S. José operário

1 de Maio de 2007

 

O Evangelho desta memória é próprio.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus Vive na Sua Morada Santa, F. dos Santos, NRMS 38

cf. Salmo 127, 1-2

Antífona de entrada: Feliz de ti que temes o Senhor e andas na sua lei: comerás do trabalho das tuas mãos e serás feliz em todos os teus caminhos. Aleluia.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

No dia dedicado aos trabalhadores, a Igreja celebra a memória de São José Operário, esposo de Maria, mãe de Jesus, como testemunho da dignidade do trabalho, caminho de santidade para o trabalhador, parceiro de Deus na criação e no serviço à vida. Louvamos a Deus pelas pessoas comprometidas com a justiça social, trabalhadores e empresários que actuam para a transformação das relações de trabalho. O dia de hoje deve fortalecer, em todos nós, o apreço pelas organizações dos trabalhadores e renovar o ânimo missionário da pastoral do mundo do trabalho e das demais actividades sociais, para uma nova presença evangelizadora no complexo campo do trabalho e da economia.

 

Oração colecta: Deus, criador do universo, que estabelecestes a lei do trabalho para todos os homens, concedei-nos que, a exemplo de São José e com a sua protecção, realizemos a obra que nos mandais e recebamos o prémio que nos prometeis. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O trabalho não é apenas um meio de acesso aos bens da terra. Numa perspectiva de fé, o trabalho adquire um sentido mais profundo. É a colaboração do homem na obra da criação. O cristão pelo seu trabalho, está a transformar o mundo, que com todas as suas riquezas ocultas e todas as suas energias. Deus ofereceu ao homem. Está a prepará-lo, para que seja uma morada onde todos os homens possam levar uma vida digna de filhos de Deus.

 

Génesis 1, 26 – 2, 3

26Disse Deus: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre os animais selvagens e sobre todos os répteis que rastejam pela terra». 27Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus. Ele o criou homem e mulher. 28Deus abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem na terra». 29Disse Deus: «Dou-vos todas as plantas com semente que existem em toda a superfície da terra, assim como todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento. 30E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todos os seres vivos que se movem na terra dou as plantas verdes como alimento». E assim sucedeu. 31Deus viu tudo o que tinha feito: era tudo muito bom. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o sexto dia. 1Assim se completaram o céu e a terra e tudo o que eles contêm. 2Deus concluiu, no sétimo dia, a obra que fizera e, no sétimo dia, descansou do trabalho que tinha realizado. 3Deus abençoou e santificou o sétimo dia, porque nele descansou de todo o trabalho da criação.

 

A primeira página da Bíblia apresenta-nos Deus não apenas como um trabalhador, que descansa após uma semana de trabalho, mas como o Criador de tudo e o Senhor soberano e providente, que tudo orienta para a sua obra prima, o ser humano, criado à sua «imagem e semelhança». No texto, o ser humano aparece como um ser pessoal, interlocutor de Deus. Como comentário desta rica expressão, limitamo-nos a transcrever a síntese do Catecismo da Igreja Católica: «Porque é ‘à imagem de Deus’, o indivíduo humano possui a dignidade de pessoa: ele não é somente alguma coisa, mas alguém. É capaz de se conhecer, de se possuir e de livremente se dar e entrar em comunhão com outras pessoas. E é chamado, pela graça, a uma aliança com o seu Criador, a dar-Lhe uma resposta de fé e amor que nenhum outro pode dar em seu lugar» (nº 357). Note-se que neste texto se proclama, pela primeira vez na história da humanidade, a igual dignidade do homem e da mulher, pois ambos são igualmente imagem e semelhança de Deus (v. 27). Também na comunhão de pessoas, homem e mulher (no matrimónio), se reflecte a imagem de Deus; fazendo finca-pé na expressão «e disse-lhes» (esta força expressiva aparece diluída no «dizendo» da tradução litúrgica do v. 28), João Paulo II comenta: «O homem acolhe a palavra de Deus como pessoa, e como tal tem de orientar o exercício da sexualidade; a geração não é fruto do instinto inscrito da natureza, como no caso dos animais, mas um acto de resposta pessoal a Deus que lhe disse: ‘crescei e multiplicai-vos’». Por outro lado, também no trabalho o homem manifesta a sua condição de imagem de Deus.

 

Em vez da leitura precedente, pode utilizar-se a seguinte:

 

Colossenses 3, 14-15.17.23-24

14Irmãos: Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. 15Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. Vivei em acção de graças. 17Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. 23Qualquer que seja o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como quem serve ao Senhor e não aos homens, 24certos de que recebereis como recompensa a herança do Senhor. Servi a Cristo, que é o Senhor.

 

14 «A caridade que é o vinculo da perfeição». Eis o comentário de S. João Crisóstomo: «O Apóstolo não diz a ‘caridade é a coroa’, mas sim algo com maior alcance, ‘o vínculo’, pois que este é mais necessário do que aquela; com efeito, uma ‘coroa’ culmina a perfeição, ao passo que o ‘vínculo’ mantém juntas as partes da perfeição».

15 «A paz de Cristo reine....»: O original grego (bravenétô) significa «seja o árbitro» (a Neovulgata traduz dominetur; a Vulgata, exultet). O mesmo Crisóstomo exclama: «o Apóstolo coloca nos nossos corações um estádio, jogos, e um árbitro! Realmente, se no coração do cristão falta a paz de Cristo, não só não pode haver ordem nas intenções e afectos, como também se torna difícil encaminhar os múltiplos afazeres para a glória de Deus» (cf. 1 Cor 10, 31).

17 «Seja tudo em nome do Senhor Jesus». Deve-se fazer tudo, concretamente o trabalho, com os mesmos sentimentos de Jesus (cf. Filp 2, 5), como faria Jesus se estivesse no nosso lugar! Assim, será feito «de boa vontade, como quem serve o Senhor» (v. 23).

 

Salmo Responsorial    Sl 89 (90), 2.3-4.12-13.14 e 16 (R. 17c)

 

Monição: Pelo trabalho, o cristão participa na Redenção do mundo mas também toma consciência de que é Deus que nos sacia, desde a manhã, com a Sua bondade e é Ele que confirma a obra das nossas mãos.

 

Refrão:         Confirmai, Senhor, a obra das nossas mãos.

 

Antes de se formarem as montanhas

e nascer a terra e o mundo,

desde toda a eternidade

Vós, Senhor, sois Deus.

 

Vós reduzis o homem ao pó da terra

e dizeis: «Voltai, filhos de Adão».

Mil anos a vossos olhos são como o dia de ontem que passou

e como uma vigília da noite.

 

Ensinai-nos a contar os nossos dias,

para chegarmos à sabedoria do coração.

Voltai, Senhor! Até quando

Tende piedade dos vossos servos.

 

Saciai-nos, desde a manhã, com a vossa bondade,

para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.

Manifestai a vossa obra aos vossos servos

e aos seus filhos a vossa majestade.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Sl 67 (68), 20

 

Monição: O Filho de Deus tornando-Se homem, quis ser membro duma família operária, com as carências e problemas próprios das famílias pobres. E de tal modo se identificou com os operários de Nazaré, que para os seus conterrâneos será sempre um operário, que não teve possibilidade de Se instruir. O desprezo pela Sua condição humilde impedi-los-á de reconhecer em Jesus Cristo o Messias, como se o novo Reino não pudesse realizar-se em qualquer condição social e em qualquer trabalho

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Bendito seja Deus em cada dia.

Vela por nós o Senhor, nosso Salvador.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 13, 54-58

54Naquele tempo, Jesus foi à sua terra e começou a ensinar os que estavam na sinagoga, de tal modo que ficavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem esta sabedoria e este poder de fazer milagres? 55Não é Ele o filho do carpinteiro? A sua Mãe não se chama Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? 56E as suas irmãs não vivem entre nós? De onde Lhe vem tudo isto?». 57E estavam escandalizados com Ele. Mas Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra e em sua casa». 58E por causa da falta de fé daquela gente, Jesus não fez ali muitos milagres.

 

55 «O filho do carpinteiro». É o único lugar do Evangelho onde aparece a profissão de S. José. Provavelmente ele era o artesão que na aldeia de Nazaré realizava vários tipos de ofícios manuais: tanto forjaria o ferro, como construiria móveis ou arados para lavrar. Em Mc 6, 3, a mesma profissão é aplicada ao próprio Jesus, mas, ao não ter relatado a sua concepção virginal, Marcos tem o cuidado de não o chamar filho de José, como fazem Lucas e Mateus nos lugares paralelos, mas expressamente «filho de Maria».

«Os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas». Nas antigas línguas semíticas, hebraico, árabe, arameu, etc., não era costume usarem-se palavras diferentes para indicar os diversos graus de parentesco, como nas nossas línguas modernas (cf. Gn 13, 8; 14, 14.16; 29, 15; Tob 7, 9-11). Os que pertenciam à mesma família, clã, ou tribo, eram chamados «irmãos». Estes irmãos de Jesus não são filhos da Virgem Maria; a fé da Igreja na sua perpétua virgindade é confirmada pelos lugares paralelos dos Evangelhos; com efeito, os dois primeiros irmãos aqui nomeados, Tiago e José, eram filhos de uma outra Maria, a esposa de Cléofas, segundo se diz em Mt 27, 56; Mc 15, 40.47; Jo 19, 25; os outros dois irmãos, Simão e Judas, ao serem nomeados em segundo lugar, com mais razão seriam simples parentes de Jesus. O facto de em Israel haver uma mesma palavra para designar toda a espécie de parentes leva a que, quando se nomeia em Jo 1, 41 Simão como irmão de André, em Jo 1, 41, se especifique acrescentando o adjectivo grego próprio (ídios), a fim de que se veja que se trata dum verdadeiro irmão, no sentido próprio, e não apenas dum simples parente.

 

Sugestões para a homilia

 

A força do trabalho

A força da oração

A força do trabalho

O primeiro de Maio, considerado hoje na Europa o dia da «Festa do trabalho», foi, durante muitos anos, nos fins do século XIX e princípios do século XX, um dia de reivindicações e mesmo de lutas violentas pela promoção da classe operária.

A Igreja que se mostrou sempre sensível aos problemas do mundo do trabalho, quis dar uma dimensão cristã a este dia. Nesse sentido, Pio XII, em 1955, colocava a «Festa do trabalho» sob a protecção de S. José, na certeza de que ninguém melhor do que este trabalhador poderia ensinar aos outros trabalhadores a dignidade sublime do trabalho.

Operário durante toda a sua vida, S. José teve como companheiro de trabalho, na oficina de Nazaré, o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo.

E foi, na verdade, Jesus que lhe ensinou que o trabalho nos associa ao Criador, dando-nos a possibilidade de aperfeiçoar a natureza, de acabar a criação divina. O trabalho é um serviço prestado aos irmãos e é também, conforme nos recorda o Vaticano II, um meio de nos associarmos à obra redentora de Cristo (Gaudium et Spes, 67).

A força da oração

Curiosamente, no dia de S. José Operário, «Dia do Trabalho», tem início o mês dedicado a Nossa Senhora e muito querido à piedade popular. Muitas paróquias e famílias, seguindo tradições religiosas já consolidadas, continuam a fazer de Maio um mês «mariano», multiplicando ardorosas iniciativas litúrgicas, catequéticas e pastorais!

Este vem-nos recordar que a força do trabalho está sempre associada à força da oração. O trabalho é um excelente veículo de aproximação do Pai, assim como a prece que nasce do seu coração. Trabalho e oração são as duas forças mais poderosas que realizam a sua subida para perfeição

Que o mês de Maio seja, então, um mês de intensa oração com Maria e José! Lembre-nos das recomendações do Papa João Paulo II que pedia a recitação do santo Rosário quotidianamente. Trata-se de uma oração simples, aparentemente repetitiva, mas mais útil do que nunca para penetrar nos mistérios de Cristo e da sua e nossa Mãe. Ela é, ao mesmo tempo, um modo de rezar que a Igreja sabe que é do agrado da própria Nossa Senhora. Somos convidados a recorrer ao Rosário também nos momentos mais difíceis da nossa peregrinação na terra e, hoje em especial, por todos os trabalhadores, especialmente por quantos se encontram em dificuldades no campo do trabalho, para que todos, guiados por S. José e a Virgem Santíssima, possam produzir muito e bom fruto e para que «vendo as suas obras todos glorifiquem o Pai que está nos céus» (cf. Mt 5, 14-16)

 

 

Oração Universal

 

Na memória de S. José Operário,

recordemos todos os que ganham o seu pão quotidiano

com o trabalho das mãos e da inteligência,

e peçamos a Deus com humildade:

Interceda por nós S. José

 

1.  Pelos trabalhadores do campo e suas famílias,

para que gozem dignamente o fruto do seu trabalho

e sejam protegidos pelas instituições públicas,

oremos.

 

2.  Pelos que trabalham a pedra, a madeira e os metais,

para que a oficina de S. José e de Jesus

lhes recorde a dignidade do trabalho,

oremos.

 

3.  Pelos trabalhadores das fábricas e das grandes empresas

para que descubram que Deus os chama a servi-l'O nos irmãos,

oremos.

 

4.  Pelos artistas, intelectuais e inventores,

para que as suas obras, invenções e descobertas,

sejam caminho que os leve ao amor de Deus,

oremos.

 

5.  Por todos aqueles que já partiram deste mundo

e procuraram Deus como o bem mais precioso,

para que recebam a vida eterna como herança,

oremos.

 

Senhor, que nos destes a lei do trabalho, como meio de realização pessoal

e como forma de ganhar o pão de cada dia,

fazei que, por intercessão de S. José, nos aproximemos sempre mais de Vós.

Por Jesus Cristo nosso Senhor que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amen

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Para Vós Senhor, M. Carneiro, NRMS 73-74

 

Oração sobre as oblatas: Deus, fonte de misericórdia, olhai para os dons que Vos apresentamos na festa de São José e fazei que estas oferendas alcancem a vossa protecção para aqueles que Vos invocam. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio de S. José: p. 492

 

Santo: F. dos Santos, NTC 201

 

Monição da Comunhão

 

O pão e o vinho são o fruto do trabalho homem que oferecemos na Sagrada Eucaristia e que se tornam para nós o Corpo e o Sangue do Senhor.

 

Cântico da Comunhão: Saciastes O Vosso Povo, F. da Silva, NRMS 90-91

Col 3, 17

Antífona da comunhão: Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus Cristo, dando graças, por Ele, a Deus Pai. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Não fostes vós que Me escolhestes, Az. Oliveira, NRMS 59

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão do Céu, ouvi as nossas súplicas e fazei que, à imitação de São José, levemos sempre em nossos corações o testemunho do vosso amor e gozemos eternamente da verdadeira paz. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Mediante o trabalho, o homem se torna mais homem. Este é motivo pelo qual a laboriosidade é uma virtude. Contudo, para que a laboriosidade permita efectivamente que o homem se torne mais homem, é necessário que ela seja sempre ligada à ordem social do trabalho. É somente sob estas condições que se podem salvaguardar a dignidade inalienável da pessoa e o valor humano e social da actividade de trabalho.

Por isso, entreguemos hoje à vigilante protecção de São José Operário quantos, em todas as regiões do mundo, fazem parte da grande família do trabalho.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. da Silva, NRMS 90-91

 

 

Homilias Feriais

 

feira, 2-V: A importância da oração.

Act. 12, 24 – 13, 5 / Jo. 12, 44-50

Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir.

Por este relato se vê que a Igreja é uma comunidade que reza. Ao rezar, escuta aquilo que o Espírito Santo lhe diz (cf. Leit.), celebra o culto do Senhor (cf.Leit.).

Cada um de nós faz parte desta comunidade. É na oração que descobriremos a presença do Senhor; que receberemos a luz, para que desapareçam as trevas da nossa vida e possamos compreender os acontecimentos; que escutaremos o Espírito Santo, para que nos oriente sobre o que devemos fazer, que nos decidiremos a anunciar a palavra de Deus aos outros (cf. Leit.). Unamo-nos à oração de Nossa Senhora e dos Apóstolos na Igreja nascente.

 

feira, 3-V: S. Filipe e S. Tiago.

1 Cor. 15, 1-8 / Jo. 14, 6-14

Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e não me conheces, Filipe? Quem me vê, vê o Pai.

«Toda a vida de Jesus é revelação do Pai: as suas palavras e actos, os seus silêncios e sofrimentos, a maneira de ser e de falar. Jesus pode dizer: ‘Quem me vê, vê o Pai» (CIC, 516). E podemos chegar à contemplação de Cristo através de Nossa Senhora. Procuremos rezar bem os mistérios do Santo Rosário neste mês de Maio.

Aproximar-nos-emos igualmente de Jesus através do Evangelho: «Recordo-vos o Evangelho que vos anunciei» (Leit.). Os Apóstolos Filipe e Tiago foram fiéis ao Evangelho e procuraram transmiti-lo: Filipe chegou à Frígia (Ásia Menor) e Tiago foi o 1º Bispo de Jerusalém.

 

feira, 4-V: O verdadeiro caminho da vida eterna.

Act. 13, 26-33 / Jo. 14, 1-6

Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar?

A Boa Nova apresenta uma extraordinária novidade: a filiação divina. Jesus, o Filho Unigénito, recuperou para nós a filiação adoptiva: Tu és meu filho, eu hoje te gerei (cf. Leit.).

Para termos acesso ao Pai temos a companhia de Jesus. Só com as nossas forças não conseguiríamos lá chegar: «Ninguém vai ao Pai senão por mim» (Ev.). Jesus é o «Caminho, a Verdade e a Vida» (Ev.): Caminho, porque é o exemplo que devemos seguir; Verdade, pelos seus ensinamentos; Vida, porque é vida sobrenatural e penhor de vida eterna.

 

Sábado, 5-V: À descoberta de Jesus.

Act. 13, 44-52 / Jo. 14, 7-14

Como é que tu dizes: mostra-nos o Pai? Não acreditas que eu estou no Pai e que o Pai está em mim?

Agradeçamos a Jesus esta revelação da vida íntima da Santíssima Trindade: O Filho de Deus comunica à sua humanidade o seu próprio modo de existir pessoal na Santíssima Trindade. E, assim tanto na sua alma como no seu corpo, Cristo exprime humanamente os costumes da Trindade (cf. Ev.)» (CIC, 470).

Procuremos também ‘ver’ Jesus no mundo que nos rodeia. Quando entramos em comunhão com Ele, descobrimos os sinais da presença divina no mundo a quantos viermos a encontrar. Através de Nossa Senhora chegaremos mais depressa a Jesus e, depois, à Santíssima Trindade.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Nuno Westwood

Nota Exegética:    Geraldo Morujão

Homilias Feriais: Nuno Romão

Sugestão Musical:              Duarte Nuno Rocha

 


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