20º Domingo Comum

19 de Agosto de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Resplandeça sobre nós, F. Silva, NRMS 102

Sl 83, 10-11

Antífona de entrada: Senhor Deus, nosso protector, ponde os olhos no rosto do vosso Ungido. Um dia em vossos átrios vale mais de mil longe de Vós.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Com o pensamento e com o coração ainda na Virgem Imaculada elevada ao Céu, a exemplo de Cristo que veio do Céu à terra para propagar o fogo do amor de Deus, vamos animar-nos também nós a transformar este nosso mundo, ateando nele esse fogo que levamos no coração.

 

Oração colecta: Deus de bondade infinita, que preparastes bens invisíveis para aqueles que Vos amam, infundi em nós o vosso amor, para que, amando-Vos em tudo e acima de tudo, alcancemos as vossas promessas, que excedem todo o desejo. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Senhor permite os sofrimentos e as tribulações dos seus amigos, mas jamais os abandona; o que lhes pede é fé e confiança absoluta no Seu amor.

 

Jeremias 38, 4-6.8-10

Naqueles dias, 4os ministros disseram ao rei de Judá: «Esse Jeremias deve morrer, porque semeia o desânimo entre os combatentes que ficaram na cidade e também todo o povo com as palavras que diz. Este homem não procura o bem do povo, mas a sua perdição». 5O rei Sedecias respondeu: «Ele está nas vossas mãos; o rei não tem poder para vos contrariar». 6Apoderaram-se então de Jeremias e, por meio de cordas, fizeram-no descer à cisterna do príncipe Melquias, situada no pátio da guarda. Na cisterna não havia água, mas apenas lodo, e Jeremias atolou-se no lodo. Entretanto, 8Ebed-Melec, o etíope, saiu do palácio e falou ao rei: 9«Ó rei, meu senhor, esses homens procederam muito mal tratando assim o profeta Jeremias: meteram-no na cisterna, onde vai morrer de fome, pois já não há pão na cidade». 10Então o rei ordenou a Ebed-Melec, o etíope: «Leva daqui contigo três homens e retira da cisterna o profeta Jeremias, antes que ele morra».

 

A nossa leitura escolhida em função do Evangelho de hoje é extraída de parte final da segunda parte (biográfica) do livro de Jeremias (26, 1 – 45, 5), a chamada «paixão de Jeremias» (37, 1 – 44, 30): no tempo do rei Sedecias, ele é metido na prisão sujeito a maus tratos e humilhações. Jeremias é considerado uma figura de Cristo sofredor, corajoso e paciente, um sinal de contradição.

4 «Jeremias semeia o desânimo entre os combatentes». O profeta de Anatot não se cansou de advertir o rei e o povo de que a solução, em face da ameaça de Nabucodonosor, rei da Babilónia, era negociar a rendição. Os altos funcionários, obcecados pela sua visão humana, não querem ouvir Jeremias e acusam-no de traidor à pátria, pois os seus oráculos são de molde a desalentar os combatentes.

5 «O rei Sedecias» tinha sido posto no trono pelo próprio Nabucodonosor, quando entrou vitoriosamente em Jerusalém no ano de 598 e levou para a Babilónia o rei Joaquim (filho) à frente dos prisioneiros. Sedecias, seu tio, era fraco e deixava-se manobrar facilmente pelos cortesãos e, ainda que respeitasse o profeta, não tinha uma fé suficientemente forte para seguir os seus oráculos. A falta de fé do rei havia de custar muito caro a todo o povo, pois em 587 foi o incêndio da cidade e do templo, o exílio e o fim do reino de Judá; Sedecias é preso, são-lhe arrancados os olhos, após terem presenciado o massacre dos seus próprios filhos. A tremenda catástrofe podia ter sido evitado se o rei tivesse dado atenção à voz de Deus, contra os cálculos meramente humanos.

7 Ébed-Mélec. É um negro estrangeiro, um oficial cusita, quem desta vez salvou a vida do homem de Deus, rejeitado pelos seus concidadãos como inimigo da sua pátria, que tão ardentemente amava.

 

Salmo Responsorial    Sl 39 (40), 2.3.4.18 (R. 14b)

 

Monição: Toda a nossa esperança deve estar sempre no Senhor. O Salmo que vamos meditar é todo ele um apelo à confiança.

 

Refrão:         Senhor, socorrei-me sem demora.

 

Esperei no Senhor com toda a confiança e Ele atendeu-me.

Ouviu o meu clamor e retirou-me do abismo e do lamaçal,

assentou os meus pés na rocha

e firmou os meus passos.

 

Pôs em meus lábios um cântico novo,

um hino de louvor ao nosso Deus.

Vendo isto, muitos hão-de temer

e pôr a sua confiança no Senhor.

 

Eu sou pobre e infeliz:

Senhor, cuidai de mim.

Sois o meu protector e libertador:

ó meu Deus, não tardeis.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Nesta leitura tirada da Carta aos Hebreus é-nos feita uma chamada enérgica à fortaleza e valentia com que devemos correr para o combate que se apresenta diante de nós, nesta guerra de amor que é a nossa vocação cristã.

 

Hebreus 12, 1-4

Irmãos: 1Estando nós rodeados de tão grande número de testemunhas, ponhamos de parte todo o fardo e pecado que nos cerca e corramos com perseverança para o combate que se apresenta diante de nós, 2fixando os olhos em Jesus, guia da nossa fé e autor da sua perfeição. Renunciando à alegria que tinha ao seu alcance, Ele suportou a cruz, desprezando a sua ignomínia, e está sentado à direita do trono de Deus. 3Pensai n’Aquele que suportou contra Si tão grande hostilidade da parte dos pecadores, para não vos deixardes abater pelo desânimo. 4Vós ainda não resististes até ao sangue, na luta contra o pecado.

 

Na leitura do domingo anterior o autor sagrado tinha-nos feito considerar exemplos de fé intrépida no Antigo Testamento, hoje no capítulo seguinte, já perto do final da Epístola, temos uma empolgante exortação à constância na fé, lutando contra o pecado, num apelo a imitar a Jesus Cristo, «guia da nossa fé e autor da sua perfeição», Este texto, mais do que comentado, deve ser meditado, palavra por palavra.

4 «Ainda não resististes até ao sangue». Os destinatários da epístola, embora estejam a passar por duras provações pelo facto de serem cristãos, como a prisão e a espoliação dos bens, ainda não tinham sido sujeitos ao martírio, como já acontecera a outros discípulos do Senhor (lembrar o martírio de Estêvão e de Tiago Maior…); a verdade é que têm de estar dispostos a dar a vida por Cristo, na luta contra o pecado, concretamente o pecado de apostasia. Aqui está presente a ideia paulina de que a vida cristã é uma luta, mas não uma luta qualquer, uma luta sangrenta como era a do pugilato sobretudo quando se usavam luvas com reforço metálico, a luta dos gladiadores.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 10, 27

 

Monição: Jesus veio trazer o fogo à terra; é o fogo do amor de Deus que aquece os corações enregelados e que ilumina as mentes obscurecidas.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 2,F. Silva, NRMS 50-51

 

As minhas ovelhas escutam a minha voz, diz o Senhor;

Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me.

 

 

Evangelho

 

Lucas 12, 49-53

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 49«Eu vim trazer o fogo à terra e que quero Eu senão que ele se acenda? 50Tenho de receber um baptismo e estou ansioso até que ele se realize. 51Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão. 52A partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três. 53Estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra».

 

O nosso texto evangélico de hoje move-se na linha do sinal de contradição que é Jesus (cf. Lc 2, 34), contradição a que está sujeito quem quer ser seu discípulo.

49 «Eu vim trazer o fogo à terra». A linguagem de Jesus não é, evidentemente a dum incendiário ou dum revolucionário político. Também não parece que se trate do fogo da desavença e do ódio a que se referem os vv. 51-53, como pensam alguns. O sentido deve buscar-se no contexto mais próximo, o v. 50, onde se fala da Paixão e Morte redentora de Cristo, a prova máxima do seu amor, a qual levaria os crentes a uma correspondência de amor. É o Filho de Deus feito homem quem traz à terra o fogo do amor de Deus, de Deus que é fogo devorador (Dt 4, 24).

»E que quero Eu senão que ele se acenda?» A Neo-vulgata preferiu outra interpretação possível do original grego (que se escrevia pontuação nem separação de palavras): «…e qual é o meu desejo? Oxalá ele já estivesse ateado!».

50 «Um baptismo». É sem dúvida o «banho de sangue» da sua dolorosíssima Paixão (cf. Mc 10, 38).

51-53 «Paz... divisão». Jesus não veio trazer uma paz mundana baseada numa satisfação egoísta das paixões, que é uma paz podre. Ele trouxe a paz (cf. Lc 2, 14; Jo 14, 27) baseada no amor de Deus acima de todas as coisas, e, por isso mesmo, os que não quiserem aceitar esse amor entrarão em desavença, mesmo no seio das famílias. Jesus não quer isso, mas permite-o ao respeitar a nossa liberdade.

 

Sugestões para a homilia

 

1. O bom odor de Cristo.

2. Amigos do Senhor.

3. Vocação apostólica.

1. O bom odor de Cristo.

Diz o Evangelho de hoje que Jesus Cristo veio trazer o fogo à terra e que o seu grande desejo é que ele se ateie cada vez mais, até incendiar o mundo inteiro. Começou pela Palestina e ao longo de três anos não se poupou a esforços, preparando os seus discípulos, enchendo-os do fogo do seu amor, para enviá-los com essa mesma missão: ir por todo o mundo a anunciar a Boa Nova da Civilização do Amor.

Multidões O seguiam e muitos procuravam tocar ao menos nas suas vestes «porque saía d'Ele uma força que curava a todos». As pessoas sentiam-se bem junto d'Ele, as crianças corriam para Ele, o Seu olhar cheio de carinho e infinita compreensão penetrava as suas almas, a sua conversa era amável e cheia de sabedoria: «Que fogo sentíamos nos nossos corações, quando nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras!...» – diziam os discípulos de Emaús na tarde do dia da Ressurreição.

Também nós, iluminados pela fé, animados pela esperança, cheios daquele amor que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado, temos de ser em toda a parte o «bom odor de Cristo»: «Somos Cristo que passa pelo caminho comum dos homens» (S. Josemaria).

2. Amigos do Senhor.

Os primeiros discípulos fizeram-se amigos do Senhor (Jo 15, 15) desde o primeiro instante em que O conheceram, e não descansam enquanto O não dão a conhecer aos seus irmãos, aos seu amigos e conhecidos (Jo 1,35-51).

«Quem não vê a eficácia apostólica e sobrenatural da amizade, esquece Jesus Cristo: já não vos chamo servos mas amigos (Jo 15,15)» (S. Josemaria).

Devemos procurar ter muitos amigos e levá-los a Jesus Cristo. Devemos dar atenção constante a essas pessoas que vivem connosco, que trabalham connosco, que descansam connosco – companheiros de diversão, companheiros de convívio...ouvindo-os, iluminando as suas inteligências, robustecendo as suas vontades, dedicando a cada um o tempo necessário, ajudando-os a encontrar a luz e a verdade...

A nossa amizade tem que ser uma amizade que sabe escutar, que sabe animar, que sabe proteger, que sabe apoiar e que sabe também corrigir, quando é o caso...

Amar, ser amigo é querer o bem para os amigos, comunicar-se, compartilhar penas e alegrias, compreender, acreditar no amigo, sentar-se à mesma mesa, respeitar a sua liberdade, o seu modo de ser, as suas fraquezas, ajudando-os a superá-las...

3.Vocação apostólica.

Somos cristãos e levamos no coração a fé e o amor de Deus como o maior tesouro que nos podia ser entregue pela graça do nosso Baptismo. Este tesouro não nos foi dado só para nosso benefício. Quando a amizade é verdadeira, surge a abertura e a confidência: nada é alheio aos verdadeiros amigos e vem a partilha, a comunicação, a inter-ajuda. A amizade faz-se apostólica.

Levados pelo Espírito Santo, os cristãos dos primeiros tempos e os cristãos de todas as épocas, também os dos tempos actuais, procuram levar por toda aparte o fogo do amor de Cristo que levam no coração (Filip 4, 22; 2 Tim 4, 19 ss). Os Actos dos Apóstolos, as Epístolas de S. Paulo, de S. Pedro, de S. João trazem-nos exemplos maravilhosos da intensa actividade apostólica desse nossos irmãos dos primeiros tempos. O «fogo» do amor de Deus tem sido sempre em todas as épocas um «fogo devorador» (DT 4, 24).

Nas nossas mãos, ainda que sejamos pouca coisa, o Senhor depositou este tesouro incalculável que é a nossa fé para que a transmitamos às novas gerações; entregou-nos estes talentos que são a fé, a esperança e o amor de Deus para que os negociemos, para que os façamos frutificar.

Que Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos, nos consiga de Deus uma maior vibração apostólica, para darmos testemunho de Jesus Cristo e da sua Boa Nova de Salvação.

 

 

Oração Universal

 

Através da oração conseguiremos transformar-nos a nós

e transformar também o mundo.

Rezemos pois cheios de confiança, dizendo:

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

1.  Pelo Papa, pelos Bispos e Sacerdotes:

para que sejam luz e fogo de Deus

para todos o homens,

oremos, irmãos.

 

2.  Pela paz e prosperidade de todo o mundo:

para que, pela força da oração de todos os

que crêem em Deus,

 a fome, as calamidades e as guerras

se afastem de todos os povos,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelos jovens que procuram conhecer

a vontade de Deus na sua vocação,

para que na oração, na piedade eucarística

 e no compromisso apostólico,

encontrem a certeza que procuram,

oremos ao Senhor.

 

4.  Pelos que não conhecem a Cristo,

para que iluminados pela luz da fé,

se abram à Salvação que teve início

no grande momento da Encarnação,

oremos, irmãos.

 

5.  Por todos nós aqui reunidos,

pelos membros das nossas famílias e comunidades,

para que tenhamos cada vez mais amor

à Eucaristia, comungando com mais fé e devoção, e

visitando muitas vezes Jesus no Sacrário,

oremos, irmãos.

 

6.  Pelos defuntos da nossa comunidade e do mundo inteiro:

para que, purificados das sua faltas,

possam contemplar na eternidade o rosto de Cristo glorioso,

oremos, irmãos.

 

Senhor, nosso Deus,

Vós que desejais a salvação de todos os homens,

e para isso nos destes o Vosso Filho Unigénito,

que veo trazer o fogo à terra,

fazei que cheios do Espírito Santo

levemos esse fogo ao coração de todos os homens.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Eu venho, Senhor, Az. Oliveira, NRMS 62

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, o que trazemos ao vosso altar, nesta admirável permuta de dons, de modo que, oferecendo-Vos o que nos destes, mereçamos receber-Vos a Vós mesmo. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

A graça santificante diviniza o cristão e converte-o em filho de Deus e templo da Santíssima Trindade. Receber Jesus Cristo na Comunhão faz-nos crescer nesta vida divina: guiados pelo Espírito Santo, chegaremos à plena união com Cristo, que terá a sua consumação no Céu.

Que este alimento celestial aumente em nós o vigor apostólico, para que muitos mais se venham a alimentar deste Pão Vivo descido do Céu que é o próprio Jesus Cristo.

 

Cântico da Comunhão: Nosso Pai que está no céu, A. Cartageno, NRMS 107

Sl 129, 7

Antífona da comunhão: No Senhor está a misericórdia, no Senhor está a plenitude da redenção.

Ou:    Jo 6, 51-52

Eu sou o pão vivo descido do Céu, diz o Senhor. Quem comer deste pão viverá eternamente.

 

Cântico de acção de graças: O Senhor alimenta, F. da Silva, NRMS 23

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que neste sacramento nos fizestes participar mais intimamente no mistério de Cristo, transformai-nos à sua imagem na terra para merecermos ser associados à sua glória no Céu. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Alimentados com o pão celestial e com a Palavra de Deus, sejamos em toda a parte imagens vivas de Cristo. A Eucaristia, como mistério de amor, enche-nos de alegria pela sua presença no meio de nós. Sejamos testemunhas desta alegria junto de todos os nossos familiares e amigos.

 

Cântico final: Eu quero viver na tua alegria, H. Faria, NRMS 11-12 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

20ª SEMANA

 

feira, 20-VIII: Jesus, o nosso tesouro.

Jz 2, 11-19 / Mt 19, 16-22

Ao ouvir estas palavras, o jovem retirou-se entristecido pois tinha muitos bens.

«’Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?’» (Ev). Ao jovem que lhe faz esta pergunta, Jesus responde, primeiro, invocando a necessidade de reconhecer a Deus, como ‘Único Bom’, o Bem por excelência e a fonte de todo o bem» (CIC, 2052).

Também alguns filhos de Israel abandonaram o Senhor e prestaram culto aos deuses Baal. E por isso sofreram muito (cf. Leit). Procuremos descobrir a riqueza que é a Eucaristia: «Sacrários de prata e ouro, que abrigais a omnipresença de Jesus, nosso tesouro, nossa vida, nossa ciência» (Irmã Cristina).

 

feira, 21-VIII: Generosidade: do Senhor e para com o Senhor.

Jz 6, 11-24 / Mt 19, 23-30

E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos… por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna.

É grande a generosidade do Senhor (cf. Ev). De modo idêntico procedeu com Gedeão: «Eu estarei contigo, e tu vencerás Madiã como se fosse uma homem só» (Leit).

Procuremos ser generosos com o Senhor: para Ele o melhor da nossa vida, do nosso tempo, dos nossos bens. Procuremos igualmente ser generosos nas celebrações eucarísticas, realizando-as com o máximo decoro, qualidade e beleza: «(a Igreja) sentiu-se impelida, ao longo dos séculos e no alternar-se das culturas, a celebrar a Eucaristia num ambiente digno de tão grande mistério» (IVE, 48).

 

feira, 22-VIII: Nª Sª Rainha: O trono da graça e de misericórdia.

Is 9, 1-6 (aprop.) / Lc 1, 26-38 (aprop.)

O Senhor Deus dar-lhe-á o trono de seu pai, David, reinará na casa de Jacob, e o seu reinado não terá fim.

Do mesmo modo também o profeta Isaías recorda que o Messias descenderia de David: «para o trono de David e seu reinado». Associada a Jesus, Nª Sª recebe o título de Rainha.

«Procurem, pois, acercar-se agora com maior confiança do que antes, todos quantos recorrem ao trono da graça e de misericórdia da Rainha e Mãe nossa, para implorar auxílio nas adversidades, luz nas trevas, conforto na dor e no pranto; e o que mais importa, esforcem-se por se libertar da escravidão do pecado, para poderem apresentar um obséquio…ao ceptro real de tão excelsa Mãe» (Pio XII, Ad Caeli Reginam).

 

feira,, 23-VIII: Preparação para o banquete eucarístico.

Jz 11, 29-39 / Mt 22, 1-14

O reino dos céus é comparável a um rei, que preparou o banquete nupcial para o seu filho.

«Para nós, o banquete eucarístico é uma antecipação real do banquete final, preanunciado pelos profetas e descrito no Novo Testamento como as ‘núpcias do Cordeiro’, que se hão-de celebrar na comunhão dos santos» (SC, 31).

Procuremos ter um traje de cerimónia adequado: «A pousada que Ele procura é a alma de cada um… e que ela esteja muito enfeitada, muito limpa, desprendida das coisas da terra. Não há custódia, por mais rica que seja, por mais pedras preciosas que tenha, que seja igual a esta pousada para Cristo. Com amor vem à tua alma, com amor quer ser recebido» (S. João de Ávila).

 

feira, 24-VIII: S. Bartolomeu: A verdade e a liberdade.

Ap 21, 9-14 / Jo 1, 45-51

Jesus viu Natanael, que lhe vinha ao encontro, e disse dele: Aí está um verdadeiro israelita, no qual não há fingimento.

O ser humano está sedento de verdade e liberdade. «Uma vez que só a verdade nos pode tornar verdadeiramente livres, Cristo faz-se alimento de Verdade por nós» (SC, 2).

O ambiente que nos rodeia está muito carregado de falsidades e mentiras. Alguns meios de comunicação social transmitem muitas mentiras e acabam por alterar os critérios morais de uma sociedade. Mas «Jesus é a estrela polar da liberdade humana: esta, sem Ele, perde a sua orientação, porque, sem o conhecimento da verdade a liberdade desvirtua-se, isola-se e reduz-se a estéril arbítrio. Com Ele, a liberdade volta a encontrar-se a si mesma» (SC, 2).

 

Sábado, 25-VIII: Humildade e espírito de serviço.

Rute 2, 1-3. 8-11; 4, 13-17 / Mt 23, 1-12

Aquele que for o maior entre vós será vosso servo. Quem se elevar será humilhado, quem se humilhar será exaltado.

Assim aconteceu com Rute. Graças à sua humildade veio a ser avó do rei David (cf. Leit) e antepassada de Jesus.

Como os escribas e os fariseus procuravam a sua própria glória, Jesus chama a tenção para a virtude da humildade e o espírito de serviço (Ev). Jesus é o exemplo supremo de humildade e entrega aos outros: «o Filho do homem não veio para ser servido mas para servir» Na Santa Missa aprendemos com Ele a dar a vida pelos amigos (serviço supremo); no Sacrário reconhecemos a sua humildade, o desejo de ficar para sempre connosco para nos acompanhar e dar forças.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:    Alfredo Melo

Nota Exegética:             Geraldo Morujão

Homilias Feriais:            Nuno Romão

Sugestão Musical:         Duarte Nuno Rocha

 


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