aCONTECIMENTOS eclesiais

DA SANTA SÉ

 

 

CENTRO TELEVISIVO VATICANO

 

Desde 1983, o Vaticano dispõe de um serviço de televisão para captar as imagens das celebrações públicas do Papa e a actividade diária em audiências, diferentes reuniões e as actividades dos Dicastérios da Cúria Romana. Trata-se do Centro Televisivo Vaticano (CTV), um serviço criado pelo Papa João Paulo II.

 

Este Centro foi apresentado no I Congresso Mundial de Televisões Católicas – promovido pelo Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, em Madrid, de 10 a 13 de Outubro passado – pelo seu Director, Pe. Federico Lombardi, que referiu a necessidade de existir sintonia entre o CTV e as várias televisões porque «temos necessidade uns dos outros». O CTV não é uma estação de televisão, não emite para o grande público. Antes passa o sinal do que capta no Vaticano para as televisões de todo o mundo.

Em cada ano, são 180 as transmissões directas realizadas pelo CTV (Angelus, audiência-geral, celebrações no Vaticano). Destas, cerca de 10 são feitas em co-produção com a RAI, envolvendo um maior número de meios de captação.

Para além das captações para os directos, o CTV filma todas as audiências e actividades do Papa e o que acontece de mais significativo no Vaticano e nos seus Dicastérios, que pode passar a quem o solicite. Tudo permanece em arquivo (são já 15 mil as cassetes que guardam as imagens do que se passa no Vaticano, desde 1983)

O CTV produz ainda documentários sobre temas relacionados com o Vaticano e, semanalmente, um magazine de actualidade Octava Dies») sobre o que acontece na Santa Sé, que estão também à disposição das televisões.

As imagens das viagens do Papa, captadas pelas estações de televisões locais, são enviadas, por acordo, para o CTV que as reenvia, gratuitamente, para as televisões católicas.

Para fazer chegar os seus conteúdos a todo o mundo, o CTV utiliza sobretudo o satélite, nomeadamente as emissões do canal Telepace (de Roma) e outras televisões católicas por satélite. Através deles emite todos os directos do Vaticano e o magazine «Octava Dies».

O Director do CTV comunicou ao Congresso que a transmissão destes directos requer autorização por parte do CTV, que faz acordos específicos com cada televisão, seja em ordem à transmissão dos directos, como da sua preparação (através do envio, com embargo, dos guiões ou textos de intervenções do Papa). São também esses acordos que definem o contributo que cada televisão pode dar ao CTV. No entanto, o Pe. Lombardi garantiu que não serão as questões económicas a impedir as televisões católicas de transmitir as imagens do Papa.

Embora sendo as televisões católicas as que mais fazem uso das produções do CTV, ele trabalha para todas as televisões. A todas faculta as imagens em directo ou as que estão em arquivo, se forem solicitadas.

.

 

BENTO XVI NO BRASIL

EM 2007

 

Bento XVI estará presente na V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe (CELAM), a realizar de 13 a 31 de Maio de 2007, na Aparecida (Brasil).

 

O Secretário da Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil, D. Odílio Pedro Scherer, anunciou que o Papa confirmou a convocação desta Conferência e prometeu que estaria presente. E acrescentou: «certamente será na abertura».

Subordinada ao tema: «Discípulos e Missionários de Jesus Cristo para que nele os nossos povos tenham vida», esta iniciativa da CELAM tem uma forte conotação missionária, mas também de reflexão sobre «a identidade cristã e a sua presença e actuação no mundo no meio dos povos» – disse o prelado brasileiro.

Com a presença neste país, D. Odílio Pedro Scherer espera que Bento XVI visite também outras cidades brasileiras.

Depois do Rio de Janeiro (Brasil, 1955); Medellin (Colômbia, 1968); Puebla (México, 1979) e Santo Domingo (1972), a V Conferência será na Aparecida (Brasil).

 

 

À MEMÓRIA DE

JOÃO PAULO II

 

No dia 16 de Outubro passado, dia em que a Polónia celebra há seis anos o Dia do Papa por ser o dia da eleição para o Pontificado do seu compatriota Karol Wojtyla, Bento XVI enviou a seguinte mensagem televisiva:

 

«Queridos irmãos e irmãs»

«Hoje, 16 de Outubro, dia em que comemoramos a eleição de Karol Wojtyla à Sede de Pedro, desejo unir-me espiritualmente a vós na oração de acção de graças pelo Pontificado do meu grande Predecessor. Recebei, pois, a minha cordial saudação.»

«Convosco desejo voltar com a memória ao inesquecível dia da sua eleição à Sede de Pedro. Oiço agora o eco das suas palavras, humildes, sábias e cheia de dedicação, quando respondeu à pergunta se aceitava a eleição feita pelos Cardeais: 'Na obediência da fé perante Cristo meu Senhor, confiando na Mãe de Cristo e da Igreja – consciente das grandes dificuldades – aceito!' Tenho diante dos olhos a sua figura, forte e serena, na varanda da Basílica de São Pedro, quando pela primeira vez deu a Bênção Urbi et Orbi, confiando na protecção de Nossa Senhora e no amor daqueles que, em todo o mundo, ia tomar a seu cargo como pastor e guia. Nunca esqueci o Seu profético chamamento: 'Não tenhais medo! Abri as portas a Cristo!' Agradeço a Deus, porque com estas imagens no coração pude passar mais de duas décadas ao seu lado, gozando da sua benevolência e amizade, e porque hoje posso continuar a sua obra sob o Seu olhar protector da casa do Pai. Agradeço a Deus pela sua vida gasta no amor de Cristo e dos homens, que enriqueceu a história de toda a humanidade com a graça do Espírito Santo, em atitude de fraternidade e de paz. Finalmente, agradeço a Deus pelo testemunho do seu sofrimento unido à tribulação de Cristo até à morte – testemunho, que nos dá a força para vivermos e nos consolida na esperança da eternidade.»

«Quanto querida era para João Paulo II a Igreja que está na Polónia! Quantas vezes o seu sentimento o manifestou! Amava-a como mãe que lhe dera a vida na fé e o fizera crescer no amor de Cristo e dos irmãos. Mas amava-a também como comunidade sempre unida ao redor dos Pastores, exposta no passado ao sofrimento de diversas perseguições, mas sempre fiel aos valores evangélicos. Quanto rezava e quanto se esforçava, para que a Polónia recuperasse a liberdade! E quando isto aconteceu, Ele apressou-se para que os seus concidadãos aprendessem a viver a liberdade dos filhos de Deus e não a dos filhos deste mundo, e para que conservassem a fé.»

«Consciente desta herança que Ele deixou à Igreja que está na Polónia, vim este ano a vós com o chamamento paulino: 'Permanecei fortes na fé'. Nesta ocasião desejo, uma vez mais, agradecer-vos pelo testemunho de fé viva, que destes naqueles tempos fortes do Espírito, e que alegrou o meu coração. Peço a Deus que conserve a fé às gerações futuras desta nobre Terra. Agradeço-vos de modo especial por todos os sinais de amorosa união com o Papa que sucedeu ao vosso grande Concidadão. Confio ao vosso apoio espiritual o meu serviço pela Igreja e pelo mundo.»

«Finalmente, neste dia saúdo com alegria todos os polacos. A memória de João Paulo II, o estudo da sua obra e do seu ensinamento, vos aproximem de Cristo. Sede o nó da unidade no comum esforço pelo futuro da Igreja e da nação. Abençoo a todos de todo o coração: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.»

 

 

JOÃO PAULO II ,

EVENTO TELEVISIVO

 

Um livro sobre a relação do Papa João Paulo II com a televisão foi apresentado pela editora Rai-Eri, por ocasião do 28.° aniversário da eleição de Karol Wojtyla para o papado.

 

«Karol Wojtyla, um Pontífice em directo» é o título do livro, acompanhado por um DVD e dedicado ao primeiro Papa cujo mandato foi documentado integralmente pela televisão, um meio que João Paulo II soube aproveitar para transmitir a sua mensagem.

A obra reúne as actas do congresso «Evento religioso, evento televisivo: João Paulo II», realizado na Universidade Gregoriana, em Abril passado.

João Paulo II, «com sua vida e também com sua morte deu-se ao mundo através dos media, desempenhando deste modo a maior forma de catequese», destacou o Mons. John P. Foley, presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.

O livro e o DVD, segundo a embaixadora polaca na Santa Sé, Hanna Suchocka, representam um guia precioso na reconstrução televisiva do pontificado de João Paulo II, e uma fonte de sabedoria e inspiração.

«João Paulo II transformou realmente a televisão, muito além da temática religiosa. A relação com a televisão foi um diálogo que elevou o papel de um meio tecnológico de neutralidade à voz, rosto, gestos e silêncio cheios de significado», comentou o Vice-director geral da RAI, Giancarlo Leone.

Sobre o esforço do serviço público italiano em testemunhar os factos do Pontificado, Leone mencionou principalmente o Jubileu de 2000 e os momentos vinculados à agonia, à morte de João Paulo II e à eleição de seu sucessor.

A proximidade da RAI com o mundo vaticano foi destacada também pelos eventos como «o primeiro telefonema de um Papa a um programa televisivo e os diversos filmes de ficção biográfica, incluindo um excelente sobre o Papa Luciani» (João Paulo I), recordou o director de programação Carlo Nardello.

«João Paulo II usava a tela para falar cara a cara com todos, como em uma relação pessoal», concluiu o Pe. Giuseppe Mazza, professor na Universidade Gregoriana, que dirigiu a edição do volume que reúne contribuições de 60 autores italianos e estrangeiros.

 

 

NOVO PREFEITO DA

CONGREGAÇÃO PARA O CLERO

 

O Cardeal Cláudio Hummes, até agora Arcebispo de São Paulo, foi nomeado pelo Papa Prefeito da Congregação para o Clero, sucedendo ao cardeal colombiano Dario Castrillón, que renunciou por motivo de idade.

 

O Cardeal Claúdio Hummes, de 72 anos, era apontado como um potencial candidato do Terceiro Mundo para suceder a João Paulo II no conclave que elegeu Bento XVI no ano passado. Desde 1998, está à frente da maior arquidiocese do Brasil, o país católico mais populoso do mundo.

 

 

DIFICULDADES NA VIAGEM

DO PAPA À TURQUIA

 

Já eram do conhecimento da Santa Sé as dificuldades para o encontro entre o Papa Bento XVI e o Primeiro-Ministro Turco, por ocasião da visita do Papa à Turquia, entre os dias 28 de Novembro e 1 de Dezembro próximos.

 

A Sala de Imprensa do Vaticano divulgou no passado dia 2 de Novembro que «a Santa Sé estava já informada há algum tempo – no decurso da preparação da viagem – acerca da coincidência (da viagem do Papa) com o importante compromisso do Primeiro-Ministro com a Cimeira da Nato, na Letónia». Informa ainda que, na preparação da viagem de Bento XVI à Turquia, o Vaticano foi sendo informado dos esforços do chefe do Governo, Recep Tayyip Erdogan, em se encontrar com Bento XVI, «mas não podia garanti-lo e, em caso de ausência, seria representado por outra importante autoridade do Governo, como o é o Vice-Primeiro-Ministro».

O comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé esclarece, assim, interpretações publicadas nos jornais italianos e turcos, que sugeriam a ausência do Primeiro-Ministro da Turquia por pressões de grupos islâmicos causadas pelo discurso do Papa durante a viagem à Alemanha.

Para além do contacto com o Governo turco, Bento XVI deverá encontrar-se com o Presidente da República, Ahmet Necdet Sezer, com Alí Bardokoglu, máxima autoridade islâmica do país, com o Patriarca ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I, e com o Patriarca arménio apostólico, Mesrop II Mutafyan.

 

 

PRÓXIMO SÍNODO DOS BISPOS

EM OUTUBRO DE 2008

 

De 5 a 26 de Outubro de 2008 realiza-se, no Vaticano, a XII Assembleia-geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. Convocado pelo Papa Bento XVI no passado dia 6 de Outubro, esta reunião de representantes das Igrejas locais de todo o mundo terá por tema «A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja».

 

Neste momento, decorre a preparação do Sínodo. Em Roma, reuniu o Conselho Ordinário da Secretaria-geral do Sínodo dos Bispos para analisar a elaboração dos «Lineamenta», o documento inicial de reflexão e consulta para a Igreja universal. Os membros do Conselho apresentaram reflexões e esclarecimentos sobre o tema da Palavra de Deus na Igreja de hoje, com base na sua experiência directa nas Igrejas particulares. Debateram-se diversos aspectos do tema relacionados com a Palavra de Deus na liturgia, na pregação, na catequese, na teologia, na espiritualidade, na «lectio divina», na leitura privada, na inculturação e no ecumenismo. Na discussão, valorizaram-se as referências à Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II sobre a Divina Revelação, «Dei Verbum», documento incontornável, sobretudo na fase preparatória do Sínodo, já que tal Constituição permanece ainda em parte a ser aplicado. Foi também destacada a importância do Catecismo da Igreja Católica, que acolheu e posteriormente desenvolveu as indicações da «Dei Verbum».

Após o debate, os membros do Conselho Ordinário da Secretaria-geral do Sínodo dos Bispos reuniram-se em dois grupos de estudo, o inglês e o italiano, para elaborar um esquema geral dos «Lineamenta». No final, foram redigidos dois projectos de esquema, com amplas convergências, a partir das quais o Conselho, em sessão plenária, fará um texto único.

A próxima reunião deste Conselho está agendada para os dias 24 e 25 de Janeiro de 2007. Nesse encontro será aprovado o texto definitivo dos «Lineamenta»: o documento de trabalho do Sínodo dos Bispos, a remeter às Igrejas locais para iniciar, localmente, a preparação imediata do Sínodo.

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial