4º Domingo do Advento

24 de Dezembro de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Sabei que o Nosso Deus, M. Simões, NRMS 24

Is 45, 8

Antífona de entrada: Desça o orvalho do alto dos Céus e as nuvens chovam o Justo. Abra-se a terra e germine o Salvador.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Com este domingo chegamos ao termo do Advento, hoje mesmo, na véspera do Natal. O Senhor do Céu e da Terra vem até nós, revelando-se na simplicidade dum bebé necessitado de todos os cuidados. Vem para assumir o nosso viver humilde e quotidiano; vem para nos resgatar do pecado com o Seu sacrifício. Mesmo antes de nascer, Ele já difunde alegria, júbilo, esperança; ainda no ventre de Maria faz com que João, o futuro Baptista, dê pulos de alegria no ventre de Santa Isabel. Com Maria e como Maria preparemo-nos para o encontro com Jesus.

 

Oração colecta: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Cristo vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz alcancemos a glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Escutemos o profeta Miqueias, que no século 8º antes de Cristo chama a nossa atenção para Belém, onde o Salvador irá nascer.

 

Miqueias 5, 1-4a

1Eis o que diz o Senhor: «De ti, Belém-Efratá, pequena entre as cidades de Judá, de ti sairá aquele que há-de reinar sobre Israel. As suas origens remontam aos tempos de outrora, aos dias mais antigos. 2Por isso Deus os abandonará até à altura em que der à luz aquela que há-de ser mãe. Então voltará para os filhos de Israel o resto dos seus irmãos. 3Ele se levantará para apascentar o seu rebanho pelo poder do Senhor, pelo nome glorioso do Senhor, seu Deus. Viver-se-á em segurança, porque ele será exaltado até aos confins da terra. 4aEle será a paz».

 

Em face da situação grave que pesava sobre o povo com as invasões assírias, no século VIII a. C., o Profeta tem palavras de esperança; após a ruína virá a restauração, que se fará por meio de um descendente de David. A profecia projecta-nos para um futuro de segurança e de paz, para tempos messiânicos.

1 «De ti sairá aquele…» Tanto a tradição judaica (cf. Rut 4, 11; 1 Sam 16, 1-13; 17, 12; e o Talmud: Pesahim 51, 1; Nedarim 39, 2) como a cristã (cf. Mt 2, 4-6; Jo 7, 40-42) entenderam esta profecia como referida ao lugar do nascimento de Cristo em Belém. «Beth-léhem» significa «casa do pão»; «Efratá» (fecunda) distingue-a de outra Belém, na Galileia.

«Pequena entre as cidades…» S. Mateus (Mt 2, 4-6) cita este texto fazendo dele uma leitura actualizada para mostrar que em Jesus se cumpre esta profecia de Miqeias. Para isso recorre ao deraxe: um recurso de actualização próprio da hermenêutica judaica (aqui o al-tiqrey: «não leias») que tem em conta que em hebraico não se escreviam as vogais: assim, a palavra hebraica com que se diz «as cidades de» (alfey) é lida com outras vogais de modo a significar «as principais (príncipes) de» (al-lufey). É assim que Mateus pode dizer, não falseando o texto, mas interpretando-o: «não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá».

«As suas origens remontam...» A expressão hebraica presta-se a designar uma origem anterior ao tempo, portanto, eterna e divina. Assim pensam muitos exegetas católicos, recorrendo à analogia com Is 9, 5.

2 «Aquela que há de ser mãe». Esta maneira de falar faz pensar numa alusão à célebre profecia de Isaías 7, 14, conhecida dos destinatários do oráculo, coisa aliás compreensível, uma vez que já teriam passado uns anos.

4 «Ele será a Paz». Em Ef 2, 14 parece haver uma citação desta passagem messiânica.

 

Salmo Responsorial      Sl 79 (80), 2ac.3b.15-16.18-19 (R.4)

 

Monição: «Despertai o vosso poder e vinde!» O salmo que hoje temos é a súplica do povo de Israel sujeito ao poderio dos inimigos; ela torna-se a súplica de toda a Humanidade que espera a salvação vinda do Alto, a súplica para que Jesus venha no Natal com o seu poder salvador: «Mostrai-nos, Senhor, o vosso rosto e seremos salvos!»

 

Refrão:         Senhor nosso Deus, fazei-nos voltar,

                      mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos.

 

Ou:                Mostrai-nos, Senhor, o vosso rosto

                      e seremos salvos.

 

Pastor de Israel, escutai,

Vós estais sobre os Querubins, aparecei.

Despertai o vosso poder

e vinde em nosso auxílio.

 

Deus dos Exércitos, vinde de novo,

olhai dos céus e vede, visitai esta vinha;

protegei a cepa que a vossa mão direita plantou,

o rebento que fortalecestes para Vós.

 

Estendei a mão sobre o homem que escolhestes,

sobre o filho do homem que para Vós criastes.

Nunca mais nos apartaremos de Vós,

fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O Natal de Jesus encerra um programa de vida para cada um de nós, como se lê na Epístola aos Hebreus, a propósito da vinda do Filho eterno de Deus ao mundo: «Eis-me aqui… Eu venho, ó Deus, para fazer a tua vontade».

 

Hebreus 10, 5-10

Irmãos: 5Ao entrar no mundo, Cristo disse: «Não quiseste sacrifício nem oblações, mas formaste-Me um corpo. 6Não Te agradaram holocaustos nem imolações pelo pecado. 7Então Eu disse: ‘Eis-Me aqui; no livro sagrado está escrito a meu respeito: Eu venho, ó Deus, para fazer a tua vontade’». 8Primeiro disse: «Não quiseste sacrifícios nem oblações, não Te agradaram holocaustos nem imolações pelo pecado». E no entanto, eles são oferecidos segundo a Lei. 9Depois acrescenta: «Eis-Me aqui: Eu venho para fazer a tua vontade». Assim aboliu o primeiro culto para estabelecer o segundo. 10É em virtude dessa vontade que nós fomos santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita de uma vez para sempre.

 

O autor inspirado aplica a Cristo, «ao entrar no mundo» (bela maneira de designar a sua Incarnação), o Salmo 40 (39), que, literalmente, não é considera­do um salmo messiânico, mas em que ele descobre um sentido oculto (que se pode chamar um sentido típico ou plenário, e não mera acomodação) que, ao fim e ao cabo, exprime não só a atitude interior de Cristo, mas também o alcance redentor da sua vinda ao mundo. Com efeito, Cristo sabe que aquilo que é exterior ao homem (como era o caso do sangue dos animais oferecidos no culto levítico) tem uma ineficácia radical para agradar a Deus e salvar do pecado a Humanidade (cf. v. 11). Por isso Ele intervém, de modo definitivo, oferecendo-Se a si mesmo em sacrifício, numa homenagem de obediência livre e plena, «de uma vez para sempre» (v. 10) – «eis-me aqui: Eu venho para fazer a tua vontade» (v. 9). Foi assim que «aboliu o culto antigo» (centrado na oferta de animais a Deus), «para estabelecer o segundo» e novo culto sempre vivo a actuante na Liturgia da Igreja, que na Eucaristia torna presente o único sacrifício de Cristo.

5   «Formaste-me um corpo»: Como habitualmente em Hebreus, a citação do Salmo também é feita segundo a versão grega dos LXX, que, embora substancialmente idêntica ao original hebraico («abriste-me me os meus ouvidos»), é muito mais expressiva para designar o mistério da Incarnação.

 

Aclamação ao Evangelho          Mt 1, 38

 

Monição: Disponhamo-nos para o nascimento de Jesus como Maria, com obras concretas de serviço aos outros no nosso lar e com quem precisa da nossa ajuda. Aclamemos com alegria o Salvador, que nos vai falar no Evangelho.

 

Aleluia

 

Cântico: J. Duque, NRMS 21

 

Eis a escrava do Senhor:

faça-se em mim segundo a vossa palavra.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 39-45

39Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. 40Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo 42e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? 44Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. 45Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor».

 

Os exegetas descobrem neste relato uma série de ressonâncias vétero-testementárias, o que corresponde não apenas ao estilo do hagiógrafo, mas sobretudo à sua intenção teológica de mostrar como na Mãe de Jesus se cumprem as figuras do A.T.: Maria é a verdadeira e nova Arca da Aliança (comparar Lc 1, 43 com 2 Sam 6, 9 e Lc 1, 56 com 2 Sam 6, 11) e a verdadeira salvadora do povo, qual nova Judite (comparar Lc 1, 42 com Jdt 13, 18-19) e qual nova Ester (Lc 1, 52 e Est 1 – 2).

39 «Uma cidade de Judá». A tradição diz que é Ain Karem, uma bela povoação a 6 Km a Oeste da cidade nova de Jerusalém. De qualquer modo, ficaria a uns quatro ou cinco dias de viagem de Nazaré (uns 150 Km). Maria empreende a viagem movida pela caridade e espírito de serviço. A «Mãe do meu Senhor» (v. 43) não fica em casa à espera de que os Anjos e os homens venham servir a sua rainha; e Ela mesma, que se chama «escrava do Senhor» (v. 38), «a sua humilde serva» (v. 48), apressa-se em se fazer a criada da sua prima e de acudir em sua ajuda. Ali permanece, provavelmente, até depois do nascimento de João, uma vez que S. Lucas nos diz que «ficou junto de Isabel cerca de três meses» Se Lucas diz que «regressou a sua casa» antes de relatar o nascimento de João, isso deve-se a uma técnica de composição literária chamada «de eliminação» (arrumar um assunto de vez antes de passar a outro, independentemente da sucessão real dos factos), do gosto de São Lucas (ver tb. Lc 1, 80 e 2, 7; 3, 20 e 21; 22, 15-18 e 22, 19-20, sem a interrupção que aparece nos outros Sinópticos: vv 21-23).

42 «Bendita és Tu entre as mulheres». Superlativo hebraico: a mais bendita de todas as mulheres.

43-44 «A Mãe do meu Senhor». As palavras de Isabel aparecem como proféticas, fruto duma luz sobrenatural que faz ver que o mexer-se do menino no seio (v. 41) não era casual, mas que «exultou de alegria» para saudar o Messias e sua Mãe. É natural que esta reflexão de fé já circulasse nas fontes familiares dos Evangelhos da Infância.

 

Sugestões para a homilia

 

·    O Natal de Jesus abre para todos uma perspectiva maravilhosa de paz e alegria; já assim o focavam os profetas.

·    Mas o mistério do Natal orienta-se para o mistério da Páscoa: o sacrifício da Cruz e a glória da Ressurreição, numa entrega total à vontade do Pai para a nossa salvação.

·    Ninguém como Maria imita a entrega de Jesus. A «serva do Senhor» apressa-se a ir servir Isabel; é como a dizer-nos que sem espírito de serviço não há verdadeira alegria de Natal.

 

Com este quarto domingo, chegamos ao termo do Advento. Mesmo nas vésperas do Natal, celebramos o Senhor que vem até nós, inserindo-se bem, na nossa história, no nosso viver humilde e quotidiano (1.ª leitura). E vem com um projecto claro e bem definido: resgatar os homens com o Seu sacrifício. (2.ª leitura). E começa, ainda mesmo antes de nascer, a causar alegria, júbilo, esperança, naqueles que mais de perto com Ele convivem (Evangelho).

Vamos então seguir algumas das pistas que estas 3 leituras hoje nos proporcionam.

 

A primeira é do profeta Miqueias, contemporâneo de Isaías, que já anunciara a vinda do «Emanuel» – Deus connosco –, que uma virgem conceberá e dará à luz, Miqueias avança um pormenor importante: esse, «que reinará sobre Israel», vai nascer em Belém de Judá, a terra do rei David, seu antepassado segundo a carne. Esse Chefe vai erguer-se «para apascentar o Seu rebanho, pelo poder do Senhor e pelo nome glorioso do Senhor, Seu Deus. Os Seus viverão em segurança, porque Ele se tornará grande até aos confins da Terra. E Ele será a Paz». Toda esta perspectiva maravilhosa e aliciante, todo este progredir da Salvação que culminará na Paz, cantada pelos anjos, na noite do Nascimento, arranca da cidade peregrina e humilde de Belém, e isto, diz o profeta na «altura em que for mãe aquela que há-de mãe».

Um pormenor: o profeta não menciona o pai, deixando assim antever, pelo menos indirectamente, as circunstâncias miraculosas deste nascimento.

 

A segunda leitura traz-nos uma outra narração dos acontecimentos, mas esta mais interior, mais profunda: o autor da Carta aos Hebreus introduz-nos no próprio seio da SS.ma Trindade ao desvendar-nos o diálogo Pai-Filho: «Ao entrar no mundo, Jesus disse ao Pai: – «Não quisestes sacrifícios e oferendas, mas formaste-Me um corpo. Holocaustos e imolações pelo pecado não Te foram agradáveis. Então Eu disse: Eis-Me aqui. Eu vim, ó Deus para fazer a Tua Vontade». E conclui: «E em virtude dessa mesma vontade é que nós fomos santificados pela oferenda do Corpo de Jesus Cristo, feita de uma vez para sempre». Ao colocar esta leitura aqui, neste dia, a Liturgia da Igreja quer chamar a nossa atenção para o verdadeiro motivo do nascimento de Jesus. A Sua entrada neste mundo está orientada para o drama da Cruz e o triunfo da Páscoa. A obediência à vontade do Pai é o motivo profundo de toda a Vida do Senhor, desde Belém até ao Gólgota e à Ressurreição. O Natal orienta-se para a Páscoa. As duas solenidades são apenas o início e o termo desta oferta total à Vontade do Pai, para Sua glória e salvação da Humanidade.

 

Não podemos deixar de aproximar o «Eis-Me aqui», desta segunda leitura do «Eis a serva do Senhor», da resposta de Maria ao anjo, ou melhor, como diz São Bernardo, ao Senhor por meio do anjo.

E é esta disponibilidade de Maria que brilha intensamente no evangelho deste domingo. Tendo dado o seu assentimento à mensagem do Senhor e acolhendo já no seio virginal o Filho de Deus que começará a fazer-se homem, Maria não se isola na contemplação de tão grande mistério, não! Parte apressadamente para a montanha, oferecendo à prima Isabel os seus préstimos de «serva». Maria sabe como ninguém que o serviço do Senhor passa, aqui neste mundo, pelo serviço dos homens. Ela vai assistir à prima, carecida de cuidados mais intensos, pois que, avançada em idade, estava já com seis meses de grávida. Leva-lhe porém muito mais: a presença real do Salvador escondido no seu seio. E com Ele, a alegria, o júbilo transbordante, o estremecimento maravilhoso de João a nascer.

Tudo isto aconteceu porque Maria acreditou na palavra de Deus e se ofereceu inteiramente a servir o Seu projecto de salvação dos homens.

Também eu, neste Natal, nas minhas visitas deste Natal, posso e devo levar de mim este dom, esta maravilha, esta alegria!

Porque, também a Mim, pequenino, pobre, humilde, o Senhor me quer enviar aos meus irmãos, a dizer-lhes, com a alegria da minha presença, que a Salvação chegou! Santo Natal! Boas festas!

 

Fala o Santo Padre

 

Caríssimos Irmãos e Irmãs

1. O Natal já está próximo. Enquanto são dados os últimos retoques no presépio e na árvore de Natal, que estão presentes também aqui, na Praça de São Pedro, é preciso predispor a alma para viver intensamente este grande mistério da fé.

Nos últimos dias de Advento, a liturgia dá particular relevo à figura de Maria. No seu coração, do seu «Eis-me!» cheio de fé, em resposta ao chamamento divino, teve início a encarnação do Redentor. Portanto, se quisermos compreender o significado autêntico do Natal, é para Ela que voltar o nosso olhar, é a Ela que devemos invocar.

2. Maria, a Mãe por excelência, ajuda-nos a compreender as palavras-chave do mistério do nascimento do seu Filho divino: humildade, silêncio, enlevo e alegria.

Ela exorta-nos, sobretudo, à humildade, para que Deus possa encontrar espaço no nosso coração, não ofuscado pelo orgulho nem pela soberba. Ela indica-nos o valor do silêncio, que sabe escutar o canto dos Anjos e o vagido do Menino, sem os sufocar no alarido e na confusão. Juntamente com Ela, deter-nos-emos diante do presépio com íntimo enlevo, saboreando a alegria simples e pura que aquele Menino traz para a humanidade.

3. Na Noite Santa, o Astro que surge, «esplendor da luz eterna, sol da justiça» (cf. Antífona do Magnificat, 21 de Dezembro) virá iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte. Guiados pela hodierna liturgia, façamos nossos os sentimentos da Virgem e permaneçamos em ansiosa expectativa do Natal de Cristo.

 

Papa João Paulo II, Angelus, 21 de Dezembro de 2003

 

 

Oração Universal

 

Caríssimos fiéis: Elevemos a nossa oração a Jesus Cristo,

que nos veio trazer a sua paz, e roguemos pela Igreja e pelos homens,

dizendo (ou: cantando), com toda a confiança:

 

R. Vinde, Senhor Jesus.

Ou: Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos.

Ou: Vinde, Senhor, e salvai-nos.

 

1.  Pelo Papa e pelos bispos do mundo inteiro,

para que, meditando na atitude de Maria,

como ela sirvam a Deus nos que precisam,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos povos que há muito estão em guerra,

para que as tréguas do Natal

façam nascer as condições de uma paz justa,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelos doentes, os pobres e os isolados,

para que encontrem, nesta festa do Natal,

quem reconheça a sua dignidade,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos que se encontram longe de seus lares

e por todos os que trabalham no estrangeiro,

para que voltem com saúde a suas casas,

oremos, irmãos.

 

5.   Pelas famílias de cada um de nós

e pelas mães que mais trabalham nestes dias,

para que todos sirvam o Senhor com alegria,

oremos, irmãos.

 

 

Senhor Jesus Cristo, que viestes ao mundo para fazer a vontade do Pai,

enchei-nos do vosso Espírito de amor, para que, como Isabel e como a Virgem,

Vos sirvamos naqueles que mais precisam.

Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Bendito Seja Deus, Az. Oliveira, NRMS 48

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons que trazemos ao vosso altar e santificai-os com o mesmo Espírito que, pelo poder da sua graça, fecundou o seio da Virgem Santa Maria. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio do Advento II: p. 455 [588-700]

 

Santo: F. dos Santos, NCT 201

 

Monição da Comunhão

 

Tão real como no seio de Maria, Jesus também quer vir dentro de nós. Preparemo-nos para O receber com a fé, pureza, humildade e devoção da Virgem Maria e deitemos fora toda a soberba e arrogância de quem se julga sem pecado.

 

Cântico da Comunhão: Feliz és Tu, C. Silva, Suplemento CT

cf. Is 7, 14

Antífona da comunhão: A Virgem conceberá e dará à luz um filho. O seu nome será Emanuel, Deus-connosco.

 

Oração depois da comunhão: Tendo recebido neste sacramento o penhor da redenção eterna, nós Vos pedimos, Senhor: quanto mais se aproxima a festa da nossa salvação, tanto mais cresça em nós o fervor para celebrarmos dignamente o mistério do Natal do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos sair dispostos a levar a quem nos rodeia a alegria e a esperança de Deus que nos vem salvar, como Maria, que se apressou para ir ao encontro de Isabel, sem olhar às dificuldades das montanhas do caminho.

 

Cântico final: Exultai de Alegria no Senhor, M. Carneiro, NRMS 21

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração:             Geraldo Morujão

Homilia:                            Abel Figueiral (adaptação da rádio por GM)

Nota Exegética:           Geraldo Morujão

Sugestão Musical:    Duarte Nuno Rocha

 


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