Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo

Missa da Aurora

25 de Dezembro de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Cantemos, Cantemos, M. Faria, NRMS 64

cf. Is 9, 2.6; Lc 1, 33

Antífona de entrada: Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor. O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. E o seu reino não terá fim.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

É Natal! Cristo nasceu! Foi-nos dado um Salvador! Com os Anjos, os Pastores e todos os homens de boa vontade, testemunhemos a nossa alegria e gratidão: hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu Jesus, o nosso Salvador!

 

Oração colecta: Concedei, Deus todo-poderoso, que, inundados pela nova luz do Verbo Encarnado, resplandeça em nossas obras o que pela fé brilha em nossos corações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Profeta anuncia à filha de Sião e todos os habitantes da terra: nasceu para nós o Salvador!

 

Isaías 62, 11-12

11Eis o que o Senhor proclama até aos confins da terra: «Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador. Com Ele vem o seu prémio e precede-O a sua recompensa. 12Serão chamados ‘Povo santo’, ‘Resgatados do Senhor’; e tu serás chamada ‘Pretendida’, ‘Cidade não abandonada’».

 

A leitura recolhe dois versículos do III Isaías, referidos à Jerusalém restaurada após o exílio. «Até aos confins da terra»: a perspectiva universalista típica da última parte de Isaías corresponde bem à realidade de um «Natal para todos».

«Filha de Sião, Filha de Jerusalém», forma poética de o profeta se dirigir aos habitantes da cidade, e mesmo a todos os israelitas (como aqui sucede). A Igreja é o novo «Israel de Deus», «o monte Sião» (Gal 4, 26; 6, 16; Hebr 12, 22; Apoc 14, 1; 21). «Sião» (etimologicamente lugar seco) era a cidadela da capital, Jerusalém. Inicialmente designava a fortaleza conquistada por David aos jebuseus, a colina oriental de Jerusalém (Ofel), que começou a ser chamada «cidade de David», para onde este transladou a Arca da Aliança. Quando Salomão construiu o Templo, a Norte de Sião, e para lá levou a arca, também se começou a dar a esse lugar o nome de Sião. Depois veio a designar o conjunto da cidade de Jerusalém, ou todos os seus habitantes e mesmo todo o povo de Israel. Na tradição cristã, veio a dar-se uma confusão acerca da localização topográfica do monte Sião, ao situá-lo no Cenáculo, na colina ocidental da cidade alta. Esta confusão parece ter origem em que o Cenáculo foi considerado a sede da primitiva Igreja de Jerusalém, o novo «monte Sião», segundo Hebr 12, 22 e Apoc 14, 1. Actualmente a Arqueologia veio esclarecer estes locais.

 

Salmo Responsorial      Sl 96 (97), 1 e 6.11-12

 

Monição: O salmo 96 convida-nos a cantar com alegria o nascimento do Deus Menino. Deixemo-nos inundar pela felicidade que nos vem do presépio! Hoje nasceu o nosso Salvador, Jesus Cristo Senhor!

 

Refrão:         Hoje sobre nós resplandece uma luz:

                      nasceu o Senhor.

 

O Senhor é rei: exulte a terra,

rejubile a multidão das ilhas.

Os céus proclamam a sua justiça

e todos os povos contemplam a sua glória.

 

A luz resplandece para os justos

e a alegria para os corações rectos.

Alegrai-vos, ó justos, no Senhor

e louvai o seu nome santo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo convida-nos a contemplar imensa bondade de Deus e o seu infinito amor para com os homens. Com Jesus tornamo-nos herdeiros da vida eterna.

 

Tito 3, 4-7

Caríssimo: 4Ao manifestar-se a bondade de Deus nosso Salvador e o seu amor para com os homens, Ele salvou-nos, 5não pelas obras justas que praticámos, mas em virtude da sua misericórdia, pelo baptismo da regeneração e renovação do Espírito Santo, 6que Ele derramou abundantemente sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador, 7para que, justificados pela sua graça, nos tornássemos, em esperança, herdeiros da vida eterna.

 

Esta belíssima síntese soteriológica bem podia ser uma espécie de fórmula de fé corrente na Igreja primitiva que tenha sido inserida na Carta.

5 O «banho de regeneração e renovação do Espírito Santo» é o Baptismo, que nos faz nascer de novo (Jo 3, 3.5) e que nos torna «nova criatura» (Gal 6, 15; 2 Cor 5, 17). O Natal é ocasião propícia para meditar também no nosso natal, o Baptismo, e para daí tirar consequências práticas: «reconhece, ó cristão, a tua dignidade; tornado participante da natureza divina, não regresses à antiga baixeza duma vida depravada; lembra-te de que Cabeça e de que Corpo és membro. Pelo Baptismo, tornaste-te templo do Espírito Santo» (S. Leão Magno, Homilia para o dia de Natal).

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 2, 14

 

Monição: Os Pastores davam glória a Deus, cantavam os seus louvores. Com eles cantemos também nós em honra de Jesus o nosso Salvador!

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 1, F. Silva, NRMS 50-51

 

Glória a Deus nas alturas

e paz na terra aos homens por Ele amados.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 15-20

15Quando os Anjos se afastaram dos pastores em direcção ao Céu, começaram estes a dizer uns aos outros: «Vamos a Belém, para vermos o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer». 16Para lá se dirigiram apressadamente e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. 18E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. 19Maria guardava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração. 20Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado.

 

A leitura mostra a reacção dos pastores perante o anúncio do nascimento de Jesus que bem pode marcar a atitude do cristão ao tomar consciência do Natal de Jesus: a decisão – tão presente nos nossos vilancetes – de ir a Belém, apressadamente, sem delongas nem escusas, ao encontro pessoal com Jesus, Maria e José.

18 Os «pastores» contaram as maravilhas daquela noite, mas os conterrâneos não os deveriam tomar muito a sério. Como poderia o Messias revelar-se a gente tão miserável, mal conceituada e tida por pecadora?

19 «Maria» ensina-nos a viver o mistério do Natal no recolhimento, ponderação e intimidade com Jesus.

 

Sugestões para a homilia

 

Vamos a Belém.

Natal é acontecimento actual.

Vamos a Belém!

«Naquele tempo os pastores diziam entre si: vamos a Belém.» Todos os anos, na noite de Natal, é S. Lucas quem nos convida a meditar na história da nossa salvação. Na missa da meia-noite ouvíamos o relato do nascimento de Jesus. O Anjo anuncia uma boa nova de alegria para todo o povo. Em Belém, a cidade de David, nasceu Jesus, o nosso Salvador! Ofereceu um sinal: «encontrareis um Menino envolto em panos e deitado numa manjedoira!»

O evangelista da santa infância do Deus Menino, descreve-nos a atitude decidida dos pastores que «partiram a toda a pressa e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoira!» Uma vez recebido o anúncio, prontamente foram ver. Com fé e simplicidade de coração reconheceram, aceitaram e «começaram a contar o que lhes tinham dito sobre aquele Menino!» A felicidade é contagiosa! Os pastores comunicam-na aos outros. Começa a evangelização, na própria noite de Natal. Enriquecidos pela graça, paz e alegria que irradia do rosto do Deus Menino, os pastores louvam, cantam e regressam como missionários deste Menino, causando admiração e espanto! «Todos se admiravam com aquilo que os pastores diziam!»

Natal é acontecimento actual

Os efeitos do nascimento de Jesus, no presépio de Belém, não pertencem ao passado. O mistério da Encarnação do Verbo conserva a sua actualidade. Todos somos convidados a receber Jesus, a ser suas testemunhas, a louvar a Deus que assim manifesta o seu amor por nós! «Manifestou a sua bondade e o seu amor para com os homens!» afirmava a segunda leitura de S. Paulo!

Irmãos, hoje é dia de Natal. Nós não podemos calar o que vimos e ouvimos! Imitemos os pastores! Imitemos S. Paulo! Contemplemos como Maria e José. Anunciemos como os Anjos e os pastores. Em todo o mundo gostaríamos que a luz e a paz do Deus Menino transformasse em «noite Feliz, em noite de paz» o viver de todos! Há dois mil anos os pastores saborearam e anunciaram aquela noite de paz. Deus é amor! Enquanto houver pessoas que amam, Deus continuará a nascer no coração dos que o procuram com sinceridade!

Aproveitemos este tempo da solenidade do Natal para desejar votos de alegria, paz e amor para todos aqueles com quem partilhamos o nosso dia a dia! Anunciemos esta alegre notícia de paz e de amor que nos vem do Deus Menino, hoje nascido no presépio de Belém. Irmãos, hoje é dia de Natal! Irmãos, é sempre Natal num coração que ama! Porque onde há caridade e amor aí habita Deus!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Elevemos ao Pai celeste as nossa súplicas pelos homens de toda a terra

Aos quais Ele enviou o próprio Filho, suplicando:

 

Abençoai, Senhor o vosso povo

 

1.  Pelas Igrejas que hoje celebram o Natal,

Pelos cristãos que o celebram noutro dia e por todos os homens de boa vontade,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos que correm ao presépio como os pastores,

pelos que meditam em seu coração como Maria

e pelos que contemplam o Menino como José, 

oremos.

 

3.  Pelas famílias

para que à volta do presépio

vivam a alegria da partilha do pão da paz e do amor, 

oremos.

 

4.  Por todos nós aqui reunidos, celebrando o Natal de Jesus,

pelos nossos familiares e amigos,

oremos.

 

 

Senhor, nosso Deus e nosso Pai,

Que fizestes resplandecer sobre a terra a luz de Cristo, acolhei benignamente

os anseios do nosso coração

E as súplicas que Vos apresentamos com toda a confiança pelos homens de quem Ele se fez irmão.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Desce o Orvalho, J. Santos, NRMS 15

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, a nossa oblação nesta santa noite de Natal e fazei que, pela admirável permuta destes dons, participemos na divindade do vosso Filho que a Vós uniu a nossa natureza humana, Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio do Natal: p. 457 [590-702] ou 458-459

 

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Também nas Orações Eucarísticas II e III se faz a comemoração própria.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

O Verbo fez-Se carne, a carne fez-se pão para ser nosso alimento na santa comunhão! Á luz da fé Jesus nasce todos os dias no coração de quem acredita e O recebe! Com S. José e a Virgem Mãe, os Anjos e os Pastores adoremos e louvemos Jesus nosso Salvador.

 

Cântico da Comunhão: Anjos e Pastores, F. da Silva, NRMS 31

Jo 1, 14

Antífona da comunhão: O Verbo fez-Se carne e nós vimos a sua glória.

 

Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, que nos dais a alegria de celebrar o nascimento do nosso Redentor, dai-nos também a graça de viver uma vida santa, a fim de podermos um dia participar da sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Natal é tempo de reconciliação familiar. Gostamos de reunir toda a família e celebrar cristãmente esta época festiva! Desejamos para todos esta Paz divina que os Anjos anunciaram em Belém. Jesus Menino, o Príncipe da paz, a todos abençoe: paz para todos os homens da terra!

 

Cântico final: Glória in Excelsis Deo, CT 266

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:              José Roque

Nota Exegética:                       Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                   Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial