinando, rindo. É este o sinal de que Ele é o «Emanuel», o «Deus-connosco». É o Deus que desce para o meio dos homens, que come com eles, que participa dos seus jogos e os quer ver alegres, serenos e felizes.

Como Jesus notou durante a refeição para que recebera convite, havia aqueles que queriam sobressair e se introduziam nos lugares que não lhes eram devidos. Por tal motivo, Jesus conta a parábola que ouvimos ler limitando-se a recordar um provérbio conhecido de todos os israelitas. Mas, não sendo novas as palavras, renovada é a experiência que Jesus lhes quer transmitir.

Lembrando os lugares que, no seu tempo, eram destinados à «gente de bem», insiste que devem ceder o lugar a outras pessoas: aos pobres, aos aleijados, aos coxos, aos cegos. Observa que é preciso iniciar um banquete novo. Um festim em que os excluídos, os rejeitados se tornam os primeiros convidados, aqueles a quem se destinam os lugares de honra.

Estes, na sociedade actual, são o símbolo dos que caminham sem a luz do Evangelho e, por isso, tropeçam, caem, magoam-se e magoam os outros. São aqueles que levam uma vida irregular, os que fracassaram...

Que lugar lhes reservamos nas nossas comunidades; no nosso meio de trabalho; nas nossas relações sociais? Qual o apoio concreto que lhes damos? Ajudámo-los ou criticamos, repreendemos, ameaçamos, humilhamos? Teremos de nos recordar que a festa do banquete do Reino foi realizada para eles!...

Jesus fez-nos compreender que é maravilhoso amar como Deus ama. Quando amamos com gratuidade, com humildade e simplicidade, sem exaltação pelos dons que conseguimos distribuir, recebemos o maior de todos os prémios: tornámo-nos semelhantes ao Pai que está nos céus, experimentamos a Sua própria alegria.

A solidariedade disponível para os irmãos

Os dons que Deus nos deu foram-nos concedidos para que, à nossa volta, os doemos aos irmãos. Por isso, a primeira leitura nos diz que humilde é aquele que, estando consciente dos próprios dons e qualidades, se põe ao serviço solidário e disponível aos outros, como quem está sempre pronto a receber ordens dos superiores. Na humildade e simplicidade se constroem relações de solidariedade que nos transmitem felicidade e põem termo ao egoísmo, à competitividade e à ostentação.

Como construímos as nossas comunidades? Não será que, os mais dotados material ou intelectualmente, se querem elevar acima dos outros? Ou então, não existirão os que tendo qualidades as pretendem ocultar, para não terem que ser chamados a servir os demais? O que significa para nós ser mansos e humildes como Jesus?

Em Cristo, o verdadeiro rosto de Deus

Somente seguindo os passos do Mestre e assumindo uma atitude de amor ao irmão, acolhemos realmente o Reino de Deus e o verdadeiro banquete da alegria e da festa. Não será que no modo como encaramos a nossa religiosidade ainda mantemos em nós «o terror do fogo ardente, das trevas densas e o som da trombeta do Deus distante», representados no Antigo Testamento?

Em Cristo descobre-se o verdadeiro rosto de Deus amigo dos homens, como nos diz S. Paulo, na segunda leitura. Por esse motivo sabemos que nos podemos dirigir directamente a Deus nosso Pai, sem qualquer sombra de receio para participarmos da alegria e da festa no banquete para que todos fomos convidados.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos,

oremos a Deus Pai de misericórdia,

e imploremos com humildade

que nos ajude a pôr em prática

os ensinamentos de Jesus, rezando (cantando):

 

Senhor, ensinai-nos a ser humildes.

 

1.  Pela Santa Igreja de Deus,

para que, fiel ao ensinamento de Cristo,

continue firme na humildade à doutrina Sagrada,

como Jesus recomendava,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos governantes das nações,

para que promulguem leis justas

que respeitem os direitos dos mais pobres,

e façam todos os esforços para os ajudarem,

oremos, irmãos.

 

3.  Para que os excluídos,

as pessoas por todos rejeitadas,

se sintam os primeiros convidados

para o banquete do Reino,

oremos, irmãos.

 

4.  Para que todos nós aqui presentes

saibamos ser solidários com os irmãos,

pondo desinteressadamente ao seu serviço

os dons que possuímos,

oremos, irmãos.

 

5.  Para que cultivemos a humildade e a sinceridade,

sem nos impormos aos demais,

oremos, irmãos.

 

6.  Pelos nossos irmãos defuntos,

para que festejem alegremente

o banquete divino na companhia

de Deus, nosso Pai,

oremos, irmãos.

 

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

escutai a humilde oração do vosso povo,

de modo que se abram a todos os nossos irmãos

os caminhos do banquete do Reino.

Por nosso Senhor Jesus Cristo....

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Sois, Jesus, o meu Deus, M. Borda, NRMS 107

 

Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, a oferta que Vos apresentamos e realizai em nós, com o poder da vossa graça, a redenção que celebramos nestes mistérios. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento CT

 

Monição da Comunhão

 

Ao participarmos do banquete eucarístico ajudai-nos, Senhor, a relembrar os laços que nos unem a Deus nosso Pai, por meio de Jesus Cristo. Que esta união se manifeste no esforço por vivermos em humildade mais unidos uns com os outros e disponíveis para o seu serviço.

 

Cântico da Comunhão: Somos todos convidados, F. da Silva, NRMS 40

Sl 30, 20

Antífona da comunhão: Como é grande, Senhor, a vossa bondade para aqueles que Vos servem!

Ou:    Mt 5, 9- 1 0

Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por amor da justiça, porque deles é o reino dos céus.

 

Cântico de acção de graças: Cantarei ao Senhor, F. da Silva, NRMS 70

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão da mesa celeste, fazei que esta fonte de caridade fortaleça os nossos corações e nos leve a servir-Vos nos nossos irmãos. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Servir e amar os outros há-de ser a manifestação concreta de que participamos na Eucaristia e damos glória a Deus. Na humildade, instauradora de relações que constroem alegria e felicidade, deixemos a lógica do egoísmo, da competitividade e da ostentação e saibamos mostrar ao mundo a partilha gratuita dos dons de Deus.

 

Cântico final: Eu quero viver na tua alegria, H. Faria, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

22ª SEMANA

 

feira, 3-IX: Procurar ‘estar com Cristo

1 Tes 4, 13-18 / Lc 4, 16-30

Se, como acreditamos, Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus levará com Jesus aqueles que tiverem morrido com Ele.

«Viver no céu é ‘estar com Cristo’ (Leit). Os eleitos vivem nele; pois n’Ele conservam, ou melhor, encontram a sua verdadeira identidade, o seu nome próprio» (CIC, 1025).

Todos os que estavam na sinagoga não quiseram a companhia de Jesus e expulsaram-no da cidade (cf. Ev). Para compensar aqueles que rejeitam a amizade com Jesus, procuremos fazer-lhe ainda mais companhia, estar com Ele durante o dia: uma visita ao Sacrário, comunhões espirituais, actos de desagravo, oferecimento do trabalho, etc.

 

feira, 4-IX: Libertação do pecado.

1 Te 5, 1-6. 9-11 / Lc 4, 31-37

Encontrava-se então na sinagoga um homem que tinha o espírito de um demónio impuro.

Este homem que tinha o espírito de um demónio impuro (cf. Ev) representa o pecador que se quer converter a Deus e tem que se libertar de Satanás e do pecado.

Infelizmente há muitas pessoas que se tornam escravas do pecado, porque «todo aquele que comete pecado é escravo do pecado» E também: «a presença do demónio torna-se cada vez mais forte à medida que o homem e a sociedade se afastam de Deus» (J. Paulo II). Temos, no entanto, a esperança em Cristo: «Cristo morreu por nós para que, vivos ou mortos, cheguemos à união com Ele» (Leit).

 

feira, 5-IX: O Evangelho e a presença de Deus.

Col 1, 1-8 / Lc 4, 38-44

Tenho de ir também às outras cidades para anunciar a Boa Nova do reino de Deus, porque para isto é que fui enviado.

A Boa Nova que Jesus tinha que anunciar (cf. Ev) é a mesma que encontramos no Evangelho, proclamado na celebração eucarística. S. Paulo alegra-se de o Evangelho ter chegado à comunidade de Colossos (cf. Leit).

«Quando na Igreja se lê a Sagrada Escritura é o próprio Deus que fala ao seu povo, é Cristo presente na sua palavra que anuncia o Evangelho» (SC, 45). Que se possa dizer de cada um de nós o mesmo louvor que dava S. Paulo: «como em todo o mundo, assim também entre nós, o Evangelho tem estado a frutificar e a desenvolver-se» (Leit).

 

feira, 6-IX: Agradar a Deus em tudo.

Col 1, 9-14 / Lc 5, 1-11

Não temos deixado de orar por vós e de pedir que chegueis a conhecer plenamente a vontade de Deus.

Ao rezarmos o Pai-nosso pedimos ao nosso Pai Deus que a sua vontade se realize por completo na terra, como já se cumpre no céu.

«Foi em Cristo e pela sua vontade humana que a vontade do Pai se cumpriu perfeitamente e de uma vez para sempre… Só Jesus pode dizer: ‘Faço sempre o que é do seu agrado’» (CIC, 2824). É o que recomenda S. Paulo: que procuremos agradar ao Senhor em tudo (cf. Leit). S. Pedro descobriu a vontade de Deus e cumpriu-a, ainda que ao princípio lhe custasse (cf. Ev).

 

feira, 7-IX: Restauração da imagem de Cristo.

Col 1, 15-20 / Lc 5, 33-39

Cristo é a imagem do Deus invisível, é quem tem a primazia sobre toda a criatura.

«Foi em Cristo, ’Imagem do Deus invisível’ (Leit) que o homem foi criado à imagem e semelhança do Criador. Assim como foi em Cristo, redentor e salvador, que a imagem divina, deformada pelo primeiro pecado, foi restaurada na sua beleza inicial e enobrecida pela graça de Deus» (CIC, 1701).

Para colaborarmos nesta restauração não empreguemos ‘remendos’ (cf. Ev), isto é, misturas que estraguem tudo; melhoremos as nossas disposições para recebê-lo na Comunhão; prestemos mais atenção à leitura da sua Palavra; purifiquemos o nosso interior através da contrição.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:    António Elísio Portela

Nota Exegética:             Geraldo Morujão

Homilias Feriais:            Nuno Romão

Sugestão Musical:         Duarte Nuno Rocha

 


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