21º Domingo Comum

26 de Agosto de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Adorai o Senhor no seu templo, M. Carneiro, NRMS 98

Sl 85, 1-3

Antífona de entrada: Inclinai o vosso ouvido e atendei-me, Senhor, salvai o vosso servo, que em vós confia. Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo dia inteiro.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Deus quer a salvação de todos os homens. Para os salvar quis precisar também de nós. Somos assim convidados a colaborar no plano maravilhoso da salvação. Escutemos o apelo, que Ele, hoje, mais uma vez, nos vai dirigir.

 

Oração colecta: Senhor Deus, que unis os corações dos fiéis num único desejo, fazei que o vosso povo ame o que mandais e espere o que prometeis, para que, no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontra as verdadeiras alegrias. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Isaías, divinamente inspirado, fala-nos do entusiasmo e alegria que prevê na execução do plano divino da salvação.

 

Isaías 66, 18-21

Eis o que diz o Senhor: 18«Eu virei reunir todas as nações e todas as línguas, para que venham contemplar a minha glória. 19Eu lhes darei um sinal e de entre eles enviarei sobreviventes às nações: a Társis, a Fut, a Lud, a Mosoc, a Rós, a Tubal e a Javã, às ilhas remotas que não ouviram falar de Mim nem contemplaram ainda a minha glória, para que anunciem a minha glória entre as nações. 20De todas as nações, como oferenda ao Senhor, eles hão-de reconduzir todos os vossos irmãos, em cavalos, em carros, em liteiras, em mulas e em dromedários, até ao meu santo monte, em Jerusalém – diz o Senhor – como os filhos de Israel trazem a sua oblação em vaso puro ao templo do Senhor. 21Também escolherei alguns deles para sacerdotes e levitas».

 

A leitura é tirada da parte final do último capítulo de Isaías. Aqui se anuncia a conversão dos gentios e a universalidade da salvação, uma perspectiva que sem dúvida ultrapassa o tempo em que o escrito inspirado recebeu a sua forma definitiva.

19 «Tarsis». Provavelmente é a colónia fenícia de Tartesus no Sul de Espanha, perto da foz do rio Guadalquivir. Aqui representa o extremo Ocidente. Os restantes povos são do Norte de África, Ásia Menor e Grécia.

20 «Em Jerusalém». A profecia teve o seu pleno cumprimento na Nova Jerusalém que é a Igreja (cf. Gal 4, 25-26; Apoc 21, 2).

 

Salmo Responsorial    Sl 116 (117), 1.2 (R. Mc 16, 15)

 

Monição: Ainda há biliões de pessoas que não conhecem a Deus nem Seus projectos de felicidade. Como é importante e urgente levar esta Boa Nova a todos os homens!

 

Refrão:         Ide por todo o mundo,

                      anunciai a boa nova.

 

Louvai o Senhor, todas as nações,

aclamai-O, todos os povos.

 

É firme a sua misericórdia para connosco,

a fidelidade do Senhor permanece para sempre.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Como o pai corrige o filho que ama, também o Senhor o faz. Ele quer a nossa felicidade terrena e eterna.

 

Hebreus 12, 5-7.11-13

Irmãos: 5esquecestes a exortação que vos é dirigida, como a filhos que sois: «Meu filho, não desprezes a correcção do Senhor, nem desanimes quando 6Ele te repreende; porque o Senhor corrige aquele que ama e castiga aquele que reconhece como filho». 7É para vossa correcção que sofreis. Deus trata-vos como filhos. Qual é o filho a quem o pai não corrige? 11Nenhuma correcção, quando se recebe, é considerada como motivo de alegria, mas de tristeza. Mais tarde, porém, dá àqueles que assim foram exercitados um fruto de paz e de justiça. 12Por isso, levantai as vossas mãos fatigadas e os vossos joelhos vacilantes 13e dirigi os vossos passos por caminhos direitos, para que o coxo não se extravie, mas antes seja curado.

 

Continuamos com a leitura da Epístola dos Hebreus, uma verdadeiro «sermão de exortação» como se chama em 13, 22; aqui temos em belo apelo à perseverança nas tribulações a que os destinatários estavam sujeitos.

5 «A exortação que vos é dirigida». Trata-se duma citação do Livro dos Provérbios (Prov 3, 11-12). Esta é uma passagem entre muitas que nos fez ver como as palavras da Sagrada Escritura se dirigem aos fiéis de todos os tempos e como, através duma aplicação delas a cada situação concreta, se faz a actualização do texto antigo fazendo-se assim uma verdadeira «leitura espiritual», lectio divina (cf. Dei Verbum, n.º 25).

12 «Mãos fatigadas... joelhos vacilantes». Talvez se trate duma imagem tirada do pugilato, com que S. Paulo já gostava de comparar a vida cristã (1 Cor 9, 26-27).

13 «Caminhos direitos» são os do cumprimento integral da vontade de Deus.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 14, 6

 

Monição: O Senhor a todos aponta caminhos de salvação. Porque esses caminhos são contrários às paixões, exigem esforço, generosidade. São caminhos cheios de verdadeiro amor.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 1,F. Silva, NRMS 50-51

 

Eu sou o caminho, a verdade e a vida, diz o Senhor:

ninguém vai ao Pai senão por Mim.

 

 

Evangelho

 

Lucas 13, 22-30

Naquele tempo, 22Jesus dirigia-Se para Jerusalém e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava. 23Alguém Lhe perguntou: «Senhor, são poucos os que se salvam?» Ele respondeu: 24«Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar sem o conseguir. 25Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta, vós ficareis fora e batereis à porta, dizendo: ‘Abre-nos, senhor’; mas ele responder-vos-á: ‘Não sei donde sois’. 26Então começareis a dizer: ‘Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste nas nossas praças’. 27Mas ele responderá: ‘Repito que não sei donde sois. Afastai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade’. 28Aí haverá choro e ranger de dentes, quando virdes no reino de Deus Abraão, Isaac e Jacob e todos os Profetas, e vós a serdes postos fora. 29Hão-de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus. 30Há últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos».

 

O trecho de S. Lucas que hoje temos começa por uma pergunta posta a Jesus: «São poucos os que se salvam?» (v. 23) Tratava-se duma questão teórica que se punha no judaísmo da época; havia duas tendências entre os rabinos: uns diziam que todos se salvariam, até o rude povo da terra (‘am haárets), desde que fizessem parte de Israel; outros, de tendência rigorista, asseguravam que a salvação seria privilégio de poucos: «o mundo futuro será consolação para poucos, tormento para muitos» (4 Esdras). Jesus deliberadamente não quer dirimir uma questão teórica, mas aproveita o ensejo para transmitir um ensino verdadeiramente útil e prático. Por um lado, declara o princípio da universalidade da salvação: «Hão-de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul» (v. 29). Por outro lado, visando talvez as teorias laxistas, esclarece que não é suficiente uma justificação de tipo comunitário ou sociológico - «comemos e bebemos contigo...» (v. 26) -, pois não basta o fazer parte do povo, é preciso lutar, levar uma vida exigente consigo mesmo - «esforçai-vos por entrar pela porta estreita» (v. 24) -, sem ter ilusões quanto às dificuldades que esperam aquele que quer salvar-se.

Estas palavras de Jesus constituem um apelo urgente à conversão (cf. Mt 7, 13-14), como lembra o Catecismo da Igreja Católica (nº 1036). Na pregação do Evangelho, a par do apelo para o amor infinitamente misericordiosos de Deus, sempre pronto a perdoar os pecados mais hediondos ao pecador arrependido, não se pode deixar de lembrar «as afirmações da Sagrada Escritura e os ensinamentos da Igreja a respeito do Inferno, que são um apelo ao sentido de responsabilidade com que o homem deve usar da sua liberdade, tendo em vista o seu destino eterno» (ibid). «A doutrina da Igreja afirma a existência do Inferno e a sua eternidade» (ibid. nº 1035). Iludir ou falsear esta verdade de fé seria uma traição ao Evangelho, causando um prejuízo incalculável à causa da salvação das pessoas, encaminhando-as por uma vã presunção de salvação.

28 «Aí», – fora do Reino de Deus – «haverá choro», o pranto da máxima desdita, fruto dum remorso desesperado e inútil, «e ranger de dentes» próprio duma raiva cheia de ódio e inveja aos que entraram para o banquete do Reino dos Céus, quando lhes tinha sido acessível alcançar a mesma sorte dos Patriarcas e dos Profetas.

 

Sugestões para a homilia

 

1.Os projectos de amor do nosso Deus.

2.Caminhos de alegria.

3.É urgente anunciar a Boa Nova do Evangelho.

1. Os projectos de amor do nosso Deus.

Deus, nosso Pai bondosíssimo, imprimiu em todos nós desejos de felicidade. Foi para ela que Ele nos criou. Apesar destes projectos divinos coincidirem com as nossas aspirações humanas, há quem sinta como que uma grande frustração nas suas vidas. Como explicar tais fracassos? O Senhor nos dá a resposta no Evangelho da Missa de hoje: «esforçai-vos por entrar pela porta estreita.»

A felicidade, para a qual todos fomos criados, exige esforço, coragem, generosidade. Tais exigências devem-se aos desvios e tendências provocadas, na natureza humana, pelo pecado original. A partir daí, educar para a felicidade, para a alegria  tem de ser educar para a virilidade, para o espírito de doação, de serviço. Para entrar pela «porta estreita» temos que ser «pequenos», humildes, servidores. Os «grandes», os orgulhosos, não passam. Tudo isto exige muita coerência e verdade de vida. São estes os caminhos do verdadeiro amor.

As lágrimas, a fome, as guerras, todo o sofrimento humano com o retrocesso social inerente, tem por base uma educação deformada. São expressões gritantes dessa deformação humana, crimes como o aborto, eutanásia, a mesquinhez na aceitação dos filhos, o uso e divulgação escandalosa dos anticonceptivos, etc. etc. Essas «portas largas» não podem conduzir para vidas de alegria, paz, verdadeiro progresso social e humano. São sinais de uma sociedade caduca, que , a continuar assim, caminha para a sua auto-destruição.

2. Caminhos da alegria

Quais são concretamente os caminhos da alegria, da paz, da felicidade, do verdadeiro progresso? Jesus os proclama com toda a clareza no chamado Sermão da Montanha. As Bem-aventuranças são programa de Sua vida terrena. Sendo Mestre e Senhor  veio para ser servir, e não para ser servido, veio para amar a todos sem distinção, para converter, para perdoar. «Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração»..., eis o caminho e exemplo que a todos nos deixou. Foram estes os caminhos seguidos pelos nossos irmãos, os Santos. Foram felizes e contribuíram para a felicidade de muitos outros. Alguém duvidará da alegria e liberdade experimentada, vivida, por S. Francisco de Assis, Santo António de Lisboa, S. Josemaria Escrivã, etc, etc,?

3. É urgente anunciar a Boa Nova do Evangelho.

Deus, nosso Pai, quer a salvação de todos os homens. Por todos morreu Jesus na cruz. Apesar disso ainda há biliões de seres humanos que desconhecem este querer divino. Andam «perdidos» nos caminhos da vida, ofuscados pelas riquezas, pelo poder, pelas paixões. O Senhor quis precisar de nós para os salvar. Por isso nos diz «ide por todo o mundo...» Cumpre-nos anunciar essa vontade salvífica de Deus, o Seu Amor infinito e os meios que nos deixou  para um recto aproveitamento desta vida : frequência dos Sacramentos, nomeadamente a Penitência e Eucaristia,, meditação da Palavra divina, vida de oração constante. Para este anúncio, devemo-nos servir de todos os meios ao nosso alcance. Presentemente são tantos e tão variados. O mais importante será sempre o testemunho da nossa vida.

Deus é Amor. Só Ele é fonte de verdadeira felicidade. Só Jesus é o nosso Salvador. Os caminhos do Céu, são caminhos de amor. O nosso amor pelos irmãos há-de traduzir-se não só com lhes dar o pão para comer e a roupa para vestir, mas também com o apontar-lhes, com convicção e seriedade os verdadeiros caminhos da felicidade. Há irmãos famintos de amor, de orientações sérias para as suas vidas.

Que Deus, Nosso Senhor, chame muitos jovens para uma entrega total de suas vidas para o anúncio do Evangelho. O mundo precisa de muitas e santas vocações sacerdotais e religiosas.

Na medida em que formos instrumentos de Deus para a salvação dos outros, o Senhor nos salvará a nós também. «Vinde benditos de Meu Pai, pois me deste de comer, de beber, me visitaste...»

Confiemos na misericórdia infinita do Senhor para um dia podermos ouvir tão consoladoras palavras, garantia da nossa felicidade eterna.

 

 

Oração Universal

 

Oremos, irmãos e irmãs:

Por todos nós e por toda a humanidade,

Pedindo ao Pai a graça de escutarmos as palavras de Jesus

E digamos com humildade:

 

R. Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

1.  Pela Igreja santa que vive na nossa Diocese,

para que nos chame a contemplar a glória de Deus

e esteja atenta aos sinais de vocação entre os mais jovens,

oremos, irmãos.

 

R. Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

2.  Pelos responsáveis dos estados e dos governos,

para que Deus lhes conceda o feliz exercício dos seus mandatos

e a força de assegurarem aos cidadãos o pão do corpo e do espírito,

oremos, irmãos.

 

R. Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

3.  Pelos fieis de todas as confissões cristãs,

para que vivam a verdade da fé em suas obras

e não se fechem nas suas tradições,

oremos, irmãos.

 

R. Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

4.  Por todos aqueles que, em qualquer parte do mundo,

são considerados os últimos de todos,

para que sejam os primeiros a sentar-se à mesa no reino dos Céus,

oremos, irmãos.

 

R. Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

5.  Por nós aqui presentes, a quem Deus trata como filhos,

e pelos ausentes que estão em maior dor ou aflição,

para que todos respondamos ao apelos da Palavra de Jesus,

oremos, irmãos.

 

R. Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

6.  Pelos que viveram antes de nós e já partiram para a eternidade,

familiares, amigos e todos que necessitam dos nossos sufrágios,

para que alcancem a felicidade do Céu,

onde pedirão ao Senhor pela nossa própria salvação,

oremos, irmãos.

 

R. Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

 

Senhor, nosso Deus e nosso Pai,

Escutai a oração do vosso povo,

Para que os nossos corações possam tornar-se

Sinal d’Aquele que, na cruz,

Abriu a seus irmãos o caminho da Vida.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS 1(II)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que pelo único sacrifício da cruz, formastes para Vós um povo de adopção filial, concedei à vossa Igreja o dom da unidade e da paz. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Jesus amou-nos e ama-nos até ao fim. Morre por todos e cada um de nós e fica connosco, realmente presente na Santíssima Eucaristia. Quer ser nosso alimento para também nos dar força para amar. Vamos recebê-lO com muita fé. Com a força, que d’Ele nos vem, seguiremos generosamente pelos caminhos do serviço aos outros, do verdadeiro amor.

 

Cântico da Comunhão: Vinde comer do meu Pão, C. Silva, NRMS 98

Sl 103, 13-15

Antífona da comunhão: Encheis a terra, Senhor, com o fruto das vossas obras. Da terra fazeis brotar o pão e o vinho que alegra o coração do homem.

Ou:    Jo 6, 55

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, diz o Senhor, e Eu o ressuscitarei no último dia.

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me saborear, F. da Silva, NRMS 17

 

Oração depois da comunhão: Realizai em nós plenamente, Senhor, a acção redentora da vossa misericórdia e fazei-nos tão generosos e fortes que possamos ajudar-Vos em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

São muitos os que aguardam orientações certas de caminhos de felicidade. Não regateemos os nossos esforços. Façamos tudo que estiver ao nosso alcance para anunciar a Boa Nova do Evangelho a começar pelo testemunho de nossas vidas.

 

Cântico final: Ide por todo o mundo, M. Luis, NCT 355

 

 

Homilias Feriais

 

21ª SEMANA

 

feira, 27-VIII: Interiorizar as nossas acções.

1 Tes 1, 1-5. 8-10 / Mt 23, 15-22

Cegos! Então que vale mais, a oferenda ou o altar, que tornou sagrada a oferenda?

Os fariseus davam mais importância às práticas externas do que às interiores (cf. Ev). E isso pode fazer com que possamos cair numa e espécie de superstição: «Atribuir só à materialidade das orações ou aos sinais sacramentais a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores, é cair na superstição (cf. Ev)» (CIC, 2111).

S. Paulo recorda igualmente a importância das obras e das acções do Espírito Santo: «O Evangelho que nós pregamos não se apresentou a nós somente com palavras, mas ainda com obras poderosas e acção do Espírito Santo e com profunda convicção» (Leit).

 

feira, 28-VIII: A purificação e a Eucaristia.

1 Tes 2, 1-8 / Mt 23, 23-26

Fariseu cego! Purifica primeiro o interior do copo e do prato, para o exterior ficar limpo também.

Os fariseus dedicavam mais atenção às aparências e descuidavam o mais importante: a limpeza do coração (cf. Ev).

Esta limpeza é também necessária para recebermos o Senhor na Eucaristia. Constata-se que os fiéis são influenciado por uma cultura que tende a esquecer o sentido do pecado e, por isso, a esquecer a necessidade de estar na graça de Deus para se aproximarem dignamente da comunhão sacramental (cf. SC, 20). Na Santa Missa há momentos que nos estimulam à purificação: o acto penitencial, o ‘Senhor tende piedade de nós’, o ‘Cordeiro de Deus’…

 

feira, 29-VIII: Martírio de João Baptista: Colaboração na obra de Redenção.

Jer 1, 17-19 / Mc 6, 17-29 (pp)

O guarda foi decapitá-lo (a João Baptista) na cadeia, trouxe num prato a cabeça dele e entregou-o à jovem.

«João Baptista, precedendo Jesus com o espírito e o poder de Elias, dá testemunho d’Ele pela sua pregação, pelo seu baptismo de conversão e, finalmente, pelo seu martírio (cf. Ev)» (CIC, 523).

No Calvário, Jesus oferece-se ao Pai, derramando o seu Sangue. Ofereçamos também a nossa vida, colaborando na obra da Redenção: «não se pode verificar uma participação activa nos santos mistérios, se ao mesmo tempo não se procura tomar parte na vida eclesial… incluindo o compromisso missionário de levar o amor de Cristo para o meio da sociedade» (SC, 55).

 

feira, 30-VIII: Preparação dos encontros com o Senhor.

1 Tes 3, 7-13 / Mt 24, 42-51

Vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora em que virá o Senhor… Por isso, estai vós também preparados.

A partir da Ascensão, a vinda de Cristo na glória está iminente. Este advento escatológico pode dar-se em qualquer altura (cf. Ev). Na Santa Missa também dizemos, depois da consagração: «Anunciamos, Senhor, a vossa morte…Vinde Senhor Jesus!».

Para preparar esse momento, Jesus recomenda-nos vigilância: preparar bem os encontros habituais com Ele na Eucaristia, na oração, nas horas de trabalho… E S. Paulo recomenda santidade: «uma santidade irrepreensível, diante de Deus, nosso Pai, por ocasião da vinda de Jesus» (Leit).

 

feira, 31-VIII: Santidade: vigilância e Comunhão.

1 Tes 4, 1-8 / Mt 25, 1-13

É esta, com efeito, a vontade de Deus: que vos santifiqueis.

Para sermos santos (cf. Leit) precisamos estar vigilantes (cf. Ev). «À vigilância opõe-se a negligência ou falta de solicitude devida, que procede de uma certa falta de vontade» (S. Tomás). Foi o que aconteceu às virgens insensatas. Estaremos vigilantes se cada dia lutarmos por viver bem as coisas pequenas (o azeite); se vivermos a virtude da fortaleza, que se opõe à preguiça e ao desleixo.

Na Comunhão recebemos Jesus, o próprio autor da graça, que nos vem santificar. É o alimento que conserva, restaura e fortalece a vida sobrenatural.

 

Sábado, 1-IX: A Comunhão e a caridade.

1 Tes 4, 9-11 / Mt 25, 14-30

Muito bem, excelente e fiel servidor! Como foste fiel em pouca coisa à testa de muita coisa te hei-de colocar.

O significado da parábola é bem claro: nós somos os servos que recebemos os talentos (cf. Ev). Pensemos agora na Sagrada Comunhão, que é uma fonte de graças (talentos), uma luz, um novo impulso e fortaleza para enfrentar as contrariedades de cada dia. Faremos render mais estas graças se melhorarmos as nossas disposições.

A Comunhão eucarística também suscita em nós um desejo de viver melhor a caridade: «pois vós mesmos aprendestes de Deus a amar-vos uns aos outros… nós vos exortamos, irmãos, a progredir ainda mais» (Leit).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:    Alves Moreno

Nota Exegética:             Geraldo Morujão

Homilias Feriais:            Nuno Romão

Sugestão Musical:         Duarte Nuno Rocha

 


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