aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

ALEMANHA

 

RECONHECIMENTO DO BAPTISMO

NAS IGREJAS CRISTÃS

 

As Igrejas Cristãs na Alemanha vão assinar uma declaração comum que reconhece a plena validade do Baptismo. O anúncio foi feito pela Conferência Episcopal Alemã.

 

A Igreja Católica já deixou clara a orientação de que se avance no sentido do «reconhecimento mútuo», seja no Directório para a aplicação dos princípios e das normas sobre o ecumenismo, seja através de uma recente intervenção do presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper.

Esta decisão ultrapassa em muito o plano «burocrático» de se evitar um novo Baptismo, quando alguém decide mudar de Igreja.

O decreto sobre o ecumenismo do Concílio Vaticano II, Unitatis redintegratio, lembra no seu n.º 3 que todos os cristãos «justificados no Baptismo pela fé, são incorporados a Cristo, e, por isso, com direito se honram com o nome de cristãos e justamente são reconhecidos pelos filhos da Igreja católica como irmãos no Senhor».

João Paulo II, na sua encíclica sobre a Unidade dos Cristãos, Ut unum sint, assegura que o reconhecimento dessa fraternidade «não é a consequência de um filantropismo liberal ou de um vago espírito de família, mas está enraizado no reconhecimento do único Baptismo» (n.º 42).

O «Directório para a aplicação dos princípios e das normas sobre o ecumenismo» pede explicitamente um reconhecimento recíproco e oficial dos Baptismos. Isto está muito para além de um simples acto de cortesia ecuménica e constitui uma afirmação básica na concepção do que é a Igreja.

As implicações teológicas, pastorais e ecuménicas do Baptismo comum são muitas e importantes. Definindo-se uma unidade fundamental, embora ainda parcial, pode-se passar, como defende a encíclica de João Paulo II, «àquela unidade visível, necessária e suficiente, que se inscreva na realidade concreta, para que as Igrejas realizem verdadeiramente o sinal daquela comunhão plena na Igreja una, santa, católica e apostólica, que se há-de exprimir na concelebração eucarística» (n.º 78).

 

 

MÉXICO

 

LIBERALIZADO O ABORTO

NA CAPITAL DO PAÍS

 

«É mais importante o direito da mulher grávida decidir sobre o seu corpo, mesmo que isso implique retirar a vida de um outro ser humano que começou a desenvolver-se no seu ventre», assim decidiu a maioria legislativa do Distrito Federal do México – capital do país –, facto que o bispo Mons. Rodrigo Aguilar, Presidente da Comissão Episcopal para a Família, Juventude e Leigos, refere com tristeza numa mensagem publicada depois da aprovação da lei.

 

«O útero, que deveria ser o lugar mais seguro para a vida, transforma-se no lugar mais perigoso», afirmou Mons. Aguilar.

Numa mensagem publicada depois de a maioria legislativa do Distrito Federal do México liberalizar o aborto nas primeiras doze semanas, Mons. Aguilar recordou que «com esta lei não se obriga as pessoas a abortar, no entanto, abre-se uma porta à permissividade». Afirma também que «se redefiniu o aborto como a interrupção da gravidez após a décima segunda semana de gestação; assim, estabeleceu-se que, se a gravidez é interrompida antes desse período, não há aborto». Por isso, o Bispo convida os fiéis cristãos a «contemplar com fascínio a maravilha que é a vida humana desde o seu início», que o homem e a mulher devem «acolher com respeito, proteger com delicadeza e promover o seu desenvolvimento com prudência».

 

Também Mons. Arizmendi Esquivel, Bispo de San Cristóbal de las Casas, afirma que, aprovando a lei que legaliza o aborto até às 12 semanas de gestação, «vence o império da morte, o orgulho parcial, a pretensão de serem deuses, a insensibilidade para com o não nascido, o extermínio de inocentes. Triunfa um laicismo que pretende excluir da política tudo aquilo que emana de Deus», e perde não só a Igreja mas também «a ciência que se baseia na ética. Perdem os direitos humanos. Perde a família. Perde a vida. Perdemos todos».

O Bispo recorda ainda que «o direito à vida não se submete à votação, porque não depende do capricho de maiorias que podem ser até mesmo manipuladas». O Bispo dirige o seu apelo aos pais, catequistas, sacerdotes, religiosas e bispos, para que intensifiquem os programas educacionais sobre o tema do aborto com o objectivo de dar uma «educação sexual cristã». Exorta os médicos cristãos e católicos que trabalham nos centros oficiais de saúde, a defenderem o seu direito à objecção de consciência para que «não se deixem ser obrigados a praticar abortos, uma vez que se tornariam responsáveis por um assassinato, um crime, apesar de não ser um delito civil».

Depois da aprovação da lei que liberaliza o aborto antes das 12 semanas de gestação, realizou-se no dia 26 de Abri passado, uma Jornada de Oração e Perdão na Basílica de Guadalupe.


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