5º Domingo da Páscoa

6 de Maio de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Exultai de alegria, cantai hinos a Deus, F. da Silva, NRMS 97

Salmo 97, 1-2

Antífona de entrada: Cantai ao Senhor um cântico novo, porque o Senhor fez maravilhas: aos olhos das nações revelou a sua justiça. Aleluia.

 

Diz-se o Glória

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

«Eis a morada de Deus com os homens!» Este templo e esta celebração da Eucaristia é já «o Céu na Terra». Mas ainda que com lágrimas, luto e gemidos de dor, já nos podemos alegrar, pois Deus está connosco como Pai amoroso e providente, que não abandona os seus filhos.

Jesus deixou-nos como seu testamento o mandamento do amor. Comecemos por examinar-nos se amamos como Jesus nos amou e façamos propósitos para rectificar (breve pausa). E confessemos que somos pecadores…

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade as nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Continuamos a ter como em todos os domingos deste tempo pascal um trecho dos Actos dos Apóstolos. Vejamos o cuidado com que São Paulo vela pelas comunidades a que tinha levado a fé e o Evangelho.

 

Actos dos Apóstolos 14, 21b-27

Naqueles dias, 21bPaulo e Barnabé voltaram a Listra, a Icónio e a Antioquia. 22Iam fortalecendo as almas dos discípulos e exortavam-nos a permanecerem firmes na fé, «porque – diziam eles – temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no reino de Deus». 23Estabeleceram anciãos em cada Igreja, depois de terem feito orações acompanhadas de jejum, e encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham acreditado. 24Atravessaram então a Pisídia e chegaram à Panfília; 25depois, anunciaram a palavra em Perga e desceram até Atalia. 26De lá embarcaram para Antioquia, de onde tinham partido, confiados na graça de Deus, para a obra que acabavam de realizar. 27À chegada, convocaram a Igreja, contaram tudo o que Deus fizera com eles e como abrira aos gentios a porta da fé.

 

Paulo e Barnabé percorrem agora, em sentido inverso, desde o ponto extremo da 1ª viagem missionária, isto é, desde Derbe, na Licaónia, as cidades que tinham evangelizado na Ásia Menor, com o fim de confirmar na fé e organizar as comunidades cristãs aí fundadas. Não faltou a designação de «anciãos», que não eram meros chefes corno os havia nas comunidades judaicas da diáspora, mas sim homens que desempenhavam o ministério sagrado em virtude do sacramento da Ordem, recebido com a imposição das mãos e «orações» (v. 23).

25 «Perga»: Cf. nota 14 do passado domingo. «Atalia», actual cidade turca Adalia, era um porto da Panfília.

26 «Antioquia», entenda-se, da Síria, donde tinham saído.

27 «O que Deus fizera»: Paulo e Barnabé atribuem a Deus a conversão dos gentios, pois Deus tinha-se servido deles como de instrumentos fiéis e dóceis.

 

Salmo Responsorial    Sl 144, 8-13ab (R. 1 ou Aleluia)

 

Monição: Com o salmista louvemos o Senhor pelo seu amor e misericórdia.

 

Refrão:         Louvarei para sempre o vosso nome,

                      Senhor, meu Deus e meu Rei.

 

Ou:                Aleluia.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade.

O Senhor é bom para com todos

e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

 

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas

e bendigam-Vos os vossos fiéis.

Proclamem a glória do vosso reino

e anunciem os vossos feitos gloriosos.

 

Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,

a glória e o esplendor do vosso reino.

O vosso reino é um reino eterno,

o vosso domínio estende-se por todas as gerações.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Na leitura – tirada da parte final do Apocalipse – aparece a Igreja celeste e vitoriosa, mas, mesmo ainda na terra, ela é já a verdadeira morada de Deus com os homens e a esposa de Cordeiro, Jesus Cristo.

 

Apocalipse 21, 1-5a

1Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido e o mar já não existia. 2Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, bela como noiva adornada para o seu esposo. 3Do trono ouvi uma voz forte que dizia: «Eis a morada de Deus com os homens. Deus habitará com os homens: eles serão o seu povo e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus. 4Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; nunca mais haverá morte nem luto, nem gemidos nem dor, porque o mundo antigo desapareceu». 5aDisse então Aquele que estava sentado no trono: «Vou renovar todas as coisas».

 

O livro do Apocalipse culmina com a instauração de um mundo renovado (Apoc 21 – 22).

1 «Um novo Céu e uma nova Terra» é o modo de designar todo o Universo novo, isto é, renovado (como indica o adjectivo grego). Esta renovação visa, sem dúvida, o aspecto moral; uma renovação que visa primariamente, a supressão do pecado. Não parece estar excluída também uma renovação física, sobretudo tendo em conta o que se diz em 2 Pe 3, 10-13 e Rom 8, 19-22. A expressão é tirada de ls 65, 17; 66, 22. O que se passará, em concreto, com o Universo no fim dos tempos continua sendo um mistério (cf. Gaudium et Spes, nº 139). De qualquer modo, a renovação de que se fala é de ordem sobrenatural e misteriosa e não fruto dum simples processo evolutivo natural.

2-3 «A Jerusalém nova» é uma imagem da Igreja, a Esposa do Cordeiro (vv. 9-10), «noiva adornada para o seu esposo». Também S. Paulo chama a Igreja «a Jerusalém lá do alto, que é nossa Mãe» (Gal 4, 26). E é frequente, na Tradição cristã – inclusive na Liturgia, como sucede no dia 13 de Maio –, acomodar esta simbologia a Nossa Senhora, a Esposa do Espírito Santo, Mãe e modelo da Igreja. Veja-se também 2 Cor 11, 2; Ef 5, 25; Mt 22, 1; 25, 1; Jo 3, 29. A Igreja aparece-nos aqui na sua fase definitiva e final, celeste e triunfante, mas, desde já, ela é a verdadeira «a morada de Deus com os homens»: esta presença única de Deus inicia-se com a Incarnação e é consumada no Céu.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 13, 34

 

Monição: Acalmemos o Evangelho em que Jesus, ao despedir-se dos seus na Última Ceia, nos deixa em testamento a lei do amor: «amai-vos como Eu vos amei».

 

Aleluia

 

Cântico: Ressuscitou com Cristo, C. Silva, NCT 187

 

Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:

amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei.

 

 

Evangelho

 

São João 13, 31-33a.34-35

31Quando Judas saiu do Cenáculo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora foi glorificado o Filho do homem 32e Deus foi glorificado n’Ele. Se Deus foi glorificado n’Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo e glorificá-lO-á sem demora. 33aMeus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. 34Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. 35Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

 

A saída de Judas da Ceia para concretizar a prisão de Jesus, dando início à sua Paixão, aparece como o início da sua glorificação. É que a Paixão e a Morte do Senhor não é urna derrota, mas é uma vitória sobre o demónio e o pecado. Por outro lado, se temos em conta que o verbo glorificar, sobretudo na forma médio-passiva, como é este o caso, tem um sentido manifestativo, em vez de «agora foi glorificado…» poderia traduzir-se: «agora é que se revela a glória…» (cf. Jo 12, 23; 17, 1-5). Sendo assim, o texto indica que na Paixão-Morte-Ressurreição se mostra a glória de Cristo, ao dar, por meio da sua morte, a vida eterna e o Espírito Santo aos que crêem. O dizer que já foi glorificado é proléptico, ao dar como já realizado aquilo que com toda a certeza se vai realizar.

34-35 A lei do amor fraterno não era uma novidade (cf. Lv 19, 18), mas Jesus dá-lhe um sentido e uma medida nova, que não é apenas a medida dum coração humano, mas a do coração de Cristo – «como Eu vos amei» –, que entrega a sua vida pela redenção de todos (cf. 1 Jo 4, 9-11); segundo conta Tertuliano (Apolog. 39), os primeiros cristãos tomaram tão a sério estas palavras do Senhor, que os pagãos exclamavam admirados: «vede como eles se amam!» (cf. Jo 15, 12.13.17; 1 Jo 2, 8; Mt 22, 39; Jo 17, 23; Act 4, 32). Por outro lado, «o mandamento novo» sugere a Nova Aliança, pois então a Lei e a Aliança se consideravam duas noções paralelas; no entanto, aqui Jesus actua não como um simples intermediário de Deus, à maneira de Moisés, mas com uma autoridade própria e em seu nome próprio, ao dizer: «Eu dou-vos um mandamento…».

 

Sugestões para a homilia

 

·          Está aqui o grande sinal da continuação de Cristo com os Seus, à frente dos Seus: «amai-vos, como eu vos amei.»

·          Só o amor é capaz de converter, de mover corações, de potenciar esforços. Sem o amor, testemunhado com a vida, não se dilatarão as fronteiras do Reino, não crescerá o rebanho do Bom Pastor.

·         Tentemos descobrir a causa dos nossos fracassos, da nossa esterilidade como testemunhas e arautos do Reino de Deus, em ordem a preparar «um novo céu e uma nova terra».

 

Na Liturgia da Palavra deste quinto domingo da Páscoa está presente o Mistério Pascal em toda a sua extensão, o mesmo é dizer, o mistério da Igreja, que, brotando do coração de Cristo «glorificado», como Ele nos diz no Evangelho de hoje, se estrutura e consolida por acção dos Apóstolos – 1.ª leitura – e caminha para os «novos céus e nova terra», da 2.ª leitura, do Apocalipse, isto é, o estabelecimento definitivo do Reino de Deus.

E todo este percurso animado, dinamizado, pela força do «Mandamento Novo», que o Senhor hoje proclama no Evangelho.

 

Comecemos por aqui: é no ambiente da Última Ceia. Judas tinha saído, para consumar a traição. Jesus fala com os onze e as Suas palavras assumem um tom dramático de despedida, de últimas vontades: «meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. Dou-vos um mandamento novo: amai-vos uns aos outros. Sim, como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. O sinal por que todos vos hão-de reconhecer como meus discípulos é terdes amor uns aos outros».

Está aqui o grande sinal da continuação de Cristo com os Seus, à frente dos Seus: «amai-vos, como eu vos amei.»

Hoje, aqui e agora, como aliás no decorrer dos tempos, não existe outro sinal para identificar os de Cristo, para dar a conhecer a Igreja de Cristo. Só o nosso amor de uns pelos outros, sem excepção e até ao fim – como o de Cristo – garante ao mundo que Ele está connosco. Só a realidade deste amor, hoje como ontem, será capaz de abrir os olhos cegos, de mover os corações empedernidos, de colocar a salvação de Deus lá onde ela é mais urgente: neste mundo dilacerado por conflitos de toda a ordem.

 

Não basta proclamar a Palavra. Não basta estruturar e organizar a Igreja, como Paulo e Barnabé de quem nos fala da 1.ª leitura. Eles fazem-no, e com eficácia, porque são, antes de mais, testemunhas vivas do amor de Deus.

Aliás, Paulo bem o sentia ao dizer que a fé, mesmo capaz de transportar montanhas, de nada serve se lhe falta o Amor...

Desenganemo-nos: enquanto o amor estiver ausente do nosso viver, mas um amor autêntico, que seja partilha, serviço, entrega generosa ao outro – enquanto, dizia, o amor estiver ausente do nosso viver, será em vão todo o esforço de anunciar o Reino, de proclamar a Boa Nova. Desenganemo-nos: só o amor é capaz de converter, de mover corações, de potenciar esforços. Sem o amor, testemunhado com a vida, não se dilatarão as fronteiras do Reino, não crescerá o rebanho do Bom Pastor.

 

Seria bom que todos nós aqui parássemos um pouquinho, a ver se descobrimos a causa dos nossos fracassos, da nossa esterilidade como testemunhas e arautos do Reino de Deus. Que impacto tem nos diversos ambientes a nossa presença de cristãos? Com que força procuramos impor-nos? Em que sentido nos afirmamos melhores que os outros? Amamos mais do que eles? Interessamo-nos mais pelos que sofrem, pelos pobres? Partilhamos, ou açambarcamos? Damos a mão ao outro, para que nos acompanhe, ou acotovelamo-lo, para passar à frente?

Terminamos, citando o Concílio, na Constituição Gaudium et Spes:

«Lembrados da palavra do Senhor: 'nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros', os cristãos não podem formular desejo mais vivo do que servir os homens do seu tempo com uma generosidade cada vez maior e mais eficaz. Por conseguinte, dóceis ao Evangelho e com as energias próprias dele, unidos a todos os que amam e cultivam a justiça, têm a realizar neste mundo uma tarefa imensa, da qual hão-de prestar contas Àquele que, no último dia, julgará todos os homens. Nem todos os que dizem 'Senhor, Senhor!' entrarão no Reino dos Céus, mas aqueles que fazem a vontade do Pai e põem mão à obra com decisão. A vontade do Pai é que reconheçamos e amemos efectivamente Cristo nosso irmão, em todos os homens, com a palavra e as obras, dando assim o testemunho da verdade, e comunicamos aos outros o ministério do amor do Pai celeste.

Desta maneira, os homens dispersos pelo mundo inteiro, serão despertados para uma firme esperança, dom do Espírito Santo, para um dia serem recebidos na paz e na felicidade suprema, na pátria que resplandece da glória do Senhor» (G.S., 93).

 

Fala o Santo Padre

 

«Na Cruz Jesus quis alargar a maternidade espiritual de Maria.»

 

1. Durante o mês de Maio, o Povo de Deus sente a necessidade de intensificar a própria devoção a Maria, cuja presença materna é amparo para os cristãos e para o mundo inteiro.

A partir do momento em que a Jovem de Nazaré pronunciou o seu «fiat», o seu «coração virginal e ao mesmo tempo materno, sob a particular acção do Espírito Santo, seguiu sempre a obra do seu Filho e de quantos Cristo abraçou e continua a abraçar no seu amor inexaurível» (Redemptor hominis, 22). Por conseguinte, se a misericórdia de Cristo é inesgotável, também o coração imaculado da sua Mãe é «maternalmente inexaurível» (cf. ibid.).

2. Na Cruz Jesus quis alargar, de modo facilmente acessível a todos, a maternidade espiritual de Maria oferecendo-lhe o discípulo predilecto como filho (cf. Jo 19, 26). A partir de então gerações e gerações de crentes invocam-na e recorrem a Ela com amor e esperança. E Nossa Senhora exprime a sua maternidade «na sua singular proximidade ao homem e a todas as suas vicissitudes» (Redemptor hominis, 22). […]

 

João Paulo II, Regina Caeli, Vaticano, 9 de Maio de 2006

 

Oração Universal

 

Unidos a Jesus, Celebrante principal desta missa,

e com toda a Igreja peçamos ao Pai:

 

1.  Pela Santa Igreja, para que se renove,

pela graça, na esperança e no amor em todos os seus filhos,

oremos ao Senhor.

 

2.  Pelo Santo Padre, para que o Senhor o encha de alegrias,

de fortaleza e sabedoria, no serviço à Igreja,

oremos ao Senhor.

 

3.  Pelos bispos e sacerdotes,

para que se entreguem generosamente,

servindo alegremente a Deus e todas as almas,

oremos ao Senhor.

 

4.  Por todos os cristãos,

para que lutem mais a sério pela santidade,

empregando com diligência os meios tão abundantes ao seu dispor

e apoiados numa terna devoção à Virgem Santa Maria,

oremos ao Senhor.

 

5.  Para que todos nos entusiasmemos a imitar Nossa Senhora

nas tarefas humildes de cada dia,

vivendo uma vida de amizade com Jesus a nosso lado,

oremos ao Senhor.

 

6.  Por todos os que andam afastados de Deus,

para que o Senhor os converta e os atraia ao Seu amor,

por intercessão de Virgem Maria,

oremos ao Senhor.

 

7.  Por todos os que se encontram no Purgatório,

para que o Senhor os purifique e lhes conceda a felicidade do Céu,

oremos ao Senhor.

 

Senhor, que nos chamastes à vida nova em Cristo, aumentai em nós a fé e o amor,

para que levemos uma vida de santidade e cheguemos todos à glória do Céu.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Senhor, nós vos oferecemos, B. Salgado, NRMS 5 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que, pela admirável permuta de dons neste sacrifício, nos fazeis participar na comunhão convosco, único e sumo bem, concedei-nos que, conhecendo a vossa verdade, dêmos testemunho dela na prática das boas obras. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal: p. 469[602-714]ou 470-473

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Santo Agostinho diz que a Eucaristia é o vínculo da unidade; com ela não pode haver divisões entre os irmãos. Não é possível estar em comunhão com Cristo sem estar em comunhão com os irmãos. Ela é o alimento da caridade, do amor a Deus e ao próximo.

 

Cântico da Comunhão: Amai como Eu Vos Amei, J. Santos, NRMS 87

Jo 15, 1.5

Antífona da comunhão: Eu sou a videira e vós sois os  ramos, diz o Senhor. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, dá fruto abundante. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, fazei de mim um instrumento, F. da Silva, NRMS 6 (II)

 

Oração depois da comunhão: Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei-nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos partir com a bênção do sacerdote, levando a Cristo no coração. Como se diz de Paulo e Barnabé na primeira leitura de hoje, vamos também nós contar aos nossos amigos «tudo o que Deus fez» por cada um de nós.

 

Cântico final: Jesus venceu a morte, M. Carneiro, NRMS 109

 

 

Homilias Feriais

 

5ª SEMANA

 

feira, 7-V: Uma morada digna para Deus.

Act. 14, 5-18 / Jo. 14, 21-26

(Jesus): E meu Pai o amará; nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada.

Sabemos que o fim da nossa existência é a união perfeita no Céu com a Santíssima Trindade. Mas Jesus revela-nos até onde chega a ‘loucura’ do amor de Deus: «Mas já, desde agora, nós somos chamados a ser habitados pela Santíssima Trindade…’nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada’ (Ev.)» (CIC, 260).

Recordemos que Nossa Senhora foi preparada por Deus para ser uma digna morada para seu Filho. A nossa morada será mais digna se abandonarmos os ídolos e nos voltarmos para Deus (cf. Leit.).

 

feira, 8-V: A derrota do Príncipe deste mundo.

Act. 14, 19-28 / Jo. 14, 27-31

E acrescentavam: Através de muitas tribulações é que temos de entrar no reino de Deus.

Para entrarmos no reino de Deus temos que sofrer muitas tribulações (cf. Leit.), que são as armadilhas que o príncipe deste mundo vai colocando no nosso caminho.

Para ultrapassarmos os obstáculos temos que recorrer a Jesus: «A vitória sobre o ‘príncipe deste mundo’ (cf. Ev.) foi alcançada de uma vez para sempre, na ‘hora’ em que Jesus se entregou livremente à morte para nos dar a sua vida» (CIC, 2853). E recorrer também à ‘cheia de graça’, contra a qual o demónio nada pode.

 

feira, 9-V: Comunhão de vida e de doutrina.

Act. 15, 1-6 / Jo. 15, 1-8

Se alguém permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim nada podia fazer.

Jesus revela-nos mais uma realidade misteriosa: «Jesus fala duma comunhão ainda mais íntima entre Ele e os que O seguem: ‘Permanecei em mim como eu em vós’ (Ev.)» CIC, 787). E é principalmente na Eucaristia que nos pomos em comunhão com Ele.

Essa comunhão com Ele também se há-de estender ao campo doutrinal. Os Apóstolos, para decidirem o problema da circuncisão, «reuniram-se para examinar o assunto» (Leit.). É muito importante conhecermos bem os ensinamentos do Senhor e dos Papas.

 

feira, 10-V: Como permanecer no amor de Deus.

Act. 15, 7-21 / Jo. 15, 9-11

Assim como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei no meu amor.

Jesus convida-nos a permanecer no seu amor. Para isso deu-nos um conselho: imitar o seu amor: «Amando os seus até ao fim, manifesta o amor do Pai, que Ele próprio recebe. E os discípulos, amando-se uns aos outros, imitam o amor de Jesus, amor de Deus que Ele recebeu também em si» (CIC, 1823).

Além disso, devemos também guardar os seus mandamentos: «se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor» (Ev.). Os Apóstolos, depois de decidirem sobre a circuncisão, pediram a todos os cristãos que seguissem essa decisão (cf. Leit.).

 

feira, 11-V: As características da nova Lei.

Act. 15, 22-31 / Jo. 15, 12-17

É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei.

Esta nova Lei é uma lei de amor, porque nos leva a agir movidos pelo amor de Deus, e não pelo temor. É lei de graça, porque nos confere a graça para agir pela fé. É também lei de liberdade, porque nos liberta dos preceitos da Lei antiga (por exemplo, da circuncisão: cf. Leit.); porque nos faz passar da condição de escravo para a de amigo (cf. Ev.).

Este amor há-de levar-nos a dar aos outros o melhor que temos; a aproximá-los mais de Deus; a comunicar-lhes os tesouros de Deus.

 

Sábado, 12-V: As perseguições actuais.

Act. 16, 1-10 / Jo. 15, 18-21

O servo não é maior do que o seu Senhor. Se me perseguiram, também vos hão-de perseguir a vós.

Durante o tempo do seu ministério público, Jesus é muitas vezes perseguido e diz-nos que o mesmo nos há-de acontecer a nós (cf. Ev.). As perseguições actuais são de tipo diferente, mas igualmente maçadoras. Vivemos num ambiente secularizado, que procura ridicularizar os valores cristãos; que despreza a lei de Deus e os seus ensinamentos.

Uma das formas de combater este ambiente é levar-lhe a Boa Nova, como fizeram os Apóstolos: «partiram… convencidos de que Deus nos chamava a anunciar-lhes a Boa Nova» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração:                          Geraldo Morujão

Homilia:                 Abel Figueiral (adaptação da rádio por GM)

Nota Exegética:    Geraldo Morujão

Homilias Feriais: Nuno Romão

Sugestão Musical:              Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial