11º Domingo Comum

17 de Junho de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Escutai Senhor a prece, M. Carneiro, NRMS 90-91

Salmo 26, 7.9

Antífona de entrada: Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Vós sois o meu refúgio: não me abandoneis, meu Deus, meu Salvador.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Reunimo-nos para celebrar as misericórdias do Senhor, que vem ao nosso encontro. Se deixamos que Ele entre nas nossas vidas, cada um de nós poderá dizer com S. Paulo (2ª leitura): «Com Cristo estou crucificado; já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim».

Com David, rei pecador, e a pecadora do Evangelho de hoje, reconheçamos as nossas culpas, pedindo perdão ao Senhor… (pausa) e confessemos que somos pecadores.

 

Oração colecta: Deus misericordioso, fortaleza dos que esperam em Vós, atendei propício as nossas súplicas; e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana, concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça, para que as nossas vontades e acções Vos sejam agradáveis no cumprimento fiel dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor ...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Escutemos como o profeta Natã denuncia a gravidade do pecado de David, e como o poderoso rei se arrepende.

 

2 Samuel 12, 7-10.13

Naqueles dias, 7disse Natã a David: «Assim fala o Senhor, Deus de Israel: Ungi-te como rei de Israel e livrei-te das mãos de Saul. 8Entreguei-te a casa do teu senhor e pus-te nos braços as suas mulheres. Dei-te a casa de Israel e de Judá e, se isto não é suficiente, dar-te-ei muito mais. 9Como ousaste desprezar a palavra do Senhor, fazendo o que é mal a seus olhos? Mataste à espada Urias, o hitita; tomaste como esposa a sua mulher, depois de o teres feito passar à espada pelos amonitas. 10Agora a espada nunca mais se afastará da tua casa, porque Me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o hitita, para fazeres dela tua esposa». 13Então David disse a Natã: «Pequei contra o Senhor». Natã respondeu-lhe: «O Senhor perdoou o teu pecado: Não morrerás».

 

A 1ª leitura foi escolhida, como acontece habitualmente em função do Evangelho de hoje, que fala do perdão de Jesus à pecadora. A corajosa denúncia do pecado de David – o adultério com Betsabea e o homicídio do seu marido Urias – feita pelo profeta Natã leva o rei pecador a um sincero arrependimento. Os vv. 11 e 12 são omitidos pela sua extrema dureza. A tradição judaico-cristã situa nesta ocasião o belíssimo Salmo Miserere (50/51).

 

Salmo Responsorial    Sl 31 (32), 1-2.5.7.11 (R. cf. 5c)

 

Monição: Com o Salmo 31, como o rei pecador, refugiemo-nos no perdão e na misericórdia do Senhor.

 

Refrão:         Perdoai, Senhor, minha culpa e meu pecado.

 

Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa

e absolvido o pecado.

Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade

e em cujo espírito não há engano.

 

Confessei-vos o meu pecado

e não escondi a minha culpa.

Disse: Vou confessar ao Senhor a minha falta

e logo me perdoastes a culpa do pecado.

 

Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,

fazei que à minha volta só haja hinos de vitória.

Alegrai-vos, justos, e regozijai-vos no Senhor,

exultai vós todos os que sois rectos de coração.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Como a São Paulo que nos fala na 2ª leitura, também Cristo «me amou e Se entregou por mim».

 

Gálatas 2, 16.19-21

Irmãos: 16Sabemos que o homem não é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo; por isso acreditámos em Cristo Jesus, para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei, porque pelas obras da Lei ninguém é justificado. 19De facto, por meio da Lei, morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Com Cristo estou crucificado. 20Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. Se ainda vivo dependente de uma natureza carnal, vivo animado pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim. 21Não quero tornar inútil a graça de Deus, porque, se a justificação viesse por meio da Lei, então Cristo teria morrido em vão.

 

Dos Domingos comuns 9º a 14º do ano C, temos como 2ª leitura excertos da Carta aos Gálatas. Nos últimos vv. do capítulo 2º, que hoje nos tocam, temos resumida a ideia central da Carta. S. Paulo quer desautorizar os cristãos judaizantes que tinham perturbado a comunidade, fazendo crer aos fiéis que, para se salvarem, não lhes bastava seguirem a Jesus Cristo, mas eram indispensáveis as práticas judaicas da Lei de Moisés, nomeadamente a circuncisão. A afirmação é categórica: «o homem não é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo» (v. 16); com efeito, se a salvação viesse por meio da Lei de Moisés, «então Cristo teria morrido em vão!» (v. 21).

19 «Por meio da Lei, morri para a Lei». Esta frase, entendida dentro do contexto, encerra uma grande profundidade de sentido. A Lei de Moisés é caduca, pois tem como fim conduzir a Cristo, e, bem entendida, leva a morrer para ela, para viver para Deus (Cristo): por meio da Lei de Cristo morre-se para a Lei de Moisés! Mais ainda: o cristão está de tal maneira unido a Cristo, que também está crucificado com Ele; estando assim satisfeitas as exigências punitivas da Lei, que exigia a morte do pecador, ele vive em Cristoliberto das garras da Lei mosaica, já nada deve à Lei, tudo deve a Cristo.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 4, 10b

 

Monição: Como a pecadora do Evangelho, saibamos nós responder a tanto amor, indo ao encontro do mesmo Jesus que nos quer perdoar. O perdão dos pecados é ao mesmo tempo uma iniciativa do Amor misericordioso de Deus e a resposta do amor do homem arrependido. Aclamemos a Cristo que nos dirige a sua Palavra.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação ao Evangelho-1, F. Silva, NRMS 50-51

 

Deus amou-nos e enviou o seu Filho

como vítima de expiação pelos nossos pecados.

 

 

Evangelho *

Nota de rodapé!!

* O texto que se encontra entre parêntesis pertence à forma longa e pode omitir-se.

 

Forma longa: São Lucas 7, 36 - 8, 3;   forma breve: São Lucas 7, 36-50

Naquele tempo, 36um fariseu convidou Jesus para comer com ele. Jesus entrou em casa do fariseu e tomou lugar à mesa. 37Então, uma mulher – uma pecadora que vivia na cidade – ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com perfume; 38pôs-se atrás de Jesus e, chorando muito, banhava-Lhe os pés com as lágrimas e enxugava-lhos com os cabelos, beijava-os e ungia-os com o perfume. 39Ao ver isto, o fariseu que tinha convidado Jesus pensou consigo: «Se este homem fosse profeta, saberia que a mulher que O toca é uma pecadora». 40Jesus tomou a palavra e disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa a dizer-te». Ele respondeu: «Fala, Mestre». Jesus continuou: 41«Certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. 42Como não tinham com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles ficará mais seu amigo?» 43Respondeu Simão: «Aquele – suponho eu – a quem mais perdoou». Disse-lhe Jesus: «Julgaste bem». 44E voltando-Se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não Me deste água para os pés; mas ela banhou-Me os pés com as lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Não Me deste o ósculo; mas ela, desde que entrei, não cessou de beijar-Me os pés. 46Não Me derramaste óleo na cabeça; mas ela ungiu-Me os pés com perfume. 47Por isso te digo: São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama». 48Depois disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados». 49Então os convivas começaram a dizer entre si: «Quem é este homem, que até perdoa os pecados?» 50Mas Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em paz». [8, 1Depois disso, Jesus ia caminhando por cidades e aldeias, a pregar e a anunciar a boa nova do reino de Deus. 2Acompanhavam-n’O os Doze, bem como algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades. Eram Maria, chamada Madalena, de quem tinham saído sete demónios, 3Joana, mulher de Cusa, administrador de Herodes, Susana e muitas outras, que serviam Jesus com os seus bens.]

 

Não é fácil identificar quem seja esta mulher – «uma pecadora» (v. 37) – e que espécie de pecadora era ela, certamente de vida escandalosa. No Ocidente, a partir de S. Gregório Magno, foi habitualmente identificada com Maria Madalena e também com Maria de Betânia, a irmã de Lázaro, com uma única celebração litúrgica no dia 22 de Julho; no Oriente são celebradas como três pessoas diferentes em dias distintos. A nossa última reforma litúrgica, que celebra apenas a Madalena, tendo em conta a tradição oriental e exegese bíblica moderna, deixou de identificar estas figuras como sendo uma só. Com efeito, dificilmente se explica que S. Lucas, ao nomear imediatamente a seguir a este episódio o nome de Maria Madalena entre os que seguiam e serviam a Jesus (8, 2-3), não tenha dito que se tratava desta mesma pecadora; por outro lado, ao dizer que dela tinham saído sete demónios, não parece aludir a uma anterior vida pecaminosa, mas apenas à libertação de muitos males atribuídos ao demónio. A unção de Betânia, antes da Paixão, é contada por Mateus e Marcos e João diz o nome da mulher que ungiu a cabeça do Senhor (não os pés, como aqui): Maria, irmã de Lázaro; Lucas omite o relato desta unção pela sua tendência a evitar duplicados de relatos semelhantes (assim, omite a 2ª multiplicação dos pães). Lembre-se, a propósito, que em nenhuma parte do Evangelho se diz que as prostitutas seguiram Jesus, mas apenas se lê em Mt 21, 31-32, que elas creram na pregação do Baptista e que haviam de ir à frente das autoridades judaicas para o Reino de Deus. A pecadora deste relato é perdoada, mas não se diz que acompanhou Jesus. De qualquer modo, Madalena tornou-se o ícone do pecador arrependido que segue a Jesus até ao fim.

40-47 A parábola dos dois devedores, o de 500 e o de 50 denários. O denário era uma moeda romana com o valor equivalente ao salário de um dia de trabalho. Note-se que, na parábola que Jesus conta a Simão, o amor dos devedores perdoados aparece como consequência do perdão da dívida, ao passo que, nas palavras de Jesus do v. 47, o amor aparece como a causa do perdão: «a quem muito ama muito se lhe perdoa»; trata-se de uma inversão, ao estilo rabínico, discorrendo por alusões, sem se a exigência duma absoluta correspondência na comparação. Esta é a lição que Jesus quer dar: sem amor não há lugar para o perdão dos pecados; e Simão estava falto de amor, como deixa ver nos detalhes que descuidou (vv. 44-46), não obstante a sua aparente generosidade em oferecer um banquete a Jesus.

 

Sugestões para a homilia

 

·          Deus é Amor e está sempre pronto para perdoar ao pecador, que arrependido, confessa o seu pecado.

·          Jesus é a revelação do infinito amor de Deus e S. Lucas, o evangelista deste ano, é quem melhor nos deixou a memória do seu Coração misericordioso.

·          Saibamos nós responder a tanto amor, indo ao encontro do mesmo Jesus que nos perdoa no Sacramento da Reconciliação.

 

Na Liturgia da Palavra deste 11.º Domingo do tempo comum, surge o tema do pecado, não em si mesmo e como tal, mas como circunstância em que se manifesta e avulta o perdão de Deus. Diria antes que, o que realmente aparece em relevo é a generosidade do perdão. E isto nos lugares paralelos da 1.ª e 3.ª leituras.

 

Vejamos a primeira leitura, tirada do 2.º livro de Samuel. O rei David tinha pecado: cego pela paixão, fizera com que Urias morresse para se apoderar da sua mulher. O profeta Natã, enviado por Deus, conta-lhe aquela história do rico que não quis tocar nas suas ovelhas para obsequiar um amigo, mas foi roubar a única ovelhinha do pobre, seu vizinho. O rei fica irritado – e quem não o ficaria? – com o proceder do rico; mas quando o profeta lhe diz: «Esse homem és tu!», compreende e chora o seu pecado. Deus tinha-o escolhido para rei; tinha-lhe dado riquezas e bens de toda a espécie, mas isso não lhe foi suficiente e, desprezando a lei divina, apoderou-se da mulher alheia, depois de ter feito morrer o marido. A culpa é grave. Mas David reconhece-a e confessa-a, humilde e arrependido: «Pequei contra o Senhor!» E logo a resposta imediata do profeta: «Também o Senhor te perdoa o teu pecado».

Esta dinâmica – pecado/arrependimento/perdão – é uma constante, ao longo da toda a Sagrada Escritura. Diria mesmo que toda a História da Salvação não é mais do que isto: uma humanidade que se vai aviltando e submergindo no mar da imensa variedade de pecados; um Deus que teima em arrancar o homem a este abismo de perdição, fazendo-lhe contínuos apelos a que volte, que regresse ao convívio do Amor que o criou e o deseja para si. Mas o amor só pode existir em clima de liberdade: o amor não pode impor-se, nem exigir-se à força.

Ora, da parte de Deus, o amor é constante: «Deus é Amor», dir-nos-á São João. É por isso que, logo que o homem se abre ao amor de Deus – e fá-lo quando regressa, sinceramente desgostoso e arrependido dos seus desvios – logo se restabelece a comunhão de amor entre Deus e o homem. É o momento maravilhoso do perdão.

 

Dentre todos os livros que compõem a Sagrada Escritura destaca-se como o maior reportório dos gestos e palavras do perdão e do acolhimento ao pecador arrependido o Evangelho que temos vindo a ler e continuaremos durante este ano: o de São Lucas. Bastará lembrar aqui que só ele traz as parábolas do filho pródigo, da ovelha perdida; e só ele narra os episódios de Zaqueu e do Bom Ladrão, bem como aquele que hoje nos é apresentado em 3.ª leitura. Aqui já não é um profeta que Deus envia a admoestar os pecadores; é o próprio Deus feito homem que vai à procura deles em qualquer parte, mais ainda, Ele come nas suas casas. E Ele aí está hoje, na casa de um fariseu que O convida para comer.

E, enquanto está à mesa, permite que uma mulher pecadora Lhe beije e unja os pés. Escandaliza-se o fariseu, duvidando mesmo da capacidade profética de Jesus: «Se este homem fosse profeta saberia quem e de que espécie é a mulher que Lhe está a tocar!» Mas Jesus é realmente profeta e lê no coração daquele homem. E explica-lhe, por meio da parábola dos dois devedores, por que razão aquela mulher ama tanto: é que muito lhe foi perdoado. Aquela mulher realmente cometera muitos pecados. Mas são-lhe perdoados porque é autêntico o amor e o arrependimento que manifesta nas lágrimas com que lava os pés do Senhor e no carinho com que lhos enxuga…

 

O perdão dos pecados é ao mesmo tempo uma iniciativa do Amor misericordioso de Deus e a resposta do amor do homem arrependido.

Mas sempre e só amor!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos caríssimos:

A nossa salvação é dom gratuito de Deus nosso Pai.

Peçamos-Lhe , em atitude de confiante oração, a graça do Seu perdão,

dizendo:

Nós Vos rogamos, Senhor, ouvi-nos.

 

1.  Pelo Santo Padre, Bispos, Presbíteros e Diáconos,

para que tornem presente no mundo o perdão de Deus,

através do amor que dedicam aos homens seus irmãos.

Oremos ao Senhor.

 

2.  Por todos os baptizados,

para que saibam viver o mandamento do amor e do perdão.

Oremos irmãos.

 

3.  Por todos os homens, principalmente por aqueles que exercem o múnus judicial,

para que saibam ser justos na aplicação das leis.

Oremos irmãos.

 

4.  Por todos os pecadores arrependidos,

para que sintam o amor de Deus para com eles.

Oremos irmãos.

 

5.  Por todos nós, pecadores,

para que não tapemos os nossos pecados com aparências de virtude.

Oremos irmãos.

 

6.  Por todos os nossos irmãos que já deixaram esta vida terrena,

para que o Senhor os receba no seu Reino de perdão e de Paz.

Oremos irmãos.

 

Senhor, nosso Deus e nosso Pai, que muito perdoais a quem muito ama,

ajudai-nos a amar-vos sempre e cada vez mais nos nossos irmãos,

a fim de obtermos o perdão das nossas próprias culpas.

Por nosso Senhor Jesus Cristo...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Levamos ao vosso altar, M. Borda, NRMS 43

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que pelo pão e o vinho apresentados ao vosso altar dais ao homem o alimento que o sustenta e o sacramento que o renova, fazei que nunca falte este auxílio ao nosso corpo e à nossa alma. Por Nosso Senhor ...

 

Santo: F. dos Santos, NCT 201

 

Monição da Comunhão

 

Reconciliados com Deus e com o próximo, dispomo-nos a receber o Senhor que alimenta o nosso amor a Deus e vem a nós como Rei, como Médico, como Mestre e como Amigo.

 

Cântico da Comunhão: Se não comerdes a minha carne, F. Silva, NRMS 48

Salmo 26, 4

Antífona da comunhão: Uma só coisa peço ao Senhor, por ela anseio: habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida.

 

Ou

Jo 17.11

Pai santo, guarda no teu nome os que Me deste, para que sejam em nós confirmados na unidade, diz o Senhor.

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que a sagrada comunhão nos vossos mistérios, sinal da nossa união convosco, realize a unidade na vossa Igreja. Por Nosso Senhor ...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos viver a nossa Missa ao longo da semana, pondo em prática o que nos dizia S. Paulo: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim».

 

Cântico final: Senhor, fica connosco, M. Carneiro, NRMS 94

 

 

Homilias Feriais

 

11ª SEMANA

 

feira, 18-VI: Uma nova mentalidade.

2 Cor 6, 1-10 / Mt 5, 38-42

Ouvistes que foi dito aos antigos: olho por olho e dente por dente. Pois eu digo-vos: Não resistais ao malvado.

Jesus pede uma nova mentalidade no relacionamento com as outras pessoas. É altura de acabar com a lei de Talião: olho por olho e dente por dente. Agora deve prevalecer o amor ao próximo, que exige capacidade de humilhação, desprendimento do próprio eu, espírito de serviço desinteressado, ajuda aos mais necessitados.

Agora é também boa ocasião de se dar um bom testemunho: pela constância nas tribulações, nas adversidades, nos açoites… pela ciência e pela paciência, pela bondade, etc. (cf. Leit).

 

feira, 19-VI: A Eucaristia, escola de paz.

2 Cor 8, 1-9 / Mt 5, 43-48

Ele (Jesus) que era rico, fez-se pobre por vossa causa, para que vos tornásseis ricos pela sua pobreza.

O Apóstolo reconhece que os fiéis de Corinto são «ricos em tudo» (Leit): na fé, na eloquência, na doutrina, nas atenções e na caridade.

Precisamos enriquecer-nos, descobrindo o tesouro que representam os nossos inimigos, os que nos incomodam: «A imagem lacerada do nosso mundo… desafia ainda mais fortemente os cristãos a viverem a Eucaristia como uma grande escola de paz, onde se formam homens e mulheres que, a vários níveis de responsabilidade na vida social, cultural e política se fazem tecedores de diálogo e comunhão» (Mane nobiscum, 27).

 

feira, 20-VI: Semear com generosidade e alegria.

2 Cor 9, 6-11 / Mt 6, 1-6. 16-18

Quem semeia pouco, também colherá pouco, e quem semeia com largueza também colherá com largueza.

Com a imagem da sementeira o Apóstolo anima-nos a semear com generosidade e alegria: «Deus ama quem dá com alegria» (Leit).

Quando somos generosos na oração, na esmola e na penitência (cf. Ev), o coração alegra-se e assim compreenderemos melhor o Senhor, que deu a sua vida em resgate por todos. Comprometamo-nos a suprir algumas das muitas pobrezas do nosso tempo: a fome, que atormenta multidões de pessoas; as doenças que se vão propagando; a solidão dos idosos; as dificuldades dos desempregados, as desgraças dos imigrantes, etc.

 

feira, 21-VI: O pão-nosso de cada dia.

2 Cor 11, 1-11 / Mt 6, 7-15

Orai, pois, deste modo: Pai nosso… O pão-nosso de cada dia nos dai hoje.

Ao pedirmos o pão-nosso de cada dia reconhecemos que toda a nossa existência depende de Deus. Pedimos, em primeiro lugar, o necessário para resolver as necessidades de cada dia; e, depois, o que é necessário para a salvação de cada alma.

O pão nosso «tomado à letra (sobre-substancial), designa directamente o Pão da vida, o corpo de Cristo, ‘remédio de imortalidade’, sem o qual não temos a vida em nós… A Eucaristia é o nosso pão de cada dia… A virtude própria deste alimento é a de realizar a unidade… E também são pão de cada dia as leituras que em cada dia ouvimos na igreja…» (CIC, 2837).

 

feira, 22-VI: O nosso coração está em Deus.

2 Cor 11, 18. 21-30 / Mt 6, 19-23

Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.

O coração é, em sentido bíblico, o fundo do ser (as entranhas), em que a pessoa se decide ou não por Deus (cf. CIC, 368). O tesouro é o próprio Deus: «O Doador é mais precioso do que o dom concedido, é o tesouro, e é n’Ele que está o coração do Filho; o dom é dado por acréscimo» (CIC, 2604). Por isso, dizemos no Prefácio: «O nosso coração está em Deus».

O nosso coração está em Deus e em tudo o que se refere a Deus, como diz S. Paulo: «a minha preocupação de cada dia é o cuidado de todas as igrejas» (Leit); e também nos nossos familiares e amigos, no nosso trabalho, etc.

 

Sábado, 23-VI: A Providência e o hoje.

2 Cor 12, 1-10 / Mt 6, 24-34

Não vos inquieteis com o dia de amanhã, que esse dia tratará das suas inquietações.

A filiação divina conduz-nos a um abandono na Providência: «Nós acreditamos que ela (a Omnipotência) é universal…; amorosa…; misteriosa, porque só a fé pode descobrir quando ‘Ele actua plenamente na fraqueza’ (Leit)» (CIC, 268).

A Providência aplica-se também ao tempo: «O ensinamento de Jesus sobre a oração ao nosso Pai está na mesma linha que o ensino sobre a Providência: o tempo está nas mãos do Pai: é no presente que nós O encontramos; não ontem, nem amanhã, mas hoje: ‘Quem dera ouvísseis hoje a sua voz; não endureçais os vossos corações’» (CIC, 2659).

 

 

 

 

 

 

Homilia:                    Abel Figueiral (adaptação da rádio por GM)

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:      Nuno Romão

Sugestão Musical:   Duarte Nuno Rocha


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial