Solenidade do Pentecostes

Missa do Dia

27 de Maio de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde Espírito Divino, M. Borda, NRMS 35

Sab 1, 7

Antífona de entrada: O Espírito do Senhor encheu a terra inteira; Ele, que abrange o universo, conhece toda a palavra. Aleluia.

 

Ou

Rom 5, 5; 8, 11

O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que habita em nós. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

«Todos ficaram cheios do Espírito Santo!»

Cinquenta dias após a Ressurreição, Jesus Cristo glorificado infunde o Espírito Santo com abundância e manifesta-O como Pessoa divina, ensina o Catecismo.

Celebremos com alegria o Mistério da vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos, no princípio da Igreja nascente e peçamos que desça também abundantemente sobre a Igreja, dos nossos dias.

 

Oração colecta: Deus do universo, que no mistério do Pentecostes santificais a Igreja dispersa entre todos os povos e nações, derramai sobre a terra os dons do Espírito Santo, de modo que também hoje se renovem nos corações dos fiéis os prodígios realizados nos primórdios da pregação do Evangelho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: «Subitamente, fez-se ouvir, vindo do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam». É assim que S. Lucas nos relata a vinda do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos, reunidos em oração, no Cenáculo, em Jerusalém.

 

Actos dos Apóstolos 2, 1-11

1Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar. 2Subitamente, fez-se ouvir, vindo do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. 3Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. 4Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem. 5Residiam em Jerusalém judeus piedosos, procedentes de todas as nações que há debaixo do céu. 6Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou muito admirada, pois cada qual os ouvia falar na sua própria língua. 7Atónitos e maravilhados, diziam: «Não são todos galileus os que estão a falar? 8Então, como é que os ouve cada um de nós falar na sua própria língua? 9Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, 10da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia, vizinha de Cirene, colonos de Roma, 11tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, ouvimo-los proclamar nas nossas línguas as maravilhas de Deus».

 

1 «Pentecostes» significa, em grego, quinquagésimo (dia depois da Páscoa). Os Judeus chamam-lhe festa das Semanas (em hebraico, xevuôth, 7 semanas depois da Páscoa). Era uma festa em que se ofereciam a Deus as primícias das colheitas, num gesto de acção de graças. Mais tarde, os rabinos também lhe deram o sentido da comemoração da promulgação da Lei no Sinai.

3 «Línguas de fogo que se iam dividindo». O fogo toma esta forma talvez para significar o dom das línguas. Esta nova divisão das línguas tem a finalidade de unir os homens numa mesma fé e não de os separar com aquela divisão das línguas de que se fala no Génesis (11, 1-9).

4 «Começaram a falar outras línguas». Jesus tinha anunciado este prodígio, até então desconhecido (cf. Mc 16, 17). Trata-se de um fenómeno sobrenatural, não dum simples fenómeno de exaltação. No entanto, não há total acordo entre os exegetas para explicar o milagre das línguas do Pentecostes. A explicação mais habitual é que os Apóstolos falaram então verdadeiros idiomas novos (cf. Mc 16, 17), mas em Actos não se fala de línguas novas (kainais), como em Marcos, mas de línguas diferentes (cf. v. 4: hetérais). Alguns dizem que o milagre estava nos ouvintes, que ouviam na própria língua das terras donde provinham (v. 8) aquilo que os Apóstolos diziam em aramaico. Outros, especialmente nos nossos dias, põem este milagre em relação com o dom das línguas, ou glossolalia, carisma de que se fala em 1 Cor 14, 2-33: seria um tipo de oração extática, especialmente de louvor, em que se articulavam sons ininteligíveis (algo parecido com aquele fenómeno místico a que Santa Teresa de Jesus chama «embriaguez espiritual, júbilo místico»); sendo assim, o que aconteceu de particular no dia do Pentecostes, foi que não era preciso um intérprete (como em 1 Cor 14, 27-28) para que os ouvintes entendessem o que diziam os Apóstolos: os ouvintes de boa fé receberam o dom de interpretar o que os Apóstolos diziam, ao passo que os mal dispostos diziam que eles estavam ébrios (v. 13). De qualquer modo, em Actos nunca se diz que a pregação de Pedro (cf. vv. 14-36) foi em línguas; o discurso aparece como posterior a este fenómeno referido no v. 4; em línguas poderia ser algum tipo de oração de louvor, a «proclamar as maravilhas do Senhor» (v. 11).

9-11 Temos aqui uma vasta referência às diversas procedências dos judeus da diáspora: uns teriam mesmo vindo em peregrinação, outros seriam emigrantes que se tinham fixado na Palestina. De qualquer modo, esta enumeração bastante exaustiva e ordenada (a partir do Oriente para Ocidente) pretende pôr em evidência a universalidade da Igreja, que é católica logo ao nascer, destinada a todos os homens de todas as procedências, manifestando-se esta catolicidade na capacidade que todos têm para captar e aderir à pregação apostólica. Por outro lado, também a unidade da Igreja se deixa ver na única mensagem e no único Baptismo que todos recebem; como se lê na 2.ª leitura de hoje, (v. 13) «a todos nos foi dado beber um único Espírito».

 

Salmo Responsorial    Sl 103 (104), 1ab.24ac.29bc-30.31.34 (R. 30 ou Aleluia)

 

Monição: O salmo de hoje é um hino de louvor a Deus Pai Criador do universo: Grato Lhe seja o nosso canto! Glória a Deus para sempre! O Espírito divino dá vida a toda a criação. Cheios de confiança cantemos em comunhão com todos os crentes: Mandai, Senhor, o Vosso Espírito e renovai a terra.

 

Refrão:         Enviai, Senhor, o vosso Espírito

                      e renovai a face da terra.

 

Ou:                Mandai, Senhor o vosso Espírito,

                e renovai a terra.

 

Ou:                Aleluia.

 

Bendiz, ó minha alma, o Senhor.

Senhor, meu Deus, como sois grande!

Como são grandes, Senhor, as vossas obras!

A terra está cheia das vossas criaturas.

 

Se lhes tirais o alento, morrem

e voltam ao pó donde vieram.

Se mandais o vosso Espírito, retomam a vida

e renovais a face da terra.

 

Glória a Deus para sempre!

Rejubile o Senhor nas suas obras.

Grato Lhe seja o meu canto

e eu terei alegria no Senhor.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo sintetiza a riqueza da nossa vocação cristã: fomos baptizados em Cristo, pelo Espírito Santo, para formarmos um só corpo, um só povo, a Igreja de Deus.

 

1 Coríntios 12, 3b-7.12-13

Irmãos: 3bNinguém pode dizer «Jesus é o Senhor», a não ser pela acção do Espírito Santo. 4De facto, há diversidade de dons espirituais, mas o Espírito é o mesmo. 5Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. 6Há diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. 7Em cada um se manifestam os dons do Espírito para o bem comum. 12Assim como o corpo é um só e tem muitos membros e todos os membros, apesar de numerosos, constituem um só corpo, assim também sucede com Cristo. 13Na verdade, todos nós – judeus e gregos, escravos e homens livres – fomos baptizados num só Espírito, para constituirmos um só Corpo. E a todos nos foi dado a beber um único Espírito.

 

O contexto em que fala S. Paulo aos Coríntios é o de certa confusão que reinava na comunidade acerca dos carismas, em especial os de linguagem. Para começar, avança com um critério de discernimento: que quem fala o faça de acordo com a verdadeira fé: «Jesus é o Senhor» é a confissão de fé na divindade de Jesus. «Senhor» equivale a Yahwéh na tradução grega dos LXX para o nome divino. Um acto de fé não se pode fazer só pelas próprias forças, é fruto da graça do Espírito Santo, que pelos seus dons, especialmente o do entendimento e o da sabedoria aperfeiçoam essa mesma fé.

4-5 Pertence à essência da vida da Igreja haver sempre, diversidade de dons espirituais (carismas), ministérios e operações. Estas três designações referem-se fundamentalmente aos mesmos dons de Deus em favor da edificação da Igreja, mas cada um destes três nomes foca um aspecto: a sua gratuidade, a sua utilidade e a sua manifestação do poder actuante de Deus. S Paulo apropria cada um destes aspectos a cada uma das três Pessoas divinas. Toda esta diversidade e variedade de dons procede da unidade divina e concorre para que a unidade a Igreja – um só Corpo (v. 13) – seja mais rica. O Concílio Vaticano II – L. G. 12 – recorda normas práticas acerca destes carismas, ou dons que Deus concede aos fiéis para «renovação e cada vez mais ampla edificação da Igreja, para o bem comum» (v. 7). E diz que os dons extraordinários não se devem pedir temerariamente, nem deles se devem esperar, com presunção, os frutos das obras apostólicas; e o juízo acerca da sua autenticidade e recto uso, pertence àqueles que presidem na Igreja, a quem compete de modo especial não extinguir o Espírito, mas julgar e conservar o que é bom (cf. 1 Tes 5, 12.19-21). Não se pode opor o carismático ao jerárquico: a vida da Igreja, que se expande pelos carismas, tem que se manter na esfera da verdade, garantida pela Hierarquia, a fim de que seja verdadeira vida, e não mera excrescência doentia e anormal, porventura um princípio de auto-destruição.

12 «Assim como o corpo...». A comparação não é original, mas da literatura profana. S. Paulo adapta-a maravilhosamente à Igreja, concebida como um corpo onde não pode haver rivalidades e divisão: «um só corpo». Aqui está latente a doutrina do Corpo Místico explanada em Colossenses e Efésios, mas ainda não se considera de facto a Igreja universal, o Corpo de Cristo, apenas se considera que os cristãos de Corinto são um organismo – um corpo – dependente de Cristo e com a mesma vida de Cristo (v. 27).

13 «E a todos nos foi dado beber um único Espírito». Os exegetas em geral, tendo em conta que no v. anterior já se tinha falado do Baptismo, pensam haver aqui uma referência ao Sacramento da Confirmação, pois então estes Sacramentos se costumavam receber juntos, como ainda hoje no Oriente (cf. Act 19, 5-6).

 

Aclamação ao Evangelho

 

Monição: De pé, cantemos jubilosamente, pedindo ao Espírito Santo para que renove a face da terra.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Vinde, Espírito Santo,

enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.

 

 

Evangelho

 

São João 20, 19-23

19Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». 20Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. 21Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». 22Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: 23àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos».

 

Este texto foi escolhido por nele se falar também de uma comunicação do Espírito Santo, esta no dia de Páscoa, e que permite à Igreja o exercício de uma das principais concretizações da sua missão salvífica: o perdão dos pecados por meio do Sacramento da Reconciliação. (Ver atrás os comentários feitos para o 2.º Domingo da Páscoa). Aqui limitamo-nos a citar um belo texto da Declaração Ecuménica das Igrejas Cristãs (Upsala 1968), baseada num conhecido texto patrístico: «Sem o Espírito Santo, Deus fica longe; Cristo pertence ao passado, o Evangelho é letra morta; a Igreja, mais uma organização; a autoridade, um domínio; a missão, uma propaganda; o culto, uma evocação; o agir cristão, uma moral de escravos. Mas, com o Espírito Santo, o cosmos eleva-se e geme na infância do Reino; Cristo ressuscita e é alento de vida; a Igreja é comunhão trinitária; e a autoridade, serviço libertador; a missão é Pentecostes; e o culto, memorial e antecipação; o agir humano torna-se realidade divina».

 

Sugestões para a homilia

 

Creio no Espírito Santo

O primeiro dia da semana

Creio no Espírito Santo

No passado Domingo, celebrámos a Ascensão de Jesus ao Céu. Antes de partir, Jesus prometera o Espírito Santo. Pediu aos discípulos que não se afastassem de Jerusalém. Eles perseveraram em oração, aguardando, desejando a vinda do Espírito Consolador. No dia de Pentecostes, sensível e visivelmente, o Espírito Santo desceu como um vento impetuoso que encheu toda a casa. A própria multidão ouviu o ruído e ficou muito admirada! «Todos ficaram cheios do Espírito Santo»!

Quando professamos a nossa fé, dizemos: «Creio no Espírito Santo, Senhor que dá vida», a vida nova dos filhos de Deus. Desceu sobre os Apóstolos, mas continuamente «é derramado em nossos corações» (Gal 4, 6) para nos ensinar a orar: «Abbá, ó Pai»! Para nos ensinar a dizer que «Jesus é o Senhor». Acreditamos na Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, que procede do Pai e do Filho e que com o Pai e o Filho é adorado e glorificado! Acreditamos que o Espírito Santo é a força divina que continuamente renova e santifica a Igreja e o mundo. Os Apóstolos, cheios do Espírito Santo, abriram as portas e sem medos, começaram a evangelizar, proclamando as maravilhas de Deus. Agora é a nossa vez de imitarmos os discípulos de todos os tempos: «Glória a Deus para sempre»!

O primeiro dia da semana

«Na tarde daquele dia, o primeiro da semana!»

No seu Evangelho, S. João diz-nos que Jesus ressuscitado dá aos Apóstolos o Espírito Santo. É o primeiro dia da semana! A Ressurreição de Jesus é o início de um mundo novo. É uma nova criação! «No princípio o Espírito de Deus pairava sobre as águas», dando origem a todas as criaturas. Agora, «Jesus sopra sobre os discípulos e diz-lhes recebei o Espírito Santo»! Nasce a Igreja, assembleia de crentes, que desde então, continuamente se reúne, Domingo após Domingo, para celebrar, para bendizer o nosso Deus! Grato lhe seja, também hoje, o nosso canto. Celebrar as maravilhas de Deus não é uma obrigação, é uma necessidade vital. O salmista diz «Senhor, se lhes retirais o alento, as vossa criaturas voltam ao pó da terra, mas se mandais o vosso espírito retomam a vida, e renovais a face da terra». É obrigatório respirar! O Espírito Santo, habitando em nós é o nosso alento! É o benfeitor supremo. É descanso na luta, conforto no pranto.

«Vinde Espírito Santo, vinde Pai dos pobres, vinde celeste Consolador»!

«Vinde Espírito Santo e renovai a face da terra»!

 

Fala o Santo Padre

 

«Animados pelo fogo do Espírito, os Apóstolos saíram do Cenáculo e começaram a falar de Cristo.»

 

1. Hoje a Igreja festeja a solenidade de Pentecostes, que recorda a efusão prodigiosa do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos no Cenáculo.

Cinquenta dias depois da Páscoa, realizou-se aquilo que Cristo tinha prometido aos discípulos: ou seja, que eles receberiam o baptismo no Espírito Santo (cf. Act 1, 5) e seriam revestidos do poder do Alto (cf. Lc 24, 49), para ter a força de anunciar o Evangelho a todas as nações. Animados pelo fogo do Espírito, os Apóstolos saíram do Cenáculo e começaram a falar de Cristo, morto e ressuscitado, aos fiéis vindos a Jerusalém de todas as partes, e cada um os ouvia falar na sua própria língua nativa.

2. Com o Pentecostes realiza-se o projecto de Deus, revelado a Abraão, de dar vida a um novo povo. Nasce a Igreja, Corpo místico de Cristo espalhado pelo mundo. Ela é composta por homens e mulheres de todas as raças e culturas, congregados na fé no amor da Santíssima Trindade, para ser sinal e instrumento da unidade de todo o género humano (cf. Concílio Vaticano II, Constituição Lumen gentium, 1).

Conformados pelo Espírito com Cristo, homem novo, os fiéis tornam-se suas testemunhas, semeadores de esperança, instrumentos de misericórdia e de paz.

3. Voltemo-nos agora para Maria Santíssima, a quem contemplamos no Cenáculo enquanto recebe com os Apóstolos e os discípulos o dom do Espírito Santo. Invoquemos agora com confiança a sua intercessão maternal, a fim de que renovem na Igreja os milagres de Pentecostes e todos os homens possam acolher o feliz anúncio da salvação.

 

João Paulo II, Regina Caeli, Domingo de Pentecostes, 30 de Maio de 2004

 

Oração Universal

 

Irmãos, neste dia em que o Espírito Santo desce sobre a Igreja,

Abramos o coração à sua vinda, para que Ele nos ensine a viver com Jesus ressuscitado,

 

Vinde Espírito de Amor e de Paz.

 

 

1.  Pelas Igrejas cristãs do mundo inteiro

para que se deixem conduzir pelo Espírito,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelo Papa Bento XVI, pelos Bispos, presbíteros, diáconos, catequistas

Para que o Espírito Santo os ensine a falar de Jesus Cristo

em linguagem compreensível aos homens de hoje,

oremos, irmãos.

 

3.  Por todos os que fazem o bem, praticam a justiça e lutam pela paz,

para que o Espírito Santo os torne firmes na esperança,

oremos irmãos.

 

4.  Por todos os que receberam o Crisma, por todos os que exercem

algum ministério em favor da comunidade,

oremos irmãos.

 

Senhor nosso Deus, que santificais a Igreja em todo mundo,

ouvi a oração do vosso povo para que se realizem também em nós

as maravilhas da manhã do Pentecostes.

Por Jesus Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O Espírito de Deus Repousou, Az. Oliveira, NRMS 58

 

Oração sobre as oblatas: Concedei-nos, Senhor nosso Deus, que o Espírito Santo, segundo a promessa do vosso Filho, nos revele plenamente o mistério deste sacrifício e nos faça conhecer toda a verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Prefácio

 

O mistério do Pentecostes

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.

Hoje manifestastes a plenitude do mistério pascal e sobre os filhos de adopção, unidos em comunhão admirável ao vosso Filho Unigénito, derramastes o Espírito Santo, que no princípio da Igreja nascente revelou o conhecimento de Deus a todos os povos da terra e uniu a diversidade das línguas na profissão duma só fé.

Por isso, na plenitude da alegria pascal, exultam os homens por toda a terra e com os Anjos e os Santos proclamam a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

 

No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios. Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

 

Santo: Santo III, H. Faria, NRMS 103 104

 

Monição da Comunhão

 

O Verbo fez-Se carne pelo poder do Espírito Santo no seio de Maria. Pela acção do mesmo Espírito Santo o Pão consagrado agora é o Corpo de Jesus, alimento que permanece até à vida eterna. Que o Espírito Santo nos transforme e nos faça testemunhas do Evangelho.

 

Cântico da Comunhão: Se Alguém Tem Sede, M. Carneiro, NRMS 82-83

Actos 2, 4:11

Antífona da comunhão: Todos ficaram cheios do Espírito Santo e proclamavam as maravilhas de Deus. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: O Amor de Deus Repousa em Mim, M. Luis, NCT 388

 

Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, que concedeis com abundância à vossa Igreja os dons sagrados, conservai nela a graça que lhe destes, para que floresça sempre em nós o dom do Espírito Santo, e o alimento espiritual que recebemos nos faça progredir no caminho da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Invoquemos hoje o Espírito Santo, utilizando este hino maravilhoso que se chama Sequência de Pentecostes: «Vinde, ó Santo Espírito, vinde amor ardente, vinde encher de gozo nossos corações». (Sequência).

 

Cântico final: Ide por Todo o Mundo, M. Faria, NRMS 23

 

Na despedida do povo, o diácono ou o próprio sacerdote diz:

 

Ide em paz e o Senhor vos acompanhe. Aleluia. Aleluia.

 

O povo responde:

 

Graças a Deus. Aleluia. Aleluia.

 

 

Terminado o Tempo Pascal, convém levar o círio pascal para o baptistério e conservá-lo aí com a devida reverência, para que, na celebração do Baptismo, se acenda na sua chama a vela dos baptizados.

 

Nos lugares em que há o costume de afluírem em grande número os fiéis para assistirem à Missa na segunda ou também na terça-feira depois do Pentecostes, pode dizer-se a Missa do Domingo de Pentecostes ou a Missa votiva do Espírito Santo (p.1260).

 

Homilias Feriais

 

TEMPO COMUM

 

8ª SEMANA

 

feira, 28-V: Necessidade de pequenas conversões.

Sir. 17, 20-28 / Mc. 10, 17-27

Bom Mestre, que hei-de fazer para ter como herança a vida eterna?

Embora estivesse a viver bem os mandamentos da lei de Deus, desde a sua juventude, este homem não foi capaz de viver a conversão em relação aos bens materiais, e partiu triste (cf. Ev.). Foi uma pena, porque o «Senhor permite que voltem para Ele os que se arrependem» (Leit.).

O bom ladrão, crucificado juntamente com Jesus, arrependeu-se e mereceu alcançar a vida eterna: «Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso». Se não estamos a viver bem algum aspecto do cristianismo, peçamos perdão ao Senhor e procuremos corresponder melhor à sua vontade.

 

feira, 29-V: A generosidade de Deus e a nossa.

Sir. 35, 1-15 / Mc. 10, 28-31

(Pedro) Olha que nós deixámos tudo e te seguimos.

Embora S. Pedro manifeste ao Senhor a sua generosidade, no entanto, a generosidade de Deus é incomparável: nesta vida cem por um e, no tempo que há-de vir, a vida eterna (cf. Ev.).

O Senhor convida-nos a uma maior entrega: «Dá ao Altíssimo consoante Ele te deu» (Leit.). Precisamos oferecer-lhe muitas coisas durante o dia: «Não te apresentes diante do Senhor de mãos vazias» (Leit.). E não esqueçamos de lhe dedicar o melhor do nosso dia: «Cristo é o centro de toda a vida cristã. A união com Ele prevalece sobre todas as outras, quer se trate de laços familiares, quer sociais (cf. Ev.)» (CIC, 1618).

 

feira, 30-V: Partilhar o cálice com o Senhor.

Sir. 36, 1-2. 5-6. 13-19 / Mc. 10, 32-45

Não sabeis o que estais a pedir! Podeis beber o cálice que eu hei-de beber?

Para alcançar a vida eterna é preciso partilhar primeiro o cálice com o Senhor (cf. Ev.), isto é, participar na sua Paixão, Morte e Ressurreição.

A nossa resposta há-de ser igualmente: Podemos! Com os nossos sofrimentos completamos, de certo modo, o que falta à paixão de Cristo (cf. Col. 1, 24). Além disso, precisamos levantar a cruz de Cristo no local de trabalho, na família, no descanso…, para que o Senhor atraia tudo a Ele: «tende compaixão de nós, Senhor Deus do Universo, e olhai-nos» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Nuno Westwood

Nota Exegética:    Geraldo Morujão

Homilias Feriais: Nuno Romão

Sugestão Musical:              Duarte Nuno Rocha

 


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