7º Domingo Comum

18 de Fevereiro de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Povos da Terra, Cantai Hinos, S. Marques, NRMS 55

cf. Salmo 12, 6

Antífona de entrada: Eu confio, Senhor, na vossa bondade. O meu coração alegra-se com a vossa salvação. Cantarei ao Senhor por tudo o que Ele fez por mim.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

S. Paulo convida-nos hoje a trazer em nós a imagem de Cristo (2ª leitura). «Assim Deus demonstra o seu amor para connosco: quando ainda éramos pecadores é que Cristo morreu por nós». E Jesus não se limitou a instituir novidade absoluta do perdão e do amor aos inimigos. Ele é misericórdia e perdão para com os que condenam, martirizam e escarnecem. Deixemo-nos interpelar pela Liturgia de hoje e aprenderemos a compreender, desculpar e perdoar, para sermos «filhos do Altíssimo, que é bom até para os ingratos e os maus» (Evangelho).

Peçamos perdão ao Senhor das nossas faltas… e confessemos que somos pecadores.

 

Oração colecta: Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, meditando continuamente nas realidades espirituais, pratiquemos sempre, em palavras e obras, o que Vos agrada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Escutemos o relato dum episódio em que David, figura de Cristo, mostra a sua benevolência para com Saúl, que o perseguia de morte.

 

1 Samuel 26, 2.7-9.12-13.22-23

Naqueles dias, 2Saul, rei de Israel, pôs-se a caminho e desceu ao deserto de Zif com três mil homens escolhidos de Israel, para irem em busca de David no deserto. 7David e Abisaí penetraram de noite no meio das tropas: Saul estava deitado a dormir no acampamento, com a lança cravada na terra à sua cabeceira; Abner e a sua gente dormia à volta dele. 8Então Abisaí disse a David: «Deus entregou-te hoje nas mãos o teu inimigo. Deixa que de um só golpe eu o crave na terra com a sua lança e não terei de o atingir segunda vez». 9Mas David respondeu a Abisaí: «Não o mates. Quem poderia estender a mão contra o ungido do Senhor e ficar impune?» 12David levou da cabeceira de Saul a lança e o cantil e os dois foram-se embora. Ninguém viu, ninguém soube, ninguém acordou. Todos dormiam, por causa do sono profundo que o Senhor tinha feito cair sobre eles. 13David passou ao lado oposto e ficou ao longe, no cimo do monte, de sorte que uma grande distância os separava. 22Então David exclamou: «Aqui está a lança do rei. Um dos servos venha buscá-la. 23O Senhor retribuirá a cada um segundo a sua justiça e fidelidade. Ele entregou-te hoje nas minhas mãos e eu não quis atentar contra o ungido do Senhor».

 

Este episódio, de que a leitura respiga alguns versículos, mostra a coragem de David e a sua benevolência e magnanimidade para com Saúl, que o perseguia de morte; tem bastantes semelhanças com o que é relatado no capítulo 24, mas sucedido na caverna de Engadi, parecendo mesmo a alguns tratar-se dum duplicado. «Zif» fica no Néguev, a Sudoeste do Mar Morto.

7 «Com a lança cravada na terra». Como insígnia de poder e comando, ainda hoje é usada por tribos árabes. «Abner», comandante das tropas de Saúl e seu grande apoiante.

 

Salmo Responsorial      Sl 102 (103), 1-2.3-4.8.10.12-13 (R. 8a)

 

Monição: Com o Salmo 102 cantemos o louvor de Deus, que é clemente e compassivo, sempre disposto a perdoar ao pecador arrependido, um Pai que se compadece dos seus filhos.

 

Refrão:         O Senhor é clemente e cheio de compaixão.

Ou:                Senhor, sois um Deus clemente e compassivo.

 

Bendiz, ó minha alma, o Senhor

e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor

e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

 

Ele perdoa todos os teus pecados

e cura as tuas enfermidades;

salva da morte a tua vida

e coroa-te de graça e misericórdia.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade;

não nos tratou segundo os nossos pecados,

nem nos castigou segundo as nossas culpas.

 

Como o Oriente dista do Ocidente,

assim Ele afasta de nós os nossos pecados;

como um pai se compadece dos seus filhos,

assim o Senhor Se compadece dos que O temem.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Escutemos S. Paulo que nos coloca perante um dilema decisivo para a nossa vida.

 

1 Coríntios 15, 45-49

Irmãos: 45O primeiro homem, Adão, foi criado como um ser vivo; o último Adão tornou-se um espírito que dá vida. 46O primeiro não foi o espiritual, mas o natural; depois é que veio o espiritual. 47O primeiro homem, tirado da terra, é terreno; o segundo homem veio do Céu. 48O homem que veio da terra é o modelo dos homens terrenos; o homem que veio do Céu é o modelo dos homens celestes. 49E assim como trouxemos em nós a imagem do homem terreno, procuremos também trazer em nós a imagem do homem celeste.

 

S. Paulo, ao falar da ressurreição, estabelece um paralelo com a antítese entre Adão – «primeiro homem» (em hebraico adam significa «homem») – e Cristo, o «último Adão». O «primeiro» é simplesmente um ser vivo, em contraste com o «segundo», que dá a vida. Depois de acentuar as diferenças – alguns autores pensam que, ao dizer que «o primeiro não foi o espiritual», quis rebater as ideias de Filon de Alexandria, que falava dum Adão celeste, espiritual e assexuado, anterior ao primeiro homem de que fala a Bíblia –, exorta os Coríntios a identificarem-se com o modelo (imagem) do «homem celeste», Jesus Cristo (v. 49).

 

Aclamação ao Evangelho          Jo 13, 34

 

Monição: Estejamos atentos à radicalidade com que Jesus nos chama a segui-lo por caminhos de amor, perdão e misericórdia. Aclamemos a sua Palavra: aleluia, louvai o Senhor!

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4, F. Silva, NRMS 50-51

 

Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:

amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 6, 27-38

Naquele tempo, Jesus falou aos seus discípulos, dizendo: 27«Digo-vos a vós que Me escutais: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; 28abençoai os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos injuriam. 29A quem te bater numa face, apresenta-lhe também a outra; e a quem te levar a capa, deixa-lhe também a túnica. 30Dá a todo aquele que te pedir e ao que levar o que é teu, não o reclames. 31Como quereis que os outros vos façam, fazei-lho vós também. 32Se amais aqueles que vos amam, que agradecimento mereceis? Também os pecadores amam aqueles que os amam. 33Se fazeis bem aos que vos fazem bem, que agradecimento mereceis? Também os pecadores fazem o mesmo. 34E se emprestais àqueles de quem esperais receber, que agradecimento mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, a fim de receberem outro tanto. 35Vós, porém, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem nada esperar em troca. Então será grande a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom até para os ingratos e os maus. 36Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados. 38Dai e dar-se-vos-á: deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, a transbordar. A medida que usardes com os outros será usada também convosco».

 

Temos hoje a segunda parte do chamado «sermão da planície» (v. 17, correspondente ao da «montanha» em Mt 5, 1ss), que contém ensinamentos sobre o amor aos inimigos (vv. 27-36) e um apelo à magnanimidade e generosidade (vv. 37-38). Em Mateus, estes ensinamentos apareciam em confronto com a Lei antiga: «ouvistes o que foi dito…, mas Eu digo-vos…» (cf. Mt 5, 38-42.43-48), tendo em atenção aos destinatários do seu Evangelho, vindos do judaísmo, ao passo que para os destinatários de Lucas (vindos do mundo gentio) essa antítese não tinha interesse. Estes ensinamentos constituem o núcleo da mensagem de Cristo sobre o amor e a misericórdia, a grande originalidade dos seus ensinamentos, em face do ensino moral não só dos rabinos, como de todos os grandes líderes religiosos de todos os tempos.

27-28 O amor e o perdão aos inimigos. Por mais incompreensível que pareçam estas palavras, elas constituem a base mais sólida para evitar de raiz a violência e a guerra. Não é uma utopia, mas um programa de acção (é também a tese do autor judeu Pinchas Lapide, que lamenta que se tenha atenuado e adocicado o que de radical e exigente há em The Sermon on the Mount). Não se trata de uma «ética para os fracos», pois exige-se muitíssimo mais força de ânimo para perdoar do que para alimentar desejos de vingança. E o próprio Lucas sublinha o exemplo de Jesus, sobretudo ao perdoar aos que O crucificavam (cf. Lc 23, 34).

29-30 «Apresentar a outra face… deixar também a túnica… não reclamar». Trata-se de expressões chocantes, que visam a força expressiva através do efeito de contraste, bem ao gosto semítico; indicam graficamente qual é o espírito de Cristo, sintetizado no v. 31: o perdão completo, a magnanimidade, a caridade que se deve sobrepor à reclamação dos direitos (o que não significa que sempre tenhamos de renunciar ao que nos é devido).

31 «Como quereis que os outros vos façam, fazei-lho vós…» É a preciosa regra de ouro da caridade cristã, simples e prática, a ter sempre em conta.

35-38 Uma interpretação fundamentalista do v. 35 levou, a que, noutros tempos, alguns pensassem que era contrário ao Evangelho cobrar juros do dinheiro emprestado, como se sempre se tratasse de usura. O espírito de generosidade e magnanimidade permanece válido para sempre, tendo como referência a misericórdia de Deus a imitar (v. 36); trata-se dum comportamento que não é sem contrapartida, mas essa não é terrena: «a grande recompensa» (v. 35) será na outra vida. E essa retribuição de Deus remunerador tem uma «medida»: «a que usardes com os outros será usada [isto é, «Deus usará» – o chamado passivo divino] também convosco» (v. 38).

 

Sugestões para a homilia

 

·          Dispor-se a estar à alturas das exigências radicais e ilimitadas do Evangelho: «sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso».

·          O amor dos inimigos ultrapassa a lógica humana; enquadra-se na lógica da Cruz e do amor incompreensível de Cristo por nós, pecadores.

·          Só o empenhamento no perdão total é garantia de paz e consegue quebrar a espiral da violência que vemos entre as nações e no seio das próprias famílias.

 

Jesus Cristo veio trazer aos homens uma estatura nova, uma nova dimensão, e uma situação radicalmente nova no seu relacionamento mútuo. E toda esta novidade está contida na afirmação de S. Paulo, proclamada na segunda leitura deste Domingo: – «E assim como trouxemos em nós a imagem do homem terreno, procuremos também trazer em nós a imagem do homem celeste». O Apóstolo tinha chamado a Cristo o «último» Adão, em contraste com o primeiro, o «terreno». Assim como este, o primeiro, fora a cabeça da velha humanidade, pecadora, perecível, ultrapassada, assim Jesus Cristo é a cabeça duma humanidade nova, reconciliada, resgatada, estruturada segundo um Espírito novo, o próprio Espírito de Jesus Cristo, o Espírito Santo, alma desta humanidade nova que constitui o Reino de Deus.

E só neste contexto, de cidadãos do Reino, estaremos à altura de nos confrontarmos com as exigências radicais e ilimitadas que o Senhor nos apresenta no Evangelho deste domingo: «Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso».

 

É à luz deste preceito que temos de entender todos os outros que o Senhor enumera, começando por aquele que é o mais exigente, o mais duro, quase incompreensível para nós: – «Amai os vossos inimigos, fazei bem àqueles que vos odeiam…» Jesus padece fora de toda a lógica humana, contrário mesmo a toda a tradição recebida… Como então? É que, como diz S. Paulo, «Deus demonstra o Seu amor para connosco, pelo facto de Cristo haver morrido por nós, quando ainda éramos pecadores» (Rom 5, 8).

É assim a misericórdia do Pai do Céu. Terá que ser este o espírito da humanidade nova: todos, misericordiosos como o Pai, prontos, como Cristo, a morrer para que os outros vivam, mesmo e sobretudo quando eles são ou nós os julgamos pecadores. E, assim, já não há inimigos: há homens que eu tenho sempre obrigação de amar, para os quais devo ter o coração sempre aberto, sempre acolhedor, mesmo quando são incompreensíveis, hostis, injustos. É que eu não posso – está-me formalmente proibido – «pagar o mal com o mal».

Posso – e devo – denunciar os erros, os atropelos, as situações de opressão, as injustiças; não posso é recorrer aos meios condenados pelo Evangelho, à luz da palavra hoje proclamada. É-me vedado recorrer às armas, à violência, à mentira, ao ódio, à vingança. Mais uma vez São Paulo, cujo coração estava perfeitamente sintonizado com o coração de Jesus Cristo, recomenda: «Se o teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer, se tem sede, dá-lhe de beber» (Rom 12, 20). Claro que tudo isto exige de nós uma grande capacidade de misericórdia, uma capacidade que excede todas as nossas capacidades, pois terá que ser como a do Pai do Céu: «Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso». É esta a meta – inatingível – do nosso esforço; por isso se diz que para um cristão «a única medida do amor é amar sem medida».

 

Só neste empenhamento de perdão total, de ajuda desinteressada, de desprendimento dos bens, conseguiremos quebrar a espiral da violência que é um dos nossos dias e que assenta na velha e renegada Lei do Talião: «olho por olho e dente por dente». Assim não. A espiral da violência arrasta um cortejo interminável de atentados, de perseguições, de desolação, de morte, sempre mais temível, cada vez mais devastadora. Só mesmo a radicalidade do Evangelho – «Amai os vossos inimigos» – será capaz de inverter todo este processo, e criar as condições da tal paz, da autêntica, daquela que «o mundo não pode dar».

Não queria terminar sem uma referência à 1.ª leitura: é um episódio da perseguição que Saúl, roído de inveja, movia implacavelmente contra o jovem David. Este, tendo Saúl adormecido e ao alcance dum golpe que lhe seria fatal, coibiu-se de o fazer e poupou-lhe a vida, porque Saul era «ungido do Senhor». Admirável exemplo de respeito pela vida humana, que é sagrada e pertence só a Deus que a criou.

Pois bem, todos nós, os que recebemos o Seu Espírito, somos «ungidos do Senhor».

Aprendamos a respeitar a nossa vida e a dos outros, desde a concepção até à morte natural. Também isto cabe no «sermos misericordiosos, como é misericordioso o nosso Pai».

 

 

Oração Universal

 

Oremos, irmãos e irmãs, ao Pai do Céu,

que é misericordioso para com todos,

e abramos o nosso coração às dimensões

daquela oração que Jesus nos ensinou,

suplicando (ou: cantando), humildemente:

 

R. Abençoai, Senhor, o vosso povo.

Ou: Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.

Ou: Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

1.  Pela santa Igreja que se estende pelo mundo inteiro,

para que, vencendo a tentação de julgar e condenar,

manifeste sempre e em tudo a misericórdia de Jesus,

oremos ao Senhor.

 

2.  Pelos crentes de todas as religiões da terra,

para que amem aqueles que os não amam

e perdoem àqueles que os perseguem,

oremos ao Senhor.

 

3.  Pelos povos e países mais pobres,

para que as nações mais poderosas deste mundo

respeitem os seus direitos e destinos,

oremos ao Senhor.

 

4.  Pelos homens violentos, como Saul,

e pelos pacíficos, como David,

para que não se deixem dominar pela vingança,

oremos ao Senhor.

 

5.       Pelos membros da nossa assembleia,

para que, por palavras e por obras,

perdoem e façam o bem que agrada a Deus,

oremos ao Senhor.

 

 

Senhor, nosso Deus, ensinai-nos a compreender as palavras do vosso Filho

e a seguir o seu exemplo, para que o vosso amor em nós

acolha todos os homens como irmãos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Subam até Vós, M. Luis, NCT 250

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, que celebremos dignamente estes divinos mistérios, de modo que os dons oferecidos para vossa glória sejam para nós fonte de eterna salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. Santos, NCT 201

 

Monição da Comunhão

 

Sem perdão não há amor verdadeiro. E, como dizia Santo Agostinho, «só o amor distingue os filhos de Deus dos filhos do diabo». Nós procuramos identificar-nos com o que Jesus disse: «Se estás para fazer a tua oferta diante do altar, e te lembrares ali que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem fazer a tua oferta». Reconciliados com Deus e com o próximo, dispomo-nos a receber o Senhor que alimenta o nosso amor a Deus e aos outros e nos inunda dos seus sentimentos de misericórdia e perdão.

 

Cântico da Comunhão: Se Vos Amardes Uns aos Outros, F. da Silva, NRMS 22

Salmo 9, 2-3

Antífona da comunhão: Cantarei todas as vossas maravilhas. Quero alegrar-me e exultar em Vós. Cantarei ao vosso nome, ó Altíssimo.

 

Ou

cf. Jo 11, 27

Senhor, eu creio que sois Cristo, Filho de Deus vivo, o Salvador do mundo.

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos pedimos, Deus omnipotente, que este sacramento de salvação seja para nós penhor seguro de vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos viver a nossa Missa ao longo da semana, pondo em prática a regra de ouro que ouvimos no Evangelho: «Como quereis que os outros vos façam, fazei-lho vós também».

Assim o nosso lar será um remanso de paz; assim seremos «semeadores de paz e de alegria» à nossa volta.

 

Cântico final: Povo Teu Somos ó Senhor, NCT 360

 

 

Homilias Feriais

 

7ª SEMANA

 

feira, 19-II: A força da oração.

Sir. 1, 1-10 / Mc. 9, 14-29

Jesus replicou-lhe: Se podes?! Tudo é possível a quem acredita.

«Tal é a força da oração: ‘tudo é possível a quem acredita’ (Ev.), com uma fé que não hesita» (CIC, 2610).

A oração, feita com fé, é o melhor meio de vencermos a tentações, de ultrapassarmos as dificuldades, de obtermos do Senhor aquilo que precisamos. Além disso, «a fonte da sabedoria é a palavra de Deus no alto dos Céus e os seus caminhos são preceitos eternos» (Leit.). Precisamos acolher com fé a palavra de Deus, que nos indica o verdadeiro caminho para o céu.

 

feira, 20-II: Avaliação das virtudes.

Sir. 1, 2-11 / Mc. 9, 30-37

E dizia-lhes: O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Estes hão-de matá-lo…

«Jesus já por três vezes tinha anunciado a sua paixão e a sua ressurreição (cf. Ev.)» (CIC, 558).

É difícil para os discípulos e para cada um de nós compreender o sentido da paixão e morte do Senhor. Mas a cruz é um sinal positivo: é um sinal salvífico. Por isso, recomenda o livro sapiencial: «se pretendes servir o Senhor, prepara a tua alma para ser provado… Tudo aquilo que te aconteça, procura aceitá-lo… Pois no fogo é que o oiro se avalia, e os que a Deus agradam, na fornalha da humilhação» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração:             Geraldo Morujão

Homilia:                            Abel Figueiral (adaptação da rádio por GM)

Nota Exegética:           Geraldo Morujão

Homilias Feriais:          Nuno Romão

Sugestão Musical:    Duarte Nuno Rocha

 


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