OS BONS LIVROS, NOSSOS AMIGOS


ANDRÉS VÁZQUEZ DE PRADA, Josemaría Escrivá – Fundador do Opus Dei, II vol., Ed. Verbo, Lisboa 2003, 606 págs.


A Editorial Verbo publicou a tradução portuguesa do segundo volume de Josemaría Escrivá – Fundador do Opus Dei, a mais ampla biografia de S. Josemaría. Neste volume – o segundo de um total de três – o historiador espanhol Andrés Vázquez de Prada analisa a vida do novo Santo entre 1936 e 1946.

O livro reconstrói a vida de S. Josemaría a partir de documentos, testemunhos, cartas e notas de arquivo. A etapa biográfica que é coberta pela narração está marcada pelos começos do Opus Dei, que então dava os seus primeiros passos depois de ter sido fundado em 1928.

São anos de trabalho intenso e de sofrimento para Josemaría Escrivá e para os primeiros a pertencer ao Opus Dei, homens e mulheres. Às dificuldades vividas durante a guerra civil sucede-se a expansão por diversas cidades espanholas. O biógrafo descreve, também, o empenho de S. Josemaría por conformar e transmitir fielmente o espírito recebido de Deus.

Vázquez de Prada recolhe numerosas passagens escritas pelo Santo, em que se reflecte a sua luta interior e a procura constante da identificação com a vontade de Deus. Destaca especialmente a utilização que o autor faz da ampla correspondência de S. Josemaría. Nas cartas revela-se a inquietação sacerdotal de um espírito profundamente enraizado na Igreja católica do seu tempo.

O autor procura penetrar nas razões profundas do proceder de S. Josemaría. O fio condutor da biografia está na vida interior de oração, nas experiências espirituais – algumas delas, como os momentos de especial purificação passiva, a modo de noite escura da alma, são descritas no livro com base em nova e abundante documentação – e no apostolado, como projecção do amor de Deus.

Isto é especialmente patente nos capítulos dedicados à guerra civil, onde Vázquez de Prada quer mostrar que S. Josemaría entendeu e viveu os tempos de guerra como ocasião de purificação e provação espiritual e acentuou ainda mais o espírito de expiação e desagravo pelos pecados e ofensas cometidos. Não há, nas suas palavras, menção a batalhas, vitórias, ou outras circunstâncias bélicas. Aparecem, sim, considerações de natureza espiritual e sacerdotal, especialmente pedindo pela paz, pelo perdão e reconciliação.

Como ponto importante destes anos para o posterior desenvolvimento desta prelatura católica, ressalta o trabalho apostólico com mulheres, que nessa época conheceu um especial incremento.


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JOÃO PAULO II, Exortação Apostólica pós-sinodal «Pastores do rebanho», Ed. Secretariado Geral do Episcopado/ Paulinas, Lisboa 2003, 196 págs.

SÍNODO DOS BISPOS, Mensagem da X Assembleia Geral Ordinária, Ed. Paulinas, Lisboa 2001, 19 págs.


A Exortação Apostólica pós-sinodal Pastores gregis constitui o fruto da X Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que se reuniu no Vaticano de 27 de Setembro a 30 de Outubro de 2001, subordinada ao tema: «O Bispo, ministro do Evangelho de Jesus Cristo para a esperança do mundo».

Este documento pode considerar-se como uma moderna «regra pastoral», que o Papa entrega aos 4.695 Bispos da Igreja de hoje, como síntese redigida com base nas propostas e nas sugestões apresentadas pelos trabalhos sinodais.

A primeira parte da Exortação delineia a identidade e a vida do Bispo no início do terceiro milénio, enquanto a segunda apresenta o ministério do Bispo como pastor da diocese, no contexto dos desafios actuais que ele deve enfrentar. Toda a Exortação Apostólica se coloca na perspectiva da esperança que o Bispo é chamado a reavivar nos fiéis e no mundo.

Eis o sumário do documento: Introdução. I- Mistério e ministério do Bispo. II- A vida espiritual do Bispo. III- Mestre da fé e arauto da palavra. IV- Ministro da graça do supremo sacerdócio. V- O governo pastoral do Bispo. VI- Na comunhão das Igrejas. VII- O Bispo perante os desafios actuais. Conclusão.

Recorde-se a Mensagem desta X Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, já na altura publicada.



COMISSÃO TEOLÓGICA INTERNACIONAL, Diaconado. Evolução e perspectivas, Publicações Communio, Editora Rei dos Livros, Lisboa 2003, 120 págs.


O estudo do tema do Diaconado tinha já sido empreendido pela Comissão Teológica Internacional (CTI) no decurso do seu precedente quinquénio (1992-1997). Dado que não se pôde chegar a um texto, o estudo foi retomado no quinquénio seguinte, tendo sido constituída uma nova subcomissão, presidida pelo teólogo português Pe. Henrique de Noronha Galvão. Depois de numerosas discussões na subcomissão e nas sessões plenárias da CTI, o presente texto foi aprovado pelo voto unânime da CTI em 2002, e o seu Presidente, Cardeal Joseph Ratzinger, autorizou a publicação.

O documento apresenta um estudo histórico de muito interesse para o sacramento da Ordem e um estudo teológico na perspectiva do Concílio Vaticano II, abordando também o problema das diaconisas.

Eis o seu sumário: Introdução. I - Da diaconia de Cristo à diaconia dos Apóstolos. II - O diaconado no Novo Testamento e na Patrística. III - Desaparecimento do diaconado permanente. IV - A sacramentalidade do diaconado do séc. XII ao séc. XX. V - A restauração do diaconado permanente no concílio Vaticano II. VI - A realidade actual do diaconado permanente. VII - A aproximação teológica do diaconado na senda do Vaticano II. Conclusão.




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