Assunção da Virgem Santa Maria

Missa da Vigília

14 de Agosto de 2007


Solenidade

Esta Missa utiliza-se na tarde do dia 14 de Agosto, antes ou depois das Vésperas I da solenidade.


RITOS INICIAIS


Cântico de entrada: Deus te salve, claro exemplo, M. Carneiro, NRMS 81


Antífona de entrada: Grandes coisas se dizem de Vós, ó Virgem Santa Maria, que hoje fostes exaltada sobre os coros dos Anjos e triunfais com Cristo para sempre.


Diz-se o Glória


Introdução ao espírito da Celebração


Enche-nos de pena a destruição de uma obra de arte. Entristece-nos ainda mais o envelhecimento, a morte e decomposição do corpo de uma pessoa amiga no túmulo. Mesmo quando o corpo se conserva incorrupto, permanece mergulhado no silêncio e na imobilidade inexpressiva.

Deus quis poupar-nos este sofrimento, ao tratar-se da mossa Mãe Maria Santíssima. Não só arrebatou o seu corpo formosíssimo e sempre jovem à corrupção do túmulo, mas transformou-o num corpo glorioso, levando-A triunfalmente para o Céu.

É este quarto mistério glorioso do nosso Rosário que celebramos nesta solenidade mariana.


Aceitemos a aniquilação do nosso corpo no túmulo, como expiação dos nossos pecados e imploremos a misericórdia do Senhor para que nos purifique e, deste modo, participemos na celebração desta solenidade da nossa Mãe, deslumbrados com a sua beleza e felicidade.


(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)


Senhor, perdoai-nos as exageradas preocupações com a vida corporal

e o grande desleixo quando se trata da pureza da alma, na vida da graça.

Senhor, tende piedade de nós!


Senhor, tende piedade de nós!


Cristo, conduzi-nos pelos caminhos generosos da oração e da penitência,

para que um dia possamos ressuscitar revestidos da glória que não acaba.

Cristo, tende piedade de nós!


Cristo, tende piedade de nós!


Senhor, dai-nos uma verdadeira devoção à Vossa e nossa Mãe Santíssima,

que nos ajude a vencer as dificuldades espirituais, numa conversão generosa.

Senhor, tende piedade de nós!


Senhor, tende piedade de nós!


Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.


Oração colecta: Senhor Nosso Deus, que, olhando para a humildade da Virgem Maria, a elevastes à dignidade de ser Mãe do Verbo Encarnado e neste dia a coroastes de glória, concedei-nos, por sua intercessão, que, salvos pelo mistério da redenção, mereçamos ser por Vós glorificados. Por Nosso Senhor...



Liturgia da Palavra


Primeira Leitura


Monição: A Arca da Aliança era para o Povo de Deus a manifestação da presença constante do Senhor no meio dele. Quando David conquistou a cidade santa de Jerusalém e fez dela a capital do reino, transportou com toda a solenidade a Arca da Aliança.

Este gesto é uma figura da entrada de Maria – Arca da Nova Aliança – na Nova Jerusalém.


1 Crónicas 15, 3-4.15-16 16, 1-2

Naqueles dias, 3David reuniu em Jerusalém todo o povo de Israel, a fim de trasladar a arca do Senhor para o lugar que lhe tinha preparado. 4Convocou também os descendentes de Aarão e os levitas. 15Os levitas transportaram então a arca de Deus, por meio de varas que levavam aos ombros, conforme tinha ordenado Moisés, segundo a palavra do Senhor. 16David ordenou aos chefes dos levitas que dispusessem os seus irmãos cantores, para que, acompanhados por instrumentos de música – cítaras, harpas e címbalos – , entoassem as suas alegres melodias. 1Assim trasladaram a arca de Deus e colocaram-na no meio da tenda que David mandara levantar para ela. 2Depois ofereceram, diante de Deus, holocaustos e sacrifícios de comunhão. Quando David acabou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios de comunhão, abençoou o povo em nome do Senhor.


A liturgia vê no solene e festivo transporte da Arca da Aliança de Quiriat-Iarim para a cidade de Jerusalém, conquistada aos jebuseus por David, a figura da entrada de Maria, em corpo e alma, no Céu. A Arca era o símbolo da presença de Deus no meio do seu povo. A Igreja louva Maria com o título de Arca da Aliança. Há exegetas que vêem na visita da Virgem Maria a Isabel ressonâncias deste relato, que justificam este título bíblico atribuído à Virgem Maria.


Salmo Responsorial Sl 131 (132), 6-7.9-10.13-14 (R. 8)


Monição: O salmo 132, composto para a coroação do rei, tornou-se um cântico de peregrinação para ser recitado no Templo em favor dele e de Sião. Recorda a trasladação da Arca da Aliança para a cidade santa, nesse tempo em Jaar, nas proximidades de Belém.

A liturgia aplica-o à entrada solene de Maria na Nova Jerusalém.


Refrão: Levantai-Vos, Senhor, e entrai no Vosso repouso,

Vós e a Arca da vossa majestade..


Ouvimos dizer que a Arca estava em Éfrata,

nós a encontrámos nas campinas de Jaar.

Entremos no santuário do Senhor,

prostremo-nos a Seus pés.


Revistam-se de justiça os Vossos sacerdotes,

Exultem de alegria os Vossos fiéis.

Por amor de David, Vosso servo,

não afasteis o rosto do Vosso Ungido.


O Senhor escolheu Sião,

preferiu-a para Sua morada.

«É este para sempre o lugar do Meu repouso,

aqui habitarei, pois o escolhi».


Segunda Leitura


Monição: S. Paulo, na primeira carta aos fiéis de Corinto, proclama a fé na ressurreição de todos nós, se nos esforçarmos por seguir os passos de Cristo.

Deus concedeu-nos a vitória sobre a morte e Maria foi a primeira, depois de Jesus e por privilégio singular, a receber esta graça.


1 Coríntios 15, 54b-57

Irmãos: 54bQuando este nosso corpo mortal se tornar imortal, então se realizará a palavra da Escritura: «A morte foi absorvida na vitória. 55Ó morte, onde está a tua vitória? Ó morte, onde está o teu aguilhão?». 56O aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a Lei. 57Mas dêmos graças a Deus, que nos dá esta vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo.


56 «O aguilhão da morte é o pecado». S. Paulo apresenta a morte personificada, a picar com o ferrão, isto é, a exercer o seu domínio sobre a humanidade: ao sermos feridos pelo pecado, morremos. Como se vê, isto está dito de modo figurado. «A força do pecado é a Lei». A Lei de Moisés, ao tornar mais patentes as obrigações, sem conceder a força para fazer o bem, dava força ao pecado, isto é, tornava-se ocasião de pecado (cf. Rom 7, 7-8).

57 «A vitória por N. S. J. Cristo»: Jesus, dando pleno cumprimento à Lei antiga, que exigia a morte do pecador, não só venceu a morte com a sua própria morte, como também arrebatou à morte o seu poder mortífero – «o aguilhão» –, isto é, o pecado, que feria a humanidade e a submetia à morte.


Aclamação ao Evangelho Lc 11, 28


Monição: Quando Jesus nos quis explicar a verdadeira grandeza de Maria, falou-nos da sua generosidade em acolher a Palavra de Deus e em procurar levar as suas exigências à vida de cada dia.

Com o desejo de A imitarmos, aclamemos o Evangelho que nos anuncia este projecto divino.


Aleluia


Cântico: Az. Oliveira, NRMS 36


Felizes os que ouvem a palavra de Deus

e a põem em prática.



Evangelho


São Lucas 11, 27-28

27Naquele tempo, enquanto Jesus falava à multidão, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». 28Mas Jesus respondeu: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».


Com este episódio começa a ter efectivação a previsão de Maria: todas as gerações me hão-de chamar bem-aventurada (Lc 1, 48).

Jesus não contradiz o belo elogio dirigido a sua Mãe, mas aproveita a ocasião para fazer ver que o que importa aos seus ouvintes não são os laços de sangue, mas que ouçam e cumpram a Palavra de Deus. Pode ver-se aqui um elogio que Jesus faz ao fiat («faça-se») de Maria (cf. Lc 1, 38).


Sugestões para a homilia


A Assunção gloriosa de Maria, figurada no Antigo Testamento

Maria, Arca da Nova Aliança

Entrou no Céu glorificada no Céu

Preparemo-nos para ir ao seu encontro

O caminho da glorificação de Maria

Acolher a Palavra de Deus

Deixar-se guiar pela Palavra de Deus

Promessa da nossa ressurreição.


«Finalmente, a Virgem Imaculada, que fora preservada de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da sua vida terrena, foi levada à glória celeste em corpo e alma, e exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo, para que se parecesse mais com o seu Filho, Senhor dos senhores (cf. Ap. 19, 16) e vencedor do pecado e da morte»1

Maria foi elevada gloriosamente ao Céu em corpo e alma. É uma verdade de fé que nos aparece simbolizada, em figura, num facto do Antigo Testamento.

A Assunção gloriosa de Maria, figurada no Antigo Testamento

Maria, Arca da Nova Aliança. «David reuniu em Jerusalém todo o povo de Israel a fim de transportar a Arca do Senhor para o lugar que lhe tinha preparado». A Arca do Antigo testamento foi construída segundo as indicações dadas pelo Senhor a Moisés.

Transportava as Tábuas da Lei recebidas no Sinai, um pouco de maná e outros objectos ligados à história do Povo de Deus. Sobre ela brilhava a glória do Senhor e era a presença sensível de Yhaveh no meio do Seu Povo.

Maria Imaculada é a Arca da Nova Aliança. É a obra mais perfeita que Deus criou: Comporta toda a perfeição possível a uma criatura e foi ornada de privilégios singulares, em atenção a ter sido eleita para Mãe do Redentor.

Transportou em seu seio virginal, durante nove meses, o Filho de Deus – o Verbo Incarnado – no meio do Seu Povo.

Guardou generosamente em seu Coração a Palavra de Deus, para a meditar e transformar em vida.

Como poderia, então, o Senhor permitir que esta Arca santíssima fosse entregue à corrupção e voragem do túmulo?


Entrou no Céu glorificada no Céu. «David mandou aos chefes dos Levitas que fizessem estar a postos os seus irmãos cantores, com os instrumentos de música – alaúdes, harpas e címbalos – para que entoassem bem alto as suas alegres melodias».

A nossa imaginação limitada tenta reconstituir esse acolhimento glorioso de Maria em Corpo e Alma.

A comunhão com a Santíssima Trindade em que vivera na terra – Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho e Esposa de Deus Espírito Santo – torna-se agora ainda mais intensa, porque cederam para sempre as barreias levantadas pelos sentidos na vida terrena: Acolhem-n’A com a maior alegria S. José, seu esposo virginal, os Anjos, os Patriarcas e os justos de todos os tempos.

Vivemos hoje esta mesma alegria e comunhão, com a Igreja Universal – triunfante, padecente e militante, por esta Celebração da Eucaristia.


Preparemo-nos para ir ao seu encontro. «Depois, ofereceram diante de Deus holocaustos e sacrifícios de paz.»

A verdadeira devoção a Nossa Senhora exterioriza-se pelas nossas flores e Cânticos, mas vivemo-la quando procuramos imitá-l’A, seguir o caminho que Ela seguiu, caminhando ao seu encontro.

Aclamamo-l’A como cheia de graça. Procuremos viver na graça santificante e alimentar esta vida divina com os Sacramentos.

Invocamo-l’A como Virgem fidelíssima. A nossa fidelidade à vocação baptismal, concretizada, depois, na vocação pessoal, é uma consequência da nossa devoção mariana.

Não podemos evitar a corrupção do túmulo, mas podemos lutar por nos mantermos afastados do contágio da corrupção moral. Nas horas mais difíceis, lembremo-nos de Ela espera por nós.

O caminho da glorificação de Maria

São muitas as pessoas que procuram cantar as glórias de Nossa Senhora. Cumpre-se, deste modo, a profecia da Mãe de Jesus em casa de Isabel: «De hoje em diante me proclamarão bem-aventurada todas as gerações

Não podemos ficar como quem aplaude, ao lado do caminho, um cortejo que passa por nós. Esta celebração é um convite insistente a que sigamos pelo seu caminho, a que A acompanhemos, porque vamos a caminho da felicidade em que Ela se encontra.

Jesus Cristo, depois de ter ouvido o elogio a Sua Mãe, de uma mulher anónima do povo, ensina-nos como havemos de segui-l’A.


Acolher a Palavra de Deus. «Felizes antes os que ouvem a palavra de Deus»

Como poderíamos seguir o caminho do Céu que Jesus nos ensina, sem o conhecermos? Precisamos urgentemente de formação doutrinal. A nossa piedade crescerá na medida da formação que procurarmos adquirir.

Maria ensina-nos a combater a ignorância religiosa, o maior inimigo de Deus no mundo de hoje. A crise de fé e moral em que vivemos tem as sua origem nela. As pessoas confundem facilmente religiosidade com verdadeiro cristianismo, vivido em toda a sua exigência.

São muitas as perguntas a que o cristão deve dar uma resposta concreta à luz da fé. Não basta o bom senso para o fazer, e o Espírito Santo não quer alimentar a nossa preguiça, substituindo-nos naquilo que podemos fazer.

Precisamos urgentemente de estudar o catecismo e prestar atenção às respostas que o Santo Padre e os Bispos vão dando aos problemas do nosso tempo. Uma piedade sem doutrina cai facilmente num sentimentalismo estéril, sem qualquer influência no nosso comportamento, numa separação entre as exigências da fé e a vida.


Deixar-se guiar pela Palavra de Deus. «Felizes antes os que (…) a guardam.» A fé, infundida em nós pelo Espírito Santo, no Baptismo, e alimentada pela Palavra de Deus, deve ser vivida em todas as circunstâncias, por uma luta ascética constante.

Para tornar isto possível, recebemos as virtudes e os Dons do Espírito Santo os quais devem produzir frutos.

Quando não fazemos um esforço para sermos coerentes com a fé, agindo de acordo com ela, acabamos por justificar o mal, o pecado. A fé enfraquece e acaba por se apagar.

Maria, elevada ao Céu em Corpo e Alma, anima-nos continuamente a subir, a melhorar espiritualmente, a sermos santos na situação em que nos encontramos, se ela está de acordo com a Lei de Deus.


Promessa da nossa ressurreição. A Ressurreição de Jesus e a de Sua Mãe é promessa da nossa glorificação final. S. Paulo recorda-nos esta verdade na primeira Carta aos fiéis de Corinto. «No fim dos tempos, este nosso corpo corruptível ficará incorruptível, este nosso corpo imortal ficará imortal

Seguindo Nossa Senhora na vida, mesmo sem darmos por isso, caminhamos directa e fielmente para a nossa glorificação eterna no Céu.

Há apenas uma pequena diferença entre a glorificação de Maria e a nossa: Ela foi glorificada em Corpo e Alma imediatamente depois de terminar a sua caminhada na terra. O nosso corpo voltará ao pó de que foi formado, para ressuscitar e ser revestido de glória no fim dos tempos.

Na Celebração da Eucaristia pedimos para esta verdade se realize em cada um de nós: «Anunciamos, Senhor, a Vossa vinda, proclamamos a Vossa Ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!»



Oração Universal


Bendigamos todos ao Senhor do universo

que glorificou a Sua Mãe em Corpo e Alma.

Apresentemos, por Jesus, no Espírito Santo, ao Pai,

pela mediação de Nossa Senhora da Assunção,

as necessidades da Igreja e de todas as pessoas.

Oremos (cantando) cheios de confiança:


Maria, elevada ao Céu em Corpo e Alma,

intercedei por nós a Jesus!


1. Pelo Santo Padre, instrumento e sinal

da unidade e comunhão na santa Igreja,

para que anuncie a todas as pessoas

os caminhos da nossa glorificação final.

Oremos, por intercessão da Mãe de Deus:


Maria, elevada ao Céu em Corpo e Alma,

intercedei por nós a Jesus!


2. Pelos Bispos, sucessores dos Apóstolos,

testemunhas e mestres da doutrina revelada,

para que proclamem corajosamente na terra

os caminhos da paz e felicidade eternas.

Oremos, por intercessão da Mãe de Deus:


Maria, elevada ao Céu em Corpo e Alma,

intercedei por nós a Jesus!


3. Pelas associações marianas da santa Igreja,

presentes com a sua espiritualidade no mundo,

para que animem todas as pessoas de boa vontade

a viverem uma união filial com Nossa Senhora.

Oremos, por intercessão da Mãe de Deus:


Maria, elevada ao Céu em Corpo e Alma,

intercedei por nós a Jesus!


4. Pelos doentes que perderam a esperança de cura,

tentados ao desânimo e à desconfiança de Deus,

para que a glorificação de Nossa Senhora na Assunção

os conforte e desperte neles a esperança cristã.

Oremos, por intercessão da Mãe de Deus:


Maria, elevada ao Céu em Corpo e Alma,

intercedei por nós a Jesus!


5. Pelas mães que sofrem, sem compreensão e conforto,

o descaminho, as doenças ou falta de esperança dos filhos,

para que Nossa Senhora da Assunção as conforte

e desperte em todos os corações a esperança cristã.

Oremos, por intercessão da Mãe de Deus:


Maria, elevada ao Céu em Corpo e Alma,

intercedei por nós a Jesus!


6. Pelos que nos aguardam para além da morte

e se purificam, antes da felicidade definitiva no Céu,

para que, pela misericórdia infinita do Senhor,

contemplem quanto antes, a glória de Maria.

Oremos, por intercessão da Mãe de Deus:


Maria, elevada ao Céu em Corpo e Alma,

intercedei por nós a Jesus!


Senhor, que nos purificais nesta vida terrena,

para, à semelhança de Maria elevada ao Céu,

nos tornarmos participantes da Vossa felicidade:

ajudai-nos a viver na terra com tal fidelidade,

que nos tornemos dignos das Vossas promessas.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do espírito Santo.



Liturgia Eucarística


Introdução à Liturgia Eucarística


Devemos à generosidade de Nossa Senhora o mistério da Santíssima Eucaristia. Foi d’Ela, como Mãe de Deus, que Jesus recebeu tudo o que tem de humano.

A Eucaristia que celebramos é também, portanto, um dom de Maria a cada um de nós e penhor de que também nós seremos glorificados um dia na Vida que não tem fim.

É com que esta esperança que avivamos ainda mais a nossa fé e recolhimento, no mistério que estamos a celebrar.


Saudação da Paz


Maria, na sua caminhada na terra, ensina-nos os verdadeiros caminhos da Paz que só Deus nos pode dar: ouvir a Palavra do Senhor e procurar levá-la à nossa vida de cada dia.

Um dos ensinamentos desta Palavra é o perdão sem medida aos nossos irmãos.

Exprimamos, neste momento, o propósito de perdoarmos de todo o coração e o desejo de sermos também perdoados pelos nossos irmãos.


Saudai-vos na paz de Cristo!


Cântico do ofertório: Avé Maria, Senhora, F. da Silva, NRMS 81


Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, este sacrifício de reconciliação e de louvor que celebramos na Assunção da Santa Mãe de Deus, para que alcancemos o perdão dos pecados e vivamos em contínua acção de graças. Por Nosso Senhor...


Prefácio próprio, como na Missa seguinte.


Santo: F. da Silva, NRMS 38


Monição da Comunhão


Lembramos, neste momento, uma promessa de Jesus, feita durante a Sua vida pública: «Se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o Seu Sangue, não tereis a vida em vós. (…) O que come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue, tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia.» (S. João, 6, 54).

Avivemos a nossa fé e examinemos a nossa vida, antes de nos aproximarmos a receber o Senhor presente na Santíssima Eucaristia.


Cântico da Comunhão: Como é admirável Senhor, F. dos Santos, NCT 257

cf. Lc 11, 27

Antífona da comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.


Cântico de acção de graças: O meu espírito exulta, C. Silva, NRMS 38


Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, que nos fizestes participar na mesa celeste, ouvi benignamente as nossas súplicas e livrai de todo o mal aqueles que celebram a Assunção da Mãe de Deus. Por Nosso Senhor...



Ritos Finais


Monição final


Cheios de alegria, pela glorificação em Corpo e Lama de Nossa Senhora, e de esperança, porque nos aguarda a mesma felicidade, anunciemos a todas as pessoas que esta vida tem um sentido: preparar uma eternidade feliz.


Cântico final: Avé Maria, farol do mar, Az. Oliveira, NRMS 73-74









Celebração e Homilia: Fernando Silva

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha

1Conc. Vaticano II, Const. Dogmática sobre a Igreja Lumen Gentium, nº 59. Cita também: Cf. Pio IX, Bulla Ineffabilis, 8.XII.1854, Acta de Pio IX, PL. 54, 759; Cf. Pio XII, Const. Apost.Munificentissimus, 1.XI.1950: AAS 42 (1950); cf. Pio XII, Cart. Enc. Ad coeli Reginam, 11.X.54: AAS 46 (1954), pp. 633-636.


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