Visitação de Nossa Senhora

31 de Maio de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ditosa Virgem, Cheia de Graça, J. Santos, NRMS 75

cf. Salmo 65, 16

Antífona de entrada: Servos do Senhor, vinde e ouvi: vou contar-vos tudo o que Ele fez por mim. (T. P. Aleluia.)

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos o segundo mistério glorioso do Rosário, a visita de Nossa Senhora a Sua prima Isabel, para a ajudar, preparando o nascimento do Precursor.

Jesus continua a vir até nós na Eucaristia, que agora celebramos.

 

Purifiquemos o nosso coração, para O acolhermos.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que inspirastes à Virgem Santa Maria o desejo de visitar Santa Isabel, levando consigo o vosso Filho Unigénito, tornai-nos dóceis à inspiração do Espírito Santo, para podermos, com ela, cantar sempre as vossas maravilhas. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Sofonias fala da salvação que Deus envia ao Seu povo com a vinda do Messias. Jesus, com poucos dias ainda no seio de Maria, enche de alegria a Sua mãe e, através dEla, Santa Isabel e o menino que traz no seio. É já o começo da salvação que vem oferecer aos homens.

 

Sofonias 3, 14-18

14Clama jubilosamente, filha de Sião solta brados de alegria, Israel. Exulta, rejubila de todo o coração, filha de Jerusalém. 15O Senhor revogou a sentença que te condenava, afastou os teus inimigos. O Senhor, Deus de Israel, está no meio de ti e já não temerás nenhum mal. 16Naquele dia, dir-se-á a Jerusalém: «Não temas, Sião, não desfaleçam as tuas mãos. 17O Senhor teu Deus está no meio de ti, como poderoso salvador. Por causa de ti, Ele enche-Se de júbilo, renova-te com o seu amor, exulta de alegria por tua causa, como nos dias de festa». 18Afastei para longe de ti a desventura, a humilhação que te oprimia, Jerusalém.

 

O texto profético visa directamente e em primeiro plano a restauração de Israel (Sof 3, 9-20; cf. Is 54; 60; 62), a partir de um «resto», humilde e pobre», que permanece fiel (Sof 3, 12-13; cf. Lc 1, 48, do Evangelho de hoje) e constitui um belíssimo canto de esperança (pouco importa a discussão acerca da época da redacção do texto, se a de JosiasSof 1, 1 –, se a do terceiro Isaías). A Liturgia, na linha dos Padres da Igreja, aplica este texto à Virgem Maria, pois de ninguém como dela se pode dizer com tanta verdade: «O Senhor, teu Deus, está no meio de ti» (v. 17; cf. Lc 1, 28). E as expressões com que se relata a Anunciação no Evangelho de S. Lucas fazem eco às palavras proféticas: «avè (khaire/alegra-te) = exulta, rejubila» (Lc 1, 30; Sof 3, 16); «não temas» (Lc 1, 28; Sof 3, 14); = «o Senhor é convosco» = «o Senhor está no meio de ti» (Lc 1, 28; Sof 3, 17). A «Filha de Sião» (v. 14) a personifica os habitantes de Jerusalém, noutros lugares chamada «virgem filha de Sião», tornou-se uma figura da Virgem Santa Maria.

 

Salmo Responsorial    Is 12, 2.3-4bcd.5-6 (R. 6b)

 

Monição: Jesus é Deus que nos veio salvar, que continua a encher-nos da Sua graça e da Sua alegria. Através de Sua Mãe continua a vir até nos e a comunicar-nos abundantemente os Seus dons.

 

Refrão:         Exultai de alegria,

                      porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.

 

Deus é o meu Salvador,

Tenho confiança e nada temo.

O Senhor é a minha força e o meu louvor.

Ele é a minha salvação.

 

Tirareis água com alegria das fontes da salvação.

Agradecei ao Senhor, invocai o seu nome

anunciai aos povos a grandeza das suas obras,

proclamai a todos que o seu nome é santo.

 

Cantai ao Senhor, porque Ele fez maravilhas,

anunciai-as em toda a terra.

Entoai cânticos de alegria, habitantes de Sião,

porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.

 

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Lc 1, 45

 

Monição: É cheia de lições para nós a cena da visitação. Jesus, através do exemplo de Sua Mãe, fala-nos de caridade, de fé, de humildade, de alegria.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Bendita sejais, ó Virgem Santa Maria,

que acreditastes na palavra do Senhor.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 39-56

Naqueles dias, 39Maria pôs-Se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. 40Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo 42e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? 44Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. 45Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». 46Maria disse então: «A minha alma glorifica o Senhor 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. 48Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. 49O Todo-poderoso fez em mim maravilhas, Santo é o seu nome. 50A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. 51Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. 52Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. 53Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. 54Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, 55como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 56Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses. Depois regressou a sua casa.

 

Os exegetas descobrem neste relato uma série de ressonâncias vétero-testementárias, o que corresponde não apenas ao estilo do hagiógrafo, mas sobretudo à sua intenção teológica de mostrar como na Mãe de Jesus se cumprem as figuras do A.T.: Maria é a verdadeira e nova Arca da Aliança (comparar Lc 1, 43 com 2 Sam 6, 9 e Lc 1, 56 com 2 Sam 6, 11) e a verdadeira salvadora do povo, qual nova Judite (comparar Lc 1, 42 com Jdt 13, 18-19) e qual nova Ester (Lc 1, 52 e Est 1 – 2).

39 «Uma cidade de Judá». A tradição diz que é Ain Karem, uma bela povoação a 6 Km a Oeste da cidade nova de Jerusalém. De qualquer modo, ficaria a uns quatro ou cinco dias de viagem de Nazaré (uns 150 Km). Maria empreende a viagem movida pela caridade e espírito de serviço. A «Mãe do meu Senhor» (v. 43) não fica em casa à espera de que os Anjos e os homens venham servir a sua rainha; e Ela mesma, que se chama «escrava do Senhor» (v. 38), «a sua humilde serva» (v. 48), apressa-se em se fazer a criada da sua prima e de acudir em sua ajuda. Ali permanece, provavelmente, até depois do nascimento de João, uma vez que S. Lucas nos diz que «ficou junto de Isabel cerca de três meses» Se Lucas diz que «regressou a sua casa» antes de relatar o nascimento de João, isso deve-se a uma técnica de composição literária chamada «de eliminação» (arrumar um assunto de vez antes de passar a outro, independentemente da sucessão real dos factos), do gosto de São Lucas (ver tb. Lc 1, 80 e 2, 7; 3, 20 e 21; 22, 15-18 e 22, 19-20, sem a interrupção que aparece nos outros Sinópticos: vv 21-23).

42 «Bendita és Tu entre as mulheres». Superlativo hebraico: a mais bendita de todas as mulheres.

43-44 «A Mãe do meu Senhor». As palavras de Isabel aparecem como proféticas, fruto duma luz sobrenatural que faz ver que o mexer-se do menino no seio (v. 41) não era casual, mas que «exultou de alegria» para saudar o Messias e sua Mãe. É natural que esta reflexão de fé já circulasse nas fontes familiares dos Evangelhos da Infância.

46-55 O cântico de Nossa Senhora, o Magnificat, é um poema de extraordinária beleza poética e elevação religiosa. Dificilmente se poderiam ficar melhor expressos os sentimentos do coração da Virgem Maria – «a mais humilde e a mais sublime das criaturas» (Dante, Paraíso, 33, 2) –, em resposta à saudação mais elogiosa (vv. 42-45) que jamais se viu em toda a Escritura. É como se Maria dissesse que não havia motivo para uma tal felicitação: tudo se deve à benevolência, à misericórdia e à omnipotência de Deus. Sem qualquer referência ao Messias, refulge aqui a alegria messiânica da sua Mãe num magnífico hino de louvor e de agradecimento. O cântico está todo entretecido de reminiscências bíblicas, sobretudo do cântico de Ana (1 Sam 2, 1-10) e dos Salmos (35, 9; 31, 8; 111, 9; 103, 17; 118, 15; 89, 11; 107, 9; 98, 3); cf. também Hab 3, 18; Gn 29, 32; 30, 13; Ez 21, 31; Si 10, 14; Mi 7, 20. Ao longo dos tempos, muitos e belos comentários se fizeram ao Magnificat, mas também é conhecida a abordagem libertadora, em clave marxista de luta de classes, utópica e de cariz materialista, falsificadora do genuíno sentido bíblico. Apraz registar o comentário do Servo de Deus, João Paulo II na Encíclica Redemptoris Mater, nº 36: «Nestas sublimes palavras… vislumbra-se a experiência pessoal de Maria, o êxtase do seu coração; nelas resplandece um raio do mistério de Deus, a glória da sua santidade inefável, o amor eterno que, como um dom irrevogável, entra na história do homem».

 

Sugestões para a homilia

 

Dirigiu-se apressadamente

Isabel ficou cheia do Espírito Santo

Dirigiu-se apressadamente

É uma lição maravilhosa de caridade que Nossa Senhora nos deixa nesta cena da Visitação. Ela, a escolhida para Mãe de Deus, vai ajudar Sua prima Isabel, que está para ser mãe e tem já idade avançada.

E vai apressadamente, não adia a Sua ajuda. Além da prontidão, fica três meses ao serviço dela como se fosse uma simples criada. A caridade anda sempre unida à humildade. Na última Ceia Jesus deixou essa lição bem clara, ajoelhando-se diante dos Apóstolos e lavando-lhes os pés.

Mas a Virgem não se limitou a ajudar materialmente a prima. A verdadeira caridade leva-nos a praticar as obras de misericórdia espirituais, que são as mais importantes. São hoje esquecidas por muitos cristãos. Estão de moda as ajudas materiais até em não cristãos. Os meios de comunicação social têm feito bom papel dando a conhecer desgraças que vão pelo mundo e sensibilizando as multidões para lhes acudir.

Mas o mais importante para a pessoa humana não é o corpo e as suas necessidades. «Nem só de pão vive o homem mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4, 4) – lembrou Jesus. As paróquias e cada cristão têm de preocupar-se antes de mais com a evangelização, levar a Boa Nova de Jesus a todas as pessoas, aos que a desconhecem ou se afastaram, mas também aos bons, abrindo-lhes novos horizontes no amor de Deus. E isto com naturalidade e perseverança.

Foi assim que fez a Virgem em casa de Isabel. Ao saudá-la, a prima fica cheia do Espírito Santo e o menino é santificado no seu seio, saltando de alegria. Não foi preciso nenhum sermão de Nossa Senhora. Bastou a Sua amizade que A levou até junto da prima e a presença de Jesus que trazia com Ela.

Quando o cristão vive unido a Jesus, quando é portador de Cristo e se aproxima dos colegas de trabalho, da família, dos amigos, aproxima-os de Deus quase sem dar conta e leva-lhes a alegria que irradia sem fazer barulho.

Continuam a ser actuais as palavras da Epístola a Diogneto: «O que a alma é no corpo são os cristãos no mundo» (6,1, MG 2,1173)

Isabel ficou cheia do Espírito Santo

A graça veio para Isabel e João Baptista porque Jesus estava ali, mesmo sendo bebé de poucos dias. Ele é a fonte da graça. E só Ele. Maria é a bendita entre todas as mulheres e a cheia de graça, porque Jesus é o Salvador e A encheu dos Seus dons ao escolhê-La para Sua Mãe desde toda a eternidade.

E quis fazer dEla Sua colaboradora na comunicação da graça e também na corredenção. O sim de Maria na Anunciação, a Sua união com Jesus junto à cruz contribuíram decisivamente para a redenção dos homens. Por isso a Igreja Lhe chama corredentora.

A Ela havemos de acudir muitas vezes, pedindo a Sua ajuda. Ela continua no Céu a distribuir aos homens as graças de Seu Filho. Continua atenta aos problemas da Humanidade. Disso são o sinal as muitas aparições de Nossa Senhora ao longo dos tempos, sobretudo nos últimos séculos. Muitas delas foram reconhecidas pela Igreja, por causa dos milagres de Deus que as acompanharam.

Jesus fez d'Ela Mãe de todos os homens, unidos a Ele pela graça, formando com Ele um só Corpo, de que Ele é a cabeça e em que Maria é o membro mais excelso.

A visitação lembra-nos ainda que Jesus vem até nós através dos homens, sobretudo pelos sacramentos. Neles actua Jesus por meio dos sacerdotes.

Comunica a Sua graça de modo ordinário por meio do Baptismo, da Eucaristia, da Confissão e dos outros sacramentos.

Dois amigos foram à missa e ambos foram à comunhão. Um deles não era muito praticante e o amigo felicitou-o por ter ido comungar e se ter confessado. O outro respondeu: – Eu confessei-me a Deus, porque os meus pecados são coisa entre mim e Ele e o padre não tem nada que se meter.

O colega, que não era tonto, disse-lhe: – Mas tens de levar esse raciocínio até ao fim. Não deves ir receber a comunhão das mãos do sacerdote. Tu próprio pegas no pão e dizes as palavras da missa e comungas depois.

O outro percebeu a estupidez da desculpa que tinha dado.

Jesus quis servir-se de intermediários. Ao instituir os sacramentos, deu-lhes a força para nos comunicarem a graça, se os homens os realizam ou recebem como Ele os instituiu.

Neles Jesus actua ainda hoje servindo-Se do ministério dos sacerdotes. Podia ter feito doutro modo? Sem dúvida. Mas a Igreja e cada homem têm de respeitar a vontade de Jesus, aquilo que ensinou e instituiu. Se alguém se deixa cegar pelo orgulho não pode acolher a graça.

Peçamos à Virgem que saibamos agradecer as maravilhas que Deus continua a realizar a favor dos homens e a saber aproveitá-las bem. Com a fé e a humildade de Nossa Senhora.

 

 

Oração Universal

 

Jesus é nosso intercessor junto do Pai. Mas quis associar a Si a Sua Mãe.

Como Ela vamos rezar com Jesus, apresentando ao Pai os nossos pedidos.

 

1.  Pela Santa Igreja de Deus, Corpo Místico de Cristo,

para que, à imitação de Maria, leve Jesus a todos os homens,

oremos ao Senhor.

 

2.  Pelo Santo Padre, para que todos escutem a sua palavra

e assim encontrem o caminho da fé,

oremos ao Senhor.

 

3.  Pelos bispos e sacerdotes,

para que saibam tornar Cristo presente

sobretudo através fervorosa administração dos sacramentos,

oremos ao Senhor.

 

4.  Por todos os cristãos,

para que manifestem a sua fé no amor a Jesus na Eucaristia

e na frutuosa recepção da Penitência,

oremos ao Senhor.

 

5.  Para que todos saibamos levar Jesus connosco

a todos os que nos rodeiam, como fez a Santíssima Virgem,

oremos ao Senhor.

 

6.  Por todos os que ainda não conhecem a Cristo,

para que se abram à fé e encontrem a alegria do Seu amor,

oremos ao Senhor

 

7.  Por todos os que se encontram no Purgatório,

para que possam ver o rosto de Jesus na felicidade do Céu,

oremos ao Senhor.

 

Senhor, que nos chamastes à Vossa Igreja,

aumentai em nós a fé e o amor, para que levemos Jesus connosco

numa vida de santidade e sejamos Suas testemunhas em toda a parte.

Pelo mesmo N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O Pão da Vida Eterna Prometida, B. Salgado, CT 74

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que aceitastes com agrado a caridade da Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, aceitai também estes dons que Vos oferecemos e transformai-os para nós em sacrifício de salvação. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio de Nossa Senhora II [e na Visitação]: p. 487

 

Santo: F. dos Santos, NTC 201

 

Monição da Comunhão

 

Na comunhão Jesus não está apenas junto de nós como de Isabel e de João. Está em nós como no seio de Maria. Tratemo-Lo bem.

 

Cântico da Comunhão: Eu Confio Senhor (Cantarei ao Senhor), F. da Silva, NRMS 70

cf. Lc 1, 48-49

Antífona da comunhão: Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque o Senhor fez em mim maravilhas e santo é o seu nome. (T. P. Aleluia.)

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me Saborear, F da Silva, NRMS 17

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que a vossa Igreja Vos glorifique pelas maravilhas que realizastes em favor dos vossos fiéis e, assim como São João Baptista exultou ao pressentir o Salvador ainda oculto, também o vosso povo O reconheça com alegria sempre VIVO neste sacramento.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos levar Jesus connosco, como a Virgem, comunicando a todos a Sua graça e Sua alegria.

 

Cântico final: Exulta de Alegria no Senhor, M. Carneiro, NRMS 21

 

 

Homilias Feriais

 

feira, 1-VI: A igreja: casa de oração.

Sir, 44, 1. 9-13 / Mc. 11, 11-26

A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações.

Com estas palavras, o Senhor quis indicar-nos como há-de ser o comportamento e o respeito a ter em conta nas igrejas, dado o seu carácter sagrado. Com que respeito e devoção estou nos locais de culto, onde se celebra o sacrifício eucarístico e Jesus está presente no Sacrário?

Procuremos evitar as conversas desnecessárias, desliguemos os TM antes de entrarmos… Tudo isto interrompe o recolhimento próprio da casa de Deus. Não nos comportemos na igreja do mesmo modo que fora dela. Dediquemo-nos à oração e procuremos falar com Nosso Senhor presente no Sacrário.

 

Sábado, 2-VI: A recristianização da sociedade.

Sir, 51, 17-27 / Mc. 11, 27-33

(os escribas e os anciãos): Com que direito fazes tudo isto? Quem te deu o direito de o fazeres?

A pergunta feita a Jesus é semelhante à que hoje podem fazer aos seus discípulos.

Temos um dever de tornar a sociedade mais justa, como fizeram os primeiros cristãos, procurando dar bom exemplo, nas suas actuações privadas e públicas; desejamos que todos sejam felizes, sem esquecer que isso só é possível quando Deus está presente na vida do homem. Encontraremos uma boa ajuda nos documentos do Magistério da Igreja: «Quando ainda era jovem… procurei abertamente a sabedoria nas minhas orações» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Celestino Correia Ferreira

Nota Exegética:    Geraldo Morujão

Homilias Feriais: Nuno Romão

Sugestão Musical:              Duarte Nuno Rocha


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