19º Domingo Comum

12 de Agosto de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Lembrai-Vos, Senhor, da Vossa aliança, Az. Oliveira, Cânticos de Entrada e Comunhão II, pág. 96Sl 73, 20.19.22.23

 

Antífona de entrada: Lembrai-Vos, Senhor, da vossa aliança, não esqueçais para sempre a vida dos vossos fiéis. Levantai-Vos, Senhor, defendei a vossa causa, escutai a voz daqueles que Vos procuram.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

As pessoas vivem sequiosas, famintas de liberdades e independência. A vida familiar o manifesta, a vida profissional o apregoa, a vida cívica o põe nas ruas, a vida internacional pisa direitos, faz perigar a paz.

Urge vigilância em defesa dos bens espirituais.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, a quem podemos chamar nosso Pai, fazei crescer o espírito filial em nossos corações para merecermos entrar um dia na posse da herança prometida. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A história da salvação interpela-nos quanto à constante vigilância e à fidelidade ao nosso Deus, o Deus verdadeiro e único de quem dependemos.

 

Sabedoria 18, 6-9

6A noite em que foram mortos os primogénitos do Egipto foi dada previamente a conhecer aos nossos antepassados, para que, sabendo com certeza a que juramentos tinham dado crédito, ficassem cheios de coragem. 7Ela foi esperada pelo vosso povo, como salvação dos justos e perdição dos ímpios, 8pois da mesma forma que castigastes os adversários, nos cobristes de glória, chamando-nos para Vós. 9Por isso os piedosos filhos dos justos ofereciam sacrifícios em segredo e de comum acordo estabeleceram esta lei divina: que os justos seriam solidários nos bens e nos perigos; e começaram a cantar os hinos de seus antepassados.

 

A leitura é extraída da última parte do livro da Sabedoria (16 – 18), onde se exalta a Providência divina ao castigar os egípcios e salvar os israelitas. Pertence ao género literário chamado «midraxe hagadá»: é uma piedosa meditação sobre a história sagrada, em que a intenção edificante lança mão da imaginação sem grande preocupação pelo rigor histórico.

6 «Noite… dada previamente a conhecer», segundo Gn 15, 13-14; 11, 4-7; 12, 21-23.

9 «Ofereciam sacrifícios em segredo», alusão a Ex 12, 46, onde se diz que o cordeiro pascal era sacrificado e comido no interior das próprias casas. A referência a «cantar os hinos «tem em conta o hagadá de Páscoa, que prescrevia para a Ceia Pascal o canto dos Salmos do chamado grande Hallel (113 – 118; cf. Mt 26, 30), que cantavam os favores divinos para com o seu povo.

 

Salmo Responsorial    Sl 32 (33), 1.12.18-19.20.22 (R. 12b)

 

Monição: Os homens de coração sincero devem louvar o Senhor, toda a terra deve proclamar a sua misericórdia, porque o Verbo veio até nós para realizar o desígnio do Pai e trazer-nos a salvação.

 

Refrão:         Feliz o povo que o Senhor escolheu para sua herança.

 

Justos, aclamai o Senhor,

os corações rectos devem louvá-l’O.

Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus,

o povo que Ele escolheu para sua herança.

 

Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,

para os que esperam na sua bondade,

para libertar da morte as suas almas

e os alimentar no tempo da fome.

 

A nossa alma espera o Senhor,

Ele é o nosso amparo e protector.

Venha sobre nós a vossa bondade,

porque em Vós esperamos, Senhor.

 

Segunda Leitura*

 

Monição: A fé de Abraão motiva em nós ânimo e fortaleza perante contrariedades, críticas destrutivas e perseguições. Acreditou sempre em Deus, nas Suas promessas e venceu no meio de provações.

 

* O texto que se encontra entre parêntesis pertence à forma longa e pode omitir-se.

 

Forma longa: Hebreus 11, 1-2.8-19;    forma breve: Hebreus 11, 1-2.8-12

Irmãos: 1A fé é a garantia dos bens que se esperam e a certeza das realidades que não se vêem. 2Ela valeu aos antigos um bom testemunho. 8Pela fé, Abraão obedeceu ao chamamento e partiu para uma terra que viria a receber como herança; e partiu sem saber para onde ia. 9Pela fé, morou como estrangeiro na terra prometida, habitando em tendas, com Isaac e Jacob, herdeiros, como ele, da mesma promessa, 10porque esperava a cidade de sólidos fundamentos, cujo arquitecto e construtor é Deus. 11Pela fé, também Sara recebeu o poder de ser mãe já depois de passada a idade, porque acreditou na fidelidade d’Aquele que lho prometeu. 12É por isso também que de um só homem – um homem que a morte já espreitava – nasceram descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e como a areia que há na praia do mar.

 [13Todos eles morreram na fé, sem terem obtido a realização das promessas. Mas vendo-as e saudando-as de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. 14Aqueles que assim falam mostram claramente que procuram uma pátria. 15Se pensassem na pátria de onde tinham saído, teriam tempo de voltar para lá. 16Mas eles aspiravam a uma pátria melhor, que era a pátria celeste. E como Deus lhes tinha preparado uma cidade, não Se envergonha de Se chamar seu Deus. 17Pela fé, Abraão, submetido à prova, ofereceu o seu filho único Isaac, que era o depositário das promessas, como lhe tinha sido dito: 18«Por Isaac será assegurada a tua descendência». 19Ele considerava que Deus pode ressuscitar os mortos; por isso, numa espécie de prefiguração, ele recuperou o seu filho.]

 

A leitura é um eloquentíssimo elogio da fé, uma das mais notáveis páginas de toda a Escritura. Depois de definir o que é a fé, mostra como todas as grandes figuras do Antigo Testamento resplandeceram por uma vida de fé. Aqui temos apenas um pequeno extracto do capítulo 11 da epístola.

1 «A fé é a garantia dos bens que se esperam». As realidades que esperamos na outra vida ainda não são uma realidade de que tenhamos uma posse palpável, mas a fé é já uma base ou garantia de que estão ao nosso alcance. Mas há uma outra interpretação que entende o termo grego «hypóstasis» (substância, à letra, o que está por baixo, o suporte) no sentido de consistência: assim, a fé como que dá corpo e consistência na alma do crente àquelas realidades divinas reveladas por Deus que esperamos vir a possuir em plenitude, (mas, para uma pessoa que não tenha fé, aparecem como inconsistentes, mera alienação,).

«A certeza das realidades que não se vêem». O termo grego élenkhos foi traduzido pela palavra «certeza», com efeito, assim como uma demonstração nos dá a certeza de algo não evidente por si, assim também a fé nos dá a certeza de todas as verdades divinas que se não vêem, uma vez que a fé se apoia numa revelação de Deus que não se engana nem nos pode enganar.

8-19 O exemplo da fé de Abraão está em relação com diversas passagens do Génesis do «ciclo de Abraão» (Gn 12, 1 – 23, 20).

10 Cidade… cujo arquitecto e construtor é Deus», isto é, «a pátria celeste» (cf. v. 16). Esta passagem concorda com uma tradição judaica que diz que Deus mostrou a Abraão a Jerusalém celeste (cf. Apocalipse Siríaco de Barukh).

11 Pela fé, também Sara... A inicial incredulidade de Sara acabou por dar lugar a uma atitude de fé (cf. Gn 18, 10-13).

19 «Prefiguração (à letra, «parábola», também se podia traduzir por «símbolo»). Desde os Padres Apostólicos que a Tradição da Igreja viu no Sacrifício de Isaac uma figura da Morte e Ressurreição (a recuperação do filho) de Cristo.

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 24, 42a.44

 

Monição: Quem souber escutar a fé, ouvirá uma nova voz de Deus nos acontecimentos da nossa época, nas guerras, no clamor dos oprimidos, na ânsia da paz, nas aspirações à justiça e liberdade.

 

Aleluia

 

Cântico: F. Silva, NRMS 35

 

Vigiai e estai preparados,

porque na hora em que não pensais virá o Filho do homem.

 

 

Evangelho *

* O texto que se encontra entre parêntesis pertence à forma longa e pode omitir-se.

 

Forma longa: São Lucas 12, 32-48;     forma breve: São Lucas 12, 35-40

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

[32«Não temas, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o reino. 33Vendei o que possuís e dai-o em esmola. Fazei bolsas que não envelheçam, um tesouro inesgotável nos Céus, onde o ladrão não chega nem a traça rói. 34Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.]

35Tende os rins cingidos e as lâmpadas acesas. 36Sede como homens que esperam o seu senhor voltar do casamento, para lhe abrirem logo a porta, quando chegar e bater. 37Felizes esses servos, que o senhor, ao chegar, encontrar vigilantes. Em verdade vos digo: cingir-se-á e mandará que se sentem à mesa e, passando diante deles, os servirá. 38Se vier à meia-noite ou de madrugada, felizes serão se assim os encontrar. 39Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que hora viria o ladrão, não o deixaria arrombar a sua casa. 40Estai vós também preparados, porque na hora em que não pensais virá o Filho do homem».

[41Disse Pedro a Jesus: «Senhor, é para nós que dizes esta parábola, ou também para todos os outros?» O 42Senhor respondeu: «Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor estabelecerá à frente da sua casa, para dar devidamente a cada um a sua ração de trigo? 43Feliz o servo a quem o senhor, ao chegar, encontrar assim ocupado. 44Em verdade vos digo que o porá à frente de todos os seus bens. 45Mas se aquele servo disser consigo mesmo: ‘O meu senhor tarda em vir’; e começar a bater em servos e servas, a comer, a beber e a embriagar-se, 46o senhor daquele servo chegará no dia em que menos espera e a horas que ele não sabe; ele o expulsará e fará que tenha a sorte dos infiéis. 47O servo que, conhecendo a vontade do seu senhor, não se preparou ou não cumpriu a sua vontade, levará muitas vergastadas. 48Aquele, porém, que, sem a conhecer, tenha feito acções que mereçam vergastadas, levará apenas algumas. A quem muito foi dado, muito será exigido; a quem muito foi confiado, mais se lhe pedirá».]

 

Na sequência do Domingo anterior (Lc 12, 13-21), este trecho é extraído duma secção do iii Evangelho (Lc 12 – 14), em que predominam os ensinamento de Jesus, sobretudo os de carácter escatológico, com apelos à vigilância e a viver desprendido, com os olhos postos no reino que há-de vir. A leitura começa (vv. 32-34) com o final da longa exortação ao abandono na Providência amorosa de Deus e ao desprendimento dos bens efémeros.

32 «Pequenino rebanho». Apesar de poucos e sem recursos humanos, os discípulos nada têm a temer, pois foram admitidos no Reino de Deus que é indestrutível (cf. Lc 1, 33).

33-34 «Tesoiro inesgotável nos Céus». O texto paralelo de S. Mateus é mais desenvolvido (cf. Mt 6, 19-21). Como o nosso coração é forçosamente atraído pelo que ele julga ser o «tesoiro», temos de ter a sensatez de não nos defraudarmos a nós próprios erigindo em tesoiro - bem supremo, fim último - as coisa da terra, trocando o efémero e caduco pelo eterno. As boas obras, a esmola e as obras de misericórdia em geral (cf. Mt 25, 31-46) constituem uma riqueza que não se perde, pois essas obras terão uma recompensa eterna nos Céus.

35-48 Na forma longa do Evangelho de hoje, podemos distinguir três parábolas: a dos criados vigilantes (vv. 35-36), a do ladrão (v. 39) e a dos servos administradores (o fiel: vv. 42-44 e o infiel: vv. 45-48). As duas primeiras referem-se à necessidade da vigilância e a terceira à necessidade da fidelidade.

35-37a «Rins cingidos», isto é, as cintas apertadas, num gesto então habitual, próprio de quem, para trabalhar, arregaçava a túnica com um cinto. «As lâmpadas acesas», isto é, em atitude de vigilância ao longo da noite; é assim que devem estar vigilantes os discípulos de Jesus, «como homens que esperam o seu senhor voltar do casamento», a uma hora incerta.

37b «Em verdade vos digo... os servirá». Aqui já deixamos propriamente de ter a «parábola», uma vez que se acabou toda a «semelhança» com a vida corrente: não são os servos a servir o seu patrão (cf. 17, 7-9), mas é o dono a servir os escravos! É uma alegoria que exprime, como, no momento da sua vinda, Jesus recompensará, um a um – «passando diante deles» – os seus servos vigilantes, servindo-lhes o «banquete» da vida eterna.

39 «A que hora viria o ladrão». Esta segunda parábola, que já não se refere a um criado, mas a um senhor, é também um convite à vigilância, pondo em evidência como a vinda do Senhor será de improviso, sem o dono da casa poder calcular o dia do assalto; os criados da parábola anterior sabiam que era naquela noite que o seu patrão chegava da boda, embora ignorassem a hora, mas aqui o dono da casa não sabe nem o dia nem a hora. Daqui o sério apelo: «Estai vós também preparados».

41 «É para nós que dizes essa parábola?» Esta pergunta de Pedro parece referir-se à primeira parábola, concretamente à afirmação de Jesus no v. 37b que muito o devia ter impressionado; mas Jesus não responde à pergunta, e propõe uma nova parábola, a do administrador fiel (vv. 42-46), a mesma do «servo fiel e prudente» de Mt 4, 45-51, embora com um matiz próprio: precisamente o facto de se chamar este servo «administrador» indica a intencionalidade de referir a parábola aos apóstolos, «os administradores dos mistérios de Deus», de quem se exige uma fidelidade total (cf. 1 Cor 4, 1-2).

42-48a Na parábola, temos um criado feito administrador da casa durante um certo período de ausência do patrão, o qual tem de dirigir os criados e criadas e, concretamente, de lhes dar diariamente a sua ração de alimento. A parábola do administrador contempla duas hipóteses: a da administração fiel e sensata (vv. 42-44) e a da má administração (v. 45-46). Na primeira, a condição é posta sob a forma duma pergunta retórica (v. 42) que equivale à afirmação: «se o administrador que o senhor colocou à frente do seu pessoal, para lhe dar, no devido tempo, a sua ração de trigo, for fiel e prudente..., pô-lo-á à frente de todos os seus bens»

48b «A quem muito foi dado…». Temos aqui a forma impessoal da voz passiva para, segundo o costume judaico, evitar pronunciar o nome inefável de Deus, por motivo de respeito, equivalendo a: «a quem Deus muito deu...». Os versículos 47-48, que não aparecem no lugar paralelo de S. Mateus, explicitam como no dia de juízo haverá uma desigualdade de castigos proporcionada à responsabilidade de cada um. É fácil perceber que os discípulos de Jesus são aqueles que «sabem o que o Senhor quer» (v. 47) e aqueles «a quem muito foi dado» (v. 48).

 

Sugestões para a homilia

 

Vida de alerta e vigilância

Vida: coragem e fé

Vida de alerta e vigilância

A liturgia da palavra, hoje, é focada e analisada à luz dos acontecimentos e sinais nossos contemporâneos, exigindo reflexão séria, vigilância constante:

- A administração dos dons que o Senhor nos concede,

- A sabedoria posta no dosear do tempo,

- O acolhimento dado aos acontecimentos salvadores,

- A ciência posta no evitar e não cometer maldades, leva-nos a uma generosa integração no Reino de Deus que «está entre nós».

O Senhor deu-nos orientações concretas sobre o modo como devemos trabalhar, conviver, comer, descansar e rezar...

Também nos aconselhou o trato que devemos dar aos nossos inimigos, da alma – o mundo, o demónio, a carne!

Felizes os que Ele encontrar responsáveis e vigilantes – «vigiai e orai para não cairdes em tentação».

A vigilância e a oração são a tranca e a fechadura da nossa casa espiritual para que os ladrões não arrombem e entrem.

São duas armaduras dos bons guerreiros nas batalhas contra o mal e insídias diabólicas.

Vida: coragem e fé

Não dos deve invadir o desânimo ao vermos ainda no mundo focos de perseguições e restrições religiosas.

O elogio da fé manifestada por importantes e conhecidas figuras bíblicas fortalece-nos, anima-nos, para vivermos a nossa emigração neste mundo;

Cremos nas promessas do Senhor, na Sua ajuda frente às dificuldades.

Há uma lição sublime de fé para o cristão de hoje, peregrino nos caminhos de Deus.

Exemplo de fé para aceitar as provações, o sacrifício e a própria morte, como Abraão e como Cristo, cuja imolação celebramos na Eucaristia – o sacramento da nossa fé.

As duas parábolas

Á ida de Jesus a Jerusalém (cidade que matava os profetas) verificou-se numa época perigosa para a Sua vida, facto que impressionou muito este evangelista, S. Lucas.

Há grupos dominados por ambições do possuir, do ter, do dinheiro, desinteressados das crises religiosas e sociais do povo.

Não pensam a fé, não possuem lucidez para responder às solicitações do Espírito.

As parábolas do servo vigilante e do administrador fiel e pendente são uma denúncia de coragem.

a) «Vendam o que têm e dêem o dinheiro aos pobres»

Atitude de desprendimento e de atenção, de vigilância social, com a certeza que se não pode servir ao mesmo tempo a Deus e ao dinheiro – dois senhores.

Isenção de ambições terrenas, alma simples, levam a saber ler os sinais dos tempos: o desejo de liberdade; a solidariedade universal entre os homens; o direito de associação; a promoção do operariado; a igualdade de direitos.

b) Pelos sinais dos tempos, Deus fala-nos, interpela-nos, manifesta-nos a Sua vontade. O cristão deve responder: «Eis-me aqui Senhor para cumprir a Vossa vontade».

Trabalhar no estabelecimento da justiça, da paz, da fraternidade. Fazer um mundo melhor.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos:

Atentos à necessidades de todo o mundo,

oremos ao nosso Pai, por intermédio de Jesus Cristo, Servo bom e fiel.

 

1.  Pela Igreja,

para que, renovada pela sabedoria do Espírito Santo

seja serva vigilante da justiça e da paz no mundo inteiro.

 

2.  Pelo Santo Padre e demais servidores do Reino,

para que sejam fiéis administradores dos dons de Deus,

em favor de todos os homens.

 

3.  Pelos governantes das nações

para que administrem com justiça e fidelidade

as riquezas materiais e morais do Povo.

 

4.  Pelos nossos irmãos em férias,

para que saibam aproveitá-las como dom,

em ordem à sua valorização pessoal.

 

5.  Por nós e pela nossa comunidade,

para que, desprendidos das ambições do mundo,

estejamos disponíveis para servir a justiça e a fraternidade.

 

Ouvi, Senhor, as nossas preces

e concedei-nos luz e força para vermos os Vossos caminhos eternos

a coragem de os seguir. Por N.S.J.C., Vosso Filho na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Tomai, Senhor, e recebei, J. Santos, NRMS 70

 

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, os dons que Vós mesmo concedestes à vossa Igreja e transformai-os, com o vosso poder, em sacramento da nossa salvação. Por Nosso Senhor...

 

Santo: M. Luis, NCT nº 297

 

Monição da Comunhão

 

Unidos a Jesus Eucaristia garantimos a salvação, a alegria de confirmarmos a todo o momento a certeza do caminho da felicidade.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, eu creio que sois Cristo, F. da Silva, NRMS 67

Sl 147,12.14

Antífona da comunhão: Louva, Jerusalém, o Senhor, que te saciou com a flor da farinha.

 

Cântico de acção de graças: Pelo Pão do Teu amor, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos pedimos, Senhor, que a comunhão do vosso sacramento nos salve e nos confirme na luz da vossa verdade. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Como servos responsáveis e vigilantes vamos em paz e que o Senhor nos acompanhe.

 

Cântico final: Vamos levar aos homens, M. Carneiro, NRMS 107

 

 

Homilias Feriais

 

19ª SEMANA

 

feira, 13-VIII: Manifestações do amor de Deus.

Dt 10, 12-22 / Mt. 17, 22-27

O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Estes hão-de matá-lo mas Ele, ao terceiro dia, ressuscitará.

«Israel pode descobrir que Deus só tinha uma razão para se lhes ter revelado e o ter escolhido, de entre todos os povos, para ser seu povo: o seu amor gratuito (cf. Leit)» (CIC, 218).

«Na Eucaristia, Jesus não dá ‘alguma coisa’, mas dá-se a si mesmo; entrega o seu Corpo e derrama o seu Sangue. Deste modo, dá a totalidade da sua própria vida, manifestando a fonte originária deste amor: Ele é o Filho eterno que o Pai entregou por nós» (SC, 7).

 

feira, 14-VIII: estamos acompanhados por Deus.

Dt 31, 1-8 / Mt 18, 1-5. 10. 12-14

Assim não é vontade de meu Pai, que está nos céus, que se perca um único sequer destes pequeninos.

«É vontade do nosso Pai que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. Ele usa de paciência… não querendo que ninguém se perca (cf. Ev)» (CIC, 2822).

Como não quer que nenhum de nós se perca, nunca nos deixará sós: «O Senhor avançará na tua frente e estará contigo; não te deixará só, nem te abandonará» (Leit). O Emanuel (o Deus connosco) permanece no Sacrário para nos acompanhar e ali espera a nossa companhia: física, quando é possível, ou espiritual, indo até lá com o pensamento durante as horas de trabalho.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:    Ferreira de Sousa

Nota Exegética:             Geraldo Morujão

Homilias Feriais:            Nuno Romão

Sugestão Musical:         Duarte Nuno Rocha

 


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