16º Domingo Comum

22 de Julho de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Povos da terra, cantai hinos, S. Marques, NRMS 55

Salmo 53, 6.8

Antífona de entrada: Deus vem em meu auxílio, o Senhor sustenta a minha vida. De todo o coração Vos oferecerei sacrifícios, cantando a glória do vosso nome.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Senhor concedeu-nos o dom da vida. E nós queremos oferecê-la ao Senhor.

A Missa de cada domingo ajuda-nos a viver como bons cristãos. Sem ela a nossa vida não teria sentido. Participemos fervorosamente. O Senhor quer a nossa felicidade. Acolhamo-l’O em nosso coração.

 

Oração colecta: Sede propício, Senhor, aos vossos servos e multiplicai neles os dons da vossa graça, para que, fervorosos na fé, esperança e caridade, perseverem na fiel observância dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor ...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Ao acolher Deus na sua vida, Abraão diz-nos que só n’Ele alcançaremos a Salvação.

 

Génesis 18, 1-10a

Naqueles dias, 1o Senhor apareceu a Abraão junto do carvalho de Mambré. Abraão estava sentado à entrada da sua tenda, no maior calor do dia. 2Ergueu os olhos e viu três homens de pé diante dele. Logo que os viu, deixou a entrada da tenda e correu ao seu encontro; prostrou-se por terra e disse: 3«Meu Senhor, se agradei aos vossos olhos, não passeis adiante sem parar em casa do vosso servo. 4Mandarei vir água, para que possais lavar os pés e descansar debaixo desta árvore. 5Vou buscar um bocado de pão, para restaurardes as forças antes de continuardes o vosso caminho, pois não foi em vão que passastes diante da casa do vosso servo». Eles responderam: «Faz como disseste». 6Abraão apressou-se a ir à tenda onde estava Sara e disse-lhe: «Toma depressa três medidas de flor da farinha, amassa-a e coze uns pães no borralho». 7Abraão correu ao rebanho e escolheu um vitelo tenro e bom e entregou-o a um servo que se apressou a prepará-lo. 8Trouxe manteiga e leite e o vitelo já pronto e colocou-o diante deles; e, enquanto comiam, ficou de pé junto deles debaixo da árvore. 9Depois eles disseram-lhe: «Onde está Sara, tua esposa?». Abraão respondeu: «Está ali na tenda». 10aE um deles disse: «Passarei novamente pela tua casa daqui a um ano e então Sara tua esposa terá um filho».

 

A Liturgia de hoje propõe-nos a hospitalidade de Abraão em função daquela outra hospitalidade das irmãs de Lázaro, também oferecida ao Senhor. Porém, à sombra do carvalho de Mambré (um pouco a Norte de Hebron), não se podia dizer, com propriedade, que Deus comia, ao passo que, quando Jesus tomava os manjares cuidadosamente preparados por Marta, era o próprio Deus que comia, em virtude do mistério da Incarnação.

2 «Viu três homens». Nesta misteriosa teofania, cujo relato fortemente antropomórfico evi­dencia a tradição javista, Deus aparece «em forma humana» não sendo reconhecido logo à primeira. O Senhor vem acompanhado de outras duas figuras, igualmente de forma humana, dois anjos, segundo adiante se diz (19, 1). Abraão tem para com os caminheiros uma magnífica hospitalidade (vv. 4-8), de estilo oriental, enquanto lhes vai reconhecendo, pouco a pouco, o carácter sobrenatural (vv. 9.13.14).

3 «Meu Senhor…» Abraão dirigia-se àquele que lhe perece ser o chefe da comitiva. Muitos Padres, fazendo uma exegese espiritual, viram aqui um prenúncio da futura revelação da SS. Trindade: é célebre a frase de Santo Hilário «tres vidit et unum adoravit» («viu três e adorou um»).

10 «Daqui a um ano», à letra, «no tempo da vida» (ka‘et hayyáh), que alguns traduzem «daqui a nove meses» (o tempo da gravidez).

 

Salmo Responsorial    Sl 14 (15), 2-3a.3cd-4ab.5 (R. 1a)

 

Monição: Para vivermos sempre com o Senhor afastemos o pecado e pratiquemos o bem.

 

Refrão:         Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?

 

Ou:                Ensinai-nos, Senhor:

quem habitará em vossa casa?

 

O que vive sem mancha e pratica a justiça

e diz a verdade que tem no seu coração

e guarda a sua língua da calúnia.

 

O que não faz mal ao seu próximo,

nem ultraja o seu semelhante,

o que tem por desprezível o ímpio,

mas estima os que temem o Senhor.

 

O que não falta ao juramento mesmo em seu prejuízo

e não empresta dinheiro com usura,

nem aceita presentes para condenar o inocente.

Quem assim proceder jamais será abalado.

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Paulo, desde que encontrou o Senhor, nunca mais se cansou de anunciá-l’O em todo o mundo. Agora, no Céu, inspira-nos a difundirmos na Terra a Boa Nova da Salvação.

 

Colossenses 1, 24-28

Irmãos: 24Agora alegro-me com os sofrimentos que suporto por vós e completo na minha carne o que falta à paixão de Cristo, em benefício do seu corpo que é a Igreja. 25Dela me tornei ministro, em virtude do cargo que Deus me confiou a vosso respeito, isto é, anunciar em plenitude a palavra de Deus, 26o mistério que ficou oculto ao longo dos séculos e que foi agora manifestado aos seus santos. 27Deus quis dar-lhes a conhecer as riquezas e a glória deste mistério entre os gentios: Cristo no meio de vós, esperança da glória. 28E nós O anunciamos, advertindo todos os homens e instruindo-os em toda a sabedoria, a fim de os apresentarmos todos perfeitos em Cristo.

 

24 «Completo». O verbo grego (ant-ana-plêrô), sendo composto de duas preposições que lhe enriquecem o significado, é difícil de traduzir em toda a sua expressividade: «antí» encerra a ideia de «em vez de (outrem)»; «aná», a ideia de «até cima» (isto é, a transbordar). Há pois uma realidade inacabada que há que completar plenamente («até cima»). S Paulo não diz que a obra da Salvação, enquanto Redenção objectiva, não tenha sido perfeita, ou lhe falte algo para atingir o seu valor intrínseco, mas deixa ver como ele próprio tem uma missão a cumprir plenamente em benefício da Igreja, isto é, em ordem à salvação das almas, e esta missão tem de a levar a cabo «em vez de» alguém, que é Cristo, de quem se tornou «ministro» (v. 23) e «embaixador» (cf. 2 Cor 5, 20). E, neste sentido, há algo que falta à «paixão de Cristo». A palavra traduzida por «paixão» é expressa em grego por um termo que nunca aparece no Novo Testamento aplicado à Paixão de Jesus: «thlípsai» (tribulações). E que tribulações de Cristo são estas? São as que Cristo sofreu na sua vida mortal, ou as que sofrem os cristãos, membros do Corpo (místico) de Cristo? Uns, seguindo os Padres Gregos, pensam que se deve entender a expressão referida aos próprios padecimentos de Jesus, não no sentido de que tivesse faltado algo à sua Paixão para poder redimir os homens, mas no sentido de que Deus conta com o sacrifício e a colaboração dos homens para aplicar a todas as pessoas os méritos da Redenção (Redenção subjectiva), o que está de acordo com 1 Cor 3, 5-15; 4, 1-5; segundo esta opinião, S. Paulo quer dizer que é à própria Paixão de Cristo que falta a nossa quota parte (para que os seus méritos sejam aplicados). Outros, seguindo Santo Agostinho, entendem por «tribulações de Cristo» as tribulações padecidas pelos membros do seu Corpo Místico, pois a Paixão de Cristo continua-se nos membros da Igreja que sofrem em união com Cristo; em favor desta opinião está o termo grego que, como disse, nunca se aplica à Paixão de Jesus. De qualquer modo, exprime-se sempre neste texto uma realidade misteriosa e sobrenatural: é que temos uma missão a levar a cabo – completar em benefício de Igreja –, a favor da salvação de todos, «com os sofrimentos que suporto»; e esta missão é co-redentora.

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Lc 8, 15

 

Monição: Marta e Maria acolheram Jesus. As suas vidas ficaram transformadas. Acolhamos nós também o Senhor e sentiremos como é bom caminharmos com Ele.

 

Aleluia

 

Cântico: F. Silva, NRMS 46

 

Felizes os que recebem a palavra de Deus

de coração sincero e generoso e produzem fruto pela perseverança.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 10, 38-42

Naquele tempo, 38Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa. 39Ela tinha uma irmã chamada Maria, que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. 40Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço. Interveio então e disse: «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que venha ajudar-me». 41O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, 42quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada».

 

38 «Entrou em certa povoação». É razoável pensar que se trata de Betânia, «aldeia de Maria e de Marta» (Jo 11, 1; 12, 1-3), situada na vertente oriental do Monte das Oliveiras, a cerca de uns 3 km a leste de Jerusalém, hoje chamada El-azariye (isto é, a terra de Lázaro). Só S. Lucas relata este verdadeiro «idílio familiar», o que denota quanto Jesus era amigo daqueles três irmãos; o facto de omitir o nome da aldeia pode dever-se a querer evitar apresentar Jesus já em Jerusalém ainda antes de terminar a secção da «grande viagem» rumo a Jerusalém.

41 «Marta, Marta, andas inquieta e agitada…» Marta é quem recebe Jesus como verdadeira dona de casa, activa, cuidando todos os pormenores: Maria é uma «alma interior», contemplativa, silenciosa. O génio activo de Marta, obcecado pelo cuidado de preparar para Jesus um bom acolhimento, entra em choque com a aparente inactividade contemplativa da irmã e este choque toma a forma dum protesto dirigido a Jesus, que parecia favorecer a inactividade da irmã: «Senhor, não te importas…» (v. 40). Mas Jesus dá razão a Maria! A única coisa necessária é privar com o Mestre, estar atento às suas palavras. Esta única coisa necessária parece ter, pois, um sentido espiritual já na própria intenção de Jesus ao falar; não se trata de uma só coisa (para comer), como se Jesus quisesse apenas dizer: um prato chega. Alguns tradu­zem «há necessidade de poucas coisas, ou melhor, uma só», baseados em códices de muito valor. Neste caso, nas palavras de Jesus, haveria a passagem de um sentido material – «poucas coisas» – para um sentido espiritual – «uma só». No texto original, a parte escolhida por Maria é designada como «a boa porte», o que deixa ver uma suave censura à preocupação de Marta, não porque seja reprovável preparar uma boa refeição a Jesus, mas sim o dar a este trabalho um valor exagerado, pois os seus discípulos não devem andar «inquietos» com as coisas de comer e de beber, mais do que com as coisas do Reino de Deus (cf. Lc 12, 29-31; Mt 6, 25-34).

 

Sugestões para a homilia

 

O Senhor está connosco

O Senhor convida-nos ao apostolado

O Senhor está connosco

Há cem anos quem pensava em nós?!... Ninguém, nem os nossos próprios pais. Mas Deus já nos tinha presentes no Seu Amor. Sabia exactamente o dia e a hora do nosso nascimento.

Como Lhe devemos agradecer o dom da vida, servindo-O e amando-O como Marta e Maria (Evangelho)! Assim nos santificamos através do trabalho e da oração.

Ajoelhemos reverentes diante do Sacrário. Participemos com fervor na Santa Missa. Recebamos o Senhor na Sagrada Comunhão.

Permaneçamos unidos ao Senhor em cada dia, confiando-Lhe tudo aquilo que nos preocupa. Ele quer ajudar-nos, Ele quer abençoar-nos, Ele quer santificar-nos.

Vamos ao Seu encontro e teremos a Verdade que não engana, a Alegria que nos faz sorrir, a Paz que nosso coração anseia.

Não é preciso ir longe para encontrar o Senhor. Ele está sempre de braços abertos para nos receber. Avivemos a nossa Fé como Abraão (Primeira Leitura). Vale a pena experimentar esta realidade que dará um sentido novo à nossa vida.

O Senhor convida-nos ao apostolado

A nossa união com Cristo dá-nos força e coragem para O anunciarmos ao mundo como São Paulo (Segunda Leitura).

Há tanta guerra, tantos atentados, tantos crimes no mundo! Façamos o que estiver ao nosso alcance para conseguirmos de Deus o dom da Paz.

Há tantas crianças que não chegam a nascer, vítimas do aborto, no mundo! Procuremos defendê-las fazendo tudo o que for possível para que vivam a fim de encherem de beleza, encanto e ternura as famílias, as igrejas, as escolas, as freguesias, Portugal e o mundo inteiro.

Há tanto sofrimento no mundo! Digamos aos que sofrem para não desanimarem. Lembrem-se que Jesus morreu na Cruz para nos salvar. É nos momentos de dor que descobrimos a missão de colaborarmos com o Senhor na salvação do Seu Povo.

Há tanto ódio no mundo! Com ele surgem a inveja, o ciúme e a vingança...A vida é tão breve. Porque não aproveitá-la para fazer bem aos outros, para amar a todos como Deus nos ama?!

Há tanta agitação, tanta pressa, tanta ansiedade no mundo! Paremos para saber escutar, apontando caminhos de esperança no futuro.

Há tanta procura da felicidade no mundo! As pessoas pensam encontrá-la no dinheiro, no prazer sem sentido, no pecado!... E cada vez se sentem mais pobres, mais tristes, mais angustiadas...Ajudemo-las a encontrar o Senhor e não precisarão de mais nada para serem felizes.

Maria é Mãe que nos ama e acompanha. Com Ela teremos a certeza da Salvação.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus todo-poderoso,

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração

 

1.  Pela Santa Igreja, presente no mundo

para o iluminar com a Palavra do Senhor

que será para todos caminho de Salvação,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos  povos em guerra e que desejam a Paz,

pelas vítimas dos atentados e que desejam a segurança,

pelas pessoas  perseguidas e que desejam a liberdade,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelas crianças que são o nosso encanto,

pelos jovens que são a esperança dum mundo novo,

pelos cristãos que se sentem chamados ao apostolado,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos doentes que precisam da nossa companhia,

pelos profissionais de saúde que se dedicam generosamente aos que sofrem,

pelos hospitais e clínicas ao serviço da vida,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos pecadores que o Senhor quer converter e salvar,

pelos nossos familiares e amigos falecidos,

pelas almas que se purificam no Purgatório a caminho do Céu,

oremos, irmãos.

 

6.  Por todos nós que desejamos ser felizes apesar das incertezas da vida

e nos decidimos a caminhar ao encontro do Senhor

que sacia plenamente a nossa ânsia  de felicidade,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-vos atender as nossas súplicas

e conceder-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Os dons que vos trazemos, F. Silva, NRMS 4(II)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que levastes à plenitude os sacrifícios da Antiga Lei no único sacrifício de Cristo, aceitai e santificai esta oblação dos vossos fiéis, como outrora abençoastes a oblação de Abel; e fazei que os dons oferecidos em vossa honra por cada um de nós sirvam para a salvação de todos. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Todos desejamos viver eternamente com o Senhor. Recebendo o Pão da Vida jamais morreremos. Vivamos em Graça para que possamos receber sempre o Senhor na Comunhão! Aproveitemos este momento para experimentarmos um pouco o que será a nossa felicidade futura no Céu.

 

Cântico da Comunhão: Quem disser: «Eu amo a Deus», F. Silva, NRMS 73-74

cf. Salmo 110, 4-5

Antífona da comunhão: O Senhor misericordioso e compassivo instituiu o memorial das suas maravilhas, deu sustento àqueles que O temem.

 

Ou

Ap 3, 20

Eu estou à porta e chamo, diz o Senhor. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.

 

Cântico de acção de graças: Quanta alegria é para mim, H. Faria, NRMS 18

 

Oração depois da comunhão: Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei-nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Estamos felizes por termos encontrado o Senhor e O termos recebido em nosso coração. Com Maria Santíssima vamos levá-l’O agora a todos os que no mundo O querem amar para cumprirem a Sua vontade e assim alcançarem a graça da Salvação.

 

Cântico final: Seguros e fortes, F. Silva, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

16ª SEMANA

 

feira, 23-VII: S. Brígida: A aproximação da Europa de Deus.

Gal 2, 19-20 / Jo 15, 1-8

Quando alguém permanece em mim e Eu nele, esse é que dá muito fruto porque, sem mim, nada podeis fazer.

Recorramos à protecção de S. Brígida, Padroeira da Europa, para que todos nos aproximemos mais de Deus. Lembremo-nos que «Jesus conheceu-nos e amou-nos, a todos e a cada um, durante a sua vida, a sua agonia e a sua paixão, entregando-se por cada um de nós (cf. Leit)» (CIC, 478).

Ajudaremos a recristianizar a Europa se estivermos muito unidos a Jesus: «Jesus fala duma comunhão ainda mais íntima entre Ele e os que O seguem (cf. Ev)» (CIC, 787). A comunhão eucarística é um excelente meio para alcançarmos esta comunhão íntima.

 

feira, 24-VII: A escuta da palavra de Deus.

Ex 14, 21- 15, 1 / Mt 12, 46-50

Pois todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Todos temos a imensa alegria de podermos pertencer à família de Jesus, na medida em que cumprirmos a vontade divina. Jesus deu-nos exemplo, ao dizer: o meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou.

A vontade de Deus manifesta-se de muitos modos. Para a descobrirmos precisamos, primeiro, escutar o que Ele tem para nos dizer. Quando participamos na Eucaristia, podemos escutar o Senhor para pormos em prática o que Ele nos propõe e deseja da nossa vida. Acreditar no Senhor é escutar a sua palavra e pô-la em prática.

 

feira, 25-VII: S. Tiago: Oferecimento da nossa existência.

2 Cor 4, 7-15 / Mt 20, 20-28

Não sabeis o que estais a pedir. Podeis beber o cálice que eu estou para beber? Eles responderam-lhe: Podemos!

De facto, anos mais tarde, S. Tiago foi o primeiro dos Apóstolos a dar a vida pelo Evangelho (cf. Oração). «’Podeis beber o cálice?’ O Senhor sabia que poderiam imitar a sua paixão e, no entanto, pergunta-lhes porque as coisas de muito valor não se conseguem a não ser por um preço muito elevado» (S. João Crisóstomo).

Recebemos igualmente um convite para a celebração eucarística. Ofereçamos ao Senhor a nossa vida, pois essa participação exige a oferta da nossa existência. A Igreja oferece o sacrifício de Cristo, oferecendo-se juntamente com Ele (cf. SC, 52).

 

feira, 26-VII: S. Joaquim e S. Ana: A herança que deles nasceu.

Sir 44, 1. 10-15 (aprop.) / Mt 13, 16-17 (aprop.)

Eles foram homens virtuosos e as suas obras justas não ficaram esquecidas. Na sua descendência permanece a excelente herança que deles nasceu.

Hoje é o dia para louvarmos os pais de Nª Senhora: Joaquim e Ana. Foram eles que trouxeram ao mundo a Mãe de Deus. Permaneceu a «excelente herança, que deles nasceu» (Leit).

Eles puderam ver Maria Santíssima, «a que encarnou a lógica da Eucaristia em toda a sua existência. ‘A Igreja, vendo em Maria o seu modelo, é chamada a imitá-la também na sua relação com este mistério santíssimo’. O pão eucarístico que recebemos é a carne imaculada do Filho. ‘Ave verum, corpus natum de Maria Virgine’» (MN, 31).

 

feira, 27-VII: O conhecimento da palavra de Deus e a Eucaristia.

Ex 20, 1-17 / Mt 13, 18-23

E o que recebeu a semente em boa terra é aquele que ouve a palavra e a entende.

O terreno, onde cai a semente divina (cf. Ev), é o mundo inteiro, é cada homem. A sementeira é generosa, feita com amor, mas o fruto depende, em boa parte, de cada um de nós. Devemos pedir ao Senhor para sermos muito constantes nos nossos propósitos, para não desistirmos facilmente perante as dificuldades.

A semente, a palavra de Deus, é a que recebemos directamente do Evangelho: «o conhecimento e o estudo da palavra de Deus permitem-nos valorizar, celebrar e viver melhor a Eucaristia» (SC, 45).

 

Sábado, 28-VII: A Eucaristia e a expiação do pecado.

Ex 24, 3-8 / Mt 13, 24-30

Moisés tomou o sangue…e disse-lhes: este é o sangue da Aliança que o Senhor concluiu convosco, de acordo com todas estas palavras.

«Todos os membros da Igreja…devem reconhecer-se pecadores. Em todos eles, o joio do pecado encontra-se misturado com a boa semente do Evangelho até ao fim dos tempos (cf. Ev)» (CIC, 827).

É necessária, pois, uma tarefa constante de purificação dos pecados. Mas a verdade é que «o pecado do ser humano ficou expiado, uma vez por todas, pelo Filho de Deus… No mistério pascal, realizou-se verdadeiramente a nossa libertação do pecado e da morte» (SC, 9)

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:              Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:      Nuno Romão

Sugestão Musical:   Duarte Nuno Rocha

 


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