17º Domingo Comum

29 de Julho de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus vive na sua morada santa, F. dos Santos, NRMS 38

Salmo 67, 6-7.36

Antífona de entrada: Deus vive na sua morada santa, Ele prepara uma casa para o pobre. É a força e o vigor do seu povo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Os textos litúrgicos deste Domingo falam-nos da Oração. O Patriarca Abraão aparece como modelo, intercedendo pelos habitantes das cidades de Sodoma e de Gomorra. No Evangelho, Jesus, o divino Mestre, ensina-nos a oração do Pai-Nosso.

 

Oração colecta: Deus, protector dos que em Vós esperam: sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já aos bens eternos. Por Nosso Senhor ...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Patriarca Abraão sabe que Deus vai destruir as cidades pervertidas. Num comovedor e ousado diálogo, Abraão procura deter o castigo, em atenção aos justos que aí possam existir.

 

Génesis 18, 20-32

20Naqueles dias, disse o Senhor: «O clamor contra Sodoma e Gomorra é tão forte, o seu pecado é tão grave que 21Eu vou descer para verificar se o clamor que chegou até Mim corresponde inteiramente às suas obras. Se sim ou não, hei-de sabê-lo». 22Os homens que tinham vindo à residência de Abraão dirigiram-se então para Sodoma, enquanto o Senhor continuava junto de Abraão. 23Este aproximou-se e disse: «Irás destruir o justo com o pecador? 24Talvez haja cinquenta justos na cidade. Matá-los-ás a todos? Não perdoarás a essa cidade, por causa dos cinquenta justos que nela residem? 25Longe de Ti fazer tal coisa: dar a morte ao justo e ao pecador, de modo que o justo e o pecador tenham a mesma sorte! Longe de Ti! O juiz de toda a terra não fará justiça?» 26O Senhor respondeu-lhe: «Se encontrar em Sodoma cinquenta justos, perdoarei a toda a cidade por causa deles». 27Abraão insistiu: «Atrevo-me a falar ao meu Senhor, eu que não passo de pó e cinza: 28talvez para cinquenta justos faltem cinco. Por causa de cinco, destruirás toda a cidade?» O Senhor respondeu: «Não a destruirei se lá encontrar quarenta e cinco justos». 29Abraão insistiu mais uma vez: «Talvez não se encontrem nela mais de quarenta». O Senhor respondeu: «Não a destruirei em atenção a esses quarenta». 30Abraão disse ainda: «Se o meu Senhor não levar a mal, falarei mais uma vez: talvez haja lá trinta justos». O Senhor respondeu: «Não farei a destruição, se lá encontrar esses trinta». 31Abraão insistiu novamente: «Atrevo-me ainda a falar ao meu Senhor: talvez não se encontrem lá mais de vinte justos». O Senhor respondeu: «Não destruirei a cidade em atenção a esses vinte». 32Abraão prosseguiu: «Se o meu Senhor não levar a mal, falarei ainda esta vez: talvez lá não se encontrem senão dez». O Senhor respondeu: «Em atenção a esses dez, não destruirei a cidade».

 

20-21 «O clamor que chegou até Mim…» Desta expressão procede a catalogação nos catecismos do pecado de homossexualidade ou sodomia como um «pecado que brada aos Céus», dada a sua especial gravidade, contra a natureza: «o seu pecado é tão grave…» «Vou descer, para verificar…» Trata-se dum antropomorfismo que empresta grande colorido e vivacidade ao relato, e que caracteriza a tradição javista. Esta maneira de falar de Deus à maneira humana põe aqui em evidência a justiça divina que não pune sem o pleno conhecimento da causa.

23-32 «Cinquenta… quarenta e cinco… quarenta… trinta… vinte… dez». Chamamos a atenção para a mentalidade de responsabilidade colectiva, corrente em Israel, que está na base do episódio, segundo a qual também os inocentes têm de sofrer o castigo juntamente com os culpados: para não haver castigo era uma questão de um relativo número de inocentes. O relato deixa ver que Deus não castiga o inocente junto com o pecador, como pensava Abraão; esta verdade da responsabilidade individual há-de ser bem vincada nos Profetas (cf. Jer 31, 29-30; Ez 18, 1-32). De qualquer modo, não deixa de ser enternecedor este diálogo, esta oração de intercessão ao Senhor, toda repassada de confiança e santo temor, perseverança, humildade e audácia santa. Se Deus não precisa das nossas insistências para nos atender, nós precisamos de nos colocar no nosso lugar de pedintes, para nos dispormos, com a nossa impertinência, a receber os dons que Deus tem para nos dar (cf. a parábola do «amigo impertinente» do Evangelho de hoje).

 

Salmo Responsorial    Sl 137 (138), 1-3.6-8 (R. 3a)

 

Monição: Este salmo é um poema de louvor e traduz a alegria dos crentes, que fazem a experiência da misericórdia divina. Em comunhão com toda a Igreja, cantemos: «quando vos invoco sempre me atendeis, Senhor!»

 

Refrão:         Quando Vos invoco, sempre me atendeis, Senhor.

 

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,

porque ouvistes as palavras da minha boca.

Na presença dos Anjos hei-de cantar-Vos

e adorar-Vos, voltado para o vosso templo santo.

 

Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade,

porque exaltastes acima de tudo o vosso nome e a vossa promessa.

Quando Vos invoquei, me respondestes,

aumentastes a fortaleza da minha alma.

 

O Senhor é excelso e olha para o humilde,

ao soberbo conhece-o de longe.

No meio da tribulação Vós me conservais a vida,

Vós me ajudais contra os meus inimigos.

 

A vossa mão direita me salvará,

o Senhor completará o que em meu auxílio começou.

Senhor, a vossa bondade é eterna,

não abandoneis a obra das vossas mãos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo apresenta o fundamento da eficácia da Oração litúrgica da Igreja: a morte e a ressurreição de Jesus.

 

Colossenses 2, 12-14

Irmãos: 12Sepultados com Cristo no baptismo, também com Ele fostes ressuscitados pela fé que tivestes no poder de Deus que O ressuscitou dos mortos. 13Quando estáveis mortos nos vossos pecados e na incircuncisão da vossa carne, Deus fez que voltásseis à vida com Cristo e perdoou-nos todas as nossas faltas. 14Anulou o documento da nossa dívida, com as suas disposições contra nós; suprimiu-o, cravando-o na cruz.

 

1 «Sepultados… ressuscitados…» Cf. Rom 6, 3-4, onde S. Paulo faz apelo ao simbolismo do Baptismo por imersão: simbolizava a morte e a sepultura para o pecado, no gesto de se ficar submerso na água; o subsequente acto de emergir da água simbolizava a Ressurreição, a vida nova que o cristão tem de viver em união com Cristo ressuscitado. Mas esta morte e ressurreição do Cristo não são uma mera metáfora, são uma realidade sobrenatural, são o mistério da vida cristã, uma vida em Cristo.

14 «Anulou o documento». A nossa sugere uma possível interpretação desta difícil passagem, tendo em conta uma tradição rabínica, segundo a qual os pecados das pessoas ficavam escritos num livro divino de registos; este documento era redigido a partir das transgressões da Lei «com as suas disposições contra nós». Mas Deus, ao perdoar-nos todas as nossas faltas (v. 13), «anulou o documento da nossa dívida»: «Suprimiu-o, cravando cravando-o na Cruz». Com esta imagem de cravar na Cruz exprime-se a destruição radical e definitiva salvação, por força da Morte redentora de Cristo.

 

Aclamação ao Evangelho        Rom 8, 15bc

 

Monição. Aclamemos Jesus Cristo, que nos ensina a orar.

 

Aleluia

 

Cântico: J. Duque, NRMS 21

 

Recebestes o espírito de adopção filial;

nele clamamos: «Abba, ó Pai».

 

 

Evangelho

 

São Lucas 11, 1-13

Naquele tempo, 1estava Jesus em oração em certo lugar. Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João Baptista ensinou também os seus discípulos». 2Disse-lhes Jesus: «Quando orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso reino; 3dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência; 4perdoai-nos os nossos pecados, porque também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixeis cair em tentação’». 5Disse-lhes ainda: «Se algum de vós tiver um amigo, poderá ter de ir a sua casa à meia-noite, para lhe dizer: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6porque chegou de viagem um dos meus amigos e não tenho nada para lhe dar’. 7Ele poderá responder lá de dentro: ‘Não me incomodes; a porta está fechada, eu e os meus filhos estamos deitados e não posso levantar-me para te dar os pães’. 8Eu vos digo: Se ele não se levantar por ser amigo, ao menos, por causa da sua insistência, levantar-se-á para lhe dar tudo aquilo de que precisa. 9Também vos digo: Pedi e dar-se-vos-á; procurai e encontrareis; batei à porta e abrir-se-vos-á. 10Porque quem pede recebe; quem procura encontra e a quem bate à porta, abrir-se-á. 11Se um de vós for pai e um filho lhe pedir peixe, em vez de peixe dar-lhe-á uma serpente? 12E se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á um escorpião? 13Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!».

 

1 «Em certo lugar». Uma antiga tradição, que deu origem à igreja do Pai-Nosso, identifica este lugar com o Monte das Oliveiras. No claustro dessa basílica constantiniana pode-se ler o Pai-Nosso em enorme quantidade de línguas, entre as quais o português.

2 «Quando orardes, dizei». A fórmula de S. Lucas é mais pequena: apenas 5 petições das 7 de Mt 6, 9-13. A diversidade dos contextos poderá favorecer a opinião de que Jesus possa ter, por várias vezes, ensinado uma fórmula não literalmente idêntica. No entanto, a maioria dos exegetas modernos inclina-se para que as duas versões da oração dominical remontem a uma única fórmula básica primitiva, mais próxima da de Lucas. Na vida da Igreja, se difundiu a fórmula mais longa de Mateus.

5-8 A parábola do amigo importuno introduz o ensinamento de Jesus sobre o valor e a eficácia da oração confiada e persistente também Eu vos digo»: vv. 9-13) – «Batei à porta, e abrir-se-vos-á». O Catecismo da Igreja Católica, nº 2613, comenta: «àquele que assim ora, o Pai celeste «dará tudo quanto necessita», e dará, sobretudo, o Espírito Santo, que encerra todos os dons»

 

Sugestões para a homilia

 

Poder da oração

 Pedi e recebereis

O poder da oração

Há dois temas que se entrelaçam nas leituras que acabámos de escutar: a súplica do homem que se eleva até ao Céu e a misericórdia divina que desce sobre a terra! O salmo responsorial, sintetiza este movimento. Com alegria e gratidão acabámos de cantar: «quando vos invoco, sempre me atendeis, Senhor!» Pela oração os nossos pedidos sobem ao coração de Deus, que nos atende, fazendo descer sobre nós as suas graças.

Na primeira leitura temos o exemplo inesquecível de Abraão. O Catecismo – Compêndio, nº 536, apresenta Abraão como modelo de oração porque caminhava na presença de Deus, escutava-O e obedecia-Lhe! Neste caso, intercede pelos habitantes de Sodoma. Ficamos encantados com a ousadia e a humildade da sua oração! Que confiança em Deus! Que solicitude pelos homens! Dialogando com Deus, a quem trata como seu Senhor, vai diminuindo gradualmente o número de pessoas justas que pensa que existam nessa cidade. Começa com cinquenta, depois vai diminuindo até chegar apenas a dez! «Se o meu Senhor não levar a mal… talvez apenas se encontrem lá dez justos!» Com benevolência Deus vai aceitando a redução do número.

Esta página bíblica do Antigo Testamento ficou como um monumento, recordando aos crentes de todos os tempos o poder da oração humilde e confiante: «Em atenção a esses dez justos não destruirei a cidade!» Como não havia lá nem sequer dez justos, Deus salvou Lot e sua família, convidando-os a sair da cidade corrompida.

Pedi e recebereis

No Novo Testamento a misericórdia divina é ainda mais visível. Um só justo, Jesus, salvou não apenas duas cidades, ou um povo, mas toda a humanidade! Tendo em conta a Paixão de Cristo, S. Paulo afirma na segunda leitura: «Deus perdoou-nos, anulando o documento em que estavam escritos os nossos pecados, cravando-o na Cruz!»

No Evangelho, a pedido dos Apóstolos, Jesus ensina-nos a orar. Abraão era amigo de Deus e tratava-O por seu Senhor. Jesus autoriza-nos a tratarmos Deus com o nome de Pai. Certamente Deus gostou da oração ousada de Abraão. Agora, quanto mais agradável Lhe será a nossa oração cheia de confiança filial! «Quando orardes dizei: Pai! Santificado seja o vosso nome! Venha o vosso reino!» A oração é um trato de amizade, como diz o Catecismo-Compêndio: «A oração cristã é relação pessoal e viva dos filhos de Deus com o Pai infinitamente bom, com seu Filho e com o Espírito Santo que habita neles.»(534) Através dela apresentamos os nossos pedidos em favor de toda a humanidade. Com a Parábola do amigo importuno, Jesus ensina-nos a ser ousados, perseverantes, insistentes, podemos imitar Abraão! Não tenhamos medo de incomodar o Céu, pois Jesus recomenda: «Pedi! Batei! Recebereis!» «O Pai celeste dará o Espírito Santo àqueles que Lh’O pedem». Noutra passagem Jesus declara solenemente: «Em verdade, em verdade vos digo: tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome Ele vo-lo concederá! Pedi e recebereis para que a vossa alegria seja completa» (Jo 16, 23-24)

 

Fala o Santo Padre

 

«A verdadeira riqueza consiste em reconhecer o primado de Deus na nossa vida.»

 

1. Neste Domingo, a liturgia volta a propor-nos o ensinamento de Jesus sobre a verdadeira riqueza: ela não é constituída pelos bens materiais, mas é espiritual, e consiste em reconhecer o primado de Deus na nossa vida, deixando-nos conduzir, com todas as escolhas quotidianas, pelo seu Evangelho. Para a multidão que o segue, Jesus explica que é insensato «quem acumula tesouros para si, mas não é rico diante de Deus» (cf. Lc 12, 21).

2. Caríssimos Irmãos e Irmãs! Uma testemunha singular e um exemplo eloquente desta «riqueza» espiritual é Maria, que se define «serva» do Senhor, e se abandona totalmente à vontade divina. Que a Virgem Maria nos oriente no caminho árduo mas libertador da santidade cristã, fonte de paz e de alegria interiores. […]

 

João Paulo II, Angelus, 1 de Agosto de 2004

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Supliquemos a Deus que inspire a nossa oração e

Peçamos pelo nosso mundo:

 

Senhor, abençoai o vosso povo!

 

1.       Pela Santa Igreja

para que anuncie fielmente Jesus Cristo,

que nos amou e se entregou por nós, morrendo na cruz, oremos.

 

2.  Para que os missionários e todos os consagrados

sintam a presença da Mãe de Jesus,

E com Ela peçam ao Pai o Espírito Santo, o Bem supremo, oremos.

 

3   Pelos pobres, que batem a nossa porta;

pelos doentes e pelos que sofrem,

para que sejam  ajudados, oremos.

 

4.  Por todos os nossos familiares, amigos e benfeitores que já partiram,

para que descansem em paz, oremos.

 

Suba até Vós, Senhor a oração dos vossos filhos

e desça sobre nós a vossa bênção, por Jesus Cristo,

vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons que recebemos da vossa generosidade e trazemos ao vosso altar, e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam às alegrias eternas. Por Nosso Senhor...

 

Santo: J. Santos, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Abraão pediu pelo seu mundo. Imitemos o santo Patriarca e rezemos com o Evangelho «Pai Santo, lembrai-vos que de tal modo amastes o mundo que nos enviastes o Vosso Filho Único. Não para o condenar mas para salvar!» (Cf Jo 3, 16-17)

 

Cântico da Comunhão: Eu estou, á porta chamo, F. Silva, NRMS 22

Salmo 102, 2

Antífona da comunhão: Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças os seus benefícios.

 

Ou

Mt 5, 7-8

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

 

Cântico de acção de graças: Cantarei ao Senhor por tudo, F. Silva, NRMS 70

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento, memorial perene da paixão do vosso Filho, fazei que este dom do seu amor infinito sirva para a nossa salvação. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A Palavra que escutámos lembra-nos o dever de orar uns pelos outros. O valor do homem não se mede apenas pela sua riqueza, posição social, fama, saber, ou poder. Se somos pessoas de oração, somos cristãos autênticos, porque imitamos Jesus intercede continuamente por nós. «Quem reza salva o mundo!»

 

Cântico final: Exultai de alegria no Senhor, F. Silva, NRMS 87

 

 

Homilias Feriais

 

17ª SEMANA

 

feira, 30-VII: Defesa da dignidade humana.

Ex 32, 15-24. 30-34 / Mt 13, 31-35

As tábuas eram obra de Deus; a escrita era letra de Deus, gravada nas tábuas.

Nas tábuas encontramos as palavras de Deus, que indicam as condições duma vida humana vivida plenamente. «Por isso, é que estas duas tábuas são chamadas ‘o testemunho’ (cf. Leit). De facto, elas contêm as cláusulas da Aliança concluída entre Deus e o seu povo» (CIC, 2058).

Como o grão de mostarda (cf. Ev) cresce e se desenvolve assim teremos que fazer nós: «O alimento da verdade (a palavra de Deus) leva-nos a denunciar as situações indignas do ser humano…e dá-nos nova força e coragem para trabalhar sem descanso na edificação da civilização do amor» (SC, 90).

 

feira, 31-VII: Discernir o que é bom e agradável a Deus.

Ex. 33, 7-11 -34, 5-9. 28 / Mt. 13, 36-43

A boa semente são os filhos do Reino, o joio são os filhos do Maligno e o inimigo que o semeou é o demónio.

Esta parábola do trigo e do joio continua a ser de grande actualidade: junto com a cultura, fruto do cristianismo, há uma nova cultura influenciada pelos meios de comunicação social.

Para mudar esta forma de viver e de pensar, somos convidados a viver a espiritualidade eucarística: «Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito» (Rom 12, 2).

 

feira, 1-VIII: O Sacrário e a edificação do reino de Deus.

Ex 34, 29-35 / Mt 13, 44-46

O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o achou…foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo.

Para entrar no Reino, Jesus exige «uma opção radical: para adquirir o Reino é preciso dar tudo. As palavras não bastam, exigem-se actos» (CIC, 546)

Para isso precisamos ir buscar forças junto de Deus. Moisés ia à presença do Senhor, falar com Ele na Tenda do Encontro (cf. Leit). Nós podemos fazer o mesmo indo aos Sacrários das igrejas. Jesus espera a nossa visita, que é uma prova de gratidão, sinal de amor e dever de adoração ao Senhor, ali presente. Lá encontraremos sempre paz e saímos transformados como Moisés, para continuarmos a tarefa da edificação do Reino.

 

feira, 2-VIII: Acompanhar Jesus no Sacrário.

Ex 40, 16-21. 34-38 / Mt 13, 47-53

A nuvem do Senhor estava de dia sobre o Tabernáculo e, de noite, havia nele um fogo.

«A nuvem e a luz. Estes dois símbolos são inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo. Desde as teofanias do Antigo Testamento, a nuvem, umas vezes escura, outras luminosa, revela o Deus vivo e salvador…: a Moisés no monte Sinai, na Tenda da reunião e durante a marcha pelo deserto (cf. Leit)» (CIC, 697).

Procuremos a presença do Senhor no Sacrário: «Aí, desde esse lugar de trabalho, faz com que o teu coração se escape até ao sacrário, junto ao Sacrário, para lhe dizeres, sem fazer coisas esquisitas: Meu Jesus, amo-te» (S. Josemaria).

 

feira, 3-VIII: importância do dia do Senhor.

Lev 23, 1. 14. 15-16. 27. 34-37 / Mt 13, 54-58

No oitavo dia, tereis uma assembleia sagrada: haveis de apresentar ao Senhor um sacrifício… não fareis qualquer trabalho servil.

Procuremos esforçar-nos por viver bem o dia do Senhor. «Com efeito, a vida de fé corre perigo quando se deixa de sentir desejo de participar na celebração eucarística em que se faz memória de vitória (SC, 73). O Domingo não pode ficar um dia vazio de Deus.

Além disso, este dia há-de ajudar-nos a viver melhor o resto da semana: «Deste dia, com efeito, brota o sentido cristão da existência e uma nova maneira de viver o tempo, as relações, o trabalho, a vida e a morte» (SC, 73).

 

Sábado, 4-VIII: Coerência eucarística e consequências.

Lev 25, 1. 8-17 / Mt 14, 1-12

Herodes mandara prender João e algemá-lo numa cadeia, por causa de Herodíade…É que João dizia a Herodes: Não podes tê-la contigo.

João Baptista foi martirizado por defender a verdade do Evangelho sobre o casamento indissolúvel (cf. Ev).

Precisamos viver a coerência eucarística, isto é, o acto de culto há-de ter consequências nas nossas relações sociais. Isto significa uma especial responsabilidade à hora «de tomar decisões sobre valores fundamentais como o respeito e defesa da vida humana desde a concepção até á morte natural, a família fundada sobre o matrimónio entre um homem e uma mulher, a liberdade da educação dos filhos… Estes valores não são negociáveis» (SC, 83).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:              José Roque

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:      Nuno Romão

Sugestão Musical:   Duarte Nuno Rocha

 


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