13º Domingo Comum

1 de Julho de 2007

 

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus vive na sua morada santa, F. dos Santos, NRMS 38

cf. Salmo 46, 2

Antífona de entrada: Louvai o Senhor, povos de toda a terra, aclamai a Deus com brados de alegria.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Reunimo-nos para celebrar o Dia do Senhor, participando na entrega de Cristo no sacrifício da Cruz. Tanto amor de Deus exige de cada um de nós uma resposta de amor. Vamos estar atentos às exigências do amor, exigências que nos abrem os novos caminhos da autêntica liberdade de que hoje nos fala S. Paulo.

Reconheçamos que nem sempre estivemos à altura das exigências do Evangelho: «lançámos a mão ao arado», mas ficámos a «olhar para trás». Peçamos perdão ao Senhor… (pausa) e confessemos que somos pecadores: «Confesso a Deus... »

 

Oração colecta: Senhor, que pela vossa graça nos tornastes filhos da luz, não permitais que sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas permaneçamos sempre no esplendor da verdade. Por Nosso Senhor ...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Ouçamos como Eliseu se dispõe a continuar a missão do profeta Elias.

 

1 Reis 19, 16b.19-21

Naqueles dias, disse o Senhor a Elias: 16b«Ungirás Eliseu, filho de Safat, de Abel-Meola, como profeta em teu lugar». 19Elias pôs-se a caminho e encontrou Eliseu, filho de Safat, que andava a lavrar com doze juntas de bois e guiava a décima segunda. Elias passou junto dele e lançou sobre ele a sua capa. 20Então Eliseu abandonou os bois, correu atrás de Elias e disse-lhe: «Deixa-me ir abraçar meu pai e minha mãe; depois irei contigo». Elias respondeu: «Vai e volta, porque eu já fiz o que devia». 21Eliseu afastou-se, tomou uma junta de bois e matou-a; com a madeira do arado assou a carne, que deu a comer à sua gente. Depois levantou-se e seguiu Elias, ficando ao seu serviço.

 

O gesto com que Elias chama Eliseu como seu continuador na missão profética – «Lançou sobre ele a sua capa» (v. 19) – era deveras expressivo para um semita: a veste considerava-se como parte da personalidade. Elias, ao atirar o seu manto para cima de Eliseu agregava-o à sua própria missão divina de intrépido defensor do javismo. E este gesto foi decisivo para Eliseu; deixa definitivamente a sua vida de proprietário agricultor, a fim de seguir o mestre. O seu carácter firme e generoso ficou patente na atitude decidida de queimar (v. 21) os instrumentos de trabalho. No entanto, Elias permite ao seu discípulo ir abraçar o pai e a mãe (v. 20), mas, no Evangelho de hoje, vê-se como aquele que quer ser discípulo de Jesus não pode por qualquer restrição (cf. Lc 9, 61-62).

 

Salmo Responsorial    Sl 15 (16), 1-2a.5.7-11 (R. cf. 5a)

 

Monição: Com o Salmo 15, bendigamos o Senhor, cantando com alegria: «O Senhor é a minha herança!».

 

Refrão:         o senhor é a minha herança.

 

Guardai-me, Senhor, Vós sois o meu refúgio!

Digo ao meu Deus: «Vós sois o meu bem!

Sois Vós, Senhor, a parte da minha herança,

está nas Vossas mãos o meu destino».

 

Exaltarei o Senhor que me guia e me conduz,

que até de noite me adverte o coração.

O Senhor está sempre na minha presença,

com Ele a meu lado não vacilarei.

 

Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta;

repousa tranquilo todo o meu corpo.

Ele não me entregará às mãos da morte,

nem deixará o Seu servo conhecer a corrupção.

 

Ele me apontará o caminho da vida;

a seu lado viverei na plenitude da alegria.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Escutemos São Paulo que nos fala da verdadeira liberdade, que nunca pode ser um «pretexto para viver segundo a carne».

 

Gálatas 5, 1.13-18

Irmãos: 4, 31bFoi para a verdadeira liberdade que Cristo nos libertou. 5, 1Portanto, permanecei firmes e não torneis a sujeitar-vos ao jugo da escravidão. 13Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Contudo, não abuseis da liberdade como pretexto para viverdes segundo a carne; mas, pela caridade, colocai-vos ao serviço uns dos outros, 14porque toda a Lei se resume nesta palavra: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo». 15Se vós, porém, vos mordeis e devorais mutuamente, tende cuidado, que acabareis por destruir-vos uns aos outros. 16Por isso vos digo: Deixai-vos conduzir pelo Espírito e não satisfareis os desejos da carne. 17Na verdade, a carne tem desejos contrários aos do Espírito e o Espírito desejos contrários aos da carne. São dois princípios antagónicos e por isso não fazeis o que quereis. 18Mas se vos deixais guiar pelo Espírito, não estais sujeitos à Lei de Moisés.

 

4, 31 «Foi para a liberdade…», que a nossa tradução adjectivou: «a verdadeira» (um adjectivo que não aparece no texto original), isto é, para a liberdade que procede da Redenção. Cristo liberta-nos do pecado e do erro e também das prescrições da Antiga Lei mosaica (v. 18), dumas normas rituais e jurídicas que deixam de ter sentido para quem já foi redimido pelo Sangue de Jesus, pois eram prescrições preparatórias, «o pedagogo» que levava a Cristo (cf. Gal 3, 24). Certamente que S. Paulo não está a considerar aqui aquelas prescrições que correspondem à lei moral natural. «Não abuseis da liberdade como pretexto…» (v. 13): a liberdade não é permissivismo moral, nem libertinagem, não é estar livre de normas, de compromissos, para o bem e para a verdade. É-se livre para, por si próprio, responsavelmente, escolher a Verdade e o Bem, isto é, para amar e servir a Deus, em cuja posse está a felicidade autêntica. Fazer o mal é sinal de que se é livre, mas então usa-se a liberdade para se tornar escravo do mal. A liberdade não se basta a si mesma, pois é-se livre para alguma coisa: a liberdade precisa dum rumo, dum norte, dum compromisso, senão está-se à mercê do egoísmo, do comodismo, da preguiça, da sensualidade, etc., isto é, de todas as más tendências da nossa natureza caída, dos apetites desordenados da natureza ferida pelo pecado original, daquilo que S. Paulo aqui chama «a carne, os desejos da carne» (vv. 13.16.17). Esse rumo ou norte para a liberdade é o amor a caridade», v. 13), que nos leva a servir os outros sem nos sentirmos escravizados; e é «o espírito» (v. 16), quer no sentido de o Espírito Santo, (assim a Neovulgata, seguida pela tradução litúrgica, que usa a maiúscula), quer no sentido de o homem novo, regenerado pela graça, na nossa condição de «filhos adoptivos de Deus» (daí o espírito com minúscula na edição da Vulgata).

18 «Não estais sujeitos à Lei», isto é, não estais sob o regime da Lei de Moisés, mas no regime da graça que não só não nos tem sujeitos às prescrições judaicas, como também faz com que as próprias normas morais da Lei não nos tirem a liberdade, pois a graça nos conduz sem violência segundo desejos do Espírito.

 

Aclamação ao Evangelho        1 Sam 3, 9; Jo 6, 68c

 

Monição: Vamos estar atentos a Jesus que nos fala no Evangelho duma generosidade radical, que não admite calculismos egoístas. Ele dá-nos o exemplo de se «dirigir a Jerusalém», onde sabe que o espera o sacrifício supremo da sua vida. Aclamemos a palavra do Senhor.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Falai, Senhor, que o vosso servo escuta.

Vós tendes palavras de vida eterna.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 9, 51-62

51Aproximando-se os dias de Jesus ser levado deste mundo, Ele tomou a decisão de Se dirigir a Jerusalém e mandou mensageiros à sua frente. 52Estes puseram-se a caminho e entraram numa povoação de samaritanos, a fim de Lhe prepararem hospedagem. 53Mas aquela gente não O quis receber, porque ia a caminho de Jerusalém. 54Vendo isto, os discípulos Tiago e João disseram a Jesus: «Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu que os destrua?» 55Mas Jesus voltou-Se e repreendeu-os. 56E seguiram para outra povoação. 57Pelo caminho, alguém disse a Jesus: «Seguir-Te-ei para onde quer que fores». 58Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm as suas tocas e as aves do céu os seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça». 59Depois disse a outro: «Segue-Me». 60Ele respondeu: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai». 61Disse-lhe Jesus: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos; tu, vai anunciar o reino de Deus». Disse-Lhe ainda outro: «Seguir-Te-ei, Senhor; mas deixa-me ir primeiro despedir-me da minha família». 62Jesus respondeu-lhe: «Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus».

 

É aqui (neste v. 51) que começa a segunda parte do ministério de Jesus, com a grande viagem para Jerusalém (Lc 9, 51 – 19, 28), muito mais extensa que nos Sinópticos, pois engloba quase 10 capítulos e com vários relatos exclusivos do III Evangelho.

52 «Samaritanos». Procediam da mistura de israelitas com colonos assírios mandados para a Samaria por Sargão II, em substituição dos exilados após o fim do Reino do Norte com a queda de Samaria em 721. A sua religião era híbrida, pois, embora admitissem o Pentateuco, tinham certas práticas supersticiosas e não aceitavam o Templo de Jerusalém como único santuário para a oferta dos sacrifícios. Havia uma grande incompatibilidade com os judeus que ainda hoje se mantém, embora os samaritanos tendam a desaparecer (não chegam a um milhar).

57-62 Lucas é o Evangelista que mais põe em relevo a radicalidade do seguimento de Cristo. «Lançar as mãos ao arado» é dedicar-se a trabalhar no Reino de Deus. «Olhar para trás» é a falta de decisão, como também o cálculo humano para avaliar com mera visão humana o valor do que se deixa. Quando Deus chama, não se pode olhar para trás, tem que se ser fiel e leal a Deus, que nos confia uma missão insubstituível no seu Reino.

 

Sugestões para a homilia

 

·          Como o profeta Eliseu, temos de estar disponíveis para as exigências de Deus, com um grande desprendimento de nós mesmos e das nossas coisas.

·          Conforme nota S. Paulo, a verdadeira liberdade tem um norte, um sentido intrínseco a que não se pode renunciar: servir os outros por amor.

·         No Evangelho de hoje, Jesus fala duma generosidade radical, que não se admite calculismos egoístas, indispensável para O seguir, para trabalhar na construção do Reino de Deus.

 

O serviço do Senhor e as suas exigências são o fulcro da reflexão que brota das leituras deste 13.º domingo do tempo comum. Na primeira, tirada do 1.º livro dos Reis, deparamos com o chamamento do profeta Eliseu. É o próprio Senhor que envia Elias para sagrar Eliseu, como profeta, a fim de lhe suceder no cargo.

A ordem é imperiosa, clara. Eliseu ainda a lavrar com doze juntas de bois – era um homem rico. E responde com generosidade: mata uma das juntas de bois, assa-os com a madeira do atrelado, distribui a carne pela sua gente e, liberto, segue Elias, colocando-se ao seu serviço. Resposta pronta, generosa, que só é capaz de dar quem se libertou de todos os laços que podem prender o homem: os bens, a posição social, a própria família. Aquele, enfim, que pode repetir com total convicção o refrão do Salmo responsorial que se segue a esta leitura: «O Senhor é a minha herança!»

 

A adesão plena a Jesus Cristo é sempre uma libertação total. Ouçamos São Paulo na 2.ª leitura: «Se Cristo nos libertou, foi para sermos realmente livres. Permanecei, pois, firmes e não torneis a sujeitar-vos ao jugo da escravidão. Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade». Seria interessante, e suponho que muito útil, desenvolver este tema da libertação em Cristo, até para aclarar conceitos que andam por aí muito confusos. As palavras «amor» e «liberdade» são porventura as que mais precisamos de esclarecer, porque, entendidas de modos tão diversos; não temos, porém, tempo, nem é esta a ocasião oportuna para desfazer todos os equívocos da linguagem, que arrastam consigo os equívocos do comportamento. Notemos só que São Paulo, logo a seguir a esta proclamação tão clara e directa da liberdade dos cristãos acrescenta: «Mas não façais da liberdade uma ocasião de satisfazer a carne. Ao contrário, tornai-vos servos uns dos outros pela caridade».

Este, chamemos-lhe, paradoxo, é típico de S. Paulo. Está a falar-nos de liberdade, a proclamar a nossa liberdade, e manda-nos ser «servos uns dos outros pela caridade». Talvez assim compreendamos melhor o sentido e a finalidade desta libertação. Sujeitos a superstições, a tabus mais ou menos irracionais, enredados em tradições mais ou menos vazias de sentido, acorrentados pela força tremenda de preconceitos inconsistentes, mas sobretudo escravos do nosso egoísmo, não nos dispomos para o serviço do Senhor a que todos, repito, todos somos chamados. O convite de Jesus Cristo não se dirige só aos padres, aos frades e freiras: é para todos. Por isso Paulo diz a todos: «Deixai-vos conduzir pelo Espírito e assim Vos libertareis da Lei de Moisés».

 

Esta exigência de libertação para a disponibilidade aparece-nos com toda a clareza no Evangelho deste domingo. Primeiro, libertação dos velhos sentimentos de hostilidade e de vingança. Tiago e João, sempre impetuosos – os «filhos do trovão» lhes chamou Jesus –, querem fogo do céu para queimar a povoação dos samaritanos que lhes recusaram hospedagem. Merecem e recebem a repreensão do Senhor. Depois é toda aquela série dos que pretendem seguir Jesus: aquele, sem dúvida calculista e interesseiro, a quem o Senhor faz notar que o «Filho do Homem não tem aonde encostar a cabeça», e assim lhe arrefece o entusiasmo. O outro que quer ir primeiro sepultar o pai e que recebe uma resposta desconcertante: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos. Tu vai anunciar o Reino de Deus.» E ainda um outro que quer primeiro despedir-se da família, e a quem o Senhor diz que «quem tiver deitado as mãos à charrua e olhar para trás, não serve para o Reino de Deus».

Talvez nos ajudem a entender melhor estas exigências do Senhor, as palavras simples desse homem simples que foi João XXIII e que, ainda Cardeal Roncalli, em Veneza, falava assim aos clérigos da sua diocese: «Deixámos a nossa terra e a nossa família, elevando este amor a um significado mais alto e mais vasto… Ai de nós, se continuamos a pensar numa casa cómoda… num teor de vida que nos procure glória, honras ou satisfações mundanas!»

 

 

Oração Universal

 

Imploremos, irmãos, a misericórdia de Deus Pai

para nós e para quantos não puderam estar connosco,

e oremos pelas necessidades de todos os homens, dizendo:

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

1.  Pelo Papa, Bispos e Sacerdotes

para que através da união íntima com Jesus Cristo Ressuscitado,

dêem testemunho de fé, de esperança e de caridade,

sendo fiéis à sua vocação,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos governantes dos povos

para que no desempenho da sua missão

sejam exemplares e fujam à tentação do poder,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelos fiéis que sofrem perseguição no mundo,

para que Deus lhes abrevie o tempo de prova

e os console e fortaleça com a graça do Espírito Santo,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos fiéis da nossa comunidade (paroquial),

para que, ajudados pelas luzes do Espírito Santo,

dêem testemunho de fé em todas as circunstâncias da sua vida,

numa fidelidade constante à vocação de cada um,

oremos, irmãos.

 

5.  Para que todos nós aqui presentes

sejamos fiéis aos compromissos do nosso baptismo

e, apoiados no triunfo de Seu Filho,

saibamos permanecer firmes na luta contra o mal,

oremos, irmãos. 

 

6.  Pelos nosso irmãos que morreram no Senhor,

para que Deus perdoe os seus pecados,

receba as suas almas e lhes conceda a luz e o descanso eterno,

oremos, irmãos.

 

 

Atendei, ó Deus eterno, a nossa oração,

e pois acreditamos que o Salvador dos homens

ressuscitou e está na sua glória,

concedei que a sua presença nos acompanhe sempre ao longo desta vida.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Tomai Senhor e recebei, J. Santos, NRMS 70

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que assegurais a eficácia dos vossos sacramentos, fazei que este serviço divino seja digno dos mistérios que celebramos. Por Nosso Senhor ...

 

Santo: J. Duque, NRMS 21

 

Monição da Comunhão

 

Aproxima-se o momento da Comunhão. Comungar o Corpo do Senhor é partilhar os seus sentimentos, a sua energia divina, para nos dispormos a corresponder às exigências do seguimento fiel de Cristo na nossa vida.

 

Cântico da Comunhão: Em Vós Senhor está a fonte da vida, Az. Oliveira, NRMS 67

Salmo 102, 1

Antífona da comunhão: A minha alma louva o Senhor, todo o meu ser bendiz o seu nome santo.

 

Ou

cf. Jo 17, 20-21

Pai santo, Eu rogo por aqueles que hão-de acreditar em Mim, para que sejam em Nós confirmados na unidade e o mundo acredite que Tu Me enviaste.

 

Cântico de acção de graças: Povos batei palmas, C. Silva, NRMS 48

 

Oração depois da comunhão: Concedei-nos, Senhor, que o Corpo e o Sangue do vosso Filho, oferecidos em sacrifício e recebidos em comunhão, nos dêem a verdadeira vida, para que, unidos convosco em amor eterno, dêmos frutos que permaneçam para sempre. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos viver a nossa Missa ao longo da semana, no nosso lar, no nosso ambiente de trabalho, atentos à missão que Jesus no Evangelho de hoje também confia a cada um de nós: «Tu, vai anunciar o Reino de Deus».

 

Cântico final: Somos testemunhas de Cristo, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilias Feriais

 

13ª SEMANA

 

feira, 2-VII: Projecto de solidariedade.

Gen 18, 16-33 / Mt 8, 18-22

Se encontrar 50 justos dentro da cidade de Sodoma, perdoarei por causa deles a toda essa terra.

«Tendo acreditado em Deus, caminhando na sua presença e em Aliança com Ele…o coração de Abraão fica em sintonia com a compaixão do Senhor pelos homens e ousa interceder por eles com uma confiança audaciosa (cf. Leit)» (CIC, 2571).

Com este episódio ficamos a conhecer a solidariedade, que encontramos igualmente na celebração eucarística: «A paixão de Cristo foi suficiente e superabundante pelos pecados daqueles que O crucificaram» (S. Tomás). E também pelos pecados de todos os homens de todos os tempos. E, além disso, a Eucaristia é também projecto de solidariedade em favor da humanidade inteira.

 

feira, 3-VII: S. Tomé: Cristo presente na Eucaristia.

Ef 2, 19-22 / Jo 20, 24-29

Disse a Tomé: Chega aqui o dedo e vê as minhas mãos, aproxima a tua mão e mete-a no meu lado.

Tomé teve a sorte de encontrar Jesus ressuscitado e poder afirmar que estava vivo (cf. Ev).

Todos O podemos encontrar, porque Jesus está presente, vive e actua na sua Igreja: Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre. Ele está presente na Sagrada Escritura, na Eucaristia, nas acções litúrgicas da Igreja. Como Tomé façamos um acto de fé nesta presença de Cristo: meu Senhor e meu Deus! Tomé construiu a sua fé apoiado no Senhor. Todos somos convidados a fazer o mesmo: «Fostes edificados sobre o alicerce dos Apóstolos… que tem Cristo como pedra angular» (Leit).

 

feira, 4-VII: A riqueza dos textos litúrgicos.

Gen 21, 5. 8-20 / Mt 8, 28-34

Quando o viram, suplicaram-lhe que se retirasse do seu território.

Os gadarenos rejeitaram a presença de Jesus no seu território, porque Ele libertou dois possessos e perderam uma vara de porcos (cf. Ev). Deram mais valor a um bem material do que ao próprio Deus e à felicidade de dois homens.

A presença de Jesus nos actos de culto e no Sacrário hão-de levar-nos a ter uma maior reverência e amor. Por isso, se hão-de cuidar a harmonia dos ritos, das vestes litúrgicas, da decoração e do lugar sagrado. E ajudar a descobrir a riqueza dos textos litúrgicos, «que guardam a fé e o caminho do povo de Deus, ao longo de dois milénios da sua história» (SC, 40).

 

feira, 5-VII: Fé e generosidade.

Gen 22, 1-19/ Mt 9, 1-8

Toma o teu filho, o teu único filho, que tanto amas, Isaac, e vai á terra de Moriá. Aí o hás-de oferecer em holocausto.

A Prece Eucarística I recorda a oblação de Isaac. «Dignai-vos aceitar esta oferenda como aceitastes o sacrifício de Abraão, nosso pai na fé». Neste sacrifício de Isaac está um anúncio do sacrifício de Jesus, que leva a sua cruz até ao Calvário. O rito da Eucaristia está fundado no sacrifício que Cristo ofereceu uma vez por todas e o representa de forma sacramental. Do mesmo modo, a nossa participação na celebração deve trazer consigo a oferta da nossa existência.

Falta de fé tinham os escribas, que só pensavam na cura do paralítico e não no perdão dos pecados (cf. Ev).

 

feira, 6-VII: Oferta da vida a Deus.

Gen 23, 1-4. 19-24. 1-8. 62-67 / Mt 9, 9-13

Ide aprender o que isto significa: Eu quero misericórdia e não sacrifício.

Nesta passagem «Jesus recorda a palavra do profeta Oseias (cf. Ev). O único sacrifício perfeito é o que Cristo ofereceu na Cruz, em total oblação ao amor do Pai e para nossa salvação. Unindo-nos ao sacrifício de Cristo, podemos fazer da nossa vida um sacrifício» (CIC, 2100): Assim o faremos se participarmos na Eucaristia, se procurarmos levar à prática o Evangelho que escutamos, se comermos o corpo do Senhor.

Pela fé, Abraão oferece a sua vida em oblação a Deus e Deus abençoou-o: «Abraão já velho… e o Senhor em tudo o havia abençoado» (Leit).

 

Sábado, 7-VII: Recepção e transmissão do Evangelho.

Gen 27, 1-5. 15-29 / Mt 9, 14-17

Mas deita-se vinho novo em odres novos, e ambas as coisas se conservam.

A vinda de Cristo à terra e a sua mensagem são como vinho novo, exige um recipiente novo (cf. Ev). A Igreja recebe esta mensagem e está atenta para que o ‘vinho bom’ não se estrague, isto é, que as verdades da fé e moral não se alterem ao sabor das modas.

E procura igualmente transmiti-la a todas as nações: «Uma Igreja autenticamente eucarística é uma Igreja missionária… Havemos também nós de poder dizer com convicção aos nossos irmãos: nós vos anunciamos o que vimos e ouvimos, para que estejais também em comunhão connosco» (SC, 84).

 

 

 

 

 

 

Homilia:                    Abel Figueiral (adaptação da rádio por GM)

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:      Nuno Romão

Sugestão Musical:   Duarte Nuno Rocha

 


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