4º Domingo Comum

28 de Janeiro de 2007

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Salvai-nos, Senhor, Nosso Deus, Az. Oliveira, NRMS 67

Salmo 105, 47

Antífona de entrada: Salvai-nos, Senhor nosso Deus, e reuni-nos de todas as nações, para dar graças ao vosso santo nome e nos alegrarmos no vosso louvor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A celebração da missa dominical é a expressão festiva de uma assembleia que exprime a sua fé em Cristo e na Igreja. Chegar a horas, ter consciência da presença de Deus, responder em voz alta ao diálogo do presidente, estar atento à Palavra de Deus proclamada nas leituras e na homilia, participar nos cânticos da assembleia, vibrar com o mistério, dar o gesto da paz com sentido religioso e compreensivo são componentes indispensáveis para que haja uma boa celebração. Vamos procurar ter isto bem presente nesta Eucaristia.

Hoje é o Dia Mundial dos Leprosos. Fazem parte do chamado Quarto Mundo. Esperam a nossa solidariedade e ajuda. Madre Teresa de Calcutá disse um dia: a pior doença não é a lepra, mas a falta de afecto.

 

Oração colecta: Concedei, Senhor nosso Deus, que Vos adoremos de todo o coração e amemos todos os homens com sincera caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Chamado por Deus desde o seio materno, Jeremias é escolhido para ser proclamador da Palavra. Também nós somos fruto do amor criador de Deus. Saibamos realizar a missão que o Senhor nos confiou.

 

Jeremias 1, 4-5.17-19

No tempo de Josias, rei de Judá, 4a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 5«Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei e te constituí profeta entre as nações. 17Cinge os teus rins e levanta-te, para ires dizer tudo o que Eu te ordenar. Não temas diante deles, senão serei Eu que te farei temer a sua presença. 18Hoje mesmo faço de ti uma cidade fortificada, uma coluna de ferro e uma muralha de bronze, diante de todo este país, dos reis de Judá e dos seus chefes, diante dos sacerdotes e do povo da terra. 19Eles combaterão contra ti, mas não poderão vencer-te, porque Eu estou contigo para te salvar».

 

O texto refere a vocação divina do Profeta de Anatot, em que se evidenciam três elementos: a eleição, a missão e a protecção divinas, que tronam possível a superação da incapacidade humana e de todas as dificuldades; por isso, Deus diz: «Não temas…» «Eu estou contigo…» A vocação do Profeta dá-se no tempo de Josias, que reinou entre 640 e 609 a. C..

5 «Eu te escolhi» (à letra: «Eu te conheci»). Trata-se de um conhecimento de Deus que equivale a escolher e predestinar; cf. Am 3, 2; Rom 8, 29 (quos præscivit, et prædestinavit); de facto, com o chamar à vida, Deus já tem um projecto particular para cada uma das suas criaturas.

 

Salmo Responsorial      Sl 70 (71), 1-2.3-4a.5-6ab.15ab.17 (R. cf. 15ab)

 

Monição: Chamados por Deus, devemos indicar aos homens o caminho que conduz à salvação. Sem desânimo porque Deus está connosco.

 

Refrão:         A minha boca proclamará a vossa salvação.

 

Em Vós, Senhor, me refugio,

jamais serei confundido.

Pela vossa justiça, defendei-me e salvai-me,

prestai ouvidos e libertai-me.

 

Sede para mim um refúgio seguro,

a fortaleza da minha salvação.

Vós sois a minha defesa e o meu refúgio:

meu Deus, salvai-me do pecador.

 

Sois Vós, Senhor, a minha esperança,

a minha confiança desde a juventude.

Desde o nascimento Vós me sustentais,

desde o seio materno sois o meu protector.

 

A minha boca proclamará a vossa justiça,

dia após dia a vossa infinita salvação.

Desde a juventude Vós me ensinais

e até hoje anunciei sempre os vossos prodígios.

 

Segunda Leitura *

 

Monição: Todos somos chamados a ser profetas da caridade revelando aos outros, pelo testemunho da vida, a caridade infinita de Deus.

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: 1 Coríntios 12, 31 – 13, 13;                           forma breve: 1 Coríntios 13, 4-13

Irmãos: [31Aspirai com ardor aos dons espirituais mais elevados. Vou mostrar-vos um caminho de perfeição que ultrapassa tudo: 1Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como bronze que ressoa ou como címbalo que retine. 2Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu possua a plenitude da fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. 3Ainda que distribua todos os meus bens aos famintos e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada me aproveita.]

4A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa; 5não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento; 6não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; 7tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8O dom da profecia acabará, o dom das línguas há-de cessar, a ciência desaparecerá; mas a caridade não acaba nunca. 9De maneira imperfeita conhecemos, de maneira imperfeita profetizamos. 10Mas quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. 11Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança e pensava como criança. Mas quando me fiz homem, deixei o que era infantil. 12Agora vemos como num espelho e de maneira confusa, depois, veremos face a face. Agora, conheço de maneira imperfeita, depois, conhecerei como sou conhecido. 13Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade.

 

Este texto paulino é o mais sublime elogio da caridade jamais feito, uma das páginas mais belas de toda a Bíblia, que tanto entusiasmava Teresa de Lisieux. Nos vv. 31.1-3 temos a exaltação da caridade acima dos carismas mais elevados; nos vv. 4-7, o elogio da caridade, apontando o que ela exclui e o que ela engloba; nos vv. 8-12, a exposição de como, ao contrário dos carismas e da própria fé e esperança, ela não acaba nunca; daí a sua perfeição e superioridade.

12 «Agora», isto é, nesta vida terrena; «depois», isto é, na eterna bem-aventurança do Céu. «Com num espelho», a saber, de maneira indirecta e confusa (à letra: «como coisa enigmática»); com efeito, na época, os espelhos, mesmo os melhores, como eram os de Corinto, não permitiam observar a imagem com toda a nitidez como sucede agora com os nossos espelhos. «Face a face»: assim será no Céu a nossa visão de Deus, pois «vê-lo-emos tal como Ele é» (1 Jo 3, 2), à maneira de «como sou conhecido» (por Deus), numa contemplação cheia de amor e directa, através daquilo que os teólogos chamam o «lumen gloriæ».

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 4, 18

 

Monição: Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. Ele é o nosso modelo e a nossa força. (Lucas 4, 18)

 

Aleluia

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 46

 

O Senhor enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres,

a proclamar aos cativos a redenção.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 4, 21-30

Naquele tempo, 21Jesus começou a falar na sinagoga de Nazaré, dizendo: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir». 22Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca. E perguntavam: «Não é este o filho de José?» 23Jesus disse-lhes: «Por certo Me citareis o ditado: ‘Médico, cura-te a ti mesmo’. Faz também aqui na tua terra o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum». 24E acrescentou: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra. 25Em verdade vos digo que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra; 26contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia. 27Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã». 28Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga. 29Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e levaram-n’O até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo. 30Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho.

 

Temos hoje a conclusão do Evangelho do Domingo anterior: o resultado da pregação de Jesus na sinagoga de Nazaré.

22 «Todos davam testemunho em seu favor». Esta foi a primeira reacção, uma reacção positiva. Algum autor, porém, traduziu: «todos se declaravam contra», o que não parece correcto. Com efeito, embora o verbo grego possa indicar tanto um testemunho a favor, como um testemunho contra, a verdade é que o contexto não autoriza uma tal tradução, tanto os lugares paralelos (Mt 13, 54; Mc 6, 2), como o contexto próximo, que sugere o passar duma atitude de admiração para uma atitude de repulsa (v. 22 e v. 28); o facto de não ser citado mais texto de Isaías (61, 2), onde se fala do «dia da vingança do Senhor», não é razão suficiente para concluir que todos se declaravam contra pelo facto de não ter levado mais adiante a citação; o texto de Lucas (criticamente seguro) não diz que a reacção foi devida a citar «só» «as palavras da graça» (a tradução litúrgica diz «cheias de graça», uma interpretação aceitável).

«Não é este o filho de José?». Lucas não tem qualquer escrúpulo de usar esta expressão posta na boca do povo, que ignora a origem divina de Jesus, pois já tinha antes deixado bem clara a sua concepção virginal. S. Marcos, porém, no lugar paralelo, tem «o filho de Maria», pois, não tendo relatado a concepção virginal de Jesus, parece ter querido evitar qualquer mal entendido dos seus leitores.

23 «O que ouvimos dizer…». Isto é uma prova de que esta pregação na sinagoga de Nazaré não foi o primeiro momento da pregação de Jesus; Lucas adopta uma ordem lógica ou teológica, não necessariamente uma ordem cronológica (ver nota 16 ao Evangelho do passado Domingo).

30 «Seguiu o seu caminho», isto é, não fugiu, como tentaria fazer um falso profeta. A serenidade majestosa de Jesus é suficiente para deixar paralisados os que se Lhe opunham movidos pelo ressentimento, desconfiança e desdém.

 

Sugestões para a homilia

 

A caridade não acaba nunca

Educar para o amor

Cristo nem sempre foi compreendido

A caridade não acaba nunca

Na segunda leitura temos um verdadeiro hino à caridade. Aí São Paulo canta a beleza e as características da caridade bem como a sua excelência no conjunto das virtudes teologais e morais. Ela é paciente, amável, compreensiva. Ela gera a paz para vencer a violência; o sorriso e o perdão para esquecer as injúrias; a paciência perante as incompreensões e os desvarios. A caridade transforma a vida.

A caridade é a maior das virtudes (I Cor. 13, 13). Ela faz os santos. A caridade para com o próximo é uma derivação da caridade para com Deus. O amor de Deus e do próximo são inseparáveis porque são manifestação da mesma caridade. Ela descobre no próximo um filho de Deus, um irmão de Jesus Cristo. Esta é a máxima norma e tudo deve tender para ela. Praticá-la é revelar aos homens o rosto de Deus.

Se não tiver caridade nada sou (I Cor. 13, 12). Sem ela as outras virtudes ficam mortas. O mais belo corpo sem alma será cadáver exânime; também se não praticarmos a caridade, se não formos fecundados pelo amor de Deus, a transbordar em amor aos homens, não passamos de cadáveres ambulantes.

A caridade não acaba nunca (I Cor. 13, 8). Permanece para sempre. A fé há-de converter-se em visão beatífica nos esplendores da luz perpétua. A esperança tornar-se-á em posse da vida eterna: estaremos sempre com o Senhor (I Tess. 6, 17). A caridade, essa não acaba nunca, é imortal, como a alma, como a própria Divindade. Deus é caridade (I Jo. 4, 16). O homem caridoso é homem divinizado, é santo.

Educar para o amor

Ninguém nasce ensinado, diz o ditado. Temos de nos educar, aprender tudo aquilo que é indispensável para viver em sociedade, para levar uma vida condigna. Também precisamos de ser educados para o amor, para a caridade, como aliás para as demais virtudes. E não apenas para a caridade visível, concretizada na prática das 14 obras de misericórdia, mas ainda para a invisível, aquela que se exerce pela oração, pela mortificação, pelo sofrimento, pelo silêncio. Isto implica esforço, trabalho da nossa parte cooperando fiel e generosamente com a graça que Deus nos oferece; e com a ajuda dos pais, dos catequistas, dos professores e demais educadores.

O fracasso das nossas relações interpessoais, o carácter fútil e passageiro dos nossos encontros, a multiplicação de divórcios e rupturas, tudo isso manifesta a falta de preparação das pessoas para viverem o essencial, o amor de que nos fala São Paulo, confundindo os instintos e as paixões espontâneas com a experiência do amor. A banalização do amor significa a sua perversão. Há que contrariar as falsas concepções do amor, a idolatria do sexo e as falsas concepções da felicidade. Claro que, para o homem carnal, o amor autêntico é uma loucura que ele não compreende.

Quando a Igreja lembra a verdade a este respeito não o faz, como alguns pensam, pela mania de se meter na vida das pessoas ou, pior ainda, pela sua tendência para ser desmancha-prazeres. O prazer também foi criado por Deus. Mas acima do prazer está o amor que lhe serve de base e lhe garante a plenitude. O que a Igreja condena é o prazer sem amor, porque isso redunda sempre em frustração, egoísmo, desencanto e muitos outros traumas que não deixam as pessoas serem verdadeiramente felizes.

É este o sentido da castidade. A castidade é a verdade do amor. É preciso afirmá-lo sem rodeios e buscar formas de educar o amor, sem demagogias nem cedências ilusórias.

Cristo nem sempre foi compreendido

Veio para o que era seu e os seus não o receberam (Jo. 1, 11). Quer dizer não O aceitaram, não O compreenderam. Os evangelistas não deixam de frisar isto mesmo até por parte de alguns conhecidos e familiares (Mc. 3, 21). O trecho que acabamos de ouvir o comprova. Jesus veio a Nazaré onde tinha sido criado, falou ao povo na sinagoga, mas a certa altura todos se encheram de ira contra Ele a ponto de o quererem linchar. Não O compreenderam. Mas Jesus, passando por meio deles, seguiu o seu caminho.

O mesmo acontece com a Igreja. Prolongamento de Cristo para levar a sua mensagem a todos os ambientes, depara com uma sociedade marcada pelo sucesso e pela busca do prazer. A mentalidade actual não compreende o discurso da Igreja. Vê-se tudo pelo prisma do dinheiro, do prazer e da promoção social. Assim é difícil apresentar os valores da moral cristã que vão contra o materialismo e o comodismo a que as pessoas se acomodam.

E nós? Por vezes, talvez nos sintamos entusiasmados com umas coisas que ouvimos, com uma palavra ou gesto do Papa, com uma homilia ou uma leitura que fizemos. Mas depois, com a rotina, a preguiça, o meio ambiente, o peso dos cuidados e dos prazeres da vida, esmorecemos. Esquecemos tudo e não fazemos qualquer esforço para as levar à prática. Como os discípulos de Emaús (Lc. 24, 29) peçamos ao Senhor que fique connosco e Ele dar-se-nos-á a conhecer na «fracção do pão». Na Eucaristia Jesus será, para cada um de nós, fonte de caridade, de comunhão com Ele e com todos os homens.

 

 

Oração Universal

 

Oremos irmãos, a Deus nosso Pai, em cujas mãos está o destino do universo

e supliquemos-lhe que ouça as preces do seu povo.

 

1.  Pela Santa Igreja dispersa por todo o mundo:

Para que alcance a plenitude do amor de Deus

e seja fiel à missão que Cristo lhe confiou,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos governantes das nações:

Para que sejam obreiros da paz no mundo,

e todos os povos possam viver na justiça,

na paz e na liberdade,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelos pobres e aflitos,

pelos doentes e moribundos

e por todos os que sofrem:

Para que encontrem alívio, consolação e saúde,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos nossos trabalhadores e por todos nós aqui reunidos:

Para que nos saibamos amar mutuamente,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos jovens da nossa comunidade:

para que perseverem na verdadeira fé

e cresçam sempre na caridade,

oremos, irmãos.

 

Ó Deus, nosso refúgio e fortaleza:

Ouvi benigno as orações da Vossa Igreja

e concedei-nos com abundância o que vos pedimos com fé.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Para Vós Senhor, M. Carneiro, NRMS 73-74

 

Oração sobre as oblatas: Apresentamos, Senhor, ao vosso altar os dons do vosso povo santo; aceitai-os benignamente e fazei deles o sacramento da nossa redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Alimentados com o Pão da vida, que é Cristo, peçamos-lhe que nos ajude a crescer na fé, na esperança e na caridade.

 

Cântico da Comunhão: Senhor Nada Somos sem Ti , F. da Silva, NRMS 84

Salmo 30, 17-18

Antífona da comunhão: Fazei brilhar sobre mim o vosso rosto, salvai-me, Senhor, pela vossa bondade e não serei confundido por Vos ter invocado.

 

Ou

Mt 5, 3-4

Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra prometida.

 

Cântico de acção de graças: É Bom Louvar-Te, Senhor, M. Carneiro, NRMS 84

 

Oração depois da comunhão: Fortalecidos pelo sacramento da nossa redenção, nós Vos suplicamos, Senhor, que, por este auxílio de salvação eterna, cresça sempre no mundo a verdadeira fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Na campa rasa de Madre Teresa de Calcutá estão gravadas estas palavras: «obras de amor são obras de paz».

Ela viveu como ninguém o mandamento do amor. Com os mais pobres dos pobres. Foi isto que a tornou conhecida mundialmente. Foi isto que a imortalizou.

 

Cântico final: Vós Me Salvastes, Senhor, M. Simões, NRMS 16

 

 

Homilias Feriais

 

4ª SEMANA

 

feira, 29-I: A fé e as desgraças.

Heb. 11, 32-40 / Mc. 5, 1-20

Estes, pela fé, subjugaram reinos, exerceram a justiça, alcançaram bens prometidos. Fecharam a boca dos leões…

Esta passagem faz o elogio da fé dos antigos. Sofreram terríveis perseguições, porque Deus tinha preparado um destino melhor para eles (cf. Leit.). Pelo contrário, os gadarenos pediram a Jesus que se retirasse porque, para salvar dois homens, tinham morrido dois mil porcos (cf. Ev.).

É muito frequente que a lógica de Deus não coincida com a dos homens. Só a nos ajudará a descobrir a mão de Deus por detrás dos males humanos. Aproveitemos as desgraças desta vida para sermos felizes na outra.

 

feira, 30-I: O Senhor ‘toca-nos’ para nos curar.

Heb. 12, 1-4 / Mc. 5, 21-43

São tantos os antigos a atestar-nos as grandezas da fé, que se diriam uma nuvem a rodear-nos.

O Antigo Testamento é rico em testemunhos da fé. No entanto, Deus previa para nós a graça de acreditarmos no seu Filho, «guia da nossa fé» (Leit.).

Jesus realizou o milagre da cura da hemorroísa, que lhe tocou na veste, porque viu a fé deste mulher: «foi a tua fé que te salvou» (Ev.). Nós estamos a ‘tocar em Jesus’ quando o recebemos na Comunhão ou fazemos oração. Mas Jesus ‘também nos toca’: «Por isso, nos sacramentos, Cristo continua a ‘tocar-nos’ para nos curar» (CIC, 1504).

 

feira, 31-I: A fé e as provações.

Heb. 12, 4-7. 11-15 / Mc. 6, 1-6

E não pode fazer ali nenhum milagre… Estava admirado pela falta de fé daquela gente.

Jesus entristece-se pela falta de fé dos seus conterrâneos (cf. Ev.) e da pouca fé dos seus discípulos.

Com que fé aceitamos as tribulações? Tenhamos presente o conselho da Leitura: «É que o Senhor corrige aquele que ama e castiga a todo o filho que toma a seu cuidado. É para vossa correcção que tendes provações; é como filhos que Deus vos trata» Nas contrariedades e sofrimentos tenhamos sempre presente que são uma prova de amor de Deus para connosco e Ele só quer o nosso bem.

 

feira, 1-II: Nova visão da doença e dos doentes.

Heb. 12, 18-19. 21-24 / Mc. 6, 713

Jesus chamou a si os Doze Apóstolos e começou a mandá-los em missão dois a dois.

«Seguindo-o, eles (os discípulos) adquirem uma nova visão da doença e dos doentes. Jesus associa-os à sua vida pobre e servidora. Fá-los participar no seu ministério de compaixão e de cura: E eles partiram e pregaram (Ev.).» (CIC, 1506).

Também nós precisamos de adquirir uma melhor visão da doença e dos doentes. Procuremos prestar-lhes mais atenções: visitas, companhia, pequenos serviços… E não esqueçamos sugerir-lhes que recebam a Unção dos doentes, se for caso disso: «ungiam com óleo numerosos doentes» (Ev.).

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:                     Armando B. Marques

Nota Exegética:                       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                   Duarte Nuno Rocha

 


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