10º Domingo Comum

10 de Junho de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus vive na sua morada santa, F. dos Santos, NRMS 38

Salmo 26, 1-2

Antífona de entrada: O Senhor é minha luz e salvação: a quem temerei? O Senhor é protector da minha vida: de quem hei-de ter medo?

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Vamos participar nos divinos mistérios, nesta celebração Eucarística. Estamos convencidos de que Deus continua a visitar-nos. Cantamos a antífona deste domingo, tirada do salmo 26, afirmação de optimismo e confiança: O Senhor é minha Luz e minha Salvação; a quem temerei?

 

Oração colecta: Deus, fonte de todo o bem, ensinai-nos com a vossa inspiração a pensar o que é recto e ajudai-nos com a vossa providência a pô-lo em prática. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Senhor ordenou àquela viúva que cuidasse do sustento de Elias, o homem de Deus. Este, pela sua oração, alcançou do Senhor que o seu filho voltasse à vida. A oração do profeta é fruto da caridade.

 

1 Reis 17, 17-24

17Naqueles dias, caiu doente o filho da viúva de Sarepta e a enfermidade foi tão grave que ele morreu. 18Então a mãe disse a Elias: «Que tens tu a ver comigo, homem de Deus? Vieste a minha casa lembrar-me os meus pecados e causar a morte do meu filho?» 19Elias respondeu-lhe: «Dá-me o teu filho». Tomando-o dos braços da mãe, levou-o ao quarto de cima, onde dormia, e deitou-o no seu próprio leito. 20Depois invocou o Senhor, dizendo: «Senhor, meu Deus, quereis ser também rigoroso para com esta viúva, que me hospeda em sua casa, a ponto de fazerdes morrer o seu filho?» 21Elias estendeu-se três vezes sobre o menino e clamou de novo ao Senhor: «Senhor, meu Deus, fazei que a alma deste menino volte a entrar nele». 22O Senhor escutou a voz de Elias: a alma do menino voltou a entrar nele e o menino recuperou a vida. 23Elias tomou o menino, desceu do quarto para dentro da casa e entregou-o à mãe, dizendo: «Aqui tens o teu filho vivo». 24Então a mulher exclamou: «Agora vejo que és um homem de Deus e que se encontra verdadeiramente nos teus lábios a palavra do Senhor».

 

Como acontece habitualmente nos Domingos do tempo comum que hoje retomamos, a leitura do A. T. é escolhida em função do Evangelho. O texto é um dos milagres do ciclo de Elias (1 Re 17, 1 – 2 Re 2, 11), profeta de Tisbé de Galaad (na Transjordânia), profeta orador – não escritor –, uma das figuras mais célebres de toda a história de Israel. Ele foi o grande defensor da fé e do culto ao Deus único, numa época de crise dramática do povo da Aliança, seduzido pelos cultos pagãos dos Baalim (=senhores, os deuses dum lugar sagrado: monte, fonte, árvore, rochedo, considerados os donos das forças da natureza, em particular da água e da fecundidade). O profeta errante, perseguido de morte por Jesabel (a influente mulher pagã do rei Acab), tinha sido acolhido por uma pobre viúva de Sarepta, a quem Deus o enviara e a quem multiplicara os últimos restos da farinha e do azeite (vv. 9-16). Entretanto o seu filho adoece e morre. A viúva pressente que aquela morte precoce era um castigo divino e que o profeta tinha vindo a sua casa para a recriminar dos seus pecados (v. 18). Mas tratava-se antes dum acontecimento providencial, para que a Elias fosse acreditado como um verdadeiro profeta de Deus: «agora vejo que és um homem de Deus» (v. 24). O voltar à vida do rapaz não aparece como fruto dum técnica médica de ressuscitação (massagem cardíaca, respiração boca a boca…), mas como fruto duma oração confiada e persistente (vv. 20.21).

 

 

Salmo Responsorial    Sl 29 (30), 2.4-6.11-12a.13b (R. 2a)

 

Monição: É a nossa resposta à Palavra que ouvimos: Eu vos louvarei, Senhor, porque me salvastes.

 

Refrão:         Eu Vos louvarei, Senhor, porque me salvastes.

 

Eu Vos glorifico, Senhor, porque me salvastes

e não deixastes que de mim se regozijassem os inimigos.

Tirastes a minha alma da mansão dos mortos,

vivificastes-me para não descer ao túmulo.

 

Cantai salmos ao Senhor, vós os seus fiéis,

e dai graças ao seu nome santo.

A sua ira dura apenas um momento

e a sua benevolência a vida inteira.

Ao cair da noite vêm as lágrimas

e ao amanhecer volta a alegria.

 

Ouvi, Senhor, e tende compaixão de mim,

Senhor, sede vós o meu auxílio.

Vós convertestes em júbilo o meu pranto:

Senhor meu Deus, eu Vos louvarei eternamente.

 

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Paulo tem consciência, que o Evangelho que prega, o recebeu directamente de Cristo. Esta «confissão» ensina-nos a fidelidade ao ensinamento de Deus e à sua doutrina.

 

Gálatas 1, 11-19

11Quero que saibais, irmãos: O Evangelho anunciado por mim não é de inspiração humana, 12porque não o recebi ou aprendi de nenhum homem, mas por uma revelação de Jesus Cristo. 13Certamente ouvistes falar do meu proceder outrora no judaísmo e como perseguia terrivelmente a Igreja de Deus e procurava destruí-la. 14Fazia mais progressos no judaísmo do que muitos dos meus compatriotas da mesma idade, por ser extremamente zeloso das tradições dos meus pais. 15Mas quando Aquele que me destinou desde o seio materno e me chamou pela sua graça, 16Se dignou revelar em mim o seu Filho para que eu O anunciasse aos gentios, decididamente não consultei a carne e o sangue, 17nem subi a Jerusalém para ir ter com os que foram Apóstolos antes de mim; mas retirei-me para a Arábia e depois voltei novamente a Damasco. 18Três anos mais tarde, subi a Jerusalém para ir conhecer Pedro e fiquei junto dele quinze dias. 19Não vi mais nenhum dos Apóstolos, a não ser Tiago, irmão do Senhor.

 

S. Paulo escreve aos cristãos da Galácia, mais provavelmente da Galácia do Norte, na Turquia actual. Eram cristãos na maior parte convertidos de tribos pagãs originárias da Gália, que estavam a ser perturbados por pregadores cristãos de tendência judaizante, que os intimidavam dizendo-lhes que, para se salvarem, não bastava o Baptismo e a fé cristã, mas que necessitavam de ser circuncidados. Para imporem a sua teoria, tentavam desacreditar a pessoa de S. Paulo, afirmando que ele não era um verdadeiro Apóstolo, pois não tinha recebido a sua missão directamente de Jesus. Nesta carta o Apóstolo começa por declarar e explicitar como foi o próprio Senhor que lhe revelou o Evangelho – os principais mistérios – que ele pregava. Sendo assim, logo após a conversão, não teve necessidade de vir imediatamente a Jerusalém para ouvir os Apóstolos, retirou-se para a Arábia (o reino nabateu, a sul de Damasco) e só ao fim de três anos é que foi estar com os Apóstolos. Pergunta-se, então, que fez S. Paulo durante esses três anos? Uns pensam que foram anos de pregação, outros que teria sido um tempo de retiro espiritual, em que ele assenta ideias, confrontando a revelação que teve com os dados do Antigo Testamento e da fé dos primeiros cristãos.

19 «Só vi Tiago». A forma de falar não significa necessariamente que este irmão do Senhor fosse um dos 12 Apóstolos. Para que tenha sentido a frase, basta que se trate duma figura proeminente da igreja jerosolimitana; para isto que bastaria o simples título de «irmão (parente) do Senhor» e a participação da missão apostólica. Por isso, hoje, muitos exegetas entendem que este Tiago é distinto do apóstolo, «filho de Alfeu», o «São Tiago Menor. Não se pode tratar de Tiago, irmão de João, pois foi martirizado pelo ano 44 (cf. Act 12, 2).

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 7, 16

 

Monição: Aclamemos o Senhor que nos vai falar. Que desperte em nós o desejo de imitar a Sua bondade.

 

Aleluia

 

Cântico: S. Marques, NRMS 73-74

 

Apareceu no meio de nós um grande profeta:

Deus visitou o seu povo.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 7, 11-17

Naquele tempo, 11dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim; iam com Ele os seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva. Vinha com ela muita gente da cidade. 13Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: «Não chores». 14Jesus aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam. Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te». 15O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe. 16Todos se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo». 17E a fama deste acontecimento espalhou-se por toda a Judeia e pelas regiões vizinhas.

 

1 «Naim». Como também hoje, não seria propriamente uma cidade, mas uma pequena aldeia a uns 10 km a Sueste de Nazaré. É frequente que S. Lucas dê o nome da cidade a pequenas aldeias (um hebraísmo). É esta a única passagem em toda a Bíblia onde se fala desta terra, o que leva a crer que seria mesmo um lugarejo sem importância, mas isso não obstou a que Jesus fizesse ali um grande milagre. É S. Lucas o único Evangelista a contá-lo, o Evangelista que mais se detém a retratar a misericórdia do coração de Cristo e a referir as cenas em que intervêm mulheres. Nem sequer foi preciso um pedido formal da desolada viúva para que, com uma única palavra, transformasse o seu choro na maior alegria, devolvendo-lhe o seu único filho vivo. Os funerais costumavam realizar-se no mesmo dia da morte, ao meio da tarde.

15 «E Jesus entregou-o à mãe». Santo Agostinho comenta: «Esta mãe viúva alegra-se com o filho ressuscitado. Diariamente se alegra a Mãe Igreja com os homens que ressuscitam na sua alma. Aquele estava morto quanto ao corpo; estes, quanto ao seu espírito. Aquela morte visível chora-se visivelmente; a morte invisível destes nem se chora nem se vê. Anda à busca destes mortos Aquele que os conhece, Aquele que pode fazê-los voltar à vida» (Sermão 98, 2). O mesmo santo afirma que é um maior milagre a conversão dum pecador do que a ressurreição dum morto, embora seja menos espectacular.

 

Sugestões para a homilia

 

Aqui começa-se a viver

O amor não acaba na sepultura

O Viático é muito necessário

Aqui começa-se a viver

As leituras que acabamos de ouvir referem dois milagres: a Ressurreição do filho da viúva de Sarepta e a ressurreição do filho da viúva de Naim. A primeira é fruto da oração do profeta Elias. «Eis, aqui tens vivo o teu filho» diz o profeta à Mãe.

A segunda é dádiva de Jesus que, ao ver a dor daquela Mãe, se compadece, diz-lhe não chores: manda parar o cortejo, aproxima-se do caixão, e exclama – jovem, levanta-te, e, uma vez levantado entrega-o à mãe.

Estes factos convidam-nos a meditar sobre aquilo que se chamam os novíssimos, ou seja os destinos finais do homem: morte, juízo, inferno ou paraíso.

Aqui começa-se a viver. Estas palavras escritas à porta de um cemitério, estão a dizer-nos que a verdadeira vida vem depois da morte. A morte assinala o fim do exílio e o começo da vida sem fim.

Tudo parece contradizer a ressurreição da carne: o fim dos corpos fica reduzido ao montão de cinzas; a experiência humana que até agora apenas viu a dissolução da carne.

Apesar disto, contra todas as razões, São Paulo anunciava Jesus e Ressurreição dos mortos nas sinagogas. E para provar a sua doutrina aduzia o argumento irrefutável da ressurreição de Cristo. A nossa ressurreição é portanto consequência ou corolário da ressurreição de Cristo os corpos ressuscitarão. È esta a doutrina da Igreja e foi isto que ela ouviu dos lábios de Jesus: todos os que estão nos túmulos ouvirão a sua voz os que tiverem praticado boas obras irão ressuscitados para a vida (Jo 5, 29). No túmulo do insigne jornalista católico Luís Veuillot foi gravado a seguinte inscrição: Cri e agora vejo. Palavras nobilíssimas ditadas pelo coração do verdadeiro crente.

O amor não acaba na sepultura

O nosso afecto, o nosso reconhecimento, os laços de justiça e de caridade que nos ligam ao mundo dos que partiram traduz em sufrágios. Os mortos não precisam de mais nada. As nossas recordações e o nosso amor seriam inúteis se não se concretizassem em sufrágios. Existe o Purgatório e as almas que ai se encontram a expiar as suas culpas podem validamente serem ajudadas pelos sufrágios dos vivos (QONC.Tento sessão 25). Devemos mostrar aos nossos defuntos toda a nossa solidariedade e reconhecimento. Quero lembrar a todos os fiéis a importância da oração de sufrágio, principalmente a celebração da missa de defuntos para que, purificados puderem chegar à visão beatífica de Deus (Bento XVI, sacramento da caridade n.º 31).

O Viático é muito necessário

Quando está para morrer, o cristão deve receber a Eucaristia. O cristão que de manhã tenha comungado por devoção e que bruscamente durante o dia, se encontre às portas da morte, será convidado a comungar de novo.

Esta comunhão chama-se Viático, isto é provisão para a viagem. A Eucaristia é o pão dos viajantes. Provisão de força para terminar a viagem, o Viático é também o pilar do céu: quem come a minha carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna e Eu ressuscita-lo-ei no último dia, diz o Senhor (Jo 6, 54).

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs em Cristo:

Peçamos ao Senhor que nos levante do pecado

e nos ensine a viver na sua graça, dizendo (ou: cantando):

R. Lembrai-Vos, Senhor, do vosso povo.

Ou: Ouvi-nos, Senhor.

Ou: Tende compaixão de nós, Senhor.

 

1.  Para que o nosso Bispo N., os presbíteros e diáconos,

sejam servidores fiéis do Evangelho de Cristo,

dos seus sacramentos e da sua caridade, oremos, irmãos.

 

2.  Para que os cristãos de todas as Igrejas e comunidades

testemunhem a sua fé na vida eterna

e peçam a salvação uns para os outros, oremos, irmãos.

 

3.  Para que os órfãos, as viúvas e os abandonados

sintam a presença de Jesus Cristo perto de si

e a Ele se entreguem de todo o coração, oremos, irmãos.

 

4.  Para que todos os baptizados da nossa Paróquia

reconheçam o Senhor que visita o seu povo

e está no meio de nós reunidos em assembleia, oremos, irmãos.

 

5.  Para que Deus dê a bem-aventurança eterna

aos nossos familiares e amigos que partiram deste mundo

e enxugue as lágrimas de todos os que os choram, oremos, irmãos.

 

Senhor, Deus da vida e da alegria, escutai as nossas orações

e dai-nos a graça de poder louvar-Vos, porque nos salvais do pecado

e nos ressuscitais da morte. Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A minha alma tem sede, M. Carneiro, NRMS 40

 

Oração sobre as oblatas: Olhai com bondade, Senhor, para os dons que apresentamos ao vosso altar e fazei que esta oblação Vos seja agradável e aumente em nós a caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: «Da Missa de Festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

A Eucaristia não é privilégio nem recompensa das almas santas.

É remédio para os corações feridos. É alimento, o inestimável pão da vida.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, nada somos sem Ti, F. Silva, NRMS 84

Salmo 17, 3

Antífona da comunhão: Sois o meu protector e o meu refúgio, Senhor; sois o meu libertador; meu Deus, em Vós confio.

 

Ou

1 Jo 4, 16 

Deus é amor. Quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele.

 

 

Cântico de acção de graças: Exultai de alegria no Senhor, F. Silva, NRMS 87

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos pedimos, Senhor, que a acção santificadora deste sacramento nos liberte das más inclinações e nos conduza a uma vida santa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Ir á missa e não ter caridade é uma contradição.

Como fruto desta celebração que o Senhor nos conceda a Graça de crescer na caridade.

 

Cântico final: Uma certeza nos guia, M. Carneiro, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

10ª SEMANA

 

feira, 11-VI: S. Barnabé: A Eucaristia e a missão.

Act 11, 21-26; 13, 1-3 (pp) / Mt 10, 7-13 (aprop)

É que ele (Barnabé) era um homem bom e cheio de do Espírito Santo e de fé. E considerável multidão aderiu ao Senhor.

Barnabé foi um dos primeiros fiéis da igreja de Jerusalém. Anos depois, foi destacado para pregar o Evangelho em Antioquia e, mais tarde, para acompanhar S. Paulo na sua primeira viagem apostólica (cf. Leit).

Graças também ao seu trabalho apostólico muitos se converteram (cf. Leit). «…a Eucaristia é fonte e ápice não só da vida da Igreja, mas também da sua missão. Uma Igreja autenticamente eucarística é uma Igreja missionária… Verdadeiramente, não há nada mais belo do que encontrar e comunicar Cristo a todos» (SC, 84). Foi o que fez S. Barnabé.

 

feira, 12-VI: Recuperar a força do sal.

2 Cor 1, 18-22 / Mt 5, 13-16

Vós sois o sal da terra. Mas se o sal perder o sabor, com que há-de salgar-se?

Muitos cristãos não conseguem ser sal, como o Senhor pede, porque se descuidam. Deixam que os valores cristãos se tornem insípidos, que se corrompam na vida familiar e na sociedade.

Mas não podemos esquecer que a força do sal está na vida e na doutrina de Cristo: n’Ele não há ‘sim’ e ‘não’. «O que há n’Ele é um ‘sim’» (Leit). E também na Eucaristia, o Pão que desceu do Céu e dá a Vida ao mundo, que «tem o duplo efeito de restaurar as perdas espirituais causadas pelos pecados e deficiências, e de aumentar as forças das virtudes» (S. Tomás de Aquino).

 

feira, 13-VI: S. António: A fé eucarística e as reformas.

Sir 39, 8-14 / Mt 5, 13-19

Vós sois o sal da terra…Vós sois a luz do mundo.

S. António tinha a força do sal (cf. Ev), fruto da sua união com Deus, que lhe permitiu combater as heresias que se iam espalhando no seu tempo sobre a Eucaristia. Além disso, essa mesma força de Deus lhe serviu para a realização de numerosos milagres (poderoso intercessor nas necessidades: cf. Oração).

«Quanto mais viva for a fé eucarística no povo de Deus, tanto mais profunda será a sua participação na vida eclesial… Testemunha-o a própria história da Igreja: toda a grande reforma está, de algum modo, ligada à redescoberta da fé na presença eucarística do Senhor no meio do seu povo» (SC, 6).

 

feira, 14-VI: Espiritualidade da comunhão.

2 Cor 3, 15- 4, 1. 3-6 / Mt 5, 20-26

Assim, eles (os incrédulos) não podem contemplar o esplendor do Evangelho glorioso de Cristo, que é Imagem de Deus.

«Foi em Cristo, ‘Imagem do Deus invisível’ (cf. Leit), que o homem foi criado à ‘imagem e semelhança’ do Criador. Assim como foi em Cristo, redentor e salvador, que a imagem divina, deformada pelo 1º pecado, foi restaurada na sua beleza original e enobrecida pela graça de Deus» (CIC, 1701).

É esta mesma imagem que temos que reflectir à nossa volta (cf. Leit) e descobri-la nos nossos irmãos. Vivendo em comunhão com os nossos irmãos (cf. Ev) entraremos em comunhão com Cristo: trata-se de uma espiritualidade da comunhão, requerida pela Eucaristia e suscitada pela celebração eucarística.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:              Armando Barreto Marques

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:      Nuno Romão

Sugestão Musical:   Duarte Nuno Rocha

 


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